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sábado, 23 de setembro de 2023

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2023




 

A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL -
Como Viver Neste Mundo Dominado
Pelo Espírito da Babilônia.
  

 







Lição 13
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Mundo de Deus no Mundo dos Homens” responda:  

 
1. O que podemos afirmar a respeito do arrependimento?
O termo grego para arrependimento é metanoia, que significa mudança de mente, abrange o abandono do pecado e o voltar-se para Deus (Lc 24.46,47); compreende uma nova atitude espiritual e moral, bem como uma nova conduta (At 26.20; Ef 4.28).
 
2. Cite pelo menos três elementos de destaques da ética e da moral do Reino de Deus.
Necessário controle da ira (Mt 5.21,22); a fuga da imoralidade sexual (Mt 5.27,28); a honestidade no falar (Mt 5.33-37).
 
3. O que o apóstolo Paulo retrata em Gálatas?
Aos Gálatas, Paulo retrata a nova posição dos crentes em Cristo. O apóstolo afirma que “éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo” (Gl 4.3).
 
4. Como resultado da nossa adoção, o que também somos como filhos de Deus?
Como resultado de nossa adoção, agora como filhos, somos “também herdeiros de Deus por Cristo” (Gl 4.7).
 
5. O que a Bíblia diz a respeito dos homens escravizados pelos desejos e pensamentos da carne?
O ser humano é escravo daquilo que o controla (2 Pe 2.19), pois o pecado torna o homem incapaz de aceitar a Palavra de Deus (Jo 8.43).



 

LIÇÃO 13 – O MUNDO DE DEUS NO MUNDO DOS HOMENS


 
 

 
Mt 1.21-23; Gl 4.3-7
 
 
 

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos o conceito do reino e Deus e seus aspectos; notaremos este reino nas Escrituras; pontuaremos as manifestações dele na terra; bem como sua natureza; e por fim; mostraremos o papel dos seguidores de Cristo no reino de Deus.
 
 
I. CONCEITO BÍBLICO DE MUNDO DE DEUS
1. Definição de mundo de Deus.
A expressão “mundo de Deus” aparece algumas vezes no decorrer da Bíblia (também como reino de Deus). A Igreja de Cristo é a expressão visível do Reino de Deus no mundo. Nesse sentido, há um contraste entre os que representam os valores do Reino de Deus e os que representam os valores do mundo. Assim, Deus permanece agindo no mundo por meio da Igreja de Cristo, a expressão visível do Reino de Deus. De acordo com as Sagradas Escrituras, o Reino de Deus apresenta tanto aspectos presentes quanto futuros. Na atualidade, o reino divino está presente na vida dos filhos de Deus, a saber, os salvos em Cristo. Estes foram libertos das trevas e transportados ao “Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13); e o aspecto futuro do Reino de Deus está ligado ao reino milenar de Cristo sobre a terra por ocasião da sua segunda vinda em glória (1Co 15.23-25).
 
 
II. O REINO DE DEUS NAS ESCRITURAS
1. No Antigo Testamento.
Apesar da expressão Reino de Deus não aparecer no AT, o Senhor é apresentado como o Rei de Israel (Is 43.15), da terra e de todo o universo (Sl 24; 47.7,8; 103.19). Estas e outras referências manifestam a prerrogativa soberana de Deus sobre a criação. Ele reina para sempre (Sl 29.10).
 
2. Em o Novo Testamento.
A mensagem central do ensino neotestamentário é o Reino de Deus. Este foi apregoado por João Batista (Mt 3.2) João veio pregando no deserto: “Arrependei-vos porque é chegado o Reino dos céus” (Mt 3.2). O fato de uma pessoa ser israelita e “filho da promessa” (Gl 4.28) não lhe assegurava o direito de entrar no Reino de Deus. Era preciso produzir frutos dignos de arrependimento. Pois, as boas obras são o resultado de um autêntico arrependimento (Lc 3.8), e confirmado pelo ensino de Jesus Cristo (Mt 6.33). A proclamação e a concretização do Reino de Deus foram o propósito central do ministério de ensino de Jesus. O Reino dos Céus foi o tema de sua mensagem e ensino na terra (Mt 4.17). No Sermão da Montanha, Jesus conclamou a multidão que o ouvia a buscar, com diligência e em primeiro lugar, o Reino de Deus (Mt 6.33).
 
3. Reino de Deus ou Reino dos Céus.
Nos evangelhos de Marcos e Lucas a expressão “Reino de Deus” aparece com frequência. Todavia, no Evangelho de Mateus, a expressão mais usada pelo evangelista (aparece cerca de trinta e quatro vezes) é “Reino dos Céus”. A maioria dos eruditos bíblicos concorda que o emprego da expressão “Reino dos Céus” foi aplicado por Mateus devido à rejeição do povo israelita ao uso indiscriminado do nome de Deus. Logo, as expressões “Reino de Deus” e “Reino dos Céus”, quando comparadas entre os Evangelhos sinóticos de Mateus, Marcos e Lucas, são sinônimos e intercambiáveis (Mt 5.3; 13.10,11; Mc 4.10,11; Lc 6.20).

