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quarta-feira, 29 de março de 2023

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2023




 
 
AVIVA A TUA OBRA -
O Chamado das Escrituras ao
Quebrantamento e ao Poder de Deus.
  






 


Lição 13
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Aviva, ó Senhor, a tua Obra ” responda:  

 
1. O que mais angustiava o profeta Habacuque?
O que mais angustiava o profeta era o fato de perceber que Deus não havia agido prontamente contra a corrupção espiritual e moral de seu povo.
 
2. Qual foi a resposta de Deus a Habacuque?
A resposta de Deus veio de forma bem diferente daquilo que o profeta esperava. Ele, o Soberano, resolveu convocar os caldeus, ou os babilônios, para contrapor-se aos pecados e iniquidades de Judá (Hb 1.5-8).
 
3. O que Habacuque fez ao ouvir a Palavra de Deus?
Ao ouvir a Palavra de Deus, Habacuque temeu ao Senhor (3.2).
 
4. Segundo a lição, a que a expressão “temor ao Senhor” remete?
A expressão remete a reverência a Deus em todas as esferas da vida, um sentimento de profundo respeito diante do Criador.
 
5. Qual oração devemos fazer nesta geração?
Devemos fazer a mesma oração do profeta Habacuque: “na ira, lembra-te da misericórdia” (Hb 3.2).

 

sexta-feira, 24 de março de 2023

LIÇÃO 13 – AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA






Hb 3.1,2,16-19 


 
INTRODUÇÃO
Estudaremos nesta lição sobre quem foi o profeta Habacuque; pontuaremos a situação de Judá em seus dias; falaremos sobre os aspectos de sua mensagem de arrependimento e avivamento para o povo; e por fim, veremos o clamor do profeta ao povo por um avivamento nacional.
  

I. O PROFETA HABACUQUE
Asseguram os estudiosos ser Habacuque da tribo de Levi […]. O final de seu livro deixa claro que, de alguma forma, ele era também habilitado oficialmente a participar da liturgia do Templo: “[…] ao mestre de música. Para instrumento de corda” (Hc 3.19). O termo traduzido no texto citado como “instrumento de corda” é neginoth”, que tem em si a ideia de tanger um instrumento. O capítulo 3 de seu livro é um arranjo musical feito por ele mesmo. Logo, acredita-se que ele também era um levita (COELHO; DANIEL, 2012, p. 72). O comentarista da Bíblia Pentecostal diz: “A referência ao ‘cantor-mor’ sobre os instrumentos de música (Hc 3.19), sugere que ele pode ter sido um músico levita a serviço do santo templo em Jerusalém” (STAMPS, 1995, p. 1334).
 
1. Nome. O autor deste livro identifica-se como “o profeta Habacuque” (Hc 1.1; 3.1). Além disso, não oferece nenhum outro dado acerca de sua pessoa nem de sua família; e como acontece com a maioria dos “Profetas Menores”, quase nada se conhece sobre Habacuque. Ele não é mencionado em nenhum outro lugar da Bíblia (ELLISSEN, 2012, p. 372). Habacuque é um dos profetas pré-exílicos e só ele, em todas as Sagradas Escrituras, recebe esse nome, que pode significar “abraçado”, “abraço” ou “abraço amoroso”. Uma tradição dos rabinos liga o nome do profeta a 2Reiss 4.16, fazendo-o filho da sunamita: “Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, ABRAÇARÁS um filho” […]. Segundo especialistas, seu nome deriva provavelmente de um vocábulo assírio usado para designar uma planta hambakuku”. Jerônimo, no quinto século d.C., afirmou que o nome do profeta derivava de uma raiz hebraica cujo significado era “segurar”, e que recebera esse nome, ou por causa do seu amor a Deus, ou porque lutara com Ele (COELHO; DANIEL, 2012, pp. 70-71).
 
2. Livro. No livro de Habacuque o autor usa ilustrações e comparações cheias de vida (Hc 1.8,11,14,15; 2.5,11,14,16,17; 3.6,8-11). Podemos identificar na obra pelo menos três estilos literários distintos: (1) o diálogo entre o homem e Deus, o que faz lembrar uma espécie de diário (Hc 1.1—2.5); (2) um conteúdo semelhante ao dos demais livros proféticos do AT, na passagem dos cinco “ais” (Hc 2.6-20); e (3) uma parte poética, semelhante aos salmos (Hc 3). Assim, podemos dizer que ele é um diálogo, pode ser uma profecia ou um poema. O livro demonstra a grandeza e a excelência de Deus sobre todas as nações (Hc 2.20; 3.6,12), enfatizando a soberania divina. E destaca com a mesma intensidade a fé dos justos (Hc 2.4) e a exultação que deve ser dada ao Senhor (Hc 3.18,19).
 
