Vídeo Aula - Pastor Eduardo
quinta-feira, 21 de maio de 2026
terça-feira, 19 de maio de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 7
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
da Teoria Darwiniana”, responda:
1. O que a teoria darwiniana
da evolução defende?
Defende que as espécies surgem e se
transformam ao longo do tempo por meio da seleção natural e de mutações
aleatórias.
2. O que a perspectiva cristã
afirma a respeito da criação?
Na perspectiva cristã, a criação
não é resultado do acaso, mas sim de um plano inteligente e amoroso de Deus.
3. A exclusão de Deus do
discurso científico e cultural leva a quê?
Leva à erosão dos valores
absolutos, da responsabilidade moral e da dignidade humana.
4. O que reflete a
estabilidade do caráter divino?
O universo criado reflete a
estabilidade do caráter divino.
5. Diante dos desafios
impostos pelo Darwinismo, a Igreja deve formar quais tipos de crente?
Devemos formar crentes que sejam
pensadores críticos, capazes de dialogar com a cultura sem abrir mão da fé
bíblica.
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 7
Revisando o Conteúdo
A respeito de “Uma Prova de Fé: A Entrega de Isaque” responda:
1. Segundo a lição, o que Deus pediu
para Abraão fazer?
Deus chamou o patriarca e determinou que
ele sacrificasse seu único filho na terra de Moriá.
2. Abraão questionou o pedido de
Deus? O que ele demostrou?
Abraão obedece sem questionar. Ele
mostrou que era homem de fé no mais profundo sentido da expressão.
3. O que Abraão disse aos seus
ajudantes e que demostrava a sua confiança?
“Eu e o moço iremos até ali; e, havendo
adorado, tornaremos a vós” (v.5). Ele não disse “eu tornarei”, mas “eu e o moço
tornaremos a vós!”
4. Por que era necessário que Jesus
se fizesse semelhante à descendência de Abraão?
Era necessário para ser misericordioso e
fiel sumo sacerdote do povo judeu (v.17b), para “expiar os pecados do povo”
(v.17c) e interceder e “socorrer aos que são tentados” (v.18).
5. Segundo Gênesis 23.8,9, qual o
local da morte de Sara?
Quiriate-Arba (Hebrom, na terra de
Canaã).
sexta-feira, 15 de maio de 2026
LIÇÃO 7 – UMA PROVA DE FÉ: A ENTREGA DE ISAQUE
Gn
21.1-7
INTRODUÇÃO
Nessa
lição teremos a oportunidade de refletir sobre a provação de Deus na
experiência do patriarca Abraão, compreender que o sacrifício exigido por Deus,
era para demonstra tanto a soberania de Deus, como fazer Abraão compreender que
o amor a Deus nunca pode ser substituído por suas bençãos. Abraão nos ensina
como encarar e tratar as provas de nossa vida para a glória de Deus.
I. PROVAÇÃO DIVINA NA VIDA DE ABRAÃO
A
despeito de sua comunhão com Deus, o patriarca Abraão passou por uma
experiência nunca antes vivida. Nessa passagem bíblica, encontramos o pai da fé
sendo provado. Deus fez um teste com Abraão, não para fazê-lo tropeçar e
assistir a sua queda, mas para aprofundar sua capacidade de obedecer a Deus e
verdadeiramente desenvolver seu caráter.
1.
Definição de provação.
Segundo
o Aurélio (2004, p. 1649) o termo prova significa: “Aquilo que atesta a
veracidade ou autenticidade de alguma coisa”. No hebraico o termo é “nasah”
que significa: “testar, tentar, provar, examinar, pôr a prova, fazer uma
tentativa”. Na maioria dos contextos a palavra “nasah”
tem a ideia de testar ou provar a qualidade de algo ou alguém, às vezes por
meio de adversidades ou dificuldades. A tradução “tentar” em geral significa
“provar”, “testar”, “pôr a prova”, e não no sentido que a palavra também admite
de “atrair para cometer erro” (Harris, et all, 1998, p. 1373 – grifo nosso).
2.
Diferenças entre provação e tentação.
“E
aconteceu depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão” (Gn
22.1). A expressão “tentou” no hebraico “nasah”
aparece aproximadamente quarenta vezes no Antigo Testamento e de forma
frequente se refere a Deus testando a fé e a fidelidade de seres humanos,
incluindo Abraão (Gn 22.1); a nação de Israel (Êx 15.25; 16.4; 20.20; Dt
8.2,16; 13.3; Jz 2.22; 3.1,4); Ezequias (2Cr 32.31); e Davi (Sl 26.2)
(PALAVRA-CHAVE, 2011, p. 800). Embora, a ideia de testar ou pôr a prova, sugere
algumas vezes tentar ou atrair alguém ao pecado, dependendo do contexto. Abaixo
destacaremos a diferença entre provação e tentação:
A)
A tentação tem um aspecto negativo.
No
aspecto negativo, a tentação é totalmente diferente da provação. Enquanto
àquela visa o aperfeiçoamento e o crescimento do crente, esta visa a queda,
destruição e o afastamento de Deus. É importante lembrar que este tipo de
tentação jamais tem origem em Deus, mas no diabo que incita a concupiscência do
homem (Gn 3.1,6; 1Cr 21.1; Tg 1.13; 2Pe 2.9). Quando o desejo do mal se levanta
na mente, não pára aí. A cobiça dá à luz o pecado, e o pecado produz a morte “a
morte é assim o produto amadurecido ou terminado do pecado” (Moffatt,
apud Moody, sd, p. 7).
B)
A provação tem um aspecto positivo.
A
provação é o “sofrimento, angústia ou tribulação que tem por objetivo levar o
crente a uma experiência mais profunda com Deus. A provação nas Escrituras,
também é vista como aquilo que atesta a veracidade de algo. É o processo pelo
qual se afere a legitimidade de uma intenção ou fato (Ml 3.10; At 1.3 Rm 5.8; 1
Jo 4.1)” (Andrade, 2006, p.307). Na “escola da fé”, precisamos, regularmente,
passar por provas. De outro modo, jamais ficaremos sabendo onde nos encontramos
em termos espirituais.