 
III. AS MANIFESTAÇÕES DO REINO DE DEUS
1. No passado.
A nação de Israel era uma monarquia teocrática. O Senhor levantou reis para o povo judeu (Dt 17.14,15; Dt 28.36; cf. 1 Sm 10.1; 1 Sm 16.13) e estabeleceu normas reguladoras de relacionamento político entre o governante e a nação (1 Sm 8.10-22). O objetivo de Deus era preparar o caminho para a salvação da humanidade através da nação de Israel. Contudo, por causa dos desvios do povo judeu e da rejeição de seu Messias, Jesus Cristo, o reino divino foi-lhes retirado, ou seja, Israel na atualidade não tem mais a função de propagar o Reino de Deus (Mt 21.43; Rm 10.21; 11.23). Tal missão cabe agora à Igreja. Israel, porém, será restabelecido espiritualmente no futuro, conforme escreve Paulo (Rm 11.25-27).
 
2. No presente.
O Reino de Deus foi estabelecido de forma invisível na Igreja por intermédio do Rei dos reis. O reino divino pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem, creem e vivem o Evangelho (Jo 3.3-5; Cl 1.13). Não se trata de um reino político ou material que, por definição, é transitório e passageiro, mas de uma poderosa, transformadora e eficaz operação da presença de Deus em e através de seu povo (Mc 1.27; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.1), refletindo-se em toda a realidade à nossa volta, produzindo transformação.
 
3. No futuro.
As Escrituras revelam que haverá um futuro reino literal, porém, na presente dispensação da graça, esse reino é espiritual: “o Reino de Deus está entre vós” (Lc 17.21). Durante o Milênio, predito pelos profetas do Antigo Testamento (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14), Jesus Cristo reinará literalmente na terra durante mil anos (Ap 20.4-6). E a Igreja reinará juntamente com Ele sobre as nações (Mt 25.34; Ap 5.10; 20.6; Dn 7.22). O reino milenial de Cristo dará lugar ao reino eterno de Deus, que será estabelecido na nova terra (Ap 21.1-4; 22.3-5), a Nova Jerusalém (Ap 21.9-11). Os habitantes são os redimidos do Senhor de todos os tempos. Que alegria nos inundará a alma quando estivermos juntos com o Senhor (Dn 7.18).

 
IV. A NATUREZA DO REINO DE DEUS
A mensagem do Reino teve seu início com Jesus: “desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4.17). Aqui, fica claro que a mensagem do Reino de Deus contém um apelo ao arrependimento (Mt 3.2) e abrange o abandono do pecado e o voltar-se para Deus (Lc 24.46,47); compreende uma nova atitude espiritual e moral, bem como uma nova conduta (At 26.20; Ef 4.28). Somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Cristo podem restaurar o pecador diante de Deus (At 3.19; Rm 3.23-25; 2 Co 7.10). Por conseguinte, é papel da Igreja proclamar a mensagem do Reino em todo o mundo (Mt 24 .14). Dentre muitas características do Reino de Deus no tempo presente, na atual dispensação, podemos destacar a sua espiritualidade:
 
1. A natureza do reino de Deus é espiritual.
Trata-se de um domínio espiritual. Deus começa a dominar a partir do coração dos seus servos (Jo 14.23), e tal domínio se dá através do Seu poder (Mc 9.1). É bom destacarmos que o referido versículo não aponta para o Reino numa perspectiva escatológica, isto é, o Reino Milenial de Cristo, embora reconheçamos que este reino também tenha o aspecto escatológico. Quando Jesus diz que muitos veriam o Reino chegar com poder, estava fazendo alusão ao Pentecostes, em que a Igreja foi inaugurada pelo poder do Espírito (At 1.8; 2.1-4). Não estamos falando de uma teocracia religio-política. O Reino não está vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo (Jo 18.36). Deus não pretende na presente era reformar o mundo mediante ativismo social ou político, da força ou de ação violenta (Mt 26.52, 53).
 
