sábado, 23 de maio de 2015

LIÇÃO 08 – O PODER DE JESUS SOBRE A NATUZERA E OS DEMÔNIOS





Lc 8.22-25,35-39




INTRODUÇÃO
Como anda a interação aluno-professor em sua sala de aula? Espero que esteja indo tudo bem! Não se esqueça de antes do início da aula, perguntar como eles passaram a semana. Isto é muito importante, pois além de expressar interesse neles, gera também, um vinculo mais próximo entre professor e aluno. Por isso, escute-os com atenção e, na ocasião, aproveite para parabenizar os aniversariantes da semana e também apresentar os visitantes. Portanto, mostre que os ama e que eles são importantes para Jesus e para você também. Na lição desta semana daremos continuidade ao assunto da semana passada, pois já vimos o poder de Jesus ressuscitando o filho da viúva de Naim e curando o paralítico de Cafarnaum, agora, veremos esse mesmo poder colocando em ordem o desequilíbrio da natureza e operando a extraordinária libertação do endemoninhado gadareno. Desejo a todos uma excelente aula!


I. JESUS E AS FORÇAS NATURAIS
O Evangelho de Lucas inicia o capítulo 8 apresentando as mulheres que financiavam o ministério de Jesus e dos seus discípulos: Maria, chamada Madalena; Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Suzana, e muitas outras (8.1-4). Tal texto, como sabemos, já foi estudado na lição 6. A partir do versículo 22, o evangelista passa a narra quatro milagres que Jesus fez com o objetivo de as pessoas reconhecerem a sua natureza divina. Noutras palavras, faziam parte da sua revelação messiânica e da chegada do Reino de Deus. Os milagres são: a tempestade apaziguada (8.22-25); o endemoninhado gadareno (8.26-39); a ressurreição da filha de Jairo (8.40-42,49-56); a cura da mulher com fluxo hemorrágico (8.43-48). Portanto, como você já pôde observar, dois destes quatros milagres serão a base desta lição, principalmente, o segundo.
No relato do primeiro milagre, em que Jesus acalma a tempestade, Ele e seus discípulos estavam atravessando o Mar da Galileia para chegarem à região de Decápolis, onde situava-se uma das cidades da região, no caso, Gadara. Lucas é o único evangelista a enfatizar a forma geométrica deste Mar chamando-o de Lago (v.22). Segundo Boyer, o Mar da Galileia localizava-se na Palestina atravessado pelo rio Jordão, a 210 metros abaixo do nível do mar (Mediterrâneo), possuindo 20 Km de comprimento e 50 metros de profundidade (máxima). Boyer acrescenta que o Mar da Galileia chamava-se, também, de Quinerete (Nm 34.11; Dt 3.17; Js 13.27; 19.35), lago de Genesaré (Lc 5.1), mar de Tiberíades (Jo 6.1; 21.1), o lago (Lc 5.2; 8.22,23,33) e o mar (Jo 6.16-25). Ele diz, ainda, que este mar era cercado por dez a doze cidades, e cita algumas: Cafarnaum (Mt 4.13), Magadã (Mt 15.39), Betsaida (Mc 6.45), Corazim (Lc 10.13), Gadara (Mc 5.1). O Pr. José afirma ser um conjunto de dez cidades. Portanto, Jesus passou a maior parte do Seu ministério na circunvizinhança deste lindo lago (Mt 4.18; 15.29; Mc 1.16; 7.31; Jo 6.1). Atualmente, este mar localiza-se entre a região de Israel, Cisjordânia e Jordânia.
Lucas relata que “Navegando eles, Jesus adormeceu. Sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o barco se enchia e eles estavam em perigo” (v.24). Já ouvi pregadores dizerem que essa tempestade ocorreu por intervenção maligna. Bem, podemos conjecturar um texto sagrado deste que não entremos na zona da especulação! Sobre isto, Champlin comenta: “O folclore antigo dizia que a influência dos demônios causava ‘temporais súbitos’, como aquele aqui descrito; mas não há qualquer prova, nos evangelhos, de que isso está em foco. O fato de que Jesus repreendeu à tempestade, como se fora uma pessoa, não aprova essa superstição”. Boyer explica que devido à localização deste mar ser numa região montanhosa, o lago era sujeito a grandes e repentinas tormentas causadas pela diferença entre a temperatura da superfície do lago e a das montanhas da região. No lado oriental as montanhas se elevam à altura de mais de 600 metros. Aliás, a entrada do pecado no mundo trouxe desequilíbrio e desarmonia ao universo, e isto inclui a natureza (Rm 8.19-22). Mas, talvez surja à pergunta: “Porque correr tanto risco em realizar uma travessia tão perigosa, tendo que enfrentar ainda a fúria da natureza?” Com a resposta, o Pr. José Gonçalves: o Senhor cruzou o Mar da Galileia, enfrentou uma tempestade sem precedentes simplesmente para ir atrás de um homem endemoninhado. Um moribundo, um homem considerado louco pela sociedade”. Vale lembrar que libertar os oprimidos era prerrogativa do Messias (Lc 4.18). Por isso, Jesus era o único que podia mudar a situação daquele homem, ministrando libertação em sua vida, e Ele não mede distância para cumprir a obra que o Pai lhe confiou (1 Jo 3.8)!


