sexta-feira, 31 de maio de 2013

LIÇÃO 09 – A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE


I Ts 4.3-5; 5.23; I Pe 1.14-16



INTRODUÇÃO
Uma das características do presente século é a promiscuidade e a perversão sexual. Diariamente, as famílias são bombardeadas por orientações sexuais ilícitas e estímulos à práticas sexuais antibíblicas, principalmente através da mídia. Por isso, faz-se necessário estudarmos sobre a sexualidade à luz da Bíblia. Veremos nesta lição: a definição do termo sexualidade; que o sexo foi criado por Deus; que o ato conjugal deve estar restrito ao casamento; os propósitos do sexo; quais são as práticas sexuais ilícitas e as motivações para o ato conjugal.


I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA “SEXUALIDADE” E “SEXO”
O Aurélio define a palavra sexualidade como: “qualidade de sexual. O conjunto dos fenômenos da vida sexual. Sexo”. Já o termo “sexo” por sua vez, significa: “conformação particular que distingue o macho da fêmea, nos animais e nos vegetais, atribuindo-lhes um papel determinado na geração e conferindo-lhes certas características distintivas”. À luz da Bíblia, sexo são “as características internas e externas, que identificam e diferenciam o homem da mulher”.


II – O SEXO FOI CRIADO POR DEUS
Quando criou o ser humano, a Bíblia revela que Deus os fez sexuados: “homem e mulher os criou” (Gn 1.27). A benção do Senhor estava sobre aquele casal heterossexual e Deus lhes deu a seguinte ordem: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). O sexo dentro do casamento não se constitui pecado, pois este e outros textos nos revelam que foi Deus quem o criou (Ec 9.9; Pv 5.15-19; Hb 13.4). Logo, a natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como acreditam e defendem alguns de forma equivocada (I Tm 4.1-3). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser humano, no momento da sua criação (Gn 1.27). Assim, à luz da Sagrada Escritura não é correto ver o sexo como coisa imoral, feia ou suja, pois Deus não fez nada ruim: “e viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31).


III – A RELAÇÃO SEXUAL ESTÁ CIRCUNSCRITA AO CASAMENTO
3.1 No Antigo Testamento. No plano original divino, a ordem de crescer e multiplicar-se foi dada a um casal (Gn 1.28). As páginas veterotestamentárias nos mostram claramente que somente nesta condição o ato conjugal é aceito e aprovado por Deus (Gn 2.24); pois, é por meio do casamento que marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Gn 2.24), segundo a vontade de Deus. Em Cantares de Salomão, vemos a exaltação do amor conjugal entre os casados, e não entre solteiros (Ct 4.1-12). Portanto, os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados (Pv 5.15-19: Hb 13.4).

3.2 No Novo Testamento. O NT preservou as atitudes judaicas do AT quanto ao sexo. Jesus condenou não só as práticas sexuais fora do casamento, como também o “simples” olhar com intenção impura para uma mulher (Mt 5.2-32). O apóstolo Paulo, de igual forma, ensinou aos crentes de Corinto como eles deveriam se portar quanto ao sexo (I Co 7.1-40). Aos casados, o apóstolo orienta que pratiquem o ato sexual regularmente (I Co 7.3), e só deixem de desfrutar do ato conjugal com finalidades espirituais, como dedicar-se à oração, por exemplo, por um espaço de tempo combinado entre o casal, a fim de não se exporem às tentações de Satanás, inclusive, ao adultério (I Co 7.5). E, aos solteiros, ele afirmou que aqueles que não puderem conter-se, ou seja, controlar-se, que se casem, a fim de evitar as tentações e possam praticar o ato sexual de forma legítima (I Co 7.9).


