sexta-feira, 10 de maio de 2013

LIÇÃO 06 – A INFIDELIDADE CONJUGAL


Pv 5.1-5; Mt 5.27,28 


INTRODUÇÃO
Nesta lição destacaremos que o casamento é um pacto feito entre um homem e uma mulher e, como tal, deve ser visto com seriedade e compromisso. Veremos também a definição de “adultério” do ponto de vista do Antigo e do Novo Testamento. Elencaremos os três principais inimigos da família e como podemos vencê-los. Trataremos também sobre quais as consequências do adultério na família, e, por fim, como evitar que esse mal venha atingir o nosso lar.


I – CASAMENTO, UM PACTO DIANTE DE DEUS
O casamento não é apenas uma união entre um homem e uma mulher, envolvendo direitos conjugais, mas uma união que nasce de um pacto de mútuas promessas.

1.1 A seriedade do pacto (entre os cônjuges). O termo pacto ou aliança em hebraico é de berit, e berit karat que significa “fazer (lit. ‘cortar’ ou ‘lapidar’) uma aliança”. Em grego o termo é diatheke (que pode significar tanto um “pacto” como “último desejo e testamento”), e o verbo diatithemi (At 3.25; Hb 8.10; 9.16; 10.16). Uma aliança é um acordo feito entre duas ou mais pessoas. 
No caso do casamento, a aliança é bilateral, ou seja, ela está totalmente condicionada à aceitação e ao cumprimento de ambas as partes, marido e mulher. Logo, no matrimônio, o concerto é primeiro realizado de forma horizontal, entre duas pessoas motivadas pelo amor e por consentimento mútuo. Nesta aliança pelo menos quatro elementos estão presentes:

ü  Partes: “um macho e uma fêmea” (Gn 1.27);
ü  Condições: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher” (Gn 2.24-a);
ü  Resultados: “e serão ambos uma carne” (Gn 2.24-b);
ü  Garantia: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mc 10.9).


1.2 O compromisso do pacto (diante de Deus). A aliança do matrimônio também é feita no sentido vertical, ou seja, diante de Deus, que se torna a testemunha desse pacto, como ele mesmo afirma: “E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança” (Ml 2.14). O livro de Provérbios ensina que o casamento é um compromisso entre um homem e uma mulher e condena o adultério como uma quebra dessa aliança conjugal (Pv 2.16,17). Nessa perspectiva o casamento é um juramento de lealdade feito por um homem e uma mulher diante de Deus de se amarem e viverem fielmente um para outro até que a morte os separe. Por isso, esse compromisso assumido diante de Deus deve ser indissolúvel (Mt 19.6).


II – A INFIDELIDADE CONJUGAL
Como pudemos ver, o casamento é uma aliança feita entre pessoas de sexos diferentes, motivados pelo amor e que juram fidelidade um ao outro de viverem juntos até que a morte os separe (Rm 7.2; I Co 7.39). Infelizmente, esse juramento pode ser quebrado, quando um dos cônjuges se torna infiel ao outro (Mt 19.9; Mc 10.11). Esta açao é chamada de adultério, e este por sua vez, é a “relação sexual entre uma pessoa casada e outra que não é o seu cônjuge” (WYCLIFFE, 2012, p. 35). Vejamos como o adultério é visto pela Bíblia Sagrada:

2.1 No Antigo Testamento. O adultério é estritamente proibido no AT, “Não adulterarás” é o sétimo mandamento do Decálogo (Êx 20.14; Dt 5.18). Esta prática era punível sob a Lei com morte por apedrejamento (Lv 20.10; Dt 22.22). Tecnicamente, o adultério se distingue da fornicação que é a relação sexual entre pessoas não casadas. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, embora fosse condenada a morte aquele que praticasse o adultério, a cobiça da mulher do próximo também era proibida (Êx 20.17; Dt 5.21).

