Vídeo Aula - Pastor Ciro
terça-feira, 28 de abril de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 4
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
da Ideologia de Gênero”, responda:
1. Cite um dos fundamentos da
ideologia de gênero apresentados na lição.
A separação entre sexo biológico e gênero psicológico
é um dos fundamentos da ideologia de gênero.
2. Qual é a visão apresentada
pela Palavra de Deus sobre a sexualidade humana?
A Palavra de Deus apresenta uma visão clara, coerente
e bela sobre a sexualidade humana.
3. Quem estabeleceu a
diferença entre homem e mulher? Qual era o seu propósito?
A diferença entre homem e mulher foi estabelecida por
Deus para benefício mútuo e para a realização do plano divino.
4. Qual é o dever que a Igreja
tem?
A Igreja tem o dever de discipular com paciência e
firmeza, ajudando cada pessoa a compreender sua verdadeira identidade à luz das
Escrituras.
5. De acordo com a lição, qual
é a resposta da Igreja à ideologia de gênero?
Proclamar a verdade com amor, oferecer ensino bíblico
nas famílias e igrejas, proporcionar o acolhimento e a restauração dos que
sofrem.
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS
DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 4
Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Confirmação de uma Promessa” responda:
1. Cite alguns fatores que, no
Antigo Testamento, influenciavam na escolha dos nomes.
Existiam vários fatores que influenciavam
na escolha, como, por exemplo, a vontade de Deus, as circunstâncias do
nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de
Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gn 25.25).
2. Qual o significado do nome
“Abraão”?
No caso de Abrão, seu nome original
significa “pai exaltado”; porém, diante do plano de Deus em sua vida, esse nome
não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que
seria pai de multidão (Gn 17.4).
3. Qual o significado do nome
“Sara”?
Sara significa “mãe de nações”.
4. Qual era o objetivo do concerto
com os patriarcas?
O propósito único e supremo era trazer
salvação não apenas a uma nação (Israel), mas também a toda a raça humana.
5. Quais as promessas que viriam
acompanhadas do pacto de Deus com Abraão?
O pacto de Deus com Abraão viria
acompanhado de várias promessas: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão (Gn
15.1), lhe daria muitos descendentes (Gn 15.5) e a terra de Canaã como herança
(Gn 15.7).
sexta-feira, 24 de abril de 2026
LIÇÃO 4 – A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA
Gn
17.1-9
INTRODUÇÃO
Nesta
lição estudaremos sobre a confirmação da promessa de Deus na vida de Abraão.
Veremos por que a mudança do nome foi um sinal utilizado por Deus para
confirmar a Sua promessa. Analisaremos que Abrão viveu em uma época denominada
“Dispensação da Promessa” e, por fim, destacaremos a aliança de Deus com Abraão
que estava baseada em muitas promessas, dentre as quais, estão Cristo e a
igreja.
I. A FORÇA DO NOME NA CULTURA
HEBRAICA
A
relevância dada ao nome nas culturas antigas não é a mesma de hoje. Em nossa
cultura, o nome de uma criança é escolhido conforme a moda, a combinação ou ao
quanto seja agradável aos ouvidos. Nos tempos dos patriarcas, um nome era dado
considerando condições, circunstâncias, eventos específicos e, até mesmo, o
desejo de que a criança vivesse o significado empregado no seu nome. Para
entendermos o porquê a confirmação da promessa de Deus a Abrão tem como sinal a
mudança do seu nome, precisamos compreender a importância que Deus e os povos
antigos davam ao nome de alguém.
1. Nome.
A palavra “nome” do hebraico “shem” ocorre diversas vezes na Escritura. No Antigo Testamento o nome pode carregar a memória ou a menção de algo ou alguém. “Originalmente, o termo hebraico shem significava “sinal” ou “senha”, de tal modo que o nome era um meio de identificação de uma pessoa ou coisa. Assim, um nome era um sinal da linguagem que embojava em si mesmo o sentido específico da pessoa ou coisa nomeada, ou seja, o nome servia de comentário breve sobre o indivíduo, na esperança de que ele viveria à altura das expectações envolvidas no seu nome” (Champlin, 2013, p. 516). O nome era visto como um sinal, senha ou comentário. Mudar o nome de Abrão era refazer sua própria história ou mudar as expectativas em torno dela.
