terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 8 - A ELEIÇÃO NA SALVAÇÃO


Vídeo Aula - Pastor Marcelo





 

LIÇÃO 8 - O DEUS ESPÍRITO SANTO (V.2)

 
Vídeo Aula - Pastor Douglas





LIÇÃO 8 - O DEUS ESPÍRITO SANTO (V.8)


Vídeo Aula - Pastor Ciro

 



QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2026






 
O Plano Perfeito
A Salvação da Humanidade,
a Mensagem Central das Escrituras.









Lição 7
Hora da Revisão

A respeito de “O Espírito Santo que Regenera e Santifica”, responda:
 
 
1. Como é caracterizada a vida sem Cristo?
A vida sem Cristo é caracterizada por uma separação de Deus, sujeita à ira divina.
 
2. Qual é a única razão pela qual passamos da morte para a vida?
A graça de Deus é a única razão pela qual passamos da morte para a vida.
 
3. O que são as obras da Lei?
As ‘obras da lei’ são aquelas ações que os judeus realizavam para tentar cumprir a Lei de Moisés, buscando justificar-se diante de Deus por meio de seus próprios esforços.
 
4. O que são as obras da Graça?
As “obras da graça” são aquelas que surgem como fruto da salvação que já recebemos por meio da graça. Essas obras são as evidências da transformação que a graça de Deus opera em nossas vidas.
 
5. Em relação ao amor, o que a Graça de Deus nos ensina?
A graça de Deus nos ensina a amar, não apenas aqueles que nos amam, mas também nossos inimigos.
 
 


QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2026





 
 A SANTÍSSIMA TRINDADE -
O Deus Único Revelado em
Três Pessoas Eternas.


 






Lição 7
Revisando o Conteúdo

A respeito de “A Obra do Filho” responda:          
 
 
1. De acordo com a lição, o que significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.
 
2. A Obra Redentora do Filho está fundamentada em quê, e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.
 
3. Por que o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.
 
4. O que a exaltação de Cristo ao voltar para o Céu e assentar-se no trono, garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e intercessão contínua de Cristo.
 
5. O nome de Jesus é um símbolo de fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor delegou à Igreja o uso de Seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 7 – A OBRA DO FILHO






Fp 2.5-11; Hb 9.24-28
 
 
 
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a obra do Filho em três dimensões inseparáveis: Humilhação, Redenção e Exaltação. Veremos que na Humilhação, Cristo, sendo Deus, esvaziou-se voluntariamente, assumiu a forma de Servo e obedeceu até a morte de cruz (Fp 2.6–8). Pontuaremos que na Redenção, satisfez a justiça divina, expiou os pecados como Cordeiro perfeito e venceu o pecado e a morte (Is 53; Hb 9.28; 1Co 15.55–57). E por fim, na Exaltação, foi ressuscitado e exaltado pelo Pai, recebendo o nome acima de todo nome, para que toda a criação o adore (Fp 2.9–11; At 2.33).
 
 
I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA ENCARNAÇÃO
1. A etimologia do termo.
A expressão “encarnação”, ou seja, a humilhação voluntária do Filho, é utilizada pelos teólogos para indicar que Jesus, o Filho de Deus, assumiu a forma de carne humana. Encarnar significa: fazer-se carne, fazer-se homem, tornar-se humano, revestir-se de carne. A encarnação do Verbo consiste no autoesvaziamento de Cristo, termo traduzido do grego ekenōsen, que significa: “esvaziar, humilhar-se voluntariamente, neutralizar, anular-se, despir-se de uma dignidade justa, descendo a uma condição inferior”. A encarnação afirma, de modo específico, a plena humanidade de Jesus. O termo encarnação significa literalmente “o ato de ser feito carne” (Jo 1.14). O apóstolo Paulo explica essa verdade de maneira clara e profunda (Fp 2.5-8). Sem a encarnação, Cristo não poderia realmente morrer; e, se Ele não pudesse morrer, a cruz perderia o seu sentido redentor. Por isso, o escritor aos Hebreus afirma: “Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste” (Hb 10.5).
 
