sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2017







   A IGREJA DE JESUS CRISTO –
Sua origem, doutrina, ordenanças
e destino eterno







Lição 05

Hora da Revisão
A respeito das Ordenanças da Igreja, responda:


1. Defina o termo ordenanças.
A expressão ordenanças traz a ideia de um grupo de mandamentos específicos, que devem ser repetidos reiteradas vezes.

2. Quais são as ordenanças da igreja estabelecidas por Jesus?
O Batismo e a Santa Ceia.

3. O cumprimento das ordenanças confere graça ao crente?
Não. Somos pessoas agraciadas por Deus tendo em vista a nossa fé e obediência.

4. O que é o batismo?
Batismo significa literalmente imersão. Jesus ordenou que os seus discípulos batizassem os que cressem no Evangelho.

5. O batismo infantil é bíblico?
O batismo é apresentado nas Escrituras como um ato daquele que crê na mensagem do Evangelho (At 2.41; 8.12), e isso exige maturidade não apenas para entender a mensagem do Evangelho, mas também para aceitar Jesus e prestar o testemunho público prévio ao batismo. Portanto, o batismo infantil não é bíblico.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2017



  



   AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO –
Como o crente pode vencer a verdadeira batalha
espiritual travada diariamente






Lição 05

Para Refletir
A respeito da paz de Deus, antídoto contra as inimizades, responda:


Defina paz.
Um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas.

Como podemos estar em paz com Deus?
Mediante a nossa justificação.

Quando ocorre a justificação?
Quando nós, pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador.

O que torna a nossa justificação possível?
A morte e ressurreição de Jesus Cristo.

De acordo com a lição, quais são os tipos de inimizades?
Inimizade para com Deus (Rm 8.7), inimizade entre as pessoas (Lc 23.12) e hostilidade entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16).



LIÇÃO 05 – PAZ DE DEUS: ANTÍDOTO CONTRA AS INIMIZADES









Ef 2.11-17





INTRODUÇÃO
Nesta lição definiremos teologicamente a palavra paz; pontuaremos as três dimensões da paz; estudaremos como viver a verdadeira paz com Deus, com o próximo e consigo; e por fim, conceituaremos a palavra inimizade e mostraremos como a inimizade pode ser vencida na Bíblia.


I. A INIMIZADE NA BÍBLIA
1.1 Definição de inimizade. 
Inimizade significa: “aversão, antipatia, desafeição, ser contrário, sentimento de não gostar de alguém”. No grego, a palavra inimizade é “echthra” e esse vocábulo serve para identificar três tipos de inimizade. a) inimizade para com Deus (Rm 8.7; Tg 4.4); b) inimizade entre as pessoas (Mt 5.21-26; Lc 23.12); e c) hostilidade entre grupos (Rm 1.14; Ef 2.14-16). A inimizade, em geral é resultado da soberba, por isso, o Senhor abomina o coração altivo (Pv 6.16,17). As inimizades são produto da carne, de uma natureza pecaminosa (1 Co 1.10-13). Em Gálatas, Paulo apresenta a inimizade, as contendas e as disputas como obras da carne (Gl 5.20). A palavra inimigo vem do latim “inimicu”, onde “in” significa “não” e “amicus” quer dizer amigo, logo, inimigo quer dizer: “não amigo, alguém adverso, contrário e hostil” (GOMES, 2016, p. 65 – acréscimo nosso).

1.2 A inimizade é muito mais que falta de amizade. 
É ódio, aversão, malquerença e rancor profundo, como também uma paixão que impele uma pessoa a causar ou desejar mal a alguém. Como obra da carne que é, “echthra” é o antônimo exato de “ágape”, que é um aspecto do fruto do Espírito (Lc 6.27, 35; Rm 12.14; Gl 5.22). Enquanto o amor predispõe a mente e o coração de uma pessoa para exercer abnegadamente a benignidade e a bondade em favor do próximo (1 Co 13.1-7), a inimizade é uma atitude mental hostil que provoca e afronta outras pessoas, desejando e fazendo de tudo para prejudicá-las. 

1.3 O pecado de inimizade é grave e típicos de uma vida não regenerada (Rm 8.1-2,5-6,8; Gl 5.16-26; Cl 3.1-11). 
Esses pecados implicam na perda da comunhão com Deus e com o próximo (Mt 5.21-26; Gl 5.19-21; 1Jo 2.9-11; 3.14-16; Ap 21.8; 22.15). A solução para evitarmos a inimizade é produzirmos o fruto do Espírito (Gl 5.22-26) e seguirmos a seguinte recomendação bíblica: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3.12-13 – Nova Versão Internacional – NVI).  O apóstolo ainda diz: “Se o teu inimigo tiver fome, alimenta-o; se ele tiver sede, dá-lhe algo para beber... Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem” (Rm 12.20, 21).

1.4 A inimizade é exatamente o oposto do amor (1 Jo 2.9, 4.8, 5.1). 
Os cristãos têm que amar seus inimigos, e não podem imitar o ódio do mundo (Mt 5.46-48). A inimizade já causou incalculável número de tragédias no mundo e em diversos lugares é possível observar conflitos e mais conflitos. Os cristãos, conforme Atos dos apóstolos, deixaram os exemplos de um estilo de vida caracterizado pela união, amizade e solidariedade (At 2. 44,45; 4. 32). Jesus declarou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12.25) (GOMES, 2016, p. 65).

1.5 As inimizades quebram a unidade da igreja (Ef 4.1-6). 
As inimizades causam muitos outros problemas e hostilidades de todas as formas, tais como as divisões, iras, etc. Ela destrói relacionamentos e leva pessoas a fazerem coisas cruéis. Ela alimenta ódio, brigas, vingança e muitos outros pecados contra outras pessoas. Jesus nos ensina a perdoar e a viver em paz com outras pessoas. Ele nos ajuda a ver nossos inimigos como pessoas que também precisam dele, pessoas que devemos amar (Lc 6.27-35). O amor vence a inimizade e conserta relacionamentos (Mc 12.30,31; Rm 12.19-21; Cl 1.23). O amor sempre vence: “Amai a vossos Inimigo… Bendizei o que vos maldizem… Fazei bem aos que vos odeiam… Orai pelos que vos maltratam…Para que sejais filhos do Pai que estás nos céus” (Mt 5.44,45). Aqui está todo o escopo do ensino de Jesus sobre o amor cristão. Não é amar por amar. Não é ingenuidade. É amor consequente, que tem um objetivo sublime a ser alcançado.


II. DEFINIÇÃO DA PALAVRA PAZ 
2.1 Definição de paz. 
Segundo o dicionário Aurélio, paz significa: “ausência de lutas, de guerras, de violências ou pertubações sociais, tranquilidade pública, concórdia, harmonia” (FERREIRA, 2004, p. 1514). O termo hebraico para paz é “shalom” que pode significar: “unidade, descanso, feliz, tranquilo, quieto” (GRAHAM apud GOMES, 2016, p. 60). O termo grego é “eirene” que nos dá a ideia de “harmonia, acordo, descanso, quietude”. Espiritualmente falando, paz é uma cultivação (fruto) do Espírito (Gl 5.22) que produz um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstâncias externas (Is 32.17-19; Sl 4.8). Paulo diz que Cristo é a fonte da nossa paz (Lc 16.33; Jo 14.27; Ef 2.14-18; Is 9.6) (ZUCK, 2008, p. 347).


III. AS TRÊS DIMENSÕES DA PAZ
A paz concedida por Cristo é uma virtude que afasta o pânico, anula a ansiedade, traz ao coração perturbado a serenidade e nos faz descansar em meio ao sofrimento e às provações da vida (SI 23.4; Jo 14.27; 16.33; 20.19, 21,26). O mundo vive sem paz porque é habitado por pessoas que vivem dominadas pela natureza pecaminosa (Tg 4.1). De acordo com as Escrituras, a paz possui três dimensões. Notemos:

3.1 A paz com Deus. 
Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”  (Rm 5.1,2 ver Cl 1.19,20). A paz com Deus só é possível mediante a justificação pela fé (Gl 2.16; Rm 1.17). Pois o pecador, em seu estado de pecado, encontra-se em inimizade com Deus, visto que o pecado é uma violação da vontade de Deus (Tg 4.4). Porém, quando o mesmo se arrepende, aceitando a Jesus como seu único e suficiente Salvador, automaticamente ele é reconciliado com Deus (Rm 5.1). Somos chamados não só a ter paz com Deus por Jesus Cristo, mas também para sermos pacificadores, reconciliando outras pessoas com Deus, de forma que elas também possam obter a paz com Deus (Mt 5.9).

3.2 A paz de Deus. 
“E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações...” (Cl 3.15). O apóstolo Paulo ainda diz: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento...”. Esta é a paz interior que Jesus nos deu pelo Espírito Santo (Jo 14.26,27; Rm 15.13). A paz interior substitui a raiva, a ira, a culpa e a preocupação. Sem a “paz com Deus” não pode haver a “paz de Deus”.

3.3 A paz com os homens. 
Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18 ver Ef 4.1-3). Fomos conclamados a seguir a paz e, na medida do possível, ter paz com todos os homens (Sl 34.14; Mt 5.9; Rm 12.18; 1Co 7.15; Hb 12.14; 1Pe 3.11). A paz, como fruto do Espírito Santo é, primeiramente, ascendente, para Deus; depois, interior, para nós mesmos; e, finalmente, exterior, para nosso semelhante (1 Pe 3.11). Sigamos o exemplo de Isaque que para evitar um conflito desnecessário com Abimeleque, preferiu cavar outro poço (Gn 26.19-22); e de nosso maior mestre, Jesus, que é o príncipe da paz (Is 9.6). Mesmo na noite em que foi preso injustamente por opositores armados, Jesus mostrou amor por seus inimigos. Nessa ocasião, Jesus estabeleceu um princípio importante que guia seus verdadeiros seguidores até hoje. Pedro escreveu: “Cristo sofreu por vós, deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos... Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se a Deus” (1Pd 2.21,23).


IV. COMO VIVER A VERDADEIRA PAZ
As principais atividades do Espírito Santo ao desenvolver o fruto espiritual estão entrelaçadas com a paz (Ap 1.4; 2Co 13.11; Rm 8.6). A paz é uma alegria que sobrepuja a compreensão humana, pois independe das circunstâncias (Tg 1.2; 1Ts 1.6; Sl 126.5). Ela procede do coração de Deus para o coração do crente (Ne 8.10; Sl 51.12; Jo 15.11). Consiste num estado de graça que proporciona comunhão com Deus, auto-aceitação e harmonia nas relações pessoais. A paz proporcionada por Cristo nos dá condições de vivermos em paz com Deus (vertical), com o próximo (horizontal) e de desfrutarmos da paz interior (central). Vejamos cada uma delas:

4.1 Vertical: Vivendo a paz com Deus. 
A paz que Jesus nos oferece é diferente da paz ilusória que o mundo dá (Jo 14.27; 16.33). Essa paz cumpre o propósito mais sublime do Senhor para o ser humano: restaurar a nossa paz com Deus (Rm 5.1). Nosso Senhor Jesus é chamado o “Príncipe da Paz” (Is 9.6), a primeira mensagem pregada depois que Ele nasceu foi de paz (Lc 2.14), quando enviou os primeiros pregadores, ele os orientou a pregar a paz (Lc 10.5). Ele pregou a paz (Ef 2.14,17), e pela cruz fez-se mediador entre Deus e os homens, fazendo a paz (1 Tm 2.5).

4.2 Horizontal: Vivendo a paz com os outros. 
Todos os que ‘seguem de perto os passos de Jesus’ refletem sua disposição amorosa e bondosa. “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente, corrigindo com mansidão os que registem...” (2Tm 2.24,25 ver Tt 3.2). Quando estamos em Cristo, a paz com Deus é restaurada, e daí passamos a ter harmonia uns com os outros na dimensão do amor de Deus que é derramado em nossos corações (Rm 5.5). Essa paz supera qualquer obstáculo, não se enfraquece quando não é correspondida e busca sempre suprir as deficiências humanas nos relacionamentos (Mc 9.50; Rm 12.9-21; 1 Ts 5.12,13). O crente que já recebeu a paz de Deus, em seu coração precisa partilhar dessa paz com todos tornando-se um embaixador da paz (Sl 133.1; Lc 6.27-35; 2 Co 5.20). Quem já experimentou a justificação e a reconciliação com Deus torna-se um pacificador (Gn 26.19-25; Mt 5.44,9; Rm 12.18) (BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL, 2003, p. 822).

4.3 Central: Vivendo a paz com si mesmo. 
A paz interior é o resultado da promessa de Deus em nós (Jo 14.27). É válido pensar nesses termos porque todos os nossos atos externos procedem do coração (Pv 4.23). A paz interior, provinda de Deus que excede a todo entendimento (CI 3.15), é o remédio contra toda a amargura, todo o ressentimento e qualquer outra obra que o Inimigo tente para nos desviar do propósito de Deus. Lembremo-nos de que essa paz que o Senhor nos dá é a fonte de nossa alegria e o antídoto contra toda e qualquer ansiedade, medo, depressão, etc (Fp 4.4-6). É pela paz e unidade em Cristo que o crente obtém a santidade e se conserva para a vinda do Senhor (1 Ts 5.23; Hb 12.14). “O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (Tg 3.18). A paz interior é para aqueles que confiam no Senhor: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is 26.3). 


CONCLUSÃO
O ódio é vingativo, retaliatório, produzindo rancor e mágoa em relação às outras pessoas. Além de causar dano às outras pessoas, é prejudicial para aquele que o nutre no coração. Torna o homem amargurado e o corrói por dentro. Praticar essa obra da carne é possuir as qualidades que produzem inimigos. Podemos ter inimigos, mas eles não podem surgir por causa da nossa malfeitoria. Paulo disse: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).




REFERÊNCIAS
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
GOMES, Osiel. As obras da carne e o fruto do Espírito. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. CPAD. 




Por Rede Brasil de Comunicação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2017








   AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO –
Como o crente pode vencer a verdadeira batalha
espiritual travada diariamente







Lição 04

Para Refletir
A respeito da alegria, fruto do Espírito e da inveja; hábito da velha natureza, responda:


Segundo a lição, o que é a alegria do Espírito?
A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus.

Qual é a fonte de nossa real alegria?
Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos.

Defina inveja.
A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo; “a inveja é a podridão dos ossos”. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica.

A inveja é resultado do quê?
A inveja é fruto da velha natureza.

Como deve ser a nossa contribuição?
Devemos contribuir não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento.


LIÇÃO 04 – ALEGRIA, FRUTO DO ESPÍRITO; A INVEJA, HÁBITO DA VELHA NATUREZA








Jo 16.20-24




INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, falaremos sobre a alegria - uma das virtudes do fruto do Espírito contrastando com a inveja como obra da carne; iniciaremos trazendo a definição da palavra alegria; destacaremos quais os seus aspectos; e, quais os resultados desta virtude na vida do crente. Veremos também o significado da palavra inveja; quais os efeitos desta obra da carne; e, por fim, quais os contrastes entre a inveja e a alegria.


I. DEFINIÇÃO DE ALEGRIA
De acordo com o Dicionário Exegético Vine (2002, p. 385) a palavra equivalente para alegria no grego é “chará” que significa: “gozo, deleite, prazer, alegria” (Mc 4.16; At 12.14; Fp 2.29). Também no texto grego aparece a palavra “agalliasis” indica uma alegria mais exultante e diz respeito a: “exultação, alegria exuberante” (Lc 1.14,44; At 2.6; Hb 1.9; Jd 24). Existe ainda a expressão grega “euphrainô” que fala sobre: “alegrar, ficar contente, estar feliz, regozijar-se, tornar-se alegre” (Lc 12.19; 15.23,24,29,32). A alegria é a segunda virtude que está classificada entre as que o Espírito produz em nós em relação a Deus “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo [...]” (Gl 5.22a). A fonte da alegria do cristão é Cristo (Fp 3.1). Ele a concede aos seus seguidores (Jo 15.11) pelo Espírito (Rm 14.17; I Ts 1.6). A alegria e o Espírito Santo andam juntos (Sl 16.11; At 13.52; I Ts 1.6).


II. CARACTERÍSTICA DA ALEGRIA COMO FRUTO DO ESPÍRITO
2.1 Alegria espiritual.
A alegria do Espírito contrasta com a alegria natural. Portanto, é uma alegria decorrente das coisas espirituais, não materiais. A Bíblia mostra que essa alegria é:
(a) fruto da salvação (Sl 51.12; Is 12.3; 61.10; Lc 1.47);
(b) da esperança da ressurreição (Sl 16.9);
(c) de possuir o nome escrito no Livro da Vida (Lc 10.20);
(d) por sofrer pelo nome de Cristo (I Pe 4.13);
(e) pelo retorno de Cristo (Ap 19.7). Beacon (2006, p. 75) afirma que “a alegria é a manifestação externa da paz interna”.

2.2 Alegria constante.
Diferente da alegria natural, a alegria como fruto do Espírito é permanente, duradoura, não circunstancial. Jesus disse isso aos seus discípulos: “[...] vossa alegria ninguém vo-la tirará” (Jo 16.20-22). O apóstolo Paulo que enfrentou diversas dificuldades durante o exercício do seu ministério asseverou: “como contristados, mas sempre alegres” (II Co 6.10). Por isso, mesmo tendo sido açoitado e aprisionado junto com Silas em Filipos, o apóstolo orava e louvava ao Senhor (At 16.22-25). Estando também encarcerado em Roma, Paulo exortou aos cristãos filipenses: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos” (Fp 4.4). Paulo estava cheio de alegria por saber que, a despeito daquilo que lhe viesse acontecer, Jesus Cristo estava ao seu lado (Fp 4.11-13).

2.3 Alegria abundante.
A alegria como fruto além de ser espiritual e constante é também abundante. O Espírito Santo produz alegria abundante no coração do salvo. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos Lucas descrevendo que os convertidos gentios alegram-se grandemente (At 13.52), a mesma intensidade de alegria sentiram os que ouviram a notícia da conversão dos gentios (At 15.3). Paulo diz que os cristãos da Macedônia: “no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria” (II Co 8.2). Isto se deu quando os macedônios desejaram contribuir na assistência aos santos de Jerusalém (II Co 8.3-5).


III. DEFINIÇÃO DO TERMO INVEJA
Segundo Champlin (2004, p. 355), a palavra portuguesa “inveja” vem do latim, “invidere”, que significa “em” (contra) e “olhar para”, ou seja, olhar para alguém com maus olhos, de modo contrário, com base no ódio sentido contra esse alguém. O Dicionário Vine a define como sendo: "um princípio ativo de hostilidade dirigido maliciosamente a outra pessoa". Inveja é um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem; é o desejo violento de possuir o bem do próximo. No hebraico a palavra “qinah” significa “inveja”. Essa expressão é aplicada por quarenta e duas vezes no AT (Jó 5.2; Pv 14.30; Ec 4.4; Is 11.13; Ez 35.11). No grego é a palavra “phithónos”. Esse vocábulo ocorre por nove vezes (Mt 27.18; Mc 15.10; Rm 1.29; Gl 5.21; Fl 1.15; 1Tm 6.4; Tt 3.3; Tg 4.5; 1 Pe 2.1).


IV. OS EFEITOS DA INVEJA
Nos Dez Mandamentos, a Bíblia usa o termo "cobiçar", que é um sinônimo para "invejar" (Êx 20.17). Deus elencou a inveja como um dos pecados mais graves por saber do seu efeito destrutivo (Dt 5.21). A inveja está entre as obras da carne que atingem o nosso próximo (Gl 5.22). Segundo Champlin, (2004, p. 355) "a inveja é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pela queda no pecado. Os invejosos chegam a fazer campanhas de perseguição contra suas vítimas, as quais, na maioria das vezes, não têm qualquer culpa por haverem despertado tal sentimento nos invejosos. Essa é uma tentativa distorcida para compensar pelo fracasso, glorificando ao próprio "eu" e procurando enxovalhar a pessoa invejada". Analisemos alguns efeitos destruidores deste maligno sentimento:

4.1 A inveja pode adoecer.
A respeito da inveja, o escritor de Provérbios nos faz diversas exortações (Pv 3.31; 24.1,19; 27.4). A mais severa dela nos diz que: "a inveja é podridão para os ossos" (Pv 14.30). Dentre as muitas atribuições dos ossos, uma delas é a de sustentação do corpo. Quando o proverbista afirma que a inveja é a "podridão dos ossos" significa que ela é uma espécie de câncer que começa sutilmente destruindo o homem por dentro. Segundo Aurélio (2004, p. 165), o verbo "apodrecer" quer dizer: "putrefazer", palavra geralmente usada para descrever um corpo morto em estado de decomposição. Portanto, a inveja é um sentimento nocivo que faz mal principalmente aquele que o abriga em seu coração.

