Vídeo Aula - Pastor Ciro
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026
FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS
EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA
Lições Espirituais no Livro de Juízes.
Lição 7
Hora da Revisão
A respeito de “O Fim da
Liderança de Gideão e o Governo de Abimeleque”, responda:
1. O que era o éfode?
O éfode era uma vestimenta sagrada,
exclusiva do sumo sacerdote no Tabernáculo (Êx 28.6-14).
2. Em suas palavras, quais
foram as falhas de Gideão?
Solicitou parte dos despojos de
guerra como recompensa; mandou confeccionar um éfode e o colocou em sua cidade:
sua conduta familiar também foi problemática. Gideão teve muitas mulheres e
concubinas.
3. Qual o significado do nome
Abimeleque?
“Meu pai é rei.”
4. Cite os três aspectos da
estratégia de tomada de poder de Abimeleque.
Discurso conveniente, apoio
financeiro da falsa religião e recrutamento de desordeiros.
5. Na parábola de Jotão, quem
representa o espinheiro?
O espinheiro representa Abimeleque:
inútil, sem frutos, mas perigoso, pois pode causar destruição.
QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026
A IGREJA
DOS GENTIOS -
Da chamada Missionária à
Consolidação
do Evangelho entre os
Povos.
Lição 7
Revisando o Conteúdo
A respeito de “Quando o Espírito Sopra em Éfeso” responda:
1. Em Éfeso, o que Paulo faz ao
encontrar discípulos que haviam recebido apenas o batismo de João?
Com clareza pastoral, ele corrige essa
lacuna doutrinária, anunciando a plenitude da fé em Cristo. Aqueles discípulos
são batizados em nome de Jesus e recebem o Espírito Santo, evidenciado por
línguas e profecias (At 19.4-7).
2. Como o derramamento do Espírito
em Éfeso não se restringiu à proclamação verbal do Evangelho?
Ele foi confirmado por sinais
extraordinários. Deus operava milagres incomuns por meio de Paulo, promovendo
curas e libertações que autentificavam a mensagem anunciada.
3. Qual foi o impacto do exemplo dos
filhos de Ceva em contraste com a fé autêntica?
O impacto foi profundo: muitos
confessaram pecados e abandonaram práticas ocultistas, queimando publicamente
livros de magia de alto valor (Dt 18.9-12).
4. Como o derramamento do Espírito
Santo impactou não apenas indivíduos, mas também estruturas culturais e
econômicas da cidade de Éfeso?
Em Éfeso, o derramamento do Espírito
Santo alcançou uma cidade majoritariamente gentílica, mostrando que Deus
transforma não apenas indivíduos, mas realidades coletivas. O mover do Espírito
produziu ensino fiel da Palavra, arrependimento genuíno e abandono visível do
pecado.
5. Em Éfeso, o derramamento do
Espírito permaneceu restrito à cidade?
Não. Tornou-se fonte de expansão
missionária para toda a Ásia Menor (At 19.10). Todo mover genuíno do Espírito
desperta a Igreja para a Grande Comissão (Mt 28.19,20).
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
LIÇÃO 07 – QUANDO O ESPÍRITO SOPRA EM ÉFESO
At 19.1-12
INTRODUÇÃO
Nesta lição abordaremos
sobre a ação do Espírito na cidade de Éfeso. Observaremos que Éfeso era a
metrópole da Ásia Menor, famosa pelo Templo de Ártemis (Diana) e forte
misticismo. Constataremos que o mover de Deus através de Paulo, que passa cerca
de três anos na cidade, pregando e ensinando, tornando-a o maior centro
irradiador do Evangelho na região. Compreenderemos, que o verdadeiro avivamento
espiritual transforma culturas, quebra idolatrias e expande a Igreja.
I. CONTEXTO GEOGRÁFICO E RELIGIOSO
Antes de analisarmos a
atuação do Espírito Santo em Éfeso, é importante compreender o contexto em que
o evangelho foi anunciado. a cidade reunia influência política, prosperidade
econômica e intensa religiosidade pagã, tornando-se um dos maiores desafios
missionários do mundo antigo. Foi justamente nesse ambiente marcado pela
idolatria e pelo ocultismo que Deus manifestou o poder transformador do seu
Espírito Santo.
