terça-feira, 20 de agosto de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2013

                                   
                                  Filipenses – A humildade de Cristo
                                      como exemplo para a Igreja

  

Lição 06

1. Qual era o temor do apóstolo Paulo em relação à igreja filipense?
R. Que ela ficasse exposta aos “lobos devoradores” que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das “ovelhas” a fim de “devorá-las” (Mt 10.16; At 20.29).

2. Cite os nomes dos obreiros apresentados por Paulo para auxiliar a igreja de Filipos.
R. Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito.

3. Qual era o principal ensino de Paulo aos seus liderados?
R. O principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja.

4. Qual era a tarefa inicial de Epafrodito?
R. Sua tarefa inicial era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses.

5. Para você, quais são as características indispensáveis a um obreiro do Senhor?
R. Resposta pessoal


QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2013

                               
                                  Filipenses – A humildade de Cristo
                                       como exemplo para a Igreja



Lição 05

1. Quais são os três aspectos da salvação operada pelo Senhor Jesus?
R. O primeiro refere-se a obra realizada e consumada de forma suficiente na cruz do Calvário. O segundo diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. E por último a redenção gloriosa quando da vinda do Senhor Jesus.

2. Quem opera a nossa salvação?
R. O Senhor Jesus Cristo.

3. O que significa ser irrepreensível?
R. Significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando de repreensão. É alguém que dominou a carne, pois anda no Espírito (Gl 5.16,17).

4. Transcreva o texto bíblico que mostra como Paulo entregou sua vida para servir aos Filipenses.
R. “Ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé”(Fp 2.17).

5. Você tem se regozijado em Cristo pela sua salvação?
R. Resposta pessoal.


domingo, 18 de agosto de 2013

LIÇÃO 07 – A ATUALIDADE DOS CONSELHOS PAULINOS



Fp 3.1-10




INTRODUÇÃO
Na aula passada, estudamos sobre a fidelidade que devem ter os obreiros do Senhor para com a obra que a eles foi confiada. Tratamos do valor da fidelidade a nível eclesiástico através dos exemplos de dois nobres obreiros, Timóteo e Epafrodito, além do de Paulo. Hoje, nesta lição, abordaremos a que tipo de alegria, os irmãos filipenses, deveriam buscar; também veremos os significados das expressões: “cães”, “maus obreiros” e “circuncisão”. Além de definirmos o que é a circuncisão, bem como mostrarmos a diferença entre a falsa e a verdadeira circuncisão. Boa aula para todos!!