IV – PROPÓSITOS DO SEXO SEGUNDO A BÍBLIA
Não existe apenas uma finalidade para a prática da relação sexual. As Escrituras Sagradas nos mostram quais os propósitos pelos quais Deus criou o sexo. Vejamos as principais:

4.1 Procriação. Sem dúvida alguma, o primeiro propósito do ato sexual é a reprodução humana (Gn 1.28). A procriação é o ato criador de Deus, através do homem. Para tanto, o Senhor dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituindo o matrimônio e a família (Gn 2.21-24). No AT, a “lua de mel” para o soldado durava um ano, com o fim de proporcionar ao casal a possibilidade da procriação (Dt 24.5).

4.2 Satisfação. O ato conjugal também foi criado para proporcionar prazer ao casal. A Bíblia diz: “Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.15-18). O sábio exorta os cônjuges a desfrutarem do sexo, sem ao menos mencionar os filhos. Neste capítulo, o homem é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade e o prazer (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).


V – PRÁTICAS SEXUAIS REPROVADAS PELA BÍBLIA
Já vimos que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano. No entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados de modo irresponsável (Rm 1.24-27). No quadro abaixo elencaremos algumas quadro abaixo elencaremos algumas Escrituras:


PRÁTICA


DEFINIÇÃO

PARECER BÍBLICO


Fornicação


Relação sexual entre pessoas não casadas.
A Bíblia restringe o ato sexual apenas aos casados. Portanto, praticá-lo antes do casamento se constitui em transgressão (Gl 5.19-21; Ef 5.3; Cl 3.5).

Adultério
Relação sexual de um homem casado com uma mulher que não é a sua esposa, ou vice-versa.
Prática condenada pela Bíblia Sagrada (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9).


Homossexualidade
Atração erótica entre pessoas do mesmo sexo. É conhecida também como pecado de Sodoma, já que nessa cidade foi praticado de forma generalizada (Gn 19.1-11).
Considerada pela Bíblia uma das perversões mais chocantes. Por isso, é por ela condenada (Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.25-27; I Co 6.9; I Tm 1.9,10).









Masturbação









Vício solitário; autoerotismo.
Embora não conste em nenhum lugar da Bíblia a referência explícita a masturbação, existem passagens que tratam desse assunto de forma implícita, por exemplo: Onã foi morto pelo Senhor porque derramava sua semente em terra (Gn 38.1-11). Por isso, Aurélio define a masturbação como “onanismo”. Ainda há que se acrescentar que três coisas classificam esta prática como pecado, a saber: (1) as fantasias que levam a pessoa a cometer este ato é condenável (Mt 5.28); (2) O ato sexual foi criado para ser praticado por um casal, e não por uma pessoa sozinha; e, (3) como na prostituição, a pessoa peca contra o próprio corpo, assim sucede com a masturbação (I Co 6.18). Confira ainda: (Rm 6.13,19; I Co 6,13,15,18; Gl 5.19; Ef 5.3).




Perversões



Corrupção, desmoralização, depravação; alteração; transtorno; qualquer anomalia do comportamento sexual.
Nas Escrituras Sagradas encontramos contidas severas reprovações quanto a perversões sexuais, tais como: zoofilia -sexo com animais- (Lv 18.23); estupro (Gn 34.2,7; II Sm 13.12); incesto - sexo entre familiares próximos (Lv 18.7-19; I Co 5.1); pedofilia (Ef 4.19-22; Gl 5.19-21); práticas sexuais fora do padrão (I Co 6.19,20; I Pe 3.7).


VI - QUAIS MOTIVAÇÕES DEVEM CONDUZIR O CASAL AO SEXO
O dicionário Aurélio diz que a expressão “motivo” do latim “motivu”, “que move” quer dizer: “fim, intuito”. Fica claro que a palavra motivação alude a intenção, propósito ou objetivo com que fazemos as coisas. Eis alguns motivos que devem levar o casal cristão ao ato sexual:

6.1 O amor. Ao contrário do modo de vida das pessoas que não conhecem a Palavra de Deus e praticam o sexo por mero prazer, o cristão é orientado a praticar o ato conjugal motivado pelo amor: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (I Co 7.3). Benevolência e amor andam juntos, pois “o amor é benigno” (I Co 13.4).

