sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2013


       (Elias e Eliseu – Um Ministério de Poder Para toda a Igreja)



Lição 06

1. Geograficamente falando, onde ficava Querite e Sarepta?
R. Querite ficava do lado oriental do reino do Norte, na fronteira do Jordão e Sarepta ficava a cerca de quinze quilômetros de Sidom.

2. De que forma vemos a ação de Deus se manifestar em Sarepta?
R. Incluindo a viúva em seu plano e provendo o que era necessário para ela e para Elias.

3. Que lições podemos aprender do milagre na casa da viúva?
R. Que quando se coloca Deus como prioridade maior, então haverá garantia para a provisão da escassez humana.

4. No episódio da ressurreição do filho da viúva, quais aspectos da oração podem ser destacados?
R. Os da oração intercessória e perseverante.

5. Segundo a lição, como devemos alcançar os nossos objetivos?
R. Com perseverança.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LIÇÃO 06 – A VIÚVA DE SAREPTA






1 Rs 17.8-16




INTRODUÇÃO
Na lição passada, estudamos sobre a depressão do profeta Elias, suas causas e consequências, bem como, o socorro divino para tirá-lo dessa situação existencial. Agora, deveríamos dar sequência ao nosso estudo, mas iremos retroceder ao texto acima citado. Isto porque, esta lição deveria ter ocorrido entre as lições 2 (1 Rs 17.1-7) e 3 (1 Rs 18.1-8), no entanto, sem saber o motivo do comentarista de ter quebrado a sequência lógica dos eventos vividos pelo profeta Elias, abordaremos nesta lição sua primeira fuga que foi para Sarepta onde, de forma inexplicável, porém milagrosa, o profeta é sustentado por uma viúva pobre. De fato, só o Senhor é capaz de usar uma mulher pagã para suprir as necessidades do seu servo. Por isso, Lucas em seu evangelho afirma: “Para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Eu creio! Só o Senhor é Deus!!


I. UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA
1. A fonte de Querite.
Depois de pronunciar o juízo divino sobre o rei Acabe de que “nem orvalho nem chuva haverá nestes anos”, caso ele não se convertesse de tão violenta idolatria, o profeta Elias teve por medida de segurança que se ausentar do reino do norte. Este fato nos é um tanto curioso, pois enfatizamos muito que Elias fugiu de Jezabel, e não observamos que, aqui, logo no iniciar de seu ministério e consecutiva aparição enigmática, Elias precisou fugir, isto é, se esconder para não ser capturado pelo rei que, a partir de então, o procurou incansavelmente, porém sem obter sucesso em seu intento (1 Rs 18. 1,10). É certo afirmar que o contexto e situação dessa fugar são completamente diferentes da fugar de Elias ocorrida no capítulo 19 de primeiro reis. Com este ato, de denunciar a apostasia do rei, e também do seu reino, o profeta Elias estava se declarando inimigo do estado e, portanto, deveria ser preso como foi João batista nos dias de Herodes (Mt 14.3,4). Outro fato também curioso é que, mesmo sendo profeta do Deus vivo e revestido de poder e autoridade de quem o incumbiu para esta missão, Elias não enfrentou logo de cara a ira do rei porque 1) ele estava sob orientação divina (1 Rs 17.2); 2) Deus estava preservando a vida do seu servo (1 Rs 17.3); e 3) Não era a hora ainda, mas ela iria chegar (1 Rs 18.1,15; Ec 3.1). Então, seguindo a orientação divina, o profeta vai para o ribeiro (riacho) de Querite. Mas, o que é o ribeiro de Querite? Onde fica? E o que significa? O ribeiro de Querite é um riacho que nasce nos montes de Efraim e, é um dos muitos ribeiros, que deságua no rio Jordão. Ele está localizado na Transjordânia, mais precisamente ao oriente desta região, a leste do rio Jordão (1 Rs 17.3). Seu nome “Querite” deriva do verbo hebraico “Cha-Vath” que significa “Cortar, Colocar no tamanho certo”. 
Foi exatamente isto que ocorreu com o profeta, ele foi tirado de cena após entregar a mensagem divina ao rei Acabe, e se escondeu no ribeiro de Querite. Vale, ainda, enfatizar que o termo “ribeiro” em hebraico “cheimarrhos” literalmente significa “curso d’água de inverno”. Ou seja, é um curso d’água que só corre no inverno ou quando avultado com as chuvas, conhecido também como riacho. Assim, o Querite foi um lugar de refúgio, como também, de repouso e treinamento para o profeta Elias. No entanto, é bom lembra que por mais seguro que ele possa ser, o Querite é um refúgio temporário, pois sua fonte não é permanente! 

