sábado, 19 de outubro de 2013

LIÇÃO 3 - TRABALHO E PROSPERIDADE



Pv 3.9,10; 22.13; 24.30-34 




INTRODUÇÃO
Nesta lição definiremos as palavras “trabalho e prosperidade”. Destacaremos que o trabalho foi criado por Deus antes do pecado para ser uma benção na vida do homem e que este imita ao seu Criador quando trabalha, ciente de que Deus o abençoa. Veremos também exortações bíblicas quanto aqueles que são preguiçosos; pontuaremos ainda a diferença entre ser rico e ser próspero; e, por fim, analisaremos quais os obstáculos que impedem o cristão de prosperar.


I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA TRABALHO E PROSPERIDADE
O Aurélio define a palavra “trabalho” como “aplicação das forças e faculdade humanas para alcançar um determinado fim”; atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento”. No hebraico a palavra “ãmãl” é usada para se referir a “trabalho, labuta” (Gn. 41.51; Sl.105.44). Já a expressão “prosperidade” vem da palavra “prosperar” que por sua vez significa: “tornar-se próspero; progredir; desenvolver-se”. No contexto da nossa lição o trabalho é a causa e a prosperidade é a consequência na vida daquele que trabalha e agradece a Deus entregando-lhe o dízimo, as primícias da sua renda (Pv 3.9,10).


II – TRABALHO: UMA BENÇÃO DADA POR DEUS AO HOMEM
O trabalho é uma bênção de Deus e é necessário aos homens Pois comerás do trabalho das tuas mãos, FELIZ SERÁS, e te irá bem” (Sl 128.2). “Em todo trabalho há proveito” (Pv. 14.23-a).

2.1 O trabalho veio antes do pecado do homem. Diferente do que algumas pessoas imaginam, o trabalho não é o julgamento de Deus por causa do pecado de Adão (Gn 3.17-19). Se examinarmos corretamente as Escrituras, veremos que Deus colocou o homem no jardim do Éden para o “lavrar e o guardar”, ou seja, para trabalhar antes mesmo da desobediência ao Senhor (Gn 2.15). Adão já trabalhava antes de pecar, cuidando do jardim. Uma das consequências do pecado, além da morte, foi que o trabalho seria “penoso e suado” (Gn 3.19), e isso não significa que ele seja amaldiçoado por Deus. “Não é, pois, bom para o homem que coma e beba e que faça gozar a sua alma do bem do seu trabalho? Isto também eu vi que vem da mão de Deus” (Ec. 2.24).

2.2 O trabalho não foi o resultado do pecado. Desde a criação de Deus que o homem foi colocado no jardim para “trabalhá-lo, “cultivá-lo” (Gn 2.15) do hebraico “âbad”. A maldição (Gn 3.16-17) era apenas “a dor e a fadiga” que haviam de acompanhar o trabalho, não o trabalho em si. Isso é destacado quando Lameque diz, por ocasião do nascimento de Noé, que este “nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que o Senhor amaldiçoou” (Gn 5.29).

2.3 O homem “imita” seu Criador quando trabalha. Ao trabalhar seis dias e descansar ao sétimo, Israel imitava a Deus ao criar o “kosmos” (Gn 2.1-2). O profeta Isaías disse que Deus trabalha “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera” (Is 64.4). Jesus fez também a seguinte declaração: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17).

2.4 Deus honra aquele que trabalha. Temos vários exemplos na Bíblia, de homens que sempre trabalharam para se manterem e não serem “pesados aos seus irmãos”, como por exemplo: Davi era pastor de ovelhas (1Sm 16.19, 2Sm 7.8), Amós ganhava a vida como boieiro (Am 1.1), Jesus era carpinteiro (Mt. 13.55; Mc. 6.3), Paulo era fabricante de tendas (At. 18.1-3). “Vós mesmo sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram” (At 20.34). “Trabalhando com nossas próprias mãos” (1Co 4.12-b). “Porque bem vos lembreis, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós...” (1Ts 2.9). “...nem, de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós” (2Ts 3.8).


