Vídeo Aula - Pastor Marcelo
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
domingo, 28 de dezembro de 2025
LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS
1º Trimestre de 2026
No 1º trimestre de 2026 Iniciaremos o Ano Letivo de Lições Bíblicas
Jovens estudando o tema: PLANO PERFEITO – A Salvação da Humanidade, a
Mensagem Central das Escrituras. O comentarista do trimestre será o Pr. Marcelo Oliveira. Este servo de Deus é Chefe do Setor de Educação
Cristã da CPAD; Editor da Revista Lições Bíblicas Adultos; Comentarista do
Currículo Infanto-Juvenil de Escola Dominical; Bacharel em Teologia; licenciado
em Letras; especialista em Pedagogia: Gestão e Docência.
Abaixo, você pode
conferir os títulos das 13 lições:
Lição 01 - O Sentido Bíblico da Salvação
Lição 02 - O Problema do Pecado
Lição 03 - A Natureza do Deus que Salva
Lição 04 - O Deus que Justifica
Lição 05 - O Filho que Redime
Lição
06 - O
Espírito Santo que Regenera e Santifica
Lição
07 - A
Graça de Deus
Lição
08 - A
Eleição na Salvação
Lição
09 - O
Livre-Arbítrio na Salvação
Lição
10 - Arrependimento
e Fé como Respostas Humanas
Lição
11 - A
Adoção – Entrando na Família de Deus
Lição
12 - Perseverando
na Salvação
Lição 13 - A Consumação da Salvação
Venha e traga a sua família!
Você não pode faltar!
QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025
EXORTAÇÃO,
ARREPENDIMENTO E ESPERANÇA –
O Ministério Profético de Jeremias.
Lição 13
Hora da Revisão
A respeito de “Uma
Palavra Profética às Nações”, responda:
1. Para quem Jeremias foi enviado
inicialmente?
Assim como os demais profetas, Jeremias foi enviado
inicialmente ao seu povo, o que não significa que não teve de advertir as
demais nações a respeito da responsabilidade que todos, indistintamente, têm
diante de Deus.
2. Quem determinou o ministério de
Jeremias e qual era o seu público-alvo?
Assim como Deus determinou o início e o fim do
ministério de Jeremias, Ele também decidiu que as nações seriam o seu
público-alvo.
3. De que é composto o Reino de
Deus?
Definitivamente, o Reino de Deus é um reino de nações.
4. Cite 2 profetas que foram
enviados a outras nações.
Isaías e Ezequiel.
5. Qual a maior e principal missão
da Igreja?
A missão da Igreja se identifica com a de Israel no
que se refere à tarefa de representar a Deus diante das nações.
QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025
CORPO,
ALMA E ESPÍRITO -
A Restauração Integral
do Ser Humano para
chegar à Estatura
Completa de Cristo.
Lição 13
Revisando o Conteúdo
A respeito de “Preparando o Corpo, a Alma e o Espírito para a
Eternidade” responda:
1. Qual a relação entre santificação e
esperança escatológica?
Um dos fatores essenciais para a
preservação de uma vida de santificação integral é a esperança escatológica, o
anseio pela Eternidade com Deus.
2. Qual a estratégia satânica em relação
à eternidade?
Satanás sempre repete a estratégia
adotada desde o Éden: busca confundir a mente do ser humano e desviá-lo da
perspectiva estabelecida pelo Criador (Gn 3.4,5).
3. Como se caracteriza o cristianismo
secular?
Vivemos o perigo de um cristianismo
secular, reduzido a pautas e militâncias ideológicas, sociais, políticas e
econômicas, enfrentadas por expedientes meramente humanos (Lc 17.26-30; 18.1-8;
2 Co 10.4,5).
4. Cite alguns perigos de teologias
modernas.
Cristianismo secularizado, falso
discursos, prosperidade, existencialismo e engajamento cultural.
5. Por que temos que nos acautelar da
cosmovisão calvinista-amilenista?
Acautelemo-nos também da cosmovisão
cristã inspirada na escatologia calvinista-amilenista, que, descrendo no
arrebatamento da Igreja e em um Milênio literal, enfatiza o engajamento
político e cultural para a redenção dos sistemas humanos e não a proclamação do
Evangelho para a salvação dos pecadores.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
LIÇÃO 13 – PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE
Tt 2.11-14; 1Pe 1.13-16
INTRODUÇÃO
Nesta lição veremos a
definição dos termos “santificação” e “eternidade”; pontuaremos algumas
heresias quanto a existência da alma; relataremos sobre a natureza da
santificação; e por fim; elencaremos algumas características de uma vida
comprometida com a santificação.
