terça-feira, 17 de maio de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2016






   MARAVILHOSA GRAÇA –
O evangelho de Jesus Cristo
revelado na carta aos Romanos




Lição 06

Para Refletir
A respeito da Carta aos Romanos, responda:


Segundo a lição, cite dois inimigos da graça.
Antinomismo e legalismo.

Em que os antinomistas acreditavam?
Os que erroneamente aceitavam tal pensamento acreditavam que quanto mais pecarmos mais graça receberemos. Em outras palavras, a graça não impõe limite algum.

Para o legalista qual era o único instrumento adequado para agradar a Deus?
Na mente do legalista, somente a lei de Moisés era o instrumento adequado para agradara Deus.

Segundo a lição, o que a graça de Deus destrói?
A graça destrói o domínio do pecado.

Qual fruto a graça produz no crente?
Os frutos da liberdade e da santificação.


LIÇÃO 06 – A LEI, A CARNE E O ESPÍRITO






Rm 7.1-15




INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a analogia que o apóstolo Paulo usa do casamento para ilustrar nosso divorciamento da Lei e o novo “matrimônio” com Cristo. Pontuaremos também a santidade da Lei e a malignidade do pecado, veremos os propósitos da Lei, e por fim, concluiremos estudando sobre o Espírito e a novidade de vida.


I. O CASAMENTO COM A LEI VERSUS O CASAMENTO COM CRISTO
Romanos 7 é um dos capítulos de maior complexidade para se interpretar de toda a Bíblia. Nesta passagem Paulo nos oferece primeiro um princípio (Rm 7.1), depois nos dá uma ilustração (Rm 7.2,3) e finalmente nos apresenta uma aplicação (Rm 7.4-6). Notemos algumas verdades devem ser aqui destacadas:

1.1 Casados com a Lei (Rm 7.1-3).
Paulo compara a Lei com um “marido” e os crentes com uma “esposa” e usou o casamento para mostrar o nosso relacionamento com a Lei. Paulo usa a analogia da morte de um cônjuge no casamento para ilustrar a morte do crente para a Lei, pelo fato de ele estar unido com Cristo (Rm 7.1-6). Isto significa que tendo “morrido” somos exonerados de toda obrigação e dever para com a Lei, e que ficamos livres para nos “casar” novamente. Desta vez nos casamos, não com a Lei, mas com Cristo (BARCLAY, sd, p. 102). A culpa não é do marido (a Lei), pois é “perfeito, santo, justo e bom” (Rm 7.12). O problema é que essa esposa (os homens) nunca consegue agradá-lo, pois é imperfeita, carnal, rendida ao pecado e sempre frustra as expectativas do marido (Rm 7.14-25). No caso em apreço, não é o marido quem morre (a lei), mas a esposa (o crente). O crente morre para a Lei ao identificar-se com Cristo na sua morte. Assim como a morte do marido liberta a esposa, pela morte de Cristo recebemos nossa libertação de todas as exigências da Lei (LOPES, 2010, p. 259 - grifo e acréscimo nosso).

1.2 Mortos para a Lei (Rm 7.4).
Apenas a morte pode interromper o domínio da Lei sobre os homens. Se a morte sobrevém, os relacionamentos estabelecidos e protegidos pela lei são dados por terminados. A lei é válida para quem vive; e não tem poder sobre um morto. Enquanto vivermos para a Lei (a observância da Lei), estaremos sujeitos às demandas e penalidades desta. A ideia central é que essa morte não apenas encerra um relacionamento, mas, traz legitimidade para o novo casamento, e abre caminho legal para que a “mulher” (que somos nós) inicie outra união matrimonial agora com seu “novo” esposo que é Cristo. Só a morte do antigo “marido” (a Lei) pode tirar essa “mulher” (que somos nós) desse jugo conjugal. Isso porque, ainda que o casamento seja para toda a vida, não se estende para além da vida, O segundo casamento é moralmente legítimo porque a morte pôs fim ao primeiro casamento, pois a única possibilidade de a mulher ficar “livre” do marido para unir-se a “outro” marido é a morte do primeiro. Uma vez que morremos com Cristo, fomos libertados da Lei (LOPES, 2010, p. 259 – grifo nosso).

1.3 Libertados da Lei e casados com Cristo (Rm 7.6).
No primeiro casamento, vivíamos segundo a carne. Naquele tempo, a perfeição do nosso primeiro marido (a Lei) realçava ainda mais nossos erros e paixões pecaminosas. Os frutos que produzimos nesse primeiro casamento foram frutos de morte. Porém, agora, no segundo casamento, libertados desse primeiro marido perfeccionista, morremos para aquilo a que estávamos sujeitos. A força que nos move agora não é mais a velhice da letra, mas a novidade de espírito (Rm 7.6). Na velha ordem estávamos casados com a lei, éramos controlados pela carne e produzíamos fruto para a morte, enquanto como membros da nova ordem estamos casados com o Cristo ressurreto, fomos libertados da lei e produzimos fruto para Deus.

