sábado, 26 de setembro de 2026

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


4º Trimestre de 2026


No 4º trimestre de 2026 estudaremos em nossas Escolas Dominicais o tema: O Deus da Aliança – Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. O comentarista do trimestre será o Pastor Osiel Gomes. O mesmo é Pastor da AD em São Luiz/MA, Campo de Tirirical. Este servo de Deus, além de Pastor, é Teólogo, Filósofo, Bacharel em Direito, Psicanalista, Pedagogo, Pós-graduado em Docência do Ensino Superior, Professor de Grego e Hebraico, Conferencista e Escritor, dentre as suas obras podemos citar: Mais Palavra, Menos Emocionalismo; Tesouros nas Cartas da Prisão; Igreja Multiplicadora. E também comentarista de Lições Bíblicas.
 
 
Abaixo, você pode conferir os títulos das 13 lições:
 
Lição  1 - O Deuteronômio: O Livro da Aliança
Lição  2 - A Recapitulando a Jornada no Deserto
Lição  3 - A Fidelidade de Deus diante da Infidelidade de Israel
Lição  4 - O Chamado à Obediência
Lição  5 - O Grande Mandamento
Lição  6 - A Aliança e as Bênçãos da Obediência
Lição  7 - Maldições e Bênçãos da Aliança
Lição  8 - Escolhendo a Vida ou a Morte
Lição  9 - A Sucessão de Moisés
Lição 10 - O Cântico de Moisés: Advertência e Esperança
Lição 11 - A Bênção Final de Moisés
Lição 12 - A Morte de Moisés e a Continuidade da Promessa
Lição 13 - O Cumprimento de Deuteronômio em Cristo
 

É muita bênção!
Você não pode faltar!


 


LIÇÃO 13 - A MISSÃO CONTINUA EM NÓS

 



Mt 28.18-20; At 1.8; Ef 2.13-18




INTRODUÇÃO
Nessa última lição, veremos que a missão da Igreja não nasceu com os apóstolos nem terminou com eles. Ela teve origem no coração de Deus, foi confiada por Cristo à sua Igreja e continua sendo realizada pelo poder do Espírito Santo. Missões não é apenas uma atividade da Igreja; é a própria expressão da vontade de Deus para alcançar os perdidos. Por isso, cada cristão é chamado a participar dessa obra.


I. A ORDEM UNIVERSAL DE CRISTO À LUZ DA GRANDE COMISSÃO
O livro de Atos termina sem um encerramento definitivo. Lucas não relata a morte de Paulo nem conclui formalmente sua narrativa. Isso acontece porque a história da Igreja não terminou no primeiro século. A missão iniciada por Cristo continua. A mesma ordem dada aos discípulos permanece válida para a Igreja de hoje. Jesus subiu aos céus, mas deixou sua Igreja na terra para cumprir Sua missão (Mc 16.15). O Mandato de Cristo, expresso na Grande Comissão (Mt 28.18-20), é global e revela a missão central da Igreja em todos os tempos: anunciar o evangelho e fazer discípulos entre todos os povos (Barclay, 2008; Pfeiffer; Harrison, 2001). Mais do que uma ordem para evangelizar, é um chamado para formar discípulos comprometidos com Cristo, ensinando-os a obedecer à Sua Palavra.
 
1. A autoridade do envio pertence a Cristo.
Ao declarar: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18), o Senhor deixa claro que a Grande Comissão não é uma iniciativa humana, mas uma ordem do Cristo ressurreto, que reina sobre toda a criação. Por isso, a evangelização não é uma opção da Igreja, e sim uma responsabilidade confiada por aquele que possui domínio absoluto sobre os céus e a terra. Nesse sentido, a Igreja anuncia o Evangelho não em seu próprio nome, mas em nome daquele que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Cl 1.16-18; Fp 2.9-11). Assim, a autoridade de Cristo garante tanto a legitimidade do envio quanto a certeza de que Ele dirige, sustenta e faz prosperar a Sua obra até que o Evangelho alcance todas as nações.
 