3. Período que profetizou. Há apenas três referências históricas em todo o livro de Habacuque. A primeira se encontra na declaração: “Deus está no seu santo templo” (Hc 2.20) e a segunda, na nota ao final do livro “Ao mestre de música. Para instrumento de corda” (Hc 3.19); e em Habacuque (Hc 1.6) temos a outra referência histórica onde o texto fala da iminência de um ataque dos caldeus. Esses textos indicam claramente que o autor profetizou antes de o Templo construído por Salomão em Jerusalém ser destruído em 586 a.C. por Nabucodonosor. Por isso, a data sugerida para a profecia de Habacuque na maioria dos estudiosos bíblicos mais provável é a que se situa em 609 a.C., no fim do reinado do bom rei Josias no reino do Sul (Judá), o qual começou seu governo aos oito anos de idade (2Cr 34.1-33). “O quadro de violência, contendas e apostasias, tão generalizadas em Judá na época de Habacuque (Hc 1.2-4), parece caber dentro do período que se seguiu imediatamente após a morte de Josias, em 609 a.C” (SCHULTZ, 2009, p. 472).
 
1.4 Contemporâneos. “Habacuque foi contemporâneo de Sofonias e Jeremias em sua terra (Judá) e de Daniel na Babilônia” (MEARS, 1997, p. 282 – grifo nosso).
 
 
II. JUDÁ NOS DIAS DE HABACUQUE
O homem pode esconder seus crimes e sair ileso dos julgamentos humanos, porém jamais o culpado será inocentado diante daquele que sonda os corações (Êx 34.7) (LOPES, 2020, pp. 11-12). Notemos a situação do povo de Judá nos dias de Habacuque:
 
1. Situação política e nacional de Judá.
O império mundial da Assíria caíra exatamente como Naum havia profetizado. O Egito e a Babilônia disputavam então a posição de liderança. Na batalha de Carquemis, em 605 a.C, na qual Josias foi morto, os babilônios foram vencedores […] os juízes eram corruptos e julgavam conforme os subornos que recebiam (MEARS, 1997, p. 282).
 
2. Situação social e moral de Judá.
A reforma de Josias terminou com sua morte em 609 a.C, e as sementes de corrupção plantadas por Manassés frutificaram com rapidez sob o reinado de Jeoaquim, trazendo um desequilíbrio social muito grande […]. Judá era corrupto e estava prestes a ser julgado (ELLISSEN, 2012, p. 373).
 
3. Situação espiritual de Judá.
Os tempos de Habacuque eram críticos e as suas palavras se justificam plenamente pelo contexto político e espiritual de seu tempo. Logo depois da morte do rei Josias. Joacaz, seu filho, assume o trono, mas só reina por três meses. Faraó Neco vem da campanha em Carquemis no Egito (605 a.C), depõe Joacaz e coloca seu irmão, Jeoaquim (ou Eliaquim) no trono, em seu lugar. Judá (Reino do Sul) começa agora a pagar tributo ao Egito. A impiedade voltou a reinar como nos dias do rei Manassés (2Cr 33.1-20; 2Rs 21 1-18) e de seu filho Amom que seguiu os passos maus do pai (2Rs 21.19-26; 2Cr 33.21-25). As reformas feitas por Josias haviam tido um resultado superficial. Não atingiram o coração do povo que, mal enterrara seu bom rei, já se entregava ao paganismo (COELHO; DANIEL, 2012, p. 75).
  

III. A SITUAÇÃO DE JUDÁ NO PERÍODO DO PROFETA HABACUQUE
Os acontecimentos que acarretaram a destruição de Judá, em 586 a.C, e o exílio de seus habitantes na Babilônia estavam diretamente relacionados à incompetência política de seus líderes e à apostasia religiosa […] (2Rs21; 2Cr 34,35). Quando os assírios foram derrotados em Nínive (612 a.C), o Egito tomou o controle de Judá. Alguns anos depois (605 a.C), a Babilônia derrotou o Egito e levou os judeus cativos para sua terra (2Rs 24.18-25.12) (SCHULT; SMITH, 2005, p. 227). A situação de Judá neste período era: a) Os justos e os pobres eram oprimidos (Hc 1.4;13-15); b) O povo vivia em pecado aberto (Hc 2.4; 14-15); e, c) Havia adoração aos ídolos (Hc 2.18-19). Habacuque tem sido denominado de “o livro que começou a Reforma” (ELLISSEN, 2012, p. 375). Reflitamos o porquê da punição do Senhor contra Judá:
 
  • O sofrimento é fruto diretamente do pecado (Gn 3. 13-19; Rm 5.12; 3.23; 8.20);
  • Deus não é o culpado pelo sofrimento do povo (Pv 26.2; Lm 1.8,9,14,18,20,22);
  • Existe a lei da semeadura (Pv 22.8; Jó 4.8; Mt 7.1-2; 2Tm 3.13; Gl 6.7-8; 2Co 9.6);
  •  A situação trágica de Judá foi causa dos seus próprios pecados (Jr 26.7-11,16; Lm 4.13; Jr 42.14; Lm 4.17);
  • O homem queixa-se dos seus próprios pecados (Gn 50.20; Lm 3.39; Pv 19.3; Mq 7.9).
 
