terça-feira, 20 de dezembro de 2016

LIÇÃO 11 – O SOCORRO DE DEUS PARA LIVRAR O SEU POVO







Et 5.1-6




INTRODUÇÃO
Deus sempre cuidou do povo judeu dando-lhe livramento em toda a sua trajetória, por causa da promessa que fez a Abraão seu amigo. Nesta lição, veremos um momento histórico em que este povo se viu diante de um possível massacre promovido por um dos seus inimigos. Diante do aperto, os judeus clamaram, Deus ouviu-lhes o clamor, e interviu na situação transformando a tristeza em alegria e o luto em festa.


I. PERSONAGENS DO LIVRO DE ESTER
1.1 Assuero (Et 1.1). 
Rei da Pérsia, mais conhecido como Assuero (chamado de Xerxes em algumas versões bíblicas) é mencionado no livro de Ester e em Esdras 4.6. Um dos maiores reis do Império Persa, governou de 486 a 465 a.C. Era filho de Dario I, o Grande. No livro de Ester, Assuero é retrato como um rei poderoso, com um grande império “que reinou desde a Índia até Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias” (Et 1.1b).

1.2 Vasti (Et 1.9). 
Rainha da Pérsia, esposa do rei Assuero. No último dia do banquete oferecido por este monarca, Vasti foi convocada para mostrar sua beleza diante dos convidados. Ela recusou o convite e essa atitude gerou controvérsias entre os conselheiros do rei. Receosos de que a desobediência da rainha desacreditasse todos os homens do reino diante de suas esposas. Eles aconselharam o rei que depusesse Vasti do cargo e mandasse trazer as donzelas do reino para delas escolher uma nova rainha. O rei anuiu ao conselho e assim o fez (Et 1.9-22; 2.1-4).

1.3 Mardoqueu (Et 2.5). 
Da tribo de Benjamin, filho de Jair, pai adotivo de Ester, também chamado Mordecai em algumas versões bíblicas. Vivia na fortaleza de Susã durante o exílio do povo judeu, reinado de Assuero, onde criou Ester como se fosse sua própria filha (Et 2.5-7).

1.4 Ester (Et 2.7). 
O nome hebraico dessa mulher era “Hadassah”, que significa “murta”, o nome de uma planta. Ester era o nome persa que lhe foi dado, quando ela tornou-se parte do harém real. Era uma jovem judia, da tribo de Benjamin, cujos pais morreram na época do exílio babilônico. Foi criada por seu primo Mardoqueu (Et 2.5-7). Estavam entre os judeus que habitavam na fortaleza de Susã, sob o reinado de Assuero. A vida de Ester mudou, quando foi levada para o harém real junto com outras donzelas de Susã. Depois de um ano de embelezamento, ela foi eleita pelo rei como a mais linda jovem entre todas as que foram apresentadas (Et 2.8-17).

1.5 Hamã (Et 3.1). 
Era Filho de Hamedata e tinha um alto cargo político no reinado de Assuero, na Pérsia. Josefo, historiador judeu, diz que Hamã era um amalequita (2004, p. 522). “Ele é descrito como 'agagita', talvez por causa da sua descendência de Agague, o rei amalequita (I Sm 15.8,33)” (BEACON, p. 550 – acréscimo nosso). Ele desfrutava de muita confiança do rei (Et 3.10). Hamã tinha um grande ódio de Mardoqueu, bem como de todos os judeus (Et 3.5-6;10).


II. O PROJETO DIABÓLICO PARA DESTRUIÇÃO DOS JUDEUS
2.1 A nomeação de Hamã (Et 3.1). 
O livro de Ester nos informa que Assuero engrandeceu a um homem chamado Hamã. Segundo Beacon (2008, p. 550): Hamã “foi elevado à posição de primeiro ministro. Esta posição lhe trouxe a maior condição entre os príncipes da corte persa, e tornou-se o segundo abaixo do rei em poder. De acordo com a ordem do monarca, segundo o costume dos governos orientais antigos, as princesas e nobres, assim como o povo em geral, todos precisavam inclinar-se perante o grão-vizir quando ele passava pelo palácio e pelas ruas de Susã”. De fato, todos os servos do rei se inclinavam diante de Hamã, no entanto, Mardoqueu o judeu, descumpria esta ordem (Et 3.2). Josefo (2004, p. 503) diz que: “Mardoqueu era o único que não lhe prestava essa homenagem, porque a lei de Deus o proibia”. Talvez uma alusão ao Decálogo, que condenava a adoração a qualquer coisa em lugar de Deus (Êx 20.3-6; Dt 5.7-10).

