quarta-feira, 16 de março de 2022

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2022

 
 
 

 
  A SUPREMACIA DAS ESCRITURAS -
A Inspirada, Inerrante e Infalível
Palavra de Deus.
 


 
 
 
 


Lição 11

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Lucas-Atos: O Modelo Pentecostal para Hoje” responda: 
 
 
O que Lucas enfatiza em seu Evangelho a respeito do Espírito Santo?
Lucas registra os fatos acerca da vida e obra de Cristo (Lc 1.1-3). O evangelista enfatiza o papel do Espírito no advento do Messias.
 
O que a vitória do Senhor sobre a tentação demonstra?
A vitória do Senhor sobre a tentação demonstra que Ele estava capacitado para cumprir o seu ministério.
 
O que o livro de Atos dos Apóstolos registra?
Atos registra a ação do Espírito na inauguração histórica da igreja como agência de Cristo.
 
O que Pedro ensina a respeito do revestimento do alto?
Pedro ensina que essa promessa está em vigor para todos os salvos em todas as épocas (At 2.38,39).
 
O que aponta a expressão “do meu Espírito derramarei” (At 2.17)?
A expressão “do meu Espírito derramarei” (At 2.17) aponta para o início da dispensação do Espírito, e mostra que a efusão será contínua até “o grande e glorioso dia do Senhor” (At 2.20).


 

LIÇÃO 11 – LUCAS-ATOS: O MODELO PENTECOSTAL PARA HOJE


 
 
 


Lc 1.21,22; At 2.1-4
 
 
 
 
INTRODUÇÃO
Nesta lição, destacaremos à luz da Bíblia, algumas considerações a respeito do médico amado; destacaremos a importância dos livros Lucas-Atos; aprenderemos também o quanto a ação do Espirito santo foi necessária a igreja em Atos dos apóstolos.
 
 
I. QUEM FOI O MÉDICO AMADO?
1. Autoria.
Lucas é o único autor sagrado do NT e das demais Escrituras que não foi judeu. Isso testifica do fato que, em “Cristo, [...] não pode haver grego nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo e em todos” (Cl 3.11). Embora grego, o que se depreende da facilidade com que redigia no melhor coiné (língua grega comum) da época, não foi desprezado de modo algum pela comunidade cristã, a qual, quando Lucas surgiu em cena, já havia aprendido a jamais traçar fronteiras raciais entre os seguidores do Senhor Jesus (TOGNINI, 2020, p. 10). Se Marcos foi o porta-voz de Pedro, pode-se aceitar que Lucas foi o porta-voz de Paulo, de quem foi companheiro e cooperador em muitos momentos da vida. Disso Lucas dá testemunho nas chamadas seções nós de Atos (At 16.10-17; 20.5-15; 21-1-18; 27.1; 28.16). Embora o nome de Lucas não conste, explicitamente nas páginas do evangelho que leva o seu nome, as evidências disponíveis tendem a concordar e confirmar a tradição. Clemente de Alexandria, Tertuliano, Orígenes (pais da igreja) o identificam como autor deste evangelho (EUSÉBIO apud HENDRIKSEN, 2003, p. 24).
 
2. Características de Lucas.
Sobre algumas características de Lucas podemos citar: a) Lucas como escritor: “Como historiador Lucas é um escritor extremamente cuidadoso. Os primeiros quatro versículos proclamam que seu trabalho é o produto de uma investigação esmerada” (BARCLAY, sd, p. 05 – acréscimo nosso). Ao escrever este evangelho ele fala que: 1) o evangelho é um fato não um mito ou uma lenda (Lc 1.1b); 2) diz também que fez uma pesquisa de campo, entrevistando as testemunhas oculares (Lc 2.2a); 3) discorre ainda a história de forma ordenada, não sem nexo (Lc 3.1a); e (4) tinha a finalidade de dar fundamentação histórica a fé cristã (Lc 1.4). Paulo se refere a Lucas como médico amado (Cl 4.14). Sem dúvida, Ele teria sido uma verdadeira ajuda para o apóstolo em suas aflições, algumas das quais eram de caráter físico. O interesse de Lucas por questões médicas é evidente pelo grande destaque que ele dá ao ministério de curas de Jesus (Lc 4.38-40; 5.15-25). b) Lucas como missionário: Lucas, mais do que qualquer outro dos evangelistas, destacou o âmbito universal do convite do evangelho. Ele retratou Jesus como Filho do Homem, rejeitado por Israel, e então oferecido ao mundo. Lucas repetidamente conta relatos de gentios, samaritanos e outros personagens tidos como indignos que encontraram graça aos olhos de Jesus (Lc 7.36-50; 19.1-10; 23.43).
 
