Vídeo Aula - Pastor Wagner
quinta-feira, 2 de julho de 2026
FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA - VISÃO PANORÂMICA DO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026
Vídeo Aula - Pastor Valmir
segunda-feira, 29 de junho de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 13
Hora da Revisão
A respeito de “O
Discernimento do Cristão”, responda:
1. De acordo com a lição, o
que é o discernimento espiritual?
O discernimento espiritual é dado por Deus para
distinguir entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre o que é de Deus e o
que é contrário à sua vontade.
2. De que forma a Bíblia nos
orienta a respeito do cuidado com os falsos ensinos?
A Bíblia nos orienta de forma clara e direta a
respeito do cuidado com os falsos ensinos.
3. Qual é a principal fonte do
discernimento?
A principal fonte de discernimento espiritual é a
Palavra de Deus.
4. Quem conduz o crente à
verdade plena?
O Espírito Santo é quem conduz o crente à verdade
plena.
5. Qual prática também protege
contra o engano?
A prática da obediência também protege contra o
engano.
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS
DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 13
Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó” responda:
1. Qual foi o alcance do legado de
fé de Abraão?
A herança de fé de Abraão não se limitou
a Israel e à Igreja de Cristo; ela alcança todas as nações e famílias da Terra.
2. Segundo a lição, de quem eram os
descendentes do Messias?
A genealogia de Jesus apresentada no
Evangelho de Mateus diz que Jesus, o Messias, era descendente de Davi, filho de
Abraão (Mt 1.1).
3. O que é fé?
A Bíblia diz que “a fé é o firme
fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb
11.1).
4. Qual o significado do nome
Isaque?
O nome “Isaque” significa “riso” ou “ele
ri”.
5. Segundo a lição, o que o
arrependimento pode mudar?
O arrependimento muda destinos.
sábado, 27 de junho de 2026
LIÇÃO 13 – O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ
Hb
11.8-12, 17-21
INTRODUÇÃO
Nesta
última lição, veremos o significado do termo “legado” e explicaremos o legado
que cada um deles nos deixou: Abraão, como exemplo de fé, comunhão e
obediência; Isaque, como modelo de oração, diplomacia e perseverança; e, Jacó,
como um homem de compromisso com Deus, perseverança espiritual e que busca a
reconciliação como irmão ofendido.
I. DEFINIÇÃO
O
dicionarista Houass (2001, p. 1735) define o termo “legado” como “o que é
transmitido às gerações que se seguem”. Já o dicionário Aurélio define o mesmo
termo como “aquilo que alguém transmite a outrem, a outra geração ou sua
posteridade” (Holanda, 2004, p. 1190). Podemos dizer, então, que “legado” é
tudo aquilo que uma pessoa deixa para as gerações futuras, através de sua vida,
exemplos, ensinamentos, valores, obras ou influência. Na Bíblia, o legado está
muito ligado ao testemunho de vida. Ele pode ser espiritual, moral, familiar,
cultural ou ministerial.
II. O LEGADO DE ABRAÃO
Abraão
é um dos personagens mais marcantes da história bíblica. Ele foi chamado por
Deus para ser o pai dos judeus, povo de onde viria o Messias (Gn 12.1-3). Sua
vida de fé, obediência e intimidade com Deus, fez com que ele alcançasse, não
só o título de “pai dos judeus” (Jo 8.39,53) e “pai da fé” (Rm 4.11; Gl 3.7)
como também, se tornasse o único personagem da Bíblia denominado de “amigo de
Deus” (Is 41.8; Tg 2.23). Vejamos o legado que ele nos deixou:
1.
O legado da fé.