2. Significados e usos dos nomes.
Muitos nomes na Escritura foram dados ou mudados por ocasião de algum acontecimento relevante. A Escritura confere grande importância aos nomes. Vejamos algumas motivações para determinados nomes:
- Eventos marcantes no nascimento da criança lhe determinava seu nome. Foi o caso de Jacó, que significa “usurpador” (Gn 27.36); Benoni, “filho da minha dor”, sempre que alguém o chamasse, seria remetido ao acontecimento do parto (Gn 35.18); Icabô, “foi-se a glória de Israel” (1Sm 4.21,22); Jabez, “dor ou tristeza” (1Cr 4.9).
- Características físicas também determinavam o nome. Esaú, “cabeludo” (Gn 25.25); Edom, “vermelho” (Gn 25.25,30); Labão, “branco”, provável referência à pele ou cabelo (Gn 24.29); Coré, “calvo” aponta para uma característica física marcante (Nm 16.1).
- Exaltar o nome de Deus. Maalalel, “louvor a Deus” (Gn 5.12); Elioenai “meus olhos voltam-se para Yahweh” (1Cr 3.23); Josué, “Yahweh é salvação” (Js 1.1); Israel, “príncipe de Deus” (Gn 32.28).
- Exaltar divindades pagãs. Baal-Hanã significa “baal é gracioso” (Gn 36.38); Esbaal “homem de baaal” ou “baal existe”, nome do filho mais novo de Saul que evidencia a influência do paganismo sobre o rei de Israel (1Cr 8.33); Zorobabel, “nascido na Babilônia” (Ed 3.8-10).
3. O nome Abrão.
Abrão recebe esse nome de seus pais que eram idólatras (Js 24.2). Não seria absurdo presumir, considerando a vida pagã da sua parentela, que esse nome reverenciasse a alguma das divindades do panteão Caldaico. Segundo o Pastor Elienai Cabral: “o nome original ‘Abrão’ (Gn 11.26) significava ‘pai elevado’ ou ‘pai das alturas’ [...] Seu nome ‘Abrão’ tinha relação com o paganismo de seu pai Terá” (2002, p. 19). Quanto à sua vida pregressa: “Lemos no livro de Josué que, nessa época, em Ur dos Caldeus, Abrão adorava outros deuses, e ele era um astrólogo, por assim dizer. Segundo a tradição interpretativa dos rabinos, a palavra “Abrão” significa “pai elevado”, ou “pai que olha para cima”, o que sugere que Abrão ficava olhando as estrelas para tentar adivinhar o futuro. Assim, podemos presumir que ele era um pagão, quando Deus lhe apareceu” (Nicodemus, 2023, p. 24). Quando Deus muda o nome de Abrão, estava desfazendo seu vínculo com o paganismo e mudando os comentários ao seu respeito. Não seria mais atrelado à qualquer atividade da sua vida antiga, mas serviria ao Deus Todo Poderoso (Gn 17.1) e seria chamado de pai de multidões ainda quando tinha apenas um filho (Gn 16.15). Esses são os passos de fé do patriarca Abraão.
II. A DISPENSAÇÃO PATRIARCAL
1.
Dispensação.
Conforme
o teólogo e escritor Scofield, é “um período de tempo durante o qual os homens
são testados quanto à sua obediência a alguma revelação específica da vontade
de Deus” ou ainda, conforme o Pastor Claudionor de Andrade: “Período de
tempo no qual Deus se revela de modo distinto e particular ao ser humano” (1998,
p. 124). De modo geral, considera-se sete dispensações: a) Inocência;
b) Consciência; c) Governo humano; d) Promessa; e) Lei;
f) Graça; g) Milênio (Champlin, 2013, p. 187). Em todos esses
períodos da história o homem foi salvo pela graça por meio da fé (Gn 6.8; 15.6;
Sl 32.1,2; Hc 2.4; Gl 2.16; Ef 2.8). Por isso, “As dispensações [...] têm
de ser vistas como etapas da revelação de Deus, e não como modos
distintos de o homem se salvar. Pois só há um único meio de nos salvarmos:
aceitar integralmente a graça que nos oferece o Senhor. Em todas as
dispensações, a graça sempre foi abundantemente dispensada” (Champlin, 2013, p.
187).
2.
Dispensação Patriarcal.