1.4 A Lei, a carne e o espírito (Rm 7.14-25).
Paulo faz uma analogia para mostrar a luta da carne com o Espírito falando de um conflito entre a nossa “nova natureza” em Cristo e o velho homem” residente em nós. Paulo chama a atenção para o viver "em novidade do Espírito" (Rm 7.6) como forma de vencer as inclinações da carne. Esse conflito é inevitável, pois, duas leis se chocam, a lei do pecado e a lei de Deus. Podemos chamá-las de “lei carnal e lei espiritual”. O campo de batalha entre essas duas forças é o interior do homem, e o apóstolo declara que o problema não está na Lei de Deus, mas na natureza pecaminosa do homem. Essa escravidão envolve toda a personalidade do homem (CABRAL, 2005, pp. 85,86).


II. A SANTIDADE DA LEI E A MALIGNIDADE DO PECADO
O apóstolo levanta duas perguntas importantes sobre o caráter da lei: a) A lei é pecado? (Rm 7.7), e b) A Lei é a causadora da morte? (Rm 7.13). Ambas as perguntas têm a mesma resposta: “De modo nenhum!” (Rm 7.7,13). Diante do exposto, levantamos dois pontos:

2.1 Em primeiro lugar, as virtudes da lei (Rm 7.12).
A lei é santa e o mandamento, santo, justo e bom. Em si mesma a lei é valiosa e esplêndida. O significado básico do termo hagios, “santo”, é diferente. Descreve o que provém de uma esfera alheia a este mundo, algo que pertence a um campo que está mais além da vida e da existência humana. A lei é também justa. E ela que estabelece todas as relações, humanas e divinas. Finalmente, Paulo diz que a lei é boa, ou seja, foi promulgada para promover o supremo bem. Na qualidade de santa, justa e boa, a lei reflete o caráter de Deus, sendo a cópia de suas perfeições. Na qualidade de “santo”, o mandamento reflete a transcendência e a pureza de Deus, exigindo de nós consagração e pureza correspondentes. Na qualidade de “justo”, o mandamento reflete a equidade de Deus e requer de nós, em suas exigências e sanções, nada aquém do que puro. E, na qualidade de “bom”, o mandamento promove o mais elevado bem-estar do homem, expressando, desse modo, a bondade de Deus. O problema não é a lei; somos nós (LOPES, 2010, p. 263 – grifo nosso).

2.2 Em segundo lugar, a malignidade do pecado (Rm 7.13).
A lei não é a causadora da morte, mas sim o pecado (Rm 6.23), assim como o problema de um criminoso não é a lei, mas sua transgressão. Ao exigir do homem o que ele não pode fazer, a lei o condena e o leva à morte. Não há falha na lei; a falha está no homem que não consegue obedecer seus preceitos. Desta forma, a lei revela a gravidade do pecado, que produz a morte. Sendo santa, a lei mostra o caráter maligníssimo do pecado (Op. cit).


III. OS PRÓPOSITOS DA LEI
Se a lei não é pecado (Rm 7.7), nem provoca a morte (Rm 7.13), qual é seu papel? Qual é seu ministério? Qual é seu propósito? Paulo oferece três respostas. Notemos:

3.1 Em primeiro lugar, o propósito da lei é revelar o pecado (Rm 7.7).
O pleno conhecimento do pecado vem pela lei “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.” (Rm 3.20). A lei é um espelho que revela o ser interior e mostra como somos imundos (Tg 1.22-25). É como um prumo que mostra a sinuosidade da nossa vida. É como um raio-X que diagnostica os tumores infectos da nossa alma. A lei detecta as coisas ocultas na escuridão e as arrasta à luz do dia. É a lei que destampa o fosso do nosso coração e traz à tona a malignidade do nosso pecado (LOPES, 2010, p. 264 – grifo nosso).

3.2 Em segundo lugar, o propósito da lei é “despertar” o pecado (Rm 7.8).
A lei não só expõe o pecado, mas também o desperta “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado.”. O pecado encontra no mandamento uma base para despertar em nós toda sorte de desejos. A lógica de Paulo é irrefutável: sem lei, está morto o pecado (Rm 7.8). Onde não há proibição, não há transgressão. Sem lei, o pecado não pode ser caracterizado juridicamente (Rm 5.13). Unicamente pelo encontro com a lei o pecado se torna passível de ação judicial. No entanto, pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (Op. cit).

