sexta-feira, 8 de novembro de 2013

LIÇÃO 06 – O EXEMPLO PESSOAL NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS



Pv 4.1-9



INTRODUÇÃO
Veremos nesta lição o conceito de educação e ensino, a prática do ensino nas Escrituras, e como devemos educar nossos filhos na disciplina do Senhor. Analisaremos ainda, que a falta de exemplo dos pais é prejudicial aos filhos e quais as recomendações bíblicas de como criar os filhos no temor do Senhor.


I – DEFINIÇÃO DE EDUCAÇÃO E ENSINO
O Aurélio define a palavra educação como: “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral”. Ainda a palavra educação significa: “o desenvolvimento e o cultivo sistemático das capacidades naturais, por meio do ensino, do exemplo e da prática”. No sentido bíblico, porém, o processo da educação combina-se com os “princípios espirituais que, segundo se espera, emprestam poder e significado aos ensinos que transcendem os meios intelectuais normais e os meios humanos práticos” (CHAMPLIN, 2004, p. 268).
Nas páginas das Escrituras encontramos vários termos equivalentes ao ato de ensinar. Vejamos: Paideuõ “instruir, treinar”, Didasko (Mt 4.23; 9.35; Rm12.7) “dar instrução”, Didaktos (Jo 6.45; 1Co 2.13) “aquilo que pode ser ensinado”, Didaké “ensino”, Didaskalia (1Co4.17; 1Tm 2.12; 4.11) “instrução” Didaskalós (Mt 8.19; Mc 4.38) “mestre, professor”, Didaskein “ensino”.


II – A PRÁTICA DO ENSINO NAS ESCRITURAS
A educação Cristã tem como base o próprio Deus e a Sua Palavra (Lv 20.26; Dt 32.4; Sl 119.9; Jo 17.17). Tomando como referência a definição de educação dada a princípio, é possível afirmar que a educação cristã “é o desenvolvimento, aperfeiçoamento, cultivo e refinamento do caráter do indivíduo a partir de todos os princípios exarados nas Escrituras Sagradas, nossa única regra de fé e prática”. Tal missão foi entregue também aos pais, que são os aios (pedagogos) dos filhos. Em toda a Bíblia vemos que Deus delega aos pais à educação espiritual de seus filhos. Estes eram os responsáveis por reproduzirem e perpetuarem os princípios divinos na formação do caráter das crianças de geração em geração. Vejamos:

2.1 No Antigo Testamento. Um texto básico nas páginas do AT, em que Deus delega aos pais a missão de educar os seus filhos é (Dt 6). Esse texto começa falando sobre os mandamentos, os estatutos e os juízos que o Senhor deu a Moisés para que este os ensinasse aos filhos de Israel “a fim de eles temessem a Deus” (Dt 6.1,2). Logo após, Deus diz que a prosperidade de Israel dependeria da obediência a tais mandamentos (Dt 6.3). Em Dt 6.6, o Senhor diz que suas palavras deveriam encontrar guarida nos corações dos israelitas. Todas as áreas do ser do judeu deveria estar permeada com a Lei do Senhor. Mas é no versículo 7 que encontramos a missão da educação espiritual sendo dada aos pais: “e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. Analisemos mais detalhadamente esse versículo:

·        “E AS INTIMARÁS”. Essa palavra vem do hebraico “sanan”, e significa “inculcar, ensinar, afiar e aguçar”. Ela possui algumas aplicações, mas nesse texto a ideia é a de que, assim como as palavras são gravadas em tábuas de pedra com um objeto agudo, assim também a Lei deveria ser impressa no coração dos filhos a cada geração, e isso de forma contínua, incansável e incondicional; para isto se fazia necessário que os pais a ensinassem: “e delas falarás”.
·      “FALARÁS ASSENTADO EM TUA CASA”. A palavra “casa” nesse texto vem do hebraico bayth”, e significa “casa, habitação ou edificação na qual vive uma família” (Dt 20.5), mas também “pode se referir à própria família” (Gn 15.2; Js 7.14; 24.15). O que Deus está dizendo é que o principal local de ensinamento das verdades espirituais é o seio familiar, é o lar. Eis a importância do culto doméstico. É nele que as verdades da Palavra de Deus serão inculcadas nas crianças, que jamais esquecerão dos momentos devocionais que desfrutaram com os pais. É através do culto doméstico que brechas espirituais são fechadas na família e toda e qualquer atuação maligna é repreendida pelo Senhor;