Até
a instituição da lei e formação da nação de Israel, Deus não fez alianças com
nações, mas com indivíduos específicos. Abraão viveu num período denominado de “Dispensação
Patriarcal”, porque foi uma época em que a liderança espiritual estava
concentrada no chefe de família, o patriarca (Gn 18.19). “A Dispensação
Patriarcal representa o período de tempo no qual Deus deu a Abraão as várias
porções da aliança que leva seu nome, e os anos nos quais ele e sua
descendência viviam exclusivamente debaixo da mesma”. Também é
conhecida como “Dispensação da Promessa” porque “teve
início com a aliança de Deus com Abraão” (Olson 1981, p. 64). Ela durou
aproximadamente 430 anos, desde a chamada de Abraão até a saída de Israel do
Egito (Gl 3.17; Êx 12.40; Hb 11.9,13).
3.
Abraão, um modelo de fé.
Mesmo
antes da revelação especial de Cristo, a salvação nunca foi por obras, mas por
fé, pois está escrito que por ela Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José
e todos os demais alcançaram aceitação diante de Deus (Hb 11.1-40). O escritor
aos Hebreus, na denominada “galeria dos heróis da fé”, indica que todos esses
foram modelos de fé cada qual em seu tempo (dispensação). Abraão,
contudo, foi escolhido para ser um modelo de fé para a sua dispensação e para
as próximas (Rm 4.16,17; Gl 3.7,9,14,16,29). Deus exigiu que Ele
andasse em Sua presença e fosse perfeito (Gn 17.1), assim como exigiria de
Israel o mesmo padrão de fé para que fosse modelo para as demais nações (Êx
19.5,6).
III. A ALIANÇA ABRAÂMICA
Depois
da sua primeira chamada em Ur dos Caldeus (At 7.2,3), Deus apareceu ainda sete
vezes a Abraão (Gn 12.1-3,7; 13.14-17; 15.1-21; 17.1-21; 18.1-33; 22.1-18). O
Senhor renovou o velho patriarca diversas vezes reafirmando as suas promessas.
Mas, como vimos, é na aparição registrada em Gênesis 17 que Deus confirma sua
promessa deixando um sinal indelével: a mudança do seu nome e do nome de sua
esposa (Gn 17.5-8). As promessas de Deus a Abraão foram muitas, elas se
cumpririam no seu presente, no seu futuro e abrangeria sua descendência tanto
na carne quanto na fé.
1.
Promessas a Abraão cumpridas no seu presente.
a)
Deus prometeu abençoá-lo (Gn
12.2); b) fazer dele uma bênção; (Gn 12.2); c) ser
benigno com quem o fizesse bem a Abraão e mal a quem o fizesse mal (Gn 12.3); d)
lhe entregar Canaã (Gn 13.5); e) ser seu escudo e
galardão (Gn 15.1); e f) ser o seu Deus (Gn 17.7).
2.
Promessas a Abraão cumpridas no seu futuro.
a)
fazer grande o seu nome (Gn
12.2); b) fazê-lo grandemente frutífero como as estrelas do céu e
a areia do mar (Gn 13.16; 15.5; Rm 4.16-25); c) fazê-lo pai de
uma grande nação (Gn 12.2; 18.18); d) ser progenitor de reis (Gn
17.6); e) pai de muitas nações (Gn 17.4); e f) fazê-lo
uma benção a todas as famílias da terra (Gn 12.2,3; 18.18).
3.
Promessas para os herdeiros de Abraão por Isaque.
a)
a possessão da terra de Canaã (Gn
12.7; 13.14; 15.18-21; 17.7,8) Yahweh seria o seu Deus (Gn 17.8); possuir a
porta dos seus inimigos (Gn 22.17); um descendente (semente) que seria a razão
das bençãos a todas as famílias da terra, esse descendente é Cristo (Gn 22.18;
Gl 3.16; Gn 3.15).
4.
Promessas para os herdeiros de Abraão por Ismael.
Uma
descendência incontável de Ismael (Gn 16.10); os ismaelitas se tornariam uma
grande nação (Gn 21.13); repleta de príncipes (Gn 17.20).
5.