3. Propósito do autor e destinatário.
Parece que muitas pessoas haviam escrito a respeito de Jesus e sua vida admirável, talvez de maneiras incompletas e contraditórias; e Lucas desejava suprir uma narrativa em ordem e digna de confiança para Teófilo (cujo nome significa literalmente “que ama a Deus”) (Lc 1.1-4). “Essa designação, que pode ser um apelido ou um pseudônimo, é acompanhada por um tratamento formal “excelentíssimo” possivelmente significando que “Teófilo” fosse um renomado dignitário romano, talvez um dos que haviam se voltado para Cristo “da casa de César” (Fp 4.22)” (MACARTHUR, 2011, p. 6). O fato de Lucas ter dado o mesmo título a Teófilo que deu depois a Félix (At 23.26; 24.3) e Festo (At 26.25), indica que Teófilo era uma personagem de posição e influência. “É possível também que Teófilo não fosse o único destinatário porque Lucas pode ter tido o interesse de suprir um evangelho em ordem e completo para leitores não judeus. E Lucas também desejava apresentar um Salvador universal, um grande e compassivo médico, mestre e profeta, que viera aliviar os sofrimentos humanos e salvar as almas dos homens” (CHAMPLIN, 2004, vol. 3, pp. 909,910 – acréscimo nosso).
 
 
II. A TEOLOGIA DE LUCAS-ATOS
1. A atuação do Espirito Santo no evangelho segundo Lucas.
Ele atua como precursor de Jesus (Lc 1.15). Ele atua na concepção de Jesus (Lc 1.35). Atua também em Isabel e Zacarias (Lc 1.41-42, 67). Ele desce sobre Jesus no batismo (Lc 3.22). Ele guia Jesus até o deserto para ser tentado pelo Diabo (Lc 4.1). Ele capacita Jesus em Seu ministério (Lc 4.14; 5.17). Ele é o dom de Deus aos Seus filhos (Lc 11.13). Ele é exultado por Jesus quando os 70 voltam contando o sucesso da missão (Lc 10.21). Ele é o objeto da profecia bíblica (Is 61.1-2; Lc 4.16-21). Ele é quem concede poder às pessoas (Lc 24.49).
 
2. A atuação do Espirito Santo no livro de Atos.
Atos 2.17-21 fala do derramamento do Espírito Santo como cumprimento da promessa de Deus sobre os últimos dias. Os versículos 38-40 apresentam o ponto em que o perdão dos pecados e o Espírito estão disponíveis para os que respondem ao chamado de Deus. Atos 3.22-26 indica que Jesus, como Moisés, é o Profeta prometido, a quem se deve prestar atenção (Dt 18.15). Atos 13.22,23 retrata Jesus como o Salvador prometido, o descendente de Davi. Atos 23.4-8 relata o julgamento de Paulo por causa de sua esperança na promessa de ressurreição. Atos 26.22,23 argumentam que os profetas e Moisés testificam de Cristo e das missões subsequentes de nosso Salvador.
 
 
III. O BATISMO NO ESPÍIRTO SANTO NO LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS
1. Foi o cumprimento da promessa.
Profetizado por Joel (Jl 2.28,32a); Isaías (Is 44.3); João Batista (Mt 3.11) e Jesus (At 1.4,5). Também chamado de batismo no Espírito Santo, conforme João Batista, “É um revestimento e derramamento do poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1:8; 10.46; 1Co 14. 15,26)” (GILBERTO, 2006, p. 57).
 
2. O que significa glossolalia.
Do grego “glóssa” que significa: “língua”; e da expressão “laló” apontando para “falar”. É o falar em outras línguas, é um sinal da parte de Deus para evidenciar o Batismo com o Espírito Santo (At 2.4; 10.45-46; 19.6). Esse padrão bíblico continua o mesmo para os dias atuais. Por sua vez a expressão “glossolalia” é um fenômeno ligado a atuação do Espírito Santo, em que o crente se expressa em uma língua por ele desconhecida (At 2.4; 1Co 14.14-15) e tida por ele como de origem divina. Essas falas são geralmente caracterizadas pela repetição da cadeia sonora, sem um significado sistemático e, ainda, com raras unidades linguísticas previsíveis. O evangelista, historiador e médico Lucas nos conta que quando os 120 discípulos de Cristo reunido no cenáculo, dentre eles os apóstolos e Maria, mãe de Jesus, juntamente com os irmãos do Senhor (At 1.13,14), começaram a falar em outras línguas após a efusão do Espírito, as pessoas em volta, que assistiam à cena, ficaram surpresas e perplexas (At 2.12), com a maioria pensando que aqueles judeus no cenáculo estavam alcoolizados, bêbados (At 2.13,15).
 
3. Teoria cessacionista.
O verbo “cessar” significa literalmente: “fazer parar, dar fim, interromper” (HOUAISS, 2001, p. 682). Portanto a teoria “cessacionista” é a cosmovisão de alguns grupos cristãos defendem que os chamados dons do Espirito Santo apesar de terem sido de fundamental utilidade e importância nos primórdios da igreja, cessaram sua atividade ainda no período da igreja primitiva. A Bíblia não apoia este tipo de interpretação.
 
 
IV. AS DIVERSAS CAPACITAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DO CRENTE
Espírito Santo capacita os cristãos de diferentes formas nos variados aspectos da obra de Deus. Verificamos isso de forma nítida nas páginas do NT principalmente no livro de Atos dos Apóstolos. Vejamos:
 
1. Capacitação na pregação.
O Espírito Santo torna apto o crente que se predispõe a proclamar o evangelho de Jesus Cristo, concedendo-lhe unção e ciência da Palavra. Ao lermos a Bíblia, peçamos a companhia do Espírito de Deus, que é o intérprete por excelência das Escrituras Sagradas. Ele nos esclarecerá o real sentido das passagens bíblicas e nos impulsionará a pregarmos com ousadia aquilo que Dele aprendemos (At 4.29-31; cf. Lc 12.11,12). Tão logo foi revestido de poder, o Apóstolo Pedro pregou com grande ousadia, conquistando quase três mil almas para Cristo (At 2.14-41. Posteriormente pregou novamente, ganhando dessa vez mais duas mil almas (At 3.12-26; 4.4). A unção do Espírito foi algo tão intenso na pregação do diácono Estêvão, e ele o fazia com tanta sabedoria, que os seus opositores não conseguiam resistir-lhe ou refutá-lo (At 6.9,10). É uma das mais belas pregações de toda a Bíblia (At 6.8-15; 7.1-60). Ele fez uma síntese da história de Israel e demonstrou, com base no Antigo Testamento, que Jesus era o Cristo.
 
2. Capacitação mediante a operação de sinais e maravilhas.
O Espírito Santo prestou sua cooperação com os discípulos através de milagres e maravilhas. Ao lermos sobre os primórdios da Igreja, percebemos quão importante foram as intervenções sobrenaturais para a expansão do Reino: a) Através da cura de um coxo de nascença, (At 3.6-26); b) Pela revelação do Espírito, Pedro conheceu que Ananias e Safira fizerem um acordo, dando-lhes uma irreversível sentença (At 5.1-11); e, c) O Espírito cooperava com Estêvão com milagres e maravilhas (At 6.8-10).
 
 
CONCLUSÃO
Aprendemos hoje através dos livros Lucas-Atos que o Espírito Santo continua atuando de forma poderosa na igreja, Ele quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11), manifesta os dons espirituais e ministeriais no seio da Igreja (Ef 4.11; 1Co 12.6-11), e capacita das mais variadas formas os cristãos a desempenharem a obra de Deus.
  
  
REFERÊNCIAS
Ø  TOGNINI, Enéas. Janelas para o Novo Testamento. HAGNOS.
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento. CULTURA CRISTÃ.
Ø  MACARTHUR, John. Lucas: Jesus – o Salvador do Mundo. CULTURA CRISTÃ.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995.
Ø  GILBERTO, Antônio. Verdades Pentecostais. CPAD.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.

 

sábado, 12 de março de 2022

LIÇÃO 11 - O SÉTIMO SINAL: JESUS RESSUSCITA LÁZARO (VÍDEO AULA)



 

LIÇÃO 11 - LUCAS-ATOS: O MODELO PENTECOSTAL PARA HOJE (VÍDEO AULA)



 

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2022

 
 
 
 
 
JESUS, O FILHO DE DEUS -
Os Sinais e Ensinos de Cristo
no Evangelho de João. 
 

 
 





Lição 10
 
Hora da Revisão
A respeito de “Jesus, o Bom Pastor”, responda:
 
 
1. Como João apresenta Jesus no início do capítulo 10?
Como o Bom Pastor que dá sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11).
 
2. A mensagem do Bom Pastor era endereçada a quem?
A toda a humanidade.
 
3. O que Jesus denuncia na parábola do Bom Pastor?
Ele denuncia os maus líderes de Israel de todos os tempos, especialmente do período da monarquia, os reis, sacerdotes e profetas.
 
4. Em que deve ser baseado o relacionamento do Pastor com a ovelha?
Esse relacionamento deve ser baseado na dedicação, afeto e cuidado que Ele dedica.
 
5. Qual o aspecto mais extraordinário da obra de Cristo?
A sua entrega voluntária.
 


QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2022

 
 
 
 
 
  A SUPREMACIA DAS ESCRITURAS -
A Inspirada, Inerrante e Infalível
Palavra de Deus. 
 

 
 





Lição 10

Revisando o Conteúdo
A respeito de “As Profecias Despertam  e Trazem Esperança” responda: 
 
 
1. O que significa a palavra “Profeta”?
Significa proclamador e intérprete da revelação divina.
 
2. Em que local Ezequiel e Daniel profetizaram?
Ezequiel e Daniel profetizaram na Babilônia.
 
3. Cite os quatro profetas pré-exílio de Judá.
Joel, Miqueias, Habacuque e Sofonias.
 
4. Para onde o profeta Jonas foi enviado a pregar?
Jonas foi enviado para pregar em Nínive.
 
5. Segundo a lição, o que o livro de Apocalipse nos ensina?
O livro nos ensina a viver com Deus no presente, a fim de participar da eternidade com Ele.


 

sexta-feira, 4 de março de 2022

LIÇÃO 10 – AS PROFECIAS DESPERTAM E TRAZEM ESPERANÇA



 

 
Jr 1.4-10; Jl 1.1-3; Ap 1.1-3
 
 
 
 
INTRODUÇÃO
Nesta lição veremos a definição do termo profeta tanto no AT como no NT; pontuaremos a diferença entre o profeta na Antiga e na Nova Aliança; relacionaremos as características dos profetas na Bíblia; e por fim, analisaremos o ministério profético nas Escrituras.
 
 
I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA PROFETA
1. No Antigo Testamento.
A palavra hebraica para profeta é: “nabi” que aparece mais de 300 vezes, e que vem da raiz verbal: “naba”. Essa palavra significa: “anunciador, alguém que fala em nome de Deus”, e por extensão, aquele que anuncia as mensagens de Deus, frequentemente recebidas por revelação ou discernimento intuitivo. Os temos hebraicos: “roeh” (aparece em 12 ocasiões) e “hozeh” (aparece em 18 ocasiões) também são usados. Ambos significam “aquele que vê”, ou seja, “vidente”. Todas as três palavras aparecem em 1Crônicas 29.29. “Nabi” é termo usado por mais de trezentas vezes no Antigo Testamento. Alguns poucos exemplos são (Gn 20.7; Êx 7.1; Nm 12.6; Dt 13.1; Jz 6.8; 1Sm 3.20; 2Sm 7.2; 1Rs 1.8; 2Rs 3.11) (CHAMPLIN, 2004, p. 423).
 
2. No Novo Testamento.
A palavra comumente usada é: “prophétes”, que aparece 149 vezes, que exemplificamos com (Mt 1.22; 2.5,16; Mc 8.28; Lc 1.70,76; 7.16; Jo 1.21,23; 3.18,21; Rm 1.2; 11.3; 1Co 12.28,29; 14.29,32,37; Ef 2.20; Tg 5.10; 1Pe 1.10; 2Pe 2.16; 3.2; Ap 10.7; 11.10). O substantivo “propheteia” que significa: “profecia” é usado por dezenove vezes no NT (Mt 13.14; Rm 12.6; 1Co 12.10; 13.2,8; 14.6,22; 1Ts 5.20; 1Tm 1.18; 4.14; 2Pe 1.20,21; Ap 1.3; 11.6; 19.10; 22.7,10,18,19). Essas palavras derivam do grego: “pro” que quer dizer: “antes, em favor de”, e o termo, “phemi”, “falar”, ou seja, “alguém que fala por outrem”, e por extensão, “intérprete”, especialmente da vontade de Deus (CHAMPLIN, 2004, p. 424).
 
