sexta-feira, 12 de agosto de 2016

LIÇÃO 07 – O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO




  

Dn 2.24-28 




INTRODUÇÃO
Nesta lição trataremos de alguns desafios específicos quando tentamos evangelizar universitários e pessoas que ocupam cargos políticos. Falaremos também de que é necessário anunciar o Evangelho de forma estratégica a fim de que a mensagem de Cristo possa alcançar o coração dos pecadores nestes lugares; e, por fim, destacaremos a pessoa do apóstolo Paulo como um missionário que cumpriu o seu chamado de evangelizar os povos, alcançando tanto leigos como intelectuais, tanto plebeus como reis e magistrados.


I. A UNIVERSIDADE E O MUNDO ACADÊMICO NA HISTÓRIA BÍBLICA
Pode parecer sem sentido falar-se em universidade na Bíblia; mas, há referências que indicam a existência de pessoas que tinham estudos de “nível superior” para sua época, mesmo que não houvessem instituições formais de ensino universitário nos moldes que a conhecemos hoje. Vejamos alguns exemplos de personagens bíblicos que se destacaram em sua “vida universitária”:

1.1 Moisés.
O líder do êxodo “foi instruído em toda a ciência dos egípcios, era poderoso em palavras e obras” (At 7.22). Certamente, Moisés tinha obtido instrução de nível superior no Egito, e segundo Filo, historiador judeu do 1º século, citado por Norman (2005, Vol 3, p.149), “Ele conhecia (...) as ciências como astronomia, medicina, matemática, filosofia religiosa(...)”  “(...) acrescendo-se ainda a aritmética, geometria, todo ramo de música, os hieróglifos, e os idiomas assírio e o caldeu”. Moisés era um homem erudito, tendo a qualificação necessária para ocupar o trono egípcio, como “filho da filha de Faraó” (Hb 11.24).

1.2 Os jovens hebreus.
Daniel e seus três companheiros exilados em Babilônia, foram escolhidos não só por serem das famílias reais e nobres hebraicas, mas por possuírem qualificações acadêmicas(...) instruídos em toda sabedoria, doutos em ciências, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei(...)” Dn 1.4,.  Daniel também possuía habilidades político-administrativas, foi estadista durante o governo de Nabucodonosor (Dn 2.48,49), Belsazar (Dn 5.29) Dario, o medo, e Ciro, o persa (Dn 6.28). Após passarem pela prova de sua fé, não se contaminando com o manjar do rei, os moços hebreus receberam de Deus qualificações espirituais “conhecimento e inteligência em toda a cultura e sabedoria, mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos” (Dn 1.17). Daniel e seus três amigos foram reeducados cientificamente na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4), nos textos cuneiformes em acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. E mesmo assim, tiveram uma vida e uma carreira acadêmica de testemunho.

1.3 Jesus entre os doutores de Israel.
O adolescente Jesus, aos 12 anos de idade, teve a oportunidade singular de, com a sabedoria divina, confundir os doutores e sábios de Israel (Lc 2.46-47). Os doutores de Israel eram, sem dúvida, pessoas de nível “universitário” para a sua época. O menino Jesus os sobrepujou em tudo, pois crescia “em sabedoria, em estatura e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52).

1.4 O apóstolo Paulo.
Devemos, também, considerar a ascendência “universitária” judaica de Paulo (Fp 3.5). Na escola da sinagoga o menino começava a ler as Escrituras com apenas cinco anos de idade, aos dez anos, estudou a Mishna com suas interpretações emaranhadas da Lei. Assim, ele se aprofundou na história, nos costumes, nas Escrituras e na língua do seu povo (falava hebraico, grego, aramaico e latim). Passou em Jerusalém sua juventude “aos pés de Gamaliel”, onde foi instruído “segundo a exatidão da lei...” (At 22.3; 26.4). Gamaliel era neto de Hillel, um dos maiores rabinos judeus. Segundo a profecia de Atos 9.15 o público para quem Paulo foi enviado incluía as autoridades políticas “[...] para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis [...]”.


