quinta-feira, 14 de julho de 2016

MISSÃO INTEGRAL, O QUE É ISSO?





Objetivo:
Mostrar aos alunos que a missão da igreja não está restrita apenas em evangelizar ou ensinar, mas também em discipular, ajudar aos necessitados e promover a comunhão da mesma. Assim, reflita com seu aluno sobre a missão integral da igreja!

Material:
03 cartolinas
Palavras digitadas: MISSÃO, IGREJA, INTEGRAL, EVANGELIZAR, ENSINAR, DISCIPULAR, AJUDAR OS NECESSITADOS, PROMOVER COMUNHÃO.
Figuras: Igreja, mãos, pés, joelhos (ou pessoa ajoelhada).

Procedimento:
- Coloquem as duas cartolinas, lado a lado, num quadro ou parede e fixem a palavra MISSÃO na parte central superior das duas cartolinas.
 - Perguntem para os alunos: Qual a missão da empresa onde você trabalha ou estuda? A missão do banco que você é correntista? A missão do supermercado que você costuma comprar?
- Aguardem as respostas. Certamente, poucos alunos saberão responder ou podem até não se lembrar. Pesquisem com antecedência qual a missão de algumas instituições. Escrevam as respostas dos alunos e as informações de sua pesquisa na cartolina do lado esquerdo. Comentem sobre cada missão relacionando-a com a empresa.
- Coloquem na cartolina da direita, a figura da Igreja e perguntem: Qual a missão da Igreja? Escrevam as respostas nessa cartolina. Talvez as respostas não abranjam toda a missão da Igreja.
- Falem: “Vocês apontaram a missão x ou y da igreja”. Coloquem na cartolina a palavra que faz referência a missão mencionada. Por exemplo: Missão apontada pelos alunos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho”. Vocês colocarão a palavra EVANGELIZAR. Missão apontada pelo aluno: “Ide e ensinai”. Vocês colocarão a palavra ENSINAR.
- Agora, falem: “Mas, a missão da igreja é mais abrangente”. Acrescentem as outras palavras: DISCIPULAR, AJUDAR OS NECESSITADOS, PROMOVER COMUNHÃO.
- Leiam com os alunos cada palavra que compõe a missão da Igreja e digam: Esta é a missão integral da Igreja. Coloquem a palavra INTEGRAL, ao lado da figura da IGREJA.
- Questionem: Temos cumprido esta missão de forma integral? O que nos falta?
- Coloquem a terceira cartolina, com as figuras das mãos, dos pés e joelhos (ou pessoa ajoelhada).
- Perguntem: O que podemos fazer para cumprir a missão da igreja, com as mãos, os pés e os joelhos? Analisem as respostas e depois organizem com os alunos que atividades a classe pode realizar durante a semana, um mês etc.
- Para concluir, enfatizem que a missão da Igreja deve ser realizada de forma constante e sistemática e não apenas com ações pontuais.  


Por Sulamita Macedo.
Adaptado pelo Amigo da EBD.


domingo, 10 de julho de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2016







   O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO –
Obedecendo ao ide do Senhor Jesus
de levar as Boas-Nova
a toda criatura  




Lição 02

Para Refletir
A respeito de Deus, o primeiro evangelista, responda:


Por que Deus anunciou o Evangelho primeiro a Abraão?
Porque, a partir da chamada de Abraão, o povo hebreu passou a viver como o povo escolhido de Deus para anunciar às nações as virtudes do Altíssimo, conforme atestam as Escrituras Sagradas.

Qual a missão de Israel no âmbito da redenção da humanidade?
Proclamar o Salvador às nações.

Qual a contribuição de Israel à evangelização?
Os israelitas contribuíram para a evangelização do mundo porque deles vêm os patriarcas, a Lei de Moisés, os pactos, os profetas, as Escrituras e o próprio Cristo (Rm 9.1-5).

Por que a missão evangelizadora da Igreja é intransferível?
Porque por meio da igreja, a Palavra de Deus vem alcançando os confins da terra.