A fé
de Abraão é um dos maiores exemplos de confiança e obediência a Deus
encontrados nas Escrituras. Por isso, ele é chamado de “pai da fé” (Rm
4.11-12). “O legado de fé deixado por Abraão não foi só para a sua
descendência. Foi para Israel e para a Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo. O capítulo 11 de Hebreus é considerado o texto dos ‘Heróis da Fé’ e
dedica espaço especial ao patriarca depois de destacar os exemplos de Abel,
Enoque e Noé, que foram expoentes da fé, no relacionamento com Deus, bem como
entre outros de igual valor espiritual, como foram Sara, a sua esposa, Isaque,
José, Moisés, Raabe, Gideào, Sansão, Jefté, Davi e Samuel (Hb 11.4-40)”
(Renovato, 2026, p. 151).
2.
O legado da comunhão.
Uma
das marcas mais importantes de sua caminhada com Deus foi a construção de
altares. Sempre que recebia uma promessa, experimentava uma intervenção divina
ou chegava a um novo lugar, Abraão edificava um altar ao Senhor como sinal de
gratidão, comunhão e consagração (Gn 12.6-8; 13.3,4,14-18). “Os altares eram
utilizados em muitas religiões, mas, para o povo de Deus, eles significavam
muito mais do que locais para sacrifícios simbolizavam comunhão com Deus e a
comemoração de notáveis encontros com Ele. Feito de rochas firmes e terra, os
altares permaneciam em seus lugares durante muitos anos como um contínuo
lembrete da proteção e promessas de Deus. Abrão construía regularmente altares
a Deus com dois propósitos: (1) para oração e adoração, e (2) como lembrança
das promessas das bênçãos de Deus” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, 1995,
p. 22).
3.
O legado da obediência.
O
maior teste da fé de Abraão aconteceu quando Deus pediu que ele oferecesse
Isaque em sacrifício (Gn 22.1-2). Isaque era o filho da promessa, o cumprimento
daquilo que Abraão esperou durante tantos anos. Ainda assim, Abraão obedeceu
sem questionar, confiando plenamente que Deus poderia até ressuscitar seu
filho, se fosse necessário (Hb 11.17-19). Sua disposição em entregar aquilo que
tinha de mais precioso demonstra uma fé madura, marcada por amor, submissão e
confiança absoluta em Deus. “As Escrituras dizem que Abraão foi justificado
pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque (Tg 2.21). Abraão
manifestou-se em sincera obediência a Deus (Gn 15.6)” (Stamps, 1995, p. 64).
III. O LEGADO DE ISAQUE
Isaque
foi o filho da promessa, nascido quando Abraão e Sara já estavam avançados em
idade, demonstrando que nada é impossível para Deus (Gn 21.1-3). Isaque
cultivava uma vida de meditação e comunhão com Deus (Gn 24.63). Aos quarenta
anos casou-se com Rebeca (Gn 24.67; 25.20), e gerou a Esaú e Jacó (Gn
25.19-27). Vejamos o legado que ele nos deixou.
1.
O legado da oração.
A
vida de Isaque ensina que homens de oração não são conhecidos apenas por
palavras, mas pela confiança constante em Deus. Ao menos em duas ocasiões a
Bíblia revela que Isaque era um homem de oração. A primeira, quando o servo de
Abraão foi buscar uma esposa para ele. Quando o servo vinha com Rebeca, Moisés
afirma que “Isaque saíra a orar no campo, sobre a tarde; e levantou os olhos, e
olhou e eis que os camelos vinham” (Gn 24.63). Ele estava esperando a sua amada
esposa em oração! Outro momento importante aconteceu quando Rebeca era estéril.
A Bíblia afirma que Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua esposa, e
Deus respondeu à sua oração, concedendo-lhe filhos (Gn 25.20,21). Esse episódio
revela não apenas sua fé, mas também sua perseverança, pois Isaque esperou
muitos anos até ver a promessa se cumprir. Sua atitude demonstra que ele
entendia que somente Deus poderia transformar situações impossíveis.
2.
O legado da pacificação.
Em
Gênesis 26.15-25, Isaque é apresentado como um verdadeiro exemplo de
pacificador. Depois da morte de Abraão, os filisteus começaram a invejá-lo por
causa de sua prosperidade e decidiram entulhar os poços que haviam sido cavados
nos dias de seu pai (Gn 26.15). Além disso, Abimeleque pediu que Isaque se
retirasse daquela região, pois havia se tornado mais poderoso do que eles (Gn
26.16). Mesmo diante da injustiça e da hostilidade, Isaque não reagiu com
violência nem procurou vingança. Ele simplesmente partiu e continuou sua
jornada. “Por três vezes Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando as
duas primeiras disputas surgiram, Isaque partiu. Finalmente, houve espaço
suficiente para todos. Ao invés de dar início a um grande conflito, Isaque
comprometeu-se com a paz” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, 1995, p. 46).
3.
O legado da perseverança.
Ao
chegar ao vale de Gerar, Isaque reabriu os poços cavados por Abraão, mas os
pastores daquela região começaram a contender com seus servos, alegando posse
sobre as águas (Gn 26.17-20). Em vez de alimentar o conflito, Isaque preferiu
cavar outros poços. O primeiro poço recebeu o nome de Eseque, que significa
“contenda”. Depois, cavaram outro poço, e novamente houve discussão; por isso,
chamou-o Sitna, que significa “inimizade” ou “acusação” (Gn 26.21). Mais uma
vez, Isaque evitou a guerra e decidiu seguir adiante. Somente no terceiro poço
não houve disputa. Então Isaque o chamou Reobote, dizendo: “Porque agora nos
alargou o Senhor, e crescemos nesta terra” (Gn 26.22). Essa atitude revela que
Isaque confiava mais na provisão de Deus do que na força humana. Ele entendia
que Deus poderia abrir novos caminhos sem necessidade de brigas ou violência. A
vida de Isaque mostra que, além de um diplomata e pacificador, ele era
perseverante. Sua perseverança em cavar outros poços abriu espaço para que a
bênção divina continuasse sobre sua vida.
IV. O LEGADO DE JACÓ
Jacó
é um dos personagens mais importantes das Escrituras, pois dele surgiram as
doze tribos de Israel, formando a nação escolhida por Deus (Gn 35.10-12;
49.28). Sua trajetória foi marcada por lutas, falhas, amadurecimento espiritual
e profundas experiências com o Senhor. Embora tenha começado sua história
agindo de forma impulsiva e enganadora, sua vida foi transformada pelo agir
divino, tornando-se exemplo de perseverança e dependência de Deus. Sua vida
demonstra que a graça de Deus pode transformar o caráter humano e cumprir Seus
propósitos apesar das fraquezas do homem. Assim, Jacó deixou um legado de
perseverança, transformação e fé nas promessas divinas.
1.
O legado do propósito com Deus.
Em
Betel, quando ele estava fugindo da presença de seu irmão Esaú, deitou-se e
teve um sonho onde ele viu uma escada que ia até o céu, e Deus estava no topo e
lhe fez grandes promessas (Gn 28.13-15). Ao acordar, Jacó prometeu ao Senhor
que se Ele o abençoasse, o Senhor seria o seu Deus e ele lhe daria o dízimo de
tudo (Gn 28.20-22). “Naturalmente, o Deus de seus pais já era o seu Deus; mas
ele quis, em seu voto, confirmar que sempre serviria e adoraria ao Senhor [...]
O que teria movido o coração de Jacó para que ele incluísse o desejo de dar o
dízimo ‘de tudo’? Sem dúvida alguma, ele tinha conhecimento desse importante
assunto, que se inclui entre os ensinos e as práticas orientadas por Deus em
toda a Bíblia. Ele deve ter ouvido que seu avô, Abraão, teria dado ‘o dízimo de
tudo’ a Melquisedeque, quando retornava da guerra (Gn 14.12-20)” (Renovato,
2026, p. 120).
2.
O legado da perseverança espiritual.