1. A
cidade de Éfeso.
Fundada por volta de
1050 a.C., tornou-se num centro político, comercial e religioso da Ásia Menor,
atual país da Turquia. Era uma cidade litorânea, cujo porto desaguava no mar
Egeu. Sua rua principal era pavimentada em mármore com colunas trabalhadas em
ambos os lados. Era considerada uma metrópole com cerca de 500 mil habitantes.
Tinha o maior anfiteatro do mundo, com capacidade para 25 mil espectadores.
Próximo dali ficava o estádio com a pista de corridas e a arena onde ocorriam
as lutas entre animais selvagens, como também entre homens e animais.
2. A religiosidade em Éfeso.
Dois grandes desafios
espirituais: a) Idolatria: Sede do Templo de Ártemis, uma das sete maravilhas
do mundo antigo. A cidade abrigava o templo de Ártemis (Diana — a deusa da
fertilidade), construído em mármore. A economia da cidade dependia dos milhares
de turistas que a visitavam. Sua maior fonte de renda era o comércio de nichos
de prata vendidos no templo, razão pela qual seus moradores ficaram alarmados
com a pregação de Paulo contra a idolatria (At 19.27-29). b) Ocultismo: Cidade
famosa por suas práticas de feitiçaria e artes mágicas.
II.
O MINISTÉRIO DE PAULO SOB O PODER DO ESPÍRITO
O ministério de Paulo em Éfeso
demonstra que a obra do Espírito Santo não se limita à realização de milagres,
mas também conduz ao ensino da Palavra, ao discipulado e ao fortalecimento da
Igreja. Durante aproximadamente três anos, o apóstolo estabeleceu um modelo de
ministério equilibrado, unindo poder espiritual, sólida formação doutrinária e
intensa atividade missionária.
1. O encontro com
os discípulos de João Batista (At 19.1-7).
“Recebestes vós o Espírito Santo
quando crestes?” A Pergunta de Paulo aos doze discípulos que encontrou na
cidade (At 19. 2). O apóstolo percebeu um certo vazio na experiência espiritual
daqueles homens. Falta de um conhecimento maior das verdades espirituais que
Jesus ensinou. Eles conheciam apenas o batismo de arrependimento de João, mas
não a manifestação plena de Jesus e o Pentecoste. O Batismo em Nome de Jesus
(At 19.5), nos mostra que eles foram instruídos na verdade completa e batizados
na fé em Cristo. A Imposição de Mãos (At 19.6), para receberem a segunda
bênção, fez que O Espírito Santo descesse sobre eles, evidenciado pelo falar em
línguas e profecia, integrando-os plenamente à da Igreja naquela Cidade. Um
grupo de doze homens tornou-se o núcleo de um mover espiritual sem precedentes
na cidade.
2. A estratégia de
ensino na escola de Tirano (At 19.8-10).
Como de costume, Paulo prega
primeiro aos judeus por três meses, mas encontra endurecimento e resistência. A
rejeição na sinagoga levou o Apóstolo a uma mudança de local. Paulo se retira
da sinagoga com os discípulos e passa a ensinar diariamente na escola de um
filósofo chamado Tirano. O ensino diário (provavelmente nas horas mais quentes
do dia, quando a escola ficava vazia) durou dois anos de constância e
dedicação. A estratégia foi tão eficaz que “todos os que habitavam na Ásia
ouviram a palavra do Senhor”, tanto judeus quanto gregos. As principais
características do modelo de ensino incluíam:
• Debate e discurso diário:
Em vez de apenas cultos tradicionais, o formato utilizava o estilo acadêmico da
época “scholē”, voltado para discussões profundas, debates e palestras.
• Horário alternativo:
Textos históricos antigos como o “Codex Bezae” sugerem que Paulo ensinava no
horário de descanso local (das 11h às 16h), quando a sala estava ociosa,
tornando a missão financeiramente viável e alcançando trabalhadores durante a
sesta.
