segunda-feira, 26 de outubro de 2026

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2026






O DEUS DA ALIANÇA -
Advertências, Promessas, e Bênçãos
no Livro de Deuteronômio.









Lição 4
Revisando o Conteúdo

A respeito de “O Chamado à Obediência” responda:          
 
 
1. Como Moisés inicia o capítulo 5?
Moisés inicia o capítulo convocando o povo a ouvir, aprender e cumprir a Lei: "Ouve, ó Israel [...]" (Dt 5.1).
 
2. De acordo com a lição, para que aponta a exortação de Moisés?
A exortação de Moisés aponta para a responsabilidade de cada israelita em aprender e cumprir os mandamentos, renovando a aliança com a nova geração.
 
3. Do que tratam os quatro primeiros mandamentos?
Em Deuteronômio 5.6-11, Moisés reafirma os quatro primeiros mandamentos e enfatiza a relação exclusiva do povo com Deus, isto é, do amor a Deus.
 
4. Do que tratam os seis últimos mandamentos?
Nos versículos 16-21, encontramos a segunda parte da Lei, voltada para o relacionamento com o próximo, isto é, a ética relacional, do amor ao próximo.
 
5. Como Moisés encerra o seu discurso no capítulo 5?
Moisés encerra o discurso reforçando a necessidade de perseverar na obediência: "Andareis em todo o caminho [...]" (Dt 5.33).



 

sábado, 24 de outubro de 2026

LIÇÃO 4 – O CHAMADO À OBEDIÊNCIA






Dt 5.1-10, 16-21,29




INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a íntima relação entre o Antigo e o Novo Concerto, compreendendo como os princípios estabelecidos na Lei encontram seu cumprimento e expressão plena no Novo Testamento. Veremos que a verdadeira Êx pressão de amor a Deus se manifesta na obediência à Sua Palavra. Analisaremos como os quatro primeiros mandamentos, em seus desdobramentos, conduzem o homem a um relacionamento de amor, reverência e fidelidade para com Deus. Por fim, destacaremos que os seis últimos mandamentos, em seus desdobramentos, orientam o relacionamento do homem com o próximo, demonstrando que o amor ao próximo também constitui parte essencial da vontade de Deus.


I. O CONCERTO REITERADO EM HOREBE
A aliança Mosaica originalmente concedida no Sinai, em Horebe, foi reiterada por Moisés antes do povo possuir a terra prometida. Observemos:
 
1. O concerto em Horebe ultrapassa as gerações.  
O Decálogo (dez mandamentos) descrito em (Dt 5.1-21) não é um novo concerto, mas uma recapitulação da lei que já havia sido dada no Sinai (Êx 20.1-17). Moisés disse à geração que entraria na terra prometida que Deus não esqueceu do “concerto que jurou a teus pais” (Dt 4.31). Em seguida, afirma: “O SENHOR, nosso Deus, fez conosco concerto em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o SENHOR este concerto, senão convosco, todos os que hoje aqui estamos vivos” (Dt 5.2,3). Afinal, com quem Deus fez o concerto? Com os pais, que pereceram no deserto, ou com os filhos prestes a possuir a terra? Deus fez uma aliança com aquela primeira geração, os pais (Êx 20.1-17) e não estava fazendo uma nova aliança com a geração seguinte, os filhos (Dt 5.1-21). A palavra “concerto” nunca aparece no plural no AT. Não existem “concertos”. O que Moisés pede é que seus contemporâneos se apropriem integralmente do primeiro concerto. Aquela geração deveria se apropriar da palavra de Deus que fora dada à primeira geração. Moisés sequer insinua que Deus precisasse fazer algo além ou que sua obra estivesse incompleta. Deus já tinha realizado todo o necessário para que a obediência fosse possível a todas as gerações (Hamilton, 2007, p. 452).
 
