quinta-feira, 12 de novembro de 2015

VACINANDO A FAMÍLIA



Objetivo:
Orientar sobre as atitudes preventivas que são indispensáveis para a proteção da família quanto à corrupção do mundo.

Material:
- Copo com água (copo bem alto);
- Um vasilhame com água
- Uma pequena bacia
- Bolinhas de gude,
- Quadro de giz-, giz.

Procedimento:
Sente-se com os alunos em círculo. Depois, escreva no quadro de giz a seguinte questão: "O que fazer para que a nossa família possa escapar da corrupção vivida pelo mundo hodierno?" Discuta com os alunos. Ouça-os com atenção e explique que a Queda fez com que a família sofresse. Já desde o início, na família de Adão podemos ver vários acontecimentos ruins, como por exemplo, inveja e assassinato. Viver em família não é fácil, cada membro tem que fazer a sua parte e procurar cumprir os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para esta importante instituição divina.
Em seguida, peça que um aluno leia parte destes princípios narrados em Efésios 6.22-29 e 6.1-4. Discuta com eles estes princípios e em seguida pegue o copo com agua e coloque no centro do círculo. Diga que Deus criou a família e o seu desejo é que o nosso lar seja um lugar de proteção e cuidado. Peça que observem a água pura e cristalina. Em seguida, diga que algumas atitudes podem comprometer a vida familiar saudável. Distribua as bolinhas de gude e peça que cada aluno fale, utilizando apenas uma palavra, o que pode atrapalhar a união e a felicidade de uma família. Em seguida o aluno vai jogar a bolinha dentro do copo com agua que ficará dentro de uma pequena bacia. As bolinhas vão ocupando os espaços e água vai sendo lançada para fora do copo.
Explique que na vida familiar, se cada membro não fizer a sua parte, as atitudes ruins, o pecado, vai tomando conta e vai "esvaziando" as pessoas de tudo que é bom. Vamos perdendo o afeto, o carinho, o companheirismo, a amizade, etc. Os sentimentos bons vão se acabando. Resta apenas um monte de entulho (mostre o copo só com as bolinhas). Retire as bolinhas do copo e coloque água novamente. Não existem famílias perfeitas, mas se cada membro fizer a sua parte, buscando obedecer aos princípios de Deus, nossos lares são abençoados. Diga que com a ajuda de Jesus podemos retirar tudo que não presta e restabelecer a pureza, o amor, a alegria, a paz, etc. Conclua com uma oração em favor das famílias.

Por Telma Bueno
Adaptado pelo Amigo da EBD

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – 1º Trimestre de 2016





Iniciaremos o ano letivo de 2016 estudando em nossas Escolas Bíblicas Dominicais o tema: O Final de Todas as Coisas – Esperança e Glória para os Salvos. O comentarista do referido tema será o Pr. Elinaldo Renovato de Lima. Este servo de Deus é Pastor da Assembleia de Deus em Parnamirim-RN, membro da Convenção Estatual de Ministros da Igreja Evangélica Assembleias de Deus no Rio Grande do Norte (CEMADERN) e membro da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). É formado em Teologia e Mestre em Ciências da Religião, bem como Comentarista das revistas Lições Bíblica e Autor de diversos livros.

Abaixo, você pode conferir os títulos das 13 lições:

Lição 1 - Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
Lição 2 - Sinais que Antecedem a Volta de Cristo
Lição 3 - Esperando a Volta de Jesus
Lição 4 - Esteja Alerta e Vigilante, Jesus Voltará
Lição 5 - O Arrebatamento da Igreja
Lição 6 - O Tribunal de Cristo e os Galardões
Lição 7 - As Bodas do Cordeiro
Lição 8 - A Grande Tribulação
Lição 9 - A Vinda de Jesus em Glória 
Lição 10 - Milênio - Um Tempo Glorioso para a Terra
Lição 11 - O Juízo Final
Lição 12 - Novos Céus e Nova Terra
Lição 13 - O Destino Final dos Mortos


Certamente, você não vai perder nenhuma 
dessas maravilhosas lições!! Vai??


