sábado, 17 de setembro de 2022

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2022






IMITADORES DE CRISTO -
Ensinos Extraídos das Palavras
de Jesus e dos Apóstolos.




  




Lição 11
 
Hora da Revisão
A respeito de “Quem Segue a Jesus Frutifica no Reino de Deus”, responda:
 

O que a imagem da vinha aplicada à Igreja demonstra?
Que apesar de não sermos dignos, o Senhor nos reconectou a Ele, através do sacrifício de Jesus que nos deu uma nova chance de comunhão.
 
Como Jesus “poda’' os ramos que estão nEle?
Através da aplicação de princípios espirituais extraídos das Sagradas Escrituras.
 
Qual a marca de um cristão, segundo a imagem da vinha?
Ser alguém produtivo, frutífero, rico em obras para a glória de Deus.
 
É possível fazer algo de relevante para o Reino longe de Deus?
Não, pois tudo o que há de bom em nós vem diretamente do Cristo, nunca de nós mesmos.
 
Qual o “segredo" para termos as orações respondidas?
Orar segundo a vontade de Deus revela as Escrituras.



sexta-feira, 16 de setembro de 2022

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2022


 


 
OS ATAQUES CONTRA
A IGREJA DE CRISTO -
As Sutilezas de Satanás nestes Dias que
Antecedem a Volta de Jesus Cristo.



 
 
 



Lição 11
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Sutileza Contra a Prática da Mordomia Cristã” responda:  

 
1. Qual o instrumento a igreja apostólica usou para comunicar o Evangelho?
Nos dias da igreja apostólica os cristãos se valeram de cartas para superar as longas distâncias que os separavam (1Co 5.9).
 
2. Qual é a falsa impressão que o universo virtual cria?
O universo virtual cria a falsa impressão de que é possível ser igreja sem relacionamento real.
 
3. O que a igreja da era digital precisa ser?
A igreja na era digital precisa ser relevante, mas não espetaculosa. Influente, mas não mundana.
 
4. A respeito de quais pecados virtuais a lição trata?
Sensualismo e narcisismo.
 
5. “O ide de Jesus inclui o espaço virtual”. O que significa para você?
Resposta pessoal.



sábado, 10 de setembro de 2022

LIÇÃO 11 – A SUTILEZA DAS MÍDIAS SOCIAIS

 
 
 
 
 
Rm 12.1-3,16,16 



INTRODUÇÃO
Nesta lição veremos a definição do que são as “mídias sociais; falaremos os pontos positivos e negativos nas mídias sociais; pontuaremos as sutilezas do inimigo através do mundo virtual; analisaremos os perigos que as mídias sociais podem trazer; demonstraremos como devemos evangelizar nos meios midiáticos; e por fim; relataremos alguns conselhos para a utilização sadia das mídias sociais.


I. DEFINIÇÃO DE MÍDIAS SOCIAIS
Mídia é um meio de comunicação em massa. Então no contexto do marketing, uma Mídia Digital é uma Plataforma com ênfase na comunicação. No contexto digital, é uma Mídia Social que conecta pessoas por meio de interesses em comum, e fortalece estas relações. É um meio que permite a comunicação em massa (Mídia) com o adicional de relacionamento (rede). A palavra “mídia” segundo o Houaiss (2001, p. 1328) significa: “o conjunto dos meios de comunicação, e que inclui, indistintamente, diferentes veículos, recursos e técnicas”.
 
 
II. PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS NAS MÍDIAS SOCIAIS
Com o advento das “Redes Sociais” as pessoas deixaram de ser meras receptoras de informação para serem produtoras de conteúdo. Isso modificou a forma de como as pessoas usam a Internet. Diante de tanta facilidade e amplitude, é certo que surgem pontos positivos e negativos. Por isso vejamos:
 
1. Pontos Positivos.
Há pessoas que usam as “Redes Sociais” para promoverem o bem como: Promovem o ensino acadêmico e a profissionalização; denunciam maus tratos; crimes e violência; encontram familiares perdidos e etc. Portanto, utilizemos este recurso para divulgar a maior informação que podemos compartilhar com as pessoas: o Evangelho. Esta mensagem é: a) as novas vinda do céu (Lc 2.10a; Rm 3.21); b) que traz alegria (Lc 2.10b); c) alcança todos os homens (Lc 2.10c; Rm 1.16); e, d) fala de salvação em Cristo (Lc 2.11; Rm 1.16).
 
