domingo, 29 de outubro de 2023

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2023






A PROVA DA VOSSA FÉ -
Vencendo a Incredulidade para
uma Vida Bem-Sucedida.









Lição 05
 
Hora da Revisão
A respeito de “A Fé para Crer que a Vida não Surgiu do Acaso ”, responda:
 
 
1. Defina “método científico”. 
“É um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novos conceitos, também corrigir e integrar conhecimento já existente”.
 
2. Do que se ocupa a ciência? 
Ela se ocupa dos conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, formulados metódica e racionalmente.
 
3. Quem criou e mantém o universo? 
Deus, o Criador.
 
4. Quem foi o responsável por dar forma à ciência moderna?
Copérnico.
 
5. Segundo Charles Colson, “as experiências provam que a vida pode surgir espontaneamente na natureza”? 
“Ao contrário, elas dão evidências experimentais de que a vida só pode ser criada por um ser inteligente que dirige e controla o processo”.



 

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2023






ATÉ AOS CONFINS DA TERRA-
Pregando o Evangelho a Todos
os Povos até a Volta de Cristo. 









Lição 05
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Uma Perspectiva Pentecostal de Missões” responda: 

 
1. A que nos referirmos com o termo “pentecostal”? 
Referimo-nos ao crente que crê que a mesma experiência do Espírito Santo que ocorreu com os apóstolos, no dia de Pentecostes, de acordo com o Livro de Atos, pode acontecer hoje também, ou seja, a experiência com o Espírito Santo hoje não é diferente da experimentada pelos cristãos do século I (At 2.1-12).
 
2. Qual é uma das mais significativas contribuições pentecostais para as missões modernas? 
É a ênfase do papel indispensável do Espírito Santo no complexo desafio de plantar novas igrejas onde Cristo ainda não foi anunciado.
 
3. Qual o acontecimento que impulsiona a obra missionária da primeira Igreja do Novo Testamento? 
A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes é o acontecimento que impulsiona a obra missionária da primeira igreja.
 
4. Segundo a lição, como a primeira igreja atingiria a escala mundial de Missões?
Com o entendimento a respeito da natureza ilimitada do plano de salvação de Deus para os homens, e impulsionada pelo Espírito Santo, a Missão da primeira igreja atingiria a escala mundial.
 
5. Qual é a característica mais surpreendente no Livro de Atos?
A ação do poder do Espírito Santo na Igreja é a característica mais surpreendente no livro de Atos, a ponto de o livro ter sido chamado de “Os Atos do Espírito Santo”.
 
 


sábado, 28 de outubro de 2023

LIÇÃO 05 – UMA PERSPECTIVA PENTECOSTAL DE MISSÕES






At 2.1-8,14-18



INTRODUÇÃO
Nesta lição faremos algumas considerações gerais sobre a origem do termo pentecostal e o que isso quer dizer em sua praticidade; veremos também, a importância dada pelas Escrituras sobre o Espírito Santo para a obra de missões; e por fim, relacionaremos as principais ações do Espírito de Deus na vida dos que estão comprometidos com a tarefa da evangelização mundial.
 
 
I. CONSIDERAÇÕES GERAIS
1. Definição da festa de Pentecostes.
Era a segunda festa do primitivo calendário bíblico e possui três nomes no AT: a) festa da colheita (Ex 23,16); b) festa das Semanas (Êx 34,22); e, c) dia dos primeiros frutos (Nm 28,26). O nome desta festa, entre os cristãos, é Pentecostes, cinquenta dias depois (da Páscoa). O nome colheita tem sua razão de ser, pois a festa acontecia no período da colheita dos grãos (trigo e cevada). Porém, a denominação, mais difundida no AT, é festa das Semanas porque ela era realizada sete semanas depois da Páscoa (Dt 16.10-12). Originalmente, a festa da Colheita (Semanas ou Pentecostes) é uma celebração de produtores de grãos.
 