2. A natureza do reino de Deus é santa.
Uma marca claríssima do Reino de Deus é a santidade. Desde o Antigo Pacto, o Senhor estabeleceu a santificação como premissa maior para sua dominação (Êx 19.5,6; Lv 11.44). Interessante assinalar que no Novo Pacto, os padrões ético-morais são ampliados pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
 
 
V. O REINO DE DEUS ESTÁ ENTRE VÓS
De acordo com Jesus, a natureza do reino de Deus é espiritual, não material ou política. Muitas pessoas perdem os propósitos de Deus para suas vidas porque não dispostas a deixá-lo mudá-las de dentro para fora. O fato de que o Reino de Deus não vem com “aparência exterior” significa que ele não vem como um poder terreno político, e não podemos ganhar um lugar nele pelos nossos próprios bons esforços. Tornar-se parte do reino de Deus exige uma transformação do coração e da mente que somente Deus pode produzir à medida que confiamos a nossa vida a Ele. Assim que os propósitos do reino de Deus começam a se desenvolver dentro de uma pessoa, ela começa a desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo, que inclui “justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Através do poder do Espírito, podemos demonstrar o poder do reino de Deus ao vencermos as forças do pecado, as doenças e Satanás, e não por vencermos reis e conquistarmos nações. Quando Jesus vier à terra pela segunda vez, o reino de Deus será revelado em seu pleno poder e glória (Mt 24.30), triunfando sobre reis, nações e todo o mal (Ap 11.15-18; 19.11-21) (STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global, 2022, pp.1806-07).
 
 
VI. O PAPEL DOS SEGUIDORES DE CRISTO NO REINO DE DEUS
O NT tem muito a dizer a respeito do papel do povo fiel de Deus no seu reino. Os seguidores de Cristo têm o privilégio e a responsabilidade de buscar constantemente os propósitos e o modo de vida que agrada a Deus em tudo o que fazem, para que a sua presença e o seu poder sejam evidentes as pessoas que estiverem à sua volta. Isto requer fome e “sede espiritual profunda” pela presença e pelo poder de Deus, tanto em suas próprias vidas como na comunidade cristã (Mt 5.10; 6.33).
 
1. Jesus transmite informações adicionais sobre a natureza e o caráter daqueles que se tornam parte do seu reino
Em Mateus 11.12 Jesus indica que “pela força” as pessoas se apoderam do reino dos céus. Isto se refere às pessoas que estão corajosamente comprometidas a romper com os costumes do mundo, que são pecaminosos e desafiam a Deus, e que buscam intensamente um conhecimento mais profundo de Cristo, da sua Palavra e dos seus perfeitos propósitos (1Jo 2.15-17). Não importa o custo ou a dificuldade, essas pessoas buscam intensamente o reino, com todo o seu poder. Tudo isto quer dizer que vivenciar o reino dos céus e todos os seus benefícios exige um esforço sincero e persistente para crescer na fé e para resistir às más influências de Satanás, do pecado e de uma sociedade corrupta.
 
2. Os benefícios supremos do reino de Deus não se destinam aos que não têm fome sede de justiça.
O reino de Deus não é para os que negligenciam a Palavra de Deus, ou que fazem concessões aos comportamentos ímpios e aos modos de vida do mundo. O reino dos céus é para homens com o José (Gn 39.9), Natã (2Sm 12.7), Elias (1Rs 18.2 1), Daniel e seus três amigos (Dn 1.8; 3.16-18), Mardoqueu (Et 3.4-5), Pedro e João (At 4.19-20), Estêvão (At 6.8; 7.51) e Paulo (Fp 3.13-14); é para mulheres como Débora (Jz 4.9), Rute (Rt 1.16-18), Ester (Et 4.16), Maria (Lc 1.26-35), Ana (Lc 2.36-38) e Lídia (At 16.14-15,40) (STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Global, 2022, pp.1639).

  
CONCLUSÃO
Os judeus aguardavam um reino literal para libertá-los da opressão política, social e econômica. Cristo os corrigiu e afirmou que o “Reino de Deus não vem com aparência exterior” (Lc 17.20), isto é, não seria terreno, mas espiritual. O reino literal ainda será implantado. Nesse aspecto, Cristo veio para resgatar o homem do pecado. Isso requer arrependimento e fé no sacrifício da cruz. Os que recusam a ética e a moral do Reino são condenados à morte eterna. Assim, os valores cristãos devem ser observados pela Igreja, cuja missão é anunciar o Reino de Deus num mundo dominado pelo Império do Mal.
 
 


REFERÊNCIAS
Ø  BAPTISTA, Douglas. Valores cristãos. CPAD.
Ø  BAPTISTA, Douglas. A Igreja de Cristo e o Império do Mal. CPAD.
Ø  GEISLER, N. L. B, Peter. Fundamentos inabaláveis. Vida.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. CPAD.
Ø  COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã: Comentário Devocional do Sermão do Monte. CPAD.
 
Por Rede Brasil de Comunicação.
 



terça-feira, 19 de setembro de 2023

LIÇÃO 13 - O MUNDO DE DEUS NO MUNDO DOS HOMENS (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro

 


QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2023






A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL -
Como Viver Neste Mundo Dominado
Pelo Espírito da Babilônia. 









Lição 12
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Sendo a Igreja do Deus Vivo” responda:  

 
1. O que a Bíblia assegura?
A Bíblia assegura que a Igreja do Deus vivo é “a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15b).
 