II. PAULO, UMA TESTEMUNHA DE CRISTO NO MUNDO POLÍTICO E ACADÊMICO
Embora servos de Deus como: José e Daniel deram testemunho da sua fé em Deus diante dos governantes (Gn 41.16,25,28,32; Dn 2.27,28,37,44,45; 4.27; 5.22,23), destacaremos aqui a vida do apóstolo Paulo. Mesmo sem dispor de Rádio, Televisão, Internet e meios de transportes modernos, ele pôde ganhar milhares de vidas para Cristo. Segundo a profecia de Atos 9.15 o público para quem Paulo ministrava era um público vasto, que incluía as autoridades políticas “[...] para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis [...]”. Este nobre servo do Senhor foi um missionário exemplar, levando a mensagem aos que estavam no mundo acadêmico e político, como podemos ver abaixo:

2.1 No mundo político.
O registro de Atos nos mostra Paulo pregando para o procônsul Sérgio Paulo, em sua primeira viagem missionária (At 13.1-3,7). Aquela autoridade ao ouvir a mensagem do evangelho creu no Senhor (At 13.12). Em Cesaréia, Paulo também testemunhou de Cristo as autoridades políticas (At 26.1-32). Ele fora para lá para ser julgado, visto que as autoridades judaicas queriam a sua morte (At 25.14,24; 26.21). Quando trazido à presença dos magistrados, o apóstolo foi autorizado a dar o seu depoimento (At 26.1). Aproveitando a oportunidade o servo do Senhor, testemunhou da sua fé da seguinte forma: a) Paulo falou educadamente (At 26.1-3); b) Paulo relatou a sua transformação, por meio do evangelho (At 26.4-12); c) Descreveu sua experiência com Jesus no caminho de Damasco (At 26.13-19); e, d) Pregou o evangelho a todos os presentes (At 26.20-32).

2.2 No mundo acadêmico – Paulo em Atenas (Atos 17).
A cerca de Atenas nos diz Beacon (2006, p. 340) “Atenas foi o maior centro de cultura e educação da antiguidade. A escultura, a literatura e a oratória de Atenas, nos séculos V e IV a.C., nunca foram ultrapassadas; também na filosofia ela ocupava um lugar de liderança, sendo a terra natal de Sócrates e de Platão, e o lar adotivo de Aristóteles, Epicuro e Zeno. Assim como Roma, Atenas ainda é uma das grandes capitais do mundo”. Lucas nos registra qual a reação de Paulo diante desta importante cidade da Grécia: a) Paulo viu a sua idolatria (At 17.16b); b) Paulo se comoveu por tal situação de ignorância (At 17.16a); c) Paulo pregou o evangelho (At 17.17,18). Em sua pregação, Paulo se dirige aos judeus na sinagoga e na praça com os gentios (At 17.17). Quando levado ao Areópago, Paulo prega para dois grupos de filósofos chamados de epicureus e estóicos, sobre a revelação de Deus (At 17.30,31).


III. COMO PREGAR NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO
A Bíblia não somente orienta-nos a pregar o evangelho como também nos ensina a forma como devemos pregar. É preciso usar estratégias a fim de que a preciosa mensagem de Cristo alcance os corações dos ouvintes. Vejamos algumas formas com as quais podemos anunciar o evangelho nos ambientes acadêmico e político:

3.1 Ter consciência que há uma estratégia especifica para alcançar cada segmento social.
Paulo nos diz Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele (1 Co 9.19-23).

3.2 Com a própria vida (1 Pe 3.1).
Nenhum testemunho acerca de Cristo é tão impactante na evangelização quanto o testemunho pessoal (Mt 5.13-16). Pedro nos ensina que a melhor defesa não é uma argumentação veemente, mas um bom procedimento em Cristo, o testemunho silencioso de uma vida santa centrada no Senhor Jesus (1 Pe 1.14-16; 2.12). Pois, de nada adiantará pregarmos a mensagem de Cristo senão reproduzirmos no dia a dia, os traços do seu caráter em nosso comportamento (Tt 3.8; Tg 2.12; 1 Jo 2.6). Os universitários cristãos devem produzir frutos dignos de um salvo, como também aqueles que estão assumindo cargos públicos a fim de que o Nome do Senhor seja glorificado (Mt 5.16; 1Co 10.31;  1 Pe 3.15).

3.3 Com respeito e mansidão (Tt 3.2; 1 Pe 3.15).
Isso implica em respeito às autoridades, professores, políticos, etc. Jesus sabia lidar com as pessoas (Jo 4.6-10). O apóstolo Pedro nos recomenda agir da mesma forma, quando as pessoas perguntarem o motivo da nossa crença “[…] e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

3.4 Com sabedoria (Cl 4.5).
Além de mansidão e respeito, precisamos ter sabedoria para comunicar o evangelho de Cristo. O termo grego para ‘sabedoria’ é ‘sophia’ e significa: “habilidade nas questões da vida”, “sabedoria prática”, “administração sábia e sensata” ou “uso correto do conhecimento” (Lc 21.15; At 6.3; 7.10; Cl 1.28; 3.16; 4.5)” (STAMPS, 1995, p. 1926). Esta encontra-se a disposição daquele que busca em oração (Ef 1.17; Tg 1.5). O apóstolo Tiago diz que a sabedoria divina é “[…] primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tg 3.17). Jesus prometeu aos seus seguidores que lhes daria sabedoria para responder acerca da sua fé, quando fossem questionados (Mt 10.17-20).