 
II. DIFERENÇA ENTRE O PROFETA DO AT E DO NT
Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o profeta era um “porta-voz oficial da divindade, sua missão era preservar o conhecimento divino e manifestar a vontade do Único e Verdadeiro Deus” (ANDRADE, 2006, p. 305). Todavia, eles eram diferentes um do outro, como veremos abaixo:
 
1. O profeta no Antigo Testamento.
Os profetas foram homens que Deus suscitou durante os tempos sombrios da história de Israel (2Rs 17.13). “No AT este ofício era de âmbito nacional. Quando Deus levantava um profeta, conferia-lhe a missão de falar em seu Nome para toda a nação e até para povos estranhos” (RENOVATO, 2014, p. 84). Na Teologia, o período do surgimento dos profetas é nomeado de “profetismo” aludindo ao “movimento que, surgido no Século VIII a.C., em Israel, tinha por objetivo restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar injustiças sociais, proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica num povo que já não podia esperar contra a esperança” (ANDRADE, 2006, p. 305). Os profetas veterotestamentários podem ser classificados como profetas orais e literários.
 
PROFETAS ORAIS
PROFETAS DA ESCCRITA
Foram homens chamados para o ministério profético que não deixaram registros escritos, embora que outros escreveram acerca deles e de suas profecias. Dentre eles, destacamos: Gade (1Sm 22.5); Natã (2Sm 12.1); Aías (2Rs 11.29); Senaías (1Rs 12.22); Azarias (2Cr 15.1); Hanani (2Cr 16.7); Jeú (1Rs 16.1); Jaaziel (2Cr 20.14); Elias (1Rs 17.1); Micaías (1Rs 22.14); Eliseu (2Rs 2.1), etc.

Quase todos os “profetas da escrita” escreveram depois de terem sido “profetas da palavra”. Encontramos 17 livros proféticos no AT, sendo que cinco deles são denominados de Profetas Maiores (de Isaías a Daniel) e doze de Profetas Menores (de Oséias a Malaquias). São assim chamados, não por causa da sua importância, e sim, pelo conteúdo do livro e pela duração de seu ministério.

 
A) Funções exclusivas dos profetas do Antigo Testamento.
O profeta do AT era um homem que, além de transmitir a mensagem de Deus tinha outras atribuições, tais como: a) ungir reis (1Sm 9.16; 16.12-13; 1Rs 19.16); b) aconselhar reis (1Sm 10.8; 21.18; 2Sm 12; 2Rs 6.9-12); c) ser consultado pelas pessoas (1Sm 9.8-10; 1Rs 14.5; 22.7; 22.18; Jr 37.7). Os oráculos dos santos profetas que estão no cânon sagrado não estão à mercê de julgamento humano (2Pe 1.21).
 
2. O profeta no Novo Testamento.
“Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da Igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo” (STAMPS, 2012, p. 1814). Portanto, os profetas são ministros pregadores cuja prédica pode ser uma mensagem de edificação, exortação e consolação dos crentes (1Co 14.3). Na Igreja Primitiva e em Antioquia havia homens que exerciam este ministério (At 13.1). “Em Atos 15.23, temos o profeta consolando, fortalecendo e aconselhando. É certo também que o título de profeta poderia ser usado para designar o ministério de alguns obreiros, em virtude da sua natureza sobrenatural, pela abundância da inspiração com que proclamam os oráculos de Deus” (SOUZA, 2013, pp. 33,34). Eis algumas características do ministério profético no NT: a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina (At 2.14-36; 3.12-26; I Co 12.10; 14.3); b) Exercia o dom de profecia (At 13.1-3); c) Às vezes prediz o futuro (At 11.28; 21.10,11).
 
 
III. CARACTERÍSTICAS DOS PROFETAS NA BÍBLIA
Os profetas pregaram tudo o que diz respeito à vida e à piedade. A mensagem dos profetas foi entregue às gerações futuras, preparando-as para o tempo do Evangelho (1Pe 1.12). Os profetas eram pessoas que falavam em nome de Deus (Dt 18.18-20; 1Rs 17.24; 22.28). Também eram conhecidos como: “homem de Deus” (2Rs 4.21), “servo de Deus” (Is 20.3; Dn 6.20), “atalaia” (Ez 3.17), e “mensageiro do Senhor” (Ag 1.13). Vejamos outras características dos profetas:
 
1. Eles tinham um estreito relacionamento com Deus.
Por estarem em perfeita harmonia com Deus (Am 3.7), os profetas compreendiam, melhor do que qualquer outra pessoa, os propósitos divinos e, muitas vezes, tinham o mesmo sentimento de Deus (Jr 6.11; 15.16,17; 20.9).
 