I. DEFININDO OS TERMOS: SANTIFICAÇÃO E ETERNIDADE
1. Definição
de santificação.
A expressão
santificação advém do latim “sanctificatio” que quer dizer: “separação
do mal e do pecado, e dedicação ao serviço do Reino de Deus”. É a forma
pela qual o filho de Deus é aperfeiçoado à semelhança do Pai Celeste (Lv 11.44)
(Andrade, 2006, p. 326). No NT o termo usual para santificação é: “hagiasmos”
que significa: “consagração, separação”. Refere-se ao
processo que leva o crente a tornar-se uma pessoa dedicada, santa, separada,
única e exclusivamente para Deus; consiste na transformação moral segundo a
imagem de Cristo (2Co 3.18).
2.
Definição de eternidade.
A expressão “eterno”
vem do grego “aiõnios” que significa: “era, século, idade,
aquilo que não tem fim” (Vine, 2002, p. 628). O Estado eterno é aquilo
que não tem fim, é o estado de bem-aventuranças e inefáveis gozos a ser
desfrutado pelos redimidos logo após a consumação de todas as coisas temporais
e históricas (2Pe 3.13; Ap 21,22). O Estado Eterno, que será inaugurado logo
após o Juízo Final, terá lugar nos Novos Céus e Terra, onde os salvos estarão a
desfrutar do amor de Cristo pelos séculos dos séculos (Andrade, 2006, p. 171).
II. ALGUMAS HERESIAS SOBRE A EXISTÊNCIA DA ALMA
As heresias sobre a
alma surgem como distorções das doutrinas espirituais tradicionais, desafiando
a visão clássica da alma como uma essência imortal e individual. Muitas
correntes modernas tentam reinterpretar ou negar a existência da alma, propondo
conceitos que minimizam sua imortalidade. Vejamos:
1.
Budismo.
O líder do Budismo,
Sidarta Gautama, conhecido como Buda, uma figura que, após uma vida de luxos e
privilégios em seu palácio, foi profundamente impactado pelos “Quatro Sinais”
da vida real. No Budismo, a ideia de “alma” não é reconhecida da forma como é vista
em muitas religiões ocidentais. O conceito de “eu” ou “alma eterna” é
rejeitado, pois os budistas acreditam que não há uma essência permanente ou
imutável. O ser humano é visto como um fluxo constante de mudanças, físicas e
psicológicas, e a noção de um “eu” imutável é uma ilusão, alimentada pela
ignorância. O Budismo não acredita na existência de uma alma que sobrevive de
forma independente após a morte. Em vez disso, acredita-se na reencarnação como
parte de um ciclo contínuo de nascimento e renascimento, dependendo do carma
acumulado. Para o budismo: “[...]a vida consiste de três componentes:
sofrimento, mudança e ausência de uma alma eterna que sobrevive de forma
independente depois da morte” (Bickel; Jantz, 2011, p. 216, grifo
nosso)
2. Testemunhas
de Jéova.
As Testemunhas de Jeová
surgiram no final do século XIX, fundadas por Charles Taze Russell, Em 1931,
adotaram o nome “Testemunhas de Jeová” para destacar sua crença no nome divino
“Jeová”. Elas seguem uma interpretação literal da Bíblia, rejeitando a imortalidade
da alma a Trindade, entre outros. Segundo a crença das Testemunhas de Jeová, a
Bíblia não ensina que a alma seja imortal. Em vez disso, eles acreditam que a
morte é o fim da existência consciente [...] ensina que o homem se acaba quando
morre (Soares; 2003. p. 243). Costumeiramente usam sempre o texto de Sl 115.17:
“Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio”. As
Testemunhas de Jeová usam essa passagem fora de seu contexto para dizer que a
morte aniquila completamente o homem e que a alma não sobrevive à morte. Uma
leitura superficial e arrancada de seu contexto dá a impressão de que elas
estão corretas. Mas o salmista está falando do silêncio que a morte impõe ao
ser humano e não da vida além túmulo. Veja o contraste que o salmista faz: “Mas
nós bendiremos ao SENHOR”.