3.3 Em terceiro lugar, o propósito da lei é condenar o pecado (Rm 7.9-11).
Onde não há lei, também não há transgressão “E eu, nalgum tempo, vivia sem lei...”. A expressão de Paulo: “Sem a lei, eu vivia...” (Rm 7.9), falava sobre a vida baseada na justiça própria, sem perturbações e autocomplacente que ele levava antes de agirem sobre ele as comoções turbulentas e a convicção de pecado descritas nos versículos anteriores. O propósito da lei não é matar, mas dar vida. Contudo, aquilo que era destinado a nos dar vida nos matou, porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento nos enganou e nos matou “E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.” (Rm 9.10,11). Assim, o propósito da lei não é apenas revelar e despertar o pecado, mas também condená-lo. “A lei não é um simples reagente pelo qual se pode detectar a presença do pecado; é também um catalisador que ajuda e até mesmo inicia a ação do pecado sobre o homem. A lei insufla o desejo ilícito” (GREATHOUSE apud LOPES, 2010, p. 264 – grifo nosso).


IV. O ESPÍRITO E A NOVIDADE DE VIDA
4.1 Somente após o homem ser gerado de novo através da fé em Cristo é possível servir a Deus em espírito.
Paulo demonstra que os judeus não serviam a Deus, antes, só tinham zelo, porém, sem entendimento (Rm 10.2). Por quê? Porque só é possível servir a Deus em espírito e em verdade, ou seja, quando o homem é gerado do Espírito, é o mesmo que ser circuncidado no coração. Somente em Cristo é possível ao homem alcançar a condição de servir a Deus em espírito (Jo 4.23). A condição “em espírito” só é possível quando o homem é gerado de Deus (Jo 3.6).

4.2 Somente após o homem “morrer” para o que estava retido (a Lei) é possível servir a Deus em espírito.
Através da circuncisão do coração! Quando Moisés apregoou a circuncisão do coração ao povo de Israel, tal circuncisão só era possível através da fé em Deus, Aquele que tem o poder de circuncidar o coração, transforma o homem gerado em Adão e concede um novo coração (Dt 30.6). Somente após alcançar novo coração (novo nascimento) o homem compreende a Palavra de Deus (Dt 29.4).

4.3 A lei de Moisés (velhice da letra) não poderia proporcionar o novo nascimento.
O objetivo de terem morrido para a lei, ou antes, morrido com Cristo é para servirem a Deus com um novo espírito e um novo coração (Ez 36.25-27). Ora, o novo coração e o novo espírito só são possíveis alcançar através da regeneração em Cristo. Somente o evangelho de Cristo, que é a “água limpa aspergida pelo Espírito Eterno”, faz nascer o novo homem para louvor de sua glória (Jo 3.5; Ez 36.26). É através do evangelho que o homem recebe poder para ser criado em verdadeira justiça e santidade (Jo 1.12; Ef 4.24). Ao escrever aos cristãos de Coríntios (2 Co 5.17), Paulo aponta a nova condição dos cristãos efetiva no presente. Ora, se alguém (sujeito indeterminado) está (presente) em Cristo (condição), é uma nova criatura.


CONCLUSÃO
O crente justificado é sepultado pela morte para o pecado e surge para uma nova vida em Cristo, uma nova disposição na relação com Deus. Uma nova identidade, não mais relacionada ao primeiro Adão, mas da descendência de Cristo, o segundo Adão, e membro de sua família. Esta nova vida, não significa que o crente nunca mais irá pecar, mas que não viverá na prática do pecado, como seu escravo.



REFERÊNCIAS
BARCLAY, William. Comentário Bíblico de Romanos. PDF
RICHARDS, Lawrence, Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Génesis a Apocalipse. CPAD.
CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. CPA



Por Rede Brasil de Comunicação.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2016






   MARAVILHOSA GRAÇA –
O evangelho de Jesus Cristo
revelado na carta aos Romanos




Lição 05

Para Refletir
A respeito da Carta aos Romanos, responda:


Segundo a lição, cite dois inimigos da graça.
Antinomismo e legalismo.

Em que os antinomistas acreditavam?
Os que erroneamente aceitavam tal pensamento acreditavam que quanto mais pecarmos mais graça receberemos. Em outras palavras, a graça não impõe limite algum.

Para o legalista qual era o único instrumento adequado para agradar a Deus?
Na mente do legalista, somente a lei de Moisés era o instrumento adequado para agradara Deus.

Segundo a lição, o que a graça de Deus destrói?
A graça destrói o domínio do pecado.

Qual fruto a graça produz no crente?
Os frutos da liberdade e da santificação.


LIÇÃO 05 – A MARAVILHOSA GRAÇA






Rm 6.1-12




INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que a situação espiritual do homem, quer seja judeu ou gentio, destacada por Paulo na epístola aos Romanos é de pecado generalizado. Todavia, Deus soberanamente decidiu, por sua graça, manifestar a salvação através de Cristo Jesus. Pontuaremos as duas principais deturpações e as devidas refutações quanto a compreensão da graça que surgiu na história da igreja; e, por fim, destacaremos ainda que, somente pela graça o homem pode ser salvo.