Outro texto bastante conhecido no AT que trata da educação espiritual dos filhos é Pv 22.6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer não se desviará dele”. Vejamos:
·         “INSTRUI”. Esta palavra vem do hebraico “hanakh”, e significa “iniciar, disciplinar, consagrar, instruir, educar e ensinar”. Quando os pais instruem os filhos na Lei de Deus, eles estão na realidade, dedicando-os, consagrando-os ao Senhor;
·         “NO CAMINHO”. A palavra caminho no hebraico é derekh”, que deriva do verbo darakh”. Essa palavra pode se referir a um caminho ou estrada físicos (Gn 3.24; Nm 22.23) ou uma viagem por uma estrada (Gn 30.36; Ex 5.3). No entanto, esta palavra é usada com mais frequência de maneira metafórica para se referir a caminhos da vida de uma pessoa, sugerindo o padrão de vida (Pv 3.6); a vida obediente (Dt 8.6); a vida de retidão (II Sm 22.22). Cabe aos pais ensinarem o caminho da vida aos filhos;
·         “NÃO SE DESVIARÁ”. O verbo desviar-se deriva do hebraico sur”, e significa: “afastar-se, ir embora, desertar, manter distante”. A maioria das aplicações dessa palavra aponta para desvios espirituais (Jz 16.19; Dt 11.16; I Sm 12.20; Sl 14.13). O que o sábio Salomão está dizendo é que quando a criança é instruída devidamente pelos pais no caminho correto, ela não haverá de se desviar de tal instrução, e nem a esquecerá, pois, à luz de (Dt 6.7), ela foi impressa de forma inapagável no seu ser.

2.2 Em o Novo Testamento. O maior exemplo de educação cristã no NT é o do próprio Jesus. Ele foi instruído de tal forma pelos seus pais que se percebia o seu crescimento em todas as esferas, tanto secular quanto espiritual (Lc 2.52). Ele também frequentava as sinagogas a fim de aprender a Lei do Senhor com os rabinos (Lc 2.46). Isso nos traz a lição de que os pais devem instruir os seus filhos dentro de casa, mas também não podem deixar de levá-los ao Templo do Senhor, especialmente para os trabalhos de Círculo de Oração Infantil e Escola Bíblica Dominical.


III - EDUCANDO OS FILHOS COM DISCIPLINA
Numa sociedade tão liberal e permissiva como a nossa, a palavra disciplina não soa tão bem. Afinal de contas, segundo o que se prega hoje fora da igreja, todos são livres para fazer o que desejam, e ninguém pode impor limites à liberdade alheia, ainda que isso signifique libertinagem. Tal conceito tem atingido em cheio os lares. Por um lado, pais que têm medo de insistir com seus filhos; por outro, filhos que desconhecem limites. Vejamos:
·   Disciplina significa treinamento para agir de acordo com regras estabelecidas (Pv. 22.15). Os filhos precisam aprender que em todos os segmentos existem regras, normas, horários que devem ser cumpridos;
·       Disciplina significa correção. O texto de Ap. 3.19 mostra o relacionamento de Jesus com uma igreja rebelde. Mas, apesar de ser rebelde, Ele a amava e, por isso, a corrigia;
·         Disciplina significa imposição de limites (Pv. 25.28). Qualquer liberdade sem limite é prejudicial. É preciso que se estabeleçam limites, e que estes sejam reconhecidos por todos.
·     Disciplina tem resultados positivos. A correta e firme disciplina trará sabedoria aos filhos, descanso aos pais (Pv. 29. 15-17), e livrará do inferno (Pv. 23.13-14).


IV - A FALTA DE EXEMPLOS CORRETOS NO LAR CONDUZ OS FILHOS A REBELDIA
·    Noé. Entregou-se sem limites ao vinho, ignorando a sua (família) (Gn. 9.21,22). Faltou em Noé a vigilância necessária para não tropeçar (Mc. 13.33; Sl. 42.7). Os pais devem ser exemplo para os seus filhos (II Cr. 26.3,4; Ez. 16.44; I Tm. 4.12). A falta de prudência, leva à tentação (Tg. 1.13-15);
·       Abraão. Devido a fome que sobreveio a terra de Canaã, Abraão desceu ao Egito e mentiu, negando que Sara era sua esposa. Anos mais tarde, Isaque, quando estava na terra de Gerar, mentiu igualmente a Abraão (compare Gn 12 com Gn 26);
·         Davi. O rei passeava pelo seu eirado quando deveria estar à frente do seu exército em Rabá (II Sm. 11.1,2). O pecado de Davi foi reproduzido em escalas maiores por seu filho Absalão (II Sm 16.21,22).


