Vídeo Aula - Pastor Marcelo
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
domingo, 22 de fevereiro de 2026
LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS
2º Trimestre de 2026
No 2º trimestre de 2026 Iniciaremos o Ano Letivo de Lições
Bíblicas Jovens estudando o tema: ENTRE A VERDADE E O ENGANO
– Combatendo Ideologias e Ensinos que se Opõem à Palavra de Deus. O comentarista do
trimestre será o Pr. Eduardo Leandro Alves. Este servo de Deus é pastor na Assembleia de Deus
em Rio Tinto, PB (COMADEP), Doutor e Mestre em Teologia pela Faculdade EST.
Graduado em Teologia pela FTSA, Pós-graduado em Coordenação Pedagógica e
Licenciado em Sociologia. É também comentarista das Lições bíblicas Jovens e
autor dos livros: A Sociedade Brasileira e o Pentecostalismo Clássico; A Prova
da Vossa Fé; e Introdução à Teologia Pentecostal, todos publicados pela CPAD.
Abaixo, você pode
conferir os títulos das 13 lições:
Lição 1 - O Que é uma Ideologia
Lição 2 - A Falácia do Materialismo
Histórico
Lição 3 - A Falácia do Relativismo
Ético-Moral
Lição 4 - A Falácia do Ideologia de
Gênero
Lição 5 - A Falácia do Teologia
Progressista
Lição 6 - A
Falácia do Humanismo
Lição 7 - A
Falácia da Teoria Darwiniana
Lição 8 - A
Falácia do Pragmatismo
Lição 9 - A
Falácia do Ateísmo
Lição
10 - A
Falácia da Teoria do Deísmo
Lição
11 - A
Falácia da Teologia da Prosperidade
Lição
12 - A
Falácia do Triunfalismo
Lição 13 - O Discernimento do Cristão
Você
não vai perder essas
maravilhosas lições, vai??
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
2º Trimestre de 2026
No 2º trimestre de 2026 estudaremos em nossas Escolas Dominicais o
tema: HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO – O Legado de Abraão, Isaque e
Jacó. O comentarista do
trimestre será o Pr. Elinaldo Renovato. Este servo de Deus é Líder da Assembleia
de Deus em Parnamirim-RN, membro da Convenção Estatual de Ministros da Igreja
Evangélica Assembleias de Deus no Rio Grande do Norte (CEMADERN) e membro da
Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). É formado em Teologia
e Mestre em Ciências da Religião, bem como Comentarista das revistas Lições
Bíblica e Autor de diversos livros.
Abaixo, você pode
conferir os títulos das 13 lições:
Lição 1 - Abraão: Seu Chamado e Sua
Jornada de Fé
Lição 2 - A Fé de Abraão nas
Promessas de Deus
Lição 3 - A Impaciência na Espera
do Cumprimento da Promessa
Lição 4 - A Confirmação de Uma
Promessa
Lição 5 - O Juízo contra Sodoma e
Gomorra
Lição
6 - O Nascimento
de Isaque
Lição
7 - Uma
Prova de Fé: A Entrega de Isaque
Lição
8 - Isaque:
Herdeiro da Promessa
Lição
9 - Jacó
e Esaú: Irmãos em Conflito
Lição
10 - A
Experiência Transformadora de Jacó
Lição
11 - Jacó:
De Enganador a Homem de Honra
Lição
12 - A
Reconciliação de Jacó com Esaú
Lição
13 - O
Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó
Venha e traga a sua família!
Você não pode faltar!
QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2026
O Plano Perfeito
A Salvação da Humanidade,
a Mensagem Central das Escrituras.
Lição 8
Hora da Revisão
A respeito de “A Eleição
na Salvação”, responda:
1. Em quem a Eleição bíblica
está fundamentada?
A Eleição bíblica está fundamentada na obra de nosso
Senhor Jesus, o verdadeiro Eleito, e em nossa total entrega a Ele.
2. O que é eleição
corporativa?
