segunda-feira, 7 de outubro de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2013



                            Sabedoria de Deus para uma Vida vitoriosa
                                A Atualidade de Provérbios e Eclesiastes                                




Lição 01

1. O que o livro de Provérbios revela acerca de Salomão?
R. O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias. Posteriormente, eles foram compilados pelos homens desse rei (Pv 25.1).

2. Embora pertença ao mesmo gênero literário de sabedoria judaica, qual a diferença entre Eclesiastes e Provérbios?
R. Diferentemente de Provérbios, Eclesiastes apresenta-se como um discurso usado em assembleias ou templos.

3. Além de louvores e orações, o que os livros poéticos mostram?
R. Muito da sabedoria do povo de Israel.

4. Cite pelo menos três objetivos propostos na introdução do livro de Provérbios.
R. Conhecer a sabedoria, a instrução; entender as palavras da prudência; adquirir sábios conselhos.

5. Os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura milenar no contexto religioso judaico. Para nós, o que eles falam hoje?
R. Adaptados a nossa realidade, eles apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

LIÇÃO 01 – O VALOR DOS BONS CONSELHOS



 Pv 1.1-6



INTRODUÇÃO
Neste último trimestre do ano estudaremos sobre a Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa, baseada nos livros de Provérbios e Eclesiastes, onde teremos a oportunidade de estudar sobre diversos temas atuais e relevantes para a Igreja do Senhor Jesus, tais como: trabalho e prosperidade, o correto uso do dinheiro, o cuidado com as palavras, humildade, temor a Deus, dentre outros. Nesta primeira lição, que tem por título O Valor dos Bons Conselhos, teremos uma visão panorâmica desses dois livros escritos pelo sábio Salomão; estudaremos sobre a sabedoria do rei Salomão, autor dos dois livros; e o verdadeiro propósito da busca da sabedoria em Provérbios e Eclesiastes.


I – OS LIVROS DE PROVÉRBIOS E ECLESIASTES

 PROVÉRBIOS
 ECLESIASTES

Tema do livro. Sabedoria para uma vida correta.

Título. Deriva-se do hebraico mashal e significa “provérbio”, “comparação” ou “parábola”. O título em português ―provérbios‖ significa máximas que expressam uma verdade de forma sucinta.

Breve resumo. Encontramos no livros dos Provérbios um resumo dos mandamentos divinos através de frases curtas, apresentadas muitas vezes por meio de contrastes. A essência do livro é o ensino da Moral e dos princípios éticos que nos orientam a governar as nossas vidas. O livro possui três divisões principais:
1. A sabedoria para os jovens (Pv 1.1 — 9.18);
2. A sabedoria para todas as pessoas (Pv 10.1 — 24.34);
3. A sabedoria para os líderes (Pv 25.1 — 31.31).

Propósito. O propósito do livro está bem claro em (Pv 1.2-7): dar sabedoria e entendimento quanto ao comportamento sábio, a justiça, o discernimento e a imparcialidade, de maneira que os simples sejam prudentes e os jovens inteligentes (Pv 1.4); e os sábios sejam ainda mais sábios (Pv 1.5,6).

Assuntos do livro.
* Obediência aos pais (1.8,9);
* Tentações dos incrédulos (1.10-19);
* Sabedoria e temor do Senhor (1.20-33);
* Sabedoria e discernimento (2.1-22);
*Características da verdadeira sabedoria (3.1-35);
* A sabedoria como tesouro da família (4.1-13, 20-27);
* A tentação e loucura da impureza sexual (5.1-14);
* Exortação à fidelidade conjugal (5.15-23);
* O perigo de ser fiador, preguiçoso e enganador (6.1-19);
* O Convite da Sabedoria (8.1-36); 
* Contraste entre a sabedoria e a insensatez (9.1-18); 
* Contrastantes sobre o justo e o ímpio (10.1—15.33); 
* Incentivo à vida de retidão (16.1—22.16); 
* Provérbios sobre vários tipos de pessoas (25.1—26.28); 
*Provérbios sobre diversos procedimentos (27.1—29.27); 
* Acerca da esposa sábia (31.10-31).