I. A SITUAÇÃO DO HOMEM E A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS
1.1 A condição pecaminosa dos judeus e gentios.
Na epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo apresenta a situação geral do gênero humano: “Ninguém é justo diante de Deus” (Rm 3.10-18). Portanto, os judeus não são melhores que os gentios, pois ambos estão debaixo do pecado” (Rm 3.9). Diversas passagens do AT mostram essa triste realidade (Is 59.4-8; Ec 7.20; Sl 14.2-3; 53.2-3), pois todos estão corrompidos e precisam de um Salvador (Rm 3.13-18; Sl 5.9; 10.2-8; 36.1; Is 59:7-8). Em Adão todos pecaram (Rm 5.12), e consequentemente, estão destituídos da glória de Deus (Rm 3.23); condenados (Rm 5.16); e, mortos (Rm 6.23a).

1.2 A perfeição da Lei e a imperfeição do homem.
Deus deu a Lei natural aos gentios (Rm 2.14) e a Lei de Moisés ao povo de Israel (Rm 9.4), ambas condenaram ambos os povos (Rm 2.14; 23-25). Referindo-se especificamente ao Decálogo (Dez Mandamentos), Paulo diz que: “o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7.12). Todavia, o homem não tem condições de cumprir a Lei, por causa de seu estado de pecado (Rm 7.14-21). Aliás, quando forneceu a Lei ao homem, Deus não tinha o propósito de que por ela, o pecador viesse a ser salvo, por isso, ele instituiu sacrifícios, porque sabia da fragilidade humana (Lv 1.5; 16.33). Na verdade a Lei, segundo Hoff (1995, p. 66) foi dada com três objetivos: a) Proporcionar uma norma moral aos homens (Êx 19.4-6; 20.1-17); b) demonstrar a natureza e o caráter de Deus (Lv 11.44,45; 19.2; 20.7,26; 21.8); e, c) Mostrar à humanidade seu estado pecaminoso e revelar que, só pela graça, podemos
ser salvos (Rm 3.20; Gl 3.24,25).

1.3 A manifestação da salvação pela graça.
Se o gentio e o judeu são igualmente culpados diante de Deus e não podem por si mesmos serem justos, como poderá o homem ser salvo? Paulo nos responde: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23). Embora o homem merecesse a separação eterna de Deus por causa de sua rebeldia deliberada, por sua graça, ou seja favor imerecido, Deus revolveu conceder gratuitamente a vida eterna aqueles que não merecem. Portanto “a graça divina é, então, Deus mesmo renunciando ao exercício do justo castigo por sua livre e soberana decisão” (ALMEIDA, 1996, p. 28).


II. A GRAÇA DE DEUS E AS DETURPAÇÕES
Desde o primeiro século da igreja até os dias atuais o ensino sobre a graça de Deus tem sofrido deturpações (Rm 1.25; 2 Pe 3.15,16). Há aqueles que acham que o homem não pode ser salvo apenas pela graça, fazendo-se necessário a guarda da Lei (At 15.1,5); e a outros que acreditam que, já que somos salvos pela graça, independente das obras, nada que façamos de mal depois de salvos poderá nos fazer perder esta salvação (Rm 6.1). Abaixo destacaremos pelos menos dois principais grupos que deturparam este precioso ensino. Vejamos:

2.1 O Legalismo defendido pelos judaizantes.
“Os judaizantes foi um movimento surgido nas primeiras décadas da Igreja Cristã, cujo objetivo era forçar os crentes gentios a observar a Lei de Moisés (legalismo), principalmente a Lei cerimonial, que incluía: a prática da circuncisão, a abstinência de alguns alimentos e a guarda do sábado e dias tidos como especiais (Cl 2.16-23). Na verdade, esse movimento pretendia reduzir o Cristianismo a uma mera seita judaica” (ANDRADE, 2006, p.242). Contra esta pretensão, que contrariava frontalmente a Nova Aliança, levantou-se Paulo veementemente em suas cartas (Rm 3.28; Gl 2.16; 3.11; 3.24). Os modernos defensores do novo legalismo procuram enganar os incautos com citação de textos bíblicos isolados, os quais eles torcem em favor de seus pontos de vista. Portanto, as leis do Antigo Pacto destinadas diretamente a nação de Israel, tais como: as leis sacrificiais, cerimoniais, sociais ou cívicas (Lv 1.2-3; 24.10), já não são obrigatórias para quem está no Novo Pacto (Cl 2.16-17; At 15.24-29; Hb 10.1-4).