III. A PERSPECTIVA BÍBLICA DA NATUREZA DA ALMA HUMANA
Diante das distorções
apresentadas por diversas correntes religiosas, é essencial retornar ao
testemunho bíblico para compreender a verdadeira natureza da alma humana
segundo as Escrituras. A Bíblia apresenta a alma do hebraico nephesh,
e do grego psyché como a dimensão imaterial que confere vida, personalidade,
consciência e identidade ao ser humano. O ser humano não é reduzido ao
corpo, mas é uma triunidade corpo-alma-espírito, na qual a alma
continua existindo mesmo após a morte física.
1. A
Escritura testemunha repetidamente que a alma não se aniquila com a morte
corporal.
A alma permanece
consciente diante de Deus mesmo depois da morte (Lc 16.19-31; Ap 6.9-10). Jesus
ensina que existe uma distinção clara entre corpo e alma ao afirmar: “Não
temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt 10.28). Aqui,
o Senhor demonstra que a alma possui uma natureza distinta e sobrevivente, não
sujeita ao mesmo tipo de destruição física do corpo, a morte.
2. No
Antigo Testamento, os autores sagrados compreendiam a alma como aquilo que
sobrevive ao Sheol e continua a existir diante de Deus.
Por isso, o salmista
ora dizendo: “O Senhor remirá a minha alma do poder da morte” (Sl
49.15), revelando sua esperança na preservação da vida interior diante do
Criador. Da mesma forma, Elias e Eliseu oraram por crianças falecidas pedindo
que a “alma” voltasse ao corpo (1Rs 17.21-22; 2Rs 4.34-35), evidenciando uma
distinção real entre o corpo morto e a alma viva.
3. O
Novo Testamento aprofunda ainda mais esta concepção, ensinando que a alma do
crente, ao morrer, é imediatamente recebida por Deus.
Paulo afirma que “partir
e estar com Cristo é incomparavelmente melhor” (Fp 1.23), mostrando que
a consciência pessoal continua após a morte. O próprio Jesus assegurou ao
ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43),
o que indica uma vida consciente e pessoal imediatamente após a morte física.
Portanto, a visão bíblica afirma que a alma humana é: a) Imaterial,
distinta do corpo, mas unida a ele na existência terrena; b) Consciente,
mantendo identidade pessoal mesmo após a morte; c) Responsável,
pois comparece diante de Deus para prestação de contas; e, d) Imortal,
não no sentido de possuir vida independente, mas por continuar existindo pela
vontade soberana de Deus. Dessa forma, ao contrário das heresias que negam ou
distorcem sua existência, a Bíblia revela a alma como realidade central da
pessoa humana, criada por Deus, sustentada por Ele e destinada à eternidade,
seja na presença do Senhor, seja separada dEle.
IV. NATUREZA DA SANTIFICAÇÃO
É importante observar,
que, na Bíblia Sagrada as palavras, “santificação”, “santidade”, e
“consagração” são sinônimas. Santificar é a mesma coisa que fazer santo
ou consagrar. A palavra “santo” tem os seguintes sentidos:
1.
Separação.
O termo “santo” é
uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é “separação”;
portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus, que o torna separado
de tudo quanto seja imundo ou pecaminoso. Quando Ele deseja usar uma pessoa ou
um objeto para seu serviço, ele separa essa pessoa ou aquele objeto do seu uso
comum, e, em virtude dessa separação, a pessoa ou o objeto toma-se “santo”.
Como disse o apóstolo Paulo aos Coríntios: “Não vos prendais a um jugo
desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E
que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial?
Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6.14,15).
2.
Consagração.
No sentido de viver uma
vida santa e justa, em conformidade com a palavra de Deus e dedicada ao serviço
divino; o cristão passa a viver em busca da remoção de qualquer impureza que
impossibilite esse serviço. Sendo assim, surge, naturalmente, a pergunta: Como
deve viver um povo santo? A fim de responder essa pergunta, Deus dá ao seu
povo, a nação de Israel, o código de leis de santidade que se acham no livro de
Levítico. Entendemos então que o padrão de vida de um povo que busca a
santificação é viver uma vida de consagração: “Porque vós sois o templo
do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu
serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2Co 6.16b).