É a eleição bíblica para salvar que não diz respeito a
indivíduos, mas a um povo.
3. Como a Eleição se estende
aos gentios?
A eleição se estende aos gentios por meio da pregação
do Evangelho.
4. Quem é o “eleito” em um
sentido único?
Jesus é o “eleito” em um sentido único, pois Ele é o
Cordeiro de Deus, escolhido antes da fundação do mundo para realizar a obra
redentora da salvação (1Pe 1.19,20).
5. Onde a Doutrina Bíblica da
Eleição nos coloca?
A Eleição nos coloca no centro do plano redentor de
Deus, que visa a reconciliação de todas as coisas por meio de Cristo (2Co
5.18-20).
QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2026
A
SANTÍSSIMA TRINDADE -
O Deus Único Revelado em
Três Pessoas Eternas.
Lição 8
Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Deus Espírito Santo” responda:
1. O Espírito não é uma força
impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira
Pessoa da Trindade. Cite três características apresentadas na lição que
confirmam essa verdade.
Ele tem mente, vontade e emoções; pode
ser entristecido; guia, ensina e distribui dons.
2. Cite três dos atributos divinos
do Pai e do Filho que podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo,
apresentados na lição.
Onipotência, Onisciência, Onipresença e
Eternidade.
3. Quais os cinco principais
símbolos representativos do Espírito Santo mostrados na lição?
Fogo, Água, Vento, Óleo e Pomba.
4. Paulo atribui ao Espírito Santo a
ação direta em que episódio?
No episódio da ressurreição de Cristo.
5. Quais são as duas dimensões da
santificação?
Santificação posicional (na conversão)
e progressiva (processo contínuo de transformação).
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
LIÇÃO 8 – O DEUS ESPÍRITO SANTO
Jo
14.25-31
INTRODUÇÃO
Nesta
lição, estudaremos a doutrina bíblica do Deus Espírito Santo, reconhecendo-o
como uma Pessoa Divina, distinta do Pai e do Filho, porém coigual e coeterno
com Eles. Observaremos à luz das Escrituras, que o Espírito Santo não é uma
força impessoal, mas possui atributos Divinos e realiza obras que pertencem
exclusivamente a Deus (At 5.3–4; 1Co 2.10–11). Por fim, analisaremos algumas
doutrinas e interpretações equivocadas que negam ou distorcem a Divindade do
Espírito Santo, refutando-as com base na revelação Bíblica (Mt 28.19; 2Co
13.13).
I. O ESPÍRITO SANTO: DIVINDADE,
PESSOALIDADE E SÍMBOLOS
1.
A Divindade do Espírito Santo.
Quanto
à divindade do Espírito Santo, ressaltamos que as Sagradas Escrituras afirmam,
de maneira clara e inequívoca, que Ele é Deus. Essa verdade é evidenciada tanto
por textos que o apresentam diretamente como Deus (At 5.3–4), quanto por
passagens que lhe atribuem atributos divinos (1Co 2.10–11; Hb 9.14; Sl 139.7) e
obras exclusivas da Divindade, como a criação, a regeneração e a ressurreição
(Gn 1.2; Jo 3.5-6; Rm 8.11). Ainda nesse aspecto, os testemunhos históricos da
Igreja evidenciam uma compreensão contínua da divindade do Espírito Santo,
particularmente confirmada no período patrístico. Em harmonia com a
fundamentação Bíblica e Histórica, a Divindade do Espírito Santo é reafirmada
na Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil, ao registrar que “a
deidade do Espírito Santo é absoluta, pois ‘Espírito Santo’ e ‘Deus’ aparecem
como nomes intercambiáveis nas Escrituras Sagradas. Isso mostra clara e
inconfundivelmente a mesma natureza e uma só substância de ambos” (2Sm 23.2-3;
At 5.3-4; 1Co 3.16) (Soares, 2024, p. 69), trazendo clareza e solidez acerca da
sua Divindade.
2.
A pessoalidade do Espírito Santo.