V - RECOMENDAÇÕES BÍBLICAS DE COMO CRIAR OS FILHOS
·         Escondendo seus filhos em casa, como Joquebede (Êx. 2.1,2) e orientando seus filhos, como Eunice (I Tm. 4.5);
·        Levando seus filhos para a casa do Senhor, como Ana (I Sm 1. 20-24) e criando na disciplina do Senhor (Ef. 6.4);
·         Instruindo seus filhos, como recomendou Salomão (Pv. 22.6) e não descuidando, como Eli (I Sm. 2.12, 22, 23);
·         Lendo a Bíblia com a família (Js. 1. 8; Sl.119. 11; 119.170) e orando com eles (At. 10. 30, 31; Ef. 6. 18);
·         Levando a família à casa de Deus (Gn. 35. 1, 3) e dedicando seus filhos a Deus (I Sm 1.28; Lc 2.22);
·         Ensinando seus filhos a temer ao Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniquidade (I Cr 28.9);
·         Ensinando seus filhos a obedecerem aos pais (Dt 8.5; Pv 3.11,12; 13.24; 23.13,14; 29.15,17; Hb 12.7);
·         Protegendo seus filhos da influência pecaminosa(Pv 2.15-17; 13.20);
·         Levando seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em Cristo, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14);
·         Motivando seus filhos a permanecerem separados do mundo (II Co 6.14-7.1; Tg 4.4);
·         Instruindo seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras (Dt 4.9; 6.5,7; I Tm 4.6; II Tm 3.15).


CONCLUSÃO
No livro de Provérbios, em especial no capítulo 4, podemos ver o cuidado, a preocupação com a educação. Educar é cuidar, instruir. Neste livro encontramos vários textos os quais nos ensinam que a sabedoria não é inata, mas é algo a ser construído e transmitido pelos pais. Cabe aos pais testemunharem aos filhos os feitos do Senhor (SI 78.5). A história era passada de pai para filho e o objetivo era ensinar às gerações futuras a fim de que não cometessem os erros dos seus descendentes no passado (SI 78.8). Em Deuteronômio 6.7 fica claro que o ensino deveria ser através do exemplo. Os filhos deveriam ver e conhecer a Deus por intermédio das atitudes dos pais é o que chamamos de "aprendizagem pelo exemplo". 


REFERÊNCIAS
·         STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
·         CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS. 


Por Rede Brasil de Comunicação


sábado, 2 de novembro de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2013

                          

                            Sabedoria de Deus para uma Vida vitoriosa
                                 A Atualidade de Provérbios e Eclesiastes
                                



 Lição 05

1. Dependendo do contexto em que são faladas, e por quem são pronunciadas, o que as palavras podem fazer? Dê um exemplo.
R. Podem matar uma pessoa. Por exemplo, na vida conjugal quando o cônjuge ofende e magoa o outro através das palavras.

2. Segundo a tradução do termo hebraico batah, o que significa tagarela?
R. Pessoa que fala irrefletida e impensadamente.

3. Qual atitude o Senhor abomina segundo o livro de Provérbios?
R. A maledicência ou a contenda entre irmãos.

4. Como servos de Deus, o que somos desafiados a fazer com nossas palavras?
R. Usá-las como um meio para ajudar nossos irmãos.

5. Se por um lado, em Provérbios, Salomão se referiu aos discípulos, a quem Tiago se dirigiu
R. Aos mestres, aqueles que labutam no ensino.


QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2013

                         
                             
                            Sabedoria de Deus para uma Vida vitoriosa
                                A Atualidade de Provérbios e Eclesiastes
                                



 Lição 04

1. Defina o termo fiador.
R. Aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança.

2. Por que devemos ter cuidado com o cartão de crédito e com o cheque emprestado?
R. Porque se não houver fundos para cobrir os valores a pessoa será enquadrada na lista de emitentes de cheques sem fundo.

3. Em que à cobrança abusiva de juros, qual princípio deveria ser observado pela nação israelita?
R. O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos.

4. O dinheiro é realmente o único valor que conta? Por quê?
R. O dinheiro não é o único valor que  realmente conta, pois “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6).

5. Para o sábio, a sabedoria era um bem espiritual muito superior ao dinheiro. Por quê?
R. Porque, para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia.