3.5 Com Equilíbrio (2 Tm 4.5).
Paulo recomenda a Timóteo “(...) Sê Sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério”. É preciso equilíbrio para que no testemunho verbal, possamos esperar o momento certo, para trazermos a palavra certa, e assim, produzir o efeito desejado (Pv 25.11; Ef. 4.29); Ser equilibrado é ter a maturidade cristã necessária para esse tipo de evangelismo específico.

3.6 Com Humildade (Jo 13; Fl 2.3).
A humildade é a atitude fundamental na vida do cristão, pois ela demonstra como vivenciamos nossa fé e a testemunhamos em meio à sociedade. Jesus foi o nosso maior exemplo de humildade (Mt 11.28-30; Jo 13; Fl 2.6-8); Pedro nos recomenda humildade (1 Pe 5.5), a Igreja primitiva servia ao Senhor com simplicidade e singeleza de coração (At. 2.46). A humildade nos leva a reconhecer os outros superiores a nós mesmos (Fp 2.3) e a reconhecer nossa pequenez diante de Deus (Jó 42.2; Rm 15.18,19; 2 Co 3.5; 4.7).

3.7 Com Oração e Jejum (Dn 6.10; 9.4; 10.2,3; 1Ts 5.17; 1Tm 2.1,2; Mt 6.16,17; 17.31; Mc 14.38;  Lc 5.33-35).
Toda obra evangelística requer uma preparação espiritual, portanto Orar e Jejuar é atividade primordial para alcançarmos qualquer vida sem Cristo. Pois travamos uma batalha espiritual diária contra as forças das trevas (Ef. 6.12; 1 Pe 5.8), por isso precisamos estar preparados (Ef. 6.10,11,13-18; 1 Pe 5.9).

3.8 Na dependência do Espírito e no poder de Deus (Jo 16.13; 1 Co 2.4,5; 2Co 3.5; Ef. 5.18; 6.19,20).
O apóstolo Paulo não procura fazer uso de seu conhecimento filosófico para ganhar os coríntios que eram influenciados pela filosofia grega, antes, Na dependência do Espírito, procurava apresentar a Cristo no poder do Espírito Santo, pois Cristo é o Poder de Deus e Sabedoria de Deus (1 Co 1.24).


CONCLUSÃO          
Sem sombra de dúvidas, a evangelização é uma tarefa desafiadora. Ainda mais quando se trata de testemunhar de Cristo no mundo acadêmico e político. Faz-se necessário que nós cristãos saibamos de forma prudente comunicar as Boas Novas de salvação da forma correta, mostrando aos acadêmicos e aos políticos que, ser cristão não é cometer suicídio intelectual; que fé e a razão são convergentes, não excludentes.




REFERÊNCIAS
Ø  EARLE, Ralph. Comentário Bíblico Beacon. Vol 07. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.



Por Rede Brasil de Comunicação.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2016






   O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO –
Obedecendo ao ide do Senhor Jesus
de levar as Boas-Nova
a toda criatura   
  




Lição 06

Para Refletir
A respeito dos grupos desafiadores, responda:

Por que o Evangelho de Cristo é inclusivo?
Porque Jesus ama a todos. Seu sacrifício na cruz foi para todos.

Quais são os principais grupos desafiadores?
As prostitutas, homossexuais, viciados.

O que mostra a igreja coríntia?
Mostra que entre os crentes de Corinto, talvez, houvesse também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1Co 6.10,11).

O que ensina a igreja coríntia?
Que os homossexuais podem ser evangelizados e salvos por Jesus Cristo.

Como se pregar aos grupos desafiadores?
Esses grupos devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como pessoas carentes da graça de Deus.


sábado, 6 de agosto de 2016

LIÇÃO 06 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES






Lc 7.36-50 



INTRODUÇÃO
Veremos nesta lição que o Salvador veio para salvar todos os homens e que a igreja do século 21 tem um grande trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, pois tais pessoas não podem ser ignoradas nas ações evangelísticas da igreja. Pontuaremos que, muitas vezes, Jesus pregou para pessoas em uma cultura onde elas não eram valorizadas. Notaremos que Jesus acolheu os deficientes morais, e por isso foi chamado de amigo de pecadores (Mt 11.19). Com isso, Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador e as suas necessidades, pois, o Salvador não excluiu ninguém. Concluiremos vendo que seu convite generoso ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos, a fim de que recebam alívio (Mt 11.28).