• Foco doutrinário: O
ensino teológico fundamentou os discípulos na “sã doutrina”, centralizada na
salvação, no senhorio de Cristo e na expansão do Reino de Deus.
• Discipulado multiplicador:
O ambiente funcionou como um verdadeiro seminário. Estudantes e líderes de
igrejas vizinhas (como Colossos e Laodiceia) vinham ouvir Paulo e voltavam para
suas cidades como missionários plantadores de igrejas. O ensino consistente e
profundo das Escrituras é o alicerce para milagres e transformações sociais
duradouras.
3. Milagres
extraordinários e o confronto com a magia (At 19.11-20).
Deus operava maravilhas pelas mãos
de Paulo; lenços e aventais tocados por ele curavam enfermos e expulsavam
demônios. Eram verdadeiros milagres incomuns (At 19.1112). Os sinais serviam
para glorificar o nome de Jesus e abrir caminho para a pregação do Evangelho em
toda a Ásia (o poder era de Deus, não dos objetos). Os charlatães foram
desmascarados (At 19.13-16). Os sete filhos de Ceva tentam usar o nome de Jesus
como um “amuleto mágico”. O espírito maligno os confronta e os agride,
mostrando que o poder espiritual exige comunhão real com Cristo. Diante disso
houve temor e confissão (At 19.17-18); O temor ao Senhor cai sobre a cidade, e
muitos cristãos confessam publicamente suas práticas ocultas passadas. A queima
dos livros de magia de feitiçaria avaliados em 50 mil peças de prata são
queimados em praça pública (At 19.19). Uma renúncia prática ao pecado e a
idolatria. Paulo estabeleceu em Éfeso um centro missionário vital, usando a
posição estratégica da cidade para expandir o Evangelho por toda a Ásia Menor.
III.
O IMPACTO DO SOPRO DO ESPÍRITO SOBRE A CIDADE DE ÉFESO
O verdadeiro avivamento nunca
permanece restrito ao interior da igreja. Quando o Espírito Santo age, vidas
são transformadas, práticas pecaminosas são abandonadas e toda a sociedade
passa a sentir os efeitos da presença de Deus. Em Éfeso, o impacto do Evangelho
alcançou as áreas espiritual, econômica, missionária e doutrinária,
demonstrando que o Reino de Deus transforma pessoas e influencia a cultura ao
seu redor.
1. Quebra de
ocultismo e feitiçaria (At 19.13-19).
Alguns exorcistas judeus
itinerantes tentaram usar o nome de Jesus para expulsar demônios de forma
supersticiosa (At 19.13). O espírito maligno respondeu que conhecia Jesus e
Paulo, mas não reconhecia aqueles homens, o que resultou na derrota e fuga dos falsos
exorcistas (At 19.15). Esse episódio gerou grande temor na cidade e demonstrou
que o poder cristão não era um “feitiço” ou “fórmula mágica”. A presença do
Espírito Santo gerou profundo arrependimento. Praticantes de artes mágicas
trouxeram seus livros e objetos de feitiçaria, queimando-os publicamente em uma
demonstração de ruptura com o passado (At 19.19).
2. Abalo econômico
(At 19.25-27).
Com a expansão do cristianismo, a
adoração à deusa Ártemis (Diana), cujo templo era uma das maravilhas do mundo
antigo, entrou em declínio. A transformação espiritual na cidade foi tão
massiva que afetou a economia local. Os artesãos que lucravam vendendo imagens
e santuários de prata da deusa Ártemis (At 19.25), começaram a perder clientes,
uma vez que as pessoas abandonavam a idolatria (At 19.26). Isso gerou um grande
tumulto na cidade e até uma revolta liderada por ourives, cujo comércio de
estatuetas da deusa foi drasticamente afetado (At 19.27).
3. Disseminação
regional (At 20.1-6).