Promessas para os herdeiros de Abraão na fé.
a)
herança das promessas de Abraão
em Cristo (Gl 3.29); b) entrada na descendência espiritual de
Abraão (Gl 3.7); c) participação na promessa da salvação para
todas as nações (Gn 12.3); d) a justificação que é uma bênção de
Abraão porque ela é feita por meio de Jesus (Rm 3.24 5.1), que é descendente de
Abraão (Mt 1.1; Gl 3.16); e) o recebimento do Espírito Santo (Gl
3.14b); a nova pátria (Hb 11.16).
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
Ø ANDRADE, Claudionor. Dicionário
Teológico. CPAD.
Ø CABRAL, Elienai. Abraão: As
experiências de nosso pai na fé. CPAD.
Ø CHAMPLIN, Russell. Enciclopédia
de Bíblia, Teologia e Filosofia. Vol. 4. Hagnos.
Ø NICODEMUS, Augustus. Abraão o
pai da fé. Vida Nova.
Ø OLSON, Lawrence. O Plano Divino
Através dos Séculos. CPAD.
Ø STAMPS, Donald. Bíblia de
Estudo Pentecostal. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
terça-feira, 21 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 3
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
do Relativismo Ético-Moral”, responda:
1. O que o Relativismo
ético-moral defende?
O Relativismo ético-moral defende a ideia de que não
existem verdades morais absolutas, e que o que é certo ou errado varia de
acordo com a cultura, o período histórico ou a opinião pessoal.
2. Sem o padrão moral revelado
por Deus, como a humanidade caminha?
Sem o padrão moral revelado por Deus, a humanidade
caminha em trevas (Ef 4.17-19).
3. A ética bíblica não é
apenas um conjunto de regras. De acordo com a lição, ela é mais o quê?
A ética bíblica não é apenas um conjunto de regras,
mas um chamado à transformação interior pelo Espírito Santo.
4. Sem firmeza na Palavra, o
cristão torna-se vulnerável a quê?
Sem firmeza na Palavra, o cristão torna-se vulnerável
à apostasia.
5. Em tempos de Relativismo, o
que é necessário que a Igreja seja?
É necessário que a igreja seja uma “coluna e firmeza
da verdade” (1Tm 3.15).
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 3
Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Impaciência na Espera do Cumprimento da
Promessa”
responda:
1. Segundo a lição, o que Deus usa
para forjar o nosso caráter?
O Senhor usa o tempo, a espera, para
forjar o nosso caráter.
2. O que acontece quando deixamos a
impaciência tomar o nosso coração?
Quando deixamos que a ansiedade e a
impaciência tomem o primeiro lugar em nosso coração, a nossa fé sucumbe e
acabamos cometendo muitos erros.
3. Segundo o Salmo 40.1, como
devemos esperar?
Devemos esperar com paciência no Senhor.
4. Quais foram as primeiras
consequências do erro de Sarai?
As primeiras consequências foram a
competição e a soberba.
5. Como deveria se chamar o filho de
Abrão com Agar? Qual o significado do seu nome?
Ismael. O significado do nome Ismael é
“Deus ouviu”.
sábado, 18 de abril de 2026
LIÇÃO 3 – A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA
Gn
16.1-16
INTRODUÇÃO
Nesta
lição, estudaremos o capítulo 16 do livro de Gênesis, que registra a ocasião em
que Abrão, seguindo o costume da terra e o conselho de sua esposa Sarai, numa
tentativa de “ajudar” a Deus a cumprir com a Sua promessa, possui a escrava
egípcia Agar, que gera a Ismael. Esta atitude precipitada de Abrão gerou uma
série de conflitos familiares que perduram até os dias de hoje. Definiremos o
termo “impaciência”; citaremos outros exemplos bíblicos de pessoas que não
tiveram paciência de esperar o cumprimento da promessa de Deus; Veremos como
ocorreu a proposta de Sarai para Abrão e o consequente nascimento de Ismael; e,
finalmente, elencaremos recomendações bíblicas sobre a paciência.
I. DEFINIÇÕES E EXEMPLOS DE
IMPACIÊNCIA NA BÍBLIA
1.
Definição.