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2015

  



   O COMEÇO DE TODAS AS COISAS –
Estudos sobre o livro de Gênesis




Lição 06

Para Refletir
A respeito do livro de Gênesis:


O que caracterizava o mundo de Lameque?
Violência sem limites, devassidão sexual e resistência à graça divina.

Qual o ofício de Tubalcaim?
Metalurgia, fabricação de instrumentos cortantes.

Que pecados caracterizavam os contemporâneos de Noé?
Era uma geração corrompida pelo pecado e caracterizada pela depravação moral.

É possível resistir a graça divina?
A graça de Deus, ainda que perfeita e infalível, pode ser resistida.

De que forma Noé apregoava a justiça divina?
Ele pregava a justiça divina com a voz e com as obras.


sábado, 7 de novembro de 2015

LIÇÃO 06 – O IMPIEDOSO MUNDO DE LAMEQUE

  



Gn 6.1-8



INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos uma breve biografia de Lameque descendente de Caim, considerado por alguns como um dos personagens mais depravado da Bíblia Sagrada. Faremos uma rápida comparação entre a geração ímpia de Lameque e a geração piedosa de Sete. Estudaremos os maus exemplos deixados pela semente lamequiana, e por fim, concluiremos pontuando que não devemos seguir os maus hábitos da linhagem impura de Lameque.


I. BREVE BIOGRAFIA DE LAMEQUE
Lameque filho de Metusael, um descendente de Caim, foi o primeiro polígamo manchando a instituição divina do casamento tendo-se unido com Ada do hebraico “beleza” e Zilá significa “sombra” (Gn 4.18-24). Seus filhos foram Jabal (pai dos que habitam em tendas e têm gado), Jubal (pai de todos que tocam harpa e órgão), e Tubalcaim (mestre de toda a obra de cobre e de ferro). Sua impiedade chegou ao auge quando se vangloriou de sua violência no cântico da espada (Gn 4.23,24), assim, em conexão com Lameque, temos o primeiro exemplo de poesia na Bíblia (Gn 4.23,24), e exibe o paralelismo que caracterizava a poesia dos hebreus. Essa vanglória é geralmente entendida como sendo a confiança nas armas de metal de seu filho, em oposição à confiança em Deus. Estes filhos parecem torná-lo o pai dos nômades, músicos e artífices em metal (WYCLIFFE, 2006, p. 1130). Donald Stamps (1995, p. 39), diz que Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico ordenado por Deus (Ml 2.15; Mt 19.5), que um homem cruel e bárbaro, e foi o primeiro a cometer um duplo homicídio, e ainda fez um poema em sua própria homenagem (Gn 4.23,24).


II. LAMEQUE E A SEMELHANÇA DA DESCENDÊNCIA DE CAIM E SETE
Quanto aos três filhos de Lameque descendente de Caim, Jabal o primeiro, foi um famoso pastor de ovelhas e construtor de tendas (Gn 4.20); Jubal, o segundo, foi um músico e harpista (Gn 4.21); e o terceiro filho Tubalcaim foi artífice de metais (Gn 4.22). É interessante observar um ponto de comparação entre a linhagem de Caim e a linhagem de Sete. O sétimo depois de Caim foi Lameque, que era o epítome (exemplo) da hostilidade furiosa, embora seus três filhos fossem gênios criativos. O sétimo na linhagem de Sete foi o piedoso Enoque, que Deus para si o tomou e seus três filhos começaram uma nova população depois do dilúvio (HENRY, 2010, p. 41). Ao comparar a árvore genealógica de Caim com a de Sete é impossível não observar a semelhança entre os nomes. Vejamos:

2.1 Apenas uma aparente semelhança genealógica. 
Há um Enoque e um Lameque descendentes de Caim (Gn 4.18) e um Enoque e um Lameque descendentes de Sete (Gn 5.18, 25). O Enoque descendente de Caim não andou com Deus como o de Sete, e nem o Lameque descendente de Caim foi obediente como o de Sete (Gn 4.26; 5.21-32). O mais triste, porém, é que essas duas linhagens, a descendência perversa de Caim e a piedosa de Sete, convergiram e uniram-se (Gn 6.1,2), criando assim, uma sociedade depravada cujos pecados trouxeram o juízo do dilúvio. A árvore genealógica de Caim termina com a família de Lameque (Gn 4.19-24), um homicida arrogante cujos três filhos produziam coisas para este mundo. A linhagem de Sete termina com Noé, cujos três filhos deram ao mundo um recomeço depois do dilúvio (HENRY, 2010, p. 46 – acréscimo nosso). Assim, na linhagem de Caim temos o começo da vida urbana; na linhagem de Sete, o começo de uma vida de santificação; e o cainita Lameque, regozijando-se nas armas inventadas por seu filho, mostrou ser o oposto mesmo do Lameque descendente de Sete (CHAMPLIN, 2001, p. 48).


III. A GERAÇÃO ÍMPIA DE LAMEQUE E SEUS MAUS EXEMPLOS
A geração atual em nada se difere dos tempos antediluvianos a não ser em questão de espaço temporal. Notemos, pois, o que diz o texto: “E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra... O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência... (Gn 6.12,13). O mundo de Lameque era ingrato e cruel e voltando-se contra o Senhor, seus descendentes cometeram os pecados mais hediondos e abomináveis. Vejamos:

3.1 Corromperam a terra com prostituições (Gn 4.19).
Os pecados sexuais, agora, eram cometidos como se nada fosse proibido; não havia limites à fornicação nem ao adultério. A maldade aumentava a todo instante e os descendentes de Caim e Lameque ficaram excessivamente ímpios e pagãos. Com o transcorrer do tempo, a separação entre os descendentes de Sete e os de Caim cessou por causa do casamento das duas linhagens (Gn 6.2). A união dos piedosos com mulheres incrédulas foi motivada pela “atração física de tais mulheres”. Sem mães piedosas, a descendência de Sete degenerou-se espiritualmente.

3.2 Corromperam a terra com imoralidades (Gn 6.5). 
Chegou o momento quando a família de Noé foi a única que cumpria as normas morais e espirituais de Deus. Parece que Satanás, ao ver que não pôde destruir a linha messiânica pela força bruta no caso de Abel, agora procura extingui-la mediante casamentos mistos; e por pouco não teve êxito. Outra característica daquela geração era a corrupção (Gn 6.11). O homem deixou de fazer o bem e, aquela geração vivia mergulhada em práticas pecaminosas e imorais.

3.3 Corromperam a terra com violência (Gn 4.23; 6.11). 
Os descendentes de Caim deixaram um legado de iniquidade e maldade. Tornaram-se autossuficientes e a violência cada vez mais se multiplicava gerando uma sociedade hostil e competitiva. Os excessos daquela gente redundaram numa geração truculenta e implacável. O primeiro poema da Bíblia (Gn 4.23,24) serve de ilustração da amargura feroz que envenenou o espírito destes homens. Há quem diga que o significado do versículo 23 é: “Matei um homem [meramente] por me machucar e um jovem [só] por me pisar o pé”. A maldade e a corrupção daquela geração abriram as portas para a violência. Os homens viviam agredindo-se mutuamente, pois as Escrituras afirmam que “... encheu-se a terra de violência” (Gn 6.11b).

3.4 Corromperam a terra com resistência à graça divina (Gn 6.3). 
Como se não bastasse à maldade, a corrupção e a violência, aquela geração também era caracterizada pela incredulidade. Por muito tempo, o Espírito de Deus instou junto àquela geração para que se convertesse e deixasse seus maus caminhos. Chegou, porém, o dia em que Deus deu um basta em tudo aquilo. Declarou o Senhor: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos". A graça de Deus, ainda que perfeita e infalível, pode ser resistida, haja vista a geração que saíra do Egito rumo a Canaã. Não obstante os milagres que presenciara, endureceu o seu coração de tal forma, que veio a ser rejeitada pelo Senhor (Hb 3.8; 15).