2. Elias em Sarepta.
Por ser o ribeiro de Querite um esconderijo temporário, Elias, dessa vez, é orientado por Deus a deixar o local onde se encontra e ir se refugiar no território da Fenícia, numa cidade chamada Sarepta, próxima a Sidom, terra da rainha Jezabel (1 Rs 17.9; 16.31). Aqui, temos também, dois fatos que desperta nossa curiosidade. A primeira delas é o imperativo divino: “Vai a Sarepta... e habita ali” (1 Rs 17.9). O Senhor ordena a Elias que deixe Querite, no território de Israel, e percorra 15 km até Sarepta, no territótrio Fenício, precisamente esta cidade ficava entre Tiro e Sidom. Então, surge a pregunta: Porque o Senhor mandara seu servo ir se esconder justamente no território de onde o rei Acabe havia importado os costumes e deuses pagãos? Em primeiro lugar, Deus estava salvaguardando a vida de seu servo das mãos de seus algozes, Sarepta (hoje atual sarafand) era o lugar onde Acabe jamais pensaria em procurá-lo, e esse foi o principal propósito de sua estadia ali como está explícito no próprio texto; é por isso que o Apóstolo Paulo  diz: “Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens” (1 Co 1.25a). Vale lembrar, também, que Davi fez o mesmo quando fugia da implacável perseguição do rei Saul indo habitar na terra dos seus inimigos, os filiteus, mais precisamente em Ziclague (1 Sm 27.1-6). Verdadeiramente, os pensamentos do Senhor são maiores do que os nossos (Is 55.8,9)!  Além disso, outro fato bastante curioso é o caso do Senhor ter ordenado a Elias ir à procura de uma viúva, mas não se sabe quem ela é (1 Rs 17.9). Como o profeta saberia quem era esta viúva visto que havia muitas viúvas em Sarepta em seus dias? Foi o próprio Senhor Jesus quem fez esta afirmativa (Lc 4.25,26). 
O nome “Sarepta” significa em hebraico “lugar de fundição”.  Com certeza, o Senhor ao enviar Elias para o ‘lugar de fundição’ tinha o propósito não apenas de livrar Elias e prepará-lo para seu grande desafio, mas também fundir (fig. derreter) a vã e velha fé daquela viúva nos deuses pagãos para uma fé viva e eficaz no único e verdadeiro Deus – o Deus de Elias. Portanto, o que se sabe é que ela abençoou o profeta e também foi abençoada, como diz Lawrence Richards, em seu comentário no Guia do Leitor da Bíblia: “Quando o baalismo entrou em Israel, o resultado foi uma seca devastadora que danificou toda terra. Porém, quando o profeta de Iahweh entrou numa terra estrangeira, ele trouxe esperança a uma viúva faminta e ainda restaurou seu filho para a vida!”. É certo afirmar que Elias fez missões transculturais!


II. UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS
1. A soberania e a graça de Deus.
Parece-nos que a seca enviada ao reino do norte era de grandes proporções, a ponto de atingir toda a região em redor, pois ao chegar em Sarepta a cidade também sofria pela falta da chuva (1 Rs 17.14). Embora, sem sabermos quem era aquela viúva, ela foi, sem dúvida alguma, um instrumento do Senhor na consecução de seus planos (Jó 42.2). Isto mostra, claramente, a soberania divina! Você lembra-se dela? Já tratamos dela na lição 3, se não lembra, então vamos relembrar. A soberania é a autoridade absoluta e inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os seus desígnios. A soberania divina está baseada em sua sabedoria, justiça, santidade, onipotência, onipresença e onisciência. Sendo Deus absoluto e necessário, todos nós somos contingentes: todos precisamos dele para existir; sem Ele, não há vida nem movimento (Jo 1.3; At 17.28). E foi graças a soberania do Senhor que Elias ficou salvo do rei Acabe, pois o Senhor disse ao Profeta: “Ordenei a uma mulher viúva ali que te sustente” (1 Rs 17.9). Aquela viúva foi usada pela soberania divina, mas também por sua graça, pois Elias foi levado pelo Espírito de Deus até a sua casa (1 Rs 17.10). Tanto ela recebeu a graça divina ao acolher o profeta de Deus, como também, Elias encontrou aquela que o sustentaria. A soberania age em conjunto, bem como em harmonia com os demais atributos divinos! Porém, a viúva de Sarepta não foi a única mulher estrangeira a fazer parte dos projetos divinos, além dela temos também:
Ø  Raabe – Habitante de Jericó na época da invasão de Israel à Canaã. Sua história é narrada em Josué 2.1-22; 6.17-25. Há, sobre ela, referências claras em o Novo Testamento. Aqui, o autor sagrado atribui a salvação de Raabe à sua fé (Tg 2.25; Hb 11.31). 
Ø  Rute – Uma moabita que casou com dois fazendeiros judeus: Malom (Rt 4.10), um dos filhos de Elimeleque e Noemi (Rt 4.3; 1.2), e Boaz, um parente próximo de Elimeleque (Rt 4.3). 
Ø  A mulher siro-fenícia – Mulher gentílica, da região de Tiro e Sidom, que pediu a Jesus para curar a sua filha (Mc 7.26; cf. Mt 15.21,22).

2. A providência de Deus.
Lá no ribeiro de Querite, Elias já havia sido sustentado pela providência divina através daqueles corvos, que duas vezes por dia lhe traziam pão e carne (1 Rs 17.6). O Jeová-Jiré proveu de forma milagrosa o alimento para seu servo, mas agora era necessário ir para Sarepta. Ora, se Deus usou aves de rapina para alimentar Elias; então, porque não poderia usar uma viúva? A providência de Deus estava sobre seu servo! Mas, que significa a palavra “providência” ou “provisão”? A palavra “providência” vem do latim “providentia” e significa “olhar adiante, preparar, antecipar”. Assim, a providência divina é a resolução prévia tomada por Deus, visando a consecução de seu planos e decretos, a preservação de quanto Ele criou e a salvação do ser humano (At 2.23). Já a palavra “provisão”, também vem do latim “provisio” que significa “preparação, previsão”. Assim, a provisão é o abastecimento de coisas necessárias ou úteis dentro de uma esfera humana ou divina. Vemos que, por serem palavras de uma mesma raiz, seus significados são quase os mesmos. Porém, elas expressam o que realmente Deus realizou através dos corvos e, também, através da viúva de Sarepta. Como vimos no ponto anterior, Deus usou da sua soberania e graça para prover naquela cidade alguém para suster seu servo, e a viúva foi esse instrumento divino!