2.2 O ódio de Hamã (Et 3.5,6). 
Ao ver que Mardoqueu não se prostava diante de si, contrariando a ordenação real, Hamã encheu-se de furor. Sua atitude em seguida deste sentimento foi de executar Mardoqueu e também todo o povo judeu a quem ele pertencia. O registro bíblico nos diz que Hamã se tornou adversário dos judeus (Et 3.10).

2.3 O decreto de Hamã (Et 3.7-15). 
Para levar adiante o seu plano de provocar um genocídio dos judeus, Hamã, que tinha acesso direto ao rei, lhe propôs exterminar e saquear os bens de um povo que segundo ele tinha leis e costumes diferentes dos povos que estavam sob o domínio de Assuero (Et 3.8). Além de Hamã estar propondo varrer do reino um povo “insubmisso ao rei”, prometeu-lhe também que pagaria ao rei por esta prestação de serviço (Et 3.9). Ao que o rei consentiu, colocando-lhe na mão o seu anel com o qual o decreto poderia ser assinado (Et 3.10). O decreto de morte então foi assinado, para ser colocado em prática no dia 13 do mês de Adar, segundo consultou os seus deuses (Et 3.7,12-14).


III. A REAÇÃO DO POVO JUDEU ANTE A AMEAÇA DE EXTINÇÃO
Depois que o edito real assinado por Hamã começou a ganhar notoriedade, a cidade de Susã “estava confusa” (Et 3.15). Mardoqueu e os judeus que estavam na Pérsia, resolveram agir (Et 4.3). Vejamos quais foram as suas atitudes: 

3.1 Oração (Et 4.1-3).  
Diante da ameaça iminente, os judeus se puseram a orar. Mardoqueu foi o primeiro (Et 4.1). Todo o povo começou a clamar também (Et 4.3). A oração é uma prece dirigida pelo homem ao seu Criador, com o objetivo de adorá-Lo, pedir-lhe perdão pelas faltas cometidas, agradecer-lhe pelos favores recebidos, buscar proteção e, acima de tudo, uma comunhão mais íntima com Ele. Essa atividade é descrita como: invocar a Deus (Sl 17.6); invocar o nome do Senhor (Gn 4.26); clamar ao Senhor (Sl 3.4); levantar nossa alma ao Senhor (Sl 25.1). Este deve ser o primeiro e não o último recurso utilizado pelo crente em todo tempo e, principalmente, diante das dificuldades (Sl 4.1; 18.6; 77.2; 91.15).

3.2 Quebrantamento (Et 4.1-3). 
Além de os judeus orarem, o registro sagrado diz de que forma eles oraram: “e em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza” (Et 4.3). Segundo Champlin (2004, p. 620), “o ato de rasgar as próprias vestes era uma maneira comum e simbólica de exprimir alguma emoção forte, como ira, tristeza ou consternação”. O que Deus requer de cada um de nós é um espírito quebrantado (II Cr 7.14; Sl 34.18; 51.17; Is 57.15).

3.3 Jejum (Et 4.15-17). 
Ester ficou sabendo por meio dos seus servos que o seu parente Mardoqueu estava a porta do rei clamando por misericórdia, mandou procurar saber do próprio Mardoqueu o porquê daquela atitude (Et 4.4-7). Ele deu a ela uma cópia do decreto de morte assinado pelo rei e mandou dizer-lhe que como era a rainha e estava no palácio, deveria comparecer diante do rei para suplicar em favor do seu povo (Et 4.7-9). Ester sabia que não podia comparecer ante o rei sem ser chamada (Et 4.11). Diante desta dificuldade, Ester propôs que junto com ela os demais judeus recorressem a Deus em jejum para que Ele pudesse intervir nesse caso (Et 4.10-16). O jejum é a abstinência parcial ou total de alimentos com finalidades específicas. Prática comum entre os judeus em ocasiões específicas, sendo a principal delas os momentos de aflição (II Cr 20.3; Dn 9.3; Jl 1.1-14).