2. O alcance da missão é universal.
Jesus ordena em Mateus 28.18-20 que os discípulos façam discípulos de todas as nações. Ou seja, o Evangelho não possui barreiras étnicas, geográficas, sociais e culturais. Esse propósito já estava presente na promessa feita a Abraão, de que todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gn 12.3), foi reafirmado pelo profeta Isaías ao apresentar o Messias como luz para as nações (Is 49.6) e alcança seu pleno cumprimento na visão de João, que contempla uma multidão de todas as tribos, povos, línguas e nações adorando ao Cordeiro (Ap 7.9). Assim, a Igreja é chamada a proclamar fielmente o Evangelho em todos os lugares, demonstrando que a salvação em Cristo está disponível a todos os que creem.
 
3. O objetivo da missão é fazer discípulos.
A Grande Comissão não se limita apenas à evangelização inicial. O alvo é formar seguidores comprometidos com Cristo (2Tm 2.2). Em Mateus 28.19,20, o verbo “ir” está conjugado no modo imperativo. Assim, “ide” não é uma sugestão; é um mandamento que. Esse mandamento envolve quatro ações complementares: a) ir, levando o Evangelho a todos; b) fazer discípulos, conduzindo pessoas a um relacionamento genuíno com Cristo; c) batizar, identificando publicamente os novos convertidos com a fé cristã; e d) ensinar, promovendo o crescimento espiritual por meio da Palavra de Deus. A missão se completa quando aqueles que são alcançados pelo Evangelho tornam-se discípulos maduros, obedientes e comprometidos em fazer novos discípulos para a glória de Deus.
 
4. A presença de Cristo garante o sucesso da missão.
Ao encerrar a Grande Comissão com as palavras: “E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20), Jesus assegura que seus discípulos jamais estariam sozinhos diante das perseguições, desafios e dificuldades da obra missionária. A vitória da missão não depende da força humana, mas da presença constante do Senhor que guia, fortalece e sustenta os seus servos. A presença de Cristo e a atuação do Espírito Santo são indispensáveis para que a Grande Comissão seja realizada com fidelidade, poder e frutos para a glória de Deus (Jo 15.5; 14.26; 16.13).
 
 
II. O PAPEL DO ESPÍRITO SANTO NA EXPANSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA
O papel do Espírito Santo na expansão missionária da Igreja é central no plano redentor de Deus. Jesus nunca enviou seus discípulos para cumprir a missão apenas com capacidade humana. Em Atos 1.8, Jesus promete poder aos seus discípulos para que sejam suas “testemunhas até os confins da terra”. A missão da Igreja não avança apenas por estratégias humanas, mas pela capacitação, direção e ação do Espírito Santo, que fortalece os crentes, abre portas para a pregação do Evangelho e convence os pecadores da verdade de Cristo. A expansão missionária é resultado da cooperação da Igreja com a obra poderosa do Espírito Santo.
 
1. O Espírito Santo capacita a Igreja para testemunhar.
O Espírito Santo é o grande capacitador da missão da Igreja. Em Atos 1.8, Jesus deixou claro que o testemunho eficaz dependeria do revestimento de poder vindo do alto, e não apenas da boa vontade ou da capacidade humana. O conhecimento bíblico é indispensável, mas somente a ação do Espírito Santo convence o pecador do pecado, produz novo nascimento e confirma a Palavra com poder (Lc 24.49; Zc 4.6; 1Co 2.4). Foi assim no ministério de Cristo (Lc 4.18) e continua sendo na missão da Igreja. Sem o Espírito Santo, há atividade religiosa. Mas, com o Espírito Santo, há transformação de vidas.
 
2. O Espírito Santo impulsiona a expansão do Evangelho.
A expansão do Evangelho nunca dependeu apenas da capacidade humana, mas da direção e do poder do Espírito Santo. No livro de Atos, por exemplo, vemos o Espírito conduzindo cada etapa da missão: orientando Filipe a evangelizar o eunuco (At 8.29), separando Paulo e Barnabé para a obra missionária (At 13.2-4) e impedindo ou redirecionando seus caminhos conforme a vontade de Deus (At 16.6-10). Jesus apresenta o plano missionário da Igreja (At 1.8): começar em Jerusalém, avançar para a Judeia, alcançar Samaria e chegar até os confins da terra. Esse modelo revela que a missão é progressiva e abrangente para todos os povos.
 