III. O PODER DE PALAVRA DE DEUS
1. A escassez humana e a suficiência divina.
A viúva que Deus tinha providenciado para hospedar seu servo Elias estava passando por uma grave fome! Como disse, a seca também alcançou Sarepta e com ela a fome. Aquela viúva não tinha mais fé e muito menos esperança alguma (embora saibamos que era uma mulher pagã), e as únicas coisas que tinha seria a sua última refeição. Ao ser indagada pelo profeta por um pedaço de pão, ela responde: “Tão certo como vive o Senhor teu Deus, não tenho nem um bolo, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija. E vês aqui, apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para meu filho, a fim de que o comamos, e morramos” ( 1Rs 17.12).  Que estranho! Como uma pessoa nestas condições pode hospedar alguém? É verdade! Mas, as Escrituras Sagradas afirmam que: “Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que ninguém se glorie perante ele” (1 Co 1.28,29). Foi por isto que Deus escolheu aquela viúva, quem sabe se não havia alguma viúva rica naquela cidade, porém, o milagre não aconteceria! Mas, de fato, o milagre aconteceu porque ela atendeu a ordem dada pelo Homem de Deus (1 Rs 17.13). Neste caso, pode-se afirmar que é bíblica a frase: “O pouco com Deus é muito!”. Isso porque só Ele faz milagres! 

2. Deus, a prioridade maior.
Depois daquela viúva relatar ao profeta sua real situação, ele responde: “Não temas”. Esta palavra existe 366 vezes nas Escrituras, e sabe por quê? Porque todo dia Deus está dizendo para mim e para você: Não temas! Eu estou contigo! (Is 43.1,5a; Mt 28.20). O Senhor está dizendo que nós não estamos sozinhos, ainda que venhamos a nos sentir só, Ele está cuidando de nós (Mt 6.26,30). Foi exatamente isto que o profeta de Deus estava dizendo para aquela pobre viúva, ela havia perdido a fé e a esperança, mas Deus começou aqui a agir dando-lhe uma nova fé e esperança. Aqui eu aprendo que quando eu pensar que é o meu fim, então Deus fará surgir um novo recomeço em minha vida! O Senhor Jesus afirmou: “Se creres verás a glória de Deus” (Jo 11.40). Ela creu, por isso obedeceu a ordem dada pelo profeta: “ Vai, faze como disseste. Porém, faze disso primeiro para mim um bolo pequeno...” (1 Rs 17.13). Por essa razão, o milagre se manifestou na casa daquela viúva, pois ela priorizou cuidar do servo de Deus do que de si mesma ou de seu filho. Deus sempre honra aqueles que lhe honram (1 Sm 2.30).


IV. O PODER DE PALAVRA
1. A oração intercessória.
Não bastasse o problema da fome, agora resolvida pela intervenção divina, surge um problema ainda maior: o filho da viúva morre! Então, ela (a viúva) exclama ao profeta: “Que tens contra mim, homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memoria a minha iniquidade, e matares a meu filho?” (1 Rs 17.18). Aqui, vemos tanto o valor como um dos propósitos da oração. Elias era homem de oração, ou seja, de comunhão profunda com Deus. Logo, ele tinha intimidade com seu Deus, motivo que quando profetizou a seca ao rei Acabe enfatizou: “nem orvalho nem chuva haverá... senão segundo a minha palavra”. Ou seja, ele orou para que não chovesse, e é isso que o Apóstolo Tiago nos esclarece em sua carta (Tg 5.17). Mas, o que é oração intercessória? O termo “oração” vem do latim “orationem” que significa “falar à divindade”. Logo, a oração é uma prece dirigida pelo homem ao seu Criador com o objetivo de:
ü  Adorá-lo como o Criador e Senhor de tudo quanto existe;
ü  Pedir-lhe perdão pelas faltas cometidas;
ü  Agradecer-lhe pelos favores imerecidos;
ü  Buscar proteção e uma comunhão mais íntima com Ele;
ü  Colocar-se à disposição de seu Reino.
Porém, no caso em questão, estamos tratando da oração intercessória. O termo “intercessória” procede da palavra “intercessão” que do latim “intercessionem” quer dizer “súplica em favor de outrem”. Portanto, diante dessa nova situação trágica, Elias pegou o menino e levou-o ao seu quarto, após deitá-lo em sua cama, o homem de Deus roga ao Senhor pela vida do menino (1 Rs 17.19,20). Aqui, observamos pelo menos três características de um intercessor: perseverança, altruísmo e empatia. É o trataremos no próximo subponto.