III – EXORTAÇÃO BÍBLICA AQUELE QUE É PREGUIÇOSO
O livro de Provérbios é o livro bíblico que mais faz alusões ao defeito da preguiça, ou indolência, descreve o preguiçoso como “indivíduo que gosta de dormir”. O preguiçoso não cuida de suas propriedades, nem de suas plantações, pelo que também está sujeito a padecer fome, em contra partida aquele que trabalha prospera (Pv 6.6,9; 13.4; 15.9; 24.30; 26.13-16). A condição do preguiçoso é tão lamentável que mesmo tendo alimento para comer, ele tem preguiça de levá-los a boca (Pv 19.24). Vive criando desculpas esfarrapadas para nada fazer, como aquele que diz que há um leão solto nas ruas, o que o impede de ir ao trabalho (Pv 22.13). Ele se dá por sábio ao evitar trabalhar dizendo que está evitando o desgaste físico, preferindo as fantasias do que o trabalho, que na sua concepção é cansativo e difícil (Pv 13.4; 21.25). Fazendo assim o preguiçoso não somente cai em desgraça mas também leva a ruína aquele a quem tiver de prestar algum serviço (Pv 10.26).


IV – A DIFERENÇA ENTRE SER RICO E SER PRÓSPERO
A verdadeira prosperidade não é sinônimo de riqueza material, como muitos pensam. Nem sempre um homem rico pode ser considerado como próspero e, da mesma maneira, não podemos dizer que um homem pobre não possa ser próspero. A diferença consiste em possuir a benção de Deus sobre o que se tem (Dt 11.27; 16.17; 28.2,8; Ef 1.3). Nas Sagradas Escrituras, ser próspero não significa, necessariamente, possuir riqueza e bens materiais. José, por exemplo, era próspero, mesmo quando estava como escravo, ou até mesmo na prisão (Gn 39.2,3; 39.23); Daniel e os três jovens hebreus prosperaram em Babilônia, mesmo na condição de cativos (Dn 3.30; 6.28). A prosperidade depende, principalmente, da obediência a Deus, e à Sua Palavra (Nm 14.41; Dt 29.9; Js 1.8; I Rs 2.3; II Cr 24.20; Sl 1.1-3)


V – OBSTÁCULOS PARA QUE O CRENTE NÃO PROSPERE
5.1 A negligência quanto ao dízimo. O Dízimo, é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do servo de Deus. Antes da Lei, já encontramos alguns exemplos de entrega dos dízimos: Abraão (Gn 14.18-20; Hb 7.4); e Jacó (Gn 28.18-22). Mas, foi na Lei que Deus estabeleceu princípios para a entrega dos dízimos. O Senhor Jesus não apenas reconheceu a importância da prática do dízimo, mas também recomendou (Mt 23.23); e, o apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, fez referência ao dízimo para extrair o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (I Co 9.9-14 cf Lv 6.16,26; Dt 18.1). Eis alguns princípios que estão envolvidos na prática do dízimo: (1) OBEDIÊNCIA, pois é um mandamento do Senhor (Nm 18.21-32; Dt 12.1-14; 14.22-29; Ml 3.10); (2) GRATIDÃO reconhecendo que tudo o que temos é porque Ele tem nos dado (I Cr 29.14; Sl 103.5; Mt 11.6; Rm 11.36); (3) SERVIÇO, pois entregando o dízimo estamos contribuindo na manutenção da obra do Senhor (Ml 3.10). Logo, não dizimar é ser desobediente, ingrato e negligente com a obra de Deus. E sendo assim o crente sofrerá a punição do Senhor (Ml 3.7-9).

5.2 O desequilíbrio na mordomia dos bens. Muita pessoas não conseguem prosperar, principalmente na área financeira porque são desequilibradas quanto a administração daquilo que possuem. Vejamos alguns problemas do mal uso do dinheiro:

5.2.1 Consumismo - De acordo com o Aurélio, consumismo é o “Sistema que favorece o consumo exagerado” é a “tendência a comprar exageradamente”. A Bíblia adverte: “O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade” (Ec 5.10). Alcançar todos os bens que se deseja não dá a ninguém a satisfação plena. Paulo encontrou na pessoa de Cristo, o equilíbrio no que tange às coisas materiais (Fp 4.11).

5.2.2 Avareza - É o amor ao dinheiro, que causa uma verdadeira escravidão e dependência (I Tm 6.9,10). Deus não condena o dinheiro em si, mas, a ambição, cobiça, exploração, e usura. Abraão era homem muito rico; Jó era riquíssimo, antes e depois de sua provação (Jó 1.3,10); Davi, Salomão e outros reis acumularam bens e nenhum deles foi condenado por isto. O que a Bíblia condena é a ambição desenfreada pelos bens (Pv 28.20; Dt 8.11; Pv 11.28; Mc 4.19; Pv 23.4,5; Pv 28.11; Pv 5.10).

5.2.3 Dívidas - Muitas pessoas estão em situação difícil, por causa do uso irracional de benefícios oferecidos como facilidades pelo comércio, tais como: cartão de crédito, cheque, crediário, empréstimos, etc. As dívidas podem provocar muitos males, tais como: desequilíbrio financeiro, inadimplência, intranquilidade; provocando até certos aparecimentos de doenças, desavenças no lar; perda de autoridade e o mau testemunho perante os ímpios (Pv 6.1-5; 11.15).


CONCLUSÃO
Certo pensador já disse: “o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário” e como pudemos ver, esta assertiva é verdadeira, pois o preguiçoso deseja tudo e nada tem (Pv 13.4). No entanto, biblicamente podemos destacar que além de trabalhar o crente deve ser grato a Deus entregando-lhe os dízimos, sabedor de que fazendo assim contará com a benção de Deus sobre a sua vida.



REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.  


Por Rede Brasil de Comunicação


sábado, 12 de outubro de 2013

A CISTERNA



Objetivo: Refletir sobre os cuidados que o casal deve ter para que não haja brechas para cometer adultério.

Material:
Copo descartável para cada aluno
Água potável (limpa para beber)
Água “suja” (colocar algo para sujar a água)
01 copo descartável com rachaduras
01 saco de lixo

Procedimento:
- Entreguem um copo descartável, para cada aluno, com água limpa para beber.
- Depois, leiam: “Bebe água da tua cisterna e das correntes do teu poço” (Pv 5.15).
- Falem: Faz de conta que este copo representa uma cisterna. Para tomar da água desta cisterna, devemos observar se água está limpa. Peçam para que eles observem a qualidade da água, a cor, o cheiro...
- Agora, peçam para que tomem da água.
- Reflitam sobre: Como podemos conservar a qualidade da água.
A fonte da água deve ser boa: temos em Jesus a fonte de água viva, não podemos rejeitá-lo.
- Agora, coloquem água suja dentro de um copo descartável.
- Falem: Observem esta água. Ela está suja. O que fazer para que isto não aconteça?
Manter a cisterna fechada para que não entre impurezas: o cristão deve observar a introdução de coisas erradas na sua vida, que maculem sua vida conjugal e comunhão com Deus.
- Apresentem um copo descartável com vazamento e coloquem água (não falem para os alunos que o copo tem rachaduras).
- Perguntem: Mas o que está acontecendo?
- Agora, leiam: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água” (Jr 2.13).
- Falem: Se não há água limpa e cuidados com a cisterna, com certeza há a tendência de procurar em outra fonte. Dessa forma, isto pode representar no casamento o desejo de procurar outras fontes. Daí, a necessidade dos cônjuges cuidarem da cisterna e da água, para que não haja brechas para o adultério.
- Recolham os copos descartáveis e coloquem no saco de lixo.
- Agora, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa. 

Por Sulamita Macedo.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

LIÇÃO 02 – ADVERTÊNCIAS CONTRA O ADULTÉRIO



 Pv 5.1-6




INTRODUÇÃO
Veremos nesta lição as consequências do adultério; quais as advertências que a Bíblia nos mostra para não cairmos neste mal; analisaremos ainda as características da mulher adúltera de Provérbios 5, e, por fim, finalizaremos mostrando a importância da fidelidade conjugal.