2. Pontos Negativos.
Há pessoas que se escondem por trás de falsos perfis nas “Redes Sociais” para promoverem o mal. Esses acabam estimulando a difamação; fofoca; intriga; destroem relacionamentos; causam constrangimento; fazem apologia a crimes; prostituição, maus tratos contra animais e pessoas, violação dos direitos humanos; incentivo ao racismo; pedofilia; neonazismo; homofobia; intolerância religiosa e etc.


III. AS SUTILEZAS DO INIMIGO ATRAVÉS DAS MÍDIAS SOCIAIS
Nosso inimigo é sagaz (1Pd 5.8), ele está o tempo todo tentando enfraquecer-nos e desvirtua-nos da nossa vida de comunhão com Deus. Infelizmente na vida de muitos, ele tem colocado sutilezas para entreter e assim tornar vulneráveis a queda (2Co 4.4). Esse é o seu objetivo, nos deixar insensíveis as coisas de Deus. Para isso ele utiliza das seguintes sutilezas quase que imperceptíveis:
 
1. Roubar o tempo.
A falta de cuidado com o uso das “Mídias Sociais” resultará na indisciplina com os horários para descansar, estudar, se relacionar com os amigos, com os familiares, ir à Igreja e etc. Essa falta de cuidado conduz a falta de objetivo na vida. Por isso que a vida afetiva na área familiar, espiritual e profissional têm sido severamente afetadas, causando nos mais jovens a “adultização” precoce e frustrações no processo de maturidade (Ec 3.1; 12.1; Gl 5.22), bem como a “sexualização” também precoce nas crianças.
 
2. O grande incentivo a autoimagem.
As “mídias sociais” promovem uma preocupação excessiva com a autoimagem, a Bíblia adverte: “[...] Sobre tudo o que se deve guardar, guardar o teu coração [...]” (Pv 4.23a). O comportamento promovido pelas “mídias sociais” ensina que o importante não é ser e nem ter, mas parecer ser e parecer ter. Não podemos esquecer de que aparência é passageira (Pv 31.30). Muitos vão em busca da autoafirmação por não protegerem o coração. Muitos estão com o coração vazio, consumindo todo o tipo de conteúdo por vídeos, áudios e imagens (Mt 6.16; 23.13; Jo 7.24; 1Pd 3.3-4; Pv 14.12).
 
3. A necessidade quanto as informações.
A necessidade de estar atualizado com todo tipo de informação que as “mídias sociais” oferecem, levam muitos a obrigação de ter muitos seguidores; curtir; compartilhar ou seguir tudo sem nenhum filtro. A Bíblia aconselha: “[...] Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é boa de fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai [...]” (Fp 4.8).
 
 
IV. PERIGOS QUE AS MÍDIAS SOCIAIS PODEM TRAZER
1. Falta de privacidade e pudor.
As redes sociais exploram muito as imagens e infelizmente não são poucos que estão comprometendo a sua privacidade se expondo demasiadamente. Não podemos estar desatentos aos que podem estar acessando maliciosamente as nossas informações com fins perversos. A Bíblia tanto orienta a privacidade quanto ao cuidado com o pudor (1Tm 2.9; Tt 2.3,4). Por isso, não convém expormos a nossa intimidade de forma tão banal. O cristão precisa usar de forma sábia as redes sociais e só compartilhar fotos que honrem a sua família e glorifiquem a Deus (1Co 10.31; Cl 3.17; 1Pe 4.11), pois as bênçãos de Deus para o lar restringem-se aqueles que temem ao Senhor (Sl 128.1).
 
2. O pecado da pornografia.
Pornografia “é a representação, por quaisquer meios, de cenas ou objetos obscenos, destinados a serem apresentados a um público e expor práticas sexuais diversas, com o intuito de despertar desejo sexual no observador” (RENOVATO, 2013, p. 49). Com o advento da internet, a pornografia tomou proporções mundiais e fora de qualquer controle, ficando mais acessível por meio de smartphone e computador, trazendo destruição física, psíquica, moral e espiritual, tanto na vida de solteiros quanto casados. Quanto aos males da pornografia é bom destacar que “o pecado virtual e secreto é comparado ao cupim que se infiltra no tronco da árvore” (SENNA, 2013, p. 103). A Bíblia nos adverte quanto a santificação do corpo (Êx 20.14,17; Sl 101.3; 1Co 6.18-20; Fp 4.8; 1Ts 4.1-3).
 
3. O uso de perfis fakes.
O Facebook e o Instagram são redes sociais com bilhões de pessoas. Infelizmente nem todos que utilizam esta ferramenta tem intenção boa e honesta. No entanto, do cristão se espera transparência, honestidade e bom caráter. Portanto não convém ao servo de Deus usar um perfil falso, se passando por uma pessoa que realmente não é. A Bíblia condena a hipocrisia (Mt 23.28; 1Tm 4.2). A palavra “hipócrita” no grego “hupokrites” denota primariamente “aquele que responde”; ou seja, representação, portanto, “ator de palco” (VINE, 2002, p. 691 – acréscimo nosso). Enquanto reprova a hipocrisia, a Escritura louva a sinceridade (Jó 31.6; Pv 2.7; 10.9; 20.7; 1Co 5.8; Ef 6.24).
 
4. O risco dos relacionamentos virtuais.
Como através da internet é possível relacionar-se com pessoas em sites de bate papo, não são poucas as pessoas que tentam achar o par perfeito através destes mecanismos. Não é recomendável construir um relacionamento virtual, pois, têm acontecido muito casos enganosos. Se num relacionamento pessoal existe a probabilidade de a pessoa sofrer danos, muito maior probabilidade existe num relacionamento construído a distância pela internet.
 
5. Traições virtuais.
“O Facebook é citado como motivo de uma em cada três separações na Grã-Bretanha” (CARDOSO, 2012, p. 19). Certa revista de circulação nacional asseverou: “a internet criou uma nova maneira de ser infiel”. A Bíblia, porém, exorta aos jovens solteiros a serem cautelosos e prudentes (Pv 1.4; 7.4; 8.12; 16.16); e, aos casados a serem fiéis ao seu cônjuge (Mt 5.27,28; 19.6; Hb 13.4). Infelizmente, há até pessoas casadas que estão traindo o cônjuge de forma virtual.
 

V. A EVANGELIZAÇÃO ATRAVÉS DA MÍDIAS SOCIAIS
Embora estejamos vivendo na era da informação, precisamos ter cuidado para não confundirmos a utilização de recursos para o evangelismo com o modelo bíblico de evangelismo. Precisamos utilizar as ferramentas contemporâneas sem, no entanto, alterar o padrão. Portanto, embora possamos utilizar a internet para promover a obra de Cristo, precisamos ter alguns cuidados. Eis alguns: a) o evangelismo virtual não substituiu o real; b) o evangelismo virtual deve ser somado ao real; c) sob o pretexto de evangelizar as pessoas em locais distantes não podemos esquecer as que estão perto nós; e, d) devemos ter cuidado com as pessoas mal-intencionadas que estão usando a internet, a fim de não sermos participantes involuntários do pecado com eles (Sl 1.1-2; 101.1-8; Ef 5.11).
 
 
VI. CONSELHOS PARA A UTILIZAÇÃO SADIA DAS MÍDIAS SOCIAIS
É necessário entender que a tecnologia em si, não é nem boa nem ruim, pois apenas é um instrumento que leva à informação às pessoas, agilizando e facilitando a vida em sociedade. Quando colocada a serviço de Deus, é uma benção, porém, quando a serviço do diabo, uma maldição (Tt 1.15). Vejamos algumas sugestões práticas que o cristão deve observar na utilização da mídia:
 
  • O cristão deve administrar bem o seu tempo para não o desperdiçar com coisas triviais (1Co 10.31; Ef 5.16);
  • O cristão deve ser criterioso na escolha do que vai ter acesso (Jó 31.1; Fp 4.8; 1Ts 5.21; 1Co 6.12; 10.23);
  • O cristão deve possuir domínio próprio, que é uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22,23);
  • O cristão deve priorizar as coisas espirituais e não as coisas passageiras (Mt 6.33; Cl 3.1-3);
  • O cristão deve permitir que o evangelho influencie todas as áreas da sua vida (Ef 4.22-32; 1Ts 5.23; 1Pe 1.15).
 
 
CONCLUSÃO
O cristão não deve participar de nada que comprometem a sua conduta de fé (1Co 5.11; Rm 16.17). Ele é uma nova criatura em Cristo (2Co 5.17). Esse cristão resplandece como astro no mundo (Fp 2.16-17). Ele não curte, ele não compartilha e nem segue quem não tem compromisso com o Evangelho (Ef 5.11-12), pelo contrário, ele aproveita as oportunidades para anunciar a Salvação oferecida em Cristo Jesus (Mc 16.15; Mt 28.19,20; At 1.8 2Tm 4.2).
 