Você tem evangelizado com zelo e amor?
Resposta pessoal.


sábado, 9 de julho de 2016

LIÇÃO 02 – DEUS, O PRIMEIRO EVANGELISTA







Gn 12.1-8




INTRODUÇÃO
Nesta lição, destacaremos que o Deus verdadeiro se auto revela de forma dúplice: natural e sobrenatural. A revelação natural se dá através da criação, da consciência e da história. Já a revelação sobrenatural se deu através da Bíblia – a Palavra escrita e de Jesus - a Palavra viva. O Registro Sagrado nos mostra que antes mesmo da Queda do homem, Deus, na sua presciência já havia criado o meio pelo qual o redimiria. Em seguida, no Éden, Ele fez a primeira proclamação profética evangelística anunciando a vinda do Redentor. Na ocasião em que se auto revelou a Abraão, proclamou-lhe o evangelho, preanunciando que através da sua semente abençoaria todas as famílias da terra. Esta profecia cumpriu-se quando da descendência abraâmica suscitou Jesus, o Messias, o Salvador dos judeus e dos gentios.


I. A AUTO REVELAÇÃO DIVINA
Deus transmite o conhecimento de Si próprio ao homem, ou seja, Ele se auto revela (Rm 1.20; I Co 2.10). O homem só pode conhecer a Deus na medida em que Este ativamente se faz conhecido. Deus é, antes de tudo, o sujeito que transmite conhecimento ao homem, e só pode tornar-se objeto de estudo do homem na medida em que este assimila e reflete o conhecimento a ele transmitido na revelação. Sem a revelação, o homem nunca seria capaz de adquirir qualquer conhecimento de Deus. A revelação divina se dá pelo menos de duas formas:

1.1 De forma natural. 
O método de revelação é natural quando esta é comunicada por meio da natureza, isto é, por meio da criação visível com suas leis e poderes ordinários. A revelação geral está arraigada na criação, é dirigida ao homem na qualidade de homem, e mais particularmente à razão humana, e acha seu propósito na concretização do fim da sua criação, conhecer a Deus e assim desfrutar comunhão com Ele (Sl 19; At 14.17; Rm 1.19,20; 2.14,15; I Co 2.10; Gn 6.1-17; 11.1-8; Dn 2.20,21).

1.1.1 Na criação. A existência do universo e do homem não pode ser obra do acaso e provam claramente a evidência de um Criador, dotado de inteligência e sabedoria. A própria natureza revela Deus (Sl 19; At 14.17; Rm 1.19,20).

1.1.2 Na consciência. O homem dispõe de natureza moral, isto é, sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele é capaz de discernir entre o certo e o errado e Deus se revela na consciência aprovando ou reprovando seus atos. Quem criou, então, esses conceitos do bem e do mal? Deus, o Justo Legislador (Rm 2.14,15). Podemos, portanto, concluir que o próprio Criador, que também é Legislador, idealizou uma norma de conduta para o homem e deu-lhe condições de compreender esse padrão.

1.1.3 Na história. A história da humanidade, o surgimento e o declínio de povos e nações, o estabelecimento e a remoção dos reis e dos imperadores, demonstram claramente a revelação de um Rei Soberano, que governa o homem e o universo (Gn 6.1-17; 11.1-8; Dn 2.20,21).

1.2 De forma sobrenatural. O método de revelação é sobrenatural quando é comunicada ao homem de maneira mais elevada, sobrenatural, como quando Deus fala, quer diretamente, que por meio de mensageiros sobrenaturalmente dotados (Jr 1.4-8; Jz 6.12). A revelação especial está arraigada no plano de redenção de Deus, é dirigida ao homem na qualidade de pecador, pode ser adequadamente compreendida e assimilada somente pela fé, e serve ao propósito de assegurar o fim para o qual o homem foi criado a despeito de toda a perturbação produzida pelo pecado. Em vista do plano eterno de revelação, deve-se dizer que esta revelação especial não apareceu como um pensamento posterior, mas estava na mente de Deus desde o princípio (Ap 13.8).

1.2.1 Pela Palavra escrita: a Bíblia. A Bíblia é a revelação escrita de Deus ao homem, pois através dela Deus se fez conhecido (Jo 3.16). O conhecimento divino preservado nas Sagradas Escrituras, é posto à disposição da humanidade (Dt 8.3; Is 55.11; II Tm 3.16; Hb 4.12). Por ela, conhecemos seus atributos comunicáveis e incomunicáveis, dentre outras coisas (Sl 139.1-10; I Jo 4.8). Segundo o pastor Antônio Gilberto (2004, p. 06), “pela Bíblia, Deus fala em linguagem humana, para que o homem possa entendê-lo. Isto é, Deus, para fazer-se compreender, vestiu a Bíblia da nossa linguagem, bem como do nosso modo de pensar”.

1.2.2 Pela Palavra viva: Jesus. A mais completa forma da revelação especial de Deus encontra-se na encarnação de Jesus Cristo. A encarnação significa que Deus veio plena e pessoalmente a esfera humana, tomando-se acessível a percepção dos homens (Is 7.14; Jo 1.14). Jesus não era um mero mensageiro trazendo uma mensagem sobre Deus. Ele era o próprio Deus em forma humana. Na encarnação, Ele acrescentou a humanidade a sua divindade, sem deixar de ser Deus (Fp 2.5-9). A Bíblia mostra que Jesus Cristo é: (a) a maior revelação de Deus (Hb 1.1); (b) a expressa imagem de Deus (Hb 1.3; Cl 1.15); e, (c) nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 1.19).


II. A REVELAÇÃO DIVINA A ABRAÃO
Abraão é um dos personagens mais marcantes da história bíblica. Era nativo da Caldeia. Por meio de Éber, estava na nona geração depois de Sem, filho de Noé. Seu pai foi Terá que teve dois outros filhos, Naor e Harã (Gn 11.11-32). Ele foi chamado por Deus para ser o pai dos judeus (Gn 12.1,2), povo de onde viria o Messias (Gn 12.3; Mt 1.1). A revelação divina ao patriarca se deu de forma dúplice, em palavra e ato, como veremos abaixo:

2.1 Deus falou com Abraão (Gn 12.1). A primeira forma da revelação divina a Abraão se deu de forma audível, como nos mostra a Escritura: “Ora, o SENHOR disse a Abrão[...]”. Deus é um ser que se comunica com o homem (Gn 1.29; 3.3; 6.13; 12.1-3; Êx 3.14). A expressão comunicar segundo o Aurélio significa: “Transmitir informação, dar conhecimento de; fazer saber” (FERREIRA, 2008, p. 513). Deus comunicou o que faria a Abraão e através dele. O Senhor prometeu-lhe uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes, e uma bênção tal que alcançaria todas as nações da terra (Gn 12.2,3).

2.2 Deus apareceu a Abraão (Gn 12.7). A segunda forma da revelação divina a Abraão se de forma visível: “E apareceu o SENHOR a Abrão [...]”. Confira também (Gn 17.1; 18.1). Houve nesta aparição o que os teólogos chamam de Teofania, que é a “manifestação de Deus, desde a voz até a imagem, perceptível pelos sentidos humanos” (CABRAL, 2006, p. 339). Segundo Merril (2009, p. 89), no chamado de Abraão pode-se ver algum indício da revelação por meio de visões e sonhos. O Senhor, após ordenar que Abraão deixasse Ur e, depois Harã por uma terra que mostraria a ele, apareceu para Abraão pela primeira vez em Siquém (Gn 12.7). A raiz “niphal” do verbo usado aqui “rã'ãh” sugere ao pé da letra que Deus se fez visível. Não é declarado como ele é visto e, talvez, por visto queira-se apenas dizer que ele falou como em tempos anteriores. No entanto, contra essa possibilidade está a ocorrência da mesma forma verbal em Gênesis 18.1, passagem na qual o Senhor aparece de forma tangível na pessoa do anjo do Senhor que, na verdade, é igualado ao Senhor mesmo (Gn 18.10,13,17,20).


III. COMO DEUS SE REVELA ATRAVÉS DE ABRAÃO
A importância do personagem histórico Abraão, se dá pelo fato de que é com ele que se inicia o grande projeto divino. O estudo da vida de Abraão reflete a história da existência da igreja, porque todos os fatos relacionados com o patriarca e seu povo revelam as nossas origens (Gl 3.6,7). O chamado de Abraão é o acontecimento mais importante do AT. Aqui tem início a obra da redenção, pensada e profetizada pelo próprio Deus (Ap 13.8; Gn 3.15).

3.1 Deus revela-se como único e verdadeiro Deus (Gn 12.1). Deus chamou Abrão do politeísmo (adoração a vários deuses) para o monoteísmo (adoração a um único Deus). “Ur dos Caldeus, a terra onde Abrão nasceu, foi uma das cidades-estados mais ricas já desenterradas das culturas mais antigas do vale da Mesopotâmia. O deus-lua Nanar era adorado ali, e um dos mais famosos reis de Ur foi Ur-Namu. Josué 24.2 declara que a família de Terá adorava ídolos” (BEACON, 2006, p. 57 – acréscimo nosso). Portanto, Abraão não conhecia o verdadeiro Deus e não havia feito nada para merecer conhecê-lo, mas, em sua graça, Deus o chamou.

3.2 Deus revela-se como aquele com o qual nos relacionamos pela fé (Hb 11.8-12). O relacionamento do patriarca Abraão com Deus se deu pela fé. O apóstolo Paulo diz que ele é: “[...] pai de todos os que creem [...]”  (Rm 4.11). Portanto aqueles que mantêm sua fé em Cristo, o descendente de Abraão (Gl 3.16), tornam-se filhos de Abraão (Gl 3.6-9), assim como a multidão dos salvos pela fé tem Abraão como seu pai (Rm 4.17-18).

3.3 Deus revela-se como o Deus que não faz acepção de pessoas (Gn 12.2). A promessa feita a Abraão estende-se a judeus e gentios. Esta promessa não se estende apenas aos descendentes naturais de Abraão representados pelo “pó da terra” (Gn 22.17-b), mas também aos descendentes espirituais representados pelas “estrelas do céu” (Gn 15.5).

3.4 Deus revela-se como aquele que justifica o homem pela fé (Gn 15.6). A justificação aparece pela primeira vez na Bíblia num episódio com Abraão, quando ele acreditou nas promessas que Deus lhe fez e sua fé foi-lhe imputada como justiça. Se apenas o cumprimento pessoal da Lei fosse necessário para a justificação do ser humano perante Deus, ninguém seria salvo. No entanto, aqueles que creem no Senhor são justificados pela fé em Cristo, que foi o sacrifício perfeito oferecido a Deus pelo perdão dos pecados e resgate da humanidade. Esse sacrifício trouxe justificação e satisfez as justas exigências de Deus. Assim, para aquele que confia em Cristo, a fé lhe é imputada como justiça (Rm 3.23; 4.12; Gl 3.6).


CONCLUSÃO   
Deus é o Deus que se auto revela. Sua revelação foi progressiva e teve o seu ponto culminante em Cristo Jesus. Ele que veio da semente da mulher, e da descendência de Abraão, foi manifestado para redimir a todos os homens independente de sua nacionalidade.



REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
CABRAL, Elienai. Abraão: as experiências de nosso pai  na fé. CPAD.
HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. Vol 01. CPAD.
MERRILL, Eugene H. Teologia do Antigo Testamento. SHEDD. 
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.



Por Rede Brasil de Comunicação. 


sexta-feira, 8 de julho de 2016

AMOR, O FUNDAMENTO DO EVANGELISMO





Objetivo:
Mostrar que o amor que o crente tem em seu coração procede tão somente de Deus. Esse amor precisa ser demonstrado em atitudes.

Material:
Tiras de papel ofício e caneta.

Procedimento:
Converse com os alunos a respeito do amor de Deus. Ele nos amou tanto que enviou o seu Filho para morrer em nosso lugar (Jo 3.16). O amor de Deus é incondicional. Precisamos amar as pessoas como Ele nos amou. Quem já experimentou do amor de Deus tem um coração amoroso e missionário. Em seguida, distribua as tiras de papel ofício e a caneta. Peça que os alunos formem duplas. Depois, cada aluno deverá escrever, na tira de papel, uma tarefa para que seu irmão cumpra (cantar um hino, falar um versículo, fazer uma careta, etc). Após todos terminarem, diga que eles serão surpreendidos. É que cada um vai ler o que escreveu para o outro, só que quem escreveu é que vai executar a tarefa que designou para o outro. Mostre que o amor de Deus em nossos corações nos leva a desejar ao próximo aquilo que queremos para nós. Se desejamos que toda nossa família seja salva e nos esforçamos para isso, precisamos também para que outras famílias conheçam o amor de Deus e sejam alcançadas pela Sua graça. 


Por Telma Bueno.
Adaptado pelo Amigo da EBD.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2016






   O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO –
Obedecendo ao ide do Senhor Jesus
de levar as Boas-Nova
a toda criatura  




Lição 01

Para Refletir
A respeito da missão da Igreja, responda:


Qual a urgência máxima da Igreja?
A evangelização.

Qual a diferença entre evangelismo e evangelização?
Evangelismo: É a doutrina cujo objetivo é fundamentar biblicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamento. Evangelização: É a prática efetiva da proclamação do Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra.

Por que devemos evangelizar?
É um mandamento de Jesus; é a maior expressão de amor da Igreja; o mundo jaz no maligno; e porque Jesus em breve virá.

Como devemos evangelizar?
Evangelização pessoal, evangelização coletiva, evangelismo nacional e evangelismo transcultural.

Por que Jesus é o evangelista por excelência?
Porque Ele amou o mundo de tal maneira que deu a sua vida na cruz para perdão dos nossos pecados.



LIÇÃO 01 – O QUE É EVANGELIZAÇÃO







Mc 16.19-20




INTRODUÇÃO
Neste terceiro trimestre estudaremos sobre “O Desafio da Evangelização – Obedecendo ao Ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura”, onde teremos a oportunidade de aprender sobre os desafios e as estratégias de evangelismo. Sem dúvida, o Espírito Santo de Deus estará despertando e motivando a Igreja a cumprir a sua missão aqui na terra, que é levar a mensagem do Evangelho a toda criatura. Nesta lição introdutória definiremos os termos “evangelho” e “evangelização”; citaremos os três aspectos da evangelização; explicaremos porque devemos evangelizar; destacaremos como a Bíblia descreve a evangelização; e, finalmente, veremos como se tornar um ganhador de almas.


I. DEFINIÇÕES
1.1 Evangelho. “O termo deriva-se do grego ‘euangelion’ e significa literalmente: “boa notícia” ou “boas novas” (ANDRADE, 2016, p. 176). O Evangelho são boas novas de perdão dos pecados, de salvação para a alma e de vida eterna em Cristo Jesus (Mt 11.5; Mc 1.15; Lc 9.6; At 8.1; Rm 1.15). O apóstolo Paulo definiu o Evangelho como: “...o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16).

1.2 Evangelização. “Do grego ‘evangelion’ + ‘ismo’. É a exposição sistemática da doutrina e dos métodos da proclamação do Evangelho de Cristo, de conformidade com a urgência da Grande Comissão (ANDRADE, 2016, p. 177). Pode ser definida também como a comunicação do Evangelho a alguém, de tal maneira, que este possa tomar uma decisão consciente de aceitação ou rejeição à pessoa de Jesus Cristo como Senhor e Salvador (Mt 26.13; 28.19,20; Mc 14.9; Lc 4.43; At 8.25).


II. OS TRÊS ASPECTOS DA EVANGELIZAÇÃO
A evangelização não consiste apenas em anunciar as boas-novas de salvação, mas, também, no convencimento do pecador, por parte do Espírito Santo, e também na integração do novo crente, por parte da igreja local, como veremos a seguir:

2.1 Proclamação. É a primeira etapa da evangelização e consiste na comunicação ao pecador a respeito de sua condição de escravo do pecado (Rm 3.23; 6.23); da natureza e consequência dessa escravidão (Mc 16.16; Rm 5.18); do amor de Deus e de Sua providência, por intermédio de Jesus Cristo para salvação da humanidade (Jo 3.16; Rm 5,8); e da chamada divina para uma decisão por Cristo Jesus (Mt 11.28; Mc 16.15).

2.2 Convencimento. É a ação do Espírito Santo, por intermédio do crente e da exposição da Palavra de Deus, que convence o homem do seu estado pecaminoso, da justiça divina e do juízo vindouro (Jo 16.8-11). Após a conversão do pecador, o mesmo Espírito passa a habitar no novo crente, promovendo a regeneração (Jo 3.1-8; Tt 3.5-7).

2.3 Integração. Depois da conversão, o novo crente deve ser integrado à igreja local e conduzido ao discipulado, onde será conduzido ao desenvolvimento e amadurecimento da sua fé em Cristo Jesus (Ef 4.12,13; Cl 1.10; 1 Pe 2.2). Escrevendo aos Coríntios, o apóstolo Paulo disse: “Eu plantei (evangelizador), Apolo regou (discipulador); mas Deus deu o crescimento” (1 Co 3.6).


III. PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR
Dentre as muitas razões pelas quais devemos anunciar o evangelho, citaremos algumas:

3.1 Porque a humanidade está perdida. Por causa da desobediência de Adão, o homem tornou-se destituído da glória de Deus (Rm 3.23) e a situação espiritual da humanidade é de condenação e perdição (Rm 5.12,19; 6.23).

3.2 Porque somente Jesus Cristo pode salvar a humanidade. De acordo com as Escrituras, só existe um meio para que o homem possa obter a salvação: a fé em Jesus Cristo (Jo 3.16,17; At 4.12; Ef 2.8,9; I Tm 2.5). Mas, para que o pecador possa crer em Cristo, é necessário que alguém pregue o evangelho (Rm 10.13-17). Como poderíamos, então, deixar de falar do amor de Deus aos pecadores?

3.3 Porque temos pouco tempo. Os sinais que antecedem a Segunda Vinda de Cristo nos mostram que Jesus em breve voltará para vir buscar a Sua Igreja (Mt 24.1-14; Mc 13.1-13; Lc 21.5-36), como Ele mesmo prometeu (Jo 14.1-3; Ap 22.12). Por isso, devemos pregar a tempo e fora de tempo (2 Tm 4.1,2).


IV. COMO A BÍBLIA DESCREVE A EVANGELIZAÇÃO
Em seu livro Manual de Evangelismo, o pastor Valdir Bícego (1990, pp. 12-14) menciona como a Bíblia descreve a tarefa da evangelização. Vejamos:

4.1 Como um mandamento. O Senhor nos ordenou pregar o evangelho, pois Ele quer que a mensagem da salvação alcance a toda criatura (Mc 16.15), todas as nações (Mt 28.19), todo o mundo (Mc 16.15), todas as aldeias (Mt 9.35), todos os lugares (At 17.30). Todos os crentes, sem exceção, receberam esta incumbência do Senhor (1 Pe 2.9; Mt 10.8).

4.2 Como uma obrigação. O apóstolo Paulo via esta tarefa como uma obrigação: “... pois me é imposta esta obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho” (1 Co 9.16). Não significa dizer que o crente deva pregar a Palavra constrangido ou forçado, e sim, que devemos sentir no nosso coração um profundo desejo de falar de Cristo aos pecadores, como o apóstolo Pedro, que disse: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20).

4.3 Como um dever de todo crente. A evangelização não é uma tarefa entregue apenas a liderança da Igreja, e nem a um grupo de cristãos, mas, a todos os salvos (Mt 28.19,20; At 1,8). Portanto, todo aquele que foi alcançado por tão grande salvação, deve falar de Cristo aos pecadores. O próprio Jesus disse: “... de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8).

4.4 Como um desafio. Pregar o evangelho não é uma tarefa fácil. Todo aquele que se dispõe a anunciar a mensagem da salvação deve estar consciente que sobrevirão dificuldades. Os apóstolos, por exemplo, foram açoitados, ameaçados e até presos por pregar a Cristo (At 4.17,21,29; 16.22,23; 22.19,24,25). Paulo também enfrentou oposição por parte de Elimas, o encantador (At 13.8-12); no Areópago, por parte dos escarnecedores (At 17.32-34); e, nas suas viagens missionárias, por parte das autoridades religiosas de Israel (At 9.23; 13.45,50; 14.1-5).

4.5 Como um privilégio. Um dos maiores privilégios do crente é poder cooperar com Deus. Paulo diz que nós somos cooperadores de Deus (1 Co 3.9). E, quando estamos pregando a Palavra, o Senhor coopera conosco (Mc 16.20). Como é gratificante saber que, através de nós, muitas vidas poderão ser salvas (2 Tm 4.16). Paulo tinha esta experiência com os irmãos de Tessalônica (1Ts 2.7-11,19,20), e como alguns dos seus filhos na fé, como Tito (Tt 1.4) e Onésimo (Fm 10).