Dentre outros


Tema do Livro. Anulidade da vida à parte de Deus

Título. Do hebraico Qoheleth significa “pregador, “orador da assembleia” ou “alguém que se dirige a uma assembleia”.

Breve resumo. Eclesiastes aplica a sabedoria no objetivo de entender o significado da vida. Neste livro, Salomão revela quanto é inútil viver sem Deus e considerar os bens materiais e as conquistas pessoais como reais valores da vida. O livro possui duas divisões principais:
1. Futilidade de procurar significado na vida sem Deus (Ec 1-6);
2. A felicidade de achar significado da vida com Deus (Ec 7-12).

Propósito. Demonstrar a futilidade de buscar felicidade nesta vida, à parte de Deus e da sua Palavra. Neste livro, o rei Salomão diz que teve riquezas, poder, honrarias, fama e prazeres sensuais, em grande abundância, mas no fim, o resultado de tudo foi o vazio e a desilusão: “Tudo é vaidade” (Ec 1.2).

Assuntos do livro.
* A inutilidade de uma vida egocêntrica (1.12-2.26); * A insuficiência da sabedoria e filosofia humanas (1.12-18); 
* A banalidade dos prazeres e riquezas (2.1-11); 
* A transitoriedade das grandes realizações (2.12-17); 
* Injustiça associada ao trabalho esforçado (2.18-23); 
* O real prazer em viver está somente em Deus (2.24-26); 
* Reflexões sobre as experiências da vida (3.1—11.6); 
* Há um tempo para tudo (3.1-8);
 * Deus é o juiz de todos (3.15-22); 
* Experiências vãs da vida natural (4.1-16); 
* Reverência na presença do Senhor (5.1-7); 
* O acúmulo de bens (5.8-20); 
* Vida e morte do ser humano (6.1-12); 
* Provérbios diversos a respeito da sabedoria (7.1—8.1); 
* Sobre a justiça (8.2—9.12); 
* Obediência ao rei (8.2-8); 
* Transgressão e castigo (8.9-13); 
 * Justiça verdadeira (8.14-17);
*Provérbios variados sobre a sabedoria (9.13—11.6); * Regozijar-se na juventude (11.7-10); 
* Lembrar-se de Deus na juventude (12.1-8);
* Temer a Deus e guardar Seus mandamentos (12.13,14).



II – A SABEDORIA DE SALOMÃO
Sem dúvida, uma das grandes virtudes do rei Salomão foi sua sabedoria. Quando o Senhor lhe apareceu em Gibeão e lhe disse: “pede-me o que queres” ele respondeu: “A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?”. Esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, e Ele lhe deu não apenas sabedoria, mas, também, riqueza e glória (I Rs 3.1-12). O rei Salomão compôs três mil provérbios e mil e cinco cânticos (I Rs 4.31,32) e é autor de três livros: Provérbios, Eclesiastes e Cantares. As Escrituras afirmam que pessoas de todas as nações vinham a Jerusalém para ouvir suas palavras (I Rs 4.34; 10.6,7).


III – O PROPÓSITO DA BUSCA PELA SABEDORIA EM PROVÉRBIOS E ECLESIASTES
A sabedoria, de acordo com o livro de Provérbios e Eclesiastes, significa viver e pensar de conformidade com a verdade de Deus, com seus caminhos e seus desígnios. Importa em considerar a totalidade da vida do ponto de vista de Deus, crendo que tudo quanto Ele diz é verdadeiro, sendo este o único padrão digno para orientar nossa vida. Vejamos, então, o propósito da busca pela sabedoria em Provérbios e Eclesiastes:

3.1 Para se conhecer a sabedoria (Pv 1.2). O livro dos Provérbios de Salomão constantemente nos exorta a buscar a sabedoria (Pv 3.21; 4.5,7; 5.1; 7.4; 10.13,14,23; 16.16; 24.14), pois, obtê-la é muito melhor do que possuir prata e outro (Pv 3.13,14). 
Mas, que tipo de sabedoria o sábio se refere? O termo hebraico para sabedoria em (Pv 1.2) é hokhmah e significa “inteligência moral e religiosa”, ou seja, “conhecimento da Lei moral de Deus, no que diz respeito as questões práticas da vida”. Não se trata, portanto, da sabedoria humana ou filosófica, e sim, do discernimento moral entre o bem e o mal, entre o certo e o errado (I Rs 3.9; Is 5.20). 