Éfeso foi o principal centro de
expansão do cristianismo primitivo na Ásia Menor. A partir da cidade, o
apóstolo Paulo e seus colaboradores irradiaram a mensagem cristã para toda a
província romana da Ásia, resultando na fundação de importantes comunidades que
influenciaram a história do Novo Testamento. A cidade tornou-se uma base
missionária. A partir do trabalho discipulador de Paulo, o Evangelho se
espalhou por toda a província da Ásia Menor, Foi um impacto Regional promovido
pelo sopro do Espírito Santo naquele lugar influenciando cidades como as
mencionadas nas cartas do Apocalipse.
4. Profundidade
teológica (At 19.8-10).
O ensino de Paulo na Escola de
Tirano em Éfeso, foi um marco de ensino teológico intensivo. Expulso da
sinagoga, Paulo usou um auditório alugado para ensinar diariamente por 5 horas,
durante dois anos. Isso resultou na evangelização de toda a província da Ásia
Menor.
CONCLUSÃO
Podemos concluir que o mover do
Espírito Santo em Éfeso uniu o poder sobrenatural de Deus, manifestado por
sinais e milagres, ao ensino sistemático da Palavra, ministrado por Paulo na
Escola de Tirano. O resultado foi um verdadeiro avivamento, marcado pela
renúncia à idolatria, pelo abandono das práticas ocultistas e pela
transformação da vida dos efésios. O avivamento bíblico vai além das emoções:
ele produz mudanças concretas na vida das pessoas e impacta a sociedade. Éfeso
tornou-se um importante centro missionário, contribuindo para a expansão do
Evangelho em toda a Ásia Menor. O mesmo Espírito Santo que atuou em Éfeso
continua operando na Igreja hoje. Portanto, somos chamados a viver a plenitude
da vida cristã, permitindo que Ele transforme nossas vidas e nos use para
expandir o Reino de Deus.
REFERÊNCIAS
Ø GABY,
Wagner. Quando o Espírito Sopra Em Éfeso. Lição 07, Terceiro
Trimestre 2026, CPAD.
Ø BATISTA,
Douglas. A Igreja Eleita: Redimida pelo Sangue de Cristo e selada com o
Espírito Santo da promessa. CPAD.
Ø STAMPS,
Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø CARRIER,
Timóteo. Os Atos dos Apóstolos: Um mergulho missional. Editora
Esperança.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026
FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS
EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA
Lições Espirituais no Livro de Juízes.
Lição 6
Hora da Revisão
A respeito de “Gideão: Deus
Transforma a Insegurança em Coragem”, responda:
1. Quem eram os midianitas?
Um povo nômade que habitava a
região desértica a leste do Mar Morto, nas fronteiras de Moabe e Edom.
2. Antes de Deus enviar um
libertador, o que Ele fez?
Deus envia um profeta para trazer
esperança, mas, sobretudo, para confrontá-los com seu pecado (Jz 6.8-10).
3. O que Gideão estava fazendo
quando o anjo do Senhor falou com ele?
Estava malhando o trigo no lagar
(Jz 6.11).
4. Por que Gideão se mostrou
inseguro?
Porque, segundo ele, sua família
era a mais insignificante da tribo de Manassés, e ele, o menor dentre os seus
parentes.
5. Qual o propósito de Deus
mandar reduzir o número de homens do exército?
Impedir que Israel atribuísse a
vitória à própria força (Jz 7.2).
QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026
A IGREJA
DOS GENTIOS -
Da chamada Missionária à
Consolidação
do Evangelho entre os
Povos.
Lição 6
Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Suficiência da Graça na Cidade de Corinto” responda:
1. Quais características de Corinto
representavam um grande desafio para a missão de Paulo, tanto do ponto de vista
moral quanto espiritual?
Cosmopolita e estrategicamente
localizada, Corinto reunia povos de diversas culturas, mas também se destacava
por sua profunda decadência moral. Templos pagãos, especialmente o de Afrodite,
marcavam a vida religiosa da cidade, associando culto e prostituição ritual.
2. De que maneira o contexto
cultural e religioso de Corinto intensificavam o peso emocional da missão?