2. O concerto em Horebe e o novo concerto.
O concerto feito por Deus em Horebe tem sinais muito semelhantes aos do dia de Pentecostes. No Sinai houve “sonido mui forte” (Êx 19.16) e “Deus descera [...] em fogo” (Êx 19.18), características notáveis na descida do Espírito Santo (At 2.1-3). O teólogo McMurtry diz: “1.500 anos depois dos eventos no Monte Sinai, Deus marcou outro encontro com o Seu povo. Tudo aquilo que os judeus provaram no Monte Sinai: o fogo, o vento e as línguas, também seriam experimentados pelos judeus cristãos em Jerusalém, evento esse que aconteceu exatamente no mesmo dia no calendário” (2023, p. 93). Conforme (Êx 20.18): “todo o povo viu [...] sonido”, isto é, foram “vistas” vozes, “línguas”, no Monte Sinai. Experiência muito marcante no Pentecoste (At 2.3). Parte da tradição judaica sustenta que, no Sinai, Deus falou em 70 idiomas diferentes, conforme McMurtry, semelhante ao ocorrido em (At 2.1-13), promovido pelo Espírito.
 
3. A vigência da lei moral.
Na tradição cristã os dez mandamentos são classificados como “lei moral”. Além dos sinais em Horebe que são vistos em Pentecoste, o conteúdo da lei moral se perpetuou na Nova Aliança em Cristo. Jesus indica que os dez mandamentos são fundamentais para a vida quando falou com o jovem rico (Mt 19.17-19); quando radicalizou as exigências morais dos dez mandamentos (Mt 5-7); quando afirmou explicitamente que não veio revogar a Lei (Mt 5.17-19); quando ratificou categoricamente que tudo na Lei se cumpriria rigorosamente (Mt 5.18) e quando comissionou os discípulos a guardar tudo o que tinha ensinado (Mt 28.20). O apóstolo Paulo afirmou que a lei é santa e boa (Rm 7.12). Portanto, os dez mandamentos são válidos para todos os cristãos de todas as épocas (Reifler, 2016, p. 41).


II. OS QUATRO PRIMEIROS MANDAMENTOS: AMOR A DEUS
O grande mandamento, conforme Jesus, é “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.36-38). A maior expressão de amor a Deus não se manifesta no conhecimento, execução de dons extraordinários, numa generosidade estonteante, nem no altruísmo, porque tudo isso pode ser feito sem amor (1Co 13.1-3). A maior expressão de amor a Deus é a obediência (Dt 10.12,13; 30.20; 1Sm 15.22,23; Jo 14.15,21,23; 15.10; 1Jo 2.3,4; 5.3). A observância de pelo menos quatro mandamentos redigidos no Sinai revela se amamos ao SENHOR:

1. Não terás outros deuses.
O primeiro mandamento no Sinai e reiterado em (Dt 5.7) trata da seguinte questão: a quem se deve adorar? A expressão “diante de mim” pode significar “ante minha face” ou “acima de mim” (Reifler, 2016, p. 59) ou ainda “além de mim” (Hamilton, 2007, p. 219). “A tentação de Israel (nossa?) não é tanto deixar Deus de lado para servir a outros deuses, mas adorar a outros deuses além de Deus [...] O povo de Deus não pode permitir que nada nem ninguém tenha maior prioridade em suas vidas” (Hamilton, 2007, p. 219). Este mandamento confronta diretamente a idolatria e é amplamente reiterado no NT: (Mt 4.10; At 14.15; Gl 4.8,9; 1Ts 1.9; 1Co 8.4-6; 10.14,20,21; 1Jo 5.21; Ap 22.8,9).
 
2. Não farás imagens de Deus.
Este mandamento regula nossa perspectiva de Deus. É viável fazer projeções dEle? Na Bíblia, “imagem” é uma representação de alguma coisa real ou irreal, física ou metafísica, por desenho, pintura, escultura ou projeção humana (Reifler, 2016, p. 73). Mas, se Deus nunca foi visto (Êx 33.20; Jo 1.18; 1Tm 6.16), como pode ser projetado com fidelidade numa imagem? A falta de fidelidade da imagem de Deus numa escultura levaria a veneração e/ou adoração de uma imagem divina não fiel. Deus não compactua com nenhum tipo de infidelidade, por menor que seja ou por mais bem intencionada que seja (Dt 4.15,16; At 17.29; 19.26,27; Rm 1.22,23). Ante Cristo, contudo, pode-se curvar, pois Ele revela com fidelidade a “imagem do Deus invisível” (Cl 1.15; Jo 14.8,9; Hb 1.3).
 