II. PROPÓSITOS DE DEUS NA PROVAÇÃO DE
ABRAÃO
A
ordem para que oferecesse o seu filho em sacrifício dá-se em uma linguagem que
faz com que a prova seja ainda mais penosa; aqui, cada palavra é uma espada.
Assim como o fogo refina o minério para extrair metais preciosos, Deus nos
refina através das circunstâncias difíceis. O sacrifício exigido por Deus,
tinha consigo o objetivo de fazer Abraão aprender lições espirituais. O Senhor
estava querendo aperfeiçoar quatro virtudes que Abraão já
possuía, vejamos quais foram:
1.
Deus provou o seu amor (Gn 22.2).
Não
restam dúvidas de que Abraão amava a Deus, pois ele é chamado de seu amigo (2Cr
20.7; Is 41.8; Tg 2.23). Todavia, este amor precisava ser aperfeiçoado mediante
as provações. Esse pedido exigiu muito de Abraão pelos seguintes motivos: a)
Isaque era o seu filho “toma agora o teu filho”, abrir mão de
Ismael foi menos difícil (Gn 21.9-14); b) o seu único filho “o teu
único filho, Isaque”; c) que ele devotava grande afeição “a
quem amas”; d) por quem esperou vinte e cinco anos (Gn 12.2,4;
21.5); e) este filho seria seu sucessor e herdeiro das promessas (Gn
15.4); f) Deus estava lhe pedindo em sacrifício “e oferece-o ali
em holocausto”. Como servos do Senhor, devemos amá-lo acima de qualquer
coisa (Dt 6.5; Mt 10.37,38; Mc 12.30).
2.
Deus provou a sua obediência (Gn 22.2,3).
Por
que Deus pediu que Abraão oferecesse sacrifício humano? As nações pagãs realizavam
esta prática, mas Deus a condenava como um terrível pecado (Lv 20.1-5). Embora
Abraão não tenha entendido o motivo da ordem de Deus, obedeceu imediatamente.
Parece que enquanto caminhava para o monte Moriá meditava sobre o conflito
entre a ordem de sacrificar Isaque e as promessas de perpetuar a aliança por
meio dele. Todavia, preferiu obedecer à voz divina sem questionar (Gn 22.18). “Obedecer
a Deus costuma ser uma luta porque pode significar abrir mão de algo que
realmente desejamos” (APLICAÇÃO PESSOAL, 1995, p. 37).
3.
Deus provou a sua fé (Gn 22.5-8).
Abraão
tinha convicção que Deus lhe faria uma grande nação por meio de Isaque seu
filho, como Deus mesmo havia prometido (Gn 12.2; 15.4,5). Para isto precisaria
demonstrar essa confiança para si mesmo, estando disposto a sacrificar o seu
filho, acreditando que de alguma forma, Deus interviria naquela situação (Gn
22.5). “Porque Abraão já conhecia a fidelidade de Deus, e mesmo o caráter
terno, da personalidade de Deus e das promessas de Deus, ele estava confiante
de que Deus cumpriria sua promessa, de uma forma ou de outra” (Copan, 2016, p.
51).
4.
Deus provou a sua perseverança (Gn 22.9,10).
Abraão
e Isaque viajaram aproximadamente 80 a 100 km de Berseba até o monte Moriá,
durante cerca de três dias (Gn 22.3,4). Este foi um momento difícil para
Abraão, que estava a caminho de sacrificar o filho amado, Isaque. Sua
perseverança estava sendo submetida à prova de obedecer até as últimas
consequências. O Senhor o deixou subir ao monte, edificar o altar, pôr a lenha,
colocar Isaque sobre o altar, levantar o cutelo e somente na hora final, no
limite da perseverança, o Senhor apareceu para intervir (Gn 22.6-13).
III. A PROVISÃO DE DEUS NA PROVAÇÃO
Deus
por meio dessa circunstância mostra-nos alguns de seus atributos, pelos quais
ficará conhecido não só a Abraão como também aos seus descendentes. Vejamos
quais atributos de Deus podem ser vistos no monte do sacrifício:
1.
O Deus da provisão.
Quando
interrogado pelo seu filho Isaque, sobre a falta da vítima para o holocausto,
Abraão respondeu “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu
filho” (Gn 22.8). Providência: “É a resolução prévia tomada por
Deus, visando a consecução de seus planos e decretos, a preservação de quanto
Ele criou e a salvação” (Andrade, 2006, p. 307). Deus revela-se na
história como o Deus da providência, nos levando a crer em sua intervenção por
mais difícil que seja a provação. “E chamou Abraão o nome daquele lugar: o
Senhor proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Senhor se
proverá” (Gn 22.14). A declaração: “No monte do Senhor se proverá”
nos ajuda a compreender algumas verdades sobre a provisão do Senhor: a)
é preciso adorar a Deus mesmo tendo falta de alguma coisa (Gn 22.5; Hc
3.17,18); b) devemos estar no altar como Abraão, senão não obteremos a
sua provisão (Gn 22.9; Jr 33.3; Mt 6.6); e, c) é preciso esperar, pois
Deus só intervém no momento certo providenciando o necessário (Gn 22.10-13; Fp
4.6; 1Pe 5.7).
2.
O Deus todo poderoso.
Deus
já tinha se declarado a Abraão como o Todo poderoso (Gn 17.1). Diante dessa
experiência anterior, Abraão se mantém firme diante de um novo desafio, pois
tinha a fé para crer que o Onipotente providenciaria o necessário à sua maneira
e na hora exata como disse o escritor aos hebreus (Hb 11.17,18).
3.
O Deus gracioso.
No
hebraico “Jeová Jiré”, é uma expressão profética da providência
divina de um sacrifício substituto, o carneiro (v. 13) (Stamps, 2012, p. 64).