 
IV. CARACTERÍSTICAS DE UM AVIVAMENTO EM HABACUQUE
1. Oração profunda: “Oração do profeta Habacuque […]” (Hc 3.1).
Todos os avivamentos da Bíblia e da história da Igreja foram marcados e conservados na atmosfera da oração, jejum, arrependimento, confissão espontânea, quebrantamento de espírito, humilhação diante de Deus e santidade. Precisamos intensificar também a nossa oração intercessória pessoal pela obra de Deus, como fez Habacuque.
 
2. Amor a Palavra de Deus: “Ouvi, Senhor, a tua Palavra […]” (Hc 3.2a).
A Palavra de Deus abundante, fluente, poderosa, revigorante e renovadora é o grande agente divino para o avivamento.
 
3. Renovação espiritual: “Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos” (v.2b).
Precisamente falando, avivar, tem a ver com quem já morreu, e reavivar, com quem ainda tem vida. Vários membros da igreja de Sardes tinha nome no rol dos vivos, mas estavam mortos espiritualmente falando (Ap 3.1). A nova vida em Cristo é chamada ressurreição (Cl 3.1; 2.13; Ef 2.1; 5.14).
 
4. Temor de Deus: “[…] e temi” (Hc 3.2c).
Sem renovação espiritual constante na sua vida, o crente perde aos poucos o repúdio ao pecado, sua sensibilidade espiritual diminui e o temor de Deus também. Isso afeta seriamente as coisas de Deus, os valores espirituais, principalmente a santidade de vida e a retidão no viver cotidiano. Se humilhados, clamarmos a Deus dia e noite, haveremos de reviver o grande avivamento (2Cr 7.14,15).
 
5. Verdadeira adoração: “a sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor” (Hc 3.3c).
Não é louvor artificial, cânticos e músicas sem unção divina, sem mensagem bíblica, sem endereço certo, com letra deturpada, com melodia e ritmo copiados do mundo, e que só satisfazem a carne. O real avivamento santifica também o louvor a Deus (Sl 150.2).
 
6. Presença da glória de Deus: “Raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força” (Hc 3.4). Três alusões ao poder avivador de Deus: a) “Raios” é literalmente “chifres”, que na simbologia bíblica fala de poderio; b) “Sua mão” reflete poder; uma figura muito difundida na Bíblia; e, c) “Sua força”, o poder do Senhor que sempre opera nos avivamentos.
 
7. Distanciamento do pecado: “Parou, e mediu a terra” (Hc 3.6).
O ato de medir, em textos como estes, fala de julgamento de pecado. De fato, os avivamentos bíblicos e da história da Igreja sempre conduzem o povo de Deus a uma maior santidade prática de vida (1Pd 1.16). A nossa decisão firme de romper com todo pecado e apegar-se à santidade, quando da nossa conversão, deve continuar pelo resto da vida (Ef 5.18).
 
 
CONCLUSÃO
Aprendemos com o profeta levita, que no avivamento bíblico registrado em Habacuque, a oração (cap. 1), a fé (cap.2) e o louvor (cap.3) são elementos preciosos que se completam. Busquemos ao Senhor incessantemente por este avivamento, e ele certamente virá.
  
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
Ø  SCHULTZ, S. J. A História de Israel no Antigo Testamento. VIDA NOVA.
Ø  MEARS, Henrieta C. Estudo Panorâmico da Bíblia. VIDA.
Ø  SCHULTZ, SAMUEL J; S. G. V. Curso Vida Nova de Teologia Básica. MUNDO CRISTÃO.
Ø  LOPES. Hernandes Dias. Habacuque: como transformar o desespero em cântico de vitória. HAGNOS.   


Por Rede Brasil de Comunicação.

 
 

terça-feira, 21 de março de 2023

LIÇÃO 13 - AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro

 

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2023




 
 
AVIVA A TUA OBRA -
O Chamado das Escrituras ao
Quebrantamento e ao Poder de Deus.



 
  





Lição 12
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Vivendo no Espírito” responda: 

  
1. Qual o sentido do verbo “andar” na Bíblia?
Na Bíblia, o verbo andar tem o sentido figurado de viver, experiência, praticar e conduzir na vida espiritual.
 
2. De que a natureza carnal é alimentada?
A natureza carnal, herdada de Adão, é alimentada pela concupiscência da carne.
 
3. Segundo os termos bíblicos, o que é “carne”?
Em termos bíblicos, do grego sarx, “a carne” é a natureza decaída do homem, cuja inclinação é a prática do que não agrada a Deus.
 
4. O que são as características essenciais para a vida e o caráter cristão?
Dons e fruto do Espírito são características essenciais para vida e caráter cristão.
 