I. A EXORTAÇÃO PAULINA: “REGOZIJAI-VOS NO SENHOR”.
Parece que, ao iniciar o capítulo três da epístola aos filipenses, Paulo estava, na verdade, concluindo a mesma. Porquanto, diz o Apóstolo: “Quanto ao mais, irmãos meus, regozijai-vos no Senhor”. Segundo as principais versões da Bíblia em português, os termos aqui serão: “resta”, “quanto ao mais” ou “finalmente”. Este último termo é o mais fiel ao texto original, pois aparece no texto grego “to loipon” que significa “finalmente”. Por isso, sugere que Paulo estivesse em conclusão de sua carta. A esse respeito, comenta o Dr. F. Davison: “O apóstolo tinha terminado de ditar Finalmente, meus irmãos, regozijai-vos no Senhor (1), quando alguma coisa aconteceu que fez voltar o curso de seus pensamentos felizes à corrente menos congratulatória. O que aconteceu, porém, não pode ser afirmado definitivamente. Pode ter ocorrido algo que impediu Paulo de continuar a escrever e, antes que voltasse novamente à redação da epístola, um grave relatório chegasse às suas mãos. Provavelmente alguma notícia de desordens em Filipos, juntamente com outras de agitações fomentadas contra ele próprio em Roma. Seja o que for, a verdade é que Paulo começa a falar rápida e veementemente, em indiscutível admoestação contra três classes de falsos mestres”. Todavia, outro fato que nos chama atenção, é a exortação paulina: “regozijai-vos no Senhor”. Com certeza, não se trata de uma alegria meramente humana. Pois, em gálatas 5.22, a palavra alegria (ou gozo) é tradução da palavra original chara. O termo charis, traduzido em português por graça, vem da mesma raiz. O termo bíblico chara não significa alegria proveniente das coisas terrenas, mas, do exemplar relacionamento com Deus. É mais que felicidade momentânea. A alegria, como fruto do Espírito, é uma qualidade de pleno prazer, e independe das circunstâncias, ou seja, é constante em qualquer situação, quer boa, quer crítica, porquanto está fundamentada em Deus. Logo, esta alegria é fruto da graça de Deus e da habitação do Espírito Santo na vida do crente, sendo, portanto, uma alegria espiritual. Lembra-se de Paulo e Silas na prisão de Filipos (At 16)? O que os motivava a adorar próximo à meia-noite depois de serem açoitados? O fruto da alegria!
Paulo ao escrever “A Carta da Alegria”, por duas vezes, afirmou ter aprendido a viver em qualquer situação (Fp 4.11,12). Naquele momento, ele estava na prisão esperando seu julgamento. Qual era a fonte de sua satisfação? Como poderia estar contente diante da falta de liberdade? Era o Espírito Santo que produzia em Paulo o fruto da alegria. Seu prazer estava fundamentado em Cristo, e não nas circunstâncias ou no bem-estar físico. Aliás, a alegria é o tema da referida carta (Fp 1.4,18; 2.2,17; 3.1; 4.1,4,10). A alegria, como fruto do Espírito, é uma virtude infinitamente melhor que a felicidade oferecida pelo mundo, é o que o Apóstolo Pedro chamou de “gozo inefável e glorioso” (1 Pe 1.8); está à parte de todos os níveis de contentamento puramente humanos. É resultado da fé em Deus (Rm 15.13). Lamentavelmente, muitos crentes não encontram motivos para se alegrarem porque possuem um conceito distorcido da alegria espiritual. Porém, a Bíblia é enfática: “Não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). No entanto, tal fato ocorre porque não conseguem compreender a relação entre o sofrimento e a alegria. Há forte vínculo entre esses dois estados. Segundo as Bem-Aventuranças de Jesus, haverá o dia em que Deus recompensará os que, por amá-lo, suportaram as injustiças do mundo (Mt 5.3-11). Muitas passagens bíblicas associam sofrimento à alegria (1 Ts 1.6; Hb 10.34; Tg 1.2; 5.11; 1 Pe 4.13). Note que, nelas, a alegria está relacionada à esperança de cristão, a qual está baseada em sua futura glória no céu – o prêmio para os que vencerem as provas e tentações desta vida. Portanto, a alegria cristã não é uma emoção artificial, mas fruto da graça e da ação do Espírito na vida do crente.  


II. A TRIPLICE ADVERTENCIA PAULINA.
Como disse o Dr. F. Davison, Paulo começa a falar rápida e veementemente, em indiscutível admoestação contra três classes de falsos mestres. O texto diz: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!” (v.2). Para o Dr.Davison estas três classes de falsos mestres são: Os Judaizantes (Fp 3.2-11); Os Perfeicionistas (Fp 3.12-16) e Os Antinomistas (Fp 3.17-21). No entanto, veremos o que quer dizer Paulo com os termos acima:

Cães – Embora útil para guardar a casa (Is 56.10) e para guarda o rebanho (Jó 30.1), era um dos animais que mais desagradava ao povo, pois, em geral, uivavam, comendo cadáveres e lixo nas ruas (Sl 59.6; 1 Rs 14.11; 21.19,23), além de atacarem os viajantes (Sl 22.16, 20). Comparar uma pessoa a um cão era grande insulto (1 Sm 17.43; 24.14; 2 Sm 9.8; 2 Rs 8.13). Logo, é símile dos que são incapazes de apreciar o que é santo e elevado (Mt 7.6); dos que introduzem falsas doutrinas (Fp 3.2; 2 Pe 2.22).

Maus obreiros – Segundo Orlando Boyer, obreiro é aquele que coopera no desenvolvimento de uma empresa ou de uma ideia. Então, o que classifica aqui o obreiro, quanto ao tipo de obreiro é o adjetivo “mau”, que significa “nocivo; perverso; e individuo de má índole”. Estes maus obreiros ensinavam que os cristãos gentios deveriam, além da fé em Jesus, observarem a circuncisão, darem esmola, guardarem o sábado, observarem o kash’ rut – leis dietéticas dos judeus, etc. Porém, o concílio de Jerusalém (At 15), já havia determinado o que os cristãos gentios deveriam guardar, além da fé em Jesus, eles deveriam apenas abster-se das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da prostituição (At 15.29). Este foi o primeiro, de muitos concílios que surgiram depois deste, para combater as falsas doutrinas destes maus obreiros. O concilio era, portanto, uma reunião em que se trata de assuntos dogmáticos, doutrinários ou disciplinares. O termo “concílio” vem do latim “concilium” e significa “conselho, assembleia”.