Reconhecemos
com igual ênfase a Divindade do Espírito Santo quanto a Sua pessoalidade.
Observe que a “Bíblia revela o Espírito Santo como uma pessoa, a terceira
Pessoa da Trindade, pois Ele é Deus. O Espírito Santo possui intelecto;
Ele penetra todas as coisas (1Co 2.10,11) e é inteligente (Rm
8.27). Ele tem emoção, sensibilidade (Ef 4.30) e vontade
(At 16.6-11; 1Co 12.11). Se o intelecto, a emoção e a vontade não
puderem provar a personalidade do Espírito Santo, fica difícil saber o que a
liderança das testemunhas de Jeová entende por personalidade, ou qual a
definição que ela dá a esse termo. As três faculdades: intelecto, emoção
e vontade caracterizam a personalidade” (SOARES, 2024, p. 123). Também
é fundamental reconhecer que, como pessoa, o Espírito Santo não apenas age, mas
também reage, aprovando ou reprovando a conduta dos homens, uma faculdade
própria de quem é dotado da prerrogativa da pessoalidade (At 10.19,21; At 5.3;
At 7.51; Ef 4.30; Mt 12.29-31).
3.
Os Símbolos do Espírito Santo.
Nas
Escrituras, diversos elementos prefiguram ou revelam as obras do Espírito Santo
em Sua missão gloriosa. Ele é representado como “Pomba”, simbolizando pureza,
mansidão e manifestação pacífica (Mt 3.16; Lc 3.22); como “Fogo”, indicando
santificação, purificação, poder e a presença marcante de Deus (At 2.3; Lv
9.24; Mt 3.11); como “Vento” ou “Sopro”, que revela Sua invisibilidade,
liberdade e ação soberana (Jo 3.8; At 2.2); como “Água”, expressando vida,
purificação e regeneração espiritual (Jo 7.37-39; Ez 36.25-27); e como “Óleo”
ou “Unção”, simbolizando consagração, capacitação e santificação, uma vez que o
Espírito unge e fortalece os crentes (1Jo 2.20,27; Êx 30.22-33). Ainda que
representado por símbolos, o Espírito Santo continua possuindo intelecto,
vontade e emoções (elementos típicos da pessoalidade). Na
verdade, os símbolos do Espírito Santo não devem ser confundidos com Sua
natureza, pois cada um deles recorre a elementos da criação (água, fogo, vento,
etc.) para ilustrar aspectos de suas ações e obras poderosas (Gn 1.2).
II. HERESIAS SOBRE A PESSOA DO
ESPÍRITO SANTO
1.
Heresia quanto à Divindade e a Pessoalidade. “O movimento das Testemunhas de Jeová nega a divindade e a
personalidade do Espírito Santo. Seus líderes alegam que o fato de o Espírito
Santo falar, ensinar, dar testemunhos, ouvir, etc. não prova que Ele tenha
personalidade, mas que se trata apenas de figura de linguagem” (SOARES, 2006,
p. 126). Neste mesmo sentido, eles afirmam: “Quanto ao ‘Espírito Santo’, a
suposta terceira Pessoa da Trindade, já vimos que não se trata de uma pessoa,
mas da força ativa de Deus” (SOARES, 2006, p. 126). Tais considerações são
apresentadas de equivocadas ao serem interpretadas pela própria Bíblia Sagrada.
Sendo assim, é importante refletir sobre as seguintes questões a respeito do
Espírito Santo: 1) Se a Bíblia afirma que o Espírito Santo ensina (Jo
14.26), como esse ensino poderia acontecer sem inteligência, intenção e
comunicação consciente, características próprias de uma pessoa? 2)
Quando se diz que o Espírito Santo fala às igrejas (Ap 2.7,11,17), como negar
que Ele tenha voz, mensagem e autoridade pessoal? 3) Da mesma forma, ao
afirmar que o Espírito Santo guia os filhos de Deus (Rm 8.14; Gl 5.18), fica
evidente que isso envolve discernimento, direção intencional e um
relacionamento pessoal. 4) Além disso, quando o Espírito Santo clama
“Aba, Pai” em nossos corações (Gl 4.6), vemos uma ação claramente relacional e
consciente, típica de um ser pessoal. 5) Por fim, como o Espírito Santo
poderia convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7–8) sem
consciência moral e capacidade de julgamento? Dessa forma, fica tão claro
quanto a luz do dia que o Espírito Santo é uma Pessoa Divina.