2. Em quem a verdade do Evangelho está personificada?
A verdade do Evangelho é personificada em Cristo (Jo 14.6).
 
3. Segundo a lição, o que é o ato de santificação?
A santificação é o ato de separar-se do pecado e preparar-se para a volta do Senhor (1 Pe 1.15; Hb 12.14).
 
4. Qual é o alvo da santificação?
A santificação tem como alvo preparar uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.27).
 
5. Cite pelo menos duas imagens que simbolizam a responsabilidade da Igreja.
Os dois servos e servo vigilante.


 

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

LIÇÃO 12 – SENDO A IGREJA DO DEUS VIVO





 
1Tm 3.14-16; Ef 5.25-27,32  
 


INTRODUÇÃO
Como vimos nas lições anteriores, o “espírito da Babilônia”, encabeçado pelo Diabo (Ef 6.11; Tg 4.7; 1Pe 5.8), que é descrito na Bíblia como o “deus deste século” (2Co 4.4), “príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11); e “príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2) faz uso de todos os meios possíveis: educação, política, cultura, religião, filosofia, tecnologia e ideologias, para se opor a Deus, a Sua Palavra e a Igreja de Cristo (Rm 1.21-25; Ef 6.12; Cl 2.8,18; 2Tm 4.3,4). Nesta lição, estudaremos sobre a responsabilidade da Igreja de Cristo, de preservar a sua identidade e cumprir a sua missão na Terra. Assim, definiremos os termos “Igreja” e “Igreja do Deus Vivo”; explicaremos sobre a natureza da igreja; e, citaremos qual é a missão da igreja do Deus vivo.
 
 
I. DEFINIÇÃO E EXPLICAÇÃO DO TEMA
1. Igreja.
Segundo o dicionário Teológico de Claudionor Correia de Andrade, a palavra “Igreja” vem do hebraico ‘Qahal’, e significa “assembleia do povo de Deus”; e, do grego ‘Ekklesia’, que significa “assembleia pública”. Logo, a Igreja é um organismo vivo, composto por todos os que aceitam o sacrifício vicário de Cristo, e têm a Palavra de Deus como a sua única regra de fé e conduta (Ef 5.30-33). (ANDRADE, 2006, p. 220). “A palavra grega no Novo Testamento para igreja é "ekklesia", que significa "uma assembleia de chamados para fora". O termo aplica-se a: 1) Todo o corpo de cristãos em uma cidade (At 11.22; 13.1); 2) Uma congregação (1Co 14.19,35; Rm 16.5); e, 3) Todo o corpo de crentes na terra (Ef 5.32)”. (PEARLMAN, 2006, p. 342). No contexto desta lição, o termo “Igreja” aplica-se ao corpo de Cristo (Cl 1.24), ou seja, a reunião de todos os salvos espalhados pelo mundo (Ef 1.22; 3.10,21; 5.23-32; Fp 3.6; Cl 1.18; I Tm 3.5; 3.15; Hb 12.23).
 
2. Deus Vivo.
Quando o autor se refere ao Deus Vivo (Js 3.10; 1Sm 17.26,36; 2Rs 19.4,16; Sl 42.2; 84.2; Jr 10.10; Ez 33.27; Dn 6.20; Hb 10.31; 12.22) é para diferenciar das demais religiões que servem e adoram a deuses mortos que obra das mãos dos homens, feitos de madeira, gesso, prata e ouro, que tem boca, mas não falam; tem olhos, mas não vêem; tem ouvidos, mas não ouvem; tem narizes, mas não cheiram; tem mãos, mas não apalpam; tem pés, mas não andam (Dt 4.28; 28.64; Sl 115.4-7; 135.15; Is 44.9; 46.7). Por isso, os homens são convidados a se converterem dos ídolos para o Deus vivo e verdadeiro (At 14.15; 1Ts 1.9); o Criador de todas as coisas boas e perfeitas (Gn 1.1; At 17.24).
 
3. Sendo a Igreja do Deus Vivo.
Ser Igreja do Deus vivo fala da nossa responsabilidade pessoal e individual, de não se moldar ao modelo e os padrões estabelecidos pelo “espírito de Babilônia” (Rm 12.1,2; Ef 2.2,3), mas, como sal da terra e luz do mundo, resplandecer em meio as trevas (Mt 5.13-16; 1Pd 2.12; Fp 2.15); pregando o Evangelho a toda criatura (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20; Lc 24.47; At 1.8;); ensinando a Palavra de Deus (At 5.42; Rm 12.7; 1Tm 4.13); vivendo em constante oração (Rm 12.12; Ef 6.18; 1Ts 5.17); aguardando a volta de Jesus em vigilância e santidade (Hb 12.14; 1Pe 1.15,16; Mt 24.36-44; Mc 13.32-37).
 