II. JESUS E AS FORÇAS SOBRENATURAIS
O primeiro milagre, que é o apaziguamento da tempestade (Lc 8.22-25), só ocorre em decorrência do segundo milagre, ou seja, da libertação do endemoninhado gadareno (8.26-39). Assim, como no caso dos milagres (estudados na semana passada), Lucas também não tem a preocupação de provar a existência dos demônios. Isso não era necessário, pois eles estavam por toda parte. Porém, nesta extraordinária libertação, a primeira pergunta que surge aqui é: “Qual é o termo correto ‘Gerasa’ ou ‘Gadara’?” Bem, quanto à nomenclatura, ambas estarão corretas. Isto por que, segundo Pr. José Gonçalves, os evangelistas usaram de forma intercambiável os termos “Gadara” e “Gerasa” para se referirem ao local onde se deu a libertação do endemoninhado (Mt 8.28 cf Mc 5.1; Lc 8.26). Boyer explica que Gadara era a principal cidade da região chamada de “a terra dos gadarenos” (Mt 8.28), mas, também, era chamada “a terra dos gerasenos” por causa, talvez, da cidade local e menor chamada Gerasa (Mc 5.1). Ele ainda diz que Gadara era uma cidade a 10 Km para o sudeste do Mar da Galileia. Ora, dissemos a pouco que Jesus não mede distância para cumprir a obra que o Pai lhe confiou; pois, bem, de uma a outra margem do Mar da Galileia, isto é, a largura do lago é de cerca de 13 Km de distância (Wikipédia), portanto, se o endemoninhado não tivesse ido encontrasse com Jesus, o Senhor teria, após o desembarque, caminhado mais 10 Km, o que totalizaria, assim, 23 Km de distância só para libertar uma vida do poder das trevas! Quando se quer obedecer a Deus, nada pode nos impedir muito menos a distância! Ninguém pode enganá-lo e Ele não aceitará as nossas desculpas (Mt 25.24-27)!

1. A existência do mundo espiritual. 
O Pr. Elienai Cabral explicando esta realidade diz que, ao responder aos questionamentos do patriarca Jó, o Criador disse-lhe, de modo enfático e poético que, quando este ainda nem havia nascido, nem o mundo material havia sido criado, os seus anjos, que são espíritos criados por Ele, já estavam presentes na criação do mundo material (Jó 38.1-7). Nesta escritura, Deus procura convencer a Jó que o Senhor é o Criador da terra e a rege com justiça e que, ao criar o mundo material, “as estrelas da alva alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam” (Jó 38.7). Na linguagem figurada da Bíblia, tanto “as estrelas da alva” quanto “os filhos de Deus” são figuras dos seres espirituais criados por Senhor. O Pr. Claudionor de Andrade acrescenta dizendo que canta o salmista terem sido os seres angélicos criados pela Palavra de Deus: “Mandou, e logo foram criados” (Sl 148.5; 33.6; Ne 9.6). Diante de tais verdades, conclui-se que o Diabo e seus anjos fazem parte desta criação, ou seja, do mundo espiritual; porém, antes de ocorrer a queda do mesmo (Is 14.12-14; Ez 28.12-18).