6.2 Respeito. O ato sexual entre cristãos deve ser feito com respeito, pois o amor “não se porta com indecência” (I Co 13.5). Portanto, o marido deve honrar o corpo da esposa, e a esposa o corpo do marido, como nos ensina o apóstolo Pedro (I Pe 3.7). Portanto, o cônjuge não pode ser forçado a fazer sexo quando não quer e não pode, principalmente a mulher, em casos específicos, tais como: período de menstruação (Lv 18.19,20), nem no período pós-parto, e, por fim, em casos de doença.

6.3 Alegria. O ato conjugal não deve ser praticado com tristeza ou insatisfação; mas, com alegria, pois é um momento de prazer mútuo entre os cônjuges. A recomendação do sábio é clara: alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.18).


CONCLUSÃO
Como pudemos ver, o sexo foi criado por Deus. Ele criou macho e fêmea e lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Mas, o propósito de Deus é que o sexo seja praticado dentro do casamento, entre marido e mulher. Toda prática sexual fora do casamento é uma transgressão à Lei divina, assim como as perversões sexuais, tais como: adultério, homossexualismo, prostituição, masturbação, dentre outras, que são terminantemente proibidas na Palavra de Deus. Por isso, os cônjuges devem desfrutar dessa bênção dada por Deus, que é o ato conjugal, desde que esteja dentro dos princípios bíblicos.



REFERÊNCIAS
Ø  ARÉVALO, Waldir Moreno. O sexo que Deus criou. MPT.
Ø  CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos e Amados. CPAD.
Ø  Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
Ø  DANIELS, Robert. Pureza Sexual. CPAD. 

Por Rede Brasil de Comunicação.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2013


                                 A Família Cristã do Século XXI: 
                          Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
 



Lição 08

1. Segundo a lição, o que significa “educar”?
R. Criar uma criança; cuidar, instruir.

2. O que devemos fazer se queremos uma sociedade mais justa e solidária?
R. Precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus.

3. Qual é a maior e mais acessível agência de educação religiosa das igrejas evangélicas?
R. A Escola Dominical.

4. De acordo com a lição, qual era a ordem do Senhor para os israelitas?
R. Que os israelitas priorizassem a educação de seus filhos.

5. Qual era o propósito do memorial erguido por Josué com as doze pedras do Jordão?
R. As crianças, ao verem esse memorial, ouviriam a sua história e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

LIÇÃO 08 - EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE DOS PAIS


Dt 6.1-9


INTRODUÇÃO
Nesta lição definiremos inicialmente o significado do verbo educar, bem como abordaremos os dois principais tipos de educação e os seus respectivos princípios. Veremos que, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, Deus responsabiliza os pais quanto à educação espiritual de seus filhos. Tal missão deve ser cumprida com amor, dedicação e ensinamento incansável das Escrituras Sagradas, tanto no lar como na igreja local.


I - EDUCAÇÃO SECULAR E EDUCAÇÃO CRISTÃ
O Aurélio define a palavra educação como: “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral”. Ainda a palavra educação significa: “o desenvolvimento e o cultivo sistemático das capacidades naturais, por meio do ensino, do exemplo e da prática”. No sentido bíblico, porém, o processo da educação combina-se com os “princípios espirituais que, segundo se espera, emprestam poder e significado aos ensinos que transcendem os meios intelectuais normais e os meios humanos práticos” (CHAMPLIN, 2004, p. 268).

1.1 Educação Secular
Infelizmente é possível afirmar nos dias atuais que a educação secular se confunde com a educação materialista, e esta educação é centralizada no materialismo e inspirada no liberalismo social em seus discursos acadêmicos demagógicos, que tem como propósito descartar completamente a pessoa de Deus do contexto educacional da sociedade. É grande o desafio dos pais, pois os seus filhos, desde a primeira infância até a universidade, são bombardeados diariamente por tais ensinamentos. Os principais componentes desse tipo de educação são os seguintes:

 FALSO ENSINAMENTO
O QUE ENSINA
REFUTAÇÃO BÍBLICA

Antropocentrismo
O homem como centro de tudo, detentor e promotor de sua própria felicidade.
A Bíblia mostra o homem como uma criatura feita a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26). No entanto, este homem é menor que o Criador (Sl 8.4), porque é pó (Sl 103.14).