5. O que quer dizer “temperança”?
Temperança (gr. egkrateia) quer dizer autocontrole, domínio próprio, e qualidade elevadíssima no relacionamento com os outros, com situações e fatos diversos na vida (Tt 1.8; 2 Pe 1.6).
 
 

quarta-feira, 15 de março de 2023

LIÇÃO 12 - VIVENDO NO ESPÍRITO (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro

 

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2023





 
AVIVA A TUA OBRA -
O Chamado das Escrituras ao
Quebrantamento e ao Poder de Deus.







 
 
Lição 11
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Avivamento e a Missão da Igreja” responda: 

 
1. Como os discípulos estavam diante de Jesus triunfante e glorioso?
Jesus se apresentou triunfante e glorioso perante seus discípulos, que estavam desanimados, incrédulos, como se estivessem órfãos, abandonados.
 
2. Que mandato o Senhor Jesus deu aos discípulos?
Depois da ressurreição, Jesus deu aos discípulos o mandato da “grande comissão”.
 
3. Qual é o modelo de evangelização dinâmica local?
Esse é o modelo de evangelização dinâmica: não só pregar dentro das quatro paredes dos templos, mas o de realizar a evangelização pessoal nas casas e nos bairros.
 
4. O que são missões regionais?
Podemos dizer que a missão regional é aquela realizada em locais mais distantes do centro de ação inicial. Num estado brasileiro, ou de outro país, há diversos municípios ou cidades do interior.
 
5. O que são missões transculturais?
As missões transculturais são as atividades missionárias que cumprem a última etapa da missão da Igreja: “até aos confins da terra” (At 1.8).
 
 

sábado, 11 de março de 2023

LIÇÃO 11 – O AVIVAMENTO E A MISSÃO DA IGREJA



 
 
 
Mc 16.14-20
 
 

INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a relação entre o verdadeiro avivamento e a missão da Igreja de Cristo; destacaremos também a importância da evangelização e suas implicações; elencaremos alguns dos principais erros doutrinários acerca da missão da Igreja na terra; e por fim, veremos os exemplos do Senhor Jesus e do Apóstolo Paulo quanto as estratégias na evangelização e a capacitação que todo cristão precisa ter para realizar a sua missão como embaixadores do Reino de Deus.
 
 
I. A IGREJA E A SUA MISSÃO
Segundo Horton (2006, pp. 299,300), “a Igreja é uma comunidade formada por Cristo em benefício do mundo. Cristo entregou-se em favor da Igreja, e então a revestiu com o poder do dom do Espírito Santo a fim de que ela pudesse cumprir o plano e propósito de Deus”. Muitos itens podem ser incluídos tais como: a evangelização, a adoração, a edificação e a responsabilidade social. Mas, em se tratando especificamente da evangelização, há cinco textos onde o Senhor Jesus comissiona seus discípulos para esta sublime tarefa, são eles: (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22 e At 1.8). Esta missão que tem por objetivo proclamar o evangelho, seguida da mensagem de fé e arrependimento visando o homem em sua plenitude. Ela representa a responsabilidade da Igreja em promover o reino de Deus em meio à sociedade. Como representante do reino nesse mundo, a Igreja deve utilizar todos os meios legítimos para expansão do reino de Deus.
 
1. A Igreja existe para evangelizar.
Acerca de um dos propósitos pelo qual a igreja existe, afirmou o apóstolo Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). A Igreja tem diversas atribuições, no entanto, a mais excelente delas é a que justifica a sua presença aqui na terra: a sublime tarefa da evangelização. Segundo Horton (2006, p. 300), “na adoração, a Igreja volta-se para Deus; na edificação, atenta (corretamente) para si mesma; e, evangelização, a Igreja focaliza o mundo”.
 
2. A Igreja é ordenada a evangelizar.
A palavra “ordenar” segundo o Aurélio significa: “mandar, decretar”. A tarefa de evangelizar é uma ordenação divina a todo discípulo de Cristo e não somente aos apóstolos (Mt 28.19; Mc 16.15). A ordenança bíblica da proclamação do Evangelho em todo o mundo (Mt 28.19,20; Mc 16.15) sinaliza o seu caráter universal, ou seja, o direito que todos os povos têm de ouvi-lo de forma clara e consciente para crerem no Senhor Jesus Cristo, arrepender-se de seus pecados e ter a certeza da vida eterna” (GILBERTO, 2008, p. 418).
 
3. A Igreja se realiza evangelizando.
Pedro não podia deixar de falar daquilo que tinha visto e ouvido, mesmo sofrendo afronta e açoites do Sinédrio (At 4.20; 5.40-42). Paulo tinha a evangelização como uma obra que lhe foi imposta (I Co 9.16). Ele se realizava em pregar o evangelho ainda que lhe custasse à vida (At 20.24). “O verdadeiro movimento pentecostal, missionário, ora pelas missões; contribui para as missões; promove as missões! É um movimento que vai ao campo missionário. A igreja que não evangeliza, muito breve deixará de ser evangélica” (ibidem, 2008, p. 184).
 