2. A oração perseverante.
Realmente, a perseverança de Elias foi um dos fatores essenciais para que o milagre da ressurreição do menino ocorresse. O termo “perseverança” procede da palavra “perseverar” que do latim “perseverus” significa “manter-se firme, persistir”. E foi o que Elias fez naquele quarto, ele orou ao Senhor perseverantemente, ou seja, mantendo-se firme em sua busca. Depois de muito insistir, e de três vezes deitar-se sobre o menino, o Senhor atende-lhe a oração (1 Rs 17.21,22). Vale salientar que este texto relata o primeiro caso de ressurreição registro na Bíblia. Todavia, Elias não é o único exemplo de oração perseverante, além dele temos muitos outros exemplo, tanto no Antigo Testamento como no Novo, podemos citar: Samuel (1 Sm 7.8,9; 12.19-25); Moisés (Êx 32.11-14,30-32; Dt 9.13-19); Jeremias (14.19-22); Esdras (Ed 9.6-15); Daniel (Dn 9.3-19); o Senhor Jesus (Jo 17; Mc 10.13; Lc 19.10); A Igreja (Tg 5.16; Ef 6.18; At 12.5; 13.3); etc. Portanto, o verdadeiro intercessor não gosta de aparecer. Ele em si mesmo se compraz em ver, mediante sua intercessão, o nome de Deus ser glorificado pelas bênçãos concedidas. Quanto ao altruísmo e a empatia procurarei ser breve. O altruísmo é a virtude em que a pessoa esquece-se de si mesma e cuida do outro por amor. Assim, o altruísmo é oposto ao egoísmo, pois ambos são antagônicos um ao outro. Isto significa que quem é altruísta não é egoísta, e vice-versa. As Escrituras nos mostram exemplos de pessoas, além de Elias, que eram altruístas, tais como: Moisés (Êx 32); Jó (Jó 42.10); Paulo (Rm 9.3); e o próprio Senhor Jesus (Lc 23.33,34). Já a empatia é a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa ou pessoas, sentir suas misérias, sua dor, seu estado, sua necessidade e, por conseguinte, implorar a Deus por sua resposta. Além de Elias, Jeremias (Jr 14.18-22), Esdras (Ed 9.6-15), Neemias (Ne 9.33,37), e o Senhor Jesus (Lc 7.11-13; Mt 9.36; 14.14; Jo 11.32-35) são alguns exemplos desta importante virtude.


CONCLUSÃO
Diante do exposto, vimos que é na crise, nos momentos de escassez e de insuficiência humana que a provisão de Deus, mediante sua soberania e graça, vem ao nosso socorro. A viúva de Sarepta foi socorrida justamente quando pensava: “a fim de que o comamos, e morram”. Ela já pensava em seu fim e, também, no de seu filho, porém ela não sabia que o milagre estava em sua casa! No momento em que acolheu o profeta e creu nas palavras dele, Deus manifestou sua glória e aquela escassez tornou-se em abundancia. Além disso, seu próprio filho foi ressuscitado. Portanto, meu querido irmão, não tenha medo das circunstâncias em sua volta, pois servimos Àquele que disse: “Operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13). Creia em sua soberania, Ele é Senhor de tudo e de todos! Jó teve essa experiência, e afirmou: “Eu sei que tudo podes; nenhum dos teus planos pode ser impedidos” (Jó 42.2). Que Deus abençoe a todos!

 

Referências:
Ø  ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. CPAD.
Ø  RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia. CPAD.
Ø  THOMPSOM, Bíblia de Referência. VIDA.
Ø  GONÇALVES, José. Lições Bíblicas. (1º Trimestre/2013). CPAD.
Ø  SILVA, Eliezer de Lira. Lições Bíblicas. (4º Trimestre/2010). CPAD.
Ø  www.dicio.com.br
Ø  http://www.missionaria.com.br/?q=querite-um-campo-de-treinamento
Ø  http://origemdapalavra.com.br/palavras/provisao/
Ø  http://origemdapalavra.com.br/palavras/providencia/
Ø  http://origemdapalavra.com.br/palavras/perseverar/


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2013


         (Elias e Eliseu – Um Ministério de Poder Para toda a Igreja)



Lição 05

1. Segundo a lição, o que deve ser destacado sobre o lado humano de Elias?
R. Como homem, Elias possuía sentimentos, não somente se alegrava, mas também se entristecia.

2. Cite pelo menos duas causas da depressão de Elias.
R. Decepção e medo.

3. Além de “fuga” e “isolamento”, quais foram as outras consequências da depressão de Elias ?
R. Autopiedade e desejo de morrer.

4. De que forma o Senhor mostrou o seu cuidado para com o profeta Elias?
R. Provendo recursos materiais e espirituais.

5. Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?
R. Ele não está sozinho neste mundo. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

LIÇÃO 05 – UM HOMEM DE DEUS EM DEPRESSÃO


                                                        1 Rs 19.2-8



INTRODUÇÃO
Na lição passada, vimos como Deus usou seu servo Elias, o tisbita, para confrontar os profetas de Baal e sua falsa adoração, pois se tratava de uma divindade falsa. No monte Carmelo, o profeta Elias fez notório a todo Israel que “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39). No entanto, após este grandioso feito, Elias foge e se esconde da rainha Jezabel que lhe disse: “Assim me façam os deuses, e outro tanto, se até amanhã a estas horas eu não fizer a tua vida como a de um deles” (1 Rs 19.2). Portanto, na aula de hoje, estudaremos as causas e consequências desse conflito vivido por Elias, bem como, o socorro divino para tirá-lo dessa situação existencial. Além de enfatizamos que, ante de ser um homem espiritual ele era, primeiramente, um homem sentimental. Um homem, que como nós, sujeito “as mesmas paixões” (Tg 5.17).