2. Definição do termo Pentecostal.
O termo bastante conhecido em nossos dias, passou a ser utilizado a partir de 1907 na Grã-Bretanha, pelas igrejas históricas tradicionais, para se referir aos crentes que criam e recebiam o batismo no Espírito Santo, por causa da analogia entre o movimento e o dia de Pentecostes (At 2.1-13), isto é, por causa da efusão do Espírito e das manifestações de poder, que eram observadas por toda a parte nas ilhas britânicas. Por sua vez, “pentecostal” é o crente que crê na realidade de receber a mesma experiência do Espírito Santo que os discípulos receberam no dia de Pentecostes (ISAEL apud GABY, p.46, 2023 – grifo nosso).
 
3. Definição da expressão perspectiva Pentecostal.
A palavra perspectiva diz respeito a: “o modo através do qual alguma coisa é representada ou vista; modo como se concebe ou se analisa uma situação específica”. Associada ao termo Pentecostal, indica: “uma forma de se vê as atividades cristãs e suas principais doutrinas e desdobramentos para a vida diária, a partir da experiência da presença e capacitação do Espírito Santo no seio da Igreja”.


II. A IMPORTÂNCIA DA PESSOA DO ESPÍRITO SANTO PARA A OBRA MISSIONÁRIA
1. Prenunciada no Antigo Testamento.
Desde o Antigo Testamento a pessoa do Espírito Santo é destacada, dando a capacitação necessária para a realização de determinadas tarefas. Na construção do Tabernáculo por exemplo, Deus diz de Bezalel, sobre quem repousava esta missão: “E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício” (Êx 35.31). Aos juízes que tiveram uma missão de libertação em momentos específicos na história de Israel, se é visto com frequência a atuação do Espírito de Deus agindo neles e através deles (Jz 3.10; 6.34; 13.25). Os profetas levantados por Deus para proclamar mensagens do Senhor para o povo, falaram impulsionados pelo Espírito Santo como reconhece o apóstolo Pedro: “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21; ver 2Cr 20.14,15; Ez 2.1,2; 3.12). Dessa forma, já no Antigo Testamento mostra-se a nossa total dependência para realizar qualquer tarefa: “[...] não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).
 
2. Evidenciada na pessoa do Senhor Jesus.
Com exceção da Segunda e Terceira Epístola de João, todos os livros do NT contém referências à pessoa e obra do Espírito Santo, onde podemos ler sobre a ação Dele na vida de Cristo. Vejamos alguns exemplos. Notemos: a) no seu nascimento (Mt 1.20; Lc 1.35), b) no seu batismo (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32,33), c) no seu ministério (Mc 1.12; Lc 4.18,19; At 10.38), d) na sua morte (Hb 9.14), e, e) na sua ressurreição (Rm 1:4; 8:11). Em suma, podemos afirmar que Jesus foi concebido pelo Espírito (Lc 1.35); guiado pelo Espírito (Lc 4.1); ungido pelo Espírito (Lc 4.18; At 10:38); revestido com poder pelo Espírito (Mt 12.27, 28); ofereceu a Si mesmo pelos nossos pecados, pelo Espírito (Hb 9:14); foi ressuscitado pelo Espírito (Rm 8.11); e deu mandamentos por intermédio do Espírito (At 1.2). Ficando evidente, a importância da ação do Espírito Santo, que não foi em nenhum momento, dispensada a sua presença e capacitação até mesmo na vida do Deus encarnado.
 
3. Reafirmada nos escritos apostólicos.
Os escritores do Novo Testamento deram ênfase a presença e capacitação do Espírito Santo na vida da Igreja. O Evangelista Lucas em seu registro dos Atos dos Apóstolos (também chamado de Atos do Espírito Santo), constantemente ressalta essa operação, tanto coletivamente (At 2.3,4; 10.44,45), como individualmente (At 9.17,18). O apóstolo Pedro, cuja vida foi impactada pela ação do Espírito Santo, que o capacitou a com autoridade trazer o primeiro sermão após o Pentecostes e ganhando quase três mil almas (At 2.14,37-41); em sua epístola entre outras coisas, ressalta a ação santificadora do Espírito Santo (1Pe 1.2), a presença na vida dos profetas que anunciaram de forma futurista, a graça de Deus em Cristo (1Pe 1.10-12; 2Pe 1.21). Por sua vez, o apóstolo Paulo, foi um incentivador para que os salvos desfrutassem desse poder do Espírito Santo na vida diária (Ef 3.14-16; 5.8), exortando também dos perigos de se negligenciar e apagar a ação divina: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (2Ts 5.19,20); não permitindo que em razão de excessos ou mal uso por parte de alguns dos dons Espirituais, viesse a perder a sua devida importância para a edificação da Igreja (1Co 14.12,18,31,39,40). O escritor da epístola aos Hebreus, menciona a importância de se dar ouvidos a mensagem da salvação, que fora pregada pelo Senhor Jesus e pelos seus apóstolos; e ressalta que tais palavras foram chanceladas pela ação divina, entre elas, por meio dos dons espirituais (Hb 2.3,4).
 