4. A Igreja só pode continuar a existir se evangelizar.
Como a Igreja poderá crescer em número senão evangelizar? Sua existência depende da prática da evangelização, do contrário não irá perdurar. No livro dos Atos dos apóstolos, percebemos claramente os apóstolos inflamados pelo poder pentecostal, pregando o evangelho e o pequeno grupo de quase cento e vinte discípulos aumentando de forma extraordinária. Na primeira pregação do apóstolo Pedro, por ocasião do Pentecostes, quase três mil almas se decidiram por Cristo (At 2.41). Já na segunda mensagem mais de cinco mil pessoas se converteram (At 4.4). O relato de Lucas disse que a igreja tinha um crescimento extraordinário, porque o evangelismo se tornara uma prática constante (At 5.14,42).
 

II. EQUÍVOCOS DOUTRINÁRIOS ACERCA DA MISSÃO DA IGREJA NA TERRA
Ao longo da história alguns equívocos doutrinários acerca da Missão da Igreja surgiram, dentre eles, podemos elencar os três principais:
 
1. Igreja deve exercer o papel do Estado.
Este conceito perdurou por mais de mil anos de modo quase universal, e hoje de maneira mais restrita (ex. Estado do Vaticano). Segundo esta visão, a Igreja e o Estado devem estar fundidos para cumprir sua missão precípua. Esta linha de pensamento trouxe sérios prejuízos históricos e doutrinários na compreensão da visão correta do Reino de Deus. Porém Jesus deixou claro que seu reino não é deste mundo e nem veio para fundar nenhum estado cristão (Mt 27.11-31; Mc 15.1-20; Lc 23.1-25; Jo 18.36,37; At 1.6,7), embora saibamos que seu reino milenial será instaurado no final da Grande Tribulação (Ap 20.1-4).
 
2. Igreja deve se isolar completamente da Sociedade.
Por conta do mundanismo e a excessiva institucionalização da Igreja Católica Imperial (313-590 d.C.), surgiu um movimento chamado de Monasticismo, onde seus defensores assumiram uma postura de isolamento, longe da sociedade que considerava decadente e arruinada, para viverem uma vida de completa santidade. Todavia o Senhor deixou claro que somos a luz do mundo e o sal da terra, e que nossa missão deve ser realizada em meio a sociedade (Mt 5.13-16); e orava, não para que saíssemos dela, mas para que fôssemos livres do mal (Jo 17.15).
 
3. Igreja deve promover a salvação através da Assistência Social.
Esta visão valoriza exclusivamente o bem estar físico, observando apenas a assistência social e a luta pela causa dos menos favorecidos. Segundo seus defensores, é do pobre o lugar da salvação, e a justiça social tem que ser implantada através da luta e da força. É a chamada Teologia da Libertação, e sua versão protestante, a TMI (Teologia da Missão Integral). Porém o projeto de Deus visa alcançar a todos (Lc 19.10; Jo 3.16. Tt 2.11;1Tm 2.6; Hb 2.9; 2Pe 2.1; 1Jo 2.2), e não apenas os pobres.
 
 
III. A EVANGELIZAÇÃO NÃO TEM PREFERÊNCIA POR LUGARES
1. No ministério de Cristo.
Em todas as referências alusivas à tarefa da evangelização, não encontramos em nenhuma delas o Senhor Jesus Cristo fazendo distinção de lugares, senão ordenando aos discípulos que levassem a mensagem de Boas Novas para todos os homens (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22; At 1.8). Jesus, mesmo não fazia diferença entre evangelizar áreas rurais ou urbanas: “e percorria todas as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para Jerusalém” (Lc 13.22). Os evangelhos nos mostram que Jesus pregou em aldeias (Mc 1.38; 6.6; 14.23; Lc 8.1). Além das aldeias, Jesus pregou também nas cidades, fossem elas de pequena ou de grande importância (Mt 9.35; 11.1; Lc 4.43). O que dizer, por exemplo, da cidade de Nazaré (Lc 4.16); Cafarnaum (Mc 4.13); Corazim e Betsaida (Mt 11.21); Jerusalém (Mt 21.10). Portanto, todos os que procuram propagar a Palavra de Deus devem seguir o exemplo de Cristo de cuidar de que nenhuma as regiões sejam negligenciadas, a fim de fazermos notória a mensagem de Cristo ao maior número de pessoas.
 
2. No ministério de Paulo.
O apóstolo Paulo foi um exímio evangelizador de áreas urbanas. Sob a direção do Espírito Santo este nobre servo de Deus se dispôs a levar a mensagem do Evangelho as grandes cidades, dentre as quais podemos citar: a) A cidade de Corinto. A igreja em Corinto foi fundada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária (At 18.1-17). Nessa cidade, Paulo permaneceu por 18 meses, sendo auxiliado por Priscila e Áquila e outros obreiros. Apesar das oposições que sofreu, o apóstolo Paulo pregou o evangelho e muitas conversões aconteceram (At 18.8). Deus o consolou dizendo que tinha muito povo naquela cidade (At 18.10); b) A cidade de Filipos. Lucas nos mostra à cidade de Filipos como a “...primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia...” (At 16.12), o que nos deixa claro que era cidade de grande importância política. Filipos ficava localizada na parte oriental da Macedônia. Constituía-se o portão de entrada da Europa.
 