3.5 Corromperam a terra com desprezo pela moral (Gn 6.5). 
A geração lamequiana e antediluviana foi marcada pela violência, corrupção, maldade e satisfação carnal. Os homens daquela época viviam circunscritos a benefícios próprios. “... Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (...) e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem” (Mt 24.37-39). As marcas da violência são vistas por todos os lados; abusos contra crianças e adolescentes, abusos contra a mulher e racismo de toda natureza.

3.6 Corromperam a terra com o hedonismo (Gn 4.24). 
A palavra hedonismo vem do filósofo grego Epicuro e significa o “prazer pelo prazer”. Os antediluvianos pensavam somente em “comer e beber; casar-se e se dar em casamentos”. Todas estas expressões revelam a maneira que aquela sociedade encarava a vida; pois para eles tudo girava em torno do prazer, ou seja, da satisfação pessoal. Esta geração precisa urgentemente ouvir a voz de Deus ou será submersa pelo dilúvio do juízo divino. Observe o que diz a Bíblia: “E eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos”. Crendo os homens ou não Jesus virá para arrebatar os salvos e punir os ímpios.


IV. LAMEQUE – UM EXEMPLO A NÃO SER SEGUIDO
Lameque é um exemplo a não ser seguido por algumas razões. Vejamos:

4.1 Lameque se vangloria de ser um homem violento. 
Lameque tem prazer em alardear sua violência e apresenta-se como o segundo homicida da história. Ele não conhecia que a violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora. “E disse Lameque a suas mulheres Ada e Zilá: Ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras (...)” (Gn 4.23a).

4.2 Lameque banaliza a vida humana. 
Para Lameque as pessoas não valiam nada. A violência é a demonstração mais vil de que a vida humana não tem valor. Matar um jovem por causa de uma pisada no pé é não ter nenhum respeito à vida humana. “E disse Lameque (…) eu matei um homem por me ferir (...)” (Gn 4.23b).

4.3 Lameque não demonstrou o mínimo de amor. 
Lameque não gostou de ser pisado, mas pisou as pessoas. Lameque tipifica aquelas pessoas que não gostam de ser machucadas, mas têm prazer em machucar os outros. “... eu matei (...)” (Gn 4.23c). Além de amar nossos familiares e irmãos, a Palavra de Deus nos ensina a amar a todas as pessoas, inclusive, os nossos inimigos (Mt 5.44; Lc 6.35). Jesus disse que se amarmos a quem nos ama, não teremos nenhuma recompensa, pois os pecadores amam aos que os amam (Lc 6.32). É bem verdade que não é fácil amar a quem nos persegue, mas a Bíblia nos diz que o amor de Deus está derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

4.4 Lameque é avesso ao perdão. 
Lameque não conhecia a palavra perdão. Perdão é uma palavra desconhecida no vocabulário de algumas pessoas. Infelizmente, muitos à semelhança de Lameque preferem retribuir a ofensa na mesma intensidade ou em grau superior do que liberar perdão. Seguimos o exemplo de Lameque quando não perdoamos, antes odiamos ao nosso irmão. “... eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar” (Gn 4.23-d; Sl 130.4; Mt 5.43,44; Lc 6.27;35; Rm 12.14, 20).


CONCLUSÃO
Concluímos esta lição, aprendendo que apesar de sempre existir as gerações ímpias e impuras, Deus sempre contou com as gerações puras e obedientes como a de Sete e Noé.



REFERÊNCIAS
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  HOWARD, R.E et al. Comentário Bíblico. CPAD.


Por Rede Brasil de Comunicação

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2015






   O COMEÇO DE TODAS AS COISAS –
Estudos sobre o livro de Gênesis





Lição 05

Para Refletir
A respeito do livro de Gênesis:


O que levou Caim a odiar Abel?
O fato da oferta de Abel ser aceita e a dele não.