Moriá derivada da palavra hebraica “raah”, “fornecer, ver,
mostrar”. Assim na própria palavra Moriá “provisão”,
temos uma sugestão de salvação e libertação” (Copan, 2016, p. 52). Ao
substituir Isaque por um cordeiro, Deus está proclamando sua graça que seria
revelada de maneira plena por meio de seu Filho, que é o Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Profeticamente Cristo é visto por Abraão no
momento da provisão (Jo 8.56). Isaque não chegou a morrer, mas, “figuradamente”
(Hb 11.19); morreu e foi ressurreto dentre os mortos. Jesus, porém, morreu de
fato e foi sepultado, mas foi ressurreto de modo triunfante, consumando a maior
de todas as provisões, o perdão dos pecados.
IV. A MORTE DE SARA
Depois
de contemplar a fidelidade de Deus no monte da provisão, a narrativa bíblica
nos conduz agora a um momento de profunda dor na vida de Abraão. O patriarca
que venceu a prova da entrega de Isaque precisaria também enfrentar o sofrimento
silencioso da perda de Sara.
1.
A realidade da morte na experiência humana (Gn 23.1,2).
Depois
de experimentar uma das maiores vitórias de sua fé no monte Moriá, Abraão agora
enfrenta uma das dores mais profundas de sua caminhada: a morte de Sara. O
texto bíblico diz: “E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos [...]
e morreu Sara em Quiriate-Arba” (Gn 23.1,2). A Escritura mostra que até
os homens e mulheres mais piedosos não estão isentos das dores da existência
humana. Gênesis constantemente revela a fragilidade da vida humana mesmo em
meio às promessas divinas, mostrando que os patriarcas viviam sustentados pela
esperança e não pela ausência do sofrimento. Abraão “veio para prantear Sara e
chorá-la” (Gn 23.2), demonstrando que a fé não elimina os sentimentos humanos.
2.
Abraão demonstrou fé mesmo em meio ao luto (Gn 23.3-9).
Mesmo
profundamente entristecido, Abraão não se entregou ao desespero, mas
levantou-se para agir com dignidade e esperança. Ele comprou a caverna de
Macpela para sepultar Sara (Gn 23.16-20), demonstrando que continuava crendo
nas promessas de Deus acerca da terra de Canaã. O patriarca compreendia que
aquela terra pertencia ao plano divino para sua descendência. Os homens de fé
são moldados justamente nos momentos de transição, dor e incerteza, aprendendo
a confiar em Deus mesmo quando não conseguem compreender completamente os
caminhos divinos.
3.
A esperança das promessas divinas permanece acima da morte.
A
morte de Sara não representou o fim da aliança de Deus com Abraão. Embora a
matriarca tivesse partido, a promessa continuava viva através de Isaque, o
filho da promessa (Gn 21.12). O texto bíblico mostra que os patriarcas viviam
olhando para algo maior do que esta vida terrena, pois “esperavam a cidade que
tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb 11.10). Sara
morreu, mas a promessa não morreu com ela. Isso aponta profeticamente para
Cristo, em quem a morte foi vencida definitivamente (1Co 15.54-57). O Deus que
sustentou Abraão no luto continua sustentando os seus servos hoje, mostrando
que nenhuma perda é capaz de anular aquilo que Ele prometeu.
CONCLUSÃO
Aprendamos
com Abraão que a provisão de Deus é garantida para os que nele confiam sem
reservas, obedecendo mesmo nas provas mais difíceis, como no sacrifício de
Isaque. E aprendamos também, através da morte de Sara, que a fidelidade do Senhor
permanece firme mesmo nos momentos de dor e perda. Assim, o casal patriarcal
nos ensina que viver pela fé é confiar em Deus tanto nos altares da entrega
quanto nos vales do sofrimento.
REFERÊNCIAS
Ø COPAN, Paul. Deus é um monstro moral?
SAL CULTURAL.
Ø HENRY, Matthew. Comentário
Biblico de Gênesis. Pdf.
Ø KIDNER, Derek. Gênesis:
introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1979.
Ø STAMPS, Donald C. Bíblia de
Estudo Pentecostal. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
terça-feira, 12 de maio de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 6
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
do Humanismo”, responda:
1. O que o Humanismo proclama?
O Humanismo proclama que o homem pode, por si só,
alcançar paz, progresso e bem-estar, acreditando que o avanço da ciência, da
tecnologia e da educação poderá resolver todos os males da humanidade, sem
precisar recorrer ao Criador.
2. Em quem está a verdadeira
sabedoria?
A verdadeira sabedoria está em Cristo.
3. Em que o pecado introduziu
uma ruptura?
O pecado introduziu uma ruptura na relação do homem
com Deus, consigo mesmo e com o próximo.
4. Em que está o sentido da
vida?
A Bíblia mostra que o sentido da vida está em conhecer
a Deus (Jo 17.3).
5. Como a Igreja deve
responder ao avanço do Humanismo?
Em face ao avanço do Humanismo, a Igreja não pode se
calar. A nossa missão é proclamar que o homem não é o centro do universo, mas
que sua verdadeira grandeza está em ser amado por Deus e reconciliado com Ele
por meio de Jesus (Rm 11.36).
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS
DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 6
Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Nascimento de Isaque” responda:
1. Quem escolheu o nome de Isaque e
qual o seu significado?
Foi Deus quem escolheu esse nome (Gn
17.19). Isaque, no hebraico, significa “riso”.
2. De acordo com a lição, qual foi a
segunda providência de Abraão depois do nascimento de Isaque?
A segunda providência de Abraão foi
circuncidar Isaque.
3. O que fez Abraão para comemorar o
desmame de Isaque?
Abraão fez um grande banquete.
4. O que Abraão ofereceu a Agar
antes de ela e seu filho deixarem a sua casa?
Ele tomou pão e um odre de água.
5. Para onde foi Agar e Ismael ao
saírem da casa de Abraão?
