sábado, 16 de abril de 2022

LIÇÃO 03 – JESUS, O DISCÍPULO E A LEI


 
 

 
Mt 5.17-20  





INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos o relacionamento de Jesus e os seus discípulos com a Lei prescrita no Antigo Testamento. Veremos que o nosso Salvador não veio para destruir a Lei, e sim para cumpri-la. E, por fim, notaremos que o padrão ético moral dos discípulos deveria exceder aos dos escribas e fariseus. 


I. JESUS RATIFICOU A LEI
1. O Senhor Jesus ratificou a inviolabilidade da lei.
Isto significa que ao afirmar o seu compromisso de não “destruir a lei e os profetas”; pois o texto Bíblico registra: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). Cristo ratificou todo o Antigo Testamento, considerando-o como a revelação conhecida de Deus. O Mestre chegou, inclusive, a citar a divisão comumente empregada pelos estudiosos da época, como aparece em Lucas 24.44: “Lei, Salmos e Profetas”. Sob este aspecto, o Antigo Testamento introduziu no mundo o projeto de Deus em Cristo que se realizou no Novo Testamento, mediante a proclamação da chegada do Reino de Deus (Mc 1.14,15).
 
2. O Senhor Jesus ratificou a lei moral.
Jesus não invalida as exigências da lei moral, como ensinadas por Moisés. Ele não coloca em seu lugar uma nova lei moral. Jesus, antes, enfatiza a compreensão correta da lei, e, visando isto, expõe com seriedade o seu conteúdo espiritual. Ele quer cumprir, expor inteiramente o verdadeiro significado da lei, para contrapor-se à influência da exposição rasa e superficial, então em voga, e apresentar uma obediência perfeita da lei. (LOPES, 2019, p. 36).
 
3. O Senhor Jesus ratificou a infalibilidade da lei.
Os opositores de Jesus insinuavam que ele estava sabotando a revelação de Deus dada a Moisés. Porém, longe disso, Jesus afirmou categoricamente que nem um “i” ou um “til” da lei jamais passarão até que tudo se cumpra (Mt 5.18). A Palavra de Deus é inerrante e infalível. A mente que a produziu não é humana, mas divina. A verdade nela contida não caduca com o tempo, mas é eterna (Mt 24.35). A lei apontava para Cristo. Os profetas falaram de Cristo. A lei cerimonial era uma sombra da realidade que é Cristo. Ele é o fim da lei (Rm 10.4). Os profetas anunciaram o nascimento, a vida, o ministério, as obras, a morte, a ressurreição e o senhorio de Cristo. Tudo isso, rigorosamente, se cumpriu nele (LOPES, 2019, p. 193).


II. O RELACIONAMENTO DOS JUDEUS COM A LEI
1. O relacionamento dos fariseus com a Lei.
Os fariseus. Essa palavra provém do grego: “farisaios”, vem do adjetivo aramaico que significa: “separado, dividido”. Talvez seus inimigos tenham cunhado esse nome, pois os fariseus viviam separados do povo temendo a imundície. Eles gostavam de chamar-se “haberin”, “companheiros”, ou “qedosim”, “santos”. Ao lado da “lei oral”, os fariseus acrescentaram certos corolários, para explicar a lei, que se tornaram acréscimos insuportáveis aos judeus. Jesus os condenou por guardarem “preceitos e doutrinas de homens” em detrimento da verdadeira Lei do Senhor. Além da Lei, os fariseus guardavam preceitos de homens, que Jesus chamou de vã tradição (Mc 7.8,9). Esses mandamentos da tradição foram registrados e catalogados no Talmude. Eles colocavam essa “tradição” de homem acima da Lei de Deus (Mc 7.1-23) (TOGNINI, 2009, p.67).
 