V. COMO SE TORNAR UM GANHADOR DE ALMAS
O desejo de Deus é que todo crente seja um “pescador de homens” (Mt 4.18-20). Mas, para isso, é necessário observar alguns pré-requisitos. Vejamos:

5.1 Ter convicção da salvação. Ninguém pode se tornar um autêntico ganhador de almas se não tiver a certeza da salva- ção. Por isso, o pregador deve saber em quem tem crido (2 Tm 1.12); reconhecer que é filho de Deus (1Jo 3.2); que já passou da morte para a vida (1Jo 3.14); que será arrebatado e que estará para sempre com o Senhor nos céus (1Ts 4.13-17). Somente quem tem esta certeza é que poderá pregar a mensagem da salvação para as almas perdidas.

5.2 Ser cheio do Espírito Santo. O Espírito Santo é quem direciona os crentes (At 8.29; 10.19; 16.6-10) e lhes dá ousadia testemunhar de Cristo (At 1.8; 4.31; 6.10). O apóstolo Pedro, por exemplo, antes do revestimento de poder, negou a Jesus e jurou que não o conhecia (Mt 26.69-75; Mc 14.66-72). Mas, depois que foi revestido de poder, pregou a Palavra, e quase três mil almas foram salvas (At 2.37-41). Não significa dizer que o crente só pode pregar após o batismo com o Espírito Santo, pois, os apóstolos já pregavam antes mesmo de serem batizados (Mt 10.1-4; Mc 3.13,14; Lc 6.12-16). Mas, sem dúvida, o batismo com o Espírito Santo dá ao crente mais ousadia para pregar a Palavra de Deus (At 4.13,29).

5.3 Ter conhecimento da Palavra de Deus. A Bíblia é a principal “ferramenta de trabalho” do pregador do evangelho. Por isso, todo aquele que deseja ser um ganhador de almas deve ler e estudar a Palavra de Deus com afinco e dedicação. Ele deve ser instruído na Palavra (1Tm 4.6); conhecer as Sagradas Escrituras (2Tm 3.16); e guardá-las no coração (Sl 119.11). Como disse o apóstolo Paulo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15).


CONCLUSÃO
A pregação do Evangelho é a mais importante tarefa da Igreja aqui na terra, pois dela depende a salvação da humanidade. Por isso, devemos anunciar ao mundo a salvação através da fé em Cristo Jesus. O Senhor Jesus espera que cada um de nós estejamos empenhados nesta sublime tarefa, com o objetivo de ganhar almas para o seu Reino. Mas, para pregarmos o evangelho devemos ter a certeza da salvação, estudar a Bíblia e ser cheio do Espírito Santo.



REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
BOYER, Orlando. Esforça-te para Ganhar Almas. Vida.
COLEMAN, Robert E. Plano Mestre de Evangelismo Pessoal. CPAD.
GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.


Por Rede Brasil de Comunicação.



sábado, 2 de julho de 2016

EVANGELISMO, MISSÃO SUPREMA DA IGREJA




Objetivo:
Mostrar que evangelizar é a missão mais importante e urgente da Igreja de Cristo.

Material:
Palitos de churrasco.

Procedimento:
Apresente a nova revista e o tema do trimestre. Em seguida, faça a seguinte indagação aos alunos: "Qual a missão suprema da Igreja?". Ouça as respostas e diga que é a evangelização. Explique que a evangelização é responsabilidade de todos os crentes, e não apenas do pastor, evangelista e missionário. Em seguida, entregue a um aluno um palito de churrasco e peça que ele o quebre ao meio. Com certeza, o(a) irmão(a) não terá dificuldade em quebrar o palito. Diga que para a igreja cumprir sua missão na localidade onde ela está inserida também não terá tanta dificuldade, se cada crente for uma testemunha de Jesus. Depois pegue três palitos de churrasco e peça que outro(a) irmão(a) quebre os três juntos. Com certeza, o grau de dificuldade será maior, mas com esforço é possível. Em seguida, pegue uns 15 palitos e peça que outro(a) aluno(a) tente quebrar todos de uma vez. Com certeza, ele(a) não conseguirá. Então, distribua os palitos entre os alunos e peça que cada um quebre um. Diga que a tarefa se tornou possível e mais fácil, pois todos deram a sua contribuição. Mostre que assim é a obra missionária — sozinho, ninguém conseguirá fazê-la com sucesso, mas unidos conseguiremos alcançar o nosso bairro, cidade, país e as nações. 



Por Telma Bueno.