I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA ADVERTÊNCIA E ADULTÉRIO
O Dicionário Aurélio define a palavra advertência como: “ato ou efeito de advertir, admoestação, aviso”. No grego o termo equivalente para advertência é a palavra “noutheteõ” que também significa: “aviso” (At 20.31; Rm 15.14; 1 Co 4.14; Cl 1.28; 3.16; 1Ts 5.12,14; 2Ts 3.15). O Aurélio define adultério como: “violação ou transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial”. Já a palavra adultério no grego é “moichós” que denota: “intercurso ilícito com o cônjuge de outro” (Lc 18.11; 1Co 6.9; Hb 13.4) ou “moicheía” (Mt 15.19; Mc 7.21; Jo 8.3) que significa: “relação sexual entre uma pessoa casada e outra que não é o seu cônjuge”. O adultério é expressamente proibido no sétimo mandamento, “Não adulterarás” (Êx 20.14 e Dt 5.18).


II – A MULHER ESTRANHA E O ADULTÉRIO
O capítulo 5 de Provérbios começa aconselhando os homens a se afastarem da mulher imoral. A princípio, os lábios dela podem parecer “destilar favos de mel”, mas, quando tudo acabar, só restará tristeza e amargura (Pv 5.4). Vejamos:

2.1 “Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel […]” (Pv 5.3-a). A sedução geralmente começa com palavras lisonjeiras e ardilosas (Pv 2.16). Os lábios de mel devem fazer parte do amor verdadeiro dentro do casamento (Ct 4.11).

2.2 “[…] e o seu paladar é mais suave do que o azeite” (Pv 5.3-b). O livro de Provérbios adverte repetidas vezes quão destrutiva é a imoralidade sexual. Salomão ressalta que, embora os prazeres enganosos da imoralidade sejam atraentes, a entrega aos mesmos levam a ruína (Pv 5.7-14).

2.3 “Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes” (Pv 5.4). O futuro de quem prova os lábios desta “mulher estranha (imoral)” é como o “absinto”, um símbolo de sofrimento (Dt 29.18), e uma “espada de dois gumes”, o símbolo da morte.

2.4 “Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno” (Pv 5.5). Ela caminha pela estrada que conduz à morte e ao inferno (Pv 2.18).


III - CARACTERÍSTICAS DA MULHER ADÚLTERA DE PROVÉRBIOS
Sua natureza é má (Pv 6.24). “Para te guardarem da mulher má”;
É descarada (Pv 7.13-17). “Pegou dele, pois, e o beijou; e com semblante impúdico lhe disse: Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. Por isso saí ao teu encontro a buscar-te diligentemente, e te achei.
Veste-se indecentemente e é astuta (Pv 7.10). “E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, ornada à moda das prostitutas e astuta de coração”.
Se faz de vítima (Pv 30.20). “Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: não pratiquei iniquidade”.
É sedutora (Pv 7.25) “[...] nem te deixes prender pelos seus olhares”.
Fala suavemente para enganar (Pv 5. 3-4; 6.24; 2.16; 7.5,21) “Porque os lábios da mulher licenciosa destilam mel, e a sua boca é mais macia do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes”.
Está sempre atrás de uma possível vítima (Pv 6.26) “Porque o preço da prostituta é apenas um bocado de pão, mas a adúltera anda à caça da própria vida do homem. Não se contenta com um pouco de dinheiro, ela quer sempre mais”.
É uma mulher astuta (Pv 7.19-20) “Porque meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe; um saquitel de dinheiro levou na mão; só lá para o dia da lua cheia voltará para casa”.
É uma mulher covarde (Pv 23.27-28) “Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira. Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores. Age como amiga da mulher casada e, por trás, seduz seu marido, furtivamente como um ladrão que age nas trevas”.
Não mede consequências (Pv 5.5-6) “Os seus pés descem à morte; os seus passos seguem no caminho do Sheol. Ela não pondera a vereda da vida; incertos são os seus caminhos, e ela o ignora.


IV - A INFIDELIDADE CONJUGAL
Adultério, como a maioria dos pecados, começa na mente (Mc 7.21). O crente em Cristo precisa levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). O apóstolo Paulo exorta o cristão a uma transformação “pela renovação da... mente” (Rm 12.2), e Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, disse: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura (pensamento impuro), no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28). A porta principal da mente são os olhos (Mt 6.22-23). O casamento é uma aliança feita entre pessoas de sexos diferentes, motivados pelo amor e que juram fidelidade um ao outro de viverem juntos até que a morte os separe (Rm 7.2; I Co 7.39). Infelizmente, esse juramento pode ser quebrado, quando um dos cônjuges se torna infiel ao outro (Mt 19.9; Mc 10.11). Esta infidelidade é chamada de adultério, e este por sua vez, é a “relação sexual entre uma pessoa casada e outra que não é o seu cônjuge” (WYCLIFFE, 2012, p. 35). A vontade de Deus é que os cônjuges se amem mutuamente (Ef 5.25; Tt 2.4) e fujam da infidelidade (1 Co 6. 18).