O
dicionarista Houass (2011, p. 1578) define o termo “impaciência” como:
“qualidade, estado ou condição de impaciente; falta de paciência; incapacidade
para sofrer sem se desesperar ou para suportar algo molesto ou incômodo; pressa
em atingir algum objetivo; estado de preocupação, irritação, aborrecimento ou
irritabilidade”. Foi esta a atitude de Abrão e Sarai: impaciência para esperar
o cumprimento da promessa de Deus. Deus havia feito a promessa a Abrão (Gn
15.4), que o seu servo Eliezer não seria o seu herdeiro, e sim, um filho gerado
por ele. No entanto, ele não teve paciência para esperar o tempo de Deus.
A)
Exemplos de pessoas impacientes na Bíblia. Além do patriarca Abrão, a Bíblia registra outros exemplos de pessoas
que não souberam esperar o tempo de Deus. Vejamos alguns:
a)
O povo de Israel.
Enquanto
Moisés demorava no monte, o povo perdeu a paciência e pressionou a Arão para
fazer um ídolo para ir adiante do povo na peregrinação com destino a Terra de
Canaã. Resultado: esta atitude provocou a ira de Deus e a morte dos idólatras
(Êx 32.1-35).
b)
O rei Saul.
Não
teve paciência para esperar o profeta Samuel que iria oferecer sacrifício ao
Senhor, e ele mesmo sacrificou (1Sm 13.8-14). Resultado: foi rejeitado por Deus
e o reinado não perpetuou através de sua linhagem. Estes e outros textos da
Bíblia nos ensinam que a impaciência geralmente revela a falta de confiança no
tempo de Deus e o foco no imediato, não no que é eterno. As consequências pela
falta de paciência são inevitáveis.
II. A ATITUDE PRECIPITADA DE ABRÃO E SARAI E AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE AMBOS
O
capítulo 16 de Gênesis, relata um momento de impaciência de Abraão e Sarai
diante da promessa de Deus. Como Sarai não podia ter filhos, ela decide
entregar sua serva egípcia, Agar, a Abraão para gerar um filho em seu lugar.
Abraão aceita, e Agar engravida e dá à luz a Ismael. Essa atitude precipitada
de Sarai trouxe diversas consequências para a família do patriarca Abrão, e foi
registrada nas Sagradas Escrituras para que possamos evitar cometer os mesmos
erros que eles cometeram. Vejamos como se deu esta atitude impaciente e
precipitada do nosso pai na fé:
1.
A esterilidade de Sarai e sua decisão precipitada (Gn 16.1).
“Apesar
de saber que lhe cabia prover um herdeiro a Abrão, Sarai não lhe dava filhos
(Gn 16.1). Era dez anos mais jovem que Abrão (Gn 17.17), mas já estava com 75
anos e “já lhe havia cessado o costume das mulheres” (Gn 18.11),
ou seja, havia passado da idade de ter filhos. Sarai atribuía sua esterilidade
ao Senhor que me tem impedido de dar à luz filhos (Gn 16.2a). Como qualquer
outra mulher (com algumas possíveis exceções em tempos modernos), Sarai
desejava ter uma família e, portanto, elaborou um plano para obtê-la” (Adeymo,
2010, p. 35).
2.
A decisão precipitada de Sarai (Gn 16.2,3).
“Seguindo
um costume da terra, Sarai ofereceu a Abrão sua serva egípcia Agar, para que
Abraão gerasse filho através dela. “Entre o povo da Mesopotâmia, o costume,
quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o
esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa. 1)
Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e Sarai de terem um
filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação de Deus (Gn
2.24). 2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do “esforço humano
segundo a carne”, e não “segundo o Espírito” (Gl 4.29). Segundo a carne,
equivale ao planejamento puramente carnal, humano, natural. Noutras palavras,
nunca se deve tentar cumprir o propósito de Deus usando métodos que não são
segundo o Espírito, mas esperando com paciência no Senhor e orando com fervor”
(Stamps, 1995, p. 55, grifo nosso).
3.
A gravidez de Agar e o conflito com Sarai (Gn 16.4-6).
“Não
tardou e as consequências do ato precipitado de Sarai se manifestaram. A
primeira delas foi a ingratidão de Agar para com sua senhora. Mesmo sendo
honrada pelo ato generoso, embora errado, de ter sido colocada nos braços de
Abrão, para que este pudesse ter um filho e a promessa de Deus se cumprisse, a
serva egípcia se comportou como uma competidora. Ela passou a desprezar sua
senhora, certamente lhe causou inveja e mal-estar. Talvez tenha dito a Sarai:
“Está vendo? Ele me ama mais do que a você!” ou “Eu sou mais abençoada por Deus
que você!”, “Você é estéril, e eu estou grávida!”. Palavras como essas, se
foram ditas, podem ter feito doer grandemente o coração de Sarai.