Como era o culto de Caim? 
O culto de Caim era para satisfazer o seu ego.

Por que o ofertório de Caim foi reprovado?
Porque seu coração era mau, cheio de inveja e ódio.

Que desculpa deu Caim ao Senhor?
Ele afirmou estar em outro lugar quando da morte de Abel.

Quais as características da geração de Caim?
Uma geração perversa e contumaz.


sábado, 31 de outubro de 2015

LIÇÃO 05 – CAIM ERA DO MALIGNO

  




Gn 4.1-10



INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o capítulo 4 do Livro de Gênesis, que abordará o incidente que houve com os irmãos Caim e Abel. Incidente este, que revela o primeiro homicídio da história da humanidade e suas implicações práticas. Após ver que a sua oferta a Deus foi rejeitada e a de seu irmão aceita, Caim, por inveja e ardendo em ira executou Abel. Este ato horrendo não ficou impune, pois Deus o castigou severamente. Os escritores do NT fazem menção desta história, a fim de alertar aos cristãos que não devemos entrar pelo caminho de Caim, nem imitarmos as suas más obras (Hb 11.4; 1 Jo 3.12; Jd v.11).


I. CAIM ERA OU NÃO O PRIMOGÊNITO DE ADÃO
Confesso que fiquei de sobremodo chocado pela afirmação feita pelo comentarista do trimestre, Pr. Claudionor de Andrade, por considerá-lo um Pastor e Teólogo de grande credibilidade e respeito. Porém, forçar o texto bíblico afirmar ou dizer o que não se propõe a dizer é ir contra todas as regras da Hermenêutica Bíblica. E o porquê do meu estado de choque? Simples. Aprendi na sala de EBD que o capítulo 4 de Gênesis não se propõe em dizer quem foi ou quem era o primogênito de Adão, mas, sim, de revelar o primeiro homicídio da história da humanidade. Afinal, o livro em estudo trata das primeiras coisas. No entanto, o que me faz ficar mais admirado (para não dizer perplexo), é o fato de que muitos estão seguindo o raciocínio do comentarista, sem, contudo, analisar se tal proposição tem ou não base bíblica. Então, a primeira indagação que nos vem é: “Qual a relevância de se saber quem foi o primogênito do primeiro homem criado por Deus?”. Ora, as Escrituras Sagradas já nos revelam o mais importante: Quem foi o primeiro homem! Além disso, nenhuma referência bíblica há que ateste ou comprove que Caim fora, de fato, o primogênito de Adão. Muito pelo contrario, elas nos dão evidencias que outros filhos, ou melhor, filhas vieram antes da existência de Caim.

Assim sendo, comecemos pelo texto de Gn 5.4 que diz: “Foram os dias de Adão, depois que gerou Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas”. O texto deixa em evidencia que Adão gerou “filhos e filhas”. Agora, observe a ordem imperativa de Deus a Adão logo após criá-lo com Eva. Em Gn 1.28, Deus diz: “Deus os abençoou e disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a”. Logo, é possível afirmar que Adão não gerou filhos, ou melhor, filhas só após a Queda, mas também antes da mesma. Assim, as primeiras indagações são: “Quanto tempo viveu Adão no Éden?” ou “Quantos anos de vida tinha quando desobedeceu a Deus?” Na verdade, é impossível responder as essas indagações; porém, sabe-se que Adão viveu décadas ou séculos naquele Jardim. Então, surge a indagação mais relevante: “Adão desobedeceu a ordem divina de se multiplicar e encher a terra enquanto vivia no Éden?” É evidente que não! Pois a única e fatal desobediência dele ocorre no capítulo 3 de Gênesis. Mas, talvez você me indague sobre minha ênfase sobre “filhas” e não sobre “filhos”. Simples! Porque em Gn 4.1 Eva muito se alegra com o nascimento de um “varão”, ou seja, de um “menino”. Ora, este fato pressupõe que ela, até então, só gerava meninas. Razão essa de exaltar a Deus dizendo: “Alcancei do Senhor um varão” (ARC).