IV. A AÇÃO DE DEUS PARA PROTEGER O SEU POVO
O livro de Ester descreve a soberania e o cuidado de Deus para com o seu povo. Ele relata o grande livramento dado por Deus ao povo judeu na Pérsia. Embora o nome de Deus não seja mencionado no livro, cada página está cheia dEle. Mattew Henry (2010, p. 845), diz: “Ainda que o nome de Deus não se encontre nele, o mesmo não se pode dizer da sua mão, guiando minuciosamente os fatos que culminaram na libertação de seu povo”. Vejamos:

4.1 Agindo previamente. 
O livro de Ester nos mostra Deus agindo antes que o mal se levantasse sobre o seu povo, por exemplo: a) a nomeação de Ester a rainha (Et 2.17), se deu antes da nomeação de Hamã para primeiro ministro (Et 3.1); b) a recompensa pelo livramento que Mardoqueu deu ao rei Assuero (Et 2.21-23), somente aconteceu na ocasião que Hamã intentava lhe pendurar numa forca. Deus fez que ao invés de morto, Mardoqueu fosse honrado pelo próprio opositor (Et 5.14; 6.1-12).

4.2 Agindo providencialmente. 
O povo de Israel é a semente de Abraão, a qual Deus fez a seguinte promessa: “e abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3b). Portanto, pelejar contra a nação de Israel só resultará em desvantagem. Tal concepção foi assimilada pela própria mulher de Hamã, após ele ter chegado frustrado de sua tentativa de executar o judeu Mardoqueu (Et 6.13). Embora Satanás tente através de governantes e nações aniquilar a semente abraâmica jamais conseguirá (Zc 14.1-15). Mardoqueu estava convicto de que Deus providenciaria livramento de uma forma ou de outra (Et 4.14).

4.3 Agindo sabiamente. 
Por certo, Deus orientou a Ester que junto com os judeus orassem e jejuassem por três dias, para que no terceiro dia, mesmo sem ser chamada, ela comparecesse diante do trono real arriscando a sua própria vida (Et 4.11-16). No terceiro dia, Ester corajosamente compareceu diante do rei, o qual estendeu sobre ela o cetro dizendo que estava disposto a lhe conceder o que pedisse. Ester convidou o rei e Hamã para dois banquetes e neste a rainha revelou o propósito de Hamã de destruição de todos os judeus, do qual povo ela também pertencia (Et 7.1-6). Na mesma hora, o rei também ficou sabendo que Hamã intentava enforcar Mardoqueu, o benfeitor do rei (Et 7.9). Diante disto, o rei enfurecido mandou que Hamã fosse enforcado nela (Et 7.10). Quanto ao decreto real de destruição de todos os judeus, que foi assinado por Hamã com o anel do rei, e era irrevogável (Et 8.8), Deus sabiamente colocou no coração de Mardoqueu que assumiu o cargo de Hamã (Et 8.1,2), que se fizesse outro decreto dando aos judeus o direito de se defenderem (Et 8.9-12). O luto dos judeus terminou em alegria, pois Deus mudou-lhes a sorte (Et 8.16,17; 9.17-32).


CONCLUSÃO
O livro de Ester nos ensina que o povo de Deus não está à deriva neste mundo tenebroso. O Senhor, Deus único e verdadeiro intervém na história, de forma que, antes mesmo do mal ser planejado para prejudicar os seus servos, Ele dispõe previamente do livramento. Diante desta verdade, devemos descansar no cuidado providencial de Deus.




REFERÊNCIAS
GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
HOWARD, R.E et al. Comentário Bíblico. CPAD.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.




Por Rede Brasil de Comunicação.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2016







   O DEUS DE TODA PROVISÃO –
Esperança e sabedoria divina para
a Igreja em meio às crises  






Lição 10

Para Refletir
A respeito de adorando a Deus em meio a calamidade, responda:


O reino do Norte era formado por quantas tribos e qual era a sua capital?
O reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era Samaria.

Quem foi o pai de Josafá?
Josafá era filho de Asa.

Josafá foi um bom rei?
Sim, embora tenha feito aliança com Acabe.

Qual foi a atitude de Josafá diante do iminente ataque do inimigo?
No momento de aflição e desespero, Josafá invoca o nome do Senhor (2 Cr 20.4). Ele apregoou um jejum e oração.

Josafá fez uma aliança errada com qual rei?
Com Acabe.


LIÇÃO 10 – ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE








2 Cr 20.1-12




INTRODUÇÃO
O rei Josafá governou por 25 anos no Reino do Sul e foi um dos poucos bons reis que administraram sobre o povo de Deus. Nessa lição veremos as peculiaridades da sua personalidade e seu comportamento. Através de uma das suas experiências, aprenderemos sobre a adoração a Deus diante das calamidades, bem como elencaremos alguns elementos pertencentes a verdadeira adoração e os seus respectivos resultados.


