quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

UMA PROMESSA DE PODER




Objetivo:
Despertar o interesse em buscar o batismo no Espírito Santo.

Material:
Quatros copos, etiquetas, caneta hidrográfica, jarra com água e bacia.

Procedimento:
Escreva nas etiquetas as palavras: "salvo", "buscar em oração", "perseverança" e "acreditar". Cole uma etiqueta em cada copo. Comece falando que o primeiro copo (escrito "salvo") representa que nos somos filhos de Deus, alcançados pela promessa da salvação em Cristo Jesus. Enquanto fala, derrame a agua até a metade do copo. Em seguida, derrame um pouco de água no copo "acreditar" e explique que o primeiro passo para receber o batismo é crer nessa promessa. Vá para o terceiro copo ("buscar em oração") e derrame mais um pouco de água. Diga que é importante pedir a Deus o batismo para poder recebê-lo. Por fim, coloque um pouco de água no copo "perseverança" e explique que esse é o ultimo passo para alcançar a promessa do revestimento de poder. Termine a dinâmica colocando o copo "salvo" dentro da bacia. Despeje o liquido de cada um dos copos dentro dele (que ira transbordar) e encerre dizendo que quando o crente salvo em Jesus busca o batismo no Espirito Santo, se aproxima mais de Deus, transborda em sua presença ao receber o batismo. Pergunte quem ainda não recebeu e gostaria de receber o batismo. Ore com eles para que sejam batizados no Espirito Santo.

Por Luciana Gaby
Adaptado pelo Amigo da EBD

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2015






   O COMEÇO DE TODAS AS COISAS –
Estudos sobre o livro de Gênesis




Lição 11

Para Refletir
A respeito do livro de Gênesis:


Quem foi Melquisedeque?
Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Senhor. É um tipo de Cristo.

Qual o significado de seu nome?
Melquisedeque traz este glorioso significado: rei de justiça (Hb 7.2).

Descreva o sacerdócio de Melquisedeque.
Melquisedeque foi o primeiro personagem da História Sagrada a receber o título de sacerdote. No texto bíblico, ele é identificado como sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18). Ao contrário do ofício de Arão, cuja continuidade era assegurada hereditariamente, o de Melquisedeque é eterno. Com um único sacrifício, o seu ministério plenificou-se. 

Faça um breve resumo da biografia de Abraão.
Abraão era gentio, quando Deus o chamou a formar o povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se pai da nação hebreia e de todos os que creem. Abraão era semita. Sua escolha evidenciou-se por uma fé inabalável em Deus (Rm 4.3). Nele, seriam abençoadas todas as nações da terra, com a proclamação do Evangelho de Cristo (Gn 12.3).

Por que Jesus é sacerdote, de acordo com a ordem de Melquisedeque?
Porque Jesus é anterior a Abraão, a Levi e aos sacerdotes levíticos e maior que todos eles. Melquisedeque serve como tipo de Cristo, cujo sacerdócio e jamais terá fim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

LIÇÃO 11 – MELQUISEDEQUE ABENÇOA ABRAÃO

  



Gn 14.12-20 



INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a ocasião em que Abraão junto com os seus servos, entrou numa guerra com o intuito de libertar seu sobrinho Ló, que havia sido levado cativo. Ao retornar da peleja, ele encontrou-se com Melquisedeque, que era rei de Salém, a antiga Jerusalém, e que também exercia o sacerdócio antes mesmo da instituição da Lei. Abraão recebeu dele pão e vinho, foi abençoado por ele e deu-lhe os dízimos dos despojos. O sacerdócio de Melquisedeque é uma figura ou tipologia do sacerdócio de Cristo.


I. QUEM FOI MELQUISEDEQUE
“Melquisedeque é a transliteração, para o português, do termo hebraico “Malkisedeq”, que significa “rei da justiça”. Ele era rei de Salém (a antiga Jerusalém) e sacerdote de El Elion (Deus Altíssimo), o que o tornava um rei-sacerdote, o que serviu mui apropriadamente para ilustrar o mesmo oficio, ocupado em forma muito mais significativa, pelo Senhor Jesus Cristo” (CHAMPLIN, 2001, p. 210). A história de Melquisedeque é mencionada nas Escrituras na ocasião em que ele encontrou-se com o patriarca Abraão (Gn 14.18-20); no Salmo 110; e também na Epístola aos Hebreus (caps. 5-7). Vejamos, ainda, outras informações sobre ele:

1.1 Rei de Salém (Gn 14.18a).
Salém é a forma abreviada de Jerusalém e é encontrada pelo menos cinco vezes nas Escrituras (Gn 14.18; 33.18; Sl 76.2; Hb 7.1,2). Este título dado a Melquisedeque significa “rei de paz”. A cidade de Jerusalém recebeu no passado diversos outros nomes, tais como: Sião (II Sm 5.7); a cidade de Davi (I Rs 2.10); Santa Cidade (Ne 11.1); a cidade de Deus (Sl 46.4); A cidade do Grande Rei (Sl 48.2), dentre outros. Esta cidade tinha um significado especial para o povo de Deus no AT, pois era o lugar onde o Senhor reinava sobre Israel (Sl 99.1,2; 48.1-3,12- 14). Nela, reinou Melquisedeque (Gn 14.18) e Davi (I Rs 2.11) no passado, e dela Cristo reinará sobre o mundo, no futuro (Is 2.3; Mq 4.2).

1.2 Sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18b).
Esta é a primeira menção do termo “sacerdote” na Bíblia. “Melquisedeque era cananeu, e, como Jó, é um exemplo de um não israelita, servo de Deus. Melquisedeque é um tipo ou figura da realeza e sacerdócio eternos de Jesus Cristo, que é sacerdote e rei (Sl 110.4; Hb 7.1,3)” (STAMPS, 1995, p. 54). O sacerdócio de Cristo é “segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 6.20), porque é anterior ao sacerdócio de Arão e da tribo de Levi, que só foi instituído na Lei (Êx 28.1-29). Abraão não só reconheceu a autoridade desse sacerdote, a ponto de lhe entregar o dízimo (Gn 14.20), como também foi abençoado por ele (Gn 14.19).


II. QUEM FOI ABRAÃO
Abraão é um dos personagens mais marcantes da história bíblica. Ele foi chamado por Deus para ser o pai dos judeus (Gn 12.1,2), povo de onde viria o Messias (Gn 12.3; Mt 1.1). Sua vida de fé (Hb 11.8-10), obediência (Gn 12.4), fidelidade (Gn 14.14; 23.2), compaixão (Gn 18.23) e coragem (Gn 14.14-16), fez com que ele alcançasse, não só o título de “pai dos judeus” (Sl 105.6) e “pai da fé” (Rm 4.16); como também, se tornasse o único personagem da Bíblia denominado de “amigo de Deus” (Is 41.8; Tg 2.23). Vejamos o que a Bíblia diz sobre a sua chamada:

2.1 A chamada de Abraão e seus propósitos.
“A chamada de Abraão, conforme a narrativa de Gênesis 12 dá início a um novo capitulo na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de Deus era que houvesse um homem que o conhecesse e guardasse os seus caminhos. Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias doutras nações, para fazerem à vontade de Deus. Dessa nação viria Jesus Cristo, o Salvador do mundo, o prometido descendente da mulher (Gn 3.15; Gl 3.8,16,18). Vários princípios importantes podem ser deduzidos da chamada de Abraão” (STAMPS, 1995, p 50). Analisemos abaixo:

      ü  A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (Gn 12.1,2), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13);
   ü  Deus prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançariam todas as nações da terra (Gn 12.2,3);
          ü  A chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, mas, também, uma celestial (Hb 11.9-16);
     ü  A chamada de Abraão continha não somente promessas, como também compromissos. Deus requeria de Abraão obediência para receber aquilo que lhe fora prometido (Gn 15.1-6; 18.10-14);
         ü  A promessa de Deus a Abraão estende-se, não somente aos seus descendentes físicos (os judeus), pois, todos os que são da fé como Abraão, são "filhos de Abraão" (Gl 3.7) e são abençoados juntamente com ele (Gl 3.9);
            ü  Por Abraão possuir uma fé em Deus, expressa pela obediência, dele se diz que é o principal exemplo da verdadeira fé salvífica (Gn 15.6; Rm 4.1-5,16-24; Gl 3.6-9; Hb 11.8-19; Tg 2.21-23).


III. O ENCONTRO DE ABRAÃO COM MELQUISEDEQUE
O capítulo 14 de Gênesis registra uma guerra envolvendo nove reis (Gn 14.1-17). Nessa batalha, Ló, sobrinho de Abraão, foi levado cativo (Gn 14.12). Ao saber disso, Abraão, então, armou seus criados e entrou na peleja para libertar seu sobrinho. Ao retornar da batalha, ele encontrou-se com Melquisedeque.

3.1 Melquisedeque trouxe pão e vinho (Gn 14.18).
Ao retornar da batalha, o patriarca Abraão recebeu do rei de Salém pão e vinho. Sem dúvida, este alimento serviu não só como uma refeição para o patriarca, mas, também, uma figura da Santa Ceia, que foi instituída por Cristo, milênios depois (Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; Lc 22.16-20). “Melquisedeque traz pão e vinho a Abraão na qualidade de sacerdote, e não como rei de Salém. Era, pois, uma refeição sacramental, não um banquete oficial” (ANDRADE, 2015, p. 118,119).

3.2 Melquisedeque abençoou Abraão (Gn 14.19).
Quando Melquisedeque abençoou Abraão demonstrou ocupar uma posição superior ao patriarca (Hb 7.6,7). “A bênção aqui referida não é a simples expressão de um desejo relativo a outrem, o que pode ser feito de um inferior para um superior. Mas, é a ação de uma pessoa ‘autorizada’ a declarar intenções de Deus, conferindo boas dádivas de prosperidade a outrem. E, tal ação somente tem validade quando é feita por alguém que é superior” (SILVA, 2002, pp. 122,123). Nesta ocasião, Melquisedeque, que também adorava ao Deus de Abraão, declarou que o Deus Altíssimo é o possuidor dos céus e da terra, e que foi Ele quem entregou os adversários nas mãos de Abraão (Gn 14.19).

3.3 Abraão dá os dízimos a Melquisedeque (Gn 14.20).
O patriarca Abraão deu os dízimos ao sacerdote Melquisedeque dos despojos da guerra. “Os despojos eram repartidos entre os guerreiros vitoriosos, e em ocasiões especiais repartia-se também com aqueles cuja autoridade era considerada superior. Em alguns casos, estes eram compostos não só de bens materiais, mas também de pessoas (Is 42.24). Mas, neste episódio, somente está em foco os despojos dos bens materiais” (SILVA, 2002, p. 120). Esta é a primeira menção de dízimo na Bíblia, o que nos leva a crer que já existia esta prática entre os servos de Deus (Gn 28.22), antes mesmo da instituição e formalização da Lei (Lv 27.32; Nm 18.21,24,26,28; Dt 12.6,11,17; 14.22,23,28).


IV. O SIGNIFICADO PROFÉTICO DE MELQUISEDEQUE
O escritor da epístola aos Hebreus declara que o sacerdócio de Melquisedeque era uma figura do sacerdócio eterno de Cristo, como veremos a seguir:

 üJesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 5.6,10; 6.20). O que significa que Cristo é anterior e superior a Abraão, a Levi e aos sacerdotes do Antigo Pacto (Jo 8.56-58);
       ü Melquisedeque, como protótipo de Cristo, estava revestido de grande dignidade. Por isso, abençoou Abraão e recebeu dele o dízimo (Hb 7.1,2). Melquisedeque é superior a Abraão, pois recebeu dízimo até mesmo de Levi, representado figuradamente pelo patriarca (Hb 7.4-10);
        ü Melquisedeque é descrito como não tendo genealogia, não que ele não tivesse, mas sim, que ele não foi registrado nas Escrituras (Hb 7.6). Serve como um tipo de Cristo, que é eterno (Jo 1.1; Hb 13.8);
   ü Melquisedeque era mais importante que Levi e seus descendentes, cujo sacerdócio era temporário (Hb 7.4-10). Mas, o sacerdócio de Cristo é eterno (Hb 7.3,17);
       ü A superioridade de Melquisedeque é vista no fato que ele apresenta uma ordem sumo sacerdotal mais elevada que a do sacerdócio levítico, que era imperfeito (Hb 7.11-14);
      ü Cristo, tipificado no AT por Melquisedeque é o nosso sumo sacerdote santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime que os céus não precisou oferecer sacrifícios por si mesmo (Hb 7.26-28).


CONCLUSÃO
O encontro de Abraão com Melquisedeque não foi um fato comum, e sim, um evento de um profundo significado profético, pois demonstra que já existiam homens que desempenhavam o ofício sacerdotal antes mesmo da instituição da Lei e da escolha de Arão e seus filhos para exercerem o ministério sacerdotal, prefigurando o sacerdócio eterno de Cristo. 



REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor de. O Começo de Todas as Coisas. CPAD.
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  _______________. O AT Interpretado Versículo por Versículo. HAGNOS.
Ø  HOFF Paul. O Pentateuco. VIDA.
Ø  OLSON, Laurence. O Plano Divino Através dos Séculos. CPAD.
Ø  SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos Hebreus. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.



Por Rede Brasil de Comunicação.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2015






   O COMEÇO DE TODAS AS COISAS –
Estudos sobre o livro de Gênesis





Lição 10

Para Refletir
A respeito do livro de Gênesis:


O que levou os descendentes de Noé a construírem a torre de Babel?
Eles queriam fama e desejavam segurança. Foram movidos pelo orgulho.

Como eles construíram a torre?
Eles prepararam o material: tijolos bem queimados e betume. 

O que teria acontecido se eles tivessem alcançado o seu intento?
O homem não teria cumprido o mandato cultural que Deus havia lhe dado.

O que, hoje, separa os seres humanos?
A diversidade linguística, cultural e geográfica.

Que episódio bíblico é considerado o contraponto da torre de Babel?
A proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, "todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4). 


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

LIÇÃO 10 – A ORIGEM DA DIVERSIDADE CULTURAL DA HUMANIDADE





Gn 11.1-9



INTRODUÇÃO
Após o dilúvio, os descendentes dos filhos de Noé, liderados por um homem chamado Ninrode, se uniram para a construção de uma grande e imponente torre, num lugar chamado Babel, posteriormente chamado Babilônia. Suas motivações com este projeto eram extremamente corrompidas, o que levou Deus a intervir na situação confundindo as línguas para que os homens não se entendessem e assim deixassem de levar adiante este projeto corrupto.


I. A ORIGEM DA DIVERSIDADE LINGUÍSTICA E CULTURAL
1.1 Diversidade linguística (Gn 11.9).
Quando Deus fez o homem, já o fez apto para falar (Gn 2.19-23). A Bíblia acrescenta que até o evento da Torre de Babel, todos os homens falavam a mesma língua (Gn 11.1). Todavia, para embargar aquele projeto orgulhoso, Deus confundiu as línguas, dando origem a outros idiomas. A partir disso “é impossível dizer quantas línguas os homens já falaram, desde que o fenômeno veio à existência. Muitos milhares de idiomas têm sido usados, têm evoluído e têm desaparecido. Até mesmo quanto à atualidade, é difícil dizer-se exatamente quantas línguas são faladas no mundo” (CHAMPLIN, 2004, p. 828).

1.2 Diversidade cultural (Gn 10.5,32).
A palavra “cultura” significa: “ o conjunto de comportamentos e ideias característicos de um povo, que se transmite de uma geração a outra e que resulta da socialização e aculturação verificadas no decorrer de sua história (BURNS, 1995, p. 15). Foi a partir da linguagem diferente e por conseguinte da dispersão que os povos começaram a criar seu próprio modo de vida distinto. Logo, a cultura até certo ponto não é nociva, desde que não venha a ferir os princípios da Palavra de Deus.


II. OS DESCENDENTES DOS FILHOS DE NOÉ
É importante destacar que nem todas as nações conhecidas do AT estão arroladas em Gênesis 10, mas constam do rol em número suficiente para firmar o ponto de que a humanidade é uma só, com toda a sua diversidade, sob o único Criador (At 17.26). Abaixo destacaremos informações sobre os descendentes de Sem, Cam e Jafé, filhos de Noé, segundo o Comentário Bíblico Africano (2010, p. 27):

2.1 Os descendentes de Sem (semitas) (Gn 10.2-5).
Os descendentes de Sem são relacionados até a sexta geração (seus pentanetos). Aqui, a declaração geral é de que “são estes entre os filhos de Sem, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações” (Gn 10.31; I Cr 1.17-27). O número maior de gerações abrangidas reflete o interesse do autor. No início da genealogia, diz-se que Sem “foi pai de todos os filhos de Héber” (Gn 10.21). É possível que tenha sido destacado pelo fato de algumas pessoas costumarem explicar a designação “hebreu” como sendo proveniente de “Héber”. A linhagem de Sem culmina com Abraão (Gn 11.17-27), em quem se origina a semente que será o canal de benção universal que é Cristo Jesus (Gn 12.3; Gl 3.18). Em Atos, vemos Lucas registrar a salvação de um descendente de Cam: o Eunuco (At 8.1); de Sem: Saulo (At 9); e de Jafé: Cornélio (At 10). O apóstolo João vislumbra no céu, homens que foram comprados pelo sangue de Jesus, de todas as tribos, línguas e nações (Ap 5.9-10).

2.2 Os descendentes de Cam (canitas) (Gn 10.6-20).
A linhagem de Cam é relacionada até a quarta geração (seus bisnetos). De acordo com a declaração geral desta passagem, são “estes os filhos de Cam, segundo suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, e em suas nações” (Gn 10.20; I Cr 1.8-16). Costuma-se associar os filhos de Cam — Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã — aos etíopes, egípcios, líbios e cananeus, respectivamente. Três descendentes de Cam recebem atenção especial: Ninrode “poderoso caçador” (Gn 10.8); Mizraim “de onde vieram os filisteus” (Gn 10.13-14); e, Canaã que tornou-se o antepassado das tribos relacionadas em (Gn 10.15-18). O território ocupado por elas é a mesma terra prometida posteriormente a Abraão e seus descendentes (Gn 10.19; Êx 3.8,17; 13.5; Dt 7.1).

2.3 Os descendentes de Jafé (jafetitas) (Gn 10.21-31).
A linhagem de Jafé é relacionada até a terceira geração (seus netos). O autor faz, então, uma declaração geral de que “estes repartiram entre si as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua” (Gn 10.5; I Cr 1.3-7). Estudos que procuram relacionar os nomes dos filhos e netos de Jafé com dados históricos posteriores sugerem que talvez ele seja o antepassado dos povos indo-europeus.


III. NINRODE: O MENTOR DA REBELIÃO CONTRA DEUS
3.1 A família de Ninrode (Gn 10.8).
De acordo com o texto bíblico, Ninrode é filho de Cuxe, filho de Cam. “Embora seu nome não apareça na lista dos filhos de Cuxe em Gênesis 10.7. Ao que parece, neste caso o verbo “gerar” não define Cuxe como seu pai, mas sim como seu antepassado” (ADEYEMO, 2010, p. 27 – acréscimo nosso).

3.2 O caráter de Ninrode (Gn 10.8,9).
“A Bíblia fornece-nos algum relato relativo à Ninrode. Mas, o significado do seu nome, “rebelde” parece fazer dele uma espécie de anti-herói indesejável. Ele era o tipo de rei que Deus jamais aprovaria. Em Gênesis 10.8,9, Ninrode é chamado “gibbor”, que significa “guerreiro” (CHAMPLIN, 2005, p. 508). Ninrode destaca-se na antiguidade como o primeiro “dos grandes homens que há na terra”, rememorado por duas coisas que o mundo admira: bravura pessoal e poder político”.

3.3 O reino de Ninrode (Gn 10.10).
“A conexão entre Ninrode e a torre de Babel é evidente pela prioridade cronológica de Gênesis 11 a Gênesis 10 e pelo fato de que um dos centros do reino de Ninrode era a Babilônia (ou seja, Babel). Muito provavelmente o próprio Ninrode era um dos construtores da torre” (ZUCK, 2009, p. 38). Flávio Josefo, judeu, historiador do primeiro século, relatou a participação direta dos homens liderados por Ninrode na construção da Torre em Babel: “Ninrode, neto de Cam, um dos filhos de Noé, foi quem levou os homens a desprezar a Deus. Ao mesmo tempo valente e corajoso, persuadiu-os de que deviam unicamente ao seu próprio valor, e não a Deus, toda a sua boa fortuna. E, como aspirava ao governo e queria que o escolhessem como chefe, abandonando a Deus, ofereceu-se para protegê-los contra Ele, construindo uma torre para esse fim, tão alta que não somente as águas não poderiam chegar-lhe ao cimo como ainda ele vingaria a morte de seus antepassados” (JOSEFO, 2004, p. 28 – acréscimo nosso).


IV. O PROJETO DA TORRE DE BABEL
4.1 A construção da torre (Gn 11.3,4).
Os homens estavam unidos entre si, mas essa unidade conferiu-lhes a coragem e a ambição de fazer coisas proibidas. Utilizando-se de tijolos e do betume como argamassa, eles deram início a construção de uma imponente torre. “A 'torre' que construíram em Babel era uma estrutura conhecida como 'zigurate'. Arqueólogos já escavaram várias dessas estruturas enormes construídas principalmente para fins religiosos. Um zigurate era como uma pirâmide, exceto pelo fato de que cada nível acima era menor, criando uma sucessão de “degraus” que permitiam subir até o topo” (WIERSBE, 2010, p. 77).

4.2 Os propósitos da construção (Gn 11.4).
Segundo Matthew Henry (2010, p. 71), foram três os motivos da construção da Torre de Babel: a) Ela parece destinar-se a uma afronta ao próprio Deus (Gn 11.4a). Pois eles desejavam construir uma torre cujo cume tocasse nos céus, o que evidencia um desafio a Deus, ou pelo menos, uma rivalidade com Ele. Eles desejavam ser como o Altíssimo, ou pelo menos, aproximar-se dele o mais que pudessem, não em santidade, mas em altura; b) Eles esperavam, com isto, fazer um nome para si (Gn 11.4b). Eles desejavam fazer alguma coisa para que se falasse deles agora e para dar a conhecer à posteridade que havia existido homens assim no mundo. Em lugar de morrer sem deixar algo que os recordasse, eles desejavam deixar este monumento do seu orgulho, e ambição, e tolice; e, c) Eles fizeram isto para impedir a sua dispersão (Gn 11.4c). Para que pudessem estar unidos em um império glorioso, eles decidem construir esta cidade e esta torre, para que fossem a metrópole do seu reino, e o centro da sua unidade.


V. A ATITUDE DIVINA ANTE A CONSTRUÇÃO DA TORRE
5.1 Deus desceu (Gn 11.5,7a).  
“O Deus do céu jamais fica perplexo nem paralisado com aquilo que as pessoas fazem aqui na Terra. A arrogante exclamação de Babel 'Subamos!' foi respondida com tranquilidade pelo céu: 'Desçamos!'. É claro que Deus não precisa realizar uma investigação para saber o que está acontecendo em seu Universo; a linguagem usada serve apenas para dramatizar a intervenção divina” (WIERSBE, 2010, p. 78 – negrito nosso).

5.2 Deus confundiu (Gn 11.7b).
A Bíblia diz que Deus desceu para embargar o projeto da construção dessa Torre, confundindo-lhes a língua ao ponto de não se entenderem para não levar adiante aquele projeto. “A palavra Babel (Babilônia) dava-se a si própria o nome de “Bab-ili”, “portal de Deus”. Mas, mediante um jogo de palavras, a Escritura sobrepõe o rótulo mais verdadeiro, “bãlal” que significa “ele confundiu”. Na Bíblia, esta cidade veio a simbolizar crescentemente a sociedade ateísta, com suas pretensões (Gn 11), perseguições (Dn 3), prazeres, pecados e superstições (Is 47.8-13), suas riquezas e sua eventual ruína (Ap 17,18)” (KIDNER, 2001, p. 103). Aprendemos com isso que, todo e qualquer projeto a ser realizado alienado de Deus, mais cedo ou mais tarde sucumbirá (Sl 127.1-3; Mt 7.24-27).

5.3 Deus espalhou (Gn 11.8).
Aquilo que o povo havia temido lhes sobreveio devido a seus atos quando Deus “os dispersou dali pela superfície da terra” (Gn 11.8). Impossibilitados de se comunicar de forma apropriada, os trabalhadores tiveram de interromper a construção da torre. “Não sabemos o que Deus fez com a Torre, uma tradição judaica diz que o fogo desceu do céu a consumiu até os alicerces. Outra tradição afirma que ela foi derrubada pela força do vento” (PFEIFFER, 2007, p. 249).


CONCLUSÃO
Sempre que o homem age por arrogância desconsiderando o senhorio de Deus sobre todas as coisas, ele experimenta a punição e o juízo do Senhor. Esta é a principal lição que podemos extrair do episódio da torre de Babel.




REFERÊNCIAS
Ø  ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. MUNDO CRISTÃO.
Ø  BURNS, Bárbara. Costumes e Culturas: uma introdução à Antropologia Missionária. VIDA NOVA.
Ø  CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado – Gênesis a Números. HAGNOS.
Ø  JOSEFO, Flavio. História dos Hebreus. CPAD.
Ø  KIDNER, Derek. Gênesis: introdução e comentário. CULTURA BÍBLICA.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.
Ø  ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. CPAD.



Por Rede Brasil de Comunicação.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2015






   O COMEÇO DE TODAS AS COISAS –
Estudos sobre o livro de Gênesis




Lição 09

Para Refletir
A respeito do livro de Gênesis:


Em que consistiu o pecado de Cam?
Ao invés de calar-se e, discretamente, resguardar a honra do pai, saiu a depreciar-lhe a imagem (Gn 9.22).

Em quem recaiu a maldição de Cam?
O patriarca castiga indiretamente a Cam, lançando sobre o filho deste uma pesada maldição.

Como Sem e Jafé foram abençoados?
Ao galardoar a atitude respeitosa e reverente de Sem e Jafé, o patriarca concede-lhes uma benção eterna: "Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo" (Gn 9.26,27).

Como Canaã foi castigado?
Eles seriam punidos com a perda de suas terras aos filhos de Abraão, o mais notável descendente de Sem, depois de Jesus Cristo.

De que forma devemos agir ante os pecados alheios?
Não entreguemos o faltoso ao vitupério. Se agirmos com amor, poderemos recuperá-lo plenamente (Tg 5.20). Doutra forma, perderemos almas mui preciosas aos olhos de Deus. Lembremo-nos da recomendação de nosso Senhor (Mt 18.15-18).