2.
Heresia quanto à distinção de natureza e grau.
Quando
dizemos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, isso
não quer dizer que Ele seja inferior ao Pai e ao Filho. O Espírito Santo tem o
mesmo poder e a mesma essência que o Pai e o Filho. A expressão “terceira
pessoa” não indica hierarquia, mas apenas segue a forma como a Bíblia
apresenta a Trindade, especialmente em Mateus 28.19, onde aparecem o Pai, o
Filho e o Espírito Santo. Ou seja, Deus foi se revelando aos poucos ao longo da
história: primeiro o Pai ficou mais conhecido, depois o Filho, e mais tarde o
Espírito Santo. Nos primeiros séculos da Igreja, muitos tentaram explicar esse
mistério usando a razão humana e as ideias filosóficas da época, ocasião em que
surgiu o chamado subordinacionismo, que ensinava, de forma
equivocada, que o Filho e o Espírito Santo eram inferiores ao Pai. Esse ensino
foi rejeitado pela Igreja, pois a fé cristã reconhecia que Pai, Filho e
Espírito Santo são iguais em natureza e glória.
3.
Heresia quanto à confusão entre as Pessoas da Trindade.
O
ensino equivocado do modalismo sustenta a ideia de que “Deus é uma só Pessoa
que se revela ora como Pai, ora como Filho e ora como Espírito Santo, negando
assim a distinção real e eterna entre as Pessoas da Trindade” (Soares, 2006, p.
85). Tal interpretação distorcida tem levado muitos ao erro, pois afirma que
não há coexistência pessoal na Trindade. De acordo com essa doutrina, “o Pai é
o próprio Filho, e o Filho é o próprio Espírito Santo; trata-se apenas de nomes
diferentes atribuídos ao mesmo Deus em épocas distintas” (Soares, 2006, p. 86).
Em oposição direta a esse pensamento, a Bíblica apresenta de forma consistente
a distinção entre as Pessoas da Trindade. Por exemplo, na promessa do
Consolador (Jo 16.7) fica claro que o Filho e o Espírito não são a mesma
Pessoa. Do mesmo modo, no ensino acerca da blasfêmia contra o Espírito Santo,
Jesus diferencia explicitamente Sua própria Pessoa da Pessoa do Espírito (Mt
12.32). Assim, fica evidente que o Espírito Santo é uma Pessoa Divina distinta,
dotada de identidade própria e atuação específica, em perfeita unidade de
natureza e atributos com o Pai e o Filho.
III. A IGUALDADE ENTRE AS PESSOAS DA
TRINDADE
1.
As três pessoas da Trindade são iguais.
O
livro “Protopentecoste: Ações do Espírito Santo no Antigo Testamento” comenta
que: “É sempre relevante destacar que as três Pessoas da Trindade são iguais e
não há entre elas primeiro, segundo e terceiro [não existe a ideia do
subordinacionismo ou hierarquismo] assim como está no Credo de Atanásio: ‘E,
nessa trindade, não existe primeiro nem último; maior nem menor. Mas as três
Pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas’. Existem diversos
textos em que o Espírito Santo é citado na Trindade como a primeira pessoa (Is
61.1; Lc 1.35; 4.18a; Jo 14.26; 15.26; 1Co 12.4-6; Ef 4.4-6; Jd 1.20,21); em
outros, como a segunda pessoa (Mt 3.16,17; 1Co 2.11,12; 12.12,13; Gl 4.6; Fp 3.3;
Hb 9.14; 1Pe 1.2; Jd 1.17-19); e em outros, como a terceira pessoa (Mt 28.19;
Jo 14.16; At 10.38; 2Co 13.13; 1Jo 5.7). “Logo, o Espírito Santo é da mesma
substância, da mesma espécie, de mesmo poder e glória do Pai e do Filho”. Deus
é uno e, ao mesmo tempo, triúno (Gn 1.1,26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1Jo 5.7). O
Pai, o Filho e o Espírito são três divinas e distintas Pessoas da Trindade que
são co-eternas e iguais entre si” (Barreto, 2024, p. 160).