Não bastasse o entendimento acima, em Gn 3.16 vemos Deus pronunciar o castigo da mulher, sendo que neste pronunciamento outra evidencia bíblica atesta que Adão gerou filhos (termo generalizado) no Éden. Deus diz: “Multiplicarei grandemente a dor da tua gestação; em dor darás à luz filhos”. Veja que só se pode multiplicar o que já acontecia ou acontece, no caso em questão a dor da gestação. Assim, Eva foi mãe bem antes da Queda e não apenas após a Queda! Observe que não foram Adão nem Eva que falaram sobre dor da gestação, mas o próprio Deus!
Como dissemos acima, o texto de Gn 4.1 pressupõe que Eva ainda não tinha gerado “filhos”. Contudo, com o devido respeito ao texto sagrado e não querendo especular o mesmo, citaremos Gn 4.1outra vez, mas em outra versão que colabora (nos dá melhor entendimento) com a sentença divina: “Adquiri um varão com o auxilio do Senhor” (ARA). Veja que, diante de tal sentença e levando em consideração as condições da época, só com o auxilio do Senhor para não ocorrer complicações no parto. Porém, as dores foram multiplicadas!

Além das evidências já apresentadas, existem ainda outras evidências, sendo que estas ocorrem por ocasião do Crime praticado por Caim. Em Gn 4.14, ao responder Caim sobre a sentença recebida, diz: “Hoje me lanças da face da terra, e da tua presença me esconderei; serei fugitivo e errante pela terra, e qualquer que comigo se encontrar me matará”. Ora, se só existiam Caim e Abel, então, quem é que vai perseguir de morte a Caim? Observa-se, então que, já existia uma civilização bem antes da existência de Caim. Em Gn 4.15, O Senhor ratifica esta verdade ao dizer: “Portanto qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse”. Adão acatou a voz imperativa de Deus de “encher a terra”, que como vimos iniciou-se no Éden!

É exatamente neste momento que, após fugir e ir habitar na terra de Node (nome da civilização ao oriente do Éden), que surge uma mulher a qual Caim toma por esposa (Gn 4.16,17). Aí, então, muitos perguntam: “Com quem casou Caim?” ou “Quem era a mulher de Caim?” ou ainda “De onde ela surgiu?”. Ora, ela era moradora da região que Caim escolheu para viver escondido, ou seja, da terra de Node. O que prova mais uma vez, que Caim não era primogênito coisa nenhuma, pois se assim fosse, de onde surgiu de uma hora para outra toda uma civilização? Sem falar que, é a única revelada pelas Escrituras para contextualizar o primeiro homicídio, homicídio este consumado por Caim. Isto pressupõe, sem querer especular, que possivelmente não era a única. Contudo, fiquemos com a de Node!
  
Para encerra a reflexão deste assunto (que alguns verão como polêmica da aula), quero ratificar que me admiro de que um homem tão preparado como acredito ser o nosso comentarista não tenha observado estes detalhes da narrativa bíblica. Contudo, ressalto que ele não é o único, pois muitos outros insistem afirmar o mesmo. Mas, apendi que entre a Teologia e a Bíblia, a Bíblia sempre estará acima da Teologia e dos Teólogos. Portanto, diante desta analise eu pergunto: “Caim era ou não o primogênito de Adão?”. Reflita antes de responder!