3. Não tomarás o nome de Deus.
A palavra hebraica para “vão” (Dt 5.11) vem a significar “estar vazio”, no sentido de “não ter substância, não ter valor”. Qualquer invocação ou menção do nome de Deus, que seja simplesmente “por fazer”, equivale a tomar o nome de Deus em vão. Em outras palavras, tomar o nome de Deus em vão é usar seu divino nome em relação a coisas sem importância, fúteis e insignificantes (Cf. Lv 19.12; Dt 23.21; Ez 22.28; Rm 2.24) (Hamilton, 2007, p. 221).
 
4. Lembra-te do dia de sábado.
Este é o único mandamento do decálogo que não encontra sua confirmação literal no NT. Jesus dá o devido valor ao sábado ensinando que é um dia para promover o bem (Mt 12.9-12; Lc 13.10-17; Jo 5.1-18; 9.1-16), preservar a vida (Mt 12.1-8; Lc 14.1-6) e possibilitar um descanso merecido (Êx 20.20; Dt 5.14; Mc 2.27). 


III. OS SEIS ULTIMOS MANDAMENTOS: AMOR AO PRÓXIMO
O mandamento “amarás o teu próximo como a ti mesmo” é vívido e marcante nas páginas do NT, porém, ele é um mandamento citado por Jesus do AT (Lv 19.18). “Amar ao próximo” é tido como o segundo grande mandamento no novo concerto (Mc 12.31). Ele é cumprido quando observamos às seguintes ordenanças:
 
1. Honra teus pais.
Mais do que “obedeça a teu pai e a tua mãe”. Obedecer é mais fácil que honrar. É possível odiar e obedecer, mas é impossível odiar e honrar. A gravidade da ordem é reforçada pela escolha do verbo “honrar”. Jesus citou e corroborou o quinto mandamento (Mt 15.4; Mc 7.10), também o apóstolo Paulo o fez em (Ef 6.2) (Hamilton, 2007, p. 222).
 
2. Não matarás.
A palavra hebraica rasah, “não assassinarás”, tem sido aceita como tradução viável, pois tem-se em vista o assassinato violento de um inimigo pessoal (Nm 35.27,30; 2Rs 6.32). Esse verbo nunca é usado para o assassinato em legítima defesa (Êx 22.2), morte acidental (Dt 19.5) e execução de assassinos (Gn 9.6). É usado para o suicídio, mas não para o homicídio não premeditado (Êx 22.12-14) ou acidental (Nm 35.23) (Reifler, 2016, p.112). Veja também: (Mt 5.21,22; 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20; Rm 13.9; Tg 2.11; 4.2; 1Jo 3.15).
 
3. Não adulterarás.
“Era considerado adultério a relação sexual entre um homem casado ou solteiro com a mulher de outro homem. O crime era, principalmente, contra o marido traído, o próximo. A questão era considerada tão grave que a pena para este pecado era a morte (Dt 22.22-28). Jesus ainda ampliou este mandamento afirmando que não apenas a prática sexual em si, mas a cobiça desta prática já é considerada adultério. Veja o que ele diz em Mateus 5.27-28” (Gusso, 2020, p. 60). Observe ainda: (Mt 19.18; Mc 10.19; 1Co 5.11; 6.9,10; 10.8; 1Ts 4.3-5; Hb 13.4).
 
4. Não furtarás.
“Parece estar claro neste mandamento que a propriedade do próximo deve ser respeitada, ninguém deve lançar mão daquilo que não é seu. Talvez, ainda, o sentido original deste mandamento diga respeito a mais do que aquilo que é conhecido como furto na atualidade, ele pode estar apontando para o rapto de uma pessoa com a intenção de vendê-la como escravo, assim como foi feito com José (Gn 37)” (Gusso, 2020, p. 60). No NT, encontramos: (1Co 5.10,11Rm 13.9; Ef 4.28).
 