Circuncisão – Este era um rito religioso com caráter moral e espiritual, e apesar de ser praticada também por outros grupamentos humanos, como os árabes, por exemplo, entre os israelitas adquiriu ela um significado todo especial. Através da circuncisão, o individuo habilitava-se a fazer parte do povo eleito. Era o sinal da aliança entre Deus e Israel (Gn 17.10-14; At 7.8). Assim, os “cães” e “maus obreiros” como chamou Paulo aos judaizantes, não apenas ensinavam como também obrigavam os cristãos gentios a praticarem tal rito como regra indispensável à salvação. Por isso, o Apóstolo foi contundente: “guardai-vos da circuncisão!”. Vale ressaltar ainda que, embora a circuncisão fosse uma cirurgia limpa e planejada, os judaizantes a realizavam de forma a rasgar, ferir e mutilar os fracos neófitos.  


III. A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO
No versículo três, Paulo refuta a heresia ensinada pelos judaizantes, dizendo: “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne”. Já sabemos que a circuncisão é um rito religioso, e que consistia em cortar o prepúcio dos neófitos (Gn 17.12; 12.23; Êx 4.25; Js 5.3; Lc 1.58-61; Jo 7.22,23). Paulo mostra que a circuncisão do cristão não é exterior “a circuncisão somos nós”, e que, portanto, é espiritual “servimos a Deus no Espírito”, mostrando assim, que o cristão não necessita de nenhuma marca física para provar que pertence a Deus. Pelo contrário, o verdadeiro cristão não se gloria na circuncisão, como faziam os judaizantes, mas “nos gloriamos em Jesus Cristo”, ou seja, a graça de Deus é o verdadeiro motivo de nos gloriamos, pois dela advém nossa tão grande salvação (Jo 1.17; Ef 2.8,9; Tt 2.11). Por isso, Paulo é contundente em afirmar que “não confiamos na carne”. Paulo está dizendo que tal rito é vão quanto à redenção do homem, pois foi o que ele disse aos judaizantes da região da Galácia: “Em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum, mas sim o ser uma nova criatura” (Gl 6.15). Todavia, o que nos chama mais atenção ao texto de Fp 3.3, é termo grego usado por Paulo para a expressão “carne”. Ao invés de Paulo ter usado o termo grego “soma” em sua abordagem sobre a circuncisão (por trata-se de um sinal no corpo), ele utiliza o termo “sarx” que identifica a velha natureza herdada de Adão, conhecida como natureza pecaminosa (Rm 5.12; 7.15-17; 8.7,8; Gl 5.16,17). Este ato de Paulo, em substituir um termo grego por outro, reforça seu discurso em mostrar a ineficácia da circuncisão. Portanto, a verdadeira circuncisão é operada pelo Espírito Santo, no coração do arrependido, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 2.25-29; 1 Co 7.19; Gl 5.16; Cl 2.11). Quanto aos versículos 4 - 11, encontramos uma síntese biográfica de Paulo, na qual declara que ele tem todos os privilégios raciais dos judaizantes e ainda mais que eles. Revela como ele mesmo podia orgulhar-se em termos de lei.


CONCLUSÃO
Na presente lição, aprendemos que para cumprirmos a exortação do Apóstolo regozijai-vos no Senhor”, é necessário termos e mantermos uma vida de profunda comunhão com Deus, para que o Espírito Santo venha produzir em nossas vidas esta alegria que é fruto de sua graça (Gl 5.22). Aprendemos, também, sobre o valor da verdadeira circuncisão, que é uma ação do Espírito na vida do cristão. E, que é o nosso coração que deve está circuncidado!  Por isso, mais importante do que qualquer ritualismo, é ser uma nova criatura em Cristo Jesus e observar os mandamentos de Deus. Todavia, não podemos está desatentos quanto aos maus obreiros! Tenha bastante cuidado! Ouça a advertência do Apóstolo: “Guardai-vos dos cães... dos maus obreiros”.



REFERÊNCIAS

 ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
 ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Lições Biblicas (1º trimestre/ 2011) CPAD.
 GILBERTO, Antônio. Lições Biblicas (1º trimestre/ 2005) CPAD.
 SOARES, Esequias. Lições Biblicas (2º trimestre/ 1999) CPAD.
 DAVISON, Francis. O novo comentário da Bíblia. VIDA NOVA.
 BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD.


sábado, 10 de agosto de 2013

LIÇÃO 06 – A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR



Fp 2.19-29



INTRODUÇÃO
Na aula passada, tratamos de um tema teológico que foi a Soteriologia. Falamos sobre justificação, santificação e glorificação, além de abordarmos a postura de um salvo e as virtudes de uma nova criatura. Na aula de hoje, estudaremos sobre a fidelidade que devem ter os obreiros do Senhor para com a obra que a eles foi confiada. Trataremos do valor da fidelidade a nível eclesiástico através dos exemplos de dois nobres obreiros, Timóteo e Epafrodito, além do de Paulo. Boa aula para todos!!