A grandiosidade econômica de Corinto
contrastava com sua profunda degradação espiritual, intensificando o peso
emocional da missão. O próprio Paulo reconhece que esteve entre eles “em
fraqueza, temor e grande tremor” (1Co 2.3).
3. Como a parceria entre Paulo,
Priscila e Áquila foi decisiva para a igreja em Corinto?
Trabalhando com eles como fabricante de
tendas, Paulo une sustento próprio e missão, estabelecendo uma parceria que
seria decisiva para a igreja em Corinto (At 18.2,3).
4. Após Paulo ser expulso da
sinagoga e dar continuidade ao trabalho missionário na casa de Tito Justo,
quais foram os resultados dessa mudança estratégica?
Essa mudança amplia o alcance do
Evangelho. O resultado foi expressivo: muitos coríntios creem, entre eles
Crispo, principal da sinagoga, que aceita a fé juntamente com toda a sua casa
(At 18.7,8).
5. Como o julgamento de Paulo diante
de Gaio evidenciou a soberania de Deus no cumprimento da promessa divina feita
ao apóstolo em Corinto?
Ao expulsar os acusadores do tribunal, o
governador confirmou, sem o saber, a promessa do Senhor de que ninguém faria
mal ao apóstolo (At 18.9,10), e Deus usou a autoridade civil para preservar a
obra missionária.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
LIÇÃO 06 - A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA NA CIDADE DE CORINTO
At 18.1-11
INTRODUÇÃO
Nesta lição,
estudaremos a realidade cultural, religiosa e social da cidade de Corinto e os
desafios que o apóstolo Paulo enfrentou ao levar o Evangelho até ela. Veremos
de que forma ele atuou em meio a um mundo marcado por culturas diversas e
visões de mundo distantes da fé cristã, e quais caminhos o Espírito Santo abriu
diante dele nesse cenário. Ao final, perceberemos como o exemplo de Paulo nos
convida a não depender exclusivamente de nossas próprias forças, mas a caminhar
sustentados pela graça do Senhor.
I.
PANORAMA HISTÓRICO-CULTURAL E RELIGIOSO DE CORINTO
1. Uma cidade
estratégica e desigual.
A cidade de Corinto situava-se a 85
quilômetros a oeste de Atenas. Tratava-se, naturalmente, da parada seguinte de
Paulo, mas também era um ponto estratégico. Roma havia destruído Corinto em 146
a.C. Alguns gregos continuavam a viver na região, mas ela só foi restaurada
como cidade quando Júlio César a refundou como colônia romana, em 44 a.C.
(Keener, 2017, p. 451). Nos tempos do Novo Testamento, Corinto se destacava
como uma cidade de grande relevância cultural, abrigando gregos, latinos e
judeus, povos de línguas diferentes, bem como era portadora de uma próspera
atividade comercial. Importante destacar que toda essa prosperidade coexistia
com uma profunda desigualdade entre ricos e pobres, (Keener, 2017, p. 548),
portanto, uma população de 460.000 escravos, e 300.000 pessoas livres (Baker,
2023, p. 127).
2. Uma cidade
marcada pela idolatria.
Em Corinto, a idolatria era
predominante templos e santuários estavam por toda a cidade. Na época do
ministério de Paulo, os coríntios carregavam a reputação de um povo marcado
pela imoralidade sexual (1Co 5.1–13; 6.12–20), expressa, por exemplo, na prostituição
ritualística praticada no templo de Afrodite. Contudo, é justamente nesse
cenário que Deus direciona a rota missionária de Paulo. “Paulo foi o primeiro
missionário cristão a chegar à Grécia, de conformidade com os registros
históricos de que dispomos. Chegou ele em Corinto proveniente de Atenas,
sentindo-se muito desencorajado (1Co 2.1–3), porquanto seus esforços haviam
dado bem pouco fruto” (Champlim, 2010, p. 909).
3. Uma cidade
escravizada pelo pecado.