 
II. A NATUREZA DA IGREJA
Podemos compreender a natureza da Igreja através dos diversos termos a ela aplicados na Bíblia. Vejamos:
 
1. O povo de Deus (2Co 6.16; 1Pe 2.9,10).
O apóstolo Paulo aproveita a descrição de Israel no antigo Testamento, aplicando-a a Igreja do Novo Testamento quando declara: ‘Como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo’ (2Co 6.16; cf. Lv 26.12). Por toda a Bíblia a Igreja é retratada como povo de Deus. Assim como no Antigo Testamento Deus criou Israel a fim de ser um povo para si mesmo, também a Igreja no Novo Testamento é criação de Deus, ‘o povo adquirido’ por Ele (1Pe 2.9,10; cf. Dt 10.15; Os 1.10). [...] O amor mútuo e a comunhão são inerentes entre o povo de Deus e servem para lembrar que, independentemente de vocação ou cargo individual no ministério, todos os irmãos desfrutam de uma posição de igualdade na presença do Senhor. (HORTON, 2002, p. 542,543).

2. O corpo de Cristo (1Co 12.12-31).
“A igreja é também um corpo. Este simbolismo traduz a ideia de que são diversos órgãos e muitos membros, mas todos trabalham de forma orgânica e harmônica, interligados, em benefício do corpo de Cristo (1Co 12.12). Vale a pena reiterar: ninguém trabalha em favor de si. Qualquer ação de um órgão ou membro em corpo saudável está relacionada com toda estrutura orgânica que sustenta a vida [...] é responsabilidade de todos os crentes trabalharem de forma orgânica e harmônica, interligados, em favor do crescimento, saúde e fortalecimento da igreja, tendo Cristo como cabeça, na liderança” (Ef 1.22,23) (COUTO, 2008, p. 402).

3. O templo de Deus (1Co 3.16,17).
Outra figura muito significativa da Igreja, no Novo Testamento, é "o templo do Espírito Santo". Os escritores bíblicos empregam vários símbolos para representar os componentes da construção desse templo, que têm seu paralelo nos materiais necessários à construção de uma estrutura terrestre. Por exemplo: toda edificação precisa de um alicerce sólido. Paulo indica com clareza que o alicerce primário da Igreja é a pessoa e obra históricas de Cristo: ‘Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo’ (1Co 3.11). Em outra Epístola, Paulo afirma que, em outro sentido, a Igreja é edificada ‘sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas’ (Ef 2.20) [...] A metáfora do templo do Espírito Santo confirma ainda mais que a terceira Pessoa da Trindade habita na Igreja, quer individual, quer coletivamente. Por exemplo: Paulo pergunta aos crentes de Corinto: ‘Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?... O templo de Deus, que sois vós, é santo’ (1Co 3.16,17).
 
4. A coluna e firmeza da verdade (1Tm 3.15).
“A Igreja precisa, em primeiro lugar, manter a atitude firme e não ceder diante dos ataques contra a sã doutrina. Devemos em tudo praticar a verdade, seja em palavras, seja em ações (1Co 4.6; 2Co 1.19). Devemos andar na verdade (2Jo 4). Devemos a tempo e fora de tempo, ser defensores do Evangelho, assim como o apóstolo Paulo e outros o foram” (Fp 1.16; At 24.5) (BERGSTÉN, 2005, p. 227). “A Igreja deve ser o fundamento da verdade do evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada por Cristo e pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade para obedecê-la (Mt 28.20), escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como a palavra da vida (Fp 2.16), defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no Espírito Santo” (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8) (STANPS, 1995, p. 1869).
 
 
III. A MISSÃO DA IGREJA DO DEUS VIVO
Diante de tantos ataques e investidas do reino das trevas através de ideologias, doutrinas antibíblicas e pautas progressistas, é dever da Igreja cumprir a sua missão na Terra, influenciando, sem se deixar ser influenciada pelo espírito da Babilônia. Dentre as muitas atividades da Igreja, citaremos apenas três:
 
1. Evangelizar.
É missão da Igreja levar as boas novas de salvação a toda criatura (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47; At 1.8; Rm 10.13-17). Todo cristão deve estar ocupado com a pregação do evangelho, pois, o desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos, e venham ao conhecimento da verdade (Jo 3.16; Tt 2.11; 1Tm 2.4; 2Pe 3.9). Assim como Jesus, que dedicou grande parte do seu ministério a pregação do Evangelho (Mt 4.23; 9.9-13; 35,36; Lc 19.1-10; Jo 3.1-8; 4.1-26) e a igreja primitiva, que todos os dias anunciava a Cristo aos perdidos (At 2.37-41; 8.1-7,26-40; 11.19-26), a Igreja não pode deixar de anunciar a salvação através da fé em Cristo (At 4.20; Rm 1.14-17; 1Co 9.16).
 
2. Ensinar a Palavra de Deus.
Jesus, o maior Mestre que este mundo já conheceu (Jo 13.13), além de evangelizar, também se dedicou ao ensino (Lc 4.15,31; 5.3; 13.10; 19.47;21.37; Jo 7.14; 8.2). E, seguindo o exemplo do Mestre, a Igreja Primitiva jamais se descuidou da tarefa de ensinar as Sagradas Escrituras (At 5.42; 20.20; 11.26; 18.25). Diversas vezes o apóstolo Paulo exortou seus filhos na fé a ensinarem a Palavra de Deus (Rm 12.7; 1Tm 3.2; 4.11,13; 6.2; 2Tm 2.24). Neste mundo caracterizado pelo ateísmo, materialismo, ceticismo e incredulidade, mais do que nunca, devemos ensinar a Bíblia Sagrada, pois ela é inspirada por Deus (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21); ela é viva e eficaz (Hb 4.12; Is 55.10,11); e, é também, a inerrante e infalível Palavra de Deus (Pv 30.5; Is 40.8; 1Pe 1.24,25).
 
3. Combater os falsos ensinos.
Uma das principais atividades do “espírito da Babilônia” é propagar os falsos ensinos. Com o advento da internet e das redes sociais, abriram-se novas oportunidades para evangelização, mas, também, para a propagação das heresias. Por esta razão, a Igreja do Deus vivo deve se ocupar, não apenas com a pregação do Evangelho e do ensino da Palavra de Deus, mas, também, no combate as heresias. Diversas vezes a Bíblia nos exorta sobre os perigos dos falsos ensinos, bem como da necessidade de combatê-los (Rm 16.17; 1Co 11.19; Ef 4.14; 1Tm 1.3; 4.1; 2Pe 2.1-3). Mais do que nunca, a igreja deve empenhar-se no combate às heresias e aos falsos ensinos: “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que sejais poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).

  
CONCLUSÃO
A Igreja do Deus vivo não pode se deixar ser influenciada pelo espírito da Babilônia, com seus enganos e pautas progressistas, cujas doutrinas e práticas vão de encontro aos princípios estabelecidos na Palavra de Deus. Mas, pelo contrário! Como coluna e firmeza da verdade, ela deve cumprir a missão que Cristo lhe entregou, pregando o Evangelho, ensinando a Palavra de Deus e combatendo os falsos ensinos.




REFERÊNCIAS
Ø  BAPTISTA, Douglas. A Igreja de Cristo e o Império do Mal. CPAD.
Ø  BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. CPAD.
Ø  COUTO, Geremias do. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
Ø  HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. CPAD.
Ø  PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. VIDA.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação. 




segunda-feira, 11 de setembro de 2023

LIÇÃO 12 - SENDO A IGREJA DO DEUS VIVO (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro

 


QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2023



 
 

A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL -
Como Viver Neste Mundo Dominado
Pelo Espírito da Babilônia.




  





Lição 11
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Cultivando a Convicção Cristã” responda:  

 
1. O que podemos afirmar a respeito da ausência da convicção espiritual?
Na ausência de convicção espiritual, a Palavra de Deus é reduzida a mero intelectualismo humano e seu resultado é ineficaz na transformação de vidas.
 
2. De acordo com a lição, em que somos exortados?
Somos exortados a manter fidelidade na pregação, repudiar os falsificadores da Palavra de Deus e anunciar a Cristo com sinceridade.
 
3. O que é a conduta de retidão?
É uma virtude do crente regenerado.
 
4. Quem é o portador de reputação ilibada?
A pessoa de reconhecida idoneidade moral (At 6.3).
 
5. O que o dever cristão engloba?
O dever cristão engloba a moral e o social. A dedicação exclusiva de uma parte em detrimento da outra não retrata o Evangelho de Cristo (Tg 4.17).
 
 


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

LIÇÃO 11 – CULTIVANDO A CONVICÇÃO CRISTÃ





 
2Ts 2.1-12 




INTRODUÇÃO
Nossa base é fundamental para suportarmos os ataques diuturnos a nossa fé. E quanto mais o tempo passa, a operação das forças da “Babilônia” tentam a todo o custo destruir nossas convicções para que fiquemos a mercê das ideologias propostas por eles. Hoje estudaremos a importância de não apenas ter tais convicções, mas antes cultivá-las, para assim continuar crescendo na graça e no conhecimento de Cristo Jesus.
 
 
I. DEFINIÇÕES IMPORTANTES
1. Cultivar - tratar a terra, revirando-a, regando-a, etc; lavrar, amanhar, plantar com cuidados especiais, promover o desenvolvimento de (sementes, espécies vegetais, suas flores ou frutos. (HOUAISS, 2001, p. 887);
 
2. Convicção - Crença ou opinião firme a respeito de algo, com base em provas ou razões íntimas, ou como resultado da influência ou persuasão de outrem; convencimento. (HOUAISS, 2001, p. 826).
 