2.2 No Novo Testamento. Os ensinamentos neotestamentários seguem o mesmo padrão veterotestamentário quanto a reprovação da prática do adultério (Rm 13.9; Gl 5.19; Tg 2.11). O Senhor Jesus estendeu a culpa pelo adultério da mesma forma como fez para outros mandamentos, incluindo até o desejo de cometê-lo ao próprio ato em si (Mt 5.28). Por isso, na ocasião citada pelo apóstolo João em (Jo 8.1), Jesus não desfez da Lei mosaica quanto ao apedrejamento da mulher adúltera, mas exortou os homens que vieram apedrejá-la, alegando que sob a ótica divina, eles estavam em semelhante situação, pelo adultério pré-concebido em seus corações (Jo 8.7). O apóstolo Paulo, por sua vez, disse que o adultério é uma obra da carne e os que praticam são passíveis de morte e não herdarão o Reino dos céus (Rm 1.29-32; Gl 5.21).


III – OS TRÊS INIMIGOS DA FAMÍLIA
Um dos maiores desafios enfrentados pela família é vencer a tentação. Isto porque, diariamente somos tentados a pecar contra Deus; quer seja através de pensamentos, palavras, obras ou omissão. Podemos observar na Palavra de Deus, pelo menos três principais inimigos da família:

3.1 O Diabo: É o principal agente da tentação. No capítulo 3 do livro de Gênesis, lemos acerca dele, tentando os nossos primeiros pais (Gn 3); em (Mt 4.3) vemos ele tentando o próprio Filho de Deus. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses diz: “temendo que o tentador vos tentasse” (I Ts 3.5). Aos Corintios ele escreve dizendo que temia que eles fossem enganados pela serpente (II Co 11.3); E, o apóstolo Pedro diz que ele “anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (I Pe 5.8). Sem dúvida alguma, as muitas famílias que hoje se encontram destruídas, sofreram ataques de Satanás, que desde o princípio quer destruir os lares. Diante de suas investidas só nos resta seguir o conselho do apóstolo Tiago que diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

3.2 A Carne. Refere-se a natureza caída, isto é, as paixões, os desejos e apetites desordenados que residem em nossa natureza, conforme podemos ver em (I Co 10.13; Tg 1.14,15; Gl 5.16-21). Podemos dizer que a carne é o mais perigoso de todos os inimigos; pois, enquanto os demais são externos, este inimigo é interno. A Bíblia nos mostra alguns exemplos de pessoas que foram derrotadas por este inimigo, porém destacamos o personagem bíblico Davi. Sua ociosidade (II Sm 11.1); cobiça (II Sm 11.2) e concupiscência levaram-no a fazer o que não agradou a Deus (II Sm 11.3-5,27). Sejamos vigilantes a fim de não cairmos no mesmo engodo (Mt 26.41).

3.3 O Mundo. O apóstolo Paulo diz que a graça de Deus nos ensina a renunciar as paixões mundanas (Tt 2.13). Sendo assim, podemos dizer que o mundo também é um agente da tentação. As paixões mundanas, das quais Paulo se refere, são as coisas que estão sob o domínio de Satanás, e que servem para atrair e enganar os homens (Tg 4.4; Rm 12.1,2; I Jo 2.15-17). Através da mídia a pornografia tem sido amplamente divulgada no mundo, por meio de revistas imorais e, novelas que de forma explícita incitam a prática do adultério ao ponto de as pessoas desacreditarem de que atualmente seja possível ser fiel ao cônjuge, passando a ser motivo de chacota os que assim procedem (I Pe 4.4). No entanto, a Palavra de Deus nos diz que podemos vencer o mundo, através da fé (I Jo 5.4).


IV – AS CONSEQUÊNCIAS DO ADULTÉRIO NA FAMÍLIA
Sem dúvida alguma, a infidelidade conjugal tem sido a causa de muitas tragédias na família. Muitos lares têm sido destruídos por esta arma diabólica. Isto porque o adultério destrói a confiança, sufoca o amor, mata o respeito, acaba com a transparência, suscita o ciúme e empurra a família para uma crise de consequências imprevisíveis. Eis algumas: (1) rompimento do casamento (Dt 22.15-21); (2) trauma nos filhos; (3) escândalo na igreja (I Co 5.1); (4) mau testemunho para sociedade (I Co 10.32); (5) marcas profundas de ambos os lados (II Sm 12.15-20); (6) Os maus exemplos poderão ser seguidos pelos filhos (II Sm 13) e (7) Depressão e perda da comunhão com Deus (Sl 51.8-12).