I. PAULO, UM EXEMPLO DE FIDELIDADE E SERVIÇO.
Embora Paulo estivesse impedido de ir à Filipos, pois naquele momento encontrava-se aguardando seu julgamento em Roma, ele em nenhum momento se esqueceu da amada igreja de Filipos. Pelo contrário, sempre lembrou, orou e sentiu muitas saudades daqueles amados irmãos (Fp 1.3,4,8; 2.26). Por isto mesmo, agora, Paulo estava muito preocupado com a igreja de Filipos, pois sua ausência favorecia a ação dos “lobos devoradores” (Gnósticos e Judaizantes) que rodavam a amada igreja, e que não poupariam o rebanho. Aliás, por ser uma igreja nova na fé o perigo de seus obreiros se desviarem era iminente. Assim, Paulo revela aos irmãos de Filipos seus planos para o futuro, e que era: 1) enviar Timóteo (vv.19-23); 2) ir pessoalmente a Filipos (v.24); e 3) enviar Epafrodito (vv.25-30). Portanto, assim nos diz o Apóstolo: “E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios” (v.19). 
A primeira atitude de Paulo, diante da situação presente, é comunicar à igreja de Filipos o envio de Timóteo para trazer notícias do estado da mesma. Este ato do Apóstolo, de preocupar-se com a igreja estando ele preso, demonstra o zelo e o cuidado de Paulo pelo rebanho do Senhor. Aliás, o motivo de sua prisão era exatamente por sua fidelidade em expandir o Reino de Deus (At 25.8-11). Tudo o que esse grande Homem de Deus sofreu é prova suficiente de sua fidelidade pela Obra do Senhor (2 Co 11.23-28), inclusive, na fundação daquela igreja (At 16.20ss). Paulo é, portanto, um exemplo de verdadeiro pastor, pois era um líder que amava a igreja ao ponto de afirmar: “E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós” (Fp 2.17). Essas são características de um verdadeiro pastor, porquanto asseverou o Mestre Jesus: “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Lamentavelmente, muitos hoje que se intitulam “pastores” estão matando muitas ovelhas do Senhor em benefício próprio, ao invés de darem suas próprias vidas por elas. 
A esses, o Mestre Jesus chama-os de “mercenários” (Jo 10.12,13). No entanto, esses mercenários são denominados hoje de “gestores”, realidade essa confirmada pelo Pr. Antônio Gilberto, que diz: “Há igrejas que possuem obreiros-administradores em excesso, mas poucos pastores para cuidar das ovelhas”. Todavia, o Pastor não é dono da obra que dirige, pois esta pertence ao Senhor (Hb 4.13; 13.17). Por isso, Paulo é um exemplo, sem dúvida alguma, não só de pastor e obreiro, mas de fidelidade e serviço. O termo “fidelidade” vem do grego “aletheia” e significa “veracidade, confiança, probidade; verdade, realidade”. Aurélio define a fidelidade como ‘qualidade de fiel’. Já o dicionário Online define este termo como ‘exatidão em cumprir suas obrigações’. Essa é uma virtude que reside na vida daquele que ama a Deus de verdade, e se dispõe a fazer a vontade do Mestre Jesus, assim como Paulo!