V. CARACTERÍSTICAS DE UMA VIDA COMPROMETIDA COM A SANTIFICAÇÃO
Segundo Pearlman, são
meios divinamente estabelecidos para a santificação do homem: “o sangue
de Cristo (Hb 10.10,14; 13.12; 1Jo 1.7), a Palavra de Deus” (Sl
119.9; Jo 17.17; 15.3; Ef 5.26; Tg 1.23-25; 1Pe 1.23) e, o Espírito Santo
(1Co 6.11; 2Ts 2.13; 1Pe 1.1,2; Rm 15.16) (2009, pp. 255,256 – acréscimo
nosso), que atuam interna e externamente. Notemos algumas características
relacionadas a uma vida santa:
1.
Desprendimento (1Pe 1.13a).
Os povos do oriente
usavam túnicas longas, e quando desejavam andar mais rápido ou sem impedimento,
prendiam a túnica com um cinto (Êx 12.11). A imagem é a de um homem que prende
as pontas do manto a seu cinto, ficando livre, assim, para correr. Aos que desejam
viver uma vida piedosa, devem se abster de tudo que sirva de atrapalho em sua
caminhada: “[…] deixemos todo o embaraço, e o pecado [...]” (Hb
12.1), evitando qualquer distração que impeça a sua conduta (2Tm 2.4), ocupando
a mente com o que de fato é puro (Fp 4.8).
2.
Obediência e reverência (1Pe 1.14,17).
Antes da conversão a
Cristo o homem por natureza, é filho da desobediência (Ef 2.2). O apóstolo
Pedro ressalta que agora, após a experiência da salvação, não podemos mais
viver nas práticas do passado que determinavam o nosso modelo de vida (1Pe
1.14,15); “não vos amoldeis” significa não entrar no esquema, no
modelo. Originalmente, a palavra significava assumir a forma de alguma coisa, a
partir de um molde de encaixe, os cristãos são chamados a “mudar de
forma”, e a assumir o padrão de Deus (Rm 12.2), vivendo respectivamente
de maneira reverente, ou seja, tendo a atitude de quem fala cada palavra,
cumpre cada ação e vive cada momento consciente de Deus tendo consciência de
que nossas atitudes serão julgadas pelo justo juiz (Dt 10.17; Rm 2.11; 1Pe
4.17).
3. Amor sincero (1Pe 1.22).
A vida santa também tem
como marca a prática do amor sincero, e isto Pedro afirma como resultado da
regeneração: “[…] amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois
fostes regenerados […]” (1Pe 1.22,23 – ARA). Esse amor esperado é o
que evidencia que passamos da morte para a vida (1Jo 3.14), e caracteriza o
verdadeiro discípulo de Jesus (Jo 13.35; ver Rm 12.9; 1Jo 3.18). O amor é a
marca do cristão, pois é a evidência da nossa salvação (Lopes, 2012, p. 58).
CONCLUSÃO
A reflexão sobre a
santificação e a eternidade nos leva a encarar uma realidade que vai além das
palavras: a vida após a morte é um destino inevitável para todos. A
santificação, um processo contínuo e necessário, nos prepara para enfrentar
esse futuro com esperança e transformação, para que, ao final, possamos estar
diante de Deus, livres de todo pecado. A maneira como vivemos a nossa fé agora
determina o nosso destino eterno, e a morte não é o fim, mas a transição para
um novo estado. Como o apóstolo Paulo nos alerta: “E, assim, todos nós
seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, na última
trombeta” (1 Co 15:52). Que essa realidade nos mova a viver com mais
comprometimento e seriedade em nossa caminhada com Deus.
REFERÊNCIAS
Ø BICKEL, Bruce; JANTZ, Stan. Guia de Seitas e Religiões: uma
visão panorâmica. CPAD.
Ø PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe.
CPAD.
Ø PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. VIDA.
Ø WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Novo Testamento.
Geográfica Editora.
Ø STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø LOPES, Hernandes dias. Comentário Expositivo 1 Pedro: Com os
pés no vale e o coração no céu. HAGNO.
Por Rede Brasil de Comunicação.
LIÇÃO 13 - PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE (V.01)
Vídeo Aula - Pastor Ciro
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025
EXORTAÇÃO,
ARREPENDIMENTO E ESPERANÇA –
O Ministério Profético de Jeremias.