3.2 Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade (Pv 1.3). A sabedoria, do ponto de vista bíblico, não consiste apenas em palavras (I Co 2.4,13), como a dos gregos; mas, principalmente, na prática das virtudes cristãs, tais como: praticar a justiça e viver de forma honesta e equilibrada (Gn 18.19; Lv 19.15; Sl 15.2; Is 1.17; 56.1; Fp 4.5; Cl 4.1; I Jo 2.29). Logo, o verdadeiro sentido da busca pela sabedoria é andar conforme os padrões estabelecidos por Deus em Sua Palavra (Sl 111.10; Pv 9.10).

3.3 Para dar aos simples prudência (Pv 1.4). O termo hebraico para simples, neste texto é petî, e significa ―ingênuo‖ e refere-se a pessoas imaturas e inexperientes, que podem ser facilmente seduzidas e enganadas (Pv 1.32; 14.15; 22.3). Assim, através da sabedoria adquirida nos Provérbios, ele pode tornar-se prudente, ou seja, alguém capaz de prever e evitar faltas e perigos (Pv 4.1; 7.4; 8.5,12; 9.10; 12.16,23).

3.4 Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria (Pv 1.5). Os Provérbios não servem apenas para aqueles que são simples, tolos e insensatos, mas, também, para aquele que já obteve algum grau de sabedoria, e poderá continuar progredindo em conhecimento (Pv 9.9). Como disse certo teólogo francês: ―Ninguém é tão sábio que não tenha algo pra aprender e nem tão tolo que não tenha algo pra ensinar‖.


3.5 Para entender Provérbios e sua interpretação (Pv 1.6). Encontramos neste texto uma via de mão dupla: devemos ler os provérbios para ser sábio; mas, também, buscar sabedoria para entender os provérbios, pois, interpretar significa ―compreender‖ ou ―descobrir o verdadeiro sentido‖, pois, só é possível pôr em prática os mandamentos e princípios desse livro, se nós o compreendermos. 

3.6 Para temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Todo o livro de Eclesiastes deve ser interpretado à luz dos últimos versículos: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12.13,14). A mensagem final deste livro nos ensina sobre duas grandes verdades: (1) O verdadeiro sentido da vida consiste em temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Dt 6.2; 10.12); e (2) Deus trará a juízo toda obra, até mesmo o que está encoberto (Ec 11.9; Mt 12.36; At 17.31). 


CONCLUSÃO
Provérbios e Eclesiastes são dois, dos três livros escritos pelo sábio Salomão. No primeiro, ele reuniu em curtas frases, um breve resumo dos mandamentos divinos, que dizem respeito, principalmente, aos princípios éticos e morais. No segundo, ele descreve suas próprias experiências, demonstrando que o verdadeiro sentido da vida não consiste em realizações pessoais, e sim, em viver de acordo com os padrões estabelecidos por Deus. Embora escritos por volta de 3.000 anos atras, estes livros contém conselhos, mandamentos e ordenanças eternas e imutáveis, que servem também para nós, que vivemos no século XXI. Por isso, não devemos ler os Provérbios, como simples ditos populares; nem o livro de Eclesiastes, como uma mera biografia ou relato das experiências de um rei; mas, como conselhos divinos para nós!



REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. VIDA.
MEARS, Henrieta. Estudo Panorâmico da Bíblia. VIDA.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.

Por Rede Brasil de Comunicação


domingo, 29 de setembro de 2013

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – 4º Trimestre de 2013




Neste 4º trimestre de 2013 estudaremos em nossas Escolas Bíblicas Dominicais o tema: Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa: A atualidade de Provérbios e Eclesiastes". O Pr. José Gonçalves presenteia o leitor com um comentário bíblico, fruto de um árduo, porém prazeroso, trabalho. São anotações de um pastor que, no esforço de sua lida, atestou na prática, os conselhos dos Sábios. Segundo ele, escrever esse comentário “é como escavar um barranco à procura de ouro! A diferença é que aqui não encontramos cascalho, mas somente pepitas reluzentes e prontas para nosso uso. Burilada e moldada durante anos para o nosso deleite pelo Senhor”. Ao esquadrinhar de forma profunda Provérbios de Salomão e Eclesiastes, o autor quer que admiremos e desfrutemos de verdadeiras pérolas da sabedoria divina para o nosso enlevo espiritual.