II. TIMÓTEO, UM EXEMPLO DE OBREIRO BEM PREPARADO.
Entre os versículos 20 a 23, Paulo dá testemunho e referências do seu filho na fé e cooperador Timóteo, dizendo: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado; porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus. Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai. De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios”.  
O nome Timóteo significa “que adora a Deus”. Ele era filho de uma judia crente e de pai grego (At 16.1). Sua avó Lóide, e sua mãe Eunice lhe ensinaram as Sagradas Letras (2 Tm 3.14,15). Todavia, foi Paulo quem o discipulou tornando-o seu “filho amado” e “cooperador do evangelho” (1 Co 4.17; 1 Tm 1.2,18; 2 Tm 1.2; Rm16.21). Foi separado para a obra de evangelista (1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6; 4.5). Depois da separação entre Paulo e Barnabé, era companheiro de Paulo, na segunda viagem missionária (At 16.3; 17.14,15). Posteriormente, Timóteo tornou-se o pastor da igreja de Éfeso (1 Tm 1.3). Depois de tratamos um pouco da biografia deste jovem obreiro, voltemos ao texto em estudo. No versículo 20, Paulo diz: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado”. O termo “de igual sentimento” é, no texto grego, literalmente “de igual espírito”. Isto significa que, naquele momento, não havia alguém com o mesmo zelo e cuidado do Apóstolo do que seu filho na fé Timóteo. Portanto, a linguagem de igual espíritoseguramente expressa mais as especiais qualidades de Timóteo para ir a Filipos. Mas, quais seriam essas qualidades? Podemos ver algumas delas em 1Tm 6.11; 2 Tm 2.22. Timóteo conhecia bem o modelo de liderança de Paulo, fato este que é relembrado por Paulo em 2 Tm 3.10,14. Ele tinha como missão não apenas trazer noticias de Filipos, mas também de fortalecer a liderança local bem como toda a igreja. Porquanto, o sectarismo e o individualismo (já visto na lição 03), que também era um fator de preocupação do Apóstolo, são mencionados na frase: “porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus”. 
Assim, Timóteo que absorveu não só os ensinos, mas também a postura de seu mestre Paulo, era o mais indicado pelo Apóstolo a preencher-lhe o lugar nesta viagem. Pois, Paulo ao comentar a experiência eclesiástica de Timóteo para os irmãos de Filipos, faz uma comparação dizendo: “bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu... como filho ao pai”. Timóteo era, portanto, um obreiro de caráter e bem preparado por Paulo para ‘toda boa obra’. E, hoje? O que falta para termos obreiros igualmente preparados como Timóteo? Em outro comentário do Pr. Antônio Gilberto, ele afirmou: “As igrejas também não estão investindo como se deve na preparação de obreiros para ‘fazer discípulos’, conforme ordenou Jesus. Discípulos do Senhor não nascem assim; eles são feitos depois de nascidos. Do nascimento espiritual, Jesus cuida, mas a seguir, vem a missão da Igreja, que é a de ‘fazer discípulos’”. Dessas palavras, conclui-se que, se não estamos fazendo discípulos, então, quanto mais formando obreiros!


III. EPAFRODITO, UM EXEMPLO DE OBREIRO FIEL.
Nos versículos 25 a 29, Paulo faz menção do exemplar obreiro de Filipos, dizendo: “Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não só dele, mas também mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra a homens como ele”.
O que se sabe deste notável obreiro de Filipos? Pouco ou quase nada se sabe deste brilhante obreiro, visto que esta carta de Paulo é a única do Novo Testamento que faz menção de Epafrodito (Fp 2.25; 4.18). Porém, Paulo nos dá importantes informações deste obreiro no texto acima. Seu nome significa “Amávele, provavelmente, esse cooperador era digno do nome, pois era muito amado pelos filipenses. Não deve ele ser confundido com Epafras (Cl 1.7; Cl 4.12; Fm 23).  Observemos os cinco títulos dados por Paulo a Epafrodito: 1) meu irmão; 2) cooperador; 3) companheiro nos combates; 4) vosso enviado (mensageiro) e 5) vosso auxiliar. Somente na versão atualizada de Almeida aparecem os cinco títulos dado por Paulo a esse nobre obreiro, nas outras versões aparecem apenas os quatros primeiros títulos. Não é de nos admirarmos de que Paulo não tenha desejado deixar Epafrodito voltar para Filipos, pois quem nos momentos difíceis da vida não quer um irmão? Ou nos desafios da vida não precisa de um cooperador? Ou nos embates da vida não necessita de um companheiro nos combates? Ou, ainda, de um mensageiro para nos consolar e confortar o coração, bem como de um auxiliar que nos ajude em nossas necessidades, quer sejam materiais ou espirituais? É verdade! Vivemos dias em que ecoa-se  um grito: Onde estão os Epafroditos dos nossos dias? Epafrodito havia sido enviado para “prover às minhas necessidades” diz Paulo. No entanto, em seu zelo para cumprir sua missão, Epafrodito adoece em Roma chegando “quase à morte”. Nada se sabe sobre qual seja a doença de Epafrodito, porém ela deixou Paulo ainda mais preocupado e até angustiado, pois diz ele: “e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente”. Não bastasse às preocupações de Paulo com a igreja de Filipos, agora se preocupava ainda mais, devido o estado de saúde de Epafrodito.
Certamente, por que a posição que Epafrodito ocupava na igreja devia ser importante e seu trabalho entre eles muito apreciado, daí o grande afeto que os filipenses sentiam por ele. Todavia, o que nos chama atenção é que, embora a carta de filipenses seja a carta da alegria, ela não omite a tristeza e angustia do Apostolo: “e estava muito angustiado”, “para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” e “e eu tenha menos tristeza”. Mas, o que motivou esses sentimentos em Paulo? Por certo, suas preocupações pela igreja “porquanto tinha muitas saudades de vós todos”, o estado de saúde de Epafrodito “E, de fato, esteve doente e quase à morte”, e o conhecimento dos filipenses sobre o estado de saúde de Epafrodito “e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente”. Assim, Deus apiedando-se de Epafrodito bem como de Paulo, logo Paulo envia de volta Epafrodito para Filipos, pois diz: “mas Deus se apiedou dele e não só dele, mas também mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra a homens como ele”. Portanto, Epafrodito era um obreiro fiel, a ponto de morrer para cumprir a missão a ele dada, além de ser um exemplar obreiro local, cujo caráter é descrito por seu nome e títulos. Sejamos, pois, como Epafrodito neste presente século mal!