 
II. POR QUE É NECESSÁRIO REAFIRMAMOS NOSSAS CONVICÇÕES?
Os padrões humanos mudam conforme as tendências dos valores morais da sociedade. Com o passar do tempo tem havido uma verdadeira “involução” no que diz respeito a ética, a moral e os bons costumes. Segundo Grenz (2016, p. 12) “há um consenso entre muitos observadores sociais de que o mundo ocidental está em meio às transformações. Na verdade, tudo indica que estamos fazendo a travessia da era moderna para a pós-moderna”. Paulo previu isso quando falou sobre o fim dos tempos, asseverando que as coisas se tornarão piores à medida que o fim se aproximasse: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2Tm 3.1). “Da expressão 'tempos trabalhosos', no grego, temos o adjetivo 'chapelos', que significa 'difícil', 'árduo', dando a entender um período de 'tensão', de 'maldade'; serão tempos difíceis de suportar, perigosos e problemáticos para a igreja em geral” (CHAMPLIN, 2014, p 502 – acréscimo nosso). Vejamos algumas características da pós-modernidade e o posicionamento bíblico quanto a elas:
 
1. A negação dos absolutos.
Segundo Grenz (2016, p. 28), “os pós-modernos questionam o conceito de verdade universal. Eles olham para além da razão e dão guarida a meios não racionais de conhecimento, dando às emoções […] uma posição privilegiada”. Nancy (2000, p. 44) acrescenta que “pós-modernistas, são céticos, senão ressentidos, com relação a valores morais absolutos”. Eis por que a Bíblia Sagrada se faz tão necessária à raça humana, pois é um livro que trata com valores absolutos, pois absoluto Ele é (Dt 32.4; Sl 31.5; Jo 14.6; 17.17; Jo 16.13).
 
2. A relativização dos valores.
Há quem defenda que valores éticos e morais sejam relativos ao tempo, lugar, cultura ou há um grupo. Ensinam que nada é certo e nada pode ser considerado errado. Tudo depende da subjetividade do momento. Andrade (2006, p. 318) diz que o relativismo “é uma concepção filosófica segundo a qual nada é definitivamente certo nem absoluto”. No relativismo não há uma fonte transcendente de verdade moral, e podemos construir nossa própria ética e moralidade. Todo princípio é reduzido a uma preferência pessoal. Em contraste, os cristãos acreditam em um Deus que tem falado, que revelou um padrão absoluto e imutável de certo e errado, na Sua Palavra (Êx 20.1-17), baseado, em última instância, em Seu próprio caráter santo (Lv 11.45; 20.26; 1Pe 1.16).
 
3. A inversão de valores.
Entende-se por inversão de valores, a negação ou substituição dos valores absolutos conforme descritos na Palavra de chamados para fazer a diferença, como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13,14). Nosso formador de opinião é o Espírito da Verdade que nos guia em toda a verdade, que é a Sua Palavra (Jo 16.13; 17.15).
 
 
III. NOSSAS CONVICÇÕES ESPIRITUAIS
Em meio a tanto barulho no mundo, o Cristão precisa estar consciente de que sua vida é regida por Deus, tal convicção lhe fará enfrentar as adversidades com um olhar diferente do “homem natural”. Paulo escreveu ao Tessalonicenses neste contexto de dor e sofrimento advindo das perseguições. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre como devemos usar nossa confiança em Deus em momento como estes? Vejamos:
 
1. Perseverando.
Muitos sofrimentos que enfrentamos aqui nesta vida, têm como finalidade a manifestação do poder da glória de Deus. O Senhor nunca falou que “nos livraria DA fornalha, mas sim NA fornalha”. Existem alguns exemplos na Bíblia de justos que sofreram por permissão de Deus para um propósito determinado: José (Gn 37-45); Daniel (Dn 6.1-28); os jovens na fornalha de fogo (Dn 3.28-30); (Jó 42.117); Estêvão (At 7.55-60; 1Pe 4.14; 2Co 12.9; Tg 4.6; 1Pe 2.20); Paulo (2Co 4.8-9; 11.16-33; Fp 3.7-11); Pedro (1Pe 2.20); e o próprio Jesus (Is 53.1-12; Jo 15.18-21; Mc 15.3-5; At 8.32-33; 1Pe 2.20-24; Ap 5.6).
 
2. Tendo esperança.
A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (Jo 16.33; 2Tm 3.12; Sl 34.19). Lembremo-nos do profeta messiânico: “Quando passares pelas águas estarei contigo [...]” (Is 43.2). O profeta ainda diz: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR […] dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor [...]” (Is 40. 28-31). E do salmista quando falou: “DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia(Sl 46.1).
 