Comentarista: Pr. José Gonçalves. Bacharel em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina e graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí. Ensinou grego, hebraico e teologia Sistemática na Faculdade Evangélica do Piauí (FAEPI). É membro da Comissão de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Membro da mesa diretora e presidente do Conselho de Doutrina da Convenção Estadual da Assembleia de Deus do Piauí. É articulista e comentarista das lições Bíblicas de Jovens e adultos da CPAD. 

Abaixo, você pode conferir os temas das 13 lições:

Lição 01 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 02 - Advertências Contra o Adultério
Lição 03 - Trabalho e Prosperidade
Lição 04 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 05 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 06 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 07 - Contrapondo a Arrogância Com a humildade
Lição 08 - A Mulher Virtuosa
Lição 09 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo  


Você não vai perder essa sublime oportunidade de aprender 
as maravilhosas lições de Provérbios e Eclesiastes, vai??


 Fonte: CPAD.


QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2013



                                  Filipenses – A humildade de Cristo
                                       como exemplo para a Igreja



Lição 13

1. Como o apóstolo Paulo via a participação dos filipenses em suas tribulações?
R. Paulo via a participação dos filipenses em suas tribulações como o agir de Deus para fortalecer o seu coração.

2. O que sugere a expressão “tomar parte”?
R. A expressão “tomar parte” (v.14) sugere a ideia de “partilhar com, ou coparticipar de”.

3. Qual o conselho do sábio Salomão em relação ao dinheiro?
R. “Quem ama o dinheiro, jamais dele se farta” (Ec 5.10).

4. O que são ofertas de oblação?
R. Oferta sacrifical comestível — azeite, flor de farinha etc. Uma parte era queimada para memorial e a outra direcionada ao consumo dos sacerdotes (Lv 2.1-3).

5. Como Paulo conclui a Carta aos Filipenses?
R. “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!” (v.23).


LIÇÃO 13 – O SACRIFÍCIO QUE AGRADA A DEUS




Fp 4.14-23




INTRODUÇÃO
Graças ao Senhor chegamos ao final de mais um trimestre de Lições Bíblicas! Estivemos juntos estudando a Epístola aos Filipenses, cujo tema principal foi “A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja”. Com certeza, este trimestre foi de grande edificação para todos nós, onde aprendemos muito através do estudo da referida Epístola. Nesta última aula, daremos continuidade à aula passada, visto que o assunto da generosidade dos filipenses engloba o texto da lição passada como o da presente lição (Fp 4. 10-20). Assim, trataremos da resposta do Apóstolo aos filipenses pela boa iniciativa que tiveram. Além disso, definiremos o que é reminiscência bem como o que é oblação no contexto desta lição. Abordaremos, ainda, os tipos de sacrifícios que agradam a Deus. Boa aula para todos!!  


I. A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS TRIBULAÇÕES DE PAULO (4.14)
Dando sequência ao agradecimento do Apóstolo pelos donativos enviados pelos filipenses como prova do zelo e da generosidade deles por Paulo, estudado na lição passada; Paulo, então, elogia a iniciativa dos amados irmãos dizendo: “Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição” (v.14). Observamos, aqui, nesta afirmação de Paulo duas importantes verdades: 1) O desprendimento dos filipenses em desejar ajudar ao Apóstolo demonstrando o amor, a generosidade, a comunhão, o cuidado, bem como o agir de Deus na vida daquela comunidade cristã em prol do ministério de Paulo; tal realidade é notória na expressão “em tomar parte”, que segundo o comentarista do trimestre equivale às expressões “partilhar” e “coparticipar”. 2) A grande estima e o amor que aquela igreja tinha por Paulo a conduziu ao sofrimento, pois apoiando o ministério de Paulo a comunidade cristã de Filipos passou a participar das aflições e tribulações do Apóstolo. Por isso, Paulo é especifico em mostrar no que eles tomaram parte: “na minha aflição”. Vemos, aqui, o verdadeiro sacrifício que agrada a Deus! O escritor da Epístola aos Hebreus também aborda o referido assunto, e diz: “Não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, pois com tais sacrifícios Deus se agrada” (Hb 13.16).