2.
A terminologia “Terceira Pessoa da Trindade” para o Espírito Santo é meramente
didática.
A
obra “A Adoração ao Espírito Santo: Uma Abordagem Bíblica, histórica e
Teológica no Contexto da Trindade” nos diz que: “[…] por razões históricas e
teológicas […] opto por utilizar a expressão: “O Espírito Santo é uma das
Pessoas da Trindade”. Dessa forma, evito qualquer possível associação com o pneumatomaquismo,
subordinacionismo ou hierarquismo, visões que
apresentam o Espírito Santo como um ser criado ou um poder subordinado. Embora
reconheça que a terminologia tradicional “Terceira Pessoa da Trindade”,
utilizada por “nossos pais”, tenha fins meramente didáticos, prefiro afirmar
que o “Espírito Santo é uma das Pessoas da Trindade”, em vez de dizer que Ele é
a “Terceira Pessoa da Trindade” (Barreto, 2025, p. 79).
3.
A Consubstancialidade e Unidade Essencial na Trindade.
A
igualdade trinitária fundamenta-se na doutrina da consubstancialidade (o
termo teológico homoousios), que afirma que o Pai, o Filho e o Espírito
Santo compartilham a mesma essência divina. Não há divisões de poder ou de
natureza; a distinção entre as Pessoas é exclusivamente relacional e não de
“status” ou substância. Assim, ao adorarmos a uma das Pessoas, adoramos a Deus
em Sua totalidade, pois o Espírito Santo não possui “menos” divindade que o
Pai, nem o Filho é “posterior” a Ele em existência. A unidade de Deus é
preservada na diversidade das Pessoas, garantindo que a Trindade seja um só
Deus em eterna e perfeita comunhão.
CONCLUSÃO
É
essencial compreender que a Trindade é inseparável em Glória. Embora existam
distinções pessoais entre Pai, o Filho e o Espírito, não há desigualdade quanto
à natureza ou dignidade. A missão do Espírito de glorificar o filho (Jo 16.14)
não deve ser interpretada como sinal de subordinação ontológica, mas como
expressão de comunhão eterna e da perfeita harmonia entre as pessoas divinas na
obra da redenção (Barreto, 2025, p. 64).
REFERÊNCIAS
Ø SOARES, Esequias [Org.]. Declaração
de Fé das Assembleias de Deus. CPAD, 2017.
Ø SOARES, Esequias. Heresias e
Modismos: Uma Análise Crítica das Sutilezas de SATANÁS. CPAD, 2006.
Ø SOARES, Esequias. Em Defesa da
Fé Cristã: Combatendo as Antigas Heresias que se Apresentam Com Nova
Aparência. CPAD, 2024.
Ø BARRETO, Alessandro. Protopentecoste:
Ações do Espírito Santo no Antigo Testamento. Editora Bereia Acadêmica,
2025.
Ø BARRETO, Alessandro. A adoração
ao Espírito Santo: Uma Abordagem Bíblica, Histórica e Teológica no
Contexto da Trindade. Editora Bereia Acadêmica, 2025.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2026
Lição 7
Hora da Revisão
A respeito de “O Espírito
Santo que Regenera e Santifica”, responda:
1. Como é caracterizada a vida
sem Cristo?
A vida sem Cristo é caracterizada por uma separação de
Deus, sujeita à ira divina.
2. Qual é a única razão pela
qual passamos da morte para a vida?