3. O Espírito Santo derruba barreiras humanas e continua agindo hoje.
Em Efésios 2.13-18, Paulo ensina que Cristo removeu a separação entre judeus e gentios, “porque ele é a nossa paz”. Cristo destruiu a parede da separação. A missão não consiste apenas em aumentar o número de membros. Ela existe para reconciliar pessoas com Deus, consigo mesmas e com o próximo (2Co 5.18,19). Mas, não existe missão eficaz sem dependência do Espírito Santo, pois é Ele quem une povos diferentes em um único corpo, o de Cristo (At 10.34-35; Gl 3.28). O mesmo Espírito que operou no Pentecostes continua: Convencendo do pecado (Jo 16.8); salvando vidas e restaurando famílias; chamando missionários; e capacitando a Igreja para evangelizar.


III. ASSUMINDO O COMPROMISSO PESSOAL COM MISSÕES
A missão progride porque Cristo continua reinando, o Espírito Santo permanece capacitando e o mundo cada vez mais necessita do Evangelho. A missão que Cristo confiou à Igreja deve persistir em nossos dias e deve ser assumida por cada crente, no poder do Espírito Santo, até que o Evangelho alcance todas as nações.
 
1. Todo salvo é chamado a testemunhar.
Todo cristão que experimentou a salvação em Cristo recebeu também a responsabilidade de testemunhar do Evangelho. Embora Deus chame alguns para o campo missionário transcultural, todos os salvos são chamados a ser testemunhas de Jesus onde vivem, trabalham, estudam e convivem (Mc 5.19; 1Pe 3.15). A missão começa no cotidiano, quando demonstramos, por palavras e atitudes, a transformação que Cristo operou em nossa vida. Assim, quem vai, quem contribui e quem ora participa igualmente da expansão do Reino de Deus, cumprindo o propósito missionário estabelecido pelo Senhor (Is 6.8; Rm 10.14-15; Fp 4.15-18; Mt 9.37-38).
 
2. Devemos viver como embaixadores de Cristo.
Antes de anunciar o Evangelho com os lábios, o cristão é chamado a anunciá-lo com a própria vida. Ao afirmar: “Somos embaixadores da parte de Cristo” (2Co 5.20), o apóstolo Paulo ensina que representamos o Reino de Deus neste mundo. Um embaixador fala e age em nome daquele que o enviou; da mesma forma, o cristão deve refletir o caráter de Cristo em suas palavras, atitudes e relacionamentos. O testemunho de uma vida santa, íntegra e cheia de amor confirma a mensagem da salvação e dá credibilidade à pregação do Evangelho (Mt 5.16; Fp 2.15; 1Pe 2.12).
 
3. A urgência da missão exige compromisso.
Jesus, certa vez, declarou: “A seara é realmente grande” (Mt 9.37). Ao afirmar isso, o Senhor revelou tanto a imensidão do campo missionário quanto a necessidade de trabalhadores comprometidos com a proclamação da mensagem da salvação. Diante dessa realidade, a questão não é se a missão ainda precisa ser realizada, mas se estamos dispostos a obedecer ao chamado do Senhor. O compromisso com a missão é uma expressão de amor a Cristo e de compaixão pelas almas, demonstrando que a Igreja permanece fiel ao propósito para o qual foi enviada ao mundo (Mt 28.19-20; Rm 10.13-15).
 
4. A missão deve ser realizada no poder do Espírito Santo.
A obra missionária jamais pode ser realizada apenas por esforço humano, estratégias ou recursos materiais. Desde o princípio, Jesus deixou claro que seus discípulos receberiam poder ao descer sobre eles o Espírito Santo para serem suas testemunhas "até aos confins da terra" (At 1.8). É o Espírito quem capacita, dirige, fortalece e confirma a proclamação do Evangelho por meio da Palavra e de sua atuação sobrenatural. Assim como a Igreja Primitiva cumpriu sua missão dependendo da direção e do poder do Espírito (At 13.2-4; 16.6-10), a Igreja de hoje também deve anunciar Cristo na dependência do Espírito Santo, reconhecendo que o crescimento da obra missionária é resultado da ação de Deus e não apenas do esforço humano (Zc 4.6; 1Co 2.4-5).