Provavelmente, ela se arrependeu de ter tido a ideia de entregar sua serva a
Abrão. Mas já era muito tarde” (Renovato, 2026, p. 35).
III. A FUGA DE AGAR, O ENCONTRO COM O ANJO DO SENHOR E O NASCIMENTO DE ISMAEL
Após a gravidez de Agar, começam os conflitos no lar do patriarca Abrão. Sarai começou a ser menosprezada por sua serva Agar. Então, Abrão deu carta branca a Sarai para fazer o que ela bem entendesse com sua serva. Sarai, então a afligiu e ela fugiu de sua face e o anjo do Senhor a encontrou no caminho. Vejamos:
1.
A fuga de Agar e o encontro com o Anjo do Senhor (Gn 16.7–9).
Depois
de afligida por Sarai, Agar fugiu de sua face e encontrou-se com o anjo do
Senhor. “O “anjo do Senhor” (às vezes chamado “o anjo de Deus”) é mencionado
mais de 60 vezes na Bíblia e é o porta-voz pessoal de Deus e seu representante
diante da humanidade. Em certas ocasiões no Antigo Testamento, o anjo
praticamente é identificado com o próprio Deus, como no encontro de Jacó em
Betel, com Moisés na sarça ardente e no livramento do Egito (Gn 31.13; Êx 3.2;
Jz 2.1). Na época de Abraão, o anjo apareceu a Agar no deserto e disse-lhe que
voltasse para sua senhora Sarai; prometeu também que Deus multiplicaria
grandemente seus descendentes (Gn 16.712) (Gardner, 2016, p. 129).
2.
A promessa a respeito de Ismael (Gn 16.10–12).
O
Anjo do Senhor fala a Agar e promete que sua descendência será extremamente
numerosa, impossível de contar (Gn 16.10). Em seguida, anuncia o nascimento de
seu filho, que deverá se chamar Ismael, porque Deus ouviu o seu sofrimento (Gn
16.11). Também descreve o caráter e o destino de Ismael: ele seria um homem
indomável, comparado a um jumento selvagem; viveria em conflito com todos, e
todos estariam contra ele, habitando em tensão e oposição com seus irmãos (Gn
16.12). “Agar deve ter sentido grande surpresa e alívio, ao ouvir as palavras
do Anjo. Refeita do impacto das promessas, a serva de Sarai, cheia de ânimo,
expressou sua alegria. “E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu
és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê? Por
isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; eis que está entre Cades e Berede” (Gn
16.13-14) (Renovato, 2026, p. 37).
3.
O nascimento de Ismael (Gn 16.15–16).
Abrão
era da idade de oitenta e seis anos quando Ismael nasceu (Gn 16.16). “O nome
Ismael significa Deus ouve e significa que Deus viu o modo injusto de Abrão e
Sarai tratarem Agar, e que também agiu a respeito disso. Aquele nome dado
antecipadamente foi um julgamento sobre Abrão, e revela que Deus abomina toda e
qualquer injustiça entre os seus” (Stamps, 1995, p. 56). Os acontecimentos
deste capítulo mostram claramente que escolhas erradas geram problemas
persistentes. O erro de Abrão criou conflitos entre ele e Sarai (Gn 16.5; Gn
21.8-21; 25.6), entre Sarai e Agar (Gn 16.5-6) e entre os filhos, Isaque e
Ismael, e seus descendentes (Gn 21.8-10).
IV. RECOMEDAÇÕES BÍBLICAS ACERCA DA
PACIÊNCIA
Assim
como a Bíblia adverte acerca do perigo da impaciência, ela também nos exorta a
esperar com paciência. Vejamos alguns exemplos:
1.
No Antigo Testamento.
“Descansa
no Senhor e espera nele...” (Sl
37.7).
“Espera
no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Sl 27.14).
“Somente
em Deus espera silenciosa a minha alma... Ó minha alma, espera somente em
Deus...” (Sl 62.1,5).
“Mas
os que esperam no Senhor renovarão as suas forças...” (Is 40.31).