Foram para o deserto de Parã (Gn
21.17-21).
sábado, 9 de maio de 2026
LIÇÃO 6 – O NASCIMENTO DE ISAQUE
Gn
21.1-7
INTRODUÇÃO
Nesta
lição estudaremos um momento importante da vida de Abraão e Sara. Veremos como,
por causa da impaciência, eles tomaram decisões que trouxeram consequências
difíceis para a família. Aprenderemos como Abraão enfrentou a dolorosa tarefa
de despedir Agar e seu filho Ismael, para que o plano de Deus continuasse se
cumprindo. E, por fim, entenderemos como Deus cuidou de Agar e Ismael no
deserto, mostrando que Ele nunca abandona aqueles que dependem dele.
I. AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE
SARA
1.
Do sorriso da incredulidade ao sorriso da confiança.
Antes
do nascimento do filho da promessa, Deus fez um pacto muito importante com
Abraão e seus descendentes: a circuncisão (Gn 17.11). Essa marca mostrava que
todos os que viessem da família de Abraão estariam incluídos na aliança que
Deus estava estabelecendo. Logo depois disso, o Senhor revelou a Abraão o nome
do filho que ainda nasceria: Isaque, que significa “riso” ou “ele ri”,
lembrando o riso de Abraão (Gn 17.17) e também o riso de Sara (Gn 18.12), ao
receberem mais uma vez a renovação da promessa. Ambos riram porque, humanamente
falando, não viam mais como poderiam ter um filho naquela idade. Mas Deus
mostrou que nada é impossível para Ele, porquanto no momento certo o riso de
incredulidade deu lugar ao sorriso de alegria e confiança nas promessas de Deus
(Gn 21.1-6). Deus não brinca de “fazer promessas”, pois isto não faz parte de
sua natureza (Nm 23.19). A Bíblia mostra que o Senhor vela por Sua Palavra para
a cumprir (Jr 1.12). O tempo de Deus pode parecer demorado aos olhos humanos,
mas Ele jamais chega atrasado (Hc 2.3). Sara precisou aprender que “para
Deus nada é impossível” (Lc 1.37). O nascimento de Isaque tornou-se
prova viva de que o Senhor transforma impossibilidades em milagres (Rm 4.19-21;
Hb 10.23).
2. Uma casa dividida entre a alegria da promessa e a tristeza da precipitação.
O texto de Gênesis 21.8-9 mostra duas realidades dentro do mesmo lar. De um lado, Isaque estava crescendo e se desenvolvendo, trazendo alegria por ser o filho da promessa. Do outro lado, Ismael começou a zombar de seu irmão mais novo, revelando um clima de tensão na família. Era natural existir alguma diferença entre eles, afinal, estavam em fases diferentes da vida e cada pessoa tem sua própria personalidade. Divergências entre irmãos fazem parte da convivência familiar. Contudo, a verdadeira insatisfação começou no coração de Sara, que era também considerada mãe legal de Ismael, já que ele havia nascido de sua serva Agar. Certamente durante muitos anos Ismael foi o consolo de Sara, porquanto não tinha filhos, porém nem isto foi levado em consideração. O ambiente familiar dividido mostra como escolhas fora da direção de Deus podem trazer dificuldades dentro do próprio lar. Todos estamos sujeitos às imponderações, todavia devemos buscar em Deus maturidade e longanimidade a fim de não caminharmos por veredas duvidosas, porquanto isto é reprovável aos olhos do Senhor (Pv 14.29; 13.16). As decisões precipitadas frequentemente geram conflitos prolongados (Ec 7.8). A Palavra de Deus nos orienta a não agir movidos apenas pelas emoções (Pv 3.5-6). A precipitação de Abraão e Sara trouxe dores que atravessaram gerações. A família somente permanece firme quando edificada pelo Senhor (Sl 127.1). Quando deixamos de esperar o agir divino e tentamos “ajudar Deus”, acabamos colhendo consequências difíceis (Gl 6.7).
3. Tratando os conflitos com responsabilidade e piedade.
Por não saber como agir diante do conflito dentro de sua casa, Sara buscou uma solução imediata e sugeriu que Ismael e sua mãe, Agar, fossem despedidos. Abraão, porém, amava seu filho Ismael, e não tomou uma decisão precipitada (Gn 21.11). Ele esperou a orientação de Deus sobre a situação. Alguns problemas realmente são difíceis de resolver. E, nesses momentos, é importante perguntar: “O que Jesus faria no meu lugar?” O pregador lembra que a “sabedoria é proveitosa para orientar o caminho” (Ec 10.10). Isso nos mostra que nem sempre a melhor solução aparece rapidamente ou pode ser calculada pela nossa própria lógica. O cristão não deve ser guiado exclusivamente por seus pensamentos, sentimentos ou impulsos naturais. Ele é conduzido, acima de tudo, pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus (Sl 119.105). A prudência evita muitos sofrimentos (Pv 15.22). O homem sábio ouve conselhos e busca direção no Senhor antes de agir (Tg 1.5). Em momentos de tensão, Deus deseja que Seus servos demonstrem domínio próprio, mansidão e equilíbrio espiritual (Gl 5.22-23). A Palavra do Senhor também nos orienta a buscar a paz sempre que possível (Rm 12.18). Conflitos não devem ser resolvidos na força humana, mas à luz da vontade de Deus.
II. ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE
1.
A sabedoria evita favoritismos.