2. Eram pessoas que buscavam o bem do povo.
Eles advertiam o povo contra a confiança na sabedoria, riqueza, poderes humanos e falsos deuses (Jr 8.9,10; Os 10.13,14; Am 6.8). Além disso, tinham profunda sensibilidade diante do pecado e do mal (Jr 2.12,13,19; 25.3-7; Am 8.4-7; Mq 3.8); e não toleravam a crueldade, imoralidade e injustiça social (Is 32.11; Jr 6.20; 7.8-15; Am 4.1; 6.1).
 
3.Tinham um estilo de vida característico.
Em sua maioria, os profetas abandonaram as atividades corriqueiras da vida para viverem exclusivamente para Deus (1Rs 17.1-6; 19.19-21). Alguns deles viviam solitários (Jr 14.17,18; 20.14-18; Am 5.10; 7.10-13; Jn cap. 3,4), sem, contudo, fugir da responsabilidade para a qual foram comissionados (Ez 2.4-6; 3.8,9; 33.6-7; Mq 3.8; Jr 2.19).
 
4. Eles anunciavam eventos futuros.
Muitas de suas mensagens diziam respeito a eventos futuros. Os profetas previram, por exemplo, a destruição de Samaria pela Assíria (Os 5.8-12; 9.3-7; 10.6-15); a destruição de Jerusalém pela Babilônia (Jr 19.7-15; 32.28-36; Ez 5.5-12; 21.2,24-27); a vinda do Messias (Is 7.14; 9.6,7; 22.22; Jr 23.5,6; Mq 5.2,5); e outros eventos que ainda estão para se cumprir, como a Grande Tribulação (Dn 9.24-27; Jr 30.7); a Vinda de Jesus (Zc 14.4); e o Reino do Messias (Is 11.1-16).
 
 
IV. O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA BÍBLIA
1. O chamado do profeta.
Um ministério profético começava com a experiência da vocação divina (Am 7.14,15). Não existia “autocandidatura”, mas “candidatura do alto”. Era Deus quem levantava e escolhia seus profetas (Os 1.1; Jl 1.1; Jn 1.1). Enquanto o homem baseava-se na aparência para fazer suas escolhas, Deus se valia de questões interiores, não observáveis e não palpáveis (1Sm 16.7). Os profetas foram chamados por Deus e inspirados pelo Espírito Santo (Zc 7.7; 2Tm 3.16; 2Pe 1.19-21).
 
2. O ofício profético.
O profeta era um porta-voz, um embaixador de Deus entre os homens. Um contraste nítido entre o sacerdote e o profeta podia ser facilmente identificado: Enquanto o sacerdote era um representante do povo diante de Deus, o profeta representava Deus diante do povo (Dt 33.1; 1Rs 13.1; 2Rs 4.9). A voz dos profetas era a voz de Deus. Eles falavam em nome do Criador, geralmente por meio da célebre frase: “Assim diz o Senhor”. Deus havia condenado as práticas adivinhatórias cananitas (Dt 18.9-14), mas permitiu que os profetas fossem consultados (1Sm 9.9).
 
3. A missão do profeta.
Como “um homem entre os homens” poderia carregar para si a responsabilidade de ser porta-voz de Deus. É por isso que os profetas relutavam diante desta chamada (Êx 3.11; Is 6.5-8; Jr 1.6). O encargo era demasiadamente pesado, entretanto, a glória da revelação atraía-os de tal modo que não conseguiam se esquivar deste ministério. Eles eram homens profundamente piedosos. A devoção se permutava com a coragem na consecução do propósito de denunciar, exortar, condenar e consolar suas gerações. Deus, em sua Onisciência, escolhia os “valentes” certos para combater o bom combate (Am 7.14; Os 12.10; 1Co 1.27). Os profetas do AT não se calavam diante das adversidades. Foram perseguidos e sofreram retaliações, mas continuaram defendendo a verdade de Deus.
 
 
CONCLUSÃO
Os profetas eram porta-vozes de Deus e foram chamados, principalmente, em períodos de apostasia, injustiça e imoralidade. Sua principal missão era chamar o povo ao arrependimento e anunciar o juízo divino, caso o povo não se arrependesse. Esses livros foram preservados e inclusos no Cânon Sagrado por sua importância, não apenas para seus destinatários, mas, também, para os cristãos na atualidade, para que pudéssemos aprender e ser edificados através de seus escritos.
 
  
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  ESCOBAR, Juan Carlos. Profetas e Visionários. CPAD.
Ø  SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. CPAD.
Ø  COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. CPAD.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.