V – COMO EVITAR O ADULTÉRIO
A Bíblia Sagrada a “lâmpada para os nossos pés e a luz para o nosso caminho” (Sl 119.105), ensina-nos como devemos proceder para que evitemos este terrível pecado. Vejamos algumas de suas recomendações:

 ü  Evitando maus pensamentos, ocupando a mente com o que é proveitoso (Pv 4.23; Fp 4.8; Mt 15.19);
ü  Afastando dos olhos aquilo que pode levar a pessoa a alimentar seu interior com o pecado (Sl 101.3; Mt 6.22,23);
ü  Mantendo-se longe de pessoas cujo comportamento está em desacordo com a Bíblia (Sl 1.1-3; I Co 5.11);
ü  Mortificando a carne e andando em Espírito (Cl 3.5; Gl 5.16-18);
ü  Só abstendo-se do ato sexual com o cônjuge por consentimento mútuo e por tempo determinado (I Co 7.5);
ü  Sendo um cônjuge que mantém seu esposo(a) satisfeito(a) (Pv 5.15; I Co 7.3);
ü  Observando a Palavra de Deus (Sl 119.11; Pv 4.20);
ü  Orando e vigiando sempre (Mt 26.41).


CONCLUSÃO
Como pudemos ver, o casamento é um pacto feito entre duas pessoas, tendo Deus como testemunha. Sendo assim deve ser mantido com fidelidade e amor, evitando o adultério. Cada cônjuge deve resistir o diabo, a carne e o mundo, a fim de manter sua aliança, pois muitas famílias tem experimentado o sabor amargo da traição por falta de vigilância. Que Deus nos livre de tamanho mal. 


REFERÊNCIAS
ü  LOPES, Hernandes Dias. Casamento, divórcio e novo casamento. HAGNOS.
ü  VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD.
ü  SILVA, Esequias Soares de. Analisando o divórcio à luz da Bíblia. CPAD.
ü  PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.
ü  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.          
                                                                                                                              
Por Rede Brasil de Comunicação

FIDEXILINA



Objetivo: Refletir sobre atitudes preventivas contra a infidelidade conjugal.

Material:
01 frasco de vidro transparente.
Nome digitado: FIDEXILINA.
Cópia da bula de FIDEXILINA para todos os alunos (vejam no procedimento).
Confetes coloridos.

Procedimento:
- Apresentem um frasco de vidro transparente, com o nome FIDEXILINA, pregado neste depósito.
- Perguntem: O que este nome FIDEXILINA nos lembra?
Aguardem as respostas. Certamente alguém vai falar que parece nome de remédio.
- Então, falem: Realmente é nome de remédio, para combater a infidelidade conjugal, daí o nome FIDEXILINA.
- Peçam para que os alunos indiquem os elementos para a composição deste medicamento e escrevam no quadro ou cartolina.
Para cada elemento indicado, peçam para que um aluno coloque um confete dentro do frasco de vidro.
- Depois, falem: Vamos ler o que está descrito na bula de FIDEXILINA?
Observação: quando vocês falarem sobre a composição do medicamento, para cada palavra citada, o aluno deve colocar um confete dentro do vidro.



FIDEXILINA 1000mg

Apresentação: frasco com 60 comprimidos revestidos de amor.

Composição: cada comprimido de FIDEXILINA contém:
Respeito 100 %
Confiança 100 %
Oração 100 %
Vigilância 100 %
Encantamento 100 %
Sabedoria 100 %
Compromisso100 %
Diálogo 100 %
Comunhão 100 %
Companheirismo 100 %

Informações ao paciente:
FIDEXILINA tem ação preventiva.
Conservar o medicamento em local de fácil acesso para ambos os cônjuges.
Respeite sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Indicação:
FIDEXILINA é indicado no tratamento a curto, médio e longo prazo da seguinte condição: qualquer alteração por pequena que seja que conduza a infidelidade conjugal. 

Contraindicação:
Não há contraindicação de FIDEXILINA 1000 mg.

Precauções:
A vigilância é essencial no aparecimento dos sintomas de infidelidade conjugal.
Durante o tratamento é recomendável a leitura de Filipenses 4.8.
Atenção especial deve ser mantida quando “o outro” está por perto.
Deve haver disposição, com mente e coração abertos, por parte dos cônjuges para o uso do medicamento.