Na antiguidade, o papel de cada
pessoa dependia de seu status. Quem possuía fortuna e poder apoiava as
ideologias religiosas, filosóficas e políticas que sustentavam sua base de
poder (kenner, 2017, p. 548). Em certo aspecto havia determinada pressão para
que as pessoas observassem as tendências sociais e as seguissem. Na cidade de
Corinto não era diferente, pois cidade recebeu o status de cidade do pecado por
excelência, baseada na afirmação do historiador Estrabão de que o templo de
Afrodite tinha mais de 1.000 prostitutas sagradas e na utilização do nome da
cidade para associar palavras que denotam licenciosidade sexual, por exemplo, korinthiastês,
“devasso”; korinthiazesthai, “fornicar”; korinthia korê,
“prostituta”. Essas palavras aparecem em autores como Platão e Aristófanes (c.
450–385 a.C.). (Masiero Neto, 2025).
II.
PAULO EM CORINTO: DESAFIOS E O SEU EQUILIBRIO
1. Paulo diante
dos desafios em Corinto.
Em Atos 18.1–13, acompanhamos a
chegada de Paulo a Corinto e logo percebemos que o cenário não lhe era
favorável. Paulo chega à cidade na condição de exilado, obrigado a recomeçar do
zero (At 18.1–3). Em seguida, enfrenta a resistência e a blasfêmia dos judeus
(At 18.5–6). Diante dessa rejeição na sinagoga, Paulo retira-se daquele
ambiente e passa a concentrar seu ministério entre os gentios (At 18.6–7). Essa
ruptura também implicava consequências práticas significativas, pois o privava
de diversos benefícios normalmente oferecidos pela comunidade judaica, como a
mediação de conflitos, a assistência aos necessitados, a rede de hospitalidade
destinada a judeus vindos de outras cidades e, em certa medida, as
oportunidades comerciais vinculadas à vida da sinagoga. Além disso, Paulo
conviveu com o temor diante de ameaças veladas (At 18.9–10) e, por fim, foi
formalmente acusado perante o tribunal romano (At 18.12–13). Todavia, nada
disso deteve o servo do Senhor. Paulo não esperou condições favoráveis para seguir
em frente. Ele tinha consciência de que o propósito da missão que lhe havia
sido confiada era maior do que qualquer sofrimento que pudesse enfrentar.
2. Equilíbrio no
estabelecimento da Igreja em Corinto.
Ser portador de um excelente
chamado missionário não significa estar livre de complexidades dessa vocação.
Com o estabelecimento da igreja em Corinto, mais adiante surgiriam questões
internas que demandariam atenção contínua de Paulo, sendo grande parte reflexo
da herança cultural e moral daquela cidade. Pelo menos duas cartas registram
sua intervenção diante desses desafios (1Co 1-15; 2Co 1-13). Dessa forma, Paulo
não minimizou nem romantizou os problemas por causa do seu êxito missionário
inicial. Ele entendeu que o crescimento da obra pertence a Deus, que
adversidades são parte do trabalho e que o cuidado com os novos crentes era
permanente. As adversidades no início da obra em Corinto lhe deram uma visão
equilibrada da missão naquele lugar, afastando o servo de Deus tanto do
desânimo quanto da desistência (Rm 8.28).
III.
A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA DIVINA PARA PAULO
1. A graça é o
fundamento da vida cristã.
A palavra “graça” ocupa lugar
central na teologia bíblica. Ela não é apenas o meio pelo qual somos salvos,
mas também a base sobre a qual vivemos e servimos a Deus. A experiência do
apóstolo Paulo mostra que a graça não elimina dificuldades, mas torna o crente
capaz de permanecer firme nelas. A doutrina da graça ocupa posição central na
fé cristã. Não se trata apenas de um conceito teológico, mas também de uma
experiência contínua na vida cristã. Desde a conversão até a glorificação, tudo
é sustentado pela graça (Gaby, 2026, p. 67). O Apóstolo tinha convicção plena
dessa realidade, tanto que no ápice do seu sofrimento, Paulo não recebeu uma
palavra de Deus: “a minha graça te basta” (2Co 12.9). E foi essa
convicção que ele transmitiu à igreja de Corinto: A Graça é suficiente!