O
texto de Gn 32.22-32 revela uma das experiências mais profundas da vida de
Jacó. Naquela noite, às margens do vau de Jaboque, Jacó teve um encontro
transformador com Deus. A Bíblia afirma que “um homem lutou com ele até a alva
subir” (Gn 32.24). Essa luta não foi apenas física, mas espiritual. Jacó
agarrou-se com o anjo do Senhor e lhe disse: “Não te deixarei ir, se me não
abençoares” (Gn 32.26). A perseverança de Jacó demonstra uma fé intensa e
determinada. Sua insistência não era rebeldia, mas reconhecimento de que
somente o Senhor poderia mudar sua vida e seu destino. “O varão que lutou com
Jacó era provavelmente o anjo do Senhor (Gn 16.7; 21.17; 22.11; 31.11; Os
12.4), o qual é frequentemente identificado com o próprio Deus (Gn 28,30; Jz
6.12-14,22; Êx 3.2). Enquanto Jacó lutava desesperadamente com Deus para obter
a bênção prometida, Deus o deixou prevalecer (v. 28), porém feriu a coxa de
Jacó (v. 25), como lembrança de que este não devia doravante andar na sua
própria força, mas, confiar inteiramente em Deus e andar na dependência dEle
(vv. 30-32)” (Stamps, 1995, p. 84,85).
3.
O legado da reconciliação.
O
capítulo 33 do Gênesis apresenta Jacó como um homem disposto a buscar
reconciliação. Depois de muitos anos distante de Esaú, seu irmão, Jacó retorna
à terra de Canaã carregando consigo o peso do passado. Vinte anos antes, ele
havia enganado Esaú e tomado a bênção da primogenitura, provocando grande mágoa
e desejo de vingança (Gn 27.41). Agora, ao saber que Esaú vinha ao seu encontro
com quatrocentos homens, Jacó teme pelas consequências de seus antigos erros
(Gn 32.6,7). Contudo, em vez de fugir novamente, ele decide enfrentar a
situação e buscar a paz. Jacó demonstra humildade desde o início do encontro.
Ao aproximar-se de Esaú, inclinou-se à terra sete vezes até chegar perto do
irmão (Gn 33.3). A atitude de Jacó revela um coração quebrantado, diferente
daquele homem astuto e enganador do passado. O encontro foi marcado pela graça
e pela restauração. Esaú correu ao encontro de Jacó, abraçou-o, lançou-se sobre
o seu pescoço e os dois choraram juntos (Gn 33.4). O ódio que parecia
impossível de ser removido foi vencido pelo perdão e pela reconciliação.
CONCLUSÃO
Como pudemos ver, a vida dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó “homens dos quais o mundo não era digno...” (Hb 11.38) nos deixou um grande legado de fé, comunhão, obediência, perseverança, diplomacia, reconciliação, além de outros. Seus exemplos de vida e de comunhão com Deus, deixaram um grande legado não apenas para os hebreus, mas, também, para cada um de nós!
REFERÊNCIAS
Ø Bíblia
de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
Ø HOFF,
Paul. O Pentateuco. VIDA.
Ø HENRY,
Matthew. Comentário Bíblico. CPAD.
Ø RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno. CPAD.
Ø STAMPS,
Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 12
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
do Triunfalismo”, responda:
1. Onde a fé cristã está
profundamente enraizada?
A fé cristã está profundamente
enraizada na cruz, na dependência do Espírito Santo e na soberania de Deus.
2. O que é simonia?
É o pecado de tentar comprar o dom de Deus, como fez
Simão, o mágico (At 8.18-20).
3. O que o Triunfalismo gera
ao ensinar que a riqueza é o padrão para medir a fé?
Ao ensinar que a riqueza é o padrão para medir a fé, o
Triunfalismo gera culpa e frustração nos corações sinceros que enfrentam
dificuldades.
4. O que é a Confissão
Positiva e no que ela se transforma no Triunfalismo?
A Confissão Positiva, em sua essência, é o ensino de
que aquilo que declaramos com a boca se torna realidade. No Triunfalismo, ela
se transforma numa espécie de decreto humano que tenta obrigar Deus a agir.
5. De acordo com a lição, o
que a cruz nos ensina?
A cruz nos ensina a humildade, a dependência, o amor
sacrificial e a perseverança.
terça-feira, 23 de junho de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 12
Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Reconciliação de Jacó com Esaú” responda:
1. O que a luta entre Jacó e o anjo
resultou?