3. Permanecendo firmes.
Definitivamente, é praticamente impossível viver sem passar por crises, pois a vida é composta inevitavelmente de dias maus: “Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos [...]” (Ec 11.8). Logo, o justo pode até vir a abalar-se diante das crises, porém, deve permanecer firme no Senhor (Ef 6.13). Portanto, imitemos a conduta do patriarca Jó diante das perdas que sofreu: “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1.22).
 
 
IV. NOSSAS CONVICÇÕES MORAIS
Considera-se portador de reputação ilibada o que tem reconhecida idoneidade moral (At. 6.3). (BAPTISTA, 2023, p.126). O conceito de idoneidade moral relaciona-se diretamente às virtudes de respeitabilidade, de honra, de dignidade, de seriedade e de bons costumes. (ALANO, 2019 apud BAPTISTA, 2023, p.126).
 
1. Uma moral que glorifique a Deus.
Para um cristão cuja vida é consagrada a Deus, a divisão entre “secular” e “sagrado”, em certo sentido não são duas coisas diferentes. Ao viver para a glória de Deus, a vida do servo de Deus em todos os aspectos deve ser marcada pela santidade, como exorta o apóstolo Pedro: “[…] em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1.15; ver Sl 103.1; 1Ts 5.23). Nenhum aspecto da nossa vida está excluído desse imperativo divino, até mesmo atividades comuns, como comer e beber, devem ser realizadas para a glória de Deus, como afirma o apóstolo Paulo: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1Co 10.31). Semelhantemente o apóstolo Paulo nos encoraja a nos manter puros no corpo e no espírito (2Co 7.1; ver 1Co 7.34). Sendo assim, nosso procedimento deve resplandecer o caráter de Deus, a santidade daquele que nos chamou por Seu Filho para a salvação (Rm 8.29; Ef 1.4) (LOPES, 2012, p. 50 – acréscimo nosso).
 
2. Uma moral que suporte o sofrimento.
Não obstante, em Tessalônica, em meio às perseguições e lutas, Paulo e os seus companheiros anunciaram o evangelho de Cristo com ousada confiança no Deus Todo-poderoso (1 Ts 2.2c). Desse modo, somos igualmente encorajados a não desfalecer na pregação do evangelho, mas, confiados em Deus, jamais recuar e nem mesmo se atemorizar diante das ameaças de prisões ou de morte (Ap 2.10). (BAPTISTA, p.136, 2023). Este deve ser o nosso objetivo, permanecer firmes em um mundo de frequentes mudanças.
 
 
V. NOSSAS CONVICÇÕES SOCIAIS
Escrevendo aos Romanos o Apostolo Paulo apresenta uma lista de ações que compõe um estilo de vida aprovada por Deus em sociedade, e diferentemente do modelo egoísta apresentado nos dias dele e nossos, o modelo Cristão é semelhante ao que Cristo faria. Notemos então o que Deus espera de nós, no convivo social mantendo as nossas convicções cristãs:
 
1. Manter relações interpessoais sadias (Rm 13.9).
O crente precisa obedecer a princípios morais estabelecidos por Deus, e isso fez o apóstolo ter interesse em falar das relações interpessoais quando ele nos exorta a viver de forma Ética e Moral ao dizer; “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. O nosso próximo dever ser o alvo de nossa real comunhão com Deus (Lc. 10. 25-37).
 
2. Andarmos como filhos da luz (Rm 13.13,14).
Paulo lista aqui seis pecados, em três pares, tratando da falta de controle nas áreas da bebida, do sexo e dos relacionamentos. Paulo passa da vestimenta adequada ao comportamento apropriado. A falta de controle próprio contradiz totalmente um comportamento cristão decente (Gl 5.22; 1Tm 3.3; Tt 1.8).
 
3. Amar o próximo (Rm 13.10).
Paulo reforça o seu argumento sobre a lei do amor citando Levítico 19.18. Ele conclui dizendo que “o cumprimento da lei é o amor". O mandamento do amor sintetiza todos os outros preceitos que promovem as relações (Rm 13.9). O mandamento do amor suplanta todos os 613 mandamentos da Torá. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.,30). “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós...” (Jo 15.34). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16; ver ainda 1Jo 4.20,21).
 
 
CONCLUSÃO
A Palavra de Deus, como regra de fé e prática do cristão, descreve os princípios divinos que direcionam e guiam a vida do verdadeiro servo de Deus, independentemente de sua cultura, status social e época. Para os que desejam agradar a Deus, devem entender a necessidade de ter como estilo de vida, a santidade.
 



 REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD. CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia.
Ø  HAGNOS. LOPES, Hernandes dias. Comentário Expositivo 1 Pedro: Com os pés no vale e o coração no céu. HAGNOS.
Ø  WYCLIFFE. Dicionário Bíblico. CPAD. 
 
 

Por Rede Brasil de Comunicação.