 
II. A ENCARNAÇÃO DO VERBO E O AUTOESVAZIAMENTO
Certa vez, o evangelista Billy Graham afirmou com propriedade: “O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, mas Deus descer e pisar na terra”. A encarnação de Jesus [o autoesvaziamento de sua glória] é maravilhosa em todos os seus aspectos, comprovando que Ele é o personagem mais importante da história da humanidade. Na encarnação, o Deus eterno fez-se carne; o Senhor tornou-se súdito; o Divino fez-se humano; o Imortal fez-se barro; o Rei tornou-se carpinteiro; o Criador fez-se criatura; a Água teve sede; o Pão sentiu fome; o Forte experimentou cansaço; o Guarda eterno dormiu; o Consolador chorou; a Alegria sentiu tristeza; a Vida entregou-se à morte; e o Deus inacessível habitou entre nós (Jo 1.14; Fp 2.5-11).  
 
1. A encarnação: Deus habitando entre nós.
A encarnação de Jesus foi o próprio Deus vindo habitar entre os homens (Jo 1.14b). O nome Emanuel, que o próprio evangelista traduz por “Deus conosco” (Mt 1.23), expressa claramente essa verdade. As Escrituras confirmam esse mistério: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14); “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9.6); “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14); e, “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo “habitar”, em João 1.14, deriva do grego skenóō, que significa “armar tenda, tabernacular”. Essa expressão aponta para o caráter da habitação do Verbo em carne. Já em Colossenses 2.9, Paulo utiliza o verbo katoikéō, que indica uma habitação permanente, afirmando que toda a plenitude da divindade reside em Cristo.
 
2. A encarnação e a autorrenúncia.
A doutrina da autorrenúncia ensina que Jesus, ao assumir a natureza humana, não deixou de ser Deus, pois não se esvaziou de sua divindade (Fp 2.7–8). Como bem afirmou um teólogo: “Quando Jesus desceu à terra, não deixou de ser Deus; e quando voltou ao céu, não deixou de ser homem”. A encarnação do Verbo não é apenas um conceito teológico ligado à união hipostática [a dupla natureza: divina e humana], mas um dos maiores mistérios das Escrituras Sagradas, sem o qual a redenção seria impossível. Em sua humanidade, Jesus participou plenamente de nossas limitações físicas e emocionais: “Manteiga e mel comerá, até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Is 7.15); “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2.40,52). A Declaração de Fé das Assembleias de Deus afirma que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria (Soares [Org.], 2016, p. 59).
 
3. A encarnação excede o entendimento humano.
A encarnação de Jesus é fruto da atuação conjunta da Trindade: do Espírito Santo, do poder do Pai e da santidade do Filho (Lc 1.35). Trata-se de um mistério que ultrapassa a razão humana, mas que pode ser plenamente aceito pela fé. Por meio desse milagre, Cristo veio em semelhança de carne (Rm 8.3), tornou-se descendência de Abraão (Hb 2.16) e foi feito semelhante aos irmãos em tudo (Hb 2.17).
 
4. A encarnação e a mediação.
Ao participar da carne e do sangue, Jesus tornou-se plenamente apto para ser o Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Deus lhe preparou um corpo humano (Hb 10.5), dotado de carne e ossos (Lc 24.39). A encarnação é também o critério bíblico para distinguir a verdadeira fé cristã do espírito do anticristo (1Jo 4.2-3).
 
 
III. A NATUREZA HUMANA DO VERBO ENCARNADO
De forma voluntária, o Senhor Jesus Cristo não utilizou da glória que possuía junto ao Pai (Jo 17.5), sujeitando-se às limitações humanas, para realizar a obra da redenção (Fp 2.5-8). Vejamos:
 
1. A plena humanidade de Jesus.
O Novo Testamento afirma que Jesus nasceu de mulher (Gl 4.4), cresceu fisicamente (Lc 2.52), dormiu, sentiu fome, sede, cansaço, chorou, alegrou-se, foi tentado e viveu todas as experiências próprias da condição humana, sem pecado.
 