Essa luta resultou em uma transformação
de caráter e em bênção de Deus sobre a vida de Jacó.
2. Somente quem pode transformar o
ser humano?
Transformar o ser humano, seu caráter,
sua personalidade e suas emoções é algo que somente o Criador pode fazer.
3. Por que Esaú perdeu a sua bênção?
O primogênito e preferido de Isaque
perdeu a sua bênção porque era incrédulo e a trocou por um prato de ensopado
(cf. 25.31-34).
4. Depois do encontro com Esaú, Jacó
foi para qual cidade? Qual o significado do seu nome?
Depois do encontro e do perdão entre os
irmãos, Esaú voltou para Seir, e Jacó foi para a cidade de Sucote, que
significa “abrigo”, e estabelece sua casa lá (Gn 33.16).
5. Para onde Deus ordenou que Jacó
retornasse? Ele cumpriu de imediato?
Deus havia ordenado que Jacó retornasse
para a casa de seu pai, Isaque. Não sabemos o porquê, mas ele não cumpriu essa
determinação divina e instalou-se em Siquém (cf. 31.13; 35.1).
ESCOLA BÍBLICA JOVENS
3º Trimestre de 2026
No 3º trimestre de 2026 estudaremos em Lições
Bíblicas Jovens o tema: FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA – Lições Espirituais no
Livro de Juízes. O comentarista será o Pr. Valmir Nascimento. Este servo de
Deus é jurista e teólogo; Possui mestrado em teologia, pós-graduado em Estado
Constitucional e Liberdade Religiosa pela Univerdade Mackenzie, Universidade de
Coimbra e Oxford University. Professor universitário de Direito Religioso,
Ética e Teologia. Editor da Revista acadêmica Enfoque Teológico (FEICS). Membro
e Diretor de Assuntos Acadêmicos da Associação Nacional de Juristas Evangélicos
(Anajure). Analista Jurídico da Justiça Eleitoral. Escritor e Palestrante.
Comentarista de Lições Bíblicas de Jovens da CPAD. Ministro do Evangelho em
Cuiabá/MT.
Abaixo, você pode conferir os títulos
de cada lição:
Lição 02 - Fidelidade a Deus: Uma Questão de Escolha.
Lição 03 - Clamor e Libertação: A Libertação de Otniel.
Lição 04 - Eúde e Sangar: Deus Usa os Improváveis.
Lição 06 - Gideão: Deus Transforma a Insegurança em Coragem.
Lição 07 - O Fim da Liderança de Gideão e o Governo de Abimeleque.
Lição 08 - Jefté: De Rejeitado a Libertador.
Lição 09 - Sansão: A Força e a Fraqueza de um Jovem.
Lição 10 - Sansão: Entre Vitórias e Derrotas.
Lição 11 - Crise Espiritual e Falsa Religiosidade.
Lição 12 - Tempos de Decadência Moral e Maldade.
Lição 13 - Esperança em Meio ao Caos: Aguardando a vinda do Rei.
É muita bênção jovem!
Não falte!!
sábado, 20 de junho de 2026
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
3º Trimestre de 2026
No 3º trimestre de 2026
estudaremos em nossas Escolas Dominicais o tema: A Igreja dos
Gentios – Da Chamada Missionária à Consolidação do Evangelho entre os Povos. O
comentarista do trimestre será o Pr. Wagner Gaby. Este
servo Deus é Pastor Presidente da Assembleia de Deus em Curitiba, PR. É
advogado, comentarista das Lições Bíblicas da CPAD. Além disso, é escritor de
diversas obras dentre as quais citamos: As Doenças do Século, Planejamento
e Gestão Eclesiástica, As Parábolas de Jesus, Até os
Confins da Terra. Atualmente, todas essas obras foram publicadas
pela CPAD. É também membro da Academia Evangélica de Letras
e da Casa de Letras Emílio Conde.