5. Não dirás falso testemunho.
É bem possível que a aplicação original dessa lei se referia a testemunhos falsos em juízo ou em transações oficiais e negócios em geral. A partir da história de Acabe, Jezabel e a vinha de Nabote, fica evidente que falsas acusações e testemunhos fraudulentos podem ser utilizados para tomar do próximo aquilo que lhe pertence por direito (Hamilton, 2007, p. 224). Veja ainda: (Mt 12.36,37; 15.18,19; Jo 8.44; At 5.1-10; 1Tm 1.9,10; Ap 21.8).
 
6. Não cobiçarás.
Em (Dt 5.21), o termo hebraico “awâ”, sugere: não desejarás, não almejarás. Todos os nove mandamentos anteriores são objetivos; este é subjetivo, pois traz proibições ao homem ainda em âmbito interior. Talvez o motivo para esse mandamento estar no final seja o fato de que ele está por trás de tantas mortes, adultérios, roubos e mentiras. É a raiz de muitos problemas (Hamilton, 2007, p. 226). Ver ainda: (Mt 7.21-23; Lc 16.14,15; 1Tm 6.6-10; Tg 1.14,15).


CONCLUSÃO
O chamado à obediência ultrapassa as gerações. Deus revelou a Sua vontade aos homens por meio de mandamentos que, na verdade, são princípios eternos que se desdobram ao longo da evolução da humanidade.




REFERÊNCIAS
Ø  GUSSO, Antônio Renato. O Pentateuco. SANTOS EDITORA.
Ø  HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. CPAD.
Ø  MCMURTRY, Grady Shannon. As Festas Judaicas do Antigo Testamento. SANTOS EDITORA.
Ø  REIFLER, Ulrich Hans. A Ética dos Dez Mandamentos. VIDA NOVA.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
 
 
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.





terça-feira, 20 de outubro de 2026

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2026






REGOZIJAI-VOS NO SENHOR
Vivendo com Propósito à
Luz da Carta aos Filipenses.









Lição 3
Hora da Revisão

A respeito de “A Humildade de Cristo: O Exemplo Supremo”, responda:


1. Segundo a lição, quem é o nosso exemplo de alguém que verdadeiramente abriu mão dos seus direitos?
Jesus.
 
2. Quem nos exorta a sermos humildes como Jesus?
O Espírito Santo nos exorta a sermos humildes como Jesus.
 
3. Segundo a lição, a humildade verdadeira leva a qual virtude?
A humildade verdadeira sempre leva à obediência (Fp 2.8).
 
4. Qual o nome, segundo a lição, do modelo de missão baseado no exemplo de Jesus?
Missão encarnacional.
 
5. Na cultura judaica, o que simboliza o nome de uma pessoa?
Na cultura judaica, o nome simboliza a pessoa, seu ser, sua natureza e seus atributos.




 

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2026






O DEUS DA ALIANÇA -
Advertências, Promessas, e Bênçãos
no Livro de Deuteronômio.









Lição 3
Revisando o Conteúdo

A respeito de “A Fidelidade de Deus diante da Infidelidade de Israel” responda:          
 
 
1. O que Deuteronômio 4 evidencia e ressalta?
Em Deuteronômio 4, evidencia-se o seu coração pastoral ao conclamar a nova geração a não repetir os erros da anterior. O texto ressalta um contraste marcante: Deus permanece fiel, enquanto Israel repetidamente se mostra infiel (Dt 7.9).
 
2. O que a disciplina mostrada por Moisés revela?
Moisés avança na sua exortação e mostra que a disciplina divina revela a justiça e o amor de Deus que conduz seu povo à obediência.
 
3. De acordo com a lição, como Deus trata o homem?
Deus trata o homem conforme a sua resposta à sua Palavra: a obediência conduz à vida, e a desobediência, ao juízo.
 
4. Como as Escrituras apresentam o Senhor Deus?
As Escrituras revelam Deus como santo e justo, mas também misericordioso, fiel ao seu concerto.
 
5. O que Moisés destaca por meio de perguntas retóricas?
Por meio de perguntas retóricas, Moisés destaca que nenhuma nação ouviu Deus falar do meio do fogo (Dt 4.33) nem foi libertada com tão grande poder.