 
IV. A IGREJA E A SUA CAPACITAÇÃO
A Bíblia registra uma promessa feita pelo Pai celestial que haveria de inaugurar uma nova etapa no seu relacionamento com a humanidade. O Espírito Santo seria derramado mais plenamente nos seus servos, passando a habitá-los e a capacitá-los de forma especial (Is 44.3; Jr 31.33; Jl 2.28-32). Lembramos que no AT, o Espírito Santo tão somente vinha sobre os filhos de Israel a fim de capacitá-los para um fim específico (Nm 11.16,17; Jz 6.34; I Sm 16.13). No NT isso mudou, pois o Espírito não estaria apenas conosco, mas em nós, sendo a capacitação ampliada (Jo 14.16,17). Em Lucas 24.49 e Atos 1.8 encontramos o Senhor Jesus Cristo confirmando a promessa do Pai aos seus discípulos que os capacitaria para a obra que eles deveriam realizar. Para isto era necessário que Jesus fosse ao Pai e rogasse pela vinda do outro Consolador para que estivesse com os seus servos (Jo 14.15). Com a vinda do Espírito para estar com a Igreja, o Senhor Jesus iria conceder ao seu povo aquilo que seria necessário para realizar a Sua missão aqui na terra até a sua vinda. A recomendação foi que eles ficassem em Jerusalém, esperando a promessa do Pai (Lc 24.49; At 1.4,8). Os discípulos aguardaram e experimentaram o batismo com o Espírito Santo (At 2.1-10), e avivados pelo Espírito saíram para executarem a missão (Mc 16.20).
 

CONCLUSÃO
Como Igreja, devemos estar cônscios da nossa responsabilidade aqui na terra de proclamar as boas novas de salvação a todos os homens. Devemos utilizar dos diversos canais legítimos que dispomos, para que a mensagem de Cristo possa alcançar o maior número de pessoas. Esta, sem sombra de dúvida alguma, é a maior contribuição que podemos dar a nossa sociedade.
  



REFERÊNCIAS
Ø  RENOVATO, Elinaldo. Avia a Tua Obra. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antônio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
Ø  HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. CPAD.
 
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.
 



terça-feira, 7 de março de 2023

LIÇÃO 11 - O AVIVAMENTO E A MISSÃO DA IGREJA (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro

 

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2023



 
 

AVIVA A TUA OBRA -
O Chamado das Escrituras ao
Quebrantamento e ao Poder de Deus.
  








Lição 10
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Avivamento Vida Pessoal” responda:  

 
1. Qual é o anseio do salmista?
O salmista também tinha o anseio em ver a “fortaleza” e a “glória” de Deus, como ele pode contemplar no santuário (Sl 63.2).
 
2. O que o salmista afirma em Salmos 63.5?
O salmista também afirma que a sua alma se fartará com a presença de Deus e sua boca louvará ao Senhor da vida (Sl 63-5).
 
3. Quais elementos encontramos como modelo espiritual para o crente?
A prática da oração e da leitura devocional das Escrituras.
 
4. Por que o crente avivado deve ler e estudar a Bíblia?
O crente avivado deve ler e estudar diariamente a Bíblia porque é preciso para entender, absorver e viver seus preciosos ensinamentos.
 
5. Quais aspectos relevantes devem ser desenvolvidos em nossa vida pessoal?
Em suma, claramente há uma direção da Palavra de Deus para desenvolver aspectos relevantes em nossa vida pessoal: integridade (Mt 5.37; Tg 2.12); prudência no falar e no agir (Pv 25.11; Ec 3.1,7); cuidado na saúde física e emocional (3Jo 1.2).

 

sexta-feira, 3 de março de 2023

LIÇÃO 10 – O AVIVAMENTO NA VIDA PESSOAL





 
Sl 63.1-8




INTRODUÇÃO
Na lição desta semana, estaremos refletindo sobre o avivamento na vida pessoal. Contrariamente ao que algumas correntes teológicas defendem, alegando que o “avivamento” só pode ser vivenciado “coletivamente”, esta lição vai mostrar o avivamento na vida pessoal do salmista, servindo como paradigma para nossa análise, além de refletirmos sobre algumas disciplinas espirituais que nos ajudarão a mantermos uma vida avivada. E por fim, aprenderemos que precisamos manter o equilíbrio e entendermos que o fruto e os dons do Espírito Santo devem estar presentes todos os dias de nossa vida.
  