CONCLUSÃO
Diante do exposto, apliquemos em nossas vidas os ensinos e lições desta maravilhosa aula. Tendo o devido cuidado com os “lobos” bem como com os “mercenários” que “buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus”. Sigamos, pois, os exemplos de obreiros fieis, dedicados e, acima de tudo, que amam o Senhor da Obra e a Obra do Senhor. Não esquecendo que a fidelidade é uma virtude imprescindível àquele que almeja chegar às mansões celestiais, pois assevera o Senhor: “Bem está servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21). Portanto, sejamos fieis ao ministério que nos confiou o Senhor! Que Deus em Cristo vos abençoe a todos!



REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
GILBERTO, Antônio. Lições Biblicas (4º trimestre/ 1997) CPAD.
 DAVISON, Francis. O novo comentário da Bíblia. VIDA NOVA.
 BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD.
Revista Ensinador Cristão, nº 55. CPAD.  


domingo, 4 de agosto de 2013

LIÇÃO 05 – AS VIRTUDES DOS SALVOS EM CRISTO



Fp 2.12-18



INTRODUÇÃO
Na lição passada, tratamos de um assunto bem teológico chamado Cristologia. Estudamos sobre o mistério da união das naturezas de Cristo: a humana e a divina. Também abordamos sua exaltação sob a temática da sua grandíssima humildade. Na aula de hoje, estudaremos também como na lição passada, um tema também teológico que é a Soteriologia. Falaremos sobre justificação, santificação e glorificação, além de abordarmos a postura de um salvo e as virtudes de uma nova criatura. Boa aula para todos!!



I. A DINÂMICA DA SALVAÇÃO (2.12,13)
Antes de prosseguirmos em nosso estudo, quero enfatizar que não temos a pretensão de catalogar um assunto tão profundo que é o mistério da salvação. Por isso, a palavra “dinâmica”, que segundo a psicologia social, é o conjunto de leis do comportamento do grupo do ponto de vista dos objetivos reais e específicos desse grupo, é aqui relacionada à salvação apenas para fins didáticos; porquanto, o Pai concebeu o plano salvífico (Jo 3.16; Ef 3.9,11; Cl 1.26; 1 Pe 1.20), o Filho encarnou-se e consumou o plano salvífico (Mt 1.21; Jo 1.14; 19.30) e o Espírito Santo oferece e aplica este plano redentor na vida dos pecadores (Jo 16.8-11). Visto que nem o homem, nem ninguém poderiam exigir de Deus esta grande salvação, pois ela é fruto da graça e misericórdia do Senhor (Lm 3.22; Jo 1.18; 3.16; At 17.30; Ef 2.8,9; Tt 2.11). No entanto, mesmo pela graça, esta salvação só pode ser alcançada por meio da fé em Cristo (Mc 16.15,16; Rm 10.9-13; Gl 2.15,16; Ef 2.8,9). A salvação é, sem dúvida nenhuma, a maior dádiva outorgada por Deus à humanidade (Jo 3.16; Ef 2.5-8). O termo “salvação” vem do grego “soteria”, e significa “libertação de um perigo iminente”.
Paulo que utilizou o grandioso exemplo da humildade de Cristo para tratar do assunto da ‘unidade’ dos irmãos, reutiliza o mesmo exemplo para abordar outro assunto: o desenvolvimento da salvação dos crentes de Filipos. Assim, Paulo exorta aos filipenses: “De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12). A primeira coisa que observamos neste versículo é a ênfase de Paulo sobre a obediência dos irmãos de Filipos: “como sempre obedecestes”. A igreja de Filipos era uma igreja de muitas virtudes (virtude - disposição constante de praticar o bem e evitar o mal), prova disto é que Paulo já havia mencionado o amor e a generosidade dos irmãos filipenses (Fp 19,16; 4.15,16), e agora menciona sua obediência. O Apóstolo desejava que eles utilizassem esta obediência no desenvolvimento da salvação deles, por isso disse: “assim também operai a vossa salvação”. Paulo sabia que, embora a salvação fosse algo de origem divina, o homem não está passivo ante a sua salvação (Mt 24.13; Jo 3.16-18; Hb 2.3; 1 Jo 1.9). O Apóstolo Pedro, tendo o mesmo entendimento de Paulo, disse: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição. Pois fazendo isto, nunca jamais tropeçareis” (2 Pe 1.10). O Apóstolo Pedro está ratificando a palavra de Paulo afirmando que, o processo de salvação é tanto responsabilidade humana, como ação divina. Portanto, dentro deste processo que abrange cinco aspectos, destacaremos apenas três: Justificação, Santificação e Glorificação. Vejamos:

Justificação – esta palavra é oriunda do hebraico tsadik e do grego dikaios. E significa “ato de declarar justo”. Processo judicial que se dá junto ao Tribunal de Deus, através do qual o pecador que aceita a Cristo é declarado justo (Rm 5.1). Ou seja: passa a ser visto por Deus como se jamais tivera cometido qualquer pecado (Rm 5.1).

Santificação – esta palavra é oriunda do hebraico qõdesh e do grego hagiazõ. E significa “separação do mal e do pecado, e dedicação para o serviço de Deus”. É a forma pela qual o filho de Deus aperfeiçoa-se à semelhança do Pai Celeste (Lv 11.44). A santificação só é possível através da Palavra de Deus e mediante o sangue de Cristo (Jo 17.17; 1 Jo 1.7).

Glorificação - esta palavra é oriunda do grego doxologia. E significa “louvor; elogio”. No Plano de Salvação, a glorificação é a etapa final a ser atingida por aquele que recebe a Cristo como Salvador e Senhor de sua vida (Rm 8.17). Portanto, para chegarmos até esta etapa ou fase do plano salvífico, é imprescindível atentarmos para o que diz o autor da Carta aos Hebreus: “Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Infielmente, esta é uma da Doutrinas Biblicas mais negligenciadas de nossos dias!

No verso 13, diz o Apóstolo Paulo: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”. Muitos utilizam esta referência para afirmar que a salvação é seletiva; porém, não é isto que Paulo está dizendo, pois ao escrever para seu filho na fé, disse: “o qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (1 Tm 2.4-6). O Apóstolo João ratifica Paulo ao dizer: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo mundo” (1 Jo 2.2). Mas, deixemos o Dr. F. Davison, explicar este versículo: “A base da admoestação está inspiradamente afirmada na frase Porque Deus é o que opera em vós (13), isto é, "habilita-vos". A ênfase, portanto, recai sobre a palavra Deus. No grego ela vem colocada em primeiro lugar. Não é Paulo quem é dinâmico, nem qualquer ideal elevado deles mesmos, que podem operar e completar a salvação. É Deus apenas. A graça divina interior procede para com ambas a vontade e a ação, de modo semelhante. Deste modo, tanto o querer como o efetuar são operações da graça divina, produzidas pela boa vontade de Deus (13). O apóstolo emprega o mesmo vocábulo grego eudokia, em Fp 1.15, para descrever a atitude de outros para com ele mesmo.

Aqui ele o emprega, como em Ef 1.5,9; 2Ts 1.11, para significar o beneplácito da vontade de Deus. O propósito da exortação aos filipenses para que operem sua própria salvação é no sentido de que vos torneis irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus inculpáveis (15). Este deve ser o desígnio deles e o alvo da Providência divina. A vida dos filipenses na sociedade dos santos deve ser unificante, trazendo unidos cada indivíduo, família ou grupo, e não dispersiva, devido às ofensas”. Portanto, é Deus quem nos concede a salvação e deseja que todos receba-a, porém, não nos força a aceitá-la. Pois Ele, diz as Escrituras: “Pois para Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2.11). Quem disse isto foi Paulo! E Pedro confirmou em Atos 10.34!