Lição 12
Hora da Revisão
A respeito de “O
Ministério de Jeremias depois da Queda de Jerusalém”, responda:
1. Qual o nome do capitão da guarda
do exército de Babilônia que foi enviado depois da queda de Jerusalém?
Nebuzaradã.
2. Quem deu ordens para libertar
Jeremias e dar a ele um bom tratamento?
Por ordem de Nabucodonosor, Jeremias deveria ser
liberto e receber bom tratamento dos babilônios.
3. Quais foram os principais
pecados dos judeus que foram para o Egito?
A desobediência e a idolatria deliberada foram os
principais pecados destes judeus que foram para o Egito.
4. A invasão e destruição de
Jerusalém que resultaram no cativeiro babilônico dos judeus dividiu o povo de
que forma?
A invasão e destruição de Jerusalém que resultaram no
cativeiro babilônico dos judeus dividiu o povo entre os que foram levados para
a Babilônia e os que ficaram em Jerusalém.
5. Em que ano se deu a última
mensagem de Jeremias e o que ela evidenciava?
A última mensagem de Jeremias foi em 585 a.C.,
evidenciando a sua perseverança e o seu compromisso ministerial.
QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2025
CORPO,
ALMA E ESPÍRITO -
A Restauração Integral
do Ser Humano para
chegar à Estatura
Completa de Cristo.
Lição 12
Revisando o Conteúdo
A respeito de “O Espírito Humano e o Espírito de Deus” responda:
1. Como se dá a obra inicial do Espírito
Santo em nós?
A ação do Espírito Santo começa em nossa
consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de
perdão.
2. O que é a pedagogia do Espírito?
Paulo refere-se ao papel pedagógico do
Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia
prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu
nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho
dito” (Jo 14.26).
3. Como se dá o processo de intercessão
do Espírito?
Essa ação permite que, muito além de
nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente
sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos
santos” (Rm 8.26,27).
4. Qual a importância da oração em
línguas?
Quando oramos em línguas, portanto,
oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o
perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”).
5. O que é viver e andar no Espírito?
A obra do “Espírito de santificação” (Rm
1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor,
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e
domínio próprio (1 Co 12.31; 13.1–13). Isso é viver e andar no Espírito (Gl
5.25).
sábado, 20 de dezembro de 2025
LIÇÃO 12 – O ESPÍRITO HUMANO E O ESPÍRITO DE DEUS
Rm 8.14-16; 1Co 14.14; Gl 5.22,23
INTRODUÇÃO
Nesta lição,
estudaremos a profunda relação entre o espírito humano e o Espírito de Deus,
compreendendo como o Espírito Santo atua na regeneração, santificação e direção
do homem interior. Veremos que é no espírito humano que ocorre o novo
nascimento e a restauração da comunhão perdida com o Criador, pois o Espírito
de Deus habita no crente para guiá-lo em toda a verdade (Jo 16.13).
Analisaremos ainda como essa união transforma pensamentos, emoções e vontades,
conduzindo o cristão a uma vida espiritual frutífera e consagrada. Finalmente,
refletiremos sobre a importância de viver em constante submissão ao Espírito
Santo, que não apenas renova o espírito humano, mas o capacita a discernir,
servir e adorar ao Senhor em espírito e em verdade (Jo 4.24).
I. O
QUE É O NOVO NASCIMENTO?
Teologicamente o “novo
nascimento” ou “regeneração” é “o milagre que se dá na vida de
quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e da natureza divina.
Através da regeneração o homem passa a desfrutar de um nova realidade
espiritual” (Andrade, 2006, p. 317 – acréscimo nosso). A palavra
regeneração no grego é “palinginesia” formada da expressão “pálin”, 'novamente',
e “génesis”, 'nascimento', significa portanto: “novo nascimento”.
O Pastor Eurico Bergstén (2016, p. 174) diz que “a regeneração ou novo
nascimento significa o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus (1Jo
5.18) para ser seu filho (Jo 1.12) e participante da natureza divina (2Pe
1.4)”. A doutrina da regeneração é bíblica e foi ensinada por Jesus e pelos
seus santos apóstolos (Jo 3.3,7; 2Co 5.17; Gl 6.15; Jo 1.12.13; Ef 2.1,5; Cl
2.13; Tt 3.5; Tg 1.18; 1Pe 1.23). A Bíblia destaca algumas verdades sobre isso.
Vejamos:
1. Um
ato espiritual.