I. ELIAS – UM HOMEM COMO OS OUTROS
1. Um homem espiritual.
De fato, Elias era sim, um homem espiritual. Desde o momento de seu surgimento no contexto bíblico até o instante em que foi arrebatado numa carruagem de fogo, ele demostrou ser um homem verdadeiramente de Deus (1 Rs 17.1; 2 Rs 2.11). Muitas são as provas de sua sincera comunhão com Deus, não apenas pelos milagres e prodígios realizados por ele, mas principalmente, pelo seu caráter, coragem, ousadia, obediência, integridade, fidelidade e disposição de servir ao Deus de Israel, confrontando assim, todos os que fossem contrários as Leis do seu Deus (1 Rs 18.17-21). Mas, que significa o termo “homem espiritual? O Apóstolo Paulo trata da referida questão em sua primeira carta aos Coríntios, e menciona três tipos de homens: o natural, o carnal e o espiritual. O natural é aquele que não possui em sua vida o Espirito de Deus e, portanto, ainda não experimentou a regeneração, assim não tem como entender e compreender as coisas espirituais o que para ele é loucura (1 Co 2.14; 1.18; Rm 8.9). O homem carnal é aquele que possui o Espirito de Deus, ou seja, já experimentou a regeneração, porém quem rege a sua vida é a velha natureza, impedindo que ele cresça e amadureça a sua fé em Deus. Logo, ele não tem como discernir todas as coisas! (1 Co 3.1-4; Gl 5.16-26; Ef 4.17-5.11). Já o homem espiritual é aquele que possui o Espirito de Deus em sua vida e é guiado por Ele, podendo assim, discernir tudo em sua volta, pois ele obedece à vontade e a Palavra de seu Senhor (1 Co 2.15; Rm 6.11; 8.1,5,14; Gl 2.20; 5.18,25; Ef 2.10; Cl 3.1-14). Desta forma, percebe-se que o profeta Elias sendo um servo obediente e que priorizava a palavra e a oração em sua vida devocional, era verdadeiramente, um homem espiritual. Porquanto, diante dos profetas de Baal e de Aserá, ele disse: “segundo a tua Palavra fiz todas essas coisas” (1 Rs 18.36). Deus, nestes últimos dias, busca homens que sejam espirituais, que obedeçam a sua Palavra, para usá-los aqui na terra na expansão do seu reino! Lembra-se da frase: “Venha a nós o teu reino”. Ela precisa de homens espirituais, pois o Senhor do Reino é o mais interessado em fazê-la cumprir!

2. Um homem sentimental.
Embora Elias fosse um homem espiritual, isso não significava que deixara de ser humano. Os relatos bíblicos, realmente, nos deixam tão fascinados com os grandes feitos destes homens e mulhres de Deus que até esquecemos que eles são como nós: humanos. O Apóstolo e Doutor dos gentios compreendia plenamente essa verdade que afirmou: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelencia do poder seja de Deus, e não de nós” (2 Co 4.7). O Apóstolo Tiago também entendia perfeitamente essa verdade, por isso afirmou: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós” (Tg 5.17). Elias em momento algum deixou de ser homem, isto significa que era sujeito ao fracasso, as falhas, ao pecado, as frustações e decepções, e a todas as situações em que nós estamos sujeitos como homens, mortais e pecadores. A Bíblia não oculta, em momento algum, os erros, falhas e pecados dos grandes homens de Deus. Então, vejamos alguns exemplos:

Ø  Abraão, o Pai da Fé, o homem separado por Deus para dele criar a nação santa, o povo eleito que seria referência para todas as nações (Gn 12.1-3). Verdadeiramente, ele foi um grande homem de Deus, porém, ele consentiu com a incredulidade de sua esposa e gerou um filho que não deveria ter existido que foi seu primogênito - Ismael (Gn 16). Até hoje Israel padece as consequências desse ato precipitado!

Ø  Moisés, o Grande Libertador dos Hebreus, ele realizou grandes sinais e prodigios dentro e fora do Egito em sua jornada em guiar o povo de Deus até a terra prometida (Êx 7-11; 14.15ss). Porém, e infelizmente, ele não herdou esta terra. Mesmo sendo o grande homem de Deus que foi, e passando por muitas lutas e tribulações, ele apenas pôde vê a terra que seria do povo que ele conduzia (Dt 32.48-52). Moisés bateu na rocha em vez de falar a ela, por isso não herdou a terra que mana leite e mel (Nm 20.8,11-13).     

Ø  Davi, o Grande Rei de Israel, o homem chamado por Deus de “homem segundo o meu coração” (1 Sm 13.14). Ele, também, foi um grande homem de Deus que guerreou as guerras de Israel e trouxe vitória sobre vitória para o povo de Deus. Davi foi o melhor rei de Israel; porém, cometeu um adultério seguido de homicídio que lhe custou um altíssimo preço jamais imaginado (2 Sm 12ss). Preço esse, que fez seu próprio filho Absalão conspirar contra seu pai Davi (2 Sm 15).