O
banquete oferecido por Abraão para celebrar o desenvolvimento de Isaque revela
gratidão pela dádiva que Deus lhe concedeu. No entanto, é importante observar
que essa mesma celebração não foi realizada para Ismael, o que pode ter
despertado sentimentos de ciúme no jovem. É claro que não negamos que Isaque
era, de fato, o filho da promessa, escolhido por
Deus para dar continuidade ao plano divino. Porém, também é verdade que Ismael
não pediu para ser filho de Abraão. Ele nasceu em circunstâncias marcadas por
decisões precipitadas e humanas, e não por sua própria escolha. Quando alguém
demonstra favoritismo de forma aberta e visível, especialmente em ciclos que
envolvem diversas pessoas, isso pode gerar mágoas, conflitos e divisões. Deus
tinha propósitos soberanos, mas isto não anulava a responsabilidade de Abraão
para agir com sabedoria, justiça e sensibilidade com o filho da escrava. A
Bíblia condena a parcialidade e o favoritismo (Tg 2.1-4). Pais sábios devem
tratar seus filhos com equilíbrio e amor, evitando comparações destrutivas (Ef
6.4). O exemplo de Jacó favorecendo José também produziu divisões familiares
profundas (Gn 37.3-4). Deus é imparcial em Seu julgamento (At 10.34), e deseja
que Seus servos pratiquem justiça e misericórdia em seus relacionamentos.2. Ismael, um símbolo da natureza humana.
Assim como Isaque e Ismael viviam em condições completamente opostas dentro da casa de Abraão, também a nossa natureza espiritual se opõe à nossa natureza carnal, e vice-versa. O apóstolo Paulo usa esses dois personagens como uma ilustração espiritual para ensinar que existe um conflito constante entre o que nasce do Espírito e o que nasce da carne. Em Gálatas 4.22–31, Paulo explica que Isaque representa o filho da promessa, aquilo que Deus gera em nós; enquanto Ismael representa aquilo que nasce do esforço humano, das decisões precipitadas e carnais. A mensagem é clara: quando agimos por conta própria, sem direção divina, precisamos suportar as consequências do que produzimos, sejam elas boas ou ruins. A carne e o Espírito travam uma batalha constante no interior do cristão (Gl 5.17). Aqueles que vivem segundo a carne não conseguem agradar a Deus (Rm 8.8). Já os que andam no Espírito produzem frutos espirituais agradáveis ao Senhor (Gl 5.22-25). Jesus ensinou que “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6). A vida cristã exige mortificação da velha natureza (Cl 3.5).
3. Um corte entre o relacionamento entre Abraão e Ismael.
Uma das decisões mais difíceis da vida cristã é aprender a desapegar-se das paixões e impulsos do nosso próprio coração. A Bíblia nos ensina que o ser humano, por si só, é inclinado a seguir seus desejos pessoais, e isso pode nos afastar do centro da vontade de Deus. O apóstolo Paulo reforça essa diferença entre o que é produzido pela carne e o que é produzido pelo Espírito. A Palavra de Deus ensina que “a carne milita contra o Espírito” (Gl 5.17) e interpreta o episódio de Ismael e Isaque como uma ilustração espiritual: “O que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito” (Gl 4.29). Despedir Ismael era equivalente a desapegar-se dos impulsos humanos, acreditar no tempo e na Palavra do Senhor. Seguir a Cristo exige renúncia diária (Lc 9.23). Muitas vezes Deus nos chama a abandonar aquilo que amamos para cumprir Seus propósitos maiores. Abraão precisou confiar que o Senhor cuidaria de Ismael e continuaria fiel à promessa feita a Isaque. A obediência genuína nem sempre é fácil, mas sempre produz crescimento espiritual (Dt 28.1-2). Os planos do Senhor são superiores aos nossos (Is 55.8-9).
III. AGAR E ISMAEL DEIXAM A CASA DE
ABRAÃO
1.
Uma decisão difícil, porém necessária.
A
caminhada cristã nos mostra que não conseguimos cumprir a vontade de Deus
buscando conforto ou evitando confrontos internos. A fé verdadeira envolve
renúncia, disciplina e confiança no propósito divino. De certo modo, quando
Abraão despede Ismael e Agar (Gn 21.14), ele estava abrindo mão de uma aparente
segurança humana: a garantia de descendência por meio de Ismael. Não foi fácil,
mas era necessário. A obediência incondicional de Abraão o tornou um dos
maiores exemplos de fé e obediência nas Escrituras (Rm 4.17; Hb 11.8). Da mesma
forma, todos que desejam ser bem-sucedidos espiritualmente e alcançar os
propósitos divinos devem aprender a negar suas vontades, abrir mão de
seguranças humanas e abraçar a vontade de Deus com confiança. Jesus ensinou que
ninguém pode ser Seu discípulo sem disposição para renunciar (Lc 14.33). Muitas
vezes Deus remove de nossa vida aquilo que se tornou obstáculo ao cumprimento
de Seus planos. A obediência pode produzir lágrimas momentâneas, mas gera
frutos eternos (Sl 126.5). O servo fiel aprende a confiar que a vontade de Deus
é sempre boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).
2.
Um encontro marcante com Deus no deserto.
Depois
de serem despedidos por Abraão, Agar e Ismael caminham errantes pelo deserto
como não tendo uma direção. O que parecia rejeição se torna um processo de
formação espiritual. Deus usa o ambiente difícil para trabalhar o caráter e a
fé de Agar e Ismael. É no deserto que Deus forja os seus melhores guerreiros.
Os testemunhos bíblicos deixam claro que outros homens também foram levados ao
teste do deserto, inclusive o Filho de Deus (Êx 3.1; 1Sm 23.14; Mt 4.1). Embora
seja lugar de escassez, o deserto também é palco do agir sobrenatural de Deus.
Deus ouviu o choro do menino e abriu os olhos de Agar para ver a provisão (Gn
21.17-19). O deserto ensina verdades profundas para a vida cristã,
especialmente sobre dependência de Deus (Mt 6.11), o valor de um clamor sincero
(Sl 34.6), que Deus está pronto a atender nossas súplicas (Jr 33.3), e que o
Senhor envia consolo em meio à dor. Foi no deserto que Israel aprendeu a
depender do Senhor diariamente (Dt 8.2-3). Elias também experimentou o cuidado
divino em meio ao isolamento (1Rs 19.4-8). Muitas vezes Deus permite períodos
difíceis para fortalecer nossa fé e nos ensinar que Sua graça é suficiente (2Co
12.9). O deserto não é o fim; é um lugar de preparação para experiências
maiores com Deus.
3.
A resposta de Deus ao clamor dos aflitos.