PENAS AO VENTO


 Conta-se que, num tempo e lugar distantes daqui, um jovem levantou falso testemunho, inventando uma história repleta de meias verdades sobre uma pessoa inocente. A fofoca se espalhou rapidamente e começou a prejudicar a vítima. 
            Ocorre que ao ver os danos causados, o jovem se arrependeu e procurou um velho sacerdote para conversar e pedir orientação. O sábio o atendeu calmamente, ouvindo cada uma de suas palavras. Ao final disse:
 - Você está realmente arrependido deste ato? 
 O jovem rapidamente respondeu que sim e que inclusive já havia pedido perdão à pessoa que injustamente havia acusado.
             – Bem,  respondeu o confessor, então peço que você faça o seguinte:
 - Você vai pegar um travesseiro de penas, subir em um alto da montanha e soltar as penas ao vento.
 – Só isso? Admirou-se o rapaz.
 – Sim. Depois volte aqui.
No dia seguinte o jovem voltou muito satisfeito. Então o sacerdote disse:
 – Agora você está preparado para cumprir a outra parte. Volte à planície e recolha todas as penas novamente no travesseiro e venha me mostrar.
 O jovem olhou sem entender e disse:
 - Mas isso é impossível.
 - Justamente. Da mesma forma é impossível reparar a fofoca, a mentira, falso testemunho. Apenas porque a misericórdia de Deus é infinita, você poderá receber o perdão. Mas o mal que você provocou ficará pairando sempre, como penas ao vento. Pense bem antes de falar novamente algo contra alguém!
Que tal espalhar esta história por aí como penas ao vento? 

Autoria desconhecida

LIÇÃO 05 – O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS



Pv 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21,24




INTRODUÇÃO
Entre os muitos conselhos que encontramos no livro dos Provérbios, achamos também sérias exortações de Salomão quanto ao cuidado que devemos ter com aquilo que falamos. Nesta lição veremos o que a Bíblia diz quanto ao uso da língua; destacaremos também alguns pecados relacionados nas Escrituras cometidos pela fala; veremos ainda a perspectiva do apóstolo Tiago quanto ao nosso procedimento com as palavras; pontuaremos também alguns personagens que foram prejudicados pelo mal uso da língua; e, por fim, citaremos algumas recomendações quanto ao bom uso das palavras.


I – A BÍBLIA E O USO DA LÍNGUA
A língua é um órgão do corpo humano, cuja função principal está relacionada a fala. É em face dessa atribuição que esse membro do corpo aparece na Bíblia como uma poderosa força.

1.1 Antigo Testamento. Nas páginas do AT encontramos sérias advertências quanto a pecados que podem ser cometidos através da língua (Êx 20.16; Lv 19.11,16). No entanto, no livro de Provérbios estas exortações são mais abundantes (Pv 6.16-19; 15.1,2,23; 16.21,24), pois a essência desse livro é o ensino da Moral e dos princípios éticos que nos orientam a governar as nossas vidas, até mesmo o nosso procedimento quanto ao falar (Pv 12.19; 17.20; 18.21; 21.23).

1.2 Novo Testamento. Jesus ensinou que os homens terão de prestar contas no Dia do juízo de sua vida na terra, incluindo toda palavra ociosa (Mt 12.36). Paulo refere-se a língua como um instrumento de engano, que é uma das grandes características de um ser humano não convertido, que não anda em Espírito mas na carne (Rm 3.13,14). O apóstolo Tiago em sua epístola trata de forma severa esse tema (Tg 3.1-12), bem como Pedro e João (I Pe 3.10; I Jo 3.18).


II – PECADOS RELACIONADOS NA BÍBLIA QUANTO AO MAU USO DA LÍNGUA
Em toda a Escritura encontramos a reprovação de Deus quanto ao mal uso da língua. Vejamos algumas destas obras da carne que o servo de Deus não deve cometer:


PECADOS
DEFINIÇÃO
REPROVAÇÃO BÍBLICA

MENTIRA

“Ato de mentir; engano, impostura, fraude, falsidade”.

Lv 19.11; Sl 5.6; Sl 101.7; Pv 6.16-19; 19.5,9; Jo 8.44; Ef 4.25; Ap 21.27; 22.15

MURMURAÇÃO

“Queixar-se em voz baixa; falar mal de alguém ou de alguma coisa”.

Êx 15.23-25; 16.7,12; Nm 14.1-3; Sl 106.24-27; I Co 10.9-12; I Pe 4.9

BLASFÊMIA

“Palavras que ultrajam a divindade ou a religião”.

Lv 24.16; Is 1.4; Mc 3.28; Ez 20.27; II Pe 2.9,10; Ap 16.9,11, 21

MALEDICÊNCIA

    “Detratação, difamação, murmuração”.

Sl 62.4; Sl 139.20; Pv 24.2; I Co 5.11; 6.10; Cl 3.8; Tg 4.11

PALAVRA TORPE

“Desonesto, impúdico, infame, vil, repugnante, nojento, asqueroso”.

 Ef 4.29; Cl 3.8

CHOCARRICE

         “Gracejo atrevido”.