A desobediência humana
recebeu como sentença a morte, tanto física quanto espiritual (Gn 2.16,17; Ez
18.4; Rm 6.23; Ef 2.1,5). Essa morte espiritual implica na separação da
presença de Deus (Rm 3.23). Portanto, “morto espiritualmente” o homem
necessita “nascer de novo” espiritualmente para ter comunhão com Deus.
Por isso, no discurso de Jesus com Nicodemos o Mestre lhe diz: “Na verdade,
na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de
Deus” (Jo 3.3). Segundo Beacon (2006, p. 49 – acréscimo nosso) a palavra
traduzida como “de novo” é “anothen”, que tem vários significados
e um deles é: “de cima”. Acerca disso Wilmington (2015, pp. 362,363) diz
que: “o Messias estaria, então, dizendo que o único requisito para viver nesta
terra é ter um nascimento físico; igualmente, o único requisito para viver um
dia nos céus é ter um nascimento espiritual”. Esse “nascer do Espírito” em
nada tem a ver com a reencarnação, que é um ensinamento que não encontra apoio
nas Escrituras (2Sm 12.21-23; Hb 9.27). Aliás, Nicodemos perguntou se a
regeneração era vir de novo a vida fisicamente, voltando ao ventre materno (Jo
3.4). Jesus respondeu dizendo “o que é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6).
2. Um
ato interior.
Os profetas predisseram
este ato sobrenatural (Dt 30.6; Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26,27). Embora o Antigo
Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de
linguagem para descrever o que acontece no novo nascimento. Nestas passagens
bíblicas o novo nascimento é comparado a uma “cirurgia interior”.
Deixando claro que a regeneração é um ato divino operado pelo Espírito Santo no
espírito do homem. Segundo Macgrath (2010, p. 525) “a regeneração altera a
natureza interior do pecador” (Gl 5.16,17; Cl 3.5; 1Pe 2.11; 2Pe 1.4; 1Jo
3.9; 5.18).
3. Um ato instantâneo e distinto.
Diferente da
santificação que é um processo, a regeneração é um ato instantâneo. A palavra “instantâneo”
segundo o Aurélio significa: “que se dá num instante; rápido; súbito” (2004,
p. 1113). O apóstolo Paulo nos diz: “assim que, se alguém está em Cristo,
nova criatura é [...]” (2Co 5.17). É bom destacar também que a regeneração
é uma etapa da salvação distinta da justificação, da santificação e da
glorificação. A ordem segue-se assim: primeiro “o pecador é declarado justo”
(justificação); em seguida “ele é feito justo” (regeneração); depois
“ele vai se tornando justo” (santificação); e, por fim, ele “será
perfeitamente justo” (glorificação).
II. A
ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO PLANO DA REDENÇÃO
Com exceção da segunda
e terceira epístola de João, todos os livros do NT contém referências à pessoa
e obra do Espírito Santo, onde podemos ler entre outras coisas, a sua atuação
na vida de Cristo, dos pecadores e, principalmente dos servos de Deus. O NT
descreve diversas atividades do Espírito Santo na experiência humana, vejamos
algumas:
1.
Convence o ser humano do pecado (Jo 16.7-11).
Jesus descreve a obra
do Consolador em relação ao mundo, convencendo-o do pecado, da justiça e do
juízo. Convencer, nesse texto, significa: “levar ao conhecimento verdades
que, de outra maneira, seriam postas em dúvida ou rejeitadas”. Quando o
pecador ouve a palavra de Deus e crer ele é salvo (Rm 5.2; 10.17), de modo que,
em paralelo à palavra da fé, está a operação do Espírito Santo, convencendo o
pecador do seu real estado diante de Deus (Jo 16.8). Portanto, esse é o Seu
primeiro trabalho na vida do ser humano: convencê-lo que é pecador. A luz da
Bíblia, podemos afirmar que seria impossível o homem ser salvo, sem a ação do
Espírito em sua vida.
2. Regenera
o pecador arrependido (Jo 3.6-8).
A regeneração é o mesmo
que “nascer de novo”, “nascer do Espírito” (Jo 3.6) ou
seja, o milagre que ocorre na vida de todo aquele que teve um encontro com
Cristo, tornando-o participante da natureza divina. Quem efetua a regeneração é
o Espírito Santo, o qual, em certo sentido, funciona como alguém que traz à luz
divina o pecador arrependido, introduzindo-o ao Reino de Deus (Jo 3.5,8).