Ateísmo
Doutrina que nega a existência de Deus e, consequentemente, todos os princípios e valores relacionados a Ele.
A Bíblia mostra que existe um Deus que criou todas as coisas (Gn 1.1). Ele é eterno (Is 43.13); onisciente (Sl 139.1-4); onipresente (Jr 23.23); onipotente (Sl 91.1).

Valores 
Morais 
Relativizados
Uma vez descartada a pessoa de Deus, Sua Palavra perde o sentido, e os valores morais e absolutos que tinham Deus como sua fonte, passam a dar lugar a uma relativização moral onde não há verdade absoluta e onde a promiscuidade e a libertinagem comportamental é defendida.
Apesar de em algumas sociedades já relativizarem os valores como por exemplo, fazendo a união de pessoas do mesmo sexo, a defesa e prática da Eutanásia, aborto, a prática legal do uso de drogas, da prostituição. No entanto, a Bíblia condena a inversão de valores (Is 5.20), e mostra que o juízo de Deus se levanta contra toda iniquidade (1 Co 6:9,10; Rm 1:18; Ap 21:8).

Deseducação Sexual
O ensino materialista estimula a prática sexual “livre e sem culpa”, descartando todo o princípio moral absoluto. Podemos notar que tudo isso é um sinal dos últimos tempos (I Tm 4.1-3; I Pe 3.1-5).
A Bíblia nos mostra que Deus fez o ser humano sexuado (Gn 1.27,28). No entanto, esta intimidade sexual deverá ser desfrutada apenas no casamento, entre um homem e uma mulher (Gn 2.24). Logo, o ato sexual fora do casamento é pecado (I Co 6.13,18; 6.9; Hb 13.4).

1.2 Educação Cristã. 
Ela tem como bases o próprio Deus e a Sua Palavra (Lv 20.26; Dt 32.4; Sl 119.9; Jo 17.17). Tomando como referência a definição de educação dada a princípio, é possível afirmar que a educação cristã é o desenvolvimento, aperfeiçoamento, cultivo e refinamento do caráter do indivíduo a partir de todos os princípios exarados nas Escrituras Sagradas, nossa única regra de fé e prática. Tal missão foi entregue também aos pais, que são os aios (pedagogos) dos filhos.


II - A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTOS
Em toda a Bíblia vemos que Deus delega aos pais à educação espiritual de seus filhos. Estes eram os responsáveis por reproduzirem e perpetuarem os princípios divinos na formação do caráter das crianças de geração em geração:

2.1 No Antigo Testamento
Um texto básico nas páginas do Antigo Testamento, em que Deus delega aos pais a missão de educar os seus filhos é (Dt 6). Esse texto começa falando sobre os mandamentos, os estatutos e os juízos que o Senhor deu a Moisés para que este os ensinasse aos filhos de Israel “a fim de eles temessem a Deus” (Dt 6.1,2). Logo após, Deus diz que a prosperidade de Israel dependeria da obediência a tais mandamentos (Dt 6.3). Em Dt 6.6, o Senhor diz que suas palavras deveriam encontrar guarida nos corações dos israelitas. O coração que aparece na Bíblia como a sede da inteligência, dos sentimentos e da vontade. Todas as áreas do ser do judeu deveria estar permeada com a Lei do Senhor. Mas é no versículo 7 que encontramos a missão da educação espiritual sendo dada aos pais: “e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. Analisemos mais detidamente esse versículo:

·         “E AS INTIMARÁS”. Essa palavra vem do hebraico “sanan”, e significa “inculcar, ensinar, afiar e aguçar”. Ela possui algumas aplicações, mas nesse texto a ideia é a de que, assim como as palavras são gravadas em tábuas de pedra com um objeto agudo, assim também a Lei deveria ser impressa no coração dos filhos a cada geração, e isso de forma contínua, incansável e incondicional; para isto se fazia necessário que os pais a ensinassem: “e delas falarás”.
·          “FALARÁS ASSENTADO EM TUA CASA”. A palavra “casa” nesse texto vem do hebraico bayth”, e significa “casa, habitação ou edificação na qual vive uma família” (Dt 20.5), mas também “pode se referir à própria família” (Gn 15.2; Js 7.14; 24.15). O que Deus está dizendo é que o principal local de ensinamento das verdades espirituais é o seio familiar, é o lar. Eis a importância do culto doméstico. É nele que as verdades da Palavra de Deus serão inculcadas nas crianças, que jamais esquecerão dos momentos devocionais que desfrutaram com os pais. É através do culto doméstico que brechas espirituais são fechadas na família e toda e qualquer atuação maligna é repreendida pelo Senhor;

Outro texto bastante conhecido no Antigo Testamento que trata da educação espiritual dos filhos é Pv 22.6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer não se desviará dele”. Vejamos algumas palavras chave para a compreensão desse versículo:
  • “INSTRUI”. Esta palavra vem do hebraico “hanakh”, e significa “iniciar, disciplinar, consagrar, instruir, educar e ensinar”. Quando os pais instruem os filhos na Lei de Deus, eles estão na realidade, dedicando-os, consagrando-os ao Senhor;
  • “NO CAMINHO”. A palavra caminho no hebraico é derekh”, que deriva do verbo darakh”. Essa palavra pode se referir a um caminho ou estrada físicos (Gn 3.24; Nm 22.23) ou uma viagem por uma estrada (Gn 30.36; Ex 5.3). No entanto, esta palavra é usada com mais frequência de maneira metafórica para se referir a caminhos da vida de uma pessoa, sugerindo o padrão de vida (Pv 3.6); a vida obediente (Dt 8.6); a vida de retidão (II Sm 22.22). Cabe aos pais ensinarem o caminho da vida aos filhos; 
  • “NÃO SE DESVIARÁ”. O verbo desviar-se deriva do hebraico sur”, e significa “afastar-se, ir embora, desertar, manter distante”. A maioria das aplicações dessa palavra aponta para desvios espirituais (Jz 16.19; Dt 11.16; I Sm 12.20; Sl 14.13). O que o sábio Salomão está dizendo é que quando a criança é instruída devidamente pelos pais no caminho correto, ela não haverá de se desviar de tal instrução, e nem a esquecerá, pois, à luz de (Dt 6.7), ela foi impressa de forma inapagável no seu ser.

2.2 Em o Novo Testamento. 
O maior exemplo de educação cristã no Novo Testamento é o do próprio Jesus. Ele foi instruído de tal forma pelos seus pais que se percebia o seu crescimento em todas as esferas, tanto secular quanto espiritual (Lc 2.52). Ele também frequentava as sinagogas a fim de aprender a Lei do Senhor com os rabinos (Lc 2.46). Isso nos traz a lição de que os pais devem instruir os seus filhos dentro de casa, mas também não podem deixar de levá-los ao Templo do Senhor, especialmente para os trabalhos de Círculo de Oração Infantil e Escola Dominical. Ainda no Novo Testamento, um belo exemplo de ensinamento no lar se deu na casa de Lóide, que ensinou a Eunice, que ensinou a Timóteo, que se tornou um grande cooperador do apóstolo Paulo na Igreja Primitiva.


CONCLUSÃO
É imensurável o valor e a grandeza da responsabilidade dos pais na educação dos seus filhos, pois não é apenas o futuro secular destes que está em suas mãos, porém, muito mais o futuro espiritual. Os pais cristãos não devem se preocupar primordialmente, ou somente em preparar bons profissionais para a sociedade, mas bons cristãos para habitarem os céus.


REFERÊNCIAS
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Bíblia de Estudo Palavras Chave. CPAD.
Por Rede Brasil de Comunicação


terça-feira, 21 de maio de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2013


                                   A Família Cristã do Século XXI: 
                            Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

 


Lição 07

1. Segundo a lição, qual era o propósito da lei do divórcio?
R. Como a prática do divórcio havia se tornado comum em Israel, o propósito da lei era regulamentar tal situação a fim de evitar os abusos e preservar a família.

2. O que a escola de Hilel defendia acerca do divórcio?
R. Defendia o direito de o homem dar carta de divórcio à mulher por qualquer motivo.

3. Qual a resposta de Jesus aos fariseus a respeito do divórcio?
R. Que Moisés permitiu dar carta de repúdio às mulheres, “por causa da dureza dos vossos corações”.

4. Qual o ensino de Paulo aos casais crentes?
R. “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher” (1Co 7.10,11)

5. O que Paulo ensina quando um dos cônjuges não é crente?
R. Paulo ensina que, se o cônjuge não crente concorda em viver (dignamente) com o crente, que este não o deixe (1Co 7.12-14).


sábado, 18 de maio de 2013

LIÇÃO 07 – O DIVÓRCIO


Mt 19.3-12


 INTRODUÇÃO
O divórcio sempre foi um assunto delicado, mesmo no Antigo e Novo Testamento. Isto porque com o crescimento do pecado, a banalização do casamento, o homem se distanciou do principio original de Deus para o matrimônio: a indissolubilidade do casamento. Nesta lição, aprenderemos o que a Bíblia diz sobre o assunto e enfatizaremos acima de tudo que o divórcio não é um mandamento divino, mas uma permissão humana.


I – O QUE É O DIVÓRCIO?
“Divórcio é a dissolução do vínculo matrimonial, ficando a parte inocente livre para contrair novas núpcias”. Não é, portanto, a mera separação de corpos. Segundo o dicionário bíblico exegético VINE o vocábulo grego “apostasion”, significa primariamente “abandono”. O termo ocorre apenas três vezes no NT (Mt. 5.31;19.7; Mc 10.4), e quatro na Septuaginta (tradução do hebraico para o grego), como o termo hebraico “sepher kritut”, em passagens como (Dt 24.1,3, Is 50.1; e Jr. 3.8). A outra palavra grega com o sentido de divórcio é “apolyo”, que significa “repudiar”, “libertar”, “livrar”. Em (Mt 15.23), significa “despachar”. Esse verbo é também usado para “divorciar”, em (Mt 5.31; Mc 10.2,4,11), pois com o divórcio a mulher ficava livre para casar-se novamente, conforme (Dt 24.1-4). Há ainda o verbo grego “chorizo”, que aparece treze vezes no NT (1 Co 7.10,11,15), e significa “separar”, “apartar” (SOARES, 2012, p.63).


II – O DIVÓRCIO NO AT
É importante pontuar que o divórcio não se originou nas Escrituras. Muito antes de 
Moisés, na história na humanidade já existem registros da prática entre os povos antigos. Um exemplo bem prático disso é o código de Hamurabi (código de lei e ética caldeu - 1792-1750 a.C.), que legislava claramente sobre o divórcio, e entre os diversos motivos para o divórcio estavam:

a) O casamento sem contrato escrito;
b) a mulher do prisioneiro que não tiver renda para se sustentar;
c) a mulher de um foragido;
d) por qualquer motivo desde que sejam respeitados os direitos dos dotes;
e) mulher de má índole;
f) marido relaxado, impotente, irresponsável ou desonesto;
g) mulher acometida de doença incurável, sendo neste caso, o marido obrigado a cuidar dela (LOPES, 2005, p.101).

A passagem mais importante no AT sobre o divórcio está em (Dt 24.1-4). A Lei de Moisés prescreve as razões para essa prática em termos tão gerais que torna-se quase impossível explicar os motivos que justificam o divórcio. A expressão em Dt. 24.1 no hebraico “erwar dabar” e na Septuaginta (LXX) que é a versão do AT hebraico para o grego aschemon pragmasignifica “coisa vergonhosa”. No português é “coisa indecente nela” (ARA – Almeida Revista e Corrigida), “por nela achar coisa feia” (ARC – Almeida Revista e Corrigida); para os hebreus a expressão não parecia tão clara, sendo portanto objeto de controvérsia dando origem as duas principais escolas dos rabinos Shammai e Hillel. Entretanto, o Senhor Jesus como veio cumprir a Lei e não ab-rogá-la (Mt. 5.17), deu o verdadeiro sentido ao termo, utilizando uma expressão mais específica: porneia “relações sexuais ilícitas” (Mt 19.6).
Só em duas situações a Lei de Moisés proibia o homem de conceder o divórcio à esposa: a) Se sua esposa fosse acusada falsamente de pecado sexual pré-marital pelo marido (Dt 22.13-19); b) Quando um homem desvirginasse uma jovem, e o pai dela o compelisse a desposá-la (Êx.22.16,17; Dt. 22.28,29). O pastor Ezequias Soares citando o Dr. Alfred Edersheim, judeu cristão que viveu no séc. XIX com profundo conhecimento em cultura judaica, afirma que para os judeus da época, era motivo para o divórcio:

a) a mulher apresentar-se em público com os cabelos soltos;
b) andar pelas ruas desnecessariamente;
c) falar com familiaridade com homens;
d) maltratar os pais do marido na presença dele;
e) gritar com o marido de maneira que os vizinhos pudessem ouvi-la;
f) ter má reputação, fraudes antes do casamento (SOARES, 2012, p.28).

No AT em caso de adultério, em linhas gerais, a pena era a morte, e não o divórcio (Lv. 20.10; Dt.22.22). Há duas citações em que o divórcio foi determinado quando os judeus retornavam do exílio de Babilônia por causa do caso de casamento mistos (Ed 9 e 10; Ne 13.23). Embora a lei mosaica incluísse prescrições que regulamentavam o divórcio, o AT DEIXA CLARO QUE DEUS NUNCA APROVOU O DIVÓRCIO (Ml 2.16). Moisés não ordenou o divórcio, apenas permitiu, o divórcio não era mandamento, apenas permissão.


III – O DIVÓRCIO NO NOVO TESTAMENTO
Jesus falou sobre o divórcio no seu célebre Sermão do Monte (Mt 5.31,32). O assunto torna a aparecer quando os fariseus o trazem a Jesus (Mt. 19.3; Mc 10.2). Eles queriam saber se Cristo tomaria partido de qual das duas escolas rabínicas da época: a primeira era a Escola de Shammai, “(...) que dizia que o homem não podia se divorciar de sua esposa a menos que encontrasse nela alguma indecência (coisa feia); e a Escola de Hillel, que defendia que ele podia se divorciar até mesmo se ela tiver estragado um prato que preparou para ele (...)” (KÖSTENBERG, 2011, p. 237). Porém a resposta de Jesus transcende as discussões legalistas das duas escolas rabínicas e atinge o cerne da questão. O Senhor Jesus em sua resposta focaliza o propósito original do plano de Deus para o casamento e sua indissolubilidade (Mt. 19.4-6), e argumenta que o divórcio contradiz, essencialmente o propósito da criação de Deus.

POSICIONAMENTO SOBRE DIVÓRCIO 
DIFERENÇAS
ESCOLA DE SHAMMAI
ESCOLA DE HILLEL
JESUS
Texto do A.T. sobre
Casamento


Dt. 24.1-4

Dt. 24.1-4

Gn 1.27;2.24


Significado de porneia
Comportamento indecente ou imoralidade sexual

Qualquer caso em que a esposa desagradasse o marido

Comportamento imoral.

Divórcio por causa de
porneia


Exigido

Exigido

Permitido


IV - DIVÓRCIO NOS EVANGELHOS
ü  (Mt. 5.31,32) – ao contrário das escolas rabínicas de Shammai e Hillel, o Senhor Jesus agora restringia o divórcio “(...) exceto em caso de relações sexuais ilícitas (gr. porneia)”. Ele não deve ser uma regra geral, nem praticado indiscriminadamente. Jesus ao restringir combate os abusos de sua época (Jo 4.18).

ü  (Mt. 19.3-12) – Neste texto, Jesus deixa claro que o divórcio não foi uma instituição divina, mas humana “(...) pela dureza do vosso coração é que Moisés PERMITIU repudiar vossas mulheres; entretanto NÃO FOI ASSIM DESDE O PRINCÍPIO(Mt 19.8), logo o divórcio não veio por causa do adultério, mas foi permitido por causa da degeneração da raça humana. Esse texto não quer dizer que Jesus estava ensinando que a parte inocente deveria divorciar-se do cônjuge infiel, mesmo tendo base legal para o divórcio. Jesus nunca estimulou ou encorajou o divórcio. Mas que o único divórcio e novo casamento que não equivalia ao adultério era o da parte inocente, cujo cônjuge fora infiel. O divórcio não deve ser a primeira opção em infidelidade conjugal, mas o perdão (Mt. 18.21-35; Lc 17.4).

ü  Mc 10.2-12 – ainda que o texto não traga a expressão “(...) exceto em caso de relações sexuais ilícitas (...)”, a passagem está em perfeita harmonia com (Mt 5.31,32 e 19.3-12).


V - DIVÓRCIO NAS EPÍSTOLAS PAULINAS
ü  Aos casais crentes (I Cor 7.10-11) – O apóstolo, nesta passagem, fala de casais mistos e de casais crentes. No vers. 10 ele condena terminantemente a separação do casal crente. Não existe, a luz da Bíblia base legal para o divórcio, exceto em situação excepcional (Mt. 5.31,32). A lei do país, que permite o divórcio, não está acima da Palavra de Deus. A conduta do cristão é norteada pelas Escrituras. Os cristãos devem seguir o padrão bíblico do casamento: a indissolubilidade.

ü  Aos casais mistos (I Co 7.12-15) – Em caso de casamento misto, o apóstolo recomenda que se o cônjuge descrente consente em viver com o cristão, “(...) não a (o) deixe(...)”. Porém se o cônjuge descrente quiser separar-se, o casamento não é obrigatório. Depois da separação o cônjuge crente estará livre para contrair novas núpcias. Em outras palavras, o divórcio nas Escrituras só é permitido em dois casos: 1) a parte inocente pode divorciar-se de seu companheiro, caso este seja culpado de imoralidade; 2) o crente pode concordar com a deserção de seu cônjuge incrédulo, se este se recusar a continuar vivendo em sua companhia.


  IMPORTANTE: Há situações que envolvem divórcios que são extremamente complexas, nestes casos, é prática de nossa Igreja, levar o assunto ao Pastor da igreja que dará a visão bíblica específica sobre o assunto.


CONCLUSÃO
Aprendemos com esta lição que o projeto original de Deus sempre será a indissolubilidade do casamento. Entretanto, por conta da natureza humana degenerada pelo pecado, Moisés permitiu, não ordenou, a carta de divórcio. Na época do NT por coisas banais o indivíduo se divorciava; É por isso que o Senhor Jesus o restringe completamente a relações sexuais ilícitas, não estimulando ou ordenando, mas reconhecendo que na condição de degradação humana, essa possibilidade deveria existir como solução paliativa para uma humanidade mergulhada no pecado.



REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
SILVA, Esequias Soares de. Analisando o divórcio à luz da Bíblia. CPAD.
LOPES, Hernandes Dias. Casamento, divórcio e novo casamento.
HAGNOS. VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD.

Por Rede Brasil de Comunicação