2.2 O Antinomismo defendido pelos gentios.
Em Romanos 6.1 o apóstolo Paulo faz a seguinte pergunta: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?”. Em seguida ele responde: “De modo nenhum” (Rm 6.2a). “Paulo destrói a aparente lógica desse argumento apontando que o desejo de continuar pecando (uma vez que o perdão de Deus esta garantido) mostra que o indivíduo não entendeu o significado da graça ou a gravidade do pecado” (TOKUMBOH, 2010, p. 1395). Alguns intérpretes da Bíblia alegam que esta pergunta de Paulo foi formulada porque certos grupos libertinos, levaram seus ensinamentos ao extremo, por exemplo o da justificação pela fé independente das obras (Rm 3.28). Estes afirmavam que, desde que uma pessoa tivesse fé em Cristo (isto é, cresse nas coisas certas a respeito de sua divindade e em sua obra realizada para conceder perdão), não importaria se os atos dela fossem bons ou maus. Aqueles que pensam dessa forma são chamado de antinomistas. A palavra Antinomismo “Do grego “anti” que significa: “contra”, e “nomos”, “lei”. Alegam os antinomistas que, salvos pela fé em Cristo Jesus, já estamos livres da tutela de Moisés. Ignoram, porém, serem as ordenanças morais do Antigo Testamento pertencentes ao elenco do direito natural que o Criador incrustara na alma de Adão. Todo crente piedoso os observa; pois o Cristo não veio ab rogá-los; veio cumpri-los e sublimá-los” (ANDRADE, 2006, p. 51 – acréscimo nosso).


III. SOMENTE PELA GRAÇA O SER HUMANO PODE SER SALVO
O apóstolo Paulo foi o principal instrumento humano para transmitir o pleno significado da graça em Cristo. Não é de admirar que mais tarde ele viesse a ser conhecido como “o apóstolo da graça”. Com maestria, ele nos fala sobre a graça de Deus na epístola aos Romanos de forma abundante (Rm 1.5,7; 3.24; 4.4,16; 5.2; 5.15,17,18; 5.20; 5.21; 11.6). No NT, a palavra graça no grego é “charis”, que indica graciosidade, favor”. Abaixo destacaremos algumas verdades sobre este maravilhoso favor segundo a teologia paulina:

3.1 A graça é um ato soberano (Rm 1.7; 5.15; Tt 2.11).
Nos referidos textos, Paulo nos diz que a graça procede soberanamente de Deus. Isto porque o favor lhe pertence e vem dEle, como sua fonte originária (I Co 15.10; I Pe 5.10). Segundo a Bíblia Deus manifestou a sua graça em toda a sua plenitude na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo (II Co 8.9; 13.13; Gl 1.6; 6.18; Ef 2.7; Fp 4.23; Ap 22.21). “A expressão 'manifestar' no original se relaciona ao substantivo 'epifania', ou seja, 'aparecimento' ou 'manifestação' (por exemplo, do sol ao amanhecer). A graça de Deus surgiu repentinamente sobre os que estavam nas trevas e na sombra da morte (Ml 4.2; Lc 1.79; At 27.20; Tt 3.4)” (HENDRIKSEN, 2001, p. 453).

3.2 A graça é imerecida (Rm 3.24; 11.6; Ef 2.5.7-8).
A palavra traduzida como graça significa “favor imerecido”. Para falar sobre este favor imerecido ao pecador, Paulo usa a seguinte argumentação: “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rm 4.4,5). Nestes versículos, o apóstolo deixa claro que a salvação é concedida ao homem sem ele merecer. Não há nada que o homem faça para o tornar digno de ser salvo, pois a graça aniquila qualquer obra que visa receber a salvação por mérito “Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9). Segundo Soares (p. 76) “A graça é o favor imerecido de Deus para com o pecador; é a bondade para quem apenas merece o castigo”.

3.3 A graça é suficiente (Rm 3.24; Ef 2.8).
Paulo nos mostra que a Lei não é suficiente para salvar o homem. Até porque seu propósito é revelar o pecado e não extirpá-lo (Rm 7.7). Todavia, a graça de Cristo faz por nós aquilo que a Lei nunca poderia. Um dos pontos da Reforma Protestante é o “sola gratia” que diz que embora a fé seja o caminho dado por Deus para a salvação, não é ela quem nos salva, mas a graça “Porque pela graça sois salvos” (Ef 2.8a). Lutero refutou o ensino católico romano da salvação pelas obras, alegando com base no que diz a Bíblia, que é pela graça, o favor imerecido de Deus, que ele nos concede a bênção da salvação (At 15.11; Rm 11.6).

3.4 A graça não faz acepção (Rm 1.16; 3.29; 9.24).
Desde o início, a proposta divina sempre foi estender a bênção da salvação a todos os homens indiscriminadamente (Gn 12.3; Gl 3.8). É errôneo pensar embora “todos pecaram” (Rm 3.23), somente os eleitos serão salvos. Em Tito 2.11 Paulo diz “[...] a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. A vinda do Messias mostra claramente que, Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; I Pe 1.17). Portanto, a graça de Deus que nos é oferecida mediante o evangelho, é derramada sobre todos em pé de igualdade, ou seja, ela alcança tanto judeus como gentios (Gl 3.14; Ef 3.6).