2. O relacionamento dos saduceus com a Lei.
Seita pequena de sacerdotes ricos e de influência, que antes de Cristo ganhou o domínio sobre o sacerdócio. Os saduceus não eram propriamente uma seita, nem um partido político e nem uma escola de filosofia; mas tinham características de todos os três (BOYER, 2002, p. 675). Surpreendentemente, os saduceus eram considerados conservadores quanto a doutrinas antigas, e consideravam o Templo e seu sistema sacrificial como supremos. Eles opunham-se aos fariseus, e o principal ponto de divisão era o entendimento da lei. Os dois partidos reconheciam a supremacia da Torá, mas os saduceus só aceitavam a lei escrita, enquanto os fariseus obedeciam ao amplo conjunto de tradições junto com a lei escrita (WYCLIFFE, 2007, p. 1727).
 
3. O relacionamento de Cristo com a Lei.
A. O padrão moral para os discípulos tem que ser justo.
Jesus chama seus discípulos para um tipo e qualidade de justiça diferentes dos escribas e fariseus: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20). Eles se orgulham da sua obediência exterior a muitos regulamentos extra bíblicos, mas ainda possuem coração impuro. Contudo, a justiça do Reino trabalha de dentro para fora, pois primeiro produz coração transformado e novas motivações (Rm 617; 2Co 5.17; Gl 5.22-23; Fp 2.12; Hb 8.10) a fim de que o comportamento efetivo dos seguidores de Jesus realmente “[exceda] em muito a justiça] dos escribas e fariseus (BÍBLIA DE ESTUDO NAA, 2018, p. 1707).
 
B. O padrão moral para os discípulos tem quer ser santo.
Uma marca claríssima do Reino de Deus é a santidade. Desde o Antigo Testamento, o Senhor estabeleceu a santificação como premissa maior para sua dominação (Êx 19.5,6; Lv 11.44). A Bíblia mostra claramente a necessidade de vivermos uma vida santa por meio de várias exortações (Rm 13.13,14; Ef 4.17-24; Fp 4.8,9; Cl 3.5-10). A responsabilidade do crente quanto à santificação, é destacada pelo escritor aos Hebreus (Hb 12.14a) (CHAMPLIN, 2002, p. 647). Sobretudo, a necessidade de uma vida santa é vista ao afirmar que: “[…] sem a santificação ninguém verá ao Senhor” (Hb 12.14b). A vontade de Deus tem sido sempre de que seus filhos reflitam seu caráter (Tt 2.14).
 
C. O padrão moral da Lei para os discípulos foi ampliado.
Interessante assinalar que no Novo Testamento, os padrões ético-morais são ampliados pelo nosso Senhor Jesus Cristo. É possível, à luz do Sermão da Montanha, traçarmos um rápido paralelo entre os ditames dados por meio de Moisés e por meio de Cristo. Notemos:

PENTATEUCO

SERMÃO DA MONTANHA

Os homicidas seriam punidos (Êx 20.13)

Aqueles que tão somente se irritarem sem causa contra o irmão será réu de juízo (Mt 5.22)

Os que praticassem o adultério seriam punidos (Êx 20.14)

Aqueles que tão somente desejarem o próximo já cometeram adultério (Mt 5.28)

Olho por olho e dente por dente (Êx 21.23...)

Pagar o mal com o bem (Mt 5.39-42)

Amar o amigo e aborrecer o inimigo (Mt 5.43)

Amar os inimigos, bendizer os maledicentes, fazer o bem aos odientos e fazer o bem aos maus e perseguidores (Mt 5.44).