Reações adversas:
Com o uso constante de FIDEXILINA,   observa-se reação adversa no “outro”, que deseja introduzir-se no relacionamento conjugal, como: ansiedade, distúrbio do sono, irritabilidade, mau humor.

Posologia:
A dose diária recomendável é de 01 comprimido ao dia para cada cônjuge.
Se necessário, a dose pode ser aumentada para 02 ou 03 vezes ao dia, em caso de indícios que podem conduzir a infidelidade conjugal.
A ingestão de FIDEXILINA juntamente com um devocional na família aumenta a absorção do medicamento.

Superdosagem:
Não há conhecimento de intoxicação por superdosagem.  Mas, converse com seu cônjuge se está havendo cuidados excessivos, para que não se sinta sufocado com suas atitudes, lembre-se sempre é bom manter o equilíbrio e o bom senso.

Farmacêutico responsável: Espírito Santo
- Para cada item da bula de FIDEXILINA, perguntem aos alunos se desejam acrescentar alguma coisa.
- Para concluir, leiam “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério” Mt 5. 27. 

Por Sulamita Macedo.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2013


                                  A Família Cristã do Século XXI: 
                          Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
 


Lição 05

1. Dentre os motivos dos conflitos familiares, qual se destaca?
R. O temperamento.

2. Cite pelo menos três fatores que trazem conflitos.
R. Falta de confiança, tratamento grosseiro e dívidas.

3. O que acontece às crianças quando ficam sem a presença dos pais?
R. Sem a presença dos pais, as crianças ficam desorientadas.

4. Quem é a principal responsável pela formação espiritual e moral da criança?
R. A família.

5. Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?
R. Com o amor verdadeiro no coração, poderemos não somente vencer, mas evitar os conflitos.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

LIÇÃO 05 - CONFLITOS NA FAMÍLIA


 Ef 5.22-30


INTRODUÇÃO
Deus instituiu a família visando o bem estar do homem. O propósito de Deus era que o homem vivesse em paz e harmonia com a esposa e os filhos. Mas, desde a Queda (Gn 3.1-7), as famílias passaram a experimentar conflitos, dissabores e aflições, tais como: violência, divórcio, vícios, infidelidade conjugal, rebeldia dos filhos, dívidas, dentre outros. Nesta lição, veremos o significado do termo “conflito”, exemplos de conflitos familiares, suas causas, e, como podemos superá-los.


I - DEFINIÇÃO E EXEMPLOS DE CONFLITOS FAMILIARES
O termo grego para a palavra conflito é agõn que também pode ser traduzida por “combate” e encontra-se nos seguintes textos (Fp 1.30; I Ts 2.2; Cl 2.1). Aurélio define conflito como “combate”, “desavença” ou “discórdia”Encontramos na Bíblia, diversos exemplos de conflitos familiares, tais como:

Ø  O assassinato de Abel, por seu irmão Caim (Gn 4.8,9);
Ø  A crise conjugal entre Abraão e Sara, por causa de Hagar (Gn 16.5,6; 21.9-21);
Ø  As desavenças entre Esaú e Jacó, por causa da bênção da primogenitura (Gn 27.1-46);
Ø  Os conflitos entre Raquel e Jacó, porque ela não gerava filhos (Gn 30.1);
Ø  Discórdias entre Jacó e seu sogro Labão, por causa dos rebanhos (Gn 31.1-55);
Ø  O envolvimento de Diná, filha de Jacó, com Hamor e a consequente traição de Simeão e Levi (Gn 34.1-31);
Ø  O incesto de Rubem, filho de Jacó, com Bila, concubina de seu pai (Gn 35.22);
Ø  A inveja dos irmãos de José, a ponto de vendê-lo para os ismaelitas e mentirem para seu pai (Gn 37.1-36);
Ø  A rebeldia dos filhos de Eli (I Sm 2.12-17, 22-24);
Ø  O incesto entre Amnom e Tamar (II Sm 13.1-14), filhos de Davi;
Ø  O plano de Absalão para matar seu irmão Amnom (II Sm 13.23-29);
Ø  A traição de Absalão (II Sm 15.1-37) e Adonias (I Rs 1.5-9), filhos de Davi; dentre outros.