2. A atuação dos demônios na terra.
Na rebelião promovida por Lúcifer, este arrastou consigo uma grande multidão de seres angelicais (Mt 25.41; Ap 12.4). Assim, não podendo atingir diretamente a Deus, ele buscou atingi-lo de forma indireta, afligindo aquele que é a “imagem de Deus” – o Homem (Gn 1.26; 1 Co 11.7). As Escrituras mostra o modus operandi do Diabo em vários textos. Ele resiste à oração (Dn 10.10-13); influencia a mente (Mt 16.21-23; At 5.3); corrompe a mente (2 Co 11.1-3); opõe-se à pregação do evangelho (At 13.8); procura destruir as vidas (Mc 9.22; Jo 10.10). Dentre suas armas, uma das mais poderosas usadas pelo Diabo é tentar mostrar que ele não existe. Jesus revelou que o Diabo possui um reino (Mt 12.26) e que trabalha de forma organizada (Lc 11.18). Paulo, por sua vez, mostra que esse reino maligno está organizado de forma hierárquica, ou seja, “principados, potestades e dominadores das trevas e hostes espirituais da maldade” (Ef 6.10-12). Portanto, como dissemos anteriormente, esses anjos foram criados perfeitos, mas ao trocarem sua habitação pela oferta de Lúcifer passaram a ser identificados como “anjos caídos” (Jd 6; Lc 8.31). Assim, ao se corromperem seguindo a Lúcifer, eles passaram a praticar toda a sorte de perversão e depravação espiritual. Por isso, eles são chamados “espíritos imundos” (Mt 10.1; Mc 1.27; 3.11; Lc 4.36; At 8.7; Ap 16.13). Eles usam as pessoas, possuído suas mentes ou influenciando-as por outros meios a fim de que elas se tornem “instrumentos de iniquidades” (Rm 6.13).


3. A extraordinária libertação do gadareno.
O texto de Lucas 8.26-39 também foi registrado por Mateus (8.28-34) e Marcos (5.1-20), e revela a soberania absoluta do Senhor Jesus sobre o Diabo e seus anjos. O Novo Testamento mostra-nos que esses seres espirituais, os seja, os anjos caídos possuem o hábito de se apossarem das pessoas, e assenhoram-se delas (Mt 9.32,33; Mc 1.21-28; Lc 11.14). O que não ocorre com os anjos de Deus (Hb 1.7; Ap 19.10)! Assim, a possessão demoníaca é um fenômeno maligno, revelado desde a sessão espírita até o estado estarrecedor do gadareno. Lucas cita, nos versículos 27 e 29, algumas características dos possessos mostrando que os demônios aparecem como agentes causadores de males, concedem as suas vítimas características típicas, como força sobre-humana (Mt 8.28; 17.15; Ap 19.16), poder de adivinhar (At 16.16), conhecimento sobrenatural (Lc 8.28). Eles, ao possuir as pessoas, dominam suas faculdades mentais, e levam-nas à demência (Mt 4.24; 17.15). Às vezes, incapacitam de falar e de ver (Mt 9.32; 12.22).
O endemoninhado gadareno vivia nos sepulcros desnudo, e era tão violento que nem mesmo os grilhões e as cadeias podiam detê-lo. Corria pelos montes e desertos e se feris com pedras. O fato de ele morar nos cemitérios é uma demonstração de sua total insanidade mental. Este lugar tem muita afinidade com o espírito imundo, por causa de sua natureza mórbida e melancólica. O seu comportamento violento e sobrenatural, para sua própria destruição, e a perturbação de seus vizinhos, revela a natureza destruidora de Satanás, que veio para “roubar, matar e destruir” (Jo 10.10). 
No versículo 28, Lucas relata que a presença de Jesus causou a submissão dos demônios, que não só correram até Ele, mas também disseram: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes”. Os demônios não só conhecem a Jesus como também sabem que Ele é mais forte do que Lúcifer, e admitem, sim, ser Jesus o Filho do Altíssimo. Assim, os demônios têm medo do Senhor, razão de estremecerem diante dEle (Tg 2.19), pois sabem que Jesus veio desfazer as suas obras (1 Jo 3.8).  Este fato deixa notório que a presença de Jesus é um tormento para o reino das trevas, e serviu como prenúncio da condenação final do Diabo e seus anjos (Mt 25.41). Os demônios sabem que há um tempo determinado para o juízo divino sobre as hostes infernais, e temem, por isso. Deste modo, observamos nesta passagem, os espíritos imundos, ou pelo menos o porta-voz deles, suplicarem e pedirem três coisas a Jesus: 1) Não os mandasse para outra região – espíritos dominadores (Mc 5.10); 2) Não os enviasse para o abismo antes do tempo (Mt 8.29); 3) Permitisse a entrada deles na manada de porcos próximo daquele local (Lc 8.32). O inimigo de nossas almas não realiza tudo o que deseja (Jó 1.12; 2.4-6). Os demônios fizeram este pedido, porque não suportaram a presença de Jesus.
No versículo 30, Jesus pergunta: “Qual é o teu nome?” Lamentavelmente, alguns procuram dialogar com os demônios, porque Jesus perguntou ao espírito imundo qual era o seu nome. Porém, a ordem que recebemos de Jesus foi “expulsai os demônios” (Mt 10.8). O Senhor Jesus não entrevistou os demônios. Apenas perguntou o seu nome, para que confessassem publicamente quem era o responsável pela miséria do gadareno. É claro que Cristo sabia perfeitamente com quem tratava, mas desejava que os discípulos ouvissem os próprios espíritos imundos falarem. Nós devemos expulsar (Mt 10.8) e não manter diálogo com eles, pois o Diabo é mentiroso e pai da mentira (Jo 8.44).
No entanto, como não podiam enganar a Jesus, responderam surpreendentemente: “Legião, porque tinham entrado muitos demônios”. Uma legião romana era constituída de 6.000 soldados. Ainda que aquele número de demônios não fosse o mesmo, eles, realmente, eram muitos. Portanto, o homem, por si só, não tem força suficiente para enfrentá-los. Todos precisam de Jesus, da comunhão com Ele, para dele receberem o poder e, assim, expulsá-los, pois Cristo nos deu esta autoridade (Lc 10.19,20). Pessoas não credenciadas por Jesus podem até fazê-lo (Lc 9.49,50), porém, correram um grande risco de vida (At 19.13-16).
Após ficar liberto dos demônios, aquele homem fez um pedido a Jesus: “que o deixasse estar com ele” (v.38). Porém, o Senhor não o permitiu, antes mandou que ele voltasse para casa, para dali começar a testificar das misericórdias do Senhor. Mas, porque o Senhor enviou o homem para casa? Porque nosso testemunho deve começar entre os nossos! Assim, aquele homem se tornou o primeiro evangelista na região da Decápolis (Mc 5.20). Quanto à harmonia dos sinóticos, Mateus afirma que foram dois endemoninhados (Mt 8.28). Marcos e Lucas registraram apenas um (Mc 5.2; Lc 8.27). O motivo é que o segundo e terceiro evangelistas registraram apenas o mais violento e feroz deles.