A graça de Deus é a única razão pela qual passamos da
morte para a vida.
3. O que são as obras da Lei?
As ‘obras da lei’ são aquelas ações que os judeus
realizavam para tentar cumprir a Lei de Moisés, buscando justificar-se diante
de Deus por meio de seus próprios esforços.
4. O que são as obras da
Graça?
As “obras da graça” são aquelas que surgem como fruto
da salvação que já recebemos por meio da graça. Essas obras são as evidências
da transformação que a graça de Deus opera em nossas vidas.
5. Em relação ao amor, o que a
Graça de Deus nos ensina?
A graça de Deus nos ensina a amar, não apenas aqueles
que nos amam, mas também nossos inimigos.
QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2026
A SANTÍSSIMA TRINDADE -
O Deus Único Revelado em
Três Pessoas Eternas.
Lição 7
Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Obra do Filho” responda:
1. De acordo com a lição, o que
significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa
renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.
2. A Obra Redentora do Filho está
fundamentada em quê, e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa
de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.
3. Por que o sacerdócio levítico foi
substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era
imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.
4. O que a exaltação de Cristo ao
voltar para o Céu e assentar-se no trono, garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e
intercessão contínua de Cristo.
5. O nome de Jesus é um símbolo de
fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor
delegou à Igreja o uso de Seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as
forças do mal.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
LIÇÃO 7 – A OBRA DO FILHO
Fp
2.5-11; Hb 9.24-28
INTRODUÇÃO
Nesta
lição, estudaremos a obra do Filho em três dimensões inseparáveis: Humilhação,
Redenção e Exaltação. Veremos que na Humilhação, Cristo, sendo Deus,
esvaziou-se voluntariamente, assumiu a forma de Servo e obedeceu até a morte de
cruz (Fp 2.6–8). Pontuaremos que na Redenção, satisfez a justiça divina, expiou
os pecados como Cordeiro perfeito e venceu o pecado e a morte (Is 53; Hb 9.28;
1Co 15.55–57). E por fim, na Exaltação, foi ressuscitado e exaltado pelo Pai,
recebendo o nome acima de todo nome, para que toda a criação o adore (Fp
2.9–11; At 2.33).
I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA ENCARNAÇÃO
1.
A etimologia do termo.
A
expressão “encarnação”, ou seja, a humilhação voluntária do
Filho, é utilizada pelos teólogos para indicar que Jesus, o Filho de Deus,
assumiu a forma de carne humana. Encarnar significa: fazer-se carne, fazer-se
homem, tornar-se humano, revestir-se de carne. A encarnação do Verbo consiste
no autoesvaziamento de Cristo, termo traduzido do grego ekenōsen,
que significa: “esvaziar, humilhar-se voluntariamente, neutralizar,
anular-se, despir-se de uma dignidade justa, descendo a uma condição inferior”.
A encarnação afirma, de modo específico, a plena humanidade de Jesus. O termo
encarnação significa literalmente “o ato de ser feito carne” (Jo
1.14). O apóstolo Paulo explica essa verdade de maneira clara e profunda (Fp
2.5-8). Sem a encarnação, Cristo não poderia realmente morrer; e, se Ele não
pudesse morrer, a cruz perderia o seu sentido redentor. Por isso, o escritor
aos Hebreus afirma: “Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e
oferta não quiseste, mas corpo me preparaste” (Hb 10.5).
II. A ENCARNAÇÃO DO VERBO E O
AUTOESVAZIAMENTO
Certa
vez, o evangelista Billy Graham afirmou com propriedade: “O maior
acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, mas Deus descer
e pisar na terra”. A encarnação de Jesus [o autoesvaziamento de sua
glória] é maravilhosa em todos os seus aspectos, comprovando que Ele é o
personagem mais importante da história da humanidade. Na encarnação, o Deus
eterno fez-se carne; o Senhor tornou-se súdito; o Divino fez-se humano; o
Imortal fez-se barro; o Rei tornou-se carpinteiro; o Criador fez-se criatura; a
Água teve sede; o Pão sentiu fome; o Forte experimentou cansaço; o Guarda
eterno dormiu; o Consolador chorou; a Alegria sentiu tristeza; a Vida
entregou-se à morte; e o Deus inacessível habitou entre nós (Jo 1.14; Fp
2.5-11).