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
Ø RENOVATO, Elinaldo. A Família Cristã e os ataques do inimigo. CPAD.
Ø SENNA, Arnaldo. Alerta Geral: seu filho pode estar brincando com o perigo. CPAD.
Ø STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.



quinta-feira, 8 de setembro de 2022

LIÇÃO 11 - A SUTILEZA DAS MÍDIAS SOCIAIS (VÍDEO AULA)



 

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2022



 
 
 
IMITADORES DE CRISTO -
Ensinos Extraídos das Palavras
de Jesus e dos Apóstolos.









Lição 10
 
Hora da Revisão
A respeito de “Quem Segue a Cristo Purifica o Coração”, responda:
 
 
Segundo a lição, qual é o cerne do Cristianismo?
O cerne do Cristianismo é a transformação de vidas, mudança de caráter e comunhão com Jesus.
 
Viver deve ser um fardo ou um dom?
Viver deve ser sempre um dom.
 
O que Jesus nos oferece?
Ele nos oferece uma mudança radical de vida.
 
Após a morte há possibilidade de escolhas?
Não. Depois da morte resta apenas a inevitável colheita daquilo que plantamos em vida.
 
Como não contaminar o coração?
Amando as pessoas, vivendo como santos, combatendo o pecado e cuidando da interioridade.
 

terça-feira, 6 de setembro de 2022

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2022


 
 
 
 
OS ATAQUES CONTRA
A IGREJA DE CRISTO -
As Sutilezas de Satanás nestes Dias que
Antecedem a Volta de Jesus Cristo.
 

 
 
 




Lição 10
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “A Sutileza Contra a Prática da Mordomia Cristã” responda:

 
1. Qual é a alegação mais comum dos que são contra a prática do dízimo?
A alegação mais comum, dentre muitas outras que existem, é que a prática do dízimo era um preceito mosaico.
 
2. A que princípio o apóstolo Paulo recorreu para cuidar do sustento dos obreiros?
Ao princípio do dízimo levítico.
 
3. Qual é o princípio básico da doutrina da mordomia bíblica?
O primeiro princípio básico da doutrina da mordomia bíblica está no fato de que Deus é o criador e o provedor de tudo (Sl 24.1).
 
4. O que é ser dizimista e ofertante?
Ser dizimista e ofertante nada mais é do que reconhecer o Senhor como a fonte provedora de tudo.
 
5. Qual é o pecado gravíssimo mencionado na lição?
O pecado da avareza.



sábado, 3 de setembro de 2022

LIÇÃO 10 – A SUTILEZA CONTRA A PRÁTICA DA MORDOMIA CRISTÃ


 
 
 
 
Gn 14.17-20



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos sobre a sutiliza contra a prática da mordomia cristã, veremos a definição do que mordomia, e enfocaremos a mordomia dos dízimos; para isso, pontuaremos que Deus é o dono de tudo, falaremos sobre a prática dos dízimos e ofertas no tanto no Antigo como no Novo Testamento, e por fim, ressaltaremos as promessas específicas para aqueles que são fiéis nos dízimos e ofertas.
 
 
I. DEFININDO OS TERMOS “MORDOMIA CRISTÔ E “DÍZIMO”
1. Mordomia Cristã.
É a doutrina bíblica que ensina “a utilização responsável dos recursos que o Senhor nos colocou à disposição” (ANDRADE, 2006, p. 270). Mordomia quer dizer “todo o serviço que realizamos para Deus e todo comportamento que apresentamos como cristãos diante de Deus e dos homens” (RENOVATO, 2019, p. 11). Esta é uma doutrina presente em toda a Bíblia Sagrada desde o livro de Gênesis (Gn 1.28) até o Apocalipse (Ap 11.18).
 
1. Dízimo.
No AT encontramos duas palavras que definem o dízimo: “asar” (Gn 28.22; Dt 14.22; 26.12; 1Sm 8.15,17; Ne 10.37,38); e “maaser”, encontrada em (Gn 14.20; Lv 27.30-32; Dt 12.6,11,17; Ml 3.8,10), ambas significam: “décima parte”. No NT existem duas formas verbais e uma nominal: “dekatóo”, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas duas vezes (Hb 7.6,9); “apodekatóo”, que significa: “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra “dekáte”, significando “décimo” que aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9). Podemos, então, dizer que a palavra dízimo tem o sentido de: “décima parte de uma importância ou quantia” (Ml 3.10).