I. DEFININDO OS TERMOS ADORAÇÃO E CALAMIDADE
Josafá teve sua história marcada pelo sucesso espiritual, político e militar e esta prosperidade se deu como resultado de sua vida íntegra diante de Deus e da sua obediência aos mandamentos divinos. A adoração a Deus e também a calamidade são duas situações bem evidentes na vida desse monarca. Vejamos uma básica definição desses dois termos:

1.1 Adoração. 
Essa palavra quer dizer: “veneração elevada que se presta a Deus, reconhecendo-lhe a soberania sobre o universo”. Do hebraico “sãhâ” e do grego “proskyneo”, enfatizam ambas o ato de prostração e reverência (ANDRADE, 2006, p.33). À luz do texto sobre a adoração destacamos: a) A verdadeira adoração é teocêntrica (2 Cr 20.3,4,18,19,21; Mt 4.10), pois ela prioriza Deus e não as nossas necessidades (Jó 1.20-22; Mt 15.25); b) A adoração genuína é ultra-circunstâncial (2 Cr 20.2,12,15; Hc 3.17,18); ou seja,  não se limita às circunstâncias favoráveis;  c) Voluntária: “[...] pôs a buscar... pôs-se em pé [...]” (2 Cr 20.3,5);  e d) Reverente: “Então , Josafá se prostrou com o rosto em terra [...]” (2 Cr 20.18; Is 6.2; Mc 1.40; 5.33; 7.25).

1.2 Calamidade. 
Segundo Aurélio esse termo significa: “Desgraça pública; catástrofe; flagelo; infortúnio; infelicidade” (FERREIRA, 2004, p. 364). A calamidade é algo possível na trajetória cristã, precisamos entender que não estamos imunes aos infortúnios dessa vida. Tragédias, crises financeiras, problemas de saúde e etc, são naturais a essa vida e comum ao crente e ao não crente (Jó 1.18,19; 2 Rs 4.1,2; Mt 7.24-27; Jo 11.1-5). Porém, para os que servem a Deus a calamidade será superada (Pv 24.16; Sl 57.1).


II. CARACTERÍSTICAS DA ADORAÇÃO DE JOSAFÁ
Josafá cujo nome significa: “o Senhor tem julgado” (GARDNER, 2005, p. 376); apesar da sua piedade descrita nas Escrituras (2 Cr 17.3-6), passou por uma experiência calamitosa proveniente de uma confederação de inimigos. É importante lembrar como inicia o capítulo: “E sucedeu que, depois disto os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Josafá” (2 Cr 20.1). Embora toda a reforma produzida pela liderança do rei (2 Cr 19.4-11), agora encontra-se em uma situação adversa. Apesar de ter muitos aliados políticos, o monarca se põe a buscar a Deus, ensinando qual deve ser a atitude a tomar diante das dificuldades. Como veremos a seguir:

2.1 Oração (2 Cr 20.3-12). 
A oração é um dos elementos da adoração do monarca, segundo Matthew Henry sobre essa oração de Josafá destaca: a) Ele reconhece o domínio soberano da Providência divina (v.6); b) Josafá se apega à relação de aliança que tinham com Deus, e ao interesse que tinham nele. “Tu, que és o Deus nos céus, és o Deus dos nossos pais” (v. 6), “e o nosso Deus”, (v. 7); c) Josafá mostra o direito que eles tinham a esta boa terra em cuja posse estavam: “Deste à semente de Abraão, teu amigo” (v.7b); d) Ele faz menção do santuário, o templo que eles haviam edificado para o nome de Deus (v. 8), e) Ele protesta contra a ingratidão e a injustiça dos seus inimigos (vs.10,11); e f) Josafá professa toda a sua dependência de Deus por livramento (v.12). (HENRY, 2006, p.738 – acréscimo nosso). Diversos textos das Sagradas Escrituras incentivam o crente a orar (1 Cr 16.11; Sl 105.4; Is 55.6; Am 5.4,6; Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24; Ef 6.17,18; Cl 4.2; 1Ts 5.17). A oração feita pelo rei nos mostra que, ele confia mais em Deus do que nos seus recursos militares. A oração coletiva e a comunhão são elementos indispensáveis para a vitória (At 4.31).

