domingo, 28 de dezembro de 2025

LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS

1º Trimestre de 2026



No 1º trimestre de 2026 Iniciaremos o Ano Letivo de Lições Bíblicas Jovens estudando o tema: PLANO PERFEITO – A Salvação da Humanidade, a Mensagem Central das Escrituras. O comentarista do trimestre será o Pr. Marcelo OliveiraEste servo de Deus é Chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD; Editor da Revista Lições Bíblicas Adultos; Comentarista do Currículo Infanto-Juvenil de Escola Dominical; Bacharel em Teologia; licenciado em Letras; especialista em Pedagogia: Gestão e Docência.
 
 
Abaixo, você pode conferir os títulos das 13 lições:
 
Lição 05 - O Filho que Redime
Lição 06 - O Espírito Santo que Regenera e Santifica
Lição 07 - A Graça de Deus
Lição 08 - A Eleição na Salvação
Lição 09 - O Livre-Arbítrio na Salvação
Lição 10 - Arrependimento e Fé como Respostas Humanas
Lição 11 - A Adoção – Entrando na Família de Deus
Lição 12 - Perseverando na Salvação
Lição 13 - A Consumação da Salvação
 
 
Venha e traga a sua família!
Você não pode faltar!
 
 



QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025






EXORTAÇÃO,
ARREPENDIMENTO E ESPERANÇA –
O Ministério Profético de Jeremias. 









Lição 13
Hora da Revisão

A respeito de “Uma Palavra Profética às Nações”, responda:
 
 
1. Para quem Jeremias foi enviado inicialmente?
Assim como os demais profetas, Jeremias foi enviado inicialmente ao seu povo, o que não significa que não teve de advertir as demais nações a respeito da responsabilidade que todos, indistintamente, têm diante de Deus.
 
2. Quem determinou o ministério de Jeremias e qual era o seu público-alvo?
Assim como Deus determinou o início e o fim do ministério de Jeremias, Ele também decidiu que as nações seriam o seu público-alvo.
 
3. De que é composto o Reino de Deus?
Definitivamente, o Reino de Deus é um reino de nações.
 
4. Cite 2 profetas que foram enviados a outras nações.
Isaías e Ezequiel.
 
5. Qual a maior e principal missão da Igreja?
A missão da Igreja se identifica com a de Israel no que se refere à tarefa de representar a Deus diante das nações.



 

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025






CORPO, ALMA E ESPÍRITO -
A Restauração Integral do Ser Humano para
chegar à Estatura Completa de Cristo.









Lição 13
Revisando o Conteúdo

A respeito de Preparando o Corpo, a Alma e o Espírito para a Eternidade responda:          
 

1. Qual a relação entre santificação e esperança escatológica?
Um dos fatores essenciais para a preservação de uma vida de santificação integral é a esperança escatológica, o anseio pela Eternidade com Deus.
 
2. Qual a estratégia satânica em relação à eternidade?
Satanás sempre repete a estratégia adotada desde o Éden: busca confundir a mente do ser humano e desviá-lo da perspectiva estabelecida pelo Criador (Gn 3.4,5).
 
3. Como se caracteriza o cristianismo secular?
Vivemos o perigo de um cristianismo secular, reduzido a pautas e militâncias ideológicas, sociais, políticas e econômicas, enfrentadas por expedientes meramente humanos (Lc 17.26-30; 18.1-8; 2 Co 10.4,5).
 
4. Cite alguns perigos de teologias modernas.
Cristianismo secularizado, falso discursos, prosperidade, existencialismo e engajamento cultural.
 
5. Por que temos que nos acautelar da cosmovisão calvinista-amilenista?
Acautelemo-nos também da cosmovisão cristã inspirada na escatologia calvinista-amilenista, que, descrendo no arrebatamento da Igreja e em um Milênio literal, enfatiza o engajamento político e cultural para a redenção dos sistemas humanos e não a proclamação do Evangelho para a salvação dos pecadores.



 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

LIÇÃO 13 – PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE






Tt 2.11-14; 1Pe 1.13-16
 
 

INTRODUÇÃO
Nesta lição veremos a definição dos termos “santificação” e “eternidade”; pontuaremos algumas heresias quanto a existência da alma; relataremos sobre a natureza da santificação; e por fim; elencaremos algumas características de uma vida comprometida com a santificação.
 


I. DEFININDO OS TERMOS: SANTIFICAÇÃO E ETERNIDADE
1. Definição de santificação.
A expressão santificação advém do latim “sanctificatio” que quer dizer: “separação do mal e do pecado, e dedicação ao serviço do Reino de Deus”. É a forma pela qual o filho de Deus é aperfeiçoado à semelhança do Pai Celeste (Lv 11.44) (Andrade, 2006, p. 326). No NT o termo usual para santificação é: “hagiasmos” que significa: “consagração, separação”. Refere-se ao processo que leva o crente a tornar-se uma pessoa dedicada, santa, separada, única e exclusivamente para Deus; consiste na transformação moral segundo a imagem de Cristo (2Co 3.18).
 
2. Definição de eternidade.
A expressão “eterno” vem do grego “aiõnios” que significa: “era, século, idade, aquilo que não tem fim” (Vine, 2002, p. 628). O Estado eterno é aquilo que não tem fim, é o estado de bem-aventuranças e inefáveis gozos a ser desfrutado pelos redimidos logo após a consumação de todas as coisas temporais e históricas (2Pe 3.13; Ap 21,22). O Estado Eterno, que será inaugurado logo após o Juízo Final, terá lugar nos Novos Céus e Terra, onde os salvos estarão a desfrutar do amor de Cristo pelos séculos dos séculos (Andrade, 2006, p. 171). 


II. ALGUMAS HERESIAS SOBRE A EXISTÊNCIA DA ALMA
As heresias sobre a alma surgem como distorções das doutrinas espirituais tradicionais, desafiando a visão clássica da alma como uma essência imortal e individual. Muitas correntes modernas tentam reinterpretar ou negar a existência da alma, propondo conceitos que minimizam sua imortalidade. Vejamos:
 
1. Budismo.
O líder do Budismo, Sidarta Gautama, conhecido como Buda, uma figura que, após uma vida de luxos e privilégios em seu palácio, foi profundamente impactado pelos “Quatro Sinais” da vida real. No Budismo, a ideia de “alma” não é reconhecida da forma como é vista em muitas religiões ocidentais. O conceito de “eu” ou “alma eterna” é rejeitado, pois os budistas acreditam que não há uma essência permanente ou imutável. O ser humano é visto como um fluxo constante de mudanças, físicas e psicológicas, e a noção de um “eu” imutável é uma ilusão, alimentada pela ignorância. O Budismo não acredita na existência de uma alma que sobrevive de forma independente após a morte. Em vez disso, acredita-se na reencarnação como parte de um ciclo contínuo de nascimento e renascimento, dependendo do carma acumulado. Para o budismo: “[...]a vida consiste de três componentes: sofrimento, mudança e ausência de uma alma eterna que sobrevive de forma independente depois da morte” (Bickel; Jantz, 2011, p. 216, grifo nosso)
 
2. Testemunhas de Jéova.
As Testemunhas de Jeová surgiram no final do século XIX, fundadas por Charles Taze Russell, Em 1931, adotaram o nome “Testemunhas de Jeová” para destacar sua crença no nome divino “Jeová”. Elas seguem uma interpretação literal da Bíblia, rejeitando a imortalidade da alma a Trindade, entre outros. Segundo a crença das Testemunhas de Jeová, a Bíblia não ensina que a alma seja imortal. Em vez disso, eles acreditam que a morte é o fim da existência consciente [...] ensina que o homem se acaba quando morre (Soares; 2003. p. 243). Costumeiramente usam sempre o texto de Sl 115.17: “Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio”. As Testemunhas de Jeová usam essa passagem fora de seu contexto para dizer que a morte aniquila completamente o homem e que a alma não sobrevive à morte. Uma leitura superficial e arrancada de seu contexto dá a impressão de que elas estão corretas. Mas o salmista está falando do silêncio que a morte impõe ao ser humano e não da vida além túmulo. Veja o contraste que o salmista faz: “Mas nós bendiremos ao SENHOR”.


III. A PERSPECTIVA BÍBLICA DA NATUREZA DA ALMA HUMANA
Diante das distorções apresentadas por diversas correntes religiosas, é essencial retornar ao testemunho bíblico para compreender a verdadeira natureza da alma humana segundo as Escrituras. A Bíblia apresenta a alma do hebraico nephesh, e do grego psyché como a dimensão imaterial que confere vida, personalidade, consciência e identidade ao ser humano. O ser humano não é reduzido ao corpo, mas é uma triunidade corpo-alma-espírito, na qual a alma continua existindo mesmo após a morte física.
 
1. A Escritura testemunha repetidamente que a alma não se aniquila com a morte corporal.
A alma permanece consciente diante de Deus mesmo depois da morte (Lc 16.19-31; Ap 6.9-10). Jesus ensina que existe uma distinção clara entre corpo e alma ao afirmar: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt 10.28). Aqui, o Senhor demonstra que a alma possui uma natureza distinta e sobrevivente, não sujeita ao mesmo tipo de destruição física do corpo, a morte.
 
2. No Antigo Testamento, os autores sagrados compreendiam a alma como aquilo que sobrevive ao Sheol e continua a existir diante de Deus.
Por isso, o salmista ora dizendo: “O Senhor remirá a minha alma do poder da morte” (Sl 49.15), revelando sua esperança na preservação da vida interior diante do Criador. Da mesma forma, Elias e Eliseu oraram por crianças falecidas pedindo que a “alma” voltasse ao corpo (1Rs 17.21-22; 2Rs 4.34-35), evidenciando uma distinção real entre o corpo morto e a alma viva.
 
3. O Novo Testamento aprofunda ainda mais esta concepção, ensinando que a alma do crente, ao morrer, é imediatamente recebida por Deus.
Paulo afirma que “partir e estar com Cristo é incomparavelmente melhor” (Fp 1.23), mostrando que a consciência pessoal continua após a morte. O próprio Jesus assegurou ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43), o que indica uma vida consciente e pessoal imediatamente após a morte física. Portanto, a visão bíblica afirma que a alma humana é: a) Imaterial, distinta do corpo, mas unida a ele na existência terrena; b) Consciente, mantendo identidade pessoal mesmo após a morte; c) Responsável, pois comparece diante de Deus para prestação de contas; e, d) Imortal, não no sentido de possuir vida independente, mas por continuar existindo pela vontade soberana de Deus. Dessa forma, ao contrário das heresias que negam ou distorcem sua existência, a Bíblia revela a alma como realidade central da pessoa humana, criada por Deus, sustentada por Ele e destinada à eternidade, seja na presença do Senhor, seja separada dEle.

 
IV. NATUREZA DA SANTIFICAÇÃO
É importante observar, que, na Bíblia Sagrada as palavras, “santificação”, “santidade”, e “consagração” são sinônimas. Santificar é a mesma coisa que fazer santo ou consagrar. A palavra “santo” tem os seguintes sentidos:
 
1. Separação.
O termo “santo” é uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é “separação”; portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus, que o torna separado de tudo quanto seja imundo ou pecaminoso. Quando Ele deseja usar uma pessoa ou um objeto para seu serviço, ele separa essa pessoa ou aquele objeto do seu uso comum, e, em virtude dessa separação, a pessoa ou o objeto toma-se “santo”. Como disse o apóstolo Paulo aos Coríntios: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6.14,15).
 
2. Consagração.
No sentido de viver uma vida santa e justa, em conformidade com a palavra de Deus e dedicada ao serviço divino; o cristão passa a viver em busca da remoção de qualquer impureza que impossibilite esse serviço. Sendo assim, surge, naturalmente, a pergunta: Como deve viver um povo santo? A fim de responder essa pergunta, Deus dá ao seu povo, a nação de Israel, o código de leis de santidade que se acham no livro de Levítico. Entendemos então que o padrão de vida de um povo que busca a santificação é viver uma vida de consagração: “Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2Co 6.16b).


V. CARACTERÍSTICAS DE UMA VIDA COMPROMETIDA COM A SANTIFICAÇÃO
Segundo Pearlman, são meios divinamente estabelecidos para a santificação do homem: o sangue de Cristo (Hb 10.10,14; 13.12; 1Jo 1.7), a Palavra de Deus” (Sl 119.9; Jo 17.17; 15.3; Ef 5.26; Tg 1.23-25; 1Pe 1.23) e, o Espírito Santo (1Co 6.11; 2Ts 2.13; 1Pe 1.1,2; Rm 15.16) (2009, pp. 255,256 – acréscimo nosso), que atuam interna e externamente. Notemos algumas características relacionadas a uma vida santa:
 
1. Desprendimento (1Pe 1.13a).
Os povos do oriente usavam túnicas longas, e quando desejavam andar mais rápido ou sem impedimento, prendiam a túnica com um cinto (Êx 12.11). A imagem é a de um homem que prende as pontas do manto a seu cinto, ficando livre, assim, para correr. Aos que desejam viver uma vida piedosa, devem se abster de tudo que sirva de atrapalho em sua caminhada: “[…] deixemos todo o embaraço, e o pecado [...]” (Hb 12.1), evitando qualquer distração que impeça a sua conduta (2Tm 2.4), ocupando a mente com o que de fato é puro (Fp 4.8).
 
2. Obediência e reverência (1Pe 1.14,17).
Antes da conversão a Cristo o homem por natureza, é filho da desobediência (Ef 2.2). O apóstolo Pedro ressalta que agora, após a experiência da salvação, não podemos mais viver nas práticas do passado que determinavam o nosso modelo de vida (1Pe 1.14,15); “não vos amoldeis” significa não entrar no esquema, no modelo. Originalmente, a palavra significava assumir a forma de alguma coisa, a partir de um molde de encaixe, os cristãos são chamados a “mudar de forma”, e a assumir o padrão de Deus (Rm 12.2), vivendo respectivamente de maneira reverente, ou seja, tendo a atitude de quem fala cada palavra, cumpre cada ação e vive cada momento consciente de Deus tendo consciência de que nossas atitudes serão julgadas pelo justo juiz (Dt 10.17; Rm 2.11; 1Pe 4.17).

3. Amor sincero (1Pe 1.22).
A vida santa também tem como marca a prática do amor sincero, e isto Pedro afirma como resultado da regeneração: “[…] amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados […]” (1Pe 1.22,23 – ARA). Esse amor esperado é o que evidencia que passamos da morte para a vida (1Jo 3.14), e caracteriza o verdadeiro discípulo de Jesus (Jo 13.35; ver Rm 12.9; 1Jo 3.18). O amor é a marca do cristão, pois é a evidência da nossa salvação (Lopes, 2012, p. 58).


CONCLUSÃO
A reflexão sobre a santificação e a eternidade nos leva a encarar uma realidade que vai além das palavras: a vida após a morte é um destino inevitável para todos. A santificação, um processo contínuo e necessário, nos prepara para enfrentar esse futuro com esperança e transformação, para que, ao final, possamos estar diante de Deus, livres de todo pecado. A maneira como vivemos a nossa fé agora determina o nosso destino eterno, e a morte não é o fim, mas a transição para um novo estado. Como o apóstolo Paulo nos alerta: “E, assim, todos nós seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, na última trombeta” (1 Co 15:52). Que essa realidade nos mova a viver com mais comprometimento e seriedade em nossa caminhada com Deus. 




REFERÊNCIAS
Ø  BICKEL, Bruce; JANTZ, Stan. Guia de Seitas e Religiões: uma visão panorâmica. CPAD.
Ø  PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.
Ø  PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. VIDA.
Ø  WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Novo Testamento. Geográfica Editora.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  LOPES, Hernandes dias. Comentário Expositivo 1 Pedro: Com os pés no vale e o coração no céu. HAGNO.      
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.


 


LIÇÃO 13 - UMA PALAVRA PROFÉTICA ÀS NAÇÕES


Vídeo Aula - Pastor Elias
 




LIÇÃO 13 - PREPARANDO O CORPO, A ALMA E ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE (V.02)


Vídeo Aula - Pastor Silas
 




LIÇÃO 13 - PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro
 




segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025






EXORTAÇÃO,
ARREPENDIMENTO E ESPERANÇA –
O Ministério Profético de Jeremias. 










Lição 12
Hora da Revisão

A respeito de “O Ministério de Jeremias depois da Queda de Jerusalém”, responda:
 
 
1. Qual o nome do capitão da guarda do exército de Babilônia que foi enviado depois da queda de Jerusalém?
Nebuzaradã.
 
2. Quem deu ordens para libertar Jeremias e dar a ele um bom tratamento?
Por ordem de Nabucodonosor, Jeremias deveria ser liberto e receber bom tratamento dos babilônios.
 
3. Quais foram os principais pecados dos judeus que foram para o Egito?
A desobediência e a idolatria deliberada foram os principais pecados destes judeus que foram para o Egito.
 
4. A invasão e destruição de Jerusalém que resultaram no cativeiro babilônico dos judeus dividiu o povo de que forma?
A invasão e destruição de Jerusalém que resultaram no cativeiro babilônico dos judeus dividiu o povo entre os que foram levados para a Babilônia e os que ficaram em Jerusalém.
 
5. Em que ano se deu a última mensagem de Jeremias e o que ela evidenciava?
A última mensagem de Jeremias foi em 585 a.C., evidenciando a sua perseverança e o seu compromisso ministerial.



 

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025






CORPO, ALMA E ESPÍRITO -
A Restauração Integral do Ser Humano para
chegar à Estatura Completa de Cristo.









Lição 12
Revisando o Conteúdo

A respeito de O Espírito Humano e o Espírito de Deus responda:          
 
 
1. Como se dá a obra inicial do Espírito Santo em nós?
A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão.
 
2. O que é a pedagogia do Espírito?
Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26).
 
3. Como se dá o processo de intercessão do Espírito?
Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.26,27).
 
4. Qual a importância da oração em línguas?
Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”).
 
5. O que é viver e andar no Espírito?
A obra do “Espírito de santificação” (Rm 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1 Co 12.31; 13.1–13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl 5.25).



 

sábado, 20 de dezembro de 2025

LIÇÃO 12 – O ESPÍRITO HUMANO E O ESPÍRITO DE DEUS






Rm 8.14-16; 1Co 14.14; Gl 5.22,23

 


INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a profunda relação entre o espírito humano e o Espírito de Deus, compreendendo como o Espírito Santo atua na regeneração, santificação e direção do homem interior. Veremos que é no espírito humano que ocorre o novo nascimento e a restauração da comunhão perdida com o Criador, pois o Espírito de Deus habita no crente para guiá-lo em toda a verdade (Jo 16.13). Analisaremos ainda como essa união transforma pensamentos, emoções e vontades, conduzindo o cristão a uma vida espiritual frutífera e consagrada. Finalmente, refletiremos sobre a importância de viver em constante submissão ao Espírito Santo, que não apenas renova o espírito humano, mas o capacita a discernir, servir e adorar ao Senhor em espírito e em verdade (Jo 4.24). 


I. O QUE É O NOVO NASCIMENTO?
Teologicamente o “novo nascimento” ou “regeneração” é “o milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e da natureza divina. Através da regeneração o homem passa a desfrutar de um nova realidade espiritual” (Andrade, 2006, p. 317 – acréscimo nosso). A palavra regeneração no grego é palinginesiaformada da expressão “pálin”, 'novamente', e “génesis”, 'nascimento', significa portanto: novo nascimento. O Pastor Eurico Bergstén (2016, p. 174) diz que “a regeneração ou novo nascimento significa o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus (1Jo 5.18) para ser seu filho (Jo 1.12) e participante da natureza divina (2Pe 1.4)”. A doutrina da regeneração é bíblica e foi ensinada por Jesus e pelos seus santos apóstolos (Jo 3.3,7; 2Co 5.17; Gl 6.15; Jo 1.12.13; Ef 2.1,5; Cl 2.13; Tt 3.5; Tg 1.18; 1Pe 1.23). A Bíblia destaca algumas verdades sobre isso. Vejamos:
 
1. Um ato espiritual.
A desobediência humana recebeu como sentença a morte, tanto física quanto espiritual (Gn 2.16,17; Ez 18.4; Rm 6.23; Ef 2.1,5). Essa morte espiritual implica na separação da presença de Deus (Rm 3.23). Portanto, “morto espiritualmente” o homem necessita “nascer de novo” espiritualmente para ter comunhão com Deus. Por isso, no discurso de Jesus com Nicodemos o Mestre lhe diz: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus(Jo 3.3). Segundo Beacon (2006, p. 49 – acréscimo nosso) a palavra traduzida como “de novo” é anothen”, que tem vários significados e um deles é: de cima. Acerca disso Wilmington (2015, pp. 362,363) diz que: “o Messias estaria, então, dizendo que o único requisito para viver nesta terra é ter um nascimento físico; igualmente, o único requisito para viver um dia nos céus é ter um nascimento espiritual”. Esse “nascer do Espírito” em nada tem a ver com a reencarnação, que é um ensinamento que não encontra apoio nas Escrituras (2Sm 12.21-23; Hb 9.27). Aliás, Nicodemos perguntou se a regeneração era vir de novo a vida fisicamente, voltando ao ventre materno (Jo 3.4). Jesus respondeu dizendo o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito(Jo 3.6).
 
2. Um ato interior.
Os profetas predisseram este ato sobrenatural (Dt 30.6; Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26,27). Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece no novo nascimento. Nestas passagens bíblicas o novo nascimento é comparado a uma “cirurgia interior”. Deixando claro que a regeneração é um ato divino operado pelo Espírito Santo no espírito do homem. Segundo Macgrath (2010, p. 525) “a regeneração altera a natureza interior do pecador” (Gl 5.16,17; Cl 3.5; 1Pe 2.11; 2Pe 1.4; 1Jo 3.9; 5.18).

3. Um ato instantâneo e distinto.
Diferente da santificação que é um processo, a regeneração é um ato instantâneo. A palavra “instantâneo” segundo o Aurélio significa: “que se dá num instante; rápido; súbito” (2004, p. 1113). O apóstolo Paulo nos diz: assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é [...](2Co 5.17). É bom destacar também que a regeneração é uma etapa da salvação distinta da justificação, da santificação e da glorificação. A ordem segue-se assim: primeiro “o pecador é declarado justo” (justificação); em seguida “ele é feito justo” (regeneração); depois “ele vai se tornando justo” (santificação); e, por fim, ele “será perfeitamente justo” (glorificação).
 
 
II. A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO PLANO DA REDENÇÃO
Com exceção da segunda e terceira epístola de João, todos os livros do NT contém referências à pessoa e obra do Espírito Santo, onde podemos ler entre outras coisas, a sua atuação na vida de Cristo, dos pecadores e, principalmente dos servos de Deus. O NT descreve diversas atividades do Espírito Santo na experiência humana, vejamos algumas:
 
1. Convence o ser humano do pecado (Jo 16.7-11). 
Jesus descreve a obra do Consolador em relação ao mundo, convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo. Convencer, nesse texto, significa: “levar ao conhecimento verdades que, de outra maneira, seriam postas em dúvida ou rejeitadas”. Quando o pecador ouve a palavra de Deus e crer ele é salvo (Rm 5.2; 10.17), de modo que, em paralelo à palavra da fé, está a operação do Espírito Santo, convencendo o pecador do seu real estado diante de Deus (Jo 16.8). Portanto, esse é o Seu primeiro trabalho na vida do ser humano: convencê-lo que é pecador. A luz da Bíblia, podemos afirmar que seria impossível o homem ser salvo, sem a ação do Espírito em sua vida.
 