II. REMINISCÊNCIA: O ATO DE DAR E RECEBER (4.15-17)
Reminiscência?! Que é isso? Segundo Aurélio, é toda lembrança vaga que se conserva na memória. Paulo continua seu agradecimento aos filipenses trazendo à memória deles que, a generosidade da amada igreja de Filipos foi algo que tocou o seu coração desde o principio da evangelização daquela cidade. Assim, afirma Paulo: “E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no principio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e receber, senão vós somente” (v.15). Observe o que diz Paulo, ele afirma que a generosidade e apoio dos irmãos filipenses ocorreram ‘quando parti da Macedônia’, e não quando estava na Macedônia. Além disso, os irmãos filipenses foram os únicos que tiveram o cuidado de prover para o Apóstolo os recursos necessários à manutenção de seu ministério, pois diz Paulo: “nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e receber, senão vós somente” (v.15). Por esse motivo, os filipenses tornaram-se cooperadores do Apóstolo na expansão do Reino de Deus até aos confins da terra. Entretanto, Paulo continua a testificar deles dizendo: “Porque também, uma e outra vez, me mandastes o necessário a Tessalônica” (v.16). Veja que os filipenses eram, de fato, os mantenedores da Obra Missionária realizada pelo Apóstolo Paulo. Todavia, é bem curioso Paulo afirmar no v.15 que partiu da Macedônia, e no v.16 dizer que se encontrava em Tessalônica. 
Pelo que se sabe Tessalônica é uma das cidades da província da Macedônia; então, o que Paulo quis dizer quando afirmou que ‘quando parti da Macedônia’? Que Macedônia é essa?! Ora, a expressão “Macedônia” empregada pelo Apóstolo não representa a província em si, mas a cidade de Filipos; pois como poderia está Paulo fora da província da Macedônia, estando em uma cidade desta mesma província? Por isso, não há dúvida trata-se de Filipos, por ser ela a primeira cidade da província da Macedônia (At 16.12). Embora Paulo estivesse muito agradecido pela boa iniciativa e generosidade dos filipenses, ele não quis que a igreja se sentisse constrangida ao fazê-lo, por isso, disse: “Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta” (v.17). Ele sabia da relação perigosa que há entre o dinheiro e a religião (1 Tm 6.10,11). E, principalmente, que o ministro de Deus não pode e não deve permitir que o dinheiro o escravize. Aliás, essa é uma das prerrogativas ou exigências bíblicas para ser ministro de Deus (1 Tm 3.3,8; Tt 1.7). E, só por essa prerrogativa bíblica, muitos ministérios e seus respectivos “ministros” já se encontram reprovados por Deus! Ver Mt 7.21; 18.7. Portanto, o grande interesse de Paulo era o crescimento espiritual dos filipenses, e o progresso do Reino de Deus (Fp 1.9-11,22,24). Somente os verdadeiros ministros, a semelhança de Paulo, é que estão preocupados com o crescimento do Reino de Deus, e não do seu próprio reino!
 

III. A OBLAÇÃO DE AMOR E SAUDAÇÕES FINAIS (4.18-23)
Oblação?! Que é isso? A oblação é, segundo o dicionário teológico do Pr. Claudionor de Andrade, a dedicação de alguma coisa inanimada a Deus: azeite, flor de farinha, etc.. Portanto, trata-se de um sacrifício comestível, uma parte era queimada para memorial e a outra direcionada ao consumo dos sacerdotes (Lv 2.1-3). Desta forma, Paulo usa a linguagem dos sacrifícios do culto levítico para descrever o amor e a dedicação dos filipenses ao seu ministério. Assim, diz o Apóstolo: “Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus” (v.18). Desta forma, Paulo não apenas agradece a generosidade dos filipenses, mas também mostra que é esse o tipo de sacrifício que agrada a Deus – o sacrifício de amor (Rm 13.8; 2 Co 5.14). Além desse, Deus agrada-se também do sacrifício da obediência (1 Sm 15.22), do sacrifício de louvor (Hb 13.15), entre outros. No versículo 19, Paulo diz: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus”. Embora a iniciativa dos filipenses fosse, de fato, mui nobre para com o ministério de Paulo, ele sabia que tudo isto era provisão divina. Por isso, ele afirma que assim como Deus supriu suas necessidades, da mesma forma o Senhor supriria as necessidades daqueles amados irmãos (2 Co 9.6,8). Nos vv. 20 ao 23, o Apóstolo faz suas considerações finais enfatizando a Cristo, o tema da referida carta, dizendo: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém!” (v.23). É o que todos nós precisamos na realidade presente – a presença e a graça de Jesus em nossas vidas! Busquemo-las com todo o nosso coração!