1.
A encarnação: Deus habitando entre nós.
A
encarnação de Jesus foi o próprio Deus vindo habitar entre os homens (Jo
1.14b). O nome Emanuel, que o próprio evangelista traduz por “Deus
conosco” (Mt 1.23), expressa claramente essa verdade. As Escrituras
confirmam esse mistério: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo
1.14); “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is
9.6); “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome
Emanuel” (Is 7.14); e, “Porque nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo “habitar”, em João 1.14,
deriva do grego skenóō, que significa “armar tenda, tabernacular”. Essa
expressão aponta para o caráter da habitação do Verbo em carne. Já em
Colossenses 2.9, Paulo utiliza o verbo katoikéō, que indica uma
habitação permanente, afirmando que toda a plenitude da divindade reside em
Cristo.
2.
A encarnação e a autorrenúncia.
A
doutrina da autorrenúncia ensina que Jesus, ao assumir a natureza humana, não
deixou de ser Deus, pois não se esvaziou de sua divindade (Fp 2.7–8). Como bem
afirmou um teólogo: “Quando Jesus desceu à terra, não deixou de ser Deus;
e quando voltou ao céu, não deixou de ser homem”. A encarnação do Verbo
não é apenas um conceito teológico ligado à união hipostática [a dupla
natureza: divina e humana], mas um dos maiores mistérios das Escrituras
Sagradas, sem o qual a redenção seria impossível. Em sua humanidade, Jesus
participou plenamente de nossas limitações físicas e emocionais: “Manteiga
e mel comerá, até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Is 7.15);
“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos
homens” (Lc 2.40,52). A Declaração de Fé das Assembleias de Deus afirma
que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, concebido pelo Espírito
Santo no ventre da virgem Maria (Soares [Org.], 2016, p. 59).
3.
A encarnação excede o entendimento humano.
A
encarnação de Jesus é fruto da atuação conjunta da Trindade: do Espírito Santo,
do poder do Pai e da santidade do Filho (Lc 1.35). Trata-se de um mistério que
ultrapassa a razão humana, mas que pode ser plenamente aceito pela fé. Por meio
desse milagre, Cristo veio em semelhança de carne (Rm 8.3), tornou-se
descendência de Abraão (Hb 2.16) e foi feito semelhante aos irmãos em tudo (Hb
2.17).
4.
A encarnação e a mediação.
Ao
participar da carne e do sangue, Jesus tornou-se plenamente apto para ser o
Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Deus lhe preparou um corpo humano
(Hb 10.5), dotado de carne e ossos (Lc 24.39). A encarnação é também o critério
bíblico para distinguir a verdadeira fé cristã do espírito do anticristo (1Jo
4.2-3).
III. A NATUREZA HUMANA DO VERBO
ENCARNADO
De
forma voluntária, o Senhor Jesus Cristo não utilizou da glória que possuía
junto ao Pai (Jo 17.5), sujeitando-se às limitações humanas, para realizar a
obra da redenção (Fp 2.5-8). Vejamos:
1.
A plena humanidade de Jesus.
O
Novo Testamento afirma que Jesus nasceu de mulher (Gl 4.4), cresceu fisicamente
(Lc 2.52), dormiu, sentiu fome, sede, cansaço, chorou, alegrou-se, foi tentado
e viveu todas as experiências próprias da condição humana, sem pecado.
2.
O Verbo encarnado.
O
Verbo eterno “se fez carne” (Jo 1.14). Esse milagre fundamenta a essência do
Evangelho: Deus introduziu o seu Primogênito no mundo (Hb 1.6), tornando-o
semelhante aos homens, para que fosse o Mediador e o fiel Sumo Sacerdote (Hb
2.17).