Estes e outros exemplos nos ensinam que: (1) os conflitos familiares existem desde os tempos mais remotos; (2) até mesmo os grandes homens de Deus enfrentaram crises e problemas familiares; logo, nós também não estamos isentos; (3) Os conflitos familiares ocorrem, não apenas por causa dos ataques do inimigo, mas, também, pelo mau procedimento dos membros da família. Se não fora a inveja de Caim (Gn 4.5); a precipitação de Sara aconselhando Abraão possuir Hagar (Gn 16.1-4); a preferência de Rebeca por Jacó (Gn 25.28); a cobiça e ambição dos filhos de Davi (II Sm 13.1-14; II Sm 15.1-37; I Rs 1.5-9), muitos males poderiam ser evitados.


II - CONFLITOS FAMILIARES NA ÁREA CONJUGAL
2.1 Ira. Casamento é a união de duas pessoas de sexos opostos, imperfeitas, e, geralmente, de temperamentos diferentes. Por isso, é comum surgirem os atritos conjugais, inclusive a ira. O apóstolo Paulo reconheceu que é possível um crente irar-se, quando disse: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). O termo grego para ira é thumos e significa “raiva” ou “fúria” que podem acarretar em agressões físicas e verbais. A Palavra de Deus nos adverte quanto aos perigos da ira e como podemos superá-la (Sl 37.8; Pv 1919; 29.22; Ec 7.9; Ef 4.31; 6.4; Cl 3.8; Tg 1.19).


2.2 Orgulho. Do grego, alazonia ou alazoneia. O termo é traduzido em (I Jo 2.16) por “soberba”Uma pessoa orgulhosa é aquela que possui um amor próprio demasiado, a ponto de pensar somente em si. O orgulho foi o primeiro sentimento pecaminoso a ser introduzido no universo (Ez 28.17) e é uma das características dos homens dos últimos tempos (II Tm 3.1-5). O antídoto contra o orgulho é o amor recíproco e verdadeiro, que, de acordo com o ensino paulino, não busca os seus interesses (I Co 13.5).


2.3 Ciúme. Este termo deriva-se do grego zeloo e do latim zelumen e significa “zelo por alguma coisa”. Em certo aspecto, o ciúme é um sentimento positivo, quando se trata de um cuidado com a pessoa amada. A própria Bíblia diz que o Espírito Santo tem ciúmes (zelo) de nós (Tg 4.5). No entanto, o ciúme humano, muitas vezes, ultrapassa a barreira do amoroso cuidado, torna-se possessivo e doentio, e tem sido a causa de muitas tragédias nos lares. O antídoto contra o ciúme é o amor. O apóstolo Paulo diz que “o amor não arde em ciúmes” (I Co 13.4 - Almeida Revista e Atualizada).


III - CONFLITOS FAMILIARES NA ÁREA FINANCEIRA
3.1 Dívidas. Muitas famílias encontram-se endividadas, por causa do uso irracional de benefícios oferecidos pelo mercado, como: cartão de crédito, cheque pré-datado, crediário, empréstimos, etc. As dívidas podem causar muitos males aos lares, tais como: desequilíbrio financeiro, inadimplência, intranquilidade; provocando até doenças psicossomáticas e desavenças no lar; perda de autoridade e mau testemunho perante os ímpios (Pv 6.1-5; 11.15; 22.7).

3.2 Compulsividade. Compulsividade é o “consumo exagerado”. É a “tendência a comprar exageradamente”. O consumismo é um descontrole para adquirir bens, serviços e produtos de forma indiscriminada, na tentativa de realizar-se emocionalmente. Geralmente, pessoas fragilizadas por alguma intempérie da vida, são tendenciosas a buscarem no consumo dos bens materiais a satisfação para o vazio da alma. No entanto, elas acabam endividadas, frustradas e desesperadas.

3.3 Avareza. É o amor ao dinheiro, que causa uma verdadeira escravidão e dependência. “Por que o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns de desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6.9,10). Deus não condena o dinheiro em si, mas, a ambição, cobiça, exploração, e usura. Abraão era homem muito rico; Jó era riquíssimo, antes e depois de sua provação (Jó 1.3,10; 42.10); Davi, Salomão e outros reis acumularam bens e nenhum deles foi condenado por isto. O que a Bíblia condena é a ambição desenfreada pelos bens (Pv 28.20; Dt 8.11; Pv 11.28; Mc 4.19; Pv 23.4,5; Pv 28.11; Pv 5.10).