I. A AÇÃO INCLUSIVA DO EVANGELHO DE CRISTO
O Aurélio define a palavra inclusão como: “ato ou ação de incluir ou de admitir” (FERREIRA, 2004, p. 1088). É necessário entender que a inclusão da qual a Bíblia menciona é a do pecador e não a do pecado. Como Igreja do Senhor, precisamos alcançar com o Evangelho os grupos desafiadores. Jesus, o Filho de Deus, não excluiu ninguém, pois anunciou a mensagem da inclusão (ARRINGTON, 2009, p. 361). Vejamos:

1.1 Identificando os grupos desafiadores.
Jesus deu uma atenção especial aos pobres, necessitados e excluídos em seu ministério e nos exortou a fazer o mesmo. “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Moradores de rua, usuários de droga, menores abandonados, presidiários, meretrizes, homossexuais, adúlteros, mendigos, ladrões, alcoólatras, etc. O evangelho de Jesus deve chegar a todas as pessoas inclusive aquelas que estão à margem da sociedade. Precisamos ver com os olhos de Cristo estas pessoas como ovelhas perdidas sem pastor.

1.2 Alcançando os grupos desafiadores.
Existem muitos grupos marginalizados e são aqueles colocados à margem da sociedade movidos por preconceitos e falta de oportunidades. Vivem sem esperança, afeto, carinho, amor e salvação. São muitos que se tornaram vítimas de situações sociais opressoras e injustas. Deus deseja que o evangelho alcance todos, sem distinção (Mt 9.35,36). A vocação da igreja é apascentar gente que assim vive (Jo 4.35). Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Jesus declarou dizendo que veio para os pecadores e não para os justos (Mt 9.13). Jesus veio para os doentes e não para os sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes (Mt 9.12; Mc 2.17).

1.3 Amando os grupos desafiadores.
Os marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor e devemos atentar a maneira como Jesus as vê: “Vendo Ele as multidões, tinha grande compaixão delas...” (Mt 9.36). O mestre não as chama de lobos, mas de ovelhas e as vê com os olhos de compaixão. Para desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar terno, apurado e constante. A igreja tem os seus olhos diferentes do mundo, pois seus olhos são os de Jesus (Jo 8.10).

1.4 Tratando os grupos desafiadores.
É preciso reconhecer que essas pessoas precisam da ação terapêutica da igreja. “E percorria Jesus todas as cidades […] curando todas as enfermidades e moléstias do povo” (Jo 9.3). Cura é o que muita gente precisa, seja ela física, emocional ou espiritual. A igreja exerce esta função terapêutica neste tempo de tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Jesus via nesses as oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e imagem restauradas pelo poder do Evangelho (Rm 1.16; 2 Co 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas e morais.


II. PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR GRUPOS DESAFIADORES
Quando no coração do cristão, não há nenhum desejo pela salvação dos perdidos, é porque talvez este cristão não experimentou a verdadeira salvação ainda. Uma das evidências da nossa salvação é o forte desejo e o amor que temos de levar pessoas a Cristo: Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20). Notemos então porque devemos evangelizar os grupos desafiadores:

2.1 Porque Jesus nos deu esta ordem.
Quem não se dispõe a ir, está cometendo pecado de omissão: “... ai de mim se não anunciar o evangelho.” Foi Jesus quem disse: “Dai-lhe vós de comer [...]” (Mc 14.16) “Vai trabalhar na minha vinha [...]” (Mt 21.28). “De graça recebeste, de graça dai [...]” (Mt 10.8). Temos uma dívida (Rm 1.14,15; Mt 28.10-20).

2.2 Porque devemos manifestar a glória de Deus até aos confins da terra.
O “ide” de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente: “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão” (Sl 67.5,7).

2.3 Porque é nossa responsabilidade e dever.
Quando a igreja se propõe a ganhar almas para Jesus, ela cresce em todas as direções. Mesmo porque, igreja só é Igreja quando sua prioridade é ganhar os perdidos para Deus: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho” (1 Co 9.16).

2.4 Porque o homem sem o Evangelho está perdido.
A importância do evangelismo pessoal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15). O alvo do evangelismo é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes.

2.5 Por gratidão a Deus pela alegria da nossa própria salvação e em amor ao próximo.
Ganhar alma foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10), e dos apóstolos: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1 Jo 3.16). Paulo, o grande homem de Deus, do NT tinha o mesmo alvo e visão (1 Co 9.20).