Despachados
da casa de Abraão, Agar e Ismael logo se viram sozinhos no deserto. A água
acabou rapidamente (Gn 21.15), e, desesperada, Agar afastou-se do filho porque
pensava que ele não sobreviveria naquele lugar árido (Gn 21.16). Ismael,
sentindo a morte se aproximar, clamou a Deus (Gn 21.17). E Deus ouviu sua voz:
“Deus ouviu a voz do rapaz”, e respondeu imediatamente. Observe como Deus
tratou daquele momento difícil: Deus acalmou Agar: a primeira palavra foi ao
coração dela: “Não temas” (Gn 21.17). Antes de resolver o problema externo,
Deus tratou do emocional. Deus pediu uma atitude: Ele
ordenou: “Ergue-te, levanta o menino pela mão” (Gn 21.18). A fé não é
passividade; envolve ações, mesmo em meio ao sofrimento. Deus renovou a
promessa: o Senhor reafirmou que Ismael tinha um futuro: “dele farei uma grande
nação” (Gn 21.18). Quando tudo parecia perdido, Deus lembrou que Seus planos
não haviam terminado. Então o Senhor abriu os olhos de Agar, e ela viu um poço
que já estava ali (Gn 21.19). A provisão de Deus estava mais perto do que ela
pensava. Por fim, Deus fez o menino crescer no próprio deserto, o lugar onde
eles acreditaram que ele morreria (Gn 21.20–21). O que parecia o fim tornou-se
o início de uma nova história. Deus ainda transforma projetos falidos em obras
completas. Amém! O Senhor continua atento ao clamor dos aflitos (Sl 145.18-19).
Deus é socorro presente na angústia (Sl 46.1). Jesus declarou que os que choram
serão consolados (Mt 5.4). Nenhuma lágrima passa despercebida diante do Senhor
(Sl 56.8). Mesmo quando tudo parece perdido, Deus permanece trabalhando em
favor daqueles que confiam nEle (Rm 8.28).4.
Deus transforma crises em novos começos.
A
história de Agar e Ismael nos ensina que Deus não apenas consola em tempos
difíceis, mas também transforma crises em oportunidades de recomeço. O deserto
que parecia cenário de morte tornou-se lugar de sobrevivência, crescimento e
cumprimento de promessa. Muitas vezes o crente imagina que chegou ao fim da
caminhada, porém Deus ainda está escrevendo novos capítulos. O Senhor é
especialista em restaurar vidas quebradas, renovar esperanças e abrir caminhos
onde não existem possibilidades humanas (Is 43.19). José passou pela cova e
pela prisão antes de alcançar o governo do Egito (Gn 50.20). Jó perdeu tudo,
mas viu Deus restaurar sua história de forma ainda maior (Jó 42.10). O Senhor
Jesus venceu a cruz e o sepulcro, transformando sofrimento em vitória eterna
(Jo 16.33). Assim também acontece conosco: as crises não anulam os planos de
Deus. Em Cristo, até os desertos podem se tornar lugares de crescimento,
amadurecimento e esperança (Rm 5.3-5).
CONCLUSÃO
Esta lição nos mostrou de forma
clara a fidelidade inabalável de Deus. Ele nunca falha em Suas promessas (Nm
23.19). Seus planos não dependem de esforços humanos para se cumprir; o Senhor
age com soberania e perfeição. A nós cabe crer, confiar e esperar pelo tempo
dEle, pois a fidelidade do Senhor permanece para sempre (Sl 100.5).
REFERÊNCIAS
Ø CABRAL,
Elienai. Abraão: as experiências de nosso pai na fé. CPAD.
Ø LINDSAY,
Gordon. Abraão: o amigo de Deus. GRAÇA EDITORIAL.
Ø SWINDOLL,
Charles. Abraão: um homem obediente e destemido. MUNDO CRISTÃO.
Ø STAMPS,
Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de maio de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 5
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
da Teologia Progressista”, responda:
1. O que é a Teologia
Progressista?
Corrente de pensamento que tenta
adaptar a fé cristã às ideias da cultura moderna.
2. Qual é o maior problema
dessa teologia?
Ela distorce o Evangelho de Cristo
e enfraquece a autoridade da Palavra de Deus.
3. De acordo com a lição, a fé
cristã envolve o quê?
A fé cristã não gira em torno do
moralismo nem se resume a causas sociais, mas envolve a reconciliação entre
Deus e o homem por meio de Cristo.
4. Com base na lição, qual é a
fé que salva?
A fé que salva é aquela que está
firmada sobre a verdade imutável de Deus, não sobre ideias passageiras.
5. O que garantirá um legado
seguro para as futuras gerações?
A fidelidade doutrinária da igreja
hoje.
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 5
Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Juízo contra Sodoma e Gomorra” responda:
1. Como se inicia o capítulo 18 de
Gênesis?
O capítulo 18 de Gênesis tem início com a
visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v.1).
2. Segundo a lição, o que quer dizer
“quando tinha aquecido o dia”?
Isso quer dizer que a visitação se deu
por volta do meio-dia, quando o calor está mais forte.
3. O que Sara fez ao ouvir da parte
de Deus que ela teria um filho?
Ao ouvir que teria um filho, Sara riu.
4. A que o pecado leva?
À destruição e à morte.
5. O que aconteceu com a esposa de
Ló ao desobedecer a ordem divina?
Ela “ficou convertida numa estátua de
sal”.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
LIÇÃO 5 – O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA
Gn
18.23-32
INTRODUÇÃO
Nesta
lição estudaremos o juízo sobre os habitantes de Sodoma e Gomorra; pontuaremos
sobre a revelação do juízo divino; veremos sobre a gravidade dos pecados
praticados pelos moradores de Sodoma e Gomorra; apontaremos os elementos da
intercessão de Abraão em prol dos justos de Sodoma e Gomorra; e por fim,
destacaremos lições do juízo divino que servem para a Igreja contemporânea.
I. A REVELAÇÃO DE DEUS A ABRAÃO
1.