V – AS CONSEQUÊNCIAS DO ADULTÉRIO NA FAMÍLIA
Sem dúvida alguma, a infidelidade conjugal tem sido a causa de muitas tragédias na família. O que comete adultério certamente estará praticando o mal (Pv 5.15,18-19; 6.32). Muitos lares têm sido destruídos por esta arma diabólica. Isto porque o adultério destrói a confiança, sufoca o amor, mata o respeito, acaba com a transparência, suscita o ciúme e empurra a família para uma crise de consequências imprevisíveis. Eis algumas:
(1) Rompimento do casamento (Dt 22.15-21);
(2) Trauma nos filhos (1Sm 13.1-22);
(3) Escândalo na igreja (I Co 5.1);
(4) Mau testemunho para sociedade (I Co 10.32);
(5) Marcas profundas de ambos os lados (II Sm 12.15-20);
(6) Os maus exemplos poderão ser seguidos pelos filhos (II Sm 13) e;
(7) Depressão e perda da comunhão com Deus (Sl 51.8-12).


VI – COMO EVITAR O ADULTÉRIO
A Bíblia Sagrada que é a “lâmpada para os nossos pés e a luz para o nosso caminho” (Sl 119.105), ensina-nos como devemos proceder para que evitemos este terrível pecado. Vejamos algumas de suas recomendações:
Evitando maus pensamentos, ocupando a mente com o que é proveitoso (Pv 4.23; Fp 4.8; Mt 15.19);
Estarmos vigilantes. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação [...]” (Mt 26.41)
Afastando dos olhos aquilo que pode levar a pessoa a alimentar seu interior com o pecado (Sl 101.3; Mt 6.22,23);
Mantendo-se longe de pessoas cujo comportamento está em desacordo com a Bíblia (Sl 1.1-3; I Co 5.11);
Mortificando a carne e andando em Espírito (Cl 3.5; Gl 5.16-18);
Só abstendo-se do ato sexual com o cônjuge por consentimento mútuo e por tempo determinado (I Co 7.5);
Sendo um cônjuge que mantém seu esposo (a) satisfeito (a) (Pv 5.15; I Co 7.3);
Observando a Palavra de Deus (Sl 119.11; Pv 4.20);
Orando e vigiando sempre (Mt 26.41).


VII - O CASAMENTO NA PERSPECTIVA BÍBLICA
O casamento não foi estabelecido por uma lei humana, nem inventado por alguma civilização. Ele antecede toda a cultura, tradição, povo ou nação. A história do primeiro casal, Adão e Eva, é apresentada no Antigo Testamento como a gênese do casamento (Gn 2.18-25). O texto bíblico deixa claro que Deus “formou uma mulher, e trouxe-a a Adão” (Gn 2.22-b). Logo, o casamento é uma instituição divina (Mt 19.5,6). O Aurélio define a palavra “instituição” como: “ato de instituir; criação, estabelecimento”. Por isso, biblicamente podemos afirmar que estar casado é:

7.1 Um presente de Deus (I Co 7.7). A palavra “dom” no grego “charisma” significa: “presente” dando a entender que o homem é presenteado por Deus com o matrimônio (Pv 18.22; 19.14).

7.2 Um estado honroso. O escritor aos hebreus nos diz: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (Hb 13.4-a). O Aurélio define a palavra veneração como: “reverência, respeito, admiração, consideração”. Está explícito que o casamento é uma condição de honra, pois nele o sexo é desfrutado de forma legal.

7.3 Um meio de satisfação. O ato conjugal também foi criado para proporcionar prazer ao casal (Pv 5.15-18). O sábio exorta os cônjuges a desfrutarem do sexo, sem ao menos mencionar os filhos. Neste capítulo, o homem é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade e o prazer (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).