III. O CRISTÃO PODE OU NÃO FICAR POSSESSO?
O Pr. José Gonçalves comentando o assunto diz: “Lucas nada diz sobre a possessão de demônios em cristãos nem em seu evangelho nem tampouco em Atos. Todavia alguns escritores vão além e defendem a possibilidade de um crente ficar possuído pelo Diabo. Eu não compartilho dessa ideia. Estou convencido de que nenhum ensino tem demonstrado ser tão nocivo à Igreja de Jesus Cristo, quanto esse que afirma que o cristão pode ser possuído por demônios”. Concordo plenamente! Não apenas os escritos de Lucas, mas nenhum livro do Novo Testamento apoia ou dar base para tal ensino herético. Antes o condena denominando-o de “doutrina de demônios” (1 Tm 4.1). Ora, se o cristão recebeu de Cristo autoridade sobre os demônios, como pode ele ficar endemoninhado? É evidente que isso é impossível de acontecer, pois João assevera: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda Aquele que nasceu de Deus, e o maligno não lhe toca” (1 Jo 5.18). O fato é que as pessoas que propagam esse ensinamento herético baseiam-se em suas próprias experiências ou de outrem, justamente por não encontrarem nas Escrituras apoio para tal ensino. Todavia, embora não possamos negar o valor que a experiência tem para nós, cristãos; contudo, uma experiência divorciada das Escrituras não tem valor para a fé genuinamente evangélica. Noutras palavras, nenhuma experiência está acima da nossa única regra de fé e prática – A Bíblia Sagrada.
Mas, alguém pode indagar: “Mas Pedro foi usado pelo Diabo para fazer Jesus desistir da cruz”. É verdade! Mas ele não ficou endemoninhado, ficou? O texto bíblico é claro em mostrar que, por um breve momento de falta de vigilância de Pedro e, por não está devidamente convertido (Lc 22.32) o Diabo influenciou a mente de Pedro fazendo-o disser aquelas palavras para Jesus (Mt 16.22,23). O que só confirma o grande poder de influência que possui os demônios.
O Pr. José Gonçalves levanta a seguinte questão: “Se o cristão tem autoridade sobre o Diabo, como de fato tem, então porque Satanás leva vantagens sobre muitos deles?” Ele mesmo responde: Primeiramente porque lhe dão lugar (Ef 4.27); não são totalmente convertidos (Lc 22.31) e também possuem uma mente mundana (1 Co 10.21). Assim, quando pertencemos ao reino de Deus não existe, portanto, a ideia de copropriedade ou ocupação conjunta. Não podemos ser habitados ao mesmo tempo pelo Espírito Santo e por demônios (1 Co 6.17,19; 2 Co 6.16). Neste aspecto, o cristão em comunhão com Deus está guardado e não há porque temer as forças do mal (Rm 8.38,39; Lc 10.18,19; Ef 6.10-18).
Embora o crente em comunhão esteja livre de ficar possesso como já explicado, o mesmo não se pode afirmar do crente que não anda em comunhão. Paulo advertiu a igreja em Éfeso que: “Não deis lugar ao Diabo” (Ef 4.27). Aos cristãos de Roma disse Paulo: “E nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.1). Estes dois textos, dentre muitos outros, expressam o risco que o cristão corre em não está em comunhão com Cristo. Por isso, voltemos a rever o caso de Pedro, Jesus disse para ele: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces” (Lc 22.31-34). Neste texto, o Pr. José Gonçalves deduz do comportamento de Pedro pelo menos seis coisas que nos são revelados por Jesus.