Abaixo, você pode
conferir os títulos das 13 lições:
Lição 01 - O Chamado para os Gentios
Lição 02 - A Porta da Fé se Abre entre os Gentios
Lição 03 - A Graça que Alcança todas as Nações
Lição
06 - A
Suficiência da Graça na Cidade de Corinto
Lição
07 - Quando
o Espírito Sopra em Éfeso
Lição
08 - Despedida
em Éfeso: entre Lágrimas e Alertas
Lição
09 - Coragem
para Testemunhar: Paulo diante da Multidão
Lição
10 - Uma
Esperança Inabalável perante os Poderosos
Lição
11 - Entre
Tempestades e Promessas
Lição
12 - O
Evangelho Chega ao Coração do Império
Lição 13 - A Missão Continua
em Nós
Venha e traga a sua família!
Você não pode faltar!
LIÇÃO 12 – A RECNCILIAÇÃO DE JACÓ COM ESAÚ
Gn
33.1-10
INTRODUÇÃO
I. A PREPARAÇÃO DE JACÓ PARA O
REENCONTRO
1.
O local do despertamento de Jacó.
Após
os anjos de Deus encontrarem Jacó e serem vistos por ele (Gn 32.1,2), é dado
aquele lugar o nome de Maanaim que significa “dois acampamentos”, que segundo
Wycliffe (2007, p.1190): “provavelmente ficava ao sul de Jaboque, um pouco ao
sul da fronteira entre Gade e Manassés (Js 13.26,30; 21.38), a muitos
quilômetros ao sul de Peniel (Gn 32.22,31), em Tell el-Hajjaj, a uma altitude
em que se podia avistar o vale do Jordão”. Foi ali que Jacó decidiu tomar uma
importante atitude: ir em busca da reconciliação com seu irmão Esaú.
2.
A iniciativa de Jacó.
Jacó
decide reatar os laços com o seu irmão Esaú, laços esses que foram rompidos
quando do ato da ministração da bênção da primogenitura por parte do seu pai
Isaque (Gn 27.41-45). Jacó então toma a iniciativa de enviar mensageiro diante
da face de Esaú, de forma a preparar o terreno para um reencontro: E
enviou Jacó mensageiros diante da sua face a Esaú, seu irmão, à terra de Seir,
território de Edom. E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú:
Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão e me detive lá até
agora. E tenho bois, e jumentos, e ovelhas, e servos, e servas; e enviei para o
anunciar a meu senhor, para que ache graça a teus olhos (Gn 32.3-5). A
intenção de Jacó era buscar a paz. Essa deve ser a atitude de todo servo de
Deus (Sl 34.14; Mt 5.9; Rm 12.18; Hb 12.14).
3.
A estratégia preventiva de Jacó.
Os
mensageiros enviados por Jacó trouxeram a seguinte informação: “Fomos a
teu irmão Esaú; e também ele vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com ele”
(Gn 32.6). Tal notícia deixou Jacó inquieto e com medo: “Então, Jacó
temeu muito e angustiou-se” (Gn 32.7). De acordo com Beacon (2015, p.
96), o medo invadiu o coração de Jacó e ele imediatamente tomou medidas
defensivas. Isso fez com que Jacó tomasse a seguinte decisão: “[...] repartiu
em dois bandos o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os
camelos. Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando
escapará” (Gn 32.7,8). Foi uma decisão tomada dentro da perspectiva de
planejamento humano. Devemos sempre planejar (Gn 41.33-36; Ne 2.11-18; Pv 21.5;
Lc 14.28-30), mas confiando em Deus e submetendo a Ele os nossos planos e
projetos (Pv 16.3).
4.
A oração de súplica.
Mesmo
tendo tomado a decisão de dividir em dois bandos o povo que com ele estava,
Jacó fez algo ainda mais importante, ele buscou socorro em Deus: “Disse
mais Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me
disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e far-te-ei bem; menor sou eu
que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo;
porque com meu cajado passei este Jordão e, agora, me tornei em dois bandos.
Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque o temo, para que
porventura não venha e me fira e a mãe com os filhos” (Gn 32.9-11).
Aquele que serve ao Senhor deve buscar refúgio nEle em tempos de perigo (Sl
11.1; Sl 46.1; Sl 57.1; Sl 91.1,2; Pv 18.10).
5.
O presente como propiciação.
Após
a oração, Jacó tomou um presente para o seu irmão Esaú (Gn 32.13). Ele separou:
“duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros;
trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte
jumentas e dez jumentinhos. E deu-o na mão dos seus servos, cada rebanho à
parte [...]” (Gn 32.14-16). Jacó então deu ordem aos bandos para que
quando Esaú os encontrasse e perguntasse “De quem és, para onde vais, de
quem são estes diante da tua face?” (Gn 32.17), eles deveriam
responder: “São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a
Esaú; e eis que ele mesmo vem também atrás de nós” (Gn 32.18). Jacó
assim procedeu “porque dizia: Eu o aplacarei com o presente que vai
diante de mim e, depois, verei a sua face; porventura aceitará a minha face”
(Gn 32.20). Podemos atentar para o princípio de que o “presente dado em
segredo acalma a ira” (Pv 21.14); o presente “abre portas” (Pv 18.16); o
presente “apazigua a ofensa” (Pv 17.8).
II. A POSTURA DE JACÓ DIANTE DE ESAÚ
1.
O ânimo de Jacó.
“E
levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com
ele” (Gn 33.1). De acordo com Henry (2008, pp. 166,167):
“Jacó percebeu a aproximação de Esaú. Alguns acham que seu levantar de olhos
denota sua alegria e sua confiança, em contraste com um semblante abatido.
Tendo submetido o seu caso a Deus através da oração, ele seguiu o seu caminho,
e o seu semblante já não era mais triste. Note que aqueles que entregaram as
suas preocupações a Deus podem olhar para o que os espera com satisfação e paz
de espírito, aguardando alegremente o resultado, seja ele qual for. Venha o que
vier, nada pode dar errado para aquele cujo coração está firme e confiante em
Deus”.
2.
A disposição da família de Jacó.
Ao
avistar Esaú, Jacó dispõe sua família de forma estratégica (Gn 33.1,2). Jacó
colocou as servas e seus filhos na frente, depois Leia e seus filhos, e Raquel
com José por último (Gn 33.1,2). Ele ainda não estava certo das intenções do
irmão e por isso fez esse rearranjo da família. Segundo Beacon (2006, p. 98),
esta ordem indica algo do valor relativo que ele dispensava aos membros de sua
família. Não podemos deixar de observar que havia uma predileção por parte de
Jacó. Em momentos de crise, a natureza humana revela suas prioridades. Esaú é
um próprio exemplo disso. Na fome momentânea, ele trocou o seu direito de
primogenitura por comida (Gn 25.29–34). Nesse caso, a necessidade imediata
expôs sua prioridade: a satisfação presente acima da herança espiritual.
3.
A coragem de ir adiante.
Após
dispor de forma estratégica a sua família, a Bíblia diz em Gênesis 33.3 que
Jacó “passou adiante deles”, indicando que ele estava tomando a
iniciativa em ir ao encontro de Esaú, demonstrando a sua coragem de enfrentar a
situação tensa entre eles. A reconciliação exige, muitas vezes, da parte que
errou, a iniciativa de se aproximar (Mt 5.23,24). Quando Tiago diz que devemos
confessar as vossas culpas uns aos outros (Tg 5.16), aqui estão implícitas duas
questões: (1) o ato de reconhecer o erro; (2) atitude de se aproximar do outro.
4.
A reverência de Jacó diante de Esaú.