3.
Jesus é chamado de homem.
A
Bíblia registra duas genealogias de Jesus e o chama explicitamente de homem (At
2.22; Jo 19.5; 8.40; 1Tm 2.5), ressaltando a realidade de sua encarnação.
4.
O Filho do Homem. A expressão “Filho
do Homem” aparece com frequência nos evangelhos, destacando a humanidade de
Cristo. Ele nasceu, cresceu, trabalhou como carpinteiro, experimentou emoções
humanas, sofreu, foi tentado e morreu como verdadeiro homem.
IV. OS PROPÓSITOS DA ENCARNAÇÃO DO
VERBO
Há
inúmeros propósitos na vinda de Jesus a este mundo: a) prover um
sacrifício efetivo pelo pecado (Hb 10.1-10); b) demonstrar a glória de
Deus (Jo 1.14; Lc 2.14); c) cumprir o decreto de Deus (Gl 4.4); d) ser
o mediador entre Deus e os homens (Hb 12.24; 1Tm 2.5); e, e) trazer paz
aos homens na terra (Lc 2.14b; Ef 2.14-16). Podemos pontuar outros quatro
propósitos da encarnação de Jesus:
- Revelar Deus ao homem (Jo 1.18; 14.7-11). Jesus é a “expressão exata” do ser de Deus (Hb 1.3). A encarnação nos revela Deus pessoalmente, daí Jesus ser chamado “Emanuel”, ou seja, “Deus conosco” (Mt 1.23). O Deus transcendente também é imanente (inerente, inseparável) e acessível. A divindade de Jesus em sua humanidade é a chave para o conhecimento íntimo de Deus. Cristo revelou para nós o Deus invisível (Jo 1.18; 1Tm 1.17; Cl 1.15; 19).
- Destruir as obras do diabo. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8).
- Tornar possível a morte do Redentor. Sem a encarnação, o Verbo não poderia morrer, porque Deus não é passível de morte (Hb 2.9).
- Ser o nosso sumo sacerdote (Hb 4.14-16). Jesus viveu como homem, por isso se compadece e intercede por nós a Deus.
V. CONTRASTE ENTRE O SACERDÓCIO
LEVÍTICO E O DE CRISTO
Hebreus
9.24–28 pode ser dividido em quatro temas principais, nos quais o autor
estabelece um contraste claro entre o sacerdócio levítico e o sacerdócio de
Cristo:
- Superioridade do santuário celestial (v. 24). Cristo não entrou em um santuário terreno, que era apenas cópia e figura do verdadeiro, mas adentrou o próprio céu, a fim de comparecer agora diante de Deus em nosso favor, exercendo perfeita intercessão.
- Unicidade do sacrifício (vv. 25-26). Diferentemente do sumo sacerdote levítico, que oferecia anualmente sangue alheio, Cristo ofereceu a si mesmo uma única vez por todas, no fim dos tempos, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo.
- Analogia com a morte humana (v. 27). Assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo, também Cristo morreu uma única vez, com o propósito de remover os pecados de muitos.
- Segunda vinda para salvação (v. 28). Cristo aparecerá pela segunda vez, não para tratar do pecado, mas para conceder plena salvação àqueles que o aguardam com fé.
CONCLUSÃO
A tentativa gnóstica/docetista de negar as naturezas
de Cristo continuam a ser defendidas por grupos heterodoxos em nossos dias, e
por isso, precisamos estar preparados para defender com sabedoria a nossa fé.
REFERÊNCIAS
Ø ANDRADE,
Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø BAPTISTA,
Douglas. A Santíssima Trindade: o Deus único revelado em três
pessoas eternas. CPAD.
Ø MCGRATH,
Alister E. Teologia sistemática, Histórica e Filosófica. SHEDD.
Ø OLSON,
Roger. História da teologia cristã. VIDA.
Ø SILVA,
Esequias Soares da. Em defesa da fé Cristã. CPAD.
Por
Rede Brasil de Comunicação.
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