 Ef 5.4


MEXERICO

 “Enredo, intriga, bisbilhotice”

Lv 19.16; Pv 11.13; Pv 18.8; 
II Co 12.20; I Tm 5.13


CALÚNIA

   “Difamação por meio de acusações
conscientemente falsas”.

Êx 20.16; Dt 5.20; Pv 25.18;
II Tm 3.1-3; Tt 2.3

HERESIA

“Doutrina oposta aos ensinamentos divinos e que tende a promover facções”

Êx 20.16; Dt 5.20; Pv 25.18;
II Tm 3.1-3; Tt 2.3


 III – A PERSPECTIVA DE TIAGO A RESPEITO DO USO DA LÍNGUA
A epístola de Tiago, irmão do Senhor, apresenta a sua mensagem seguindo o modelo do Senhor Jesus, recheada de ilustrações. Suas exortações e repreensões se tornam mais claras, a partir da linguagem que faz das comparações. Eis abaixo algumas figuras de linguagem que o apóstolo faz em (Tg 3.1-12) para falar da língua:

COMPARAÇÃO
INTERPRETAÇÃO


LEME
“um bem pequeno leme” 
(Tg 3.4)

Um pequeno leme de um grande navio ajuda a dirigir o curso da navegação. A língua é apenas um pequeno membro, mas muitas vezes se orgulha do que pode fazer. A língua tanto dirige o navio (nosso corpo) no curso certo, como pode levá-lo ao desastre (Tg 3.4).



FOGO
“A língua também é um fogo...”
(Tg 3.6)

Uma pequena faísca pode incendiar uma floresta inteira, o que resulta num grande estrago. Era justamente isso que Tiago tinha em mente quando comparou a língua com um fogo “vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tg 3.5).



MANANCIAL
...alguma fonte...” (Tg 3.9-12)

O mesmo manancial não pode jorrar água doce e amarga. Terá de ser um ou outro tipo. Assim é com a língua. Dela vem o mal ou o bem, veneno ou bálsamo curador, maldição ou benção, frutas bravas ou figos, água salobra ou potável (Tg 3.10-12).


O apóstolo Tiago ensina-nos de forma ilustrada que, para que o falar do cristão não seja prejudicial, precisa ser controlado. Pois, pelos freios, os cavalos selvagens podem ser domados (Tg 3.3). Esse freio é domínio próprio uma das virtudes que compõe o fruto do Espírito - o fruto da disciplina (Gl 5.22). Logo, se o mais desenfreado membro do corpo, a língua, estiver em sujeição a Cristo, então todo o corpo será controlado. Peçamos ao Espírito Santo que ponha guarda na porta dos nossos lábios (Sl 39.1; 141.3). 


IV - PERSONAGENS BÍBLICOS QUE SE PREJUDICARAM POR CAUSA DO MAU USO DA LÍNGUA
A Bíblia nos mostra o que aconteceu com alguns homens e mulheres de Deus por não frearem a sua língua:

  ü  Abraão mentiu dizendo que Sara não era sua esposa e quase causou um desastre (Gn 12.10-20).
  ü  Rebeca com sua astúcia orientou Jacó a mentir para seu pai Isaque, trazendo conflito familiar (Gn 27.6-46)
  ü  Ananias e Safira astuciosamente mentiram a cerca do valor da herdade que haviam vendido e foram mortos pelo Senhor por isso (At 5.1-11).
  ü  Paulo exorta aos crentes de Corinto dizendo que um dos pecados que impediram alguns hebreus de entrarem em Canaã foi a murmuração (I Co 10.10).


V – RECOMENDAÇÕES DE PROVÉRBIOS QUANTO AO BOM USO DAS PALAVRAS

O livro de Provérbios também nos mostra que podemos usar as palavras com finalidades benéficas. O sábio Salomão nos diz que o nosso falar deve ser com:


  ü  MODERAÇÃO: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Pv 27.5).
  ü  RESPONSABILIDADE: “O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” (Pv 15.28).
  ü  TEMPERANÇA: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).
  ü  JUSTIÇA: “O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!” (Pv 15.23).
  ü  VERDADE: “O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento” (Pv 12.19).


CONCLUSÃO
Como pudemos ver, a nossa língua pode ser um instrumento de Deus para abençoar muitas pessoas, ou do diabo para destruição delas. Para que ela seja usada de forma temperante devemos nos submeter ao domínio do Espírito Santo. Por causa dessa tendência da natureza humana de pecar com a língua, a Bíblia exorta a “todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).



REFERÊNCIAS
·         STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
·         LOCKYER, Herbert. Todas as parábolas da Bíblia. VIDA
·         BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD


Por Rede Brasil de Comunicação