2. O Verbo encarnado.
O Verbo eterno “se fez carne” (Jo 1.14). Esse milagre fundamenta a essência do Evangelho: Deus introduziu o seu Primogênito no mundo (Hb 1.6), tornando-o semelhante aos homens, para que fosse o Mediador e o fiel Sumo Sacerdote (Hb 2.17).
 
3. Jesus é chamado de homem.
A Bíblia registra duas genealogias de Jesus e o chama explicitamente de homem (At 2.22; Jo 19.5; 8.40; 1Tm 2.5), ressaltando a realidade de sua encarnação.
 
4. O Filho do Homem. A expressão “Filho do Homem” aparece com frequência nos evangelhos, destacando a humanidade de Cristo. Ele nasceu, cresceu, trabalhou como carpinteiro, experimentou emoções humanas, sofreu, foi tentado e morreu como verdadeiro homem.
 
 
IV. OS PROPÓSITOS DA ENCARNAÇÃO DO VERBO
Há inúmeros propósitos na vinda de Jesus a este mundo: a) prover um sacrifício efetivo pelo pecado (Hb 10.1-10); b) demonstrar a glória de Deus (Jo 1.14; Lc 2.14); c) cumprir o decreto de Deus (Gl 4.4); d) ser o mediador entre Deus e os homens (Hb 12.24; 1Tm 2.5); e, e) trazer paz aos homens na terra (Lc 2.14b; Ef 2.14-16). Podemos pontuar outros quatro propósitos da encarnação de Jesus: 
  • Revelar Deus ao homem (Jo 1.18; 14.7-11). Jesus é a “expressão exata” do ser de Deus (Hb 1.3). A encarnação nos revela Deus pessoalmente, daí Jesus ser chamado “Emanuel”, ou seja, “Deus conosco” (Mt 1.23). O Deus transcendente também é imanente (inerente, inseparável) e acessível. A divindade de Jesus em sua humanidade é a chave para o conhecimento íntimo de Deus. Cristo revelou para nós o Deus invisível (Jo 1.18; 1Tm 1.17; Cl 1.15; 19). 
  • Destruir as obras do diabo. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8). 
  • Tornar possível a morte do Redentor. Sem a encarnação, o Verbo não poderia morrer, porque Deus não é passível de morte (Hb 2.9). 
  • Ser o nosso sumo sacerdote (Hb 4.14-16). Jesus viveu como homem, por isso se compadece e intercede por nós a Deus.
 
 
V. CONTRASTE ENTRE O SACERDÓCIO LEVÍTICO E O DE CRISTO
Hebreus 9.24–28 pode ser dividido em quatro temas principais, nos quais o autor estabelece um contraste claro entre o sacerdócio levítico e o sacerdócio de Cristo: 
  • Superioridade do santuário celestial (v. 24). Cristo não entrou em um santuário terreno, que era apenas cópia e figura do verdadeiro, mas adentrou o próprio céu, a fim de comparecer agora diante de Deus em nosso favor, exercendo perfeita intercessão. 
  • Unicidade do sacrifício (vv. 25-26). Diferentemente do sumo sacerdote levítico, que oferecia anualmente sangue alheio, Cristo ofereceu a si mesmo uma única vez por todas, no fim dos tempos, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo. 
  • Analogia com a morte humana (v. 27). Assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo, também Cristo morreu uma única vez, com o propósito de remover os pecados de muitos. 
  • Segunda vinda para salvação (v. 28). Cristo aparecerá pela segunda vez, não para tratar do pecado, mas para conceder plena salvação àqueles que o aguardam com fé. 
 
 
CONCLUSÃO
A tentativa gnóstica/docetista de negar as naturezas de Cristo continuam a ser defendidas por grupos heterodoxos em nossos dias, e por isso, precisamos estar preparados para defender com sabedoria a nossa fé.
 
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade: o Deus único revelado em três pessoas eternas. CPAD.
Ø  MCGRATH, Alister E. Teologia sistemática, Histórica e Filosófica. SHEDD.
Ø  OLSON, Roger. História da teologia cristã. VIDA.
Ø  SILVA, Esequias Soares da. Em defesa da fé Cristã. CPAD.
   
 
Por Rede Brasil de Comunicação.