I. AVIVAMENTO NA VIDA DO SALMISTA
1. Contexto do Salmista.
Este Salmo tem sido chamado de “Cântico de confiança”. Atribui-se a Davi quando no deserto de Judá. Isso tem sido interpretado como a fuga de Davi de Saul, ou de Absalão (I Sm 22 e 23, ou II Sm 15 a 17). Seja qual for as circunstâncias, o Salmo é uma expressão de profunda devoção, comunhão e dedicação a vontade de Deus.
 
2. “Ó Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei (...)” (v.1).
O Salmista expressa sua comunhão com Deus. Sua intimidade é demonstrada em seu relacionamento de profunda devoção, e seu anseio por sua presença. Buscar de “madrugada” tanto pode indicar o sacrifício de uma vigília, quanto o da metáfora de um momento de dificuldade.
 
3. “A minha alma tem sede de ti, a minha alma te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água,” (v.1).
Neste texto, o Salmista faz uso de elementos da natureza para descrever seu clamor e anelo desesperado por sua presença. Reconhece sua debilidade, sua condição diante de Deus, deixando claro que Seu Deus, é o maior bem de sua vida. Ter sede por Deus e sua presença, é uma característica de um servo avivado.
 
4. “para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário.” (v.2).
Por força das circunstâncias, o salmista estava distante do templo no deserto, entretanto, seu coração desejava experimentar o sobrenatural de Deus em Sua vida. Desejar experiências profundas com Deus, é um indicativo de uma vida avivada.
 
5. “porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.” (v.3).
Para o escritor sagrado, o Senhor é a razão de sua existência. A benignidade de Deus se constitui num bem maior, por isso, em gratidão, fará de seu coração e vida, um verdadeiro santuário de adoração e gratidão a Deus (v.4).
 
6. “A minha alma se fartará(...) e a minha boca te louvará com alegres lábios, (...)” (v. 5).
Fé, esperança, confiança, gratidão e adoração, são frutos de uma vida avivada por Deus. Não se pode demonstrar tais expressões, sem que se tenha uma vida de intimidade com Deus.
 
7. “quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite. (...)” (v.6).
Priorização de momentos devocionais com Deus, oração, meditação em sua Palavra, são atitudes de verdadeiros crentes avivados. O salmista sabia que, viver sem nutrir uma comunhão com Deus, seria o seu maior erro.
 
 
II. DISCIPLINAS ESPIRITUAIS CRISTÃ PARA UMA VIDA AVIVADA
Disciplinas espirituais são os exercícios espirituais, prescritos na Bíblia Sagrada, cujo objetivo é proporcionar ao crente uma intimidade singular com o Pai Celeste, levando-o ao avivamento e mantendo-o nele, com o fim de glorificar a Deus (Mt 5.16). Eis algumas disciplinas espirituais:
 
1. A Oração.
A vida consiste de hábitos, tanto bons quanto maus. Os hábitos mais produtivos são fruto da disciplina, prática e aplicação. Enquanto a oração não for um hábito bem firmado e não tiver se tornado parte do estilo de vida do crente, sua vida será infrutífera e sem efeito apreciável. Os grandes homens de oração da Bíblia foram pessoas de rígidos hábitos de oração. O rei Davi escreveu: “De tarde e de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei; e ele ouvirá a minha voz” (Sl 55.17). A respeito de Daniel foi escrito: “Entrou em sua casa (ora havia em seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como antes costumava fazer” (Dn 6.10). Daniel tinha hábitos de oração tão fixos, que nenhuma circunstância da vida tinha permissão para interrompê-los. Orações regulares era um costume habitual entre os judeus, pois estabeleciam três períodos de oração para todos os dias como nos casos citados de Davi e Daniel. Nos tempos neotestamentários, esses horários eram às nove horas da manhã, às três da tarde e ao pôr do sol. Embora, para alguns a prática tivesse se deteriorado para nada mais do que um ritual (Mt 6.5,16). Para a igreja primitiva, os horários fixos de oração foram seguidos fielmente. Somos informados de que “Pedro e João subiam juntos ao templo à ora da oração, a nona” (At 3.1). O apóstolo Paulo exorta: “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17).
 
2. A Leitura da Palavra.
Priorizar a leitura e meditação das Escrituras sempre foi uma atitude dos grandes homens de Deus. No A.T. Moisés destacou em relação ao livro da lei: “E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida [...]” (Dt 17.19); a Josué, o Senhor enfatizou que a meditação em sua Palavra, deveria ser constante: “Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite [...]” (Js 1.8), o que o sucessor de Moisés não o fez apenas de modo pessoal, mas transmitiu também para o povo (Js 8.34,35); o salmista diz que a meditação diária das Escrituras, é decorrente do prazer que se nutre em relação à Palavra de Deus: “Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.3; ver Sl 119.97), como também, parte de uma decisão resoluta: “Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos” (Sl 119.15). No período pós cativeiro, foi de extrema importância o comprometimento do sacerdote Esdras quanto a leitura e meditação das Escrituras para sua preparação espiritual (Ed 7.10), como para o ensino público necessário para a restauração de Jerusalém (Ne 8.5-9). No N.T, o Senhor Jesus critica os religiosos de sua época porque “Não conheciam as Escrituras e nem o poder de Deus” (Mt 22.29).
 