 II. A OFERTA DA CAIM E A OFERTA DE ABEL
Segundo Gênesis capítulo 4, os dois irmãos, Caim e Abel, aparentemente agindo de forma espontânea, trazem uma oferta ao Senhor. Caim oferece parte de sua produção agrícola (Gn 4.3). Abel apresenta um dos primogênitos do rebanho (Gn 4.4). Deus aceita a oferta de Abel, mas rejeita a de Caim (Gn 4.4,5). O texto bíblico não explica diretamente o porquê da rejeição. O autor da epístola aos Hebreus dá-nos uma explicação inspirada da diferença entre as duas ofertas: “Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim [...] dando Deus testemunho dos seus dons” (Hb 11.4). Esta explicação centraliza-se sobre a diferença do espírito manifestado pelos dois homens. Sendo Abel um homem de fé, veio com o espírito correto e adorou de maneira agradável a Deus. Pelas aparências, ambas as ofertas expressavam ação de graças e devoção a Deus. Mas, o homem que tinha falta de fé genuína no seu coração não podia agradar a Deus, embora sua oferta material fosse imaculada. Deus não se agradou de Caim porque já olhara para ele e vira o que havia no seu coração. Abel veio a Deus com a atitude certa de um coração disposto a adorar e pela única maneira em que os homens pecadores podem se aproximar de um Deus santo. Caim não. Logo: “o sacrifício de Caim foi inferior porque a motivação deste não era boa, e a de Abel sim”. O que podemos aprender com este fato:

1. É possível fazer coisas boas com motivações ruins (Gn 4.3,4).
Caim e Abel trouxeram ofertas ao Senhor, todavia, enquanto a motivação de Abel era boa, a motivação de Caim não era, como nos revela o próprio Deus (Gn 4.7). A palavra motivação alude a intenção, propósito ou objetivo com que fazemos as coisas. Jesus exortou seus seguidores a não fazerem as coisas certas com motivações erradas (Mt 6.2,5,16).

2. Antes de atentar para a oferta, Deus atenta para o ofertante (Gn 4.3-5).
Sob a análise divina a oferta tem valor secundário, enquanto que o ofertante tem valor primário. Por diversas vezes, principalmente na literatura profética, verificamos que Deus rejeita um sacrifício ou uma oferta quando a obediência e a vida em santidade são substituídas por rituais religiosos (Is 1.11-17; Mq 6.6-8; Ml 1.6-14). Semelhante princípio foi ensinado por Jesus (Lc 21.1-4; 18.10-14).


III. A INVEJA DE CAIM E OS MALES QUE A ACOMPANHARAM
Caim sentiu inveja de seu irmão Abel, porque este alcançara o favor de Deus e ele não (Gn 4.5). A inveja é um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem. A inveja é perniciosa para qualquer pessoa, pois, ela está ligada diretamente com a carnalidade e é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pelo pecado (Gl 5.19-20). Podemos dizer que a inveja sempre envolve um sentimento maléfico de ressentimento pelo sucesso do outro e ninguém é beneficiado por ela. Abaixo destacaremos algumas outras obras da carne decorrentes da inveja:

1. Ira (Gn 4.5,6).
Após ter a sua oferta reprovada por Deus, Caim se irou fortemente (Gn 4.5-b). “Diz o original hebraico, literalmente, “Caim incendiou-se muito”. Por muitas vezes, a ira do homem é o começo da cadeia que termina em algum ato precipitado. Com frequência, os homens se iram por causa de seus fracassos, mas não mostram nenhum interesse em se corrigirem quanto a seus erros” (CHAMPLIN, 2001, p. 43). Quando o homem não domina o seu sentimento de ira por alguém, poderá cometer as piores crueldades com os seus semelhantes (Gn 4.7). Paulo ensinou que não devemos deixar o sol se pôr sobre a nossa ira, do contrário, o diabo encontrará espaço no coração (Ef 4.26,27).

2. Homicídio premeditado (Gn 4.8).
Caim resolveu dar fim a vida do seu próprio irmão Abel. Isto se deu, quando ele convidou seu irmão para ir ao campo, criando o ambiente propício para cometer o crime. “Caim já tinha o homicídio em seu coração, e convidou propositadamente a Abel para que fosse com ele a um lugar onde lhe convinha executar seu maligno propósito. Nesse caso, o primeiro homicídio foi premeditado (CHAMPLIN, 2001, p. 45). É estarrecedor ver que o primeiro homicídio ocorrido na Terra, foi de um irmão contra o outro. Caim não se deu por satisfeito, ao ver que seu sacrifício não fora recebido e o de seu irmão sim, projetou em seu coração executar Abel e do jeito que pensou fez. A Bíblia condena o homicídio e também o ódio que poderá levar alguém a assinar outrem (Êx 20.13; Dt 5.17; Mt 5.21; 1 Jo 3.15).