4.2 A inveja pode matar.
Caim foi a primeira pessoa descrita na Bíblia que foi atingida pela inveja e por suas consequências. O homicídio cometido por ele nasceu deste sentimento que nutria por seu irmão Abel (Gn 3.4,5). Saul quando viu que Davi era melhor guerreiro que ele, intentou algumas vezes matá-lo (I Sm 18.7-11). Os irmãos de José, por muito pouco, não o executaram (Gn 37.11,18). Ainda assim o venderam para o Egito e lá ele poderia ter morrido (Gn 37.28,28; 39.19-20). Jesus também foi vítima da inveja dos grupos religiosos de sua época, que não satisfeitos com a graça que Jesus tinha das multidões, eles procuraram matá-lo (Mt 27.18; Mc 15.10).

4.3 A inveja pode impedir o homem de entrar no céu.
Dentre os muitos males que a inveja pode causar, o pior deles é o de banir o homem para sempre da presença de Deus. Na lista de vícios elencados por Paulo em Gálatas 5.22, a inveja está entre aqueles que o apóstolo diz: "os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus" (Gl 5.21). Evidentemente que Paulo está falando para aqueles que vivem na prática deste pecado e não estão dispostos a arrepender-se e abandoná-lo.


 V. O CONTRASTE ENTRE A INVEJA E A ALEGRIA
INVEJA
ALEGRIA
Obra da carne (Gl 5.21)
Fruto do Espírito (Gl 5.20)
Tem origem em Satanás (Is 14.12-15; Ez 28.12-19)
Tem origem em Deus (Sl 16.11; Hb 1.9)
Se entristece com a alegria alheia (Gn 26.14)
Alegra-se com os que se alegram (Rm 12.15)
Adoece (Pv 14.30; Sl 73.21)
É teurapêutica (Pv 17.22)
Reclama pelo que não tem (I Sm 8.5,6; Sl 73.1-20)
Agradece pelo que tem (Fp 4.11-13)
Pode levar a morte (Rm 1.32; Gl 5.21-a)
Leva à vida (Rm 14.17)
É temporária (I Jo 2.16)
É permanente (Jo 16.22; Jd 1.24)


VI. RESULTADOS DA ALEGRIA
6.1 Um rosto radiante. 
O proverbista nos diz que: “o coração alegre aformoseia o rosto [...]”  (Pv 15.13). Isto significa dizer que os sentimentos interiores da pessoa são expressos no rosto ou pelas atitudes. O cristão cheio de alegria do Senhor exibirá e comunicará essa alegria na aparência exterior. Beacon (2006, p. 75) diz que “o cristão basicamente infeliz é uma contradição. O Reino de Deus é caracterizado por alegria, junto com justiça e paz” (Rm 14.17).

6.2 Um cântico de louvor. 
Quando o Espírito Santo produz no crente a virtude da alegria, seu coração se enche de gratidão e sua boca de intenso louvor (Sl 45.1; Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13). Zacarias louvou a Deus pelo cumprimento da promessa de Deus em sua vida (Lc 1.64-79); Maria alegrou-se pelo fato de ter sido escolhida para ser a mãe do Salvador e agradeceu com cântico (Lc 2.46-55); Simeão e Ana louvaram a Deus pela vinda do Messias (Lc 2.29-32).

6.3 A força divina. 
As tribulações da vida tendem a nos trazer desânimo e tristeza (Jo 16.33), no entanto, a alegria como fruto do Espírito traz ânimo e renova as forças do crente (Ne 8.10). Quando Jesus anunciou aos seus discípulos que iria deixá-los a reação foi de imensa tristeza (Jo 16.16-20). No entanto, Ele prometeu que o Pai enviaria outro Consolador e não o deixaria órfãos (Jo 14.16). A palavra "Consolador" ("parácleto", no grego) significa alguém chamado para ficar ao lado de outrem, com o propósito de ajudá-lo em qualquer eventualidade. Ele nos assiste nas nossas fraquezas (Rm 8.26).


CONCLUSÃO
Como cristãos, devemos diariamente nos despir das práticas pertencentes a velha vida e nos vestirmos da nova vida, do novo homem, criado em justiça e santidade. Evitemos a inveja e conservemos a alegria do Espírito que é espiritual, constante e abundante.



REFERÊNCIAS
CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
HOWARD, R.E et al. Comentário Bíblico. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.
VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD.
  


Por Rede Brasil de Comunicação.