2. A Graça gera
consolo e providência: Priscila e Áquila.
Ao chegar em Corinto, Paulo
encontra Priscila e Áquila (At 18.2), um casal que seria peça-chave no trabalho
missionário. Além da mesma profissão, compartilhavam com Paulo uma história de
sofrimento. Nas horas difíceis, a graça de Deus nos presenteia com amizades
verdadeiras (Pv 17.17). Deus levanta pessoas certas no momento certo, Ele é o
Deus dos bons encontros.
3. A Graça alcança
a casa de Tito Justo.
Tito Justo provavelmente pertencia
a uma das famílias romanas estabelecidas em Corinto desde a época de Júlio
César (Kenner, 2017, p. 453). Quando os judeus fecharam as portas da sinagoga
para Paulo (At 18. 6), Tito Justo abriu as portas de sua própria casa (At
18.7). A rejeição não paralisou o avanço de Paulo, no entanto, a graça abriu
novo caminho. Deus não depende das portas abertas. Ele também trabalha além das
portas que se fecham.
4. A Graça alcança
os improváveis: Crispo e sua Família.
Crispo era o principal da sinagoga
de Corinto (At 18.8). Ele presidia as assembleias, interpretava a Torá e
desfrutava de prestígio social e estabilidade financeira. Era, portanto, o
representante exato do ambiente que mais resistia a Paulo. E foi justamente ele
quem creu. A graça Divina não consulta a lógica humana antes de agir. E a obra
não parou nele porque toda a sua casa creu, portanto, seus escravos, libertos e
todos que dependiam dele. Ninguém está além do alcance da graça.
5. A graça de Deus
é o que nos basta.
Em meio às pressões do ministério,
o próprio Deus apareceu a Paulo em visão noturna (At 18.9), assegurando sua
proteção e confirmando que havia muitas vidas a serem alcançadas em Corinto (At
18.10). Não por acaso, esta é uma das poucas cidades onde Paulo permaneceu por
mais tempo (At 18.11). Há momentos em que tudo indica que chegamos ao nosso
limite emocional, físico e espiritual, mas a graça de Deus nos levanta
exatamente quando precisamos, para que os propósitos d'Ele sejam cumpridos em
nós e por meio de nós.
6. A Graça produz
perseverança no serviço.
A permanência de Paulo em Corinto
durante um ano e seis meses (At 18.11) não foi resultado de circunstâncias
favoráveis, mas da graça sustentadora de Deus. A mesma cidade que oferecia
oposição também se tornou o lugar onde o apóstolo permaneceu por mais tempo até
então em sua segunda viagem missionária. A graça não apenas consola o servo de
Deus nos momentos difíceis, mas também lhe concede perseverança para permanecer
onde Deus o plantou. Muitas vezes, o maior milagre não é ser retirado da luta,
mas receber forças para continuar nela. O ministério frutífero não depende
apenas de grandes começos, mas da constância produzida pela graça. Assim como
Paulo permaneceu ensinando “a Palavra de Deus entre eles” (At
18.11), o cristão é chamado a perseverar na obra do Senhor, sabendo que
"no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (1Co 15.58).
7. A Graça faz a
obra crescer.
Embora Paulo tenha sido o
instrumento escolhido por Deus para evangelizar Corinto, o crescimento da
igreja jamais foi atribuído à capacidade humana do apóstolo, mas exclusivamente
à graça divina. O próprio Paulo mais tarde recordaria aos coríntios: “Eu
plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1Co 3.6). A igreja
estabelecida naquela cidade nasceu em um ambiente de intensa oposição,
idolatria e imoralidade, demonstrando que a expansão do Reino de Deus não
depende de condições favoráveis, mas da atuação da graça. O servo de Deus
trabalha com dedicação, semeia com fidelidade e persevera com esperança, porém
reconhece que somente o Senhor pode produzir frutos duradouros. A graça que
chama, sustenta e fortalece também é a mesma que faz a obra prosperar para a
glória de Deus (1Co 15.10).