Como afirmou o Apóstolo Paulo, todos esses homens eram “vasos de barro”, e o poder nunca foi deles, era e sempre será de Deus. Desta forma, com o profeta Elias não seria diferente! Por isso, precisamos compreender que ser homem espiritual não anula, de forma alguma, o ser homem sentimental. Mas, o que quer dizer este termo “homem sentimental? A palavra “homem” vem do grego “anthropos” e significa “aquele que olha para cima”. No latim, este mesmo termo é “homo” e significa “aquele que veio da terra”. Já o termo “sentimento” vem do latim e significa “opinião, sentimento, afeição”. Portanto, quando nos referimos ao ‘homem sentimental’, estamos nos referindo ao lado humano e, portanto, frágil e vulnerável que todos nós possuímos. Este lado frágil engloba a insegunça, a timidez, o medo, a ansiedade, o surto, o medo, a frustação, a decepção, e demais sentimentos negativos que desencadearão as doenças da alma, também conhecidas como “doenças psicossomáticas”. Por essa razão, a Bíblia nos adverte: “Sede sóbrios, vigiai. ” (1 Pe 5.8). Estejamos alerta para não sermos vitimados, como foi Elias!


II. AS CAUSAS DOS CONFLITOS DE ELIAS
Diante da realidade vivenciada por Elias, alguns fatores como exaustão física, decepção (frustração) e medo desencadearam no profeta de Deus um quadro depressivo. Por isso, antes de tratamos detalhadamente das causas da depressão de Elias, precisamos entender o que é a depressão. A depressão é uma doença psicossomática de natureza afetiva, que pode ter causa psiquica ou orgânica. De acordo com Márcia Rodrigues Sapata, psicologa, é muito importante esclarecer que não existe a depressão e sim os vários tipos de depressões. “Do ponto de vista, psicológico, é preciso explicar que não são apenas os determinantes externos que instalam os quadros depressivos e sim a forma como o individuo os encara, sendo, portanto, ligados a sua estrutura psíquica e história pessoal”, afirma. Como disse a Dra. Márcia, não existe a depressão, mas vários tipos. Portanto, veremos agora as causas e o tipo de depressão que acometeu o profeta de tisbe.

1. Decepção.
Após ter feito descer fogo do céu com sua oração e mostrado que Jeová é o Deus de Israel, Elias mata os profetas de Baal e é ameaçado por Jezabel. Essa ameaça, mas o cansaço dos últimos acontecimentos fez com que Elias adoecesse. A exaustão, ou seja, o estresse leva a depressão. Seu cansaço somado a decepção que teve e, para completar, medo da ameaça de morte da rainha jogou Elias num quadro de depressão reativa ou secundária, como é chamada pelos especialistas e que corresponde a 60% dos casos de depressão. De fato, Elias esperava que dessa vez o rei Acabe reconhecesse que só o Senhor é Deus em Israel (1 Rs 18.39). Mas, infelizmente, mesmo o rei vendo o fogo descer, não se arrependeu. Se durante aquela longa seca o rei não se converterá, agora ele se converteria. Esse era o pensamento e desejo de Elias que, infelizmente, foi frustado pela insensibilidade de Acabe (1 Rs 19.1). Desta forma, meu amado irmão, tenha cuidado para não trilhar o caminho da decepção e da frustração para não terminar em um quadro depressivo. Evite esse caminho! A psicanálise define a frustração comoEstado do indivíduo que, por não ter satisfeito um desejo ou tendência fundamental, se sente recalcado”. Já a definição de decepção é engano, desilusão, desapontamento. Realmente, foi grande o choque psicológico que Elias sofreu. Portanto, vejamos as principais causas da depressão:

ü  Solidão
ü  Falta de apoio social
ü  Recentes experiências de vida estressantes
ü  História familiar de depressão
ü  Problemas de relacionamento ou conjugal
ü  Tensão financeira
ü  Trauma ou abuso de infância
ü  Uso de álcool ou drogas
ü  Situação de desemprego ou o subemprego
ü  Problemas de saúde ou de dor crónica

A partirr daqui, começamos a entender o que aconteceu com o profeta Elias. No entanto, Elias não é único no contexto bíblico a ficar depressivo. Além dele, personagem como Jó (Jó 3.11; 6.11; 17.1), Abraão (Gn 15), Jonas (Jn 4), Saul (1 Sm 16.14-23), Davi (Sl 13.1-3; 56; 57.6,7) e Jeremias (Jr 9) também tiveram suas crises depressivas.

2. Medo.
O medo foi e é um das causas que conduziu Elias para a depressão reativa. Muitos questionam e até admiram-se de Elias ter confrontado 850 profetas (falsos), mas teve que fugir de uma mulher. Só que, ela não era uma mulher qualquer, Jezabel era rainha de Israel e, também, princesa de Sidom sua cidade natal. Portanto, ela tinha em suas mãos poder suficiente para realizar o que quisesse. E o texto de 1 Rs 18.4 enfatiza essa verdade, pois diz: “quando Jezabel destruía os profetas do Senhor”. Essa mulher, com o consentimento divino, acabou com a vida dos profetas do Senhor, ao ponto de deixar Elias pensando que: “Só eu fiquei” (1 Rs 18.22). Agora, estando já enfermo e querendo salva sua vida, ele foge para Berseba e percorre mais de cem milhas até chegar ao seu destino. Interessante, porém, contraditório é que Elias emprega esforços para salvar sua vida, mas depois pede para morrer. Este desejo de morrer evidência claramente seu estado depressivo. Agora, falaremos um pouco sobre os tipos de depressões, que são:

ü  Depressão reativa ou secundaria (Surge em resposta a um estresse identificável como perdas, doença física grave ou uso de drogas - medicamentos);
ü  Depressão menor ou distimia (Surge por desordem depressiva crônica durando pelo menos 2 anos em adultos e que se manifesta pela presença da síndrome depressiva, onde o paciente consegue funcionar socialmente, mas sem experimentar prazer);
ü  Depressão maior ou unipolar (Surge por desordem depressiva primaria, endógena, caracterizada por episódios puramente depressivos em períodos variáveis que resultaria de uma inclinação inata determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central);
ü  Depressão bipolar ou maníaco-depressiva (É também uma desordem primaria, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente);

Além destas, existem ainda os subtipos de depressões que são:

ü  Depressão melancólica ou endógena;
ü  Depressão átipica;
ü  Depressão sazonal;
ü  Depressão com sintomas psicóticos;
ü  Depressão pós-parto.  


III. AS CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS
1. Fuga e isolamento.
Diante da ameaça da rainha Jezabel de que Elias só tinha apenas 24 horas de vida, o profeta de Deus não pensa duas vezes, e então foge, com o propósito de se isolar para não morrer (1 Rs 19.3). Vemos, aqui, de modo explicito dois dos muitos sintomas da depressão: o ato de fugir da realidade e a busca pelo isolamento. Assim, a doença de Elias o fez fugir e se isolar das outras pessoas. Todavia, fugir dos problemas não faz com que eles sejam resolvidos e se isolar das pessoas não é a melhor forma de tratamento quando se passa por problemas. É certo que há situações em que precisamos passar um tempo a sós com Deus, mas elas não nos podem transformar em ermitões. O isolamento continuado no faz fugir da realidade e de nossa vocação, e não ajuda a resolver os problemas que existe. Portanto, se passarmos algum tempo a sós, que seja acompanhado da presença de Deus, e por um período determinado, para que possamos ser novamente usamos por Ele. Porém, com certeza, você quer saber quais os outros sintomas da depressão. Então, citaremos abaixo os referidos sintomas e, também, disponibilizaremos o endereço do teste de diagnóstico da depressão realizado pelo especialista o Dr. Drauzio Varella, é só acessar: http://drauziovarella.com.br/wiki-saude/diagnostico-de-depressao/.

Sintomas da Depressão:

ü  Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;
ü  Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
ü  Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
ü  Desinteresse, falta de motivação e apatia;
ü  Falta de vontade e indecisão;
ü  Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
ü  Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
ü  A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;
ü  Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo;
ü  Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
ü  Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;
ü  Perda ou aumento do apetite e do peso.

 2. Autopiedade e desejo de morrer.
Estes dois sintomas são considerados, pelos psicólogos, como os mais graves e severos desta doença impiedosa. Elias havia fugido para o deserto de Berseba e, logo após, se dirigiu para o Monte Horebe. Como falamos, até Berseba Elias percorreu mais de cem milhas e, de Berseba até o deserto mais um dia de caminhanda cerca de 25 a 32 Km de distância. Isto significa que, se o estresse do profeta foi o ponto de partida para seu estado depressivo (1 Rs 18.22), então sua situação estava agravando-se. Realmente, isto é claro no texto sagrado, pois sua exaustão física mais a sua frustação aliada ao medo de ser destruído como os outros profetas do Senhor conduziram Elias ao sentimento de culpa e de fracasso que, por sua vez, levaram-no ao sentimento de autopiedade que o fez desejar a morte (1 Rs 18.22; 19.4,10). Para os psicólogos, os sentimentos de autopiedade, chamado por eles de autocomiseração, e o desejo de morrer são sintomas de uma pessoa com depressão profunda. O que nos leva a acreditar que o estado depressivo de Elias estava se evoluindo para um caso mais complexo da doença. Possivelmente, Elias estava passando de depressão reativa para a depressão unipolar. Em entanto, é preciso diferenciar desejo de morrer do desejo de se matar. A psicóloga Esther Carrenho explica: “O desejo de morrer não significa desejo de se matar. Há diferença entre sentir o desejo de morrer, não querendo continuar a viver, e o desejo de se matar. Elias pede que Deus tire a vida dele, que na verdade é uma forma de ter a vida terminada, mas sem a própria participação. Para muitas pessoas, o simples fato de pensar em morrer já se torna um peso insuportável, pela culpa que elas sentem”.