2.2 Jejum (2 Cr 20.3b). 
A reação espiritual de Josafá foi apropriada e também didática, o rei e a nação clamaram a Deus em oração e jejum, que nesse caso foi nacional incluindo até as crianças (2 Cr 20.13). O jejum era um sinal de pesar (Jz. 20.26; Jl 2.12). Ele é definido como a abstinência parcial ou total de alimentos com finalidades específicas. Essa prática vem desde o AT, onde o povo de Israel jejuava por diversas razões (Sl 69.10; 2 Sm 12.16). Do período de Samuel em diante, vemos o jejum sendo uma prática para enfatizar a sinceridade das orações do povo de Deus quando Israel enfrentava problemas especiais (1 Sm 7.6; At 13.2). Jejuns específicos, às vezes, eram feitos assim como também os regulares (Lv 16.29,31; Zc 8.19), para buscar a ajuda de Deus em circunstâncias especiais (Jz 20.26; Ed 8.21-23; Jl 1.14; 2.15-16). A prática do jejum foi incorporada ao NT, entre outros casos, a igreja de Antioquia é uma clara demonstração de que os crentes da igreja primitiva observavam essa prática (At 13.2,3; 2 Co 6.5), por isso, nós devemos também praticar (Mc 9.29; Mt 9.15).

2.3 Louvor (2 Cr 20.18-21). 
Além da oração e jejum podemos encontrar o louvor como um outro elemento utilizado por Josafá na adoração. Louvar significa: “adorar”, “glorificar”, “magnificar”, “oferecer ações de graças”. O louvor brota do coração que sente gratidão, ação de graças ou admiração. O homem que se regozija em seu coração, profere palavras de louvor em meio às batalhas desta vida (Sl 50.23; 103.3; 148.1; 150.1-6; Tg 5.13). Em direção ao campo de batalha por meio do louvor a Deus, Josafá expressa sua confiança na intervenção divina.


III. OS RESULTADOS DA ADORAÇÃO EM MEIO A CALAMIDADE
Diante de um verdadeiro adorador não se sustentam barreiras ou impossibilidades, a adoração é o caminho para o coração de Deus (Sl 51.17), é um dos segredos da vitória do cristão. Notemos as ações de Deus como resultados da adoração:

3.1 A resposta de Deus (2 Cr 20.14,15).
No momento da adoração coletiva Deus entra em ação, quando o rei ainda estava falando, Deus ouviu, e por meio de um profeta o povo é encorajado a confiar em Deus, embora a ira do inimigo era ameaçadora; essa é uma das grandes promessas para os que o servem com fidelidade: “Ele me invocará, e eu lhe responderei [...]”  (Sl 91.15). “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jr 33.3). A mensagem profética entregue por Jaaziel começou com um apelo à atenção: “Dai ouvidos”, esse apelo foi acompanhado por um encorajamento, “Não temais”, e finalmente por um convite à ação: “Amanhã descereis contra ele” (ADEYEMO, 2010, p.519). Foi por meio da adoração a Jesus que a mulher cananeia recebeu a atenção e, respectivamente, o milagre que precisava (Mt 15.25,28). O homem leproso que se encurvou diante de Cristo, a mão graciosa lhe é estendida restaurado plenamente sua saúde (Mc 1.40-42).

3.2 A garantia da vitória (2 Cr 20.15-17). 
Por meio de Jaaziel o Senhor dos Exércitos transmite a Josafá e a todo povo uma mensagem garantindo a vitória contra os inimigos. A notável profecia desse servo de Deus centra-se no duplo pronunciamento de que é o Senhor e não Israel quem terá de pelejar. No todo há quatro coisas principais. Notemos: a) uma ordem repetida para não temer (v. 15, 17); b) declarações repetidas de que a batalha não é vossa, mas de Deus (v. 15, 17); c) uma promessa repetida de que Deus estará convosco (v. 17); e d) instruções para amanhã sobre onde ir e ver o “livramento”, “vitória” ou “salvação”. A promessa básica, de fato, combina várias antigas passagens do Antigo Testamento que afirmam que o Senhor luta por Israel (Êx 14.13-14; Dt 20.4; 1 Sm 17.37) (SELMAN, 1994, p.336 – acréscimo nosso). Josafá e seu povo receberam essa garantia com fé, reverência e gratidão; o rei curvou a cabeça, e depois, todo o povo se prostrou diante do Senhor e adorou, levantando a voz em louvor a Deus.