“Por
isso o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós... bem-aventurados todos
os que nele esperam” (Is 30.18).
2.
No Novo Testamento.
“Porque
necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus,
possais alcançar a promessa” (Hb
10.36).
“...sejais
imitadores daqueles que, pela fé e paciência, herdam as promessas” (Hb 6.12).
“Sede,
pois, irmãos, pacientes... fortalecei o vosso coração...” (Tg 5.7,8).
“Mas,
se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos” (Rm 8.25).
“Retenhamos
firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu” (Hb 10.23).
CONCLUSÃO
A
impaciência de Abrão e Sarai acarretaram drásticas consequências não só para
suas famílias, mas, também, para toda humanidade, pois, ainda hoje existe
rivalidade por parte dos descendentes de Isaque e de Ismael. Esperar em Deus
não é fácil, mas, nunca é tempo perdido. Por isso, não devemos nos precipitar
que querer “ajudar” a Deus a cumprir com as Suas promessas. O que Ele prometeu,
Ele cumprirá, no tempo determinado, pois Ele não falha, não atrasa e não chega
incompleto. Cada promessa tem o seu tempo certo e a maneira certa para se
cumprir.
REFERÊNCIAS
Ø ADEYEMO,
Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. EDITORA GERAL.
Ø GARDNER,
Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
Ø HENRY,
Matthew. Comentário Bíblico. CPAD.
Ø KIDNER,
Derek. Gênesis: Introdução e Comentário. EDITORA CULTURA CRISTÃ.
Ø RENOVATO,
Elinaldo. Homens dos quais o mundo não era digno. O legado de
Abraão, Isaque e Jacó. CPAD.
Ø STAMPS,
Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que se
Opõem à Palavra de Deus.
Lição 2
Hora da Revisão
A respeito de “A Falácia
do Materialismo Histórico”, responda:
1. De acordo com a lição, por
que a visão do Materialismo Histórico entra em conflito com a fé cristã?
Essa visão entra em conflito com a fé cristã porque
exclui qualquer referência à dimensão espiritual, à revelação divina ou à
providência de Deus, e defende que são as estruturas econômicas que moldam a
sociedade e o comportamento humano.
2. Qual é o verdadeiro
problema do mundo conforme apresenta a lição?
O verdadeiro problema do mundo não é econômico, mas
espiritual, porque a raiz da injustiça é o pecado (1Jo 5.17).
3. O que a Bíblia ensina sobre
a direção da história?
A história é dirigida por um Deus soberano, que
estabelece limites morais e julga as ações humanas com justiça (Sl 75.6,7).
Deus dirige a história segundo os seus propósitos e sustenta todas as coisas
(Cl 1.17; Hb 1.3).
4. Qual é a resposta bíblica à
injustiça?
A resposta bíblica à injustiça não é a luta armada nem
a revolução violenta, mas o amor ao próximo, a compaixão e a justiça segundo os
padrões do Reino de Deus.
5. Onde está o poder da Igreja
em relação à crise em que o mundo está mergulhado?
O poder da Igreja não está nas armas humanas e nem no
domínio político, mas na cruz de Cristo, que salva, transforma e liberta.
QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2026
HOMENS DOS QUAIS O
MUNDO NÃO
ERA DIGNO -
O Legado de Abraão,
Isaque e Jacó.
Lição 2
Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Fé de Abrão nas Promessas de Deus” responda:
1. Segundo a lição, qual o motivo
que levou Ló e Abrão a se separarem?
Por causa da riqueza de Abrão e de Ló, no
retorno a Canaã, a terra não comportava as famílias do tio e do sobrinho, e os
pastores brigavam por pastagens.
2. Como agiu Abrão diante da
contenda dos pastores?
Abrão agiu como um pacificador.
3. De acordo com a lição, o que
demonstra o agir de maneira pacífica?
Agir de maneira pacífica não significa
ser fraco ou covarde, mas demonstra o caráter de quem tem uma fé alicerçada em
Deus.
4. O que fez Abrão ao tomar
conhecimento do que havia acontecido com Ló?
Quando Abrão toma conhecimento do que
havia acontecido com seu sobrinho, saíram ele e todos os seus empregados em
defesa de Ló.
5. Qual o nome da cidade onde Abrão
ergueu o primeiro altar?
Abrão construiu o primeiro altar em
Siquém.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
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