III. JESUS E A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES
Diferente dos grupos religiosos da época, Jesus procurava dar preferência aos que eram marginalizados por sua vida explícita de devassidão e pecado (Mt 9.11; 11.19; Mc 2.15,16; Lc 5.30; 15.1). O Evangelho sempre foi à força vencedora e sempre venceu barreiras geográficas, sociais e étnicas. Podemos definir como grupos específicos: viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, marginais e etc. Notemos a ação de Jesus para com esse grupo de pessoas:

3.1 Ele veio sarar os que estavam moralmente doentes. “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 9.12).
O amor de Jesus Cristo para com os grupos alienados da sociedade incomodava os líderes religiosos (Mt 21.31,32; Lc 7.36-50; Jo 4.1-42). Jesus, durante o seu ministério terreno, sempre se preocupou com a situação espiritual das pessoas (Lc 4.17-19). O seu olhar era diferente, pois Ele não via as pessoas pela sua posição social, mas via o seu estado espiritual (Mc 2.17), ele as via como ovelhas sem pastor (Mt 9.35-38). A recuperação dessas pessoas e a integração delas na sociedade em geral, e na igreja em particular, é muito difícil, pois elas precisam de um acompanhamento todo especial. É preciso paciência, perseverança, insistência, muita oração e solidariedade.

3.2 Ele veio buscar e salvar o perdido. “Pois o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). O Senhor acolhia os pecadores sem acepção, e comia com eles assentando-se na mesma mesa, fora recriminado pelos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, por causa da sua bondade e misericórdia, e disse-lhes: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus” (Mt 21.31). A carta aos Romanos revela o verdadeiro amor do Senhor Deus pelo homem, mesmo depois do pecado (Rm 5.6,8). O cristão ao evangelizar um alcoólatra, homossexual, prostituta ou marginal, não deve discriminá-lo, tratá-lo como se fosse sujo, indigno ou inferior, pois são pessoas, são gente e devem ser tratados com dignidade e amor.


IV. A MENSAGEM DO EVANGELHO
4.1 Condena o pecado, mas ama o pecador. “[…] Não necessitam de médicos os sãos, mas, os doentes [...] (Mt 9.10-13).
Embora Deus ame a essas pessoas, Ele reprova o comportamento delas (Jo 8.11; 1 Co 6.9,10). O fato de Jesus estar constantemente cercado por pessoas de má fama, e considerado grandes pecadores, sempre escandalizou os líderes religiosos da época, como os fariseus. Entretanto Deus, apesar de detestar o pecado, ama imensamente cada pecador, e deseja ardentemente libertá-lo do domínio do pecado (Jo 8.10,11). E o fato de Cristo estar sempre cercado por pessoas assim, prova isso, pois Deus não olha o tamanho do pecado (Rm 3.21-24), mas sim, o coração humilde que clamar pela misericórdia de Deus (1 Jo 1.7-9).

4.2 Ressocializa os perdidos e marginalizados.
Não há como negar a atualidade e relevância de temas como estes: a evangelização de grupos desafiadores. São pessoas alienadas de nossa sociedade e, infelizmente, pouco ou quase nada, as pessoas fazem para alcançá-las. Para alguns, o esforço para a evangelização deste grupo é inútil, é como lançar pérolas aos porcos. Nós pensamos diferente e cremos que, pessoa alguma, por pior que seja, jamais está fora do alcance da graça (2 Pe 3.9),do amor e do poder de Deus “[…] ainda que os vossos pecados sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve [...]” (Is 1.18). O exemplo de oração intercessória de Abraão é digno de imitação (Gn 18.23-33).

2.3 Leva o pecador a abandonar o pecado.
O arrependimento para o qual Jesus chama e o qual Deus ordena a todos os homens é em relação a Deus (At 17.30; 20.21; 11.18); ao pecado (Ap 9.21; 22.17); às obras mortas (Lc 13.3,5; Hb 6.1); à descrença no evangelho de Jesus Cristo. “[…] arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15). Se quisermos ganhar essas pessoas para Jesus, precisamos estar cheios de um profundo amor por elas. Aquele amor de Jesus que não se envergonhava, mas que se identificava sem dar apoio ao mal.


CONCLUSÃO
Deus não limitou seu evangelho: ele é proclamado em todos os lugares, apesar de nem sempre encontrar ouvidos receptivos. Então, Deus realmente está colocando a salvação à disposição de todos. Em 1 Timóteo 2.4, Paulo escreve: “Deus quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. Pedro diz: “O Senhor é paciente para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3.9).




REFERÊNCIAS
Ø  BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. 




Por Rede Brasil de Comunicação.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

INCLUSÃO – PRINCÍPIO BÁSICO DO EVANGELHO DE CRISTO





Objetivo: Mostrar aos alunos que o Evangelho é inclusivo (Mt 11.19).

Procedimento:
Peça aos alunos que formem um círculo e deem as mãos. Em seguida, escolha dois alunos para que fiquem de fora do círculo. Explique que os dois alunos (que ficaram de fora) devem fazer de tudo para entrar na roda. Os alunos que estão de mãos dadas devem impedir a entrada deles no círculo. Dê alguns minutinhos para a atividade. Caso os alunos tenham conseguido furar o bloqueio, faça as seguintes perguntas: Como você se sentiu ao furar o bloqueio e conseguir entrar no centro do grupo? Caso os dois ou apenas um não tenha conseguido furar o bloqueio e entrar no grupo, pergunte: Como você se sentiu? Você se sentiu incluído ou excluído? Conclua explicando que muitos não vão à igreja porque se sentem excluídos. Acreditam que a igreja é um grupo fechado que vai impedi-los de entrar. Por isso, como Igreja, precisamos sair e alcançar aqueles que não chegam à Casa do Senhor. Como Igreja, precisamos incluir e tratar bem a todos de maneira que se sintam incluídos, amados e aceitos. Se desejar, cite exemplos bíblicos de inclusão como o de Zaqueu (Lc 19.1-10), da Mulher Pecadora (Lc 7.36-50), da Mulher Adúltera (Jo 8.1-11), entre outros.  


Por Telma Bueno.
Adaptado pelo Amigo da EBD.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

QUESTIONÁRIOS DO 3° TRIMESTRE DE 2016






   O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO –
Obedecendo ao ide do Senhor Jesus
de levar as Boas-Nova
a toda criatura  





Lição 05

Para Refletir
A respeito da evangelização urbana, responda:


Qual a estratégia de Jonas?
O profeta não dispunha de tempo para percorrer toda Nínive, por isso, traçou uma estratégia simples, porém eficaz: “E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn 3.4).

Fale sobre a estratégia do Pentecostes.
E, quando da descida do Espírito Santo, eles ouviram a mensagem da cruz em sua própria língua. Ao retornarem aos seus lugares de origem, levaram a semente do Evangelho que, mais tarde, germinaria congregações e igrejas.

Qual a estratégia adotada por Daniel Berg e Gunnar Vingren?
Orientados pelo Espírito Santo, Daniel Berg e Gunnar Vingren escolheram a cidade de Belém, no Pará, como ponto de partida para a sua missão no Brasil.

Quais os desafios da evangelização urbana?
Incredulidade, perseguição, enfermos, endemoninhados.

Que providências podem tornar bem-sucedida a evangelização urbana?
Treinamento da equipe, estabelecimento de postos-chave e acompanhamento do trabalho.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

LIÇÃO 05 – A EVANGELIZAÇÃO URBANA E SUAS ESTRATÉGIAS


  




At 2.1-12




INTRODUÇÃO
A tarefa da evangelização dos povos deve ser executada por todo autêntico servo de Deus, com vistas a atender a necessidade espiritual dos homens também nos centros urbanos. Devemos reproduzir a forma de evangelismo da igreja primitiva, que de forma estratégica atentou para as metrópoles, pois nelas encontravam-se um número maior de pessoas com as quais eles compartilharam as Boas Novas de Salvação e que se espalhou por todos os lugares numa velocidade extraordinária. Atualmente, dispomos de diversas formas de propagar o Nome de Cristo, as quais destacaremos nesta lição. Devemos cumprir o Ide do Senhor apesar dos desafios que são peculiares a evangelização urbana.


I. A EVANGELIZAÇÃO NÃO TEM PREFERÊNCIA POR LUGARES
Em todas as referências alusivas à tarefa da evangelização, não encontramos em nenhuma delas o Senhor Jesus Cristo fazendo distinção de lugares, senão ordenando aos discípulos que levassem a mensagem de Boas Novas para todos os homens (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22; At 1.8). Jesus mesmo não fazia diferença entre evangelizar áreas rurais ou nas cidades: “e percorria todas as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para Jerusalém” (Lc 13.22). Na verdade, Jesus ia aonde os pecadores estavam, e isto independente do lugar. Isto podemos ver mais detalhadamente abaixo:

1.1 Na zona rural.
Os evangelhos nos mostram que Jesus pregou em aldeias (Mc 1.38; 6.6; 14.23; Lc 8.1). A palavra “aldeia” segundo o Aurélio significa: “pequena povoação de categoria inferior à vila” (SOARES, 2004, p. 88). O Mestre também ordenou aos discípulos que evangelizassem as aldeias e não somente as cidades (Mt 10.11; Lc 9.6). Portanto, todos os que procuram propagar a Palavra de Deus devem seguir o exemplo de Cristo e dos apóstolos e cuidar de que as aldeias não sejam negligenciadas.