CONCLUSÃO
Concluímos que devemos estar atentos vigiando e orando sempre para não cairmos em tentação (Mt 26.41), pois, o nosso adversário está ao nosso derredor buscando a quem possa tragar (1Pe 5.8). Nossa família deve ser guardada e protegida pela orientação da Palavra de Deus.



REFERÊNCIAS
• LOPES, Hernandes Dias. Casamento, divórcio e novo casamento. HAGNOS.
• VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

                                                                                                                                                                           Por Rede Brasil de Comunicação

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2013



                            Sabedoria de Deus para uma Vida vitoriosa
                                A Atualidade de Provérbios e Eclesiastes                                




Lição 01

1. O que o livro de Provérbios revela acerca de Salomão?
R. O livro revela que havia alguns provérbios de Salomão que circulavam nos dias do rei Ezequias. Posteriormente, eles foram compilados pelos homens desse rei (Pv 25.1).

2. Embora pertença ao mesmo gênero literário de sabedoria judaica, qual a diferença entre Eclesiastes e Provérbios?
R. Diferentemente de Provérbios, Eclesiastes apresenta-se como um discurso usado em assembleias ou templos.

3. Além de louvores e orações, o que os livros poéticos mostram?
R. Muito da sabedoria do povo de Israel.

4. Cite pelo menos três objetivos propostos na introdução do livro de Provérbios.
R. Conhecer a sabedoria, a instrução; entender as palavras da prudência; adquirir sábios conselhos.

5. Os livros de Provérbios e Eclesiastes formam uma tessitura milenar no contexto religioso judaico. Para nós, o que eles falam hoje?
R. Adaptados a nossa realidade, eles apresentam conselhos práticos para a vida cotidiana.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

LIÇÃO 01 – O VALOR DOS BONS CONSELHOS



 Pv 1.1-6



INTRODUÇÃO
Neste último trimestre do ano estudaremos sobre a Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa, baseada nos livros de Provérbios e Eclesiastes, onde teremos a oportunidade de estudar sobre diversos temas atuais e relevantes para a Igreja do Senhor Jesus, tais como: trabalho e prosperidade, o correto uso do dinheiro, o cuidado com as palavras, humildade, temor a Deus, dentre outros. Nesta primeira lição, que tem por título O Valor dos Bons Conselhos, teremos uma visão panorâmica desses dois livros escritos pelo sábio Salomão; estudaremos sobre a sabedoria do rei Salomão, autor dos dois livros; e o verdadeiro propósito da busca da sabedoria em Provérbios e Eclesiastes.


I – OS LIVROS DE PROVÉRBIOS E ECLESIASTES

 PROVÉRBIOS
 ECLESIASTES

Tema do livro. Sabedoria para uma vida correta.

Título. Deriva-se do hebraico mashal e significa “provérbio”, “comparação” ou “parábola”. O título em português ―provérbios‖ significa máximas que expressam uma verdade de forma sucinta.

Breve resumo. Encontramos no livros dos Provérbios um resumo dos mandamentos divinos através de frases curtas, apresentadas muitas vezes por meio de contrastes. A essência do livro é o ensino da Moral e dos princípios éticos que nos orientam a governar as nossas vidas. O livro possui três divisões principais:
1. A sabedoria para os jovens (Pv 1.1 — 9.18);
2. A sabedoria para todas as pessoas (Pv 10.1 — 24.34);
3. A sabedoria para os líderes (Pv 25.1 — 31.31).

Propósito. O propósito do livro está bem claro em (Pv 1.2-7): dar sabedoria e entendimento quanto ao comportamento sábio, a justiça, o discernimento e a imparcialidade, de maneira que os simples sejam prudentes e os jovens inteligentes (Pv 1.4); e os sábios sejam ainda mais sábios (Pv 1.5,6).

Assuntos do livro.
* Obediência aos pais (1.8,9);
* Tentações dos incrédulos (1.10-19);
* Sabedoria e temor do Senhor (1.20-33);
* Sabedoria e discernimento (2.1-22);
*Características da verdadeira sabedoria (3.1-35);
* A sabedoria como tesouro da família (4.1-13, 20-27);
* A tentação e loucura da impureza sexual (5.1-14);
* Exortação à fidelidade conjugal (5.15-23);
* O perigo de ser fiador, preguiçoso e enganador (6.1-19);
* O Convite da Sabedoria (8.1-36); 
* Contraste entre a sabedoria e a insensatez (9.1-18); 
* Contrastantes sobre o justo e o ímpio (10.1—15.33); 
* Incentivo à vida de retidão (16.1—22.16); 
* Provérbios sobre vários tipos de pessoas (25.1—26.28); 
*Provérbios sobre diversos procedimentos (27.1—29.27); 
* Acerca da esposa sábia (31.10-31).

Dentre outros


Tema do Livro. Anulidade da vida à parte de Deus

Título. Do hebraico Qoheleth significa “pregador, “orador da assembleia” ou “alguém que se dirige a uma assembleia”.

Breve resumo. Eclesiastes aplica a sabedoria no objetivo de entender o significado da vida. Neste livro, Salomão revela quanto é inútil viver sem Deus e considerar os bens materiais e as conquistas pessoais como reais valores da vida. O livro possui duas divisões principais:
1. Futilidade de procurar significado na vida sem Deus (Ec 1-6);
2. A felicidade de achar significado da vida com Deus (Ec 7-12).

Propósito. Demonstrar a futilidade de buscar felicidade nesta vida, à parte de Deus e da sua Palavra. Neste livro, o rei Salomão diz que teve riquezas, poder, honrarias, fama e prazeres sensuais, em grande abundância, mas no fim, o resultado de tudo foi o vazio e a desilusão: “Tudo é vaidade” (Ec 1.2).

Assuntos do livro.
* A inutilidade de uma vida egocêntrica (1.12-2.26); * A insuficiência da sabedoria e filosofia humanas (1.12-18); 
* A banalidade dos prazeres e riquezas (2.1-11); 
* A transitoriedade das grandes realizações (2.12-17); 
* Injustiça associada ao trabalho esforçado (2.18-23); 
* O real prazer em viver está somente em Deus (2.24-26); 
* Reflexões sobre as experiências da vida (3.1—11.6); 
* Há um tempo para tudo (3.1-8);
 * Deus é o juiz de todos (3.15-22); 
* Experiências vãs da vida natural (4.1-16); 
* Reverência na presença do Senhor (5.1-7); 
* O acúmulo de bens (5.8-20); 
* Vida e morte do ser humano (6.1-12); 
* Provérbios diversos a respeito da sabedoria (7.1—8.1); 
* Sobre a justiça (8.2—9.12); 
* Obediência ao rei (8.2-8); 
* Transgressão e castigo (8.9-13); 
 * Justiça verdadeira (8.14-17);
*Provérbios variados sobre a sabedoria (9.13—11.6); * Regozijar-se na juventude (11.7-10); 
* Lembrar-se de Deus na juventude (12.1-8);
* Temer a Deus e guardar Seus mandamentos (12.13,14).



II – A SABEDORIA DE SALOMÃO
Sem dúvida, uma das grandes virtudes do rei Salomão foi sua sabedoria. Quando o Senhor lhe apareceu em Gibeão e lhe disse: “pede-me o que queres” ele respondeu: “A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?”. Esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, e Ele lhe deu não apenas sabedoria, mas, também, riqueza e glória (I Rs 3.1-12). O rei Salomão compôs três mil provérbios e mil e cinco cânticos (I Rs 4.31,32) e é autor de três livros: Provérbios, Eclesiastes e Cantares. As Escrituras afirmam que pessoas de todas as nações vinham a Jerusalém para ouvir suas palavras (I Rs 4.34; 10.6,7).