CONCLUSÃO
Diante do exposto, aprendemos o valor de contribuirmos para Obra de Deus, ainda que, a mesma se ache desacreditada por muitos, devido os muitos tristemunhos e escândalos envolvendo “ministros” do evangelho. Fica, a nós ou para nós, o bom exemplo da iniciativa e generosidade dos filipenses que foram os únicos a apoiarem o ministério do Apóstolo dos Gentios. Portanto, cumpramos nosso papel de servos do Senhor, e cooperemos com o Reino de Deus não apenas financeiramente, mas, especialmente, com nosso serviço ao Reino de Deus. Quero neste momento agradecer, primeiramente ao Senhor, que tem sido testemunha das lutas que passo para postar essas linhas a cada semana, também a todos os amigos (as), irmãos (ãs) e internautas que tem cooperado conosco acessando o Amigo da EBD. Peço perdão a todos pelas postagens que não foi possível postá-las a tempo. No entanto, esforço-me em não deixar de postá-las! Em fim, com tudo isto, quero dizer a todos: MUITO OBRIGADO POR TUDO! Deixo para vossa reflexão espiritual um dos versículos que mais amo da Epístola aos Filipenses: “Pois para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21). Que Deus em Cristo abençoe a vós todos! Amém!!



REFERÊNCIAS
CABRAL, Elienai. Lições Biblicas (3º trimestre/ 2013) CPAD.
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. CPAD.
 Revista Ensinador Cristão, nº 55. CPAD.  


domingo, 22 de setembro de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2013



                                 Filipenses – A humildade de Cristo
                                       como exemplo para a Igreja



Lição 12

1. O que o apóstolo Paulo declara acerca da oferta dos filipenses?
R. Ele declara ainda que a oferta dos filipenses era o fruto da providência divina em seu ministério, pois confiava plenamente em Deus, em qualquer situação.

2. Por que a igreja deve apoiar devidamente àqueles que são verdadeiramente obreiros, ajudando-os em suas necessidades?
R. Porque é bíblico. A Palavra de Deus nos exorta quanto ao sustento daqueles que labutam na seara do Senhor: “Não amordaces o boi, quando pisa o trigo” (1Tm 5.18 - ARA). No mesmo versículo, o apóstolo completa que “digno é o obreiro do seu salário”.

3. Em que o contentamento de Paulo estava alicerçado?
R. Seu contentamento estava alicerçado no fato de que Deus cuida dos seus servos e ensina-os a viver de forma confiante.

4. O que Paulo nos ensina na sua declaração do versículo 13?
R. Paulo nos ensina, com a declaração do versículo 13, que sua suficiência sempre esteve em Cristo.

5. Qual tem sido a fonte do seu contentamento?
R. Resposta pessoal.


QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2013



                                 Filipenses – A humildade de Cristo
                                      como exemplo para a Igreja 



Lição 11

1. A quem o apóstolo Paulo se refere como sua “alegria e coroa”?
R. Os crentes de Filipos.

2. Entre quais mulheres estava ocorrendo um problema de relacionamento na igreja de Filipos?
R. Evódia e Síntique.

3. Qual era a cidadania dos filipenses? Mas a qual devemos valorizar?
R. Os filipenses tinham cidadania romana. A cidadania que vem do céu.

4. Em sua completude, o que a Carta aos Filipenses destaca sobre a alegria?
R. A alegria divina sustenta a vida cristã.

5. De acordo com a lição o que a alegria divina é capaz de desfazer e produzir?
R. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz.