domingo, 30 de setembro de 2012

O SUPERINTENDENTE E O SEU RELACIONAMENTO COM OS PROFESSORES

  
INTRODUÇÃO
Para sermos bem-sucedidos como superintendente, jamais devemos nos esquecer desta proposição: o superintendente da Escola Dominical é, antes de mais nada, um professor. Se soubermos motivar o corpo docente, haveremos de ter uma escola moderna e que prime pela qualidade total no Ensino da Palavra de Deus.
 

I. O QUE É O PROFESSOR
a) Etimologia
O significado etimológico do vocábulo professor é bastante curioso. Trazido da palavra latina professore, denota aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina. 

b) Definição
Professor é a pessoa perita, ou adestrada, para, não somente transmitir conhecimentos, mas principalmente formar o caráter de seus pupilos. 

c) Conceito pedagógico
Sempre admirável em suas proposições, Aguayo dá-nos esta belíssima definição: Professor é quem conscientemente, e com um propósito determinado, influi sobre a educação de uma comunidade. Educadores e professores são, pois, o sacerdote, o filósofo, o estadista, o magistrado, os pais, os grandes escritores e, em geral, toda pessoa que se propõe estimular, guiar e dirigir o pensamento, a conduta ou a vida dos seus semelhantes. 

d) O professor como intermediário
Devem os professores atuar como os reais intermediários entre os especialistas e os alunos. Esta função do mestre foi muito bem entendida pelo admirável escritor Monteiro Lobato: A função do mestre profissional fez-se cara. Tinha de ser o intermediário entre o especialista e o povo, tinha de aprender a linguagem do especialista, como este aprendia a linguagem da natureza, e desse modo romper as barreiras erguidas entre o conhecimento e a necessidade de aprender, descobrindo meios de expressar as novas verdades em termos velhos que toda gente entendesse. Isso porque se o conhecimento se desenvolve demais, a ponto de perder o contato como homem comum, degenera em escolástica e na imposição do magister; o gênero humano encaminhar-se-ia para uma nova era de fé, adoração e distanciamento respeitoso dos novos sacerdotes; e a civilização, que desejava erguer-se sobre uma larga disseminação da cultura, ficaria, precariamente, baseada sobre uma erudição técnica, monopólio duma classe fechada e monasticamente separada do mundo pelo orgulho aristocrático da terminologia. 

e) A importância do professor da Escola Dominical
É justamente com esse elemento tão importante da educação que nós superintendentes estamos lidando. Não podemos ignorá-lo, nem subestimar-lhe o valor. De nosso relacionamento com ele, dependerá todo o nosso êxito como responsáveis pelo mais importante departamento da igreja. Além disso, são os professores os intermediários entre os doutores e o povo.
Na antiguidade, professor era aquele que, publicamente, professava a sua fé. Que os professores e superintendentes de Escola Dominical jamais nos esqueçamos desse sacratíssimo dever de nosso ministério! Professemos sempre a fé no Cordeiro de Deus.
 

II. OS PROFESSORES COMO INTERMEDIÁRIOS E INTÉRPRETES DE NOSSOS CURRÍCULOS
São os professores os intermediários entre os especialistas e os alunos. Devem eles atuar como intérpretes e os adaptadores de currículos. Estejamos atentos aos professores que, rejeitando temerariamente as lições que lhes prescreve a igreja local em consonância com a orientação dos órgãos convencionais competentes, põem-se a escrever lições por conta própria, cometendo não raro aleijões doutrinários e aberrações teológicas.  
 

III. OS REQUISITOS BÁSICOS DO PROFESSOR
Theobaldo Miranda Santos afirmou, certa ocasião, que o professor não é somente aquele que educa por profissão. É aquele que, por vocação, ensina. Quem pode contestar o ilustre pedagogo brasileiro? Ora, se assim deve agir o professor secular, o que não diremos acerca do professor que tem como missão ensinar a Palavra de Deus? Vejamos, a seguir, os requisitos exigidos daquele que se propõe a ensinar: 

1) Vocação
É o ato de chamar. É o pendor, a disposição e a pendência para alguma coisa. Paulo, o Apóstolo, comparou o ensino a uma chamada divina: De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7). A vocação ao ensino da Palavra de Deus, por conseguinte, é algo sagrado. 

2) Amor ao ensino
Não basta ser vocacionado ao ensino; é necessário que se tenha pelo ensino um sacrificado amor. Os que, no magistério, vêem apenas uma fonte de renda, sentir-se-ão continuamente frustrados. Antes de mais nada, consideremos: o ensino, como todo o sacerdócio, não foi instituído para enriquecer quem o pratica, e, sim, aqueles  a quem ele se destina. Jamais deve o professor esquecer-se do que disse Platão: Os que levam fachos de luz devem passá-los a outros. 

3) Dedicação ao ensino.
Os chineses têm um ditado: Cem livros não valem um bom professor. Basta um instante de reflexão para se concluir: cem livros não valem um professor desde que este seja dedicado ao ensino. Superintendente, tem você ajudado seus professores a se dedicarem ao ensino? Incentive-os; é a sua missão. 

4) Exemplaridade moral
João Batista de La Salle, impressionado com a decadência em sua época, resolveu fundar uma escola que educasse dignamente as crianças, e cujos professores se destacassem, acima de tudo, pelo exemplo moral. Como carecemos de pessoas moralmente sadias! Se não tivermos mestres que sejam doutores na conduta, jamais poderemos alistar cristãos que sejam graduados no agir, adestrados no pensar e aptos a servir a Deus.
Eis o que certa vez recomendou Raul Ferrero: Dentro e fora da escola, o mestre deve ser um paradigma de correção e a de boa conduta porque a virtude se irradia sobre os demais como um exemplo vivificador. Enobrece o espírito e concede ao homem um traço de incontestável respeitabilidade. Requer, pois, o educador sólidos princípios morais e religiosos, severamente observados. Como só se pode transmitir o que se possui, o mestre, ensinando a moral, tem de vivê-la com sóbrio orgulho e inculcá-la com paterna solicitude. 

5) Vida espiritual
Precisamos de professores que se dediquem amorosa e sacrificialmente ao Senhor Jesus. Não basta ter vocação ao ensino; é imprescindível o devotado amor ao Divino Mestre. Como podemos ensinar o amor a Cristo, se desconhecemos o sentido do amor divino? Leciona o pastor Antonio Gilberto: O professor espiritual e preparado completa o trabalho do evangelista ou pregador. O ensino da Palavra deve ser em toda igreja uma sequência da pregação. 

6) Preparo físico
Tendo em vista as dificuldades inerentes ao ensino, é fundamental que o professor esteja preparado fisicamente. Terá ele, afinal, de ministrar aulas que, em média, duram de quarenta minutos a uma hora. Recomenda-se, pois, ao professor que cuide bem de sua saúde, alimente-se na hora certa e não sacrifique as horas de sono. Tem os seus professores esses requisitos? Se os têm, é mister que os desenvolvam plenamente.
 

IV. OS PRINCIPAIS DEVERES DO PROFESSOR
Como em toda escola, cabe ao superintendente levar o corpo docente a cumprir fielmente as suas obrigações. Doutra forma, o grande projeto, que é a Escola Dominical, jamais alcançará seus objetivos. 

1) Preparo da lições
Que cada professor gaste pelo menos uma hora por dia no preparo de sua lição. Aqueles que só lêem a lição no domingo, minutos antes de ir à Escola Dominical, estão fadados ao fracasso. 

2) Pontualidade
Incentivemos o professor a chegar à Escola Dominical com, pelo menos, trinta minutos de antecedência. Ele poderá, assim, verificar se a sua sala está devidamente preparada. Além disse, poderá dispor de alguns minutos para orar a fim de que Deus o abençoe na ministração da matéria. 

3) Visitar os alunos
O professor não deve permitir que os faltosos fiquem sem a devida assistência espiritual. Visitando-os em suas lutas e provações, os mestres muito nos ajudarão a viver um grande avivamento espiritual. 

4) Orar pela classe
Leve seus professores a intercederem por suas respectivas classes e pela Escola Dominical como um todo. Sem oração, não pode haver progresso. Aconselho que toda a semana o superintendente se reúna com os professores e a diretoria da Escola Dominical a fim de interceder por esta junto a Deus. Aí está a chave da vitória. 

5) Frequentar a reunião dos professores
Leve seus professores a frequentarem regularmente a reunião dos professores. É a oportunidade de que você dispõe para incutir nos mestres o espírito de corpo (unidade espiritual) de que deve haver em cada Escola Dominical. Além disso, precisarão observar as orientações didáticas e pedagógicas concernentes às lições a serem ministradas. Ajude os professores a cumprirem os seus deveres. Fale com aqueles que estejam enfrentando dificuldades para observar as normas estabelecidas pela Escola Dominical. Seja compreensivo; todavia, jamais negocie a sua autoridade como superintendente. Seja paciente, porém, nunca perca de vista os grandes objetivos do Reino de Deus.
Embora pareça difícil e até doloroso substituir um professor, às vezes é imperioso fazê-lo. Se este vier a perder o alvo do ensino cristão e não mais contempla suas urgências, exorte-o. Se não houver mudança de atitude, não relute em proceder a substituição. Mas não deixe de orar pelo mestre que está sendo substituído; amanhã poderá voltar devidamente reciclado.
 

V. O QUE PODERÁ FAZER O SUPERINTENDENTE EM PROL DOS PROFESSORES
Exporemos aqui o que poderá fazer você pelos seus professores. 

1) Ore pelos seus professores.
Apresente-os diariamente ao Senhor Jesus. Deve você posicionar-se diante de Deus como o maior intercessor da Escola Dominical. Lembra-se de Samuel? Foi considerado pelo próprio Deus como um dos maiores intercessores de Israel (Jr 15.1). 

2) Visite os professores.
Assim como os professores devem visitar os alunos, deve o superintendente visitar cada professor em particular. E se um dia o superintendente precisar de visitas, o pastor estará pronto a fazê-lo. Dessa forma, cada um interessando-se pelo seu irmão, Deus estará visitando a todos. É a lei do amor. 

3) Interesse-se pelos problemas de seus professores.
Não se limite a substituir os mestres que, num dado momento de sua carreira, estejam enfrentando dificuldades. Procure saber o que lhes está acontecendo. Às vezes é apenas uma fase difícil. Já pensou se o Senhor Jesus fosse desfazer-se de nós cada vez que nos víssemos em crise? Certamente não estaria eu a escrever este livro.

4) Recicle os professores.
Se não tomarmos cuidados, tanto os professores como nós, os superintendentes, repetir-nos-emos. Por isso, é imperativo que nos reciclemos periodicamente. Sempre que houver um curso específico patrocine a ida de seus professores. Ou melhor: vá com eles. Mostre-lhes que você mesmo está interessado em aperfeiçoar-se. 

5) Ajude os seus professores a serem grandes pesquisadores.
Ajude os seus professores a serem grandes pesquisadores. Jerônimo, que foi um dos maiores cultores do Cristianismo, deixou aos seus discípulos este peregrino conselho: Vivei como se, cada dia, tivésseis de morrer; estudai como se, eternamente, tivésseis de viver. O que o grande erudito quis dizer-nos? Em primeiro lugar, que nós professores não podemos limitar-nos às atividades acadêmicas. Antes destas, devemos primar por uma vida piedosa e santa, devocional e sacrificialmente amorosa.  
 

CONCLUSÃO
Lute por seus professores a fim de que alcancem o grau de excelência requerido na Palavra de Deus: O que ensina, esmere-se no fazê-lo.
 
Pr. Claudionor de Andrade

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2012

                    (Vencendo as Aflições da Vida)

 
Lição 13
1. O que o Meigo Nazareno revelou para Ananias acerca da experiência paulina?
R. O quanto deveria padecer pelo nome de Jesus (At 9.16).

2. O que o quadro de vida do apóstolo Paulo nos mostra?
R. Ele nos mostra como podemos ser vítimas do desamparo, da traição e do abandono na caminhada cristã.

3. Qual o desafio da experiência paulina para nós?
R. Viver o Evangelho que não priorize a ilusão de uma vida de “mar de rosas”, mas a realidade dos “espinhos” e “abrolhos”.

4. Embora preso e necessitado, o que o apóstolo demonstra quando envia uma carta aos filipenses?
R. Regozijo do Senhor em saber que os crentes daquela localidade lembravam-se dele.

5. O que a expressão “Tudo posso naquele que me fortalece” revela?
R. O contentamento de Paulo e a sua verdadeira fonte: Jesus Cristo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

LIÇÃO 14 – A VIDA PLENA NAS AFLIÇÕES

                                                        Fp 4.10-13
  
 
INTRODUÇÃO
No decorrer deste trimestre estudamos diversos de tipos de sofrimentos e aflições que afetam a humanidade, tais como: enfermidade, morte, viuvez, dívidas, rebeldia dos filhos, abandono, dentre outros. Vimos também que o cristão não está imune a essas adversidades, pois, como disse o próprio Senhor Jesus: “No mundo tereis aflições...” (Jo 16.33). Nesta lição, veremos o significado de vida plena na aflição; exemplos bíblicos de aflições; a perspectiva paulina do consolo e alegria em meio ao sofrimento; e, finalmente, como desfrutar de uma vida plena nas aflições. 

I – DEFINIÇÃO DE AFLIÇÃO E VIDA PLENA
            O termo aflição no grego é “Kakoucheõ” que significa: “sofrer infortúnio, ser maltratado” (Hb 11.25; 11.37; 13.3). A palavra “Kakopatheõ” que quer dizer: “sofrimento, adversidade, padecer” (2Tm 1.8; 2.9; 4.5; Tg 5.13); e “Kakopatheia” pode ser definida como: “aflição, maltrato, angústia” (At 7.34; Rm 8.18; 1Pe 1.11; 5.1; Hb 2.9; 2Co 1.5; Fp 3.10; 1Pe 4.13; 5.1). Já o termo vida plena tem o sentido de vida abundante que significa “superabundante” e diz respeito a qualidade de vida que é oriunda de Cristo - a fonte (Jo 4.14; 14.6; Rm 6.4; 7.6; Ap 21.6). Portanto, vida plena nas aflições significa desfrutar de paz, alegria e, principalmente, da presença de Cristo, mesmo no sofrimento, pois, como disse o Senhor Jesus: “...Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

II - EXEMPLOS BÍBLICOS DE AFLIÇÕES
            Encontramos nas Sagradas Escrituras diversos exemplos de servos de Deus que enfrentaram adversidades e aflições. Vejamos alguns:
·       José. Até tornar-se governador do Egito, sofreu inveja por parte dos seus irmãos, foi lançado em uma cisterna, vendido como escravo, caluniado e preso injustamente (Gn 37-45);
·       Noemi. Ela perdeu seu esposo e seus filhos (Rt 1.1-5). Sua dor e tristeza foi tão profunda que chegou a pedir que lhe chamassem de Mara, que significa “amargosa” (Rt 1.20); 
·       Jó. Apesar de ser um homem sincero, reto, temente a Deus, e desviar-se do mal, por permissão divina, perdeu todos os seus bens, seus filhos, e até mesmo a sua saúde (Jó 1.13-2.8);
·       Jeremias. Foi escolhido por Deus para o ministério profético, mas, foi rejeitado por sua família, pelos sacerdotes e pelo povo judeu (Jr 12.6; 20.2; 26.8,9); foi afrontado pelos falsos profetas (Jr 23.9-4028.1-17); foi ferido e colocado em um cepo (Jr 20.1,2), colocado na prisão (Jr 37.15,16) e, posteriormente, em um calabouço (Jr 38.6);
·       Jesus. Mesmo sendo o Filho de Deus, Ele experimentou diversos tipos de sofrimento. Ele nasceu em uma estrebaria (Lc 2.1-7); ainda quando criança, precisou fugir para o Egito, para escapar da morte (Mt 1.13-18); foi desacreditado, não só pelos judeus (Jo 1.11), mas, até mesmo pelos seus irmãos (Jo 7.5); durante o seu ministério, foi acusado e perseguido pelos sacerdotes, escribas e fariseus (Mt 12.24; 21.15; Mc 11.18; 14.1; Lc 19.47; 20.1); além disso, Ele foi preso, julgado, condenado e morto, mesmo sem haver cometido crime algum (Mt 26.47-27.56; Mc 14.43-15.41; Lc 22.47-23.48; Jo 18.1-19.37);
·       Paulo. Enfrentou diversos tipos de aflições, tais como:  insulto (At 13.45); apedrejamento (At 14.19,20); açoites e prisões (At 16.22,23); naufrágio, fome, sede, frio e nudez (II Co 4.8-9; 11.16-33). 

III – PERSPECTIVA PAULINA SOBRE O CONSOLO E ALEGRIA EM MEIO AO SOFRIMENTO
            A Bíblia nos mostra claramente que o servo de Deus não está imune às tribulações. Mas, ensina também que podemos obter regozijo e consolo divino, mesmo em meio às aflições da vida, como veremos a seguir:
·       Paulo sabia muito bem o que era padecer, pois, como vimos anteriormente, ele enfrentou diversos tipos de aflições. No entanto, tinha convicção que jamais seria desamparado: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos(II Co 4.8,9);
·       Paulo ensina também que é possível o crente regozijar-se, mesmo em meio ao sofrimento:Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Cl 1.24). A Epístola aos Efésios, por exemplo, foi escrita quando Paulo estava preso em Roma (Fp 1.12,14). No entanto, ele não demonstra angústia, tristeza ou frustração; pelo contrário, é nesta carta em que ele mais demonstra o seu regozijo e alegria (Fp 1.4,18; 2.2,17; 3.1; 4.1,4,10);
·       O cristão que sofre por amor à Cristo, sem dúvida, experimentará também o consolo divino:“Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (II Co 1.5);
·       Mesmo em meio às tribulações, o apóstolo Paulo diz que estava cheio de consolação e transbordante de gozo:“Grande é a ousadia da minha fala para convosco, e grande a minha jactância a respeito de vós; estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações”  (II Co 7.4). 

IV – COMO DESFRUTAR DE UMA VIDA PLENA NAS AFLIÇÕES
            A Palavra de Deus nos ensina, não apenas sobre a possibilidade das aflições na vida do servo de Deus, mas, também, como devemos nos portar em meio ao sofrimento. Vejamos:
 
      4.1 Confiando em Deus
·       O patriarca Jó, apesar de todas provações, demonstrou uma confiança inabalável em Deus, quando disse: “Ainda que ele me mate, nele esperarei... Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra... Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido”(Jó 13.15; 19.25; 42.2).
·       Davi experimentou muitas aflições, principalmente no período entre a unção e a aclamação como rei. Porém, nunca deixou de confiar no Senhor. Ele disse: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo... Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria” (Sl 23.4; 27.3).

4.2 Reconhecendo que Deus está no controle de tudo
·       José, filho de Jacó, era ainda muito jovem quando começou a ter sonhos (Gn 37.5-10). Possivelmente, ele entendeu que um dia exerceria liderança sobre a sua família. No entanto, sua trajetória até tornar-se governador foi marcada por aparentes fracassos. Mas, anos depois, ele pôde dizer aos seus irmãos:  “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” (Gn 45.5).
·       Nos dias da rainha Ester, uma forca foi preparada para Mardoqueu (Et 5.14; 6.4), e um decreto foi assinado pelo rei, ordenando matar a todos os judeus (Et 3.8-15). Porém, Deus  já havia provido um meio para impedir tal calamidade (Et 4.14-7.10). Mardoqueu, então, foi honrado (Et 6.6-11; 9.3,4), seu inimigo feroz foi morto na mesma forca que havia preparado para ele (Et 9.25), e os judeus receberam autorização para se defenderem de seus inimigos (Et 9.1-25).

4.3 Sabendo que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus
·       O salmista disse que foi através da aflição que ele aprendeu a obedecer ao Senhor (Sl 119.67,71);
·       Após a provação, Jó reconheceu que teve uma experiência mais profunda com Deus (Jó 42.5);
·       Foi através do sofrimento que o filho pródigo lembrou-se da casa do pai (Lc 15.15-20);
·       O apóstolo Paulo disse que a tribulação produz paciência (Rm 5.3); e Tiago diz que a prova da fé produz paciência (Tg 1.2-4). Por estas e outras razões, o mesmo Paulo diz: “E sabemos quetodas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).

4.4 Tendo esperança que um dia todo sofrimento terá fim
·       O Senhor Jesus prometeu vir nos buscar (Jo 14.1-3);
·       As aflições deste mundo não se comparam com a glória que nos será revelada (Rm 8.18);
·       Aqueles que são participantes das aflições de Cristo, se alegrarão e se regozijarão na Sua vinda (I Pe 4.12,13);
·       Quando Cristo voltar, seremos semelhantes a Ele, e teremos um corpo glorioso e incorruptível, imune às doenças (I Jo 3.1,2);
·       Nós habitaremos com Cristo, onde “... não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor...”(Ap 21.4).  

CONCLUSÃO     
            Enquanto estivermos neste mundo, estamos sujeitos às provações, angústias e tribulações. A Bíblia ensina claramente que a vida cristã não nos isenta de adversidades. Porém, mesmo em meio ao sofrimento, podemos contar com o consolo divino. Mas, além disso, devemos confiar em Deus, reconhecer que ele está no controle de tudo, saber que tudo que ocorre em nossas vidas é para o nosso bem, e que um dia nós estaremos, enfim, livres de toda dor e sofrimento. 
 

REFERÊNCIAS
·       ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. CPAD.
·       STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
·       MACARTHUR JR, John. O poder do sofrimento. CPAD.
·       RIBEIRO, Hélio. Bênçãos e frutos do sofrimento.  

Por Rede Brasil de Comunicação

O BORDADO

          
         
         Quando  eu  era  pequeno,  minha   mãe  costurava  muito.  Eu me  sentava   no   chão, brincando perto dela e sempre  lhe  perguntava o que estava fazendo. Ela respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta  e  a mesma resposta.  Observava  seu  trabalho  de uma posição abaixo de onde ela  se encontrava sentada e repetia
- Mãe, o que a senhora está fazendo?
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, cumpridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho, eu chamo você, coloco-o no meu colo e deixarei que veja o trabalho da minha posição, está bem?
Mas, com toda aquela curiosidade infantil, eu continuava a me perguntar lá de baixo:
“Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que eles me parecem tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?”
Bem mais tarde, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
- Filho, venha aqui e sente-se em meu colo; quero lhe mostrar uma coisa.
É claro que fui correndo, louco para ver a sua obra acabada. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia acreditar! Lá de baixo parecia tão confuso e, agora, vendo de cima, vi uma paisagem maravilhosa! Como podia ser?
Então, minha mãe me disse:
- Filho, vendo de baixo, tudo parece tão confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo...
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:
- Estou bordando sua vida, filho.
E eu continuo perguntando;
- Mas está tudo tão confuso, Pai, tudo em desordem... Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros... Por que não são mais brilhantes?
O Pai parece me dizer:
- Meu filho, ocupa-te, descontrai-se, confie em Mim e Eu farei bem o meu trabalho. Um dia colocarei você no meu colo e, então, você vai ver o plano da sua vida da minha posição!
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está “bordando”...

Autoria desconhecida.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O CONSOLO DIVINO E O CONSOLO COMUNITÁRIO

Subsídio Bibliológico  

Paulo enfatiza o conceito de consolo. 'O Deus de toda a consolação' (2 Co 1.3). Deus Pai não é apenas um Deus que se compadece de nós nas nossas tribulações, mas aquEle que alivia nossos sofrimentos com o bálsamo de consolação do seu Espírito (Is 40.1; 66.13). A força da palavra consolo está no termo grego parák[l]etos utilizado em o Novo Testamento em referência à pessoa do Espírito Santo, como 'o outro consolador' prometido por Jesus, antes de ascender ao seu lugar no céu (Jo 14.16; 16.13,14). No versículo 4, Paulo dá um caráter bem pessoal com a frase: 'Aquele que nos consola' referindo-se especialmente à sua experiência pessoal vivida naqueles dias com as perseguições e calúnias contra a sua pessoa. Tanto ele quanto seus companheiros de ministério tinham passado por tribulações no mundo, mas tinham também o consolo e a paz de Cristo Jesus (Jo 14.27; 16.33). Na sequência do versículo 4, Paulo diz que o consolo que recebemos de Deus em meio às tribulações tem por objetivo servir de bênçãos para nós mesmos, que aprendemos a lidar com as circunstâncias, e nos tornar canais de consolo para outros. Na verdade, esse texto nos fala da responsabilidade do crente em relação aos seus irmãos em Cristo, quando enfrentam tribulações. (CABRAL, Elienai. A Defesa do Apostolado de Paulo: Estudo na Segunda Carta aos Coríntios. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.36).   

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2012

                           (Vencendo as Aflições da Vida) 
 

Lição 13
1. O que é vaidade?
R. É a ideia de valorização que se atribui à própria aparência. É o desejo intenso de a pessoa ser reconhecida e admirada pelos outros.

2. Defina fama.
R. É o conceito (bom ou mau) formado por determinado grupo em relação a uma pessoa. Para que tal conceito seja formado em relação a si, é preciso tornar-se o centro das atenções.

3. De acordo com a lição, que história o livro de Eclesiastes narra?
R. O livro de Eclesiastes relata a história de um pobre homem sábio que livrou a sua cidade das mãos de um rei opressor (Ec 9.13-18).

4. Qual o maior exemplo que temos de simplicidade e equilíbrio?
R. O da vida de Jesus de Nazaré.

5. Você tem sido atraído (a) pela ilusão midiática?
R. Resposta pessoal.