3.4 Como superar os conflitos na área financeira.
Ø  Sendo dizimistas fiéis (Pv 3.9; Ml 3.10,11);  
Ø  Contentando-se com o que tem (Fp 4.11);
Ø  Respeitando as prioridades (Is 55.2; Ag 1.4-11);  
Ø  Economizando e fazendo reservas (Gn 41.33-35);
Ø  Evitando desperdício (Jo 6.12; Lc 15.13,14);  
Ø  Planejando os gastos (Lc 14.28-32).


IV - CONFLITOS FAMILIARES NA ÁREA DA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
4.1 A falta de disciplina no lar. Um dos principais problemas que atingem os lares é a falta de disciplina. Segundo Aurélio, disciplina é “um regime de ordem imposta ou livremente consentida”“uma ordem que convém ao funcionamento regular de uma organização, observância de preceitos e normas, ensino, instrução, educação, correção, discipular” ou “o treinamento que melhora, molda, fortalece e aperfeiçoa o caráter”. A disciplina serve para manter o perfeito funcionamento do lugar onde ela é aplicada, principalmente, no lar. Quando a disciplina cristã é deficiente, ou não existe, inevitavelmente ocorre a rebeldia dos filhos. Podemos observar isto nos seguintes exemplos que a Bíblia nos apresenta:

4.1.1 Davi. Um dos reis mais conhecidos na história de Israel; um guerreiro notável; um homem “segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14). Porém, falhou na aplicação da disciplina dos seus filhos: (1) Ele não agiu quando Amnom estuprou a sua meia-irmã, Tamar. Davi “ficou indignado” com ele, (II Sm. 13. 21), mas, depois do estupro Tamar foi acolhida por seu irmão Absalão, e não pelo seu pai (II Sm. 13. 20-22); (2) Davi ignorou o ódio e os planos de Absalão para matar Amnom. Apesar de chorar muito pela perda de Amnom (II Sm 13.36-37; 18.33-19.8), ele não corrigiu o seu filho Absalão; (3) Quanto a Adonias, a Bíblia diz que “seu pai Davi nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: Por que você age assim?” (I Rs 1.6).

4.1.2 Eli. Apesar de ser sacerdote em Israel, e ter conhecimento dos pecados que seus filhos cometiam nunca os corrigiu (I Sm 2.28,29). Eli é um exemplo de pai: (1)Ausente. Ele sempre esteve muito ocupado com os filhos dos outros, e esqueceu-se dos seus (I Sm 1.9); (2) Omisso. Ele não abriu seus olhos para os sinais de perigo dentro do seu lar (I Sm 2.22-24); (3) Conivente. Eli sabia o que seus filhos faziam, mas não os corrigiu (I Sm 2.22). Estes males podem ser evitados quando os pais educam seus filhos no caminho do Senhor, como Eunice (I Tm 4.5,6; II Tm 3.15); instruem seus filhos, como recomendou Salomão (Pv 22.6); ensinam as Sagradas Escrituras (Dt 4.9; 6.5-8); disciplina (Pv 19.18; 29.17; 22.15; 23.13,14; 29.15); intercede (Jó 1.5); e, acima de tudo, ama-os.


CONCLUSÃO
Como pudemos ver, os conflitos familiares existem desde os tempos antigos, e estiveram presentes, inclusive, nos lares dos servos de Deus, como Abraão, Jacó, Davi e outros. Eles ocorrem, não apenas por causa dos ataques do inimigo, mas, também, pelo mau procedimento dos membros da família; por causa das obras da carne, tais como: ira, orgulho, ciúmes e avareza; e pela falta de disciplina nos lares. Por isso, devemos estar vigilantes quanto as investidas do maligno, que tenta destruir os lares; mas, também, firmar o propósito de obedecer os mandamentos bíblicos para a família.


REFERÊNCIAS
* ANDRADE, Claudionor de. Dicionário TeológicoCPAD.
* STAMPS, Donald C.Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
* RENOVATO, A Família Cristã e os ataques do inimigo. CPAD.
* OLSON, N. Laurence. O Lar Ideal. CPAD.

Por Rede Brasil de Comunicação