II. DEUS É O DONO DE TUDO E DEVEMOS RECONHECER ISSO
Ao homem Deus conferiu o domínio da terra e dos animais: “enchei a terra, sujeitai-a; e dominai” (Gn 1.28). O salmista assevera isso também: “Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens” (Sl 115.16). Portanto, o homem não tem nada de si mesmo, pois tudo o que Ele tem vem do Senhor: “pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.24). Portanto, o ser humano deve, no exercício da mordomia dos bens materiais, reconhecer que:
 
1. Do Senhor é a terra.
Tudo que há veio a existência por meio de Deus (Gn 1.1; Is 42.5; Jr 10.12; At 17.24). Logo, ele tem o direito como Criador sobre o cosmos: “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude” (Sl 24.1).
 
2. Do Senhor é a prata e o ouro.
Como Deus criou a terra, também criou a prata e o ouro (Ag 2.8). Ele é quem enriquece e empobrece (1Sm 2.7). Ele é quem nos dá forças para adquirirmos posses (Dt 8.18). Portanto, não podemos jamais pensar que o que possuímos é resultado unicamente do nosso esforço (Dt 8.17); da nossa sabedoria (Pv 3.5); ou do acaso (Rt 2.3).
 
3. Do Senhor é tudo.
Deus não é somente dono da terra e das riquezas, Ele é dono de tudo. Davi reconhecia isso: “Porque tudo vem de ti” (1Cr 29.14). Confira ainda: (Jo 3.27; Tg 1.17). Ele é quem dá a chuva a seu tempo (Dt 11.14; Sl 147.8); e faz com que o sol se levante, sobre justos e injustos (Mt 5.45). Paulo também afirmou isto aos atenienses quando disse: “Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25).


III. DÍZIMOS E OFERTAS NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO
A mordomia cristã, como devoção e adoração a Deus, não surgiu com o Cristianismo; é um ato que nasceu com o homem, e vem perpetuando-se ao longo da História Sagrada. Na Bíblia deparamo-nos com homens e mulheres que, afetuosamente, tudo entregavam ao Senhor, pois do Senhor tudo haviam recebido. Notemos:
 
1. O dízimo antes da Lei.
A prática do dízimo antecede a Lei, e podemos ver por exemplo Abraão entregando o dízimo ao sacerdote do Deus Altíssimo Melquisedeque: “E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gn 14.20b). Outro registro também no Livro de Gênesis muito antes da Lei, nos mostra Jacó prometendo entregar a Deus o dízimo se caso, Deus fosse com ele: “e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gn 28.22b). Tais relatos esboçam os grandes princípios da doutrina: a) Como sinal de adoração e submissão em reconhecimento a Deus, o Criador e dono de tudo; b) Também como sinal de gratidão, pois Deus havia entregue seus inimigos nas mãos de Abraão; e c) Finalmente, como sinal do crente que serve ao Deus do céu, de que reconhece e sustenta a seu mordomo na terra.
 
2. O dízimo no período da Lei.
Embora o dízimo fosse uma prática feita antes da Lei (Gn 14.18-20; Gn 28.18-22), foi na Lei, que Deus estabeleceu princípios para a entrega dos dízimos, tais como: a) o que deveria ser dizimado (Lv 27.30-34); b) a quem eram entregues os dízimos (Nm 18.21-32); e, c) onde deveria ser entregue os dízimos (Dt 12.1-14; 14.22-29; Ml 3.10). Os judeus deveriam oferecer a Deus os dízimos dos frutos de seu trabalho (Dt 14.22-29). Os produtos da terra e tudo o que o homem possui devem ser considerados como dádiva de Deus e uma décima parte há de ser separada para o Senhor. Por isso nas divisões dos livros do AT encontramos o ensinamento dos dízimos e das ofertas. Notemos: Nos livros históricos (2 Cr 31.5,6; Ne 12.44); nos livros proféticos (Ml 3.8,12); e nos livros poéticos (Pv 3.9,10).
 
3. O dízimo no período da graça.
Jesus em seus ensinos não erradicou ou aboliu a prática dos dízimos e ofertas. Muito pelo contrário, Ele ensinou que estas coisas eram válidas quando acompanhadas por virtudes como a misericórdia e a justiça (Mt 23.23). Quanto a oferta, o Mestre elogiou a atitude da viúva que mesmo tendo tão pouco para ofertar, apesar da sua pobreza, deu tudo o que tinha: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Mc 12.43,44). No registro das epístolas, somos informados que as ofertas eram realizadas, principalmente através de contribuições. A igreja primitiva, por exemplo, contribuía com regularidade (At 4.36,37; 5.1,2). Em suas epístolas, Paulo ensinou sobre o dever de contribuir (1Co 16.1-4; 2Co 8,9), e elogiou as igrejas que contribuíam (2Co 8.1-4; 9.2). Além disso, na Epístola aos Romanos, ele descreve diversos dons, inclusive o de repartir (Rm 12.6-8).