III – O PROPÓSITO DA BUSCA PELA SABEDORIA EM PROVÉRBIOS E ECLESIASTES
A sabedoria, de acordo com o livro de Provérbios e Eclesiastes, significa viver e pensar de conformidade com a verdade de Deus, com seus caminhos e seus desígnios. Importa em considerar a totalidade da vida do ponto de vista de Deus, crendo que tudo quanto Ele diz é verdadeiro, sendo este o único padrão digno para orientar nossa vida. Vejamos, então, o propósito da busca pela sabedoria em Provérbios e Eclesiastes:

3.1 Para se conhecer a sabedoria (Pv 1.2). O livro dos Provérbios de Salomão constantemente nos exorta a buscar a sabedoria (Pv 3.21; 4.5,7; 5.1; 7.4; 10.13,14,23; 16.16; 24.14), pois, obtê-la é muito melhor do que possuir prata e outro (Pv 3.13,14). 
Mas, que tipo de sabedoria o sábio se refere? O termo hebraico para sabedoria em (Pv 1.2) é hokhmah e significa “inteligência moral e religiosa”, ou seja, “conhecimento da Lei moral de Deus, no que diz respeito as questões práticas da vida”. Não se trata, portanto, da sabedoria humana ou filosófica, e sim, do discernimento moral entre o bem e o mal, entre o certo e o errado (I Rs 3.9; Is 5.20). 

3.2 Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade (Pv 1.3). A sabedoria, do ponto de vista bíblico, não consiste apenas em palavras (I Co 2.4,13), como a dos gregos; mas, principalmente, na prática das virtudes cristãs, tais como: praticar a justiça e viver de forma honesta e equilibrada (Gn 18.19; Lv 19.15; Sl 15.2; Is 1.17; 56.1; Fp 4.5; Cl 4.1; I Jo 2.29). Logo, o verdadeiro sentido da busca pela sabedoria é andar conforme os padrões estabelecidos por Deus em Sua Palavra (Sl 111.10; Pv 9.10).

3.3 Para dar aos simples prudência (Pv 1.4). O termo hebraico para simples, neste texto é petî, e significa ―ingênuo‖ e refere-se a pessoas imaturas e inexperientes, que podem ser facilmente seduzidas e enganadas (Pv 1.32; 14.15; 22.3). Assim, através da sabedoria adquirida nos Provérbios, ele pode tornar-se prudente, ou seja, alguém capaz de prever e evitar faltas e perigos (Pv 4.1; 7.4; 8.5,12; 9.10; 12.16,23).

3.4 Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria (Pv 1.5). Os Provérbios não servem apenas para aqueles que são simples, tolos e insensatos, mas, também, para aquele que já obteve algum grau de sabedoria, e poderá continuar progredindo em conhecimento (Pv 9.9). Como disse certo teólogo francês: ―Ninguém é tão sábio que não tenha algo pra aprender e nem tão tolo que não tenha algo pra ensinar‖.


3.5 Para entender Provérbios e sua interpretação (Pv 1.6). Encontramos neste texto uma via de mão dupla: devemos ler os provérbios para ser sábio; mas, também, buscar sabedoria para entender os provérbios, pois, interpretar significa ―compreender‖ ou ―descobrir o verdadeiro sentido‖, pois, só é possível pôr em prática os mandamentos e princípios desse livro, se nós o compreendermos. 

3.6 Para temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Todo o livro de Eclesiastes deve ser interpretado à luz dos últimos versículos: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12.13,14). A mensagem final deste livro nos ensina sobre duas grandes verdades: (1) O verdadeiro sentido da vida consiste em temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Dt 6.2; 10.12); e (2) Deus trará a juízo toda obra, até mesmo o que está encoberto (Ec 11.9; Mt 12.36; At 17.31). 


CONCLUSÃO
Provérbios e Eclesiastes são dois, dos três livros escritos pelo sábio Salomão. No primeiro, ele reuniu em curtas frases, um breve resumo dos mandamentos divinos, que dizem respeito, principalmente, aos princípios éticos e morais. No segundo, ele descreve suas próprias experiências, demonstrando que o verdadeiro sentido da vida não consiste em realizações pessoais, e sim, em viver de acordo com os padrões estabelecidos por Deus. Embora escritos por volta de 3.000 anos atras, estes livros contém conselhos, mandamentos e ordenanças eternas e imutáveis, que servem também para nós, que vivemos no século XXI. Por isso, não devemos ler os Provérbios, como simples ditos populares; nem o livro de Eclesiastes, como uma mera biografia ou relato das experiências de um rei; mas, como conselhos divinos para nós!



REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. VIDA.
MEARS, Henrieta. Estudo Panorâmico da Bíblia. VIDA.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.

Por Rede Brasil de Comunicação