3.5 A graça pode ser resistida (At 18.5,6).
A ideia de que a graça é irresistível está ligada a Agostinho. “De acordo com ele, a graça de Deus atua incondicional e irresistivelmente nos eleitos, garantindo a salvação deles, produzindo a reação favorável dos homens para com o evangelho e garantindo que essa reação seja absolutamente completa e eficaz” (CHAMPLIN, 2004, p. 957). A Bíblia, no entanto, nos mostra que o homem pode por seu livre arbítrio aceitar ou rejeitar o plano divino para a sua salvação (At 4.4; 9.42; 17.4; Hb 3.15; 4.7). O povo de Israel é a maior prova de que a graça não é irresistível, pois o apóstolo João diz: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11). Jesus quando estava em frente ao Monte das Oliveiras declarou: “Jerusalém, Jerusalém, [...] quantas vezes QUIS EU ajuntar os teus filhos, [...] e TU NÃO QUISESTE!” (Mt 23.37). Confira ainda: (At 7.51; 18.6).


CONCLUSÃO
Apesar da queda da raça humana, Deus, por sua maravilhosa graça decidiu soberanamente salvar o homem caído em pecado, por meio de Jesus Cristo. Esta graça alcança a todos os homens indistintamente e apesar de nos salvar independente das obras, nos impele a uma vida de santificação que é a evidência visível da salvação.



REFERÊNCIAS
Ø  ALMEIDA, Abraão de. O Sábado, a Lei e a Graça. CPAD.
Ø  ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  HOFF, Paul. O Pentateuco. VIDA.
Ø  TOKUMBOH, Adeyemo. Comentário Bíblico Africano. MUNDO CRISTÃO.


Por Rede Brasil de Comunicação.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2016






   MARAVILHOSA GRAÇA –
O evangelho de Jesus Cristo
revelado na carta aos Romanos




Lição 04

Para Refletir
A respeito da Carta aos Romanos, responda:


Qual era o significado da palavra paz no Antigo Testamento?
O uso que Paulo faz da palavra paz é diferente daquele usado no mundo antigo. No geral, o termo significava ausência de guerra. Porém, Paulo se refere ao vocábulo paz conforme ele aparece no Antigo Testamento e cujo significado era a salvação dos piedosos, prosperidade e bem-estar.

Qual o primeiro benefício da justificação?
A paz com Deus.

Qual o significado da palavra esperança no contexto de romanos?
No contexto de Romanos, esperança significa enfrentar o tempo presente, com todos os seus desafios, porque se tem certeza quanto ao futuro.

Quem é a origem, fonte do amor?
Deus é a origem e a fonte do amor.

Faça um contraste entre Adão e Cristo.
O primeiro Adão é alma vivente, o segundo Adão é Espírito vivificante; o primeiro Adão é da terra, o segundo Adão é do céu; o primeiro Adão é pecador, o segundo Adão é justo; o primeiro Adão é morte, o segundo Adão é vida.


LIÇÃO 04 – OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO





  
Rm 5.1-12




INTRODUÇÃO
Nesta lição, destacaremos que o ato da justificação concedida por Deus ao homem por meio de Cristo Jesus, trás consigo muitos benefícios, tais como: paz com Deus, acesso a graça, esperança, reconciliação e glorificação. Veremos ainda que por causa de um homem, Adão, todos se fizeram pecadores; todavia, por causa também de um homem, Cristo Jesus, todos poderão ser salvos. Por fim, pontuaremos que a motivação que impulsionou Deus a declarar justo o pecador foi o seu grande e incomparável amor revelado na Pessoa de Seu Bendito Filho.


I. O QUE SIGNIFICA A PALAVRA BENEFÍCIO
Segundo o Aurélio (2004, p. 285) a palavra “benefício” significa: “serviço ou bem que se faz gratuitamente; favor; mercê, graça”. A Bíblia nos mostra que Deus graciosamente dispensa benefícios aos seres humanos, no sentido de prover os meios de subsistência a todos, sem distinção (Mt 5.45; At 17.25). Todavia, dispensa também de forma especial, favores espirituais e eternos, exigindo-lhes fé em seu Bendito Filho Jesus Cristo (Jo 3.16 Rm 5.20).


II. QUAIS OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
Depois de falar sobre a necessidade da justificação (Rm 1.18; 3.20) e do meio pelo qual fomos justificados (Rm 3.21; 4.25), o apóstolo Paulo descreve os frutos da justificação (Rm 5.1-12), como veremos a seguir:

2.1 Paz com Deus (Rm 5.1).
O termo grego para paz é “eirene” que nos dá a ideia de “harmonia”, “acordo”, “descanso” e “quietude”. A paz com Deus só é possível mediante a justificação pela fé. Pois o pecador, em seu estado de pecado, encontra-se em inimizade com Deus, visto que o pecado é uma violação da vontade de Deus (Os 4.1; Tg 4.4). “Ter paz com Deus significa que não há mais hostilidade entre nós e Deus e que o pecado não bloqueia o nosso relacionamento com Ele. Mais do que isso, um novo relacionamento foi estabelecido e assim não mais tememos o resultado do julgamento, mas vivemos sob a proteção estabelecida por Deus” (APLICAÇÃO PESSOAL, 2010, vol. 02, p. 40).