CONCLUSÃO
A Grande Comissão não foi dada apenas aos apóstolos. Como discípulos de Cristo, somos chamados a anunciar a salvação, fazer discípulos e cooperar com a expansão do Reino de Deus. A missão continua em nós quando: vivemos como testemunhas (Mt 5.16), oramos pelos perdidos, evangelizamos e investimos em missões, reconhecendo sempre nossa dependência para com o Espírito Santo. A pergunta final não é se existe uma missão, mas se estamos participando dela. Que a nossa resposta seja semelhante à de Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8).



 
REFERÊNCIAS
Ø  BARCLAY, William. Comentário Bíblico: Atos dos Apóstolos. Hagnos, 2008.
Ø  PFEIFFER, Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: Os Evangelhos e Atos. Moody Press, 2001.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, 2011.
 

 Por Rede Brasil de Comunicação.





terça-feira, 22 de setembro de 2026

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026






FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS
EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA
Lições Espirituais no Livro de Juízes.









Lição 12
Hora da Revisão

A respeito de “Tempos de Decadência Moral e Maldade”, responda:
 
 
1. O que era uma concubina?
Concubina era uma esposa secundária, com menos direitos.
 
2. O que quer dizer o termo “filhos de Belial”?
Quer dizer homens inúteis, maldosos e sem valor.
 
3. O que ocorre quando os valores absolutos são rejeitados, e Deus é deixado de lado?
O ser humano perde o norte e não encontra segurança nem mesmo entre seus próprios compatriotas (Is 59.14,15; Mt 24.12).
 
4. Qual igreja, no Novo Testamento, tornou-se um triste exemplo de tolerância ao pecado?
A igreja em Corinto.
 
5. Somos advertidos e chamados a quê?
Biblicamente, somos advertidos e chamados a resistir e confrontar a cultura perversa que se levanta contra os padrões divinos.
 


 

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2026






A IGREJA DOS GENTIOS -
Da chamada Missionária à Consolidação
do Evangelho entre os Povos.
 






 

Lição 12
Revisando o Conteúdo

A respeito de “O Evangelho chega ao Coração do Império” responda:    


1. De que forma a condição de prisão domiciliar de Paulo em Roma evidenciou que ele estava limitado fisicamente, mas livre espiritualmente para cumprir sua missão?
Paulo não foi lançado em uma prisão comum, mas colocado em residência vigiada, sob custódia de um soldado. Ainda acorrentado, desfrutava de relativa liberdade para receber pessoas e testemunhar.
 
2. Como Paulo interpretou sua prisão à luz do propósito de Deus, transformando a adversidade em oportunidade para o avanço do Evangelho?
Paulo compreendeu que sua prisão fazia parte do propósito divino. Em vez de desânimo, enxergou oportunidade para o avanço do Evangelho.
 
3. Qual foi o principal motivo apresentado por Paulo aos líderes judeus para explicar por que ele estava preso, e como isso se relaciona com a “esperança de Israel”?
Ao afirmar estar preso “pela esperança de Israel” (v.20), Paulo aponta para a esperança messiânica e a ressurreição (At 23.6; 26.6-8), despertando o interesse dos judeus em ouvir sua posição acerca do “Caminho”.
 
4. Como Paulo anuncia o Reino de Deus aos judeus?
Paulo passa longas horas expondo o Reino de Deus e procurando persuadi-los acerca de Jesus, fundamentando-se na Lei de Moisés e nos Profetas (v.23). Sua pregação é bíblica, paciente e centrada em Cristo.
 
5. De que maneira a rejeição do Evangelho por parte de muitos judeus contribuiu para o avanço da salvação entre os gentios, segundo o desfecho do livro de Atos?
A incredulidade de parte de Israel não frustrou o propósito divino; antes, confirmou o alcance universal do Evangelho.