1.2 Na zona urbana.
Além das aldeias, Jesus pregou também nas cidades, fossem elas de pequena ou de grande importância (Mt 9.35; 11.1; Lc 4.43). O que dizer, por exemplo, da cidade de Nazaré (Lc 4.16); Cafarnaum (Mc 4.13); Corazim e Betsaida (Mt 11.21); Jerusalém (Mt 21.10). É necessário entender que é nas grandes cidades onde encontramos uma população maior, portanto, devemos levar a mensagem do Evangelho aos centros urbanos a fim de fazermos notória a mensagem de Cristo ao maior número de pessoas.


II. A EVANGELIZAÇÃO URBANA NA PERSPECTIVA DIVINA
A presente lição aborda especificamente a evangelização nos centros urbanos, o que alguns chamam de “missões urbanas”. Nas cidades, encontramos um número maior de habitantes, por isso, a Igreja deve dar uma atenção maior ao evangelismo neste locais, a fim de alcançar um número maior de pessoas para Cristo. Esta sem sombra de dúvidas é a perspectiva divina, como veremos a seguir:

2.1 Lugar estratégico.
Deus planejou por Sua Soberania, derramar o Espírito Santo sobre os quase cento e vinte discípulos quando estes se encontravam na grande cidade de Jerusalém, conforme Jesus havia dito (Lc 24.49; At 1.8,12). Jerusalém era a cidade onde estava o Templo (Mt 24.1; Mc 11.11,15,27). Jerusalém, que figura no Evangelho como o lugar onde o Senhor foi rejeitado, fica sendo o lugar onde Ele ressuscita dentre os mortos, onde é derramado o Espírito, e onde a igreja começa a sua obra.

2.2 Momento estratégico.
Nesta ocasião em Jerusalém estava acontecendo a Festa de Pentecostes (At 2.1). Esta era a segunda festa do primitivo calendário bíblico e possui três nomes no AT: a) Festa da Colheita (Êx 23.16); b) Festa das Semanas (Êx 34.22); e, c) Festa das Primícias (Nm 28.26). Pentecostes ocorria cinquenta dias depois da Páscoa. Trata-se de um nome grego, dado tardiamente pelos judeus de fala grega que significa: “quinquagésimo”. Segundo Boyer (2011, p. 418 – acréscimo nosso), “o Espírito Santo veio sobre a igreja num momento em que esta solene festa em Jerusalém acontecia, a que assistiam dois a três milhões, calcula-se, de judeus e prosélitos”.

2.3 Povo estratégico.
Por ocasião da Festa de Pentecostes, havia judeus de várias partes do mundo, e nesta ocasião ouviram o evangelho pelos servos do Senhor em sua própria língua, por manifestação sobrenatural (At 2.5-13). O apóstolo Pedro levantou-se naquele momento e pregou o evangelho mostrando que aquela manifestação tinha respaldo na profecia de Joel (At 2.14-21; Jl 2.28-32). Aproveitou para anunciar as Boas Novas de Salvação por meio de Cristo Jesus que havia morrido crucificado, mas que ressuscitara e que a prova de que Ele estava vivo e a direita de Deus era o derramar do Espírito que aqueles homens estavam testemunhando (At 2.33-36). Tal pregação na unção de Deus resultou na conversão de quase três mil almas (At 2.1-37-41). O desejo de Deus fica claro de que queria espalhar o evangelho ao mundo, conforme Jesus mesmo havia declarado (At 1.8).


III. PAULO E A EVANGELIZAÇÃO URBANA
O apóstolo Paulo foi um exímio evangelizador de áreas urbanas. Sob a direção do Espírito Santo este nobre servo de Deus se dispôs a levar a mensagem do Evangelho as grandes cidades, dentre as quais podemos citar:

3.1 A cidade de Corinto.
Nenhuma cidade da Grécia era mais favoravelmente localizada para o comércio por terra e mar do que a cidade de Corinto. O imperador Augusto fez de Corinto a capital da Acaia. Ela era também uma cidade hospitaleira aos marinheiros e viajantes que vinham a negócios ou a procura de prazer. A igreja em Corinto foi fundada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária (At 18.1-17). Nessa cidade, Paulo permaneceu por 18 meses, sendo auxiliado por Priscila e Áquila e outros obreiros. Apesar das oposições que sofreu, o apóstolo Paulo pregou o evangelho e muitas conversões aconteceram (At 18.8). Deus o consolou dizendo que tinha muito povo naquela cidade (At 18.10).