V. COMO DEVE SER OS VERDADEIROS DISCÍPLOS DO JESUS
Discípulos fiéis se caracterizam por qualidades como: a) permanecer na Palavra de Jesus, b) demonstrar fé inabalável e lealdade a ele, c) ter amor uns pelos outros, e) andar na luz, f) produzir frutos e g) prestar serviço humilde uns aos outros (Jo 8.31-36; 13.34-35). O discipulado exige também obediência (Lc 6.46) (ADEYEMO, 2010, p. 1252). Vejamos algumas características do verdadeiro discípulo:
 
1. O verdadeiro discípulo ama seu mestre (Mc 3.14; Lc 6 12.13).
Jesus cumpriu as palavras da Antiga Aliança que nos ensinam a amar a Deus acima de tudo (Dt 6.5; Mc 12.30,31). Isso não significa deixar de amar a todos e a tudo, mas sim amar mais a Jesus. Na medida em que o meu amor por Jesus cresce, cresce também o meu amor pelas vidas ao meu redor, pela minha família e por mim mesmo (Jo 21.14; Lc 14.26). Marcos 3.14 nos diz que: “os escolheu para que estivessem com ele”. Isto quer dizer que Jesus os chamou para que fossem seus amigos (Jo 15.15).
 
2. O verdadeiro discípulo é submisso (Mc 10.42-45).
No Dicionário submisso quer dizer: “dócil e servo”; o verdadeiro discípulo reconhece que Deus não aceita menos que um espírito quebrantado e contrito (Sl 51.17). A falta de submissão é como um câncer que cresce dentro de alguém, às vezes a pessoa nem percebe que tem essa doença, mas ele fica quieto, não dá sinais visíveis, mas num determinado instante estoura e destrói tudo que está por perto (1Sm. 15.24). Existem três áreas que mais claramente é manifestada a rebeldia do homem: Em palavras, obras e pensamentos.
 
 
CONCLUSÃO
Os fariseus, saduceus e escribas relacionavam-se com a Lei de Deus de modo legalista, além disso acrescentaram muitos preceitos humanos. O Senhor Jesus, por sua vez, cumpriu a Lei e ressaltou o principal moral e santo da Lei que deve nortear a vida de todo cristão.
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  ADEYEMO, Tokunboh et al. Comentário bíblico africano. Mundo Cristão.
Ø  BOYER, Orlando. Enciclopédia Bíblica. São Paulo: CPAD.
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John (Org.). Dicionário Bíblico Wicliffe. CPAD.
Ø  TOGNINI, Eneas. Período Inter bíblico. São Paulo: HAGNOS.
Ø  Bíblia de Estudo NAA. Sociedade Bíblica do Brasil, SBB.
 
  
Por Rede Brasil de Comunicação.



sexta-feira, 15 de abril de 2022

LIÇÃO 03 - JOSÉ: RESISTIR À TENTAÇÃO É POSSÍVEL (VÍDEO AULA)




LIÇÃO 03 - JESUS, O DISCÍPULO E A LEI (VÍDEO AULA)





QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2022


 
 
 
 
O PERIGO DAS TENTAÇÕES -
As Orientações da Palavra de Deus de Como
Resistir e Ter uma Vida vitoriosa.
 

 
 
 




Lição 02
 
Hora da Revisão
A respeito de “Adão e Eva: Querendo Ser Como Deus”, responda:
 
 
1. O primeiro casal foi criado com ou sem pecado?
O primeiro casal foi criado sem pecado.
 
2. Pelo texto sagrado, o homem foi criado no Jardim?
Não. Ele foi criado e colocado no Jardim do Éden.
 
3. Foi a busca pelo conhecimento que derrubou o primeiro casal?
Não. O que os derrubou foi a desobediência a Deus.
 
4. O que fizeram Adão e Eva ao serem questionados de sua desobediência?
Tentaram colocar em outra pessoa a culpa pelo seu erro.
 
5. Cite duas consequências que atingiram Adão e Eva por terem desobedecido a Deus.
Afastaram-se de Deus e se sujeitaram à morte.


 

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2022


 
 
 
 
  OS VALORES DO REINO DE DEUS -
A Relevância do Sermão do Monte
para a Igreja de Cristo.
 

 
 
 
 



Lição 02


Revisando o Conteúdo
A respeito de “Sal da Terra, Luz do Mundo” responda:  
 

1. Qual a definição de sal?
A palavra “sal” aparece como substância branca usada como tempero (Jó 6.6; Mc 9.50), remédio e conservante (Ez 16.4).
 
2. Quais as duas funções do sal, segundo a lição?
Dar sabor e preservar os alimentos.
 
3. O que se espera do cristão no Reino de Deus?
No Reino de Deus, o que se espera do cristão é que “seja” e “viva” como luz deste mundo.
 
4. Para qual verdade bíblica o crente deve atentar?
O cristão não pode manter sua vida como luzeiro pela própria força, mas por intermédio do Espírito Santo que o fortalece.
 
5. De maneira concreta, qual o lugar em que o crente deve brilhar como luz?
Como luz, o cristão deve brilhar na família, na escola ou na universidade, no trabalho e em toda a sociedade.
 

sábado, 9 de abril de 2022

ASTROS NO MUNDO

 
 
 
Objetivo:
Mostrar que podemos ser santos mesmo vivendo em uma sociedade marcada pelo pecado.
 
Material: Caixas com as tiras de papel.
 
Procedimento:
Sente-se com os seus alunos em círculos e apresente o tema da segunda lição para eles. Diga que vivemos em uma sociedade onde as pessoas estão, a cada dia, mais distantes de Deus e propensas ao pecado. Por isso, temos que viver de modo que o nome do Senhor seja glorificado, mediante as nossas palavras e atitudes. Precisamos viver como “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5.13,14). Em seguida, passe a caixinha com as tiras de papel. Cada aluno deverá retirar uma tira e, por meio de gestos, “dizer” o que está no papel. Os outros alunos terão que adivinhar a mensagem.
 
·  Sou santo.
·  Creio em Deus.
·  Não quero pecar.
·  Sou “sal” e “luz” deste mundo.
·  A Bíblia é o meu manual de conduta.
·  Sou servo (a) de Deus.
·  Se o sal for insípido para mais nada presta.

 

 Por Telma Bueno e Flavianne

Adaptado pelo Amigo da EBD.


LIÇÃO 02 – SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO


 
 
 
 
Mt 5.13-16

 
 
 
INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre uma das principais metáforas utilizadas por Cristo, para ilustrar o caráter e o testemunho do autêntico cristão; veremos também as principais características do sal e da luz, de acordo com as Escrituras e a sua aplicação à vida cristã; e, por fim, qual deve ser a conduta do discípulo de Cristo no mundo.
 
 
I. CONSIDERAÇÕES SOBRE O SAL À LUZ DAS ESCRITURAS
1. Definição do termo.
Do hebraico a palavra sal é: “melach”, procedente de: “malach”, que significa: “rasgar, dissipar, ser dispersado, ser dissipado, salgar, temperar”. A palavra sal aparece pela primeira vez em Gênesis 14.3, e até chegar ao profeta Sofonias (Sf 2.9) surge aproximadamente trinta vezes no Antigo Testamento (GOMES, 2022, pp. 37,38). No grego, sal “hálas”, que aparece aproximadamente doze vezes no Novo Testamento.
 
2. Suas ocorrências no Antigo Testamento.
O sal, encontrado em grande quantidade na área do Mar Morto e comprado dos comerciantes no Norte pelos judeus tinha muitas utilidades. Era usado como: a) condimento para temperar alimentos para o homem (Jó 6.6), para o animal (Is 30.24 - ARA), b) para preservar os alimentos da putrefação (Êx 30.35); c) acompanhamento obrigatório de alguns dos sacrifícios, particularmente da oferta de manjares (Lv 2.13), e dos holocaustos (Ez 43.24); d) valor medicinal, os recém-nascidos eram banhados nele e esfregados com ele (Ez 16.4). O uso figurado também é comum. Por um lado, montes e minas de sal expressavam a figura de aridez e esterilidade (Dt 29.23; Sf 2.9). Por outro lado, o sal simbolizava o valioso e o virtuoso. Um pacto de amizade era selado com um presente de sal (ainda observado pelos árabes hoje), e o acordo entre Deus e seu povo foi chamado de uma “aliança perpétua de sal” (Nm 18.19; 2Cr 13.5), sendo o sal símbolo de lealdade e perpetuidade (TENNEY, vol. 5, 2008, p. 348).
 
3. Suas ocorrências no Novo Testamento.
Na antiguidade o sal possuía um valor muito grande. Os romanos, em uma frase que em latim era algo como uma das rimas comerciais da atualidade, diziam: “Nada é mais útil que o sol e o sal” (BARCLAY, sd, p.129). Entre outras formas de uso, destacava-se a sua função monetária nas transações comerciais. É tanto que o termo salário deriva do latim: “salarium”, que significa: “dinheiro de sal”, como parte do pagamento aos soldados romanos. A ideia de purificação é proeminente em Marcos 9.49, onde o Senhor diz que, no julgamento final, “cada um será salgado com fogo”. O apóstolo Paulo recomenda sabedoria, prudência e salubridade na conversação cristã quando ele diz: “a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6). Para ilustrar a importância do testemunho cristão, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos comuns entre eles o sal; Jesus, portanto, contextualiza a sua mensagem, utilizando um símbolo comum aos discípulos para que eles compreendessem a importância de sua vida de retidão em meio à sociedade corrupta (Mt 5.13-15).
 
 
II. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA
1. Se contrapõe à corrupção do mundo.
O sal é valorizado por dois atributos principais: gosto e conservação. Por isso, Jesus se utilizou do mesmo para tipificar o papel dos seus discípulos. A ilustração do sal fala do nosso caráter; a luz fala do nosso testemunho. Note-se que, como Cristo falou primeiro no sal da terra e depois na luz do mundo, assim o caráter precede o testemunho. Enquanto o mundo é caracterizado pela corrupção e pela degeneração da moral e de bons hábitos (Gn 6.5; Êx 32.7-9; Jz 2.10-15; 2Rs 17.7-23; 23.25,26), o cristão como sal da terra, evita a deterioração. O autêntico servo de Deus, onde quer que se encontre, precisa ser um instrumento da resistência do Espírito Santo contra a corrupção, contra a degeneração total da sociedade sem Deus; a igreja não é o sal do saleiro e sim, sal da terra. Desse modo, a igreja é o freio moral do mundo (2Ts 2.7).  
 
2. Não deve perder a sua essência.
A mais evidente marca do sal é que ele é essencialmente diferente do meio em que é posto. Sua eficácia está precisamente em preservar essa diferença; eis a razão da advertência do Senhor: “[...] e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? [...] (Mt 5.13b). A salinidade do crente é o seu caráter, é o seu bom testemunho, de acordo com as bem-aventuranças. De modo que, se os cristãos forem influenciados pelo mundo no lugar de influenciar, perderão completamente a sua utilidade: “[...] para nada mais presta [...]” (Mt 5.13). A igreja só pode ser relevante se for diferente do mundo (Rm 12.2; Tg 4.4; 1Jo 2.15-17), caso contrário, será um desastre e uma vergonha: “[...] senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). “felizes, afortunado, bem-aventurado”. Essa expressão trata das qualidades presentes na vida dos que dependem de Deus, que estão sob seu domínio e soberania e seguem a Jesus com sinceridade [...]. O Sermão do Monte, Jesus ensina que a verdadeira felicidade nada tem a ver com o que o homem deseja, mas sim, com o que ele precisa (GOMES, 2022, p. 27).
 
3. Se conduz com discrição.
O sal, antes de ser aplicado é visível, mas ao começar a agir, temperando, preservando, se torna invisível. O sal age invisivelmente, mas sua ação é claramente sentida. Ser “sal da terra” é, muitas vezes, manter-se anônimo, invisível e imperceptível aos olhos. Semelhantemente, o verdadeiro e genuíno cristão também não aparece, mas deixa que os efeitos da sua presença se apresentem, até porque não quer jamais a glória para si, mas, sim, para o Senhor (Jo 3.30).
 