Ao
passar adiante dos seus familiares, Jacó “inclinou-se à terra sete vezes,
até que chegou a seu irmão” (Gn 33.3). A expressão “inclinou-se” (hb.
shachah) refere-se a prostar-se, ajoelhar-se, indicando um ato de
humilhação e respeito. Aqui Jacó se prostra sete vezes (no contexto bíblico,
geralmente simboliza totalidade, plenitude), o que ilustra sua reverência,
assim como demonstra um profundo respeito (Gn 23.7; Gn 42.6; 1Sm 24.8) e um
desejo de reconciliação plena. Segundo Henry (2008, p. 167), “a maneira de
restabelecer a paz onde ela foi quebrada é cumprir o nosso dever, e apresentar
os nossos cumprimentos, em todas as ocasiões, como se ela nunca tivesse sido
rompida”.
III. A REAÇÃO DE ESAÚ E AS LIÇÕES
PARA A IGREJA
1.
A reação de Esaú.
Para
o pastor Elinaldo Renovato (2026, p. 142), “o coração de Jacó batia acelerado.
Na mente dele, talvez tenha tido sentimentos de medo e de profunda preocupação.
Provavelmente, ele esperava ver no rosto de Esaú um semblante frio, expressando
ira e olhar de vingança para com o irmão que o enganara várias vezes. Mas
diferentemente do que ele imaginava, a Bíblia diz que “Esaú correu-lhe ao
encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram”
(Gn 33.4). Esta atitude de Esaú revela não apenas perdão, mas desejo genuíno de
reencontro. Um homem irado não corre ao encontro de seu ofensor. O abraço
quebrou vinte anos de silêncio e inimizade. O choro conjunto dissolveu a mágoa
do passado.
2.
Lições para a igreja.
Na
reconciliação de Jacó e Esaú podemos extrair algumas lições para a igreja do
Senhor Jesus:
- O perdão verdadeiro vence a memória do passado (Gn 50.17; Ef 4.32);
- Perdoar reflete o caráter de Deus (2Co 5.18;19; Cl 3.13);
- Reconciliação envolve, quando possível, reparação de danos (Gn 33.11; Lc 19.11);
- A reconciliação não ignora responsabilidades (Tg 2.17; Mt 3.8);
- Na reconciliação há verdade (Sl 119.29; Pv 8.7; Ef 4.25);
- O arrependimento genuíno produz frutos (Mt 3.8);
- A reconciliação produz adoração (Gn 33.20);
- Cristo é o modelo supremo de reconciliação (Ef 2.14; Cl 1.20).
3.
A reconciliação produz restauração da comunhão.
O
reencontro entre Jacó e Esaú não resultou apenas no encerramento de um conflito
antigo, mas promoveu a restauração da comunhão entre dois irmãos que
permaneceram separados por muitos anos. O texto bíblico mostra que o perdão de
Esaú e a atitude humilde de Jacó permitiram que uma história marcada por
engano, medo e ressentimento fosse substituída por um relacionamento restaurado
(Gn 33.4). A reconciliação verdadeira possui esse poder: ela remove barreiras,
cura feridas e aproxima novamente aqueles que estavam separados. Da mesma
forma, a Igreja é chamada a preservar e cultivar a unidade do corpo de Cristo,
pois a comunhão é uma das evidências da atuação divina entre os seus filhos (Sl
133.1; Jo 17.21; Ef 4.3). Onde existe reconciliação genuína, a paz substitui a
divisão, o amor vence a amargura e a graça de Deus se manifesta de forma
visível no meio do seu povo.
CONCLUSÃO
A reconciliação de Jacó com Esaú é um monumento à graça de Deus, que transforma corações, desarma inimigos e restaura relacionamentos impossíveis. Ela nos ensina que a humildade, a iniciativa de buscar a paz e o reconhecimento da graça divina são os caminhos para restaurar a comunhão quebrada. Que possamos, como a igreja do Senhor Jesus, sermos como Jacó, que aproximou-se com humildade e, como Esaú, que recebeu o seu irmão com um perdão.
REFERÊNCIAS
Ø EARLE,
Ralph et. al. Comentário Bíblico Beacon – Vol. 7, CPAD.
Ø HENRY,
Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry – Vol. 1. CPAD.
Ø PFEIFFER,
Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.
Ø RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno. CPAD.
Ø STAMPS,
Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
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