2.2 Acesso a graça (Rm 5.2).
Além da paz, Paulo nos diz que em Cristo pela fé temos “acesso a graça”. “No grego a expressão usada por Paulo é “ten prosagogen” que significa “nossa entrada”. A ideia é a entrada na câmera de audiências de um monarca. É bom destacar que não vamos até ali por nossos próprios esforços, mas precisamos de um ‘introdutor’ -que é Cristo” (BEACON, 2006, p. 80 – acréscimo nosso). Diversos textos da Bíblia, nos mostram que a nossa entrada a presença de Deus encontrava-se bloqueada por causa do pecado (Gn 3.22-24; Is 59.2; Rm 3.23). Todavia, justificados por Jesus Cristo, as barreiras foram tiradas, para que tivéssemos acesso a graça de Deus (Ef 2.13; I Pe 2.10). Portanto, “Jesus nos abre as portas à presença do Rei dos reis; e quando essas portas se abrem o que achamos é graça; não condenação, nem juízo, nem vingança, mas a pura, imerecida, incrível bondade de Deus” (BARCLAY, sd, p. 81 – acréscimo nosso).

2.3 Esperança da glória (Rm 5.2b).
No estado de pecado o homem vive sem paz, sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2.12). A Bíblia diz que “a humanidade foi criada para a glória de Deus, mas por causa do pecado, “todos foram destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23). É o propósito de Deus recriar a sua imagem e a sua glória de forma completa em nós, de modo que possamos estar firmes; e nos gloriarmos na esperança da glória de Deus” (APLICAÇÃO PESSOAL,
2010, vol. 02, p. 40).

2.4 Salvo da ira (Rm 5.9). 
A expressão “ira” segundo Vine (2002, p. 723) que dizer: “raiva ardente”, “indignação” e “furor”. Na condição de pecador o homem está sobre a ira de Deus, já no presente (Jo 3.36; Rm 1.18), e irá experimentar desta ira plenamente no futuro, quando todos os pecadores serão julgados e sentenciados a condenação eterna (Rm 2.5,16; Ap 20.11-15). Mas, quando justificado, este pecador remido é salvo desta ira presente e futura, pois para ele já não há mais condenação, visto que este creu que Cristo assumiu a sua culpa quando morreu na cruz (Jo 5.24; I Ts 1.10; Ap 3.10).

2.5 Reconciliação (Rm 5.10,11). 
No grego a expressão reconciliar “katallage” significa: “restauração à benevolência divina, conciliação” (PALAVRA- CHAVE, 2009, p. 2257). Segundo Champlin (2004, p. 574), a reconciliação “consiste da mudança da relação de hostilidade que existiu entre dois indivíduos, passando eles a serem amigos entre si. Essa relação de hostilidade é alterada para a relação de paz”. Por causa do pecado, o homem quebrou a sua comunhão com Deus (Gn 3.23-24; Rm 3.23). Porém, apesar de o primeiro Adão ter criado o abismo, o segundo Adão, Cristo, construiu a ponte, nos reconciliando com Deus (II Co 5.18,19; Cl 1.20,21).

2.6 Glorificação (Rm 5.10a).
Paulo ainda diz que uma das bençãos subsequentes a justificação é a glorificação. No plano da salvação, a glorificação é a etapa final a ser atingida por aquele que recebe a Cristo como Salvador e Senhor de sua alma. A glória de Cristo será partilhada plenamente com seus santos no arrebatamento da igreja (I Co 15.53,54; Cl 3.4; I Jo 3.2).


III. AS DIFERENÇAS ENTRE ADÃO E CRISTO
“O contraste entre Adão e Jesus Cristo é que um único ato de Adão determinou a natureza do mundo; um único ato de Cristo determinou a natureza da eternidade. Em terminologia moderna, podemos dizer que Adão foi um protótipo imperfeito, mas Cristo é o original perfeito. Assim como Adão era um representante da humanidade original. Cristo é o representante da nova humanidade espiritual” (APLICAÇÃO PESSOAL, 2010, p. 42). Na tabela abaixo veremos qual o estado ou condição do homem que está em Adão e do que está em Cristo:

ADÃO
CRISTO
Seu nome significa: homem ou humanidade
Seu nome significa: Deus salva
Pecou contra Deus (Gn 3.6; Os 6.7; Rm 5.12a)
Obedeceu a Deus (Mt 5.17; Fp 2.8; Hb 5.8)
Nos fez pecadores (Rm 5.19a)
Nos faz justos (Rm 5.19b)
Prejudicou toda a humanidade (Rm 5.12)
Beneficiou toda a humanidade (Rm 5.12-b; 17b)
Fomos afastados de Deus (Gn 3.24; Rm 3.23)
Fomos reconciliados com Deus (Rm 5.10-11; II Co 5.18)
Nele morremos (Rm 5.12,15-a; 17-a; 6.23a)
Nele vivemos (Rm 5.17-b; 6.23b)
Trouxe a condenação (Rm 5.16-a; 18a)
Trouxe a salvação (Rm 5.16-b; 18b)


IV. A GRANDEZA DO AMOR DE DEUS
Após falar da justificação como um ato divino de declarar inocente o culpado, o apóstolo Paulo nos fala sobre o incomparável amor divino, pois este foi a motivação que impulsionou Deus a graciosamente nos conceder graciosamente a salvação. “O amor pode ser definido como o “sentimento que constrange a buscar, desinteressadamente e sacrificialmente, o bem de outrem. O amor é o mais alto e sublime atributo comunicável de Deus. João diz que Deus é amor (I Jo 4.8). Somente o amor seria capaz de predispor a Deus a buscar o bem de uma humanidade corrompida, e que só se ocupava em quebrantar-lhe as leis” (ANDRADE, 2006, p. 42 – acréscimo nosso). Vejamos o que nos diz Paulo sobre isso:

4.1 O amor de Deus foi aplicado (Rm 5.5).
O apóstolo Paulo nos ensina que a razão da confiança por parte dos que tem fé é que o amor de Deus esta derramado em nosso coração. Quando a pessoa confia em Cristo e o recebe, ela recebe o Espirito Santo (Rm 8.9), que constantemente a encoraja a manter sua esperança em Deus. “A presença do Espirito Santo em nossa vida nos torna cientes do amor de Deus, e esse amor nos dá esperança inabalável no porvir. Logo, o cristão nunca deve desistir diante do sofrimento, pois Deus certamente cumprira suas promessas” (TOKUMBOH, 2010, p. 1394)

4.2 O amor de Deus foi imerecido (Rm 5.6,7).
Paulo nos diz que Deus nos amou quando éramos “fracos” (Rm 5.6-a); “ímpios” (Rm 5.6-b); “pecadores” (Rm 5.8-b); e, “inimigos de Deus” (Rm 5.10), ou seja, não merecíamos tão grande e excelente amor. Paulo diz que é possível que alguém se encoraje a morrer por um justo, ou seja, por um homem íntegro e honesto, um cidadão respeitável e bom, uma pessoa útil ou benevolente. Porém, Cristo morreu por nós, sendo nos ainda pecadores. “Essa é uma demonstração clara do amor de Deus. Ele nos recebe do jeito que estamos e, a partir daí, começa a fazer algo novo e belo” (RADMACHER, 2010, p. 373).

4.3 O amor de Deus foi provado (Rm 5.7,8).
Sem sombra de dúvida, a maior revelação do amor Deus para com a humanidade está na Pessoa de Cristo Jesus. Em João 3.16, o Senhor Jesus afirmou isso: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito[...]”. Confira também: (Is 9.6; Mt 20.28; Jo 15.13; Rm 8.32). Jesus veio ao mundo para mostrar qual é e sempre foi a atitude de Deus para com os homens. Ele veio para provar aos homens incontestavelmente que Deus é amor. “A morte de Cristo é a mais alta manifestação do amor de Deus por nós. Embora fôssemos rebeldes e desprezíveis. Cristo morreu por nós para que assim pudéssemos chegar a Deus, ter paz com Ele e nos tornarmos herdeiros de suas promessas. Cristo não morreu para que nos tornássemos pessoas amadas; Cristo morreu porque Deus já nos amava e queria nos levar para junto de si” (APLICAÇÃO PESSOAL, 2010, p. 41).


CONCLUSÃO
Por causa do seu grande amor pela humanidade, Deus enviou Jesus Cristo ao mundo para que, por meio dele, o pecador pudesse ser justificado. Essa justificação trás consigo grandes benefícios espirituais, e sem dúvida, o maior deles é a possibilidade que o homem tem de reatar a sua comunhão com Deus outrora perdida no Éden.



REFERÊNCIAS
Ø  ADEYEMO, Tokumboh. Comentário Bíblico Africano. CPAD.
Ø  APLICAÇÃO PESSOAL, Comentário do Novo Testamento. Vol. 02. CPAD.
Ø  BARCLAY, William. Comentário do Novo Testamento. PDF.
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  CLAUDIONOR, Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. Vol 08. CPAD.
Ø  LOPES, Hernandes dias. Comentário Exegético de Romanos. HAGNOS.
Ø  RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico: Novo Testamento. CENTRAL GOSPEL.



Por Rede Brasil de Comunicação.