3.3 Os inimigos derrotados e o regresso triunfal (2 Cr 20.22-27). 
Subordinados a orientação divina o povo começa a cantar louvores sem utilizar armas de guerra, mostrando que a fé em Deus é mais segura do que o poder bélico. Mediante esse ato de adoração o Senhor “pôs emboscadas” e “desbaratou” os inimigos; uma contenda interna provoca a autodestruição do exército oponente, sem ser necessário nenhum confronto físico por parte de Judá, conforme Deus havia prometido (2 Cr 20.17; Sl 91.8). Quando Judá chegou, restou-lhe apenas juntar os despojos da guerra, tarefa que durou três dias. Jubilando pela vitória voltam pra Jerusalém da mesma forma como saíram louvando a Deus (Sl 126.2,3,6; 30.5). As misericórdias públicas merecem reconhecimento público nos átrios da casa do Senhor. “Em sinal de reconhecimento, um culto de louvor foi realizado no local da vitória, foi dado ao lugar um nome comemorativo: ‘beraca’, que em hebraico quer dizer: ‘vale da benção’ (v.26). Outro culto de louvor foi conduzido no templo ao retornarem a capital do reino” (vs. 27,28) (ADEYEMO, 2010, p.519).

3.4 Deus glorificado entre os reinos e a paz em Jerusalém (2 Cr 20.29,30). 
Diante da ação soberana de Deus ao livrar o seu povo, o temor tomou conta dos povos à volta de Judá. Quando eles ouviram que Deus pelejou desse modo espantoso por Jerusalém, isto gerou nos vizinhos uma reverência a Deus e um temor cauteloso de fazer algum mal ao seu povo, estabelecendo Deus a paz no reino de Judá. Ter descanso no livro das Crônicas é resultado das bênçãos provenientes da obediência (2 Cr 14.5-7; 15.15; 1Cr 22.8,9,18). Os servos de Deus não devem se deixar levar pelas calamidades desta vida, pois podemos experimentar em meio às lutas a paz que excede todo o entendimento: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus" (Fp 4.6,7).


CONCLUSÃO
Podemos concluir por meio dessa belíssima história, que apesar das calamidades serem comuns na vida cristã temos a condição de reagir de forma correta, como quem tem a confiança que Deus tem o controle de todas as coisas e poder para agir em favor de seus servos: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).




REFERÊNCIAS
ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.
ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. MUNDO CRISTÃO.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
SELMAN, Martin J. Série Cultura Bíblica. VIDA NOVA.
GARDNER, Paul. Quem é Quem na Bíblia Sagrada. VIDA.




Por Rede Brasil de Comunicação.






terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ESCOLA BÍBLICA JOVENS – 1º Trimestre de 2017




As Lições Bíblicas Jovens iniciará o ano letivo de 2017 com o estudo sobre: A Igreja de Jesus Cristo – Sua Origem, Doutrina, Ordenanças, Missão e Destino. O comentarista será o Pr. Alexandre Coelho. O mesmo é Pastor da AD no Recreio dos Bandeirantes (Ministério de Petrópolis/RJ).
Este servo de Deus, além de Pastor, é formado em Teologia e Letras, Professor de Grego e Novo Testamento na FAECAD, Articulista, Editor de Obras Nacionais e Internacionais e Chefe do Setor de Livros da CPAD. É também Acadêmico de Direito, casado com Marcela e pai de Vinícius e Luíza.  


Abaixo, você pode conferir os títulos de cada lição:

Lição 01 – A Origem e Desenvolvimento da Igreja
Lição 02 – O Real Propósito da Igreja
Lição 03 – A Organização da Igreja
Lição 04 – O Ministério da Igreja
Lição 05 – Ordenanças da Igreja
Lição 06 – O Sustento da Igreja
Lição 07 – A Igreja na Reforma Protestante
Lição 08 – A Igreja e os Dons Espirituais
Lição 09 – A Missão Ensinadora da Igreja
Lição 10 – A Missão Social da Igreja
Lição 11 – A Igreja e a Política
Lição 12 – A Igreja e a Salvação dos Perdidos
Lição 13 – O que Posso Fazer por Minha Igreja



Ei,  jovem!! Você não vai ficar de fora
dessa grande bênção, não vai!??
Então, Venha CRESCER na
Graça e no Conhecimento
do Senhor Jesus!!