II. OPERANDO A SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR (2.12-16)
Depois de exortar aos irmãos de Filipos a “operai a vossa salvação”, Paulo assevera a eles que o façam com “temor e tremor”. E acrescenta: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14). Observemos que o problema da falta de unidade da igreja de Filipos (de alguns membros), por causa do sectarismo e do individualismo era grave (como vimos na lição 03). Por isso, Paulo adverte a esses irmãos a evitarem a murmuração e a contenda. O termo “murmuração” vem do grego “goggusmos” e significa “queixume, desprazer, sussurros de descontentamento. Paulo era ciente do mal que a murmuração significava para comunhão da igreja, pois além de causar descontentamento e desajustes, ela geralmente culminava em rebelião contra a liderança da igreja. Por essa razão, Paulo condena tal prática exortando aos irmãos que sejam “irrepreensíveis e sinceros”, que tenham um comportamento de “filhos de Deus”. De forma que o testemunho de vida deles possa resplandecer como “astros no mundo” (Mt 5.16). Assim, Paulo reprova aqueles que estavam portando-se como os da sua época (geração), a quem Paulo denomina de “corrompida e incrédula”. Portanto, como salvos em Cristo, devemos ter uma postura completamente diferente da do mundo (Rm 12.2; Ef 5.7-12; Tg 4.4; 1 Jo 2.17). O comportamento requerido por Paulo deles é esse: “retendo a Palavra”. Isto é, vivendo os ensinamentos de Cristo por Paulo ministrado a igreja. Nas palavras do Apóstolo Tiago: “E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). É nosso dever, como filhos de Deus, como enfatiza Paulo, aprendermos a vivermos em união, a perdoarmos aos nossos ofensores, a amarmos aos que nos odeiam, a respeitarmo-nos uns aos outros (Sl 133; Mt 5.43-48; Lc 6.27,28; Mc 11.25,26; 2 Co 13.11). Essa é forma em que Paulo deseja ver desenvolvida a salvação daqueles irmãos, para que não aconteça o que eles mais se receia: “não ter corrido nem trabalhado em vão”. Viver a Palavra é nosso dever de filhos (as)!


III. A SALVAÇÃO OPERA O CONTENTAMENTO (2.17,18)
Agora, Paulo assevera aos irmãos de Filipos: “E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vos”. Paulo faz notória aquela igreja, lembrando-a, tudo que ele padeceu por ela (At 16). De forma que, todo sofrimento que Paulo padeceu para que existisse a igreja de Filipos, lhe traz um forte sentimento de contentamento. Mas, que é contentamento? Segundo Aurélio, o contentamento é um sentimento de prazer; de alegria. Por isso, se for preciso, Paulo diz que: “ainda que seja oferecido por libação”. A libação era o derramamento de vinho, sangue ou um licor em honra de qualquer nome ou divindade (Êx 25.29; 29.40). Logo, Paulo estava dizendo que estava pronto para derramar a sua vida em prol do “sacrifício e serviço da vossa fé”, e que o fará com muito prazer, com muita alegria: “folgo e me regozijo com todos vos”. Vemos neste gesto do Apóstolo, que ele de fato estava imitando a Cristo (Fp 2.17 cf Ef 5.25-17), e demonstrando o quanto amava aquela igreja. Assim, Paulo preocupa-se em que sua disposição motivada por seu contentamento, gere nos irmãos filipenses algum tipo de tristeza. Por isso, estimula e, ao mesmo tempo, convida-os a que este ato de Paulo seja também motivo de alegria para a igreja de Filipos. Diz o Apóstolo: “E vos também regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo”. Sua morte, se ocorresse, deveria ser motivo de alegria para os filipenses. Tal contentamento de Paulo é tão contagiante que nos leva a refletir nossas ações! Estamos desenvolvendo a nossa salvação? Como anda o nosso contentamento? Estamos motivados por tal contentamento, a ponto de padecermos em prol do Reino de Deus? Se a resposta não for positiva, então, está na hora de orarmos como o salmista: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário” (Sl 51.12). A alegria é a segunda virtude das nove que formam o fruto do Espírito, que cultivemos essas virtudes em nossas vidas (Gl 5.22,23), pois elas revelam que tipo de árvore nós somos! Amém!


CONCLUSÃO
Diante do exposto, só nos resta aplicar em nossas vidas as muitas lições aprendidas nesta aula. Que não descuidemos da nossa salvação, mas antes, que sigamos a exortação de Paulo e desenvolvamos a mesma exercitando as virtudes dela advindas. O fruto do Espírito é a marca daquele que, de fato, é nova criatura. Por isso, cultivemos esse fruto através do estudo e meditação da Palavra de Deus, da oração, da comunhão, etc. As murmurações e contendas em nosso meio na atualidade são provas de que não estamos retendo a Palavra. Sem a Palavra em nossas vidas, não há como haver virtudes cristãs em nossas vidas! Reflita! E que Deus em Cristo abençoe a todos!!



REFERENCIAS 
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Lições Biblicas (4º trimestre/ 2006) CPAD.
 DAVISON, Francis. O novo comentário da Bíblia. VIDA NOVA.