Definição de Teofania.
Segundo
o escritor Wycliffe (2007, p. 1909), a expressão “teofania” combina
duas palavras gregas, “theos” (Deus), e “phainein” (mostrar,
manifestar), significando “manifestação de Deus”. Destaca-se que
a manifestação não aparece necessariamente em forma humana (Gn 18.1,2; Gn
32.24-30), mas pode aparecer em uma forma simbólica (Gn 15.17; Êx 13.21,22).
Também pode aparecer em sonhos (Gn 28.10-17) ou visões (Dn 10.5,7; Zc 1.7-17).
2.
A Teofania nos Carvalhais de Manre.
O
capítulo 18 do Gênesis inicia com uma aparição especial do Senhor a Abraão: “Depois,
apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre [...] E levantou os olhos e
olhou, e eis três varões estavam em pé junto a ele” (Gn 18.1,2). Esta
teofania ocorreu no momento mais quente do dia, quando Abraão estava à entrada
da tenda. Abraão, reconhecendo a presença sagrada, prostrou-se e ofereceu
hospitalidade (Gn 18.3-5; Hb 13.2). A atitude de Abraão ao receber os
visitantes é um modelo de reverência e serviço. Ele correu, apressou-se e
ofereceu o melhor de seus recursos. Assim deve ser a atitude de todo aquele que
serve ao Senhor (Rm 12.13; Tt 1.8; Hb 13.2; 1Pe 4.9).
3.
O Senhor confidencia Seus planos a Abraão.
Após
a refeição, o Senhor renova e ratifica a promessa de que Sara iria conceber um
filho: “tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara, tua mulher,
terá um filho” (Gn 18.10). Segundo o teólogo Henry (2008, p. 103), “nós
somos lentos de coração para crer, e por isto precisamos da repetição para o
mesmo propósito”. Após a renovação da promessa, o Senhor questiona: “Ocultarei
eu a Abraão o que faço?” (v. 17). Esta pergunta retórica revela o
princípio de que Deus compartilha Seus planos e juízos com aqueles que O temem
(Sl 25.14). A confidência divina é um privilégio da amizade com Deus. Não é por
acaso que Abraão era chamado de “amigo de Deus” (Is 41.8; Tg
2.23). Por isso Deus revela a Abraão os Seus planos (Gn 18.20,21).
4.
O propósito da revelação: a justiça divina.
Deus
revela Seu plano porque Abraão “certamente virá a ser uma grande e
poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o
tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele,
para que guardem o caminho do Senhor, para agirem com justiça e juízo” (Gn
18.18.19). A revelação do juízo contra Sodoma e Gomorra tinha um propósito
pedagógico: ensinar a Abraão e sua semente a natureza da justiça divina e a
importância de andar nos caminhos do Senhor. Deus é misericordioso, mas também
é o Deus a quem pertence a justiça (Dt 32.25,26). Deus não age por impulso, mas
de acordo com Sua natureza santa (Lv 19.2; 1Pe 1.15,16) e Seus padrões morais
estabelecidos (Sl 19.7,8; Mq 6.8).
II. A GRAVIDADE DO PECADO DE SODOMA E GOMORRA
1. O clamor que sobe a Deus.
“Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito” (Gn 18.20). A expressão “clamor” indica que a injustiça, a violência e a opressão nas cidades eram tão intensas que chegaram aos céus. “O verbo [hebraico] zāaq é usado com mais frequência para indicar o “clamor” por ajuda em tempos de necessidade urgente, sobretudo o “clamor” por ajuda divina. No entanto, no caso de Sodoma e Gomorra, a expressão clamor conota a culpa ou a condição de pecado” (Vine, 2002, pp.71, 221, grifo nosso). O pecado contra o próximo gera um clamor que Deus ouve (Êx 3.7-9).
2.
O pecado agravado e multiplicado.
O
texto de Gênesis 18.20 enfatiza que o pecado de Sodoma e Gomorra, “se tem
multiplicado” (volume) e “se tem agravado muito” (intensidade).
Não era um pecado isolado, mas uma cultura de depravação enraizada (Gn 19.5-9).
Champlin (2001, p. 135) afirma que “seus habitantes eram culpados dos crimes
mais notórios: eram tendentes a toda espécie de vicio; eram praticantes da
injustiça; e se tinham escravizado a concupiscências desnaturais, que exibiam
publicamente, sem nenhum pejo”. De acordo com Renovato (2026, p. 54), “os
habitantes de Sodoma e Gomorra envolviam-se com todo tipo de pecado. Mas,
dentre eles, se destacava a homossexualidade, pecado gravissimo, considerado “abominacao
ao Senhor”, punido com pena de morte na antiga alianca (Lv
18.22;20.13)”. A multiplicação do pecado indica que a sociedade havia se
corrompido completamente, rejeitando toda norma moral. Esse é o retrato da
sociedade hodierna (2Tm 3.1-5).
3.
A descida para investigar.
“Descerei
agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor que veio a mim;
e se não, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).
Esta linguagem antropomórfica não sugere que Deus desconhecia a situação. O
teólogo Henry (2008, p. 105) esclarece que: “isto não significa que haja alguma
coisa sobre a qual Deus tenha dúvidas, ou esteja às escuras. Mas Ele se compraz
em expressar-se assim, à maneira dos homens: a) Para mostrar a
incontestável justiça e todos os seus procedimentos judiciais. Os homens são
capazes de sugerir que o Seu modo não é justo. Mas saibam que os Seus juízos
são o resultado de um conselho eterno, e nunca são decisões precipitadas ou
impensadas. b) Para dar exemplo aos magistrados, e àqueles que têm
autoridade, para que, com o máximo cuidado e diligência, investiguem os méritos
de uma causa, antes de julgá-la”. Deus é o justo juiz (Sl 7.11).
4.
A paciência divina antes do juízo.