Através da regeneração, o homem passa a desfrutar de uma nova realidade
espiritual, tornando-se uma nova criatura em Cristo (Tt 3.5; 2Co 5.17). A
regeneração é a entrada do pecador arrependido para uma nova vida em Jesus,
como ação do Espírito Santo (1Pe 1.3,23; 1Co 6.11).
3.
Participa da santificação e justificação do homem pecador (1Co 6.11).
No NT encontramos
evidências de que a obra do Espírito Santo também se faz sentir nesse estágio
da redenção. Em 1 Coríntios 6.11, Paulo afirma: “[...] mas haveis sido
lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do
Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”. Todas as obras citadas
neste versículo podem ser aplicadas também ao Espírito Santo. A Justificação é
indissociável da obra do Espírito Santo.
4. Age
na santificação.
A Santificação é obra
graciosa do Espírito Santo no crente, durante toda a sua vida terrena
transformado sua mente, seu coração e sua vida, segundo a imagem do Senhor
Jesus Cristo: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um
espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma
imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18; Cl 3.10)”. Na
Santificação os nossos pecados são mortificados, por meio do Espírito Santo: “[...]
mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis”
(Rm 8.13). Paulo ainda diz: “E é o que alguns têm sido; mas
haveis sido lavados, mas haveis sido santificados [...] pelo Espírito do nosso
Deus” (1Co 6.11).
5.
Gera o caráter de Cristo através do Fruto do Espírito.
Na epístola aos gálatas
o apóstolo Paulo apresenta as evidentes marcas daqueles que experimentam o novo
nascimento. Aqueles que se deixam dominar pelo Espírito Santo dão “fruto”. Um
conjunto de virtudes (nove ao total) que autenticam a vida daquele que é
regenerado: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.22).
6.
Reveste de poder e concede dons espirituais.
Uma das principais
atividades do Espírito Santo na vida do cristão é revesti-lo de poder (Lc
24.49), distribuindo dons espirituais (1Co 12.7-11) e, capacitando-o a
testemunhar de Cristo (At 1.8).
II. RESULTADOS DO NOVO NASCIMENTO
A regeneração produz
frutos visíveis porque é uma mudança interior causada pelo Espírito. A
conversão, como expressão externa dessa obra, revela na prática aquilo que Deus
já realizou no espírito humano. Embora a regeneração seja um ato interno, esta
mudança interior, gera uma notável e visível mudança exterior.
Acerca disso afirmou Pastor Antônio Gilberto (2008, p. 186): “o novo nascimento
abrange a regeneração e a conversão, que são dois lados de uma só realidade.
Enquanto a regeneração enfatiza o nosso interior, a conversão, o nosso
exterior. Quem diz ser nascido de novo deve demonstrar isso no seu dia a dia”.
Vejamos alguns resultados do novo nascimento, segundo a Bíblia Sagrada:
- O crente agora é nova criatura em Cristo e tudo se fez novo (2Co 5.17);
- O crente agora pratica atos de justiça (1Jo 2.29);
- O crente já não pratica o pecado como estilo de vida (1Jo 3.9; 5.18);
- O crente agora ama a Deus e ao homem (1Jo 4.7; 5.18);
- O crente agora afirma corretamente a divindade de Jesus Cristo (1Jo 5.1);
- O crente agora é protegido contra o maligno (1Jo 5.18);
- O crente agora pode vencer este mundo perverso (1Jo 5.4).
CONCLUSÃO
O pecado atingiu o
homem e o destituiu da glória de Deus. Todavia, Deus tomou a iniciativa de
restaurar a comunhão outrora perdida com o homem, através do evangelho, que
iluminando o entendimento humano, pode vivificá-lo, transformar o seu interior
e levá-lo a ser participante da natureza divina. Que vivamos de modo digno da
nova vida recebida, permitindo que o Espírito Santo governe pensamentos,
palavras e ações.
REFERÊNCIAS
Ø ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da
Língua Portuguesa. POSITIVO.
Ø GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.
Ø GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal.
CPAD.
Ø MCGRATH, Alister E. Teologia sistemática, Histórica e
Filosófica. SHEDD.
Ø MOODY, D. L. Comentário Bíblico de João. PDF.
Ø STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Por Rede Brasil de Comunicação.
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