3. O Jejum.
Essa prática vem desde o AT onde o povo de Israel jejuava por diversas razões (Sl 69.10; 2Sm 12.16). O próprio Cristo praticava a disciplina do jejum e ensinava que a mesma devia fazer parte da vida consagrada do cristão. A igreja do NT praticava o jejum (At 13.2,3; 14.23; 27.33). Antioquia é uma clara demonstração de que os crentes primitivos jejuavam (At 12.2,3; 2Co 6.5). Portanto, o Jejum deve ser realizado com exercício espiritual.
 
4. Cantar Louvores.
O louvor a Deus deve fazer parte da disciplina espiritual, pois o apóstolo Tiago nos diz “Se está alguém alegre, cante louvores (...)” (Tg 5.13). Tanto no A.T. como no N.T., a música esteve presente no culto de Israel e da Igreja primitiva ((Nm 10:1-10; Jz 7:22; Jô 38:7; Ef. 5:19; 1 Tm 3:16; At 16:25). Não é por acaso que o maior livro da Bíblia é um hinário (Salmos).
 
5. O Culto doméstico
O “culto doméstico” é definido como “uma reunião da família, sob a liderança dos pais cristãos, com a finalidade de cultuar a Deus no lar” (RENOVATO, 2013, p. 115). No lar, os conceitos mais importantes da vida são ensinados e o caráter da família e principalmente dos filhos, é formado. Por isso, devemos compreender e ensinar sobre a importância do culto doméstico. Ele se constitui uma importante disciplina, não só para um avivamento individual, bem como, coletivo. (Dt 6.5,7-9; 20.5; Js 7.14; 24:15).
 
 
III. FRUTO DO ESPÍRITO: IMPRESCIDÍVEL PARA UMA VIDA CRISTÃ AVIVADA
É comum algumas pessoas pensarem que ser “cheio do Espírito Santo”, esteja unicamente relacionado ao uso dos dons espirituais pela igreja, conforme (Rm 12.3-8; 1 Co 12.4-11;28-30; Ef.4.11; 1 Pe 4.10,11). Entretanto, observando com mais atenção, verificaremos que viver “cheio do Espírito Santo”, envolve também a produção do fruto do Espírito, pois diz respeito ao caráter do crente que é nascido de novo (1 Cor 13; 2 Co 5.17; Col 3.1-3; Ef. 4,22-6.20; Rm 6.4-23). O apóstolo Paulo escreveu aos corintos “Andai em amor, e procurai com zelo os melhores dons espirituais, principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1). Isso evidencia que, para o apóstolo, o fruto e os dons deveriam andar no mesmo compasso na vida de cada crente salvo. O cristão avivado precisa atentar para o equilíbrio, e perceber que “Andar em Espírito” (Gl 5.16), diz respeito a minha conduta moral, espiritual e o meu testemunho perante minha família, igreja e sociedade. Paulo nos recomenda “E não se embriaguem com vinho, pois isso leva a devassidão, mas deixem-se encher do Espírito” (Ef. 5.18 - NAA). Isso é tão claro nas Escrituras, que o apóstolo, logo após sua ter escrito sobre “ser cheio”, passa a orientar princípios morais e espirituais a serem utilizados no relacionamento entre os cônjuges (Ef 5.22-330); dos pais com os filhos (Ef. 6.4), dos filhos com os pais (Ef. 6.1-3), do empregado para com o patrão (Ef. 6.5-8); e do patrão para com o empregado (Ef. 6.9). Portanto, manter o equilíbrio “dons e fruto” deve ser o propósito de todo cristão avivado. Sem esse equilíbrio, um conceito de uma vida de plenitude no Espírito fica deficitário.
 
 
CONCLUSÃO
Com isso, concluímos que viver “cheio do Espírito Santo” não deve ser uma opção, porém, o objetivo de nossa vida. Deus tem dispensado para sua igreja: os dons e o fruto. Portanto, ele requer que façamos bom uso de tudo que disponibilizou, e acima de tudo, busquemos a cada dia, viver uma vida de plenitude do Espírito Santo.
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento. CPAD.
Ø  BEACON, COMENTÁRIO BÍBLICO, Vol. 3. CPAD.
Ø  BRANT, Robert e Zenas J. Bricket. O Espírito nos ajuda a orar. CPAD.
Ø  CONDE, Emílio. Histórias das Assembleias de Deus no Brasil. CPAD.
Ø  CHAMPLIN, Norman. O Antigo Testamento Interpretado. Vol 4. HAGNOS.
Ø  KINDNER, Derek. Introdução e Comentário, Sl 1-72. VIDA NOVA.
Ø  RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra. CPAD. 
 

Por Rede Brasil de Comunicação.