1. Pedro demonstrou presunção — “estou pronto para morrer”. Isso não passava de presunção, pois quando foi confrontado por ser discípulo de Jesus, ele negou temendo a morte.

2. Pedro possuía “brechas” — “Satanás vos reclamou”. O Diabo viu áreas no comportamento de Pedro que revelavam que ele não parecia ser aquela pessoa que demonstrava. Ele queria tirar isso a limpo. Não há dúvidas de que havia área na vida de Simão que o Diabo conhecia como sendo vulneráveis.

3. Pedro possuía vida devocional pobre — “Roguei por ti” — O Senhor orou por Pedro. O que o texto parece mostrar é que Pedro não vivia uma vida devocional profunda. Quando Jesus orava no Getsêmani, ele logo adormeceu na oração.

4. Pedro também não demonstrou ser totalmente convertido — “Quando te converteres”. O Senhor não iria dizer essas palavras se Pedro fosse um homem convertido por completo. Eu não sei precisar o que era essa falta de conversão, mas que ele não era ainda convertido por completo, não era.

5. Pedro demonstrou egoísmo — “fortalece aos teus irmãos”. Pedro sempre aparece como sendo o primeiro em tudo. Era hora do Senhor lembrar que ele precisava pensar em seus companheiros.


CONCLUSÃO
Aprendemos, nesta lição, que seja qual for o tipo de forças que o cristão tenha que enfrentar, se pessoal ou impessoal, se natural ou sobrenatural, somente estando com Cristo ou em Cristo é que estaremos habilitados para vencer todo o poder do mal. Foi o próprio Senhor Jesus que nos garantiu a vitória sobre o mal, ao dizer: “Eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.19). O crente cheio do Espírito Santo é uma arma contra todas as forças das trevas, logo como ficaria ele possesso? Isso é realmente impossível! Portanto, estando cheio do poder de Jesus e do seu Espírito cumpramos a missão que Ele nos outorgou (Mc 16.15-18). Deus abençoe a todos!



REFERÊNCIAS
Ø CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado. MILENIUM.
Ø BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD.
Ø GONÇALVES, José. Lucas – O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD.
Ø GONÇALVES, José. Lições Bíblicas. (1º Trimestre de 2012). CPAD.
Ø ANDRADE, Claudionor de. Lições Bíblicas. (4º Trimestre de 2006). CPAD.
Ø CABRAL, Elienai. Lições Bíblicas. (1º Trimestre de 1997). CPAD.
Ø SOARES, Esequias. Lições Bíblicas. (3º Trimestre de 1994). CPAD.
Ø Revista Ensinador, nº 62. CPAD.


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