IV. O SOCORRO DIVINO
1. Provisão física.
Durante sua fuga, Elias estava demasiadamente exausto, e esse cansaço extremo (estresse) estava deixando seu estado de saúde pior, por isso debaixo daquele zimbro ele exclama: “Já basta, ó Senhor. Toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Rs 19.4). Parece até irônico! Alguém que foge da morte pede agora para morrer! Todavia, Deus sabia o que Elias precisava para tratar aquela doença. O versículo cinco é enfático ao dizer: “E deitando-se, dormiu debaixo do zimbro. De súbito um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, e come”.  Observe que Deus proveu para o tratamento de Elias as três coisas essenciais para o bom funcionamento do seu corpo, que são: descanso, alimentação e água. Muitos erram por espiritualizar demais o que não tem nada de espiritual. Como disse o irmão Silas Daniel em seu livro ‘Como vencer a frustração espiritual’, editado pela CPAD, ele diz: “O caso de Elias também esclarece a influência do físico em nosso ânimo. Há cristãos que erram ao lidar com a depressão justamente porque procuram apenas razões emocionais e espirituais para ela. Antes de procurar razões espirituais para a sua depressão, procure primeiro as razões físicas, e depois as psicológicas, emocionais e espirituais”. O Senhor, que nos fez do pó da terra, sabia por onde começar! Por isso, deu ao seu servo aquilo que sua estrutura física tanto necessitava. Entre os vv.5-8, Elias dorme e acorda, alimenta-se e volta a dormir. Então, acorda novamente para se alimentar outra vez. Veja como estava debilitado a estrutura física do profeta! Mas, o Senhor já estava a intervir na vida de Elias.  

2. Provisão espiritual.
Depois de um período de descanso, e devidamente alimentado, Elias continuou sua fuga. No entanto, na segunda aparição do anjo, ele disse para Elias: “Levanta-te e come, pois muito longo te será o caminho” (1 Rs 19.7). O anjo disse que seria muito longo o caminho do profeta, porém, não disse para onde! Além disso, quando Elias chega no Monte Horebe o Senhor logo indaga a Elias, dizendo: “O que fazes aqui, Elias?” (1 Rs 19.9,13). Pelo visto, o lugar em que Elias deveria estar não era aquele. Por essa razão, mas com o devido respeito e admiração que prezo pelo nosso comentarista, discordo de seu ponto de vista em afirmar que a ida de Elias ao Monte Horebe fazia parte da terapia divina para a vida do profeta. No entanto, o nosso Deus é aquele que pode transformar erros em acertos. Elias, mesmo no deserto, onde buscara o isolamento se sentiu inseguro, ainda que foi assistido por um anjo. O que ele fez? De imediato, buscou um novo lugar para se isolar, dessa vez numa caverna. Aonde? No monte Horebe! Compreenda que Elias estava fugindo da rainha Jezabel e num estado de profunda depressão. Depois que Deus lhe indaga pela primeira vez, Elias responde: “Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos. Os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Só eu fiquei, e agora estão tentando matar-me também”. (1 Rs 19.10). Mais uma vez, vemos a atitude de autopiedade (autocomiseração) do profeta. Elias pensava que todos os profetas do Senhor haviam sido destruídos pela perversa rainha Jezabel e, por isso, achava que tinha fracassado em sua missão, dizendo: “Só eu fiquei”. Mas, o Deus que cuidou da parte física do profeta, iria agora, cuidar da parte psíquica de Elias. Deus chama o profeta para fora para vê o vento, o terremoto e o fogo que eram uma demonstração da suficiência e do poder de Deus, mas Elias continua na caverna. Então, Deus expressa seu amor através de uma voz mansa e suave e Elias sai da caverna (1 Rs 18.15). E Deus lhe diz: “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (1 Rs 19.18). Assim, Deus sarou a mente do seu servo Elias fazendo com que ele se sentisse amado, seguro, liberto e com suas forças renovadas. O profeta saiu daquele lugar com nova visão acerca do seu Deus (1 Rs 19.13-18; Sl 23.4,5).


CONCLUSÃO
Vimos na aula de hoje que “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós” (Tg 5.17), inclusive à depressão. Por isso, tenhamos o devido cuidado com a nossa parte física (corpo e mente), e não apenas a espiritual. A Bíblia diz que: “E todo o vosso Espirito, alma e corpo, sejam planamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23b). Além disso, também é preciso ter cuidado com as pessoas que nos cercam, até mesmo na casa de Deus. Pois lá não há só trigo, há também o joio (Mt 13.24-30)! Portanto, meu amado irmão, fazendo isto e confiando sempre no Senhor estaremos vacinados contra esta terrível doença. Aqui fica o meu conselho de amigo e irmão: “Não espere demais das pessoas que o cercam, para não terminar decepciono ou frustrado com elas e acometer-se de qualquer tipo de depressão”. Deixo dois versículos para vossa meditação: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, que faz da carne o seu braço, e cujo coração se aparta do Senhor!”, e “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós” (1 Pe 5.7).     Eu sei o que Elias passou porque eu também passei! O livro que citei muito contribuiu para minha recuperação. Que Deus abençoe a todos!


 

Referências:
Ø     ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  DANIEL, Silas. Como vencer a Frustração Espiritual. CPAD.
Ø  THOMPSOM, Bíblia de Referência. VIDA.
Ø  ENSINADOR CRISTÃO, Revista. nº53 p.36. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antonio. Lições Bíblicas. (4º Trimestre/1997). CPAD.
Ø  GABY, Wagner dos Santos. Lições Bíblicas. (3º Trimestre/2008). CPAD.
Ø  www.dicio.com.br
Ø  http://origemdapalavra.com.br/pergunta/palavra-sentimento/
Ø  http://vilamulher.terra.com.br/voce-sabe-o-que-e-depressao-11-1-69-58.html
Ø  http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2003/g4/classificacao.htm
Ø  http://www.minhavida.com.br/saude/temas/depressao