Antes
de executar o juízo, Deus declara a gravidade do pecado de Sodoma e Gomorra,
enfatizando que Sua justiça não age sem pleno conhecimento e evidência. A frase
“descerei e verei” aponta para o ato de observação de Deus. Vemos
esse mesmo princípio na observação da construção da torre de Babel (Gn 11.5-7).
Isto revela um padrão: Deus examina antes de agir. Deus não é apressado
em julgar (Êx 34.6; Sl 103.8; 2Pe 3.9). Ele dá tempo e
oportunidade para o arrependimento (Ez 18.23; 1Tm 2.4) e, antes
da destruição, envia advertências e oportunidade para mudança (Gn 6.3;
2Cr 36.15,16; Jn 3.4-10). A longanimidade divina precede o juízo (Rm 2.4).
III. A INTERCESSÃO DE ABRAÃO PELOS
JUSTOS
1.
A ousadia fundada na justiça divina.
Abraão
pergunta: “Destruirás também o justo com o ímpio? Longe de ti que faças
tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe
de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.23,25).
Sua intercessão não questiona o juízo divino, mas apela para o caráter justo de
Deus: 1) Deus é justo e ama a justiça (Sl 11.7; Sl 37.28); 2) Deus
protege e sustenta os justos (Jó 36.7; Sl 34.15; Pv 10.3); e, 3) Deus
faz justiça em favor dos justos (Sl 140.12; Is 54.17; Lc 18.7,8).
2.
A persistência na intercessão.
Abraão
intercede começando com 50 justos, reduzindo a quantidade de justos
gradativamente. A cada redução, Deus responde afirmativamente “pouparei;
não o farei; não a destruirei”. Esta negociação revela a disposição de
Deus de responder à oração intercessória e Sua imensa misericórdia (Sl 100.5;
Lm 3.22,23; Mq 7.18; Lc 1.50; Ef 2.4). A intercessão de Abraão é um modelo de
oração perseverante. Ele não se cansou de apresentar sua petição, e Deus não se
cansou de ouvi-lo. Devemos orar sem cessar (1Ts 5.17).
3.
O limite da intercessão e a realidade do juízo.
A
intercessão cessa em 10 justos. Nem mesmo essa quantidade de justos fora
encontrada em Sodoma e Gomorra (Gn 19.9b). O patriarca Abraão parou em dez, não
porque Deus não o ouviria mais, mas porque o próprio Abraão sabia que não havia
sequer esse número de justos naquelas cidades. A misericórdia tem limites
quando o pecado atinge seu ápice (Gn 15.16; Mt 23.22). Aqui aprendemos que a
intercessão tem limites quando a impenitência humana alcança sua plenitude (Jr
7.16; Jr 11.14). A intercessão não pode suspender eternamente o juízo quando
não há arrependimento (2Cr 36.15,16; Pv 29.1). O juízo divino chegou sobre as
cidades (Gn 19.24,25).
IV. LIÇÕES DO JUÍZO DIVINO PARA A
IGREJA CONTEMPORÂNEA
1.
O perigo da indiferença moral.
A
igreja deve continuar estar alerta contra a normalização do pecado na sociedade
moderna. O juízo sobre Sodoma e Gomorra serve como um exemplo de que Deus não
tolerará a rebeldia contra Suas leis naturais e espirituais, e assim virá o
julgamento divino (Rm 1.27; 1Co 6.9,10; Ef 5.5,6; Hb 13.4; 2Pe 2.6-8).
2.
A iminência do juízo divino.
O
julgamento veio de forma inesperada sobre Sodoma e Gomorra (Gn 19.24,25). A
sociedade de hoje, tal como a de Sodoma e Gomorra, vive distraída e entregue
aos prazeres (Lc 17.28; Fp 3.19; 2Tm 3.1-4), ignorando a iminência do juízo
(1Ts 5.2,3). A iminência nos convoca à vigilância (Mt 24.42; Lc 21.34-3b6),
pois o Juiz de toda a terra voltará para recompensar a cada um segundo as suas
obras (Ap 22.12).
3.
O refúgio na misericórdia divina.
Assim
como os anjos estavam prontos para tirar do meio da destruição aqueles que
temiam a Deus em Sodoma e Gomorra (Gn 19.15,16), Jesus Cristo livrará a Igreja
da ira futura (Rm 5.9; 1Ts 1.10) e do juízo divino (Lc 21.36; Ap 3.10).
4.
A responsabilidade da Igreja como agente de intercessão e testemunho.
Assim
como Abraão se colocou na brecha intercedendo por Sodoma, a Igreja
contemporânea é chamada a exercer seu papel intercessor em favor da sociedade
corrompida (Ez 22.30; 1Tm 2.1,2). Além de denunciar o pecado, a Igreja deve
anunciar a graça salvadora, sendo “sal da terra” e “luz do
mundo” (Mt 5.13,14). Em um contexto de degradação moral, não basta
apenas condenar, mas é necessário proclamar o evangelho que transforma vidas
(Rm 1.16). A omissão diante do pecado coletivo é incompatível com a missão da
Igreja. Portanto, cabe ao povo de Deus viver de forma santa, interceder com
perseverança e testemunhar com fidelidade, apontando para Cristo como o único
meio de escape do juízo vindouro (At 4.12; Cl 4.2-6).
CONCLUSÃO
O juízo contra Sodoma e Gomorra
ensina que Deus é justo e não pune sem causa, mas também é misericordioso e
ouve a intercessão dos justos. A destruição das cidades serve como advertência
contra o pecado, enquanto a preservação de Ló demonstra que Deus livra aqueles
que Lhe pertencem. Que possamos, como Abraão, interceder com ousadia e viver em
justiça diante do Juiz de toda a terra.
REFERÊNCIAS
Ø CHAMPLIN,
Russell Norman. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo
- Vol. 1. Hagnos.
Ø HENRY,
Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry – Vol. 1. CPAD.
Ø PFEIFFER,
Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.
Ø RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno. CPAD.
Ø STAMPS,
Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø VINE,
W. E. UNGER et. al. Dicionário Vine. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.