3. Mentira (Gn 4.9).
Quando interpelado por Deus acerca de onde estava seu irmão, Caim respondeu com aspereza “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?”. “O assassino mostrou que também era um mentiroso, tal como Jesus disse acerca de Satanás (Jo 8.44,45). A perversão humana é como as raízes espinhentas que espalham os seus tentáculos por toda parte e sobre tudo, estragando assim a personalidade inteira. A mente criminosa quase sempre ofende em várias áreas” (CHAMPLIN, 2001, pp. 45,66). O verdadeiro servo de Deus tem compromisso com a verdade (Lv 19.11; Cl 3.9).


IV. A PUNIÇÃO DIVINA PELO CRIME DE CAIM
Após consumado o ato de violência contra o próprio irmão, Caim foi confrontado por Deus. O Senhor o questionou onde estava Abel e o que havia feito com ele. O transgressor, prontamente e rispidamente negou saber (Gn 4.9,10). Pensou talvez que por perguntar, Deus não estava sabendo, mas ninguém pode esconder suas intenções e atitudes daquele que é Onisciente (Gn 4.11; Sl 139.1-6; Pv 21.2; Hb 4.13; Ap 2.23). A Bíblia nos revela que Deus puniu-o pelo seu crime hediondo, da seguinte forma: a) Amaldiçoando-o (Gn 4.11). Como sempre a maldição está vinculada a desobediência aos mandamentos divinos, assim como a benção ligada a obediência (Dt 11.26-28); e b) Dificultando a fertilidade da terra (Gn 4.12). Caim era agricultor, ou seja, tirava seu sustento daquilo que plantava (Gn 4.2). Todavia, após o seu pecado foi punido por Deus também nesta área. “O solo, empapado com o sangue de Abel, perpetraria vingança contra Caim. Recusar-se-ia a produzir com abundância. Caim haveria de trabalhar e suar, mas a terra mostrar-se-ia relutante. Essa maldição repete aquela que fora lançada contra Adão (Gn 3.18,19). Seu destino agora seria caminhar errante pelo deserto, visto que não demonstrou arrependimento pelos erros que cometeu (Gn 4.12,14,16). É assim que se encontram todos aqueles que se distanciam de Deus (Jz 21.25; Pv 4.19; Is 53.6).


V. ADVERTÊNCIA PARA QUE NÃO SEJAMOS COMO CAIM
1. O caminho de Caim (Jd 1.11).
Judas, o irmão do Senhor, escreveu em sua epístola, exortações aos cristãos genuínos que se mantivessem longe dos falsos cristãos, cujos ensinos eram pervertidos e podiam afastá-los do caminho certo. Judas assevera de forma contundente que estes hereges entraram pelo caminho de Caim, ou seja, como Caim matou Abel, estes podiam trazer morte espiritual aos servos de Senhor.

2. As obras de Caim (I Jo 3.12b).
Destacando o amor ao próximo como evidência de uma verdadeira espiritualidade e comunhão com Deus, o apóstolo João, exorta aos cristãos a não imitarem as obras de Caim, visto que, pela inveja e egoísmo praticou coisas más, trazendo malefícios para seu próprio irmão, sua família e para si mesmo. Para João, quem não ama seu irmão pertence ao Maligno e é imitador das obras de Caim.


CONCLUSÃO
Quando o pecado foi introduzido no mundo afetou diretamente a natureza humana, levando os homens a cometerem atrocidades inimagináveis, contra Deus, contra si mesmos e contra o próximo. Somos advertidos pelo mau exemplo de Caim, a não trilharmos o seu caminho de inveja, nem imitarmos as suas obras injustas.



REFERÊNCIAS
Ø  CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Vol 1. HAGNOS.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.


Por Rede Brasil de Comunicação.
Adaptado pelo Amigo da EBD.