IV. ALGUNS PONTOS IMPORTANTES SOBRE OS DÍZIMOS
A entrega amorosa e voluntária do que possuímos a Deus é conhecida, também, como mordomia cristã. Ou seja: como seus mordomos, cabe-nos administrar, devocional e amorosamente, o que nos entregou Ele, visando o serviço de adoração, a expansão de seu Reino e o sustento dos mais necessitados. A mordomia cristã, por conseguinte, é a administração de quanto recebemos do Senhor. Por isso requer-se de cada mordomo, ou despenseiro, que se mantenha fiel ao que Deus lhe confiou (1Co 4.2). Notemos:
 
a) Em primeiro lugar, o dízimo é um princípio estabelecido pelo próprio Deus (Ml 3.10);
b) Em segundo lugar, o dízimo é santo ao Senhor (Lv 27.32);
c) Em terceiro lugar, o dízimo faz parte do culto (Dt 12.6);
d) Em quarto lugar, o dízimo é para o sustento da Casa de Deus (Nm 18.21).


V. PRINCÍPIOS DA DOUTRINA DOS DÍZIMOS E OFERTAS
Por meio das ofertas e dízimos, mostramos a Deus nossa alegria (2Co 9.7). Por intermédio do dar, expomos a Deus um coração voluntário (Êx 25.1,2), e através do ofertar, revelamos o nosso desprendimento (2Sm 24.24). Notemos então:
 
1. Gratidão a Deus.
Como tudo o que recebemos vem de Deus, nada mais justo que sejamos gratos por tal provisão entregando-lhe os dízimos e as ofertas: “Entrai pelas portas dele com gratidão” (Sl 100.2a). Através das contribuições financeiras, honramos a Deus (Pv 3.9,10).
 
2. Obediência a sua Palavra.
Como as contribuições são uma doutrina bíblica, entregá-los ao Senhor, é ser obediente a Sua Palavra (Dt 6.5).
 
3. Amor pela sua obra.
Um dos motivos pelos quais devemos entregar os dízimos e as ofertas são também para a manutenção da Casa do Senhor: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa” (Ml 3.10). Aquele que ama a obra de Deus contribui para que a evangelização, a obra social, o sustento dos obreiros que vivem de forma integral e a ampliação da obra de Deus continue.


VI. PROMESSAS ESPECÍFICAS PARA OS FIÉIS NOS DÍZIMOS E OFERTAS
Deus sempre faz promessas para aqueles que Lhe servem com amor e fidelidade. Com a prática dos dízimos e das ofertas não é diferente. No livro do profeta Malaquias, encontramos pelos menos três promessas feitas aos que procedem fielmente com as contribuições. Vejamos:
 
1. Provisão.
Deus prometeu ao Seu povo que se não fossem negligentes com os dízimos e as ofertas, Ele enviaria sempre a sua provisão: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu” (Ml 3.10a). A expressão “abrir as janelas do céu”, pode estar fazendo alusão a provisão da chuva e do sol a seu tempo, para que o povo tenha uma excelente colheita (Lv 26.4; Dt 11.14; 28.12).
 
2. Multiplicação.
A Bíblia diz que o que plantamos, isso também colhemos. Mas colhemos sempre mais do que plantamos: “Quem semeia com fartura, com abundância ceifará” (2Co 9.6). Deus promete literalmente fazer prosperar a quem dá com liberalidade (2Co 9.6-11).
 
3. Proteção.
Como o povo de Israel em sua maioria vivia da agricultura, era comum que os agricultores sofressem em suas lavouras com as pragas que poderiam sobrevir, causando destruição. No entanto, Deus prometeu que se o Seu povo agisse com fidelidade na entrega dos dízimos e das ofertas, Deus protegeria a lavoura deles e lhes daria grandes colheitas: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ml 3.11,12).
 

CONCLUSÃO
Como mordomos dos bens terrenos, devemos expressar a nossa gratidão, amor e serviço a Deus por tudo o que Ele tem nos confiados. Para os que assim procedem, bênçãos sem medida estão reservadas.
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
Ø  LOPES, Hernandes Dias. Malaquias. HAGNOS.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.