3.2 A cidade de Filipos.
Lucas nos mostra à cidade de Filipos como a “...primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia...” (At 16.12), o que nos deixa claro que era cidade de grande importância política. Filipos ficava localizada na parte oriental da Macedônia. Constituía-se o portão de entrada da Europa. A primeira exposição da cidade de Filipos ao evangelho é registrada em (At 16.6-40), quando Paulo, em sua segunda viagem missionária, com Silas e Timóteo chegaram lá (At 15.40). A princípio a intenção do apóstolo era ir para Ásia, e depois para Bitínia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo (At 16.6,7). Estando em Trôade, Lucas conta que Paulo teve uma visão, que lhe deu nova rota para sua tarefa missionária (At 16.9). Após esta visão, o apóstolo concluiu que Deus o chamava para ali pregar o evangelho (At 16.10-12). Apesar das grandes dificuldades que enfrentou, Paulo conseguiu implantar o evangelho nesta cidade. Libertação, conversões e milagres aconteceram em Filipos conforme o registro bíblico (At 16.14; 16-18; 26-28).

3.3 A cidade de Éfeso.
A cidade encontra-se no pequeno continente da Ásia Menor. Esta era a capital da província romana da Ásia. O templo da Diana dos efésios (At 19.28) foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Éfeso era conhecida, também, como o foco de adoração da deusa da fertilidade, Ártemis ou Diana (At 19.27). Historiadores calculam a população da cidade de Éfeso no primeiro século entre 250 e 500 mil habitantes. A igreja de Éfeso foi fundada por Paulo e, provavelmente, por Áquila e Priscila, por volta do ano 52 d.C. (At 18:18-28). Paulo levou o Evangelho a esta cidade durante a sua segunda viagem missionária (At 18.19).


IV. ESTRATÉGIAS DE EVANGELISMO URBANO
O Senhor Jesus pregou em vários lugares: no monte, nas cidades, no templo e nas sinagogas (Mt 5.1-2; 9.35; 13.1-3,54; 21.23). Lucas nos diz que toda a cidade de Jerusalém foi evangelizada (At 5.28). O evangelismo era praticado todos os dias, quer no templo, quer nas casas, e de forma perseverante (At 5.42). Quando foram dispersos por causa da perseguição, os discípulos saíram pregando por todos os lugares (At 8.1). O livro de Atos nos serve de parâmetro para a prática do evangelismo. Não podemos esperar que os pecadores venham para o Templo ao nosso encontro a fim de serem evangelizados. Pelo contrário, precisamos ir ao encontro deles. Em Lucas 14.21,23 Jesus ao narrar uma parábola disse: “Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres e aleijados e mancos e cegos...Sai pelos caminhos e valados e força-os a entrar para que a minha casa se encha”. É necessário que saiamos ao encontro das almas perdidas. Para isto dispomos de diversas formas pelas quais podemos levar o evangelho, tais como: a) nas ruas (At 17.17); b) nos transportes (At 8.26-35); c) nos hospitais (Jo 5); d) nas faculdades (At 17.19-23); e e) na mídia: rádio, TV e internet como a nossa Igreja tem feito.


V. OS DESAFIOS DO EVANGELISMO URBANO
5.1 As leis que restringem a liberdade religiosa.
No primeiro século, os discípulos, viram-se diante do desafio de pregar a Palavra de Deus, ante as leis que lhes foram impostas para inibi-los (At 4.17,18; 5.28). No nosso país, ainda desfrutamos de liberdade religiosa, mas há igrejas em determinados lugares que não possuem mais esse privilégio. Portanto, aproveitemos o máximo do tempo que dispomos (II Tm 4.2).

5.2 O endurecimento por parte das pessoas.
Em todo tempo houveram pessoas que se endureceram ao convite do evangelho. Nas áreas urbanas é comum as pessoas resistiram por causa da sua posição social, nível acadêmico, preconceito, ignorância dentre outros. Com a multiplicação da iniquidade (Mt 24.12), os homens tornar-se-ão ainda mais insensíveis e resistentes a recepção das Boas Novas. Paulo previu esse árduo tempo (II Tm 3.1-7).

5.3 As perseguições contra os cristãos.
Desde a sua inauguração a igreja sofreu represálias para cumprir a sua excelente missão (At 8.1). Jesus havia predito que seus seguidores sofreriam perseguição por sua causa (Mc 13.13; Jo 15.20,21). Atualmente, todo servo do Senhor também sofre perseguições por propagar a sua fé, seja no trabalho, na escola, na sociedade. No entanto, não devemos nos intimidar com tal sofrimento sabendo que nos espera um galardão (Mt 5.10-12).


CONCLUSÃO
Embora a evangelização urbana esteja cercada de desafios para a igreja atual devemos estar dispostos a, no poder do Espírito Santo, superá-los e levar adiante a mensagem de salvação a todos os homens a fim de que estes possam receber a Cristo como Único e Suficiente Salvador de suas vidas.




REFERÊNCIAS
Ø  ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Ø  HORTON, Stanley. I & II Coríntios. CPAD.
Ø  SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por versículo. CPAD
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.



Por Rede Brasil de Comunicação.