2. Regenera o pecador arrependido (Jo 3.6-8).
A regeneração é o mesmo que “nascer de novo”, “nascer do Espírito” (Jo 3.6) ou seja, o milagre que ocorre na vida de todo aquele que teve um encontro com Cristo, tornando-o participante da natureza divina. Quem efetua a regeneração é o Espírito Santo, o qual, em certo sentido, funciona como alguém que traz à luz divina o pecador arrependido, introduzindo-o ao Reino de Deus (Jo 3.5,8). Através da regeneração, o homem passa a desfrutar de uma nova realidade espiritual, tornando-se uma nova criatura em Cristo (Tt 3.5; 2Co 5.17). A regeneração é a entrada do pecador arrependido para uma nova vida em Jesus, como ação do Espírito Santo (1Pe 1.3,23; 1Co 6.11).
 
3. Participa da santificação e justificação do homem pecador (1Co 6.11).
No NT encontramos evidências de que a obra do Espírito Santo também se faz sentir nesse estágio da redenção. Em 1 Coríntios 6.11, Paulo afirma: “[...] mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”. Todas as obras citadas neste versículo podem ser aplicadas também ao Espírito Santo. A Justificação é indissociável da obra do Espírito Santo.
 
4. Age na santificação.
A Santificação é obra graciosa do Espírito Santo no crente, durante toda a sua vida terrena transformado sua mente, seu coração e sua vida, segundo a imagem do Senhor Jesus Cristo: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18; Cl 3.10)”. Na Santificação os nossos pecados são mortificados, por meio do Espírito Santo: “[...] mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Rm 8.13). Paulo ainda diz: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados [...] pelo Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11).
 
5. Gera o caráter de Cristo através do Fruto do Espírito.
Na epístola aos gálatas o apóstolo Paulo apresenta as evidentes marcas daqueles que experimentam o novo nascimento. Aqueles que se deixam dominar pelo Espírito Santo dão “fruto”. Um conjunto de virtudes (nove ao total) que autenticam a vida daquele que é regenerado: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.22).
 
6. Reveste de poder e concede dons espirituais.
Uma das principais atividades do Espírito Santo na vida do cristão é revesti-lo de poder (Lc 24.49), distribuindo dons espirituais (1Co 12.7-11) e, capacitando-o a testemunhar de Cristo (At 1.8).

 
II. RESULTADOS DO NOVO NASCIMENTO
A regeneração produz frutos visíveis porque é uma mudança interior causada pelo Espírito. A conversão, como expressão externa dessa obra, revela na prática aquilo que Deus já realizou no espírito humano. Embora a regeneração seja um ato interno, esta mudança interior, gera uma notável e visível mudança exterior. Acerca disso afirmou Pastor Antônio Gilberto (2008, p. 186): “o novo nascimento abrange a regeneração e a conversão, que são dois lados de uma só realidade. Enquanto a regeneração enfatiza o nosso interior, a conversão, o nosso exterior. Quem diz ser nascido de novo deve demonstrar isso no seu dia a dia”. Vejamos alguns resultados do novo nascimento, segundo a Bíblia Sagrada:
  • O crente agora é nova criatura em Cristo e tudo se fez novo (2Co 5.17);
  • O crente agora pratica atos de justiça (1Jo 2.29);
  • O crente já não pratica o pecado como estilo de vida (1Jo 3.9; 5.18);
  • O crente agora ama a Deus e ao homem (1Jo 4.7; 5.18);
  • O crente agora afirma corretamente a divindade de Jesus Cristo (1Jo 5.1);
  • O crente agora é protegido contra o maligno (1Jo 5.18);
  • O crente agora pode vencer este mundo perverso (1Jo 5.4).
 
 
CONCLUSÃO
O pecado atingiu o homem e o destituiu da glória de Deus. Todavia, Deus tomou a iniciativa de restaurar a comunhão outrora perdida com o homem, através do evangelho, que iluminando o entendimento humano, pode vivificá-lo, transformar o seu interior e levá-lo a ser participante da natureza divina. Que vivamos de modo digno da nova vida recebida, permitindo que o Espírito Santo governe pensamentos, palavras e ações.



  
REFERÊNCIAS 
Ø  ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. POSITIVO.
Ø  GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
Ø  MCGRATH, Alister E. Teologia sistemática, Histórica e Filosófica. SHEDD.
Ø  MOODY, D. L. Comentário Bíblico de João. PDF.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.         
 
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.