4. Produz sede por Deus aos que estão à sua volta.
O sal tem a propriedade de provocar sede. O crente, como sal, portanto, produz sede espiritual nos outros, conduzindo as pessoas àquele que é a fonte da salvação (Jo 1.40-,42, 44-46 4.28-30,42). É a multidão perguntando aos apóstolos: “Que faremos varões irmãos?” (At 2.37). É o carcereiro de Filipos clamando: Senhores! Que é necessário que eu faça para me salvar?” (At 16.31). São as multidões à procura de Jesus (Mt 4.25; 8.1; 12.15; 14.14).
 
 
III. O CRISTÃO COMO LUZ DO MUNDO
1. Transmite luz para todos.
Todos os cristãos são luz no Senhor: “Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8), e devem resplandecer como astros no mundo: “para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fp 2.15). Diferente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é percebida. A ausência da luz permite que a escuridão prevaleça. Mas, quando a luz chega, as trevas desaparecem (Mt 4.13-16; Jo 1.5). Ela tanto brilha sobre um criminoso como sobre uma criança inocente. Ela tanto brilha sobre um lamaçal, como sobre uma imaculada flor. Assim deve ser o crente no desempenho de sua missão de luz no mundo, espargindo a luz do Evangelho de Cristo: “nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa” (Mt 5.15), sobre todos os povos, raças, culturas e indivíduos, independente de idade, sexo, cor, religião, profissão e posição (Mt 28.18-20).
 
2. Sua luz precisa ser mantida.
Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mt 5.14). A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só: o azeite (Mt 25.4). O mesmo ocorre ao verdadeiro cristão. Ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a luz de Cristo e a luz do Evangelho (Ec 9.8; 1Jo 2.20,27).
 
3. Não se mistura com as trevas.
Quando Jesus diz que somos a luz do mundo, está afirmando que a luz se opõe ao mundo, que está em trevas (Is 9.2; 59.9; Jo 1.5; 3.19; Rm 13.12; 2Co 6.14). Ser luz do mundo, significa praticar as boas obras (Jo 3.20,21). Mesmo que ela ilumine lixo, sujeira, lamaçal, etc., a luz não se contamina. Assim deve ser o crente: viver neste mundo tenebroso a difundir a luz de Cristo, sem se contaminar com o pecado (Dn 1.8), e as obras infrutuosas das trevas: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as" (Ef 5.11).
 
4. Glorifica o nome do Senhor.
A glória de Deus é o bem supremo que devemos procurar em tudo o que fizermos na vida cristã: “[...] para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!” (1Pe 4.11). Devemos não somente nos empenharmos para glorificar, nós mesmos, a Deus, mas também devemos fazer tudo o que pudermos para motivar os outros a glorificá-lo. A visão das nossas boas obras fará isto: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). Fica evidente, portanto, que o comportamento regular, santo e exemplar dos servos de Deus, podem fazer muita coisa com relação à conversão dos pecadores (1Pe 3.1).
 
 
CONCLUSÃO
O sal e a luz são relevantes pelo efeito que exercem. Sem eles não haveria qualidade de vida. Portanto, cada cristão deve ser relevante, isto é, brilhar o máximo por Jesus, primar pela excelência espiritual, realçar a distinção entre o verdadeiro crente e o mundo.
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  BARCLAY, William. Comentário do Evangelho de Mateus.
Ø  GOMES. Osiel. Os Valores do Reino de Deus: A relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. CPAD.
Ø  Lições Bíblicas Jovens e Adultos. 2º Trimestre 2001. CPAD.
Ø  TENNEY, C. Merryl. Enciclopédia da Bíblia. Vol. 5. CULTURA CRISTÃ.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.