CONCLUSÃO
A experiência de Paulo em Corinto
ensina que anunciar o Evangelho exige dependência constante de Deus. Nem sempre
haverá cenários favoráveis, mas a graça estará sempre ao alcance para sustentar
nossa jornada. Paulo viveu isso intensamente e nos deixou o exemplo de que o
Poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas (2Co 12.9). Que nos falte tudo,
menos a graça do Senhor Jesus.
REFERÊNCIAS
Ø BÍBLIA
SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. SBB, 2009.
Ø CHAMPLIM,
Russell Norman. Enciclopédia de Champlim. v. 1. [S.l.: s.n.].
Ø BAKER,
Warren (Ed.). Dicionário Bíblico Baker. CPAD, 2023.
Ø GABY,
Wagner. A Igreja dos Gentios: da Chamada Missionária à Consolidação do
Evangelho entre os Povos. CPAD, 2026.
Ø KEENER,
Craig S. Comentário Histórico-Cultural da Bíblia: Novo
Testamento. Vida Nova, 2017.
Ø MASIERO NETO, Adriano. A igreja de Corinto e a
oposição ao apóstolo Paulo em 1 Coríntios. TEOCON – Revista Teologia
Contextual, Londrina, v. 1, n. 1, 2025.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026
FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS
EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA
Lições Espirituais no Livro de Juízes.
Lição 5
Hora da Revisão
A respeito de “Débora e Baraque:
União para Fazer a Obra de Deus”, responda:
1. Quais papéis Débora
desempenhou em Israel?
Profetisa e juíza.
2. Quem era Baraque?
Comandante ou líder militar de
Israel.
3. Qual foi o pedido de
Baraque a Débora para ir à guerra?
Ele afirma que irá, mas condiciona
sua ida à companhia de Débora.
4. O que contém o capítulo 5
do livro de Juízes?
Contém o cântico de Débora e
Baraque, junto com todo o povo, louvando ao Senhor pela libertação.
5. Fale sobre a importância da
mulher na obra de Deus.
A fé cristã afirma e valoriza a
feminilidade à luz das Escrituras, sustentando um modelo bíblico de identidade
e atuação da mulher.
QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026
A IGREJA
DOS GENTIOS -
Da chamada Missionária à
Consolidação
do Evangelho entre os
Povos.
Lição 5
Revisando o Conteúdo
A respeito de “Cristo entre os Filósofos: O Deus
Desconhecido se Revela”
responda:
1. Em Atenas, o que Paulo discerniu
diante de um povo culto, porém, distante do Deus verdadeiro?
Cheio do Espírito Santo, ele discerniu
que por trás da sabedoria humana havia corações carentes de salvação.
2. Em quais dos ambientes Paulo
iniciou e expandiu a evangelização em Atenas, segundo a lição?
Como era seu costume, Paulo iniciou sua
proclamação do Evangelho na sinagoga, dialogando com judeus e gentios tementes
a Deus (At 17.17a).
3. O que aconteceu quando Paulo foi
levado ao Areópago?
Alguns o desprezaram, chamando-o de
“paroleiro”, enquanto outros demonstraram curiosidade diante do “ensino
estranho” que anunciava Jesus e a ressurreição (At 17.19-21).
4. Qual foi a postura de Paulo para
iniciar seu discurso no Areópago, representando um dos encontros mais
significativos entre o Evangelho e a cultura helênica?
Com sabedoria e sensibilidade espiritual,
o apóstolo não inicia com ataques, mas constrói pontes, revelando como a
verdade de Deus pode ser anunciada com firmeza e respeito em contextos
intelectualmente desafiadores.
5. Como Paulo encerra o seu discurso
no Areópago?
Paulo encerra o discurso com um chamado
direto ao arrependimento, afirmando que Deus agora ordena que todos se
arrependam, pois estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça por meio
de Jesus Cristo, confirmado pela ressurreição (vv.30,31; 1Co 15.1-23).
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