 
III. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA OBRA MISSIONÁRIA
A obra de missões está estreitamente ligada a ação do Espírito Santo. Shóstenes na sua obra: Fundamentação Bíblica para a Evangelização (2022, p.116), afirma que: “É impossível pensar na obra da evangelização sem a presença do Espírito Santo na vida dos evangelizadores. Ele é a força motriz que impulsiona a propagação da Boas Novas a todos os povos, em todos os tempos, em todos os lugares e em todas as situações”. Vejamos ainda a ação do Espírito na obra missionária:
 
1. Enviando e dirigindo os missionários.
No relato de Lucas em Atos, fica claro a ação do Espírito ao revelar sua escolha e direção na obra de missões. O diácono Filipe, homem cheio do Espírito Santo (At 6.5), depois de ter pregado em Samaria de forma prodigiosa (At 8.5-8), se mostrou sensível à voz do Espírito que o direcionou a Gaza com o propósito de alcançar uma única pessoa (At 8.26-29). Na igreja de Antioquia, onde havia quebrantamento por parte de seus membros, que serviam a Jesus de forma piedosa (At 11.26), nesse ambiente espiritual, o Espírito Santo revela sua escolha missionária: “[...] apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia [...]” (At 13.2,4). Na casa de Simão em Jope, depois de ter tido uma visão, até então incompreensível para o apóstolo Pedro; este recebeu a orientação do Espírito para acompanhar os soldados enviados pelo centurião Cornélio (At 10.19,20; 11.12). Ágabo, um profeta que havia descido de Jerusalém para Antioquia, pela direção do Espírito anunciou uma grande fome nacional, antecipando a necessidade de se provê um socorro para os que estavam na Judeia (At 11.27-30). São vários os textos que mostram a condução do Espírito na obra missionária (At 15.28; 16.6,7; 20.23; 21.4,11; Rm 8.16), cumprindo o que Jesus havia dito sobre o ministério do Espírito Santo: “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade [...]” (Jo 16.13).
 
2. Capacitando os missionários.
Em razão da verdade prefigurada desde o Antigo Testamento, da necessidade da capacitação do Espírito de Deus, para a obra missionária é crucial a habilitação do Espírito Santo sobre os que fazem o trabalho de evangelização. Sobre a nossa total dependência, Jesus disse: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). Antes da sua ascensão ao céu, o Senhor Jesus esteve durante quarenta dias falando do que respeita o Reino de Deus (At 1.3), entre as matérias ensinadas, o revestimento do poder do Espírito Santo sobre os crentes é algo destacado pelo Mestre (Lc 24.49; At 1.8). Os desafios na realização do trabalho missionário, só foram superados porque a capacitação foi evidente na vida da Igreja Primitiva: a) dando discernimento (At 5.1-3; 16.16-18); b) para pregar ousadamente (At 4.8-13,31); c) para vencer a oposição de satanás (At 13.8-12); e, d) para suportar a rejeição humana (At 13.44-52).
 
3. Consolando e fortalecendo os missionários.
Um dos títulos dados ao Espírito Santo, é que ele é consolador: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.16,26; ver Jo 15.26; 16.7), que naturalmente auxilia os que fazem o trabalho missionário nos momentos de maiores dificuldades (At 4.8,31). Podemos, portanto, contar com o auxílio do Espírito em nossas fraquezas: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.26,27).
 

CONCLUSÃO
A teologia Pentecostal tem resgatado durante a história, o papel preponderante da pessoa do Espírito Santo para o dinamismo da Igreja, principalmente habilitando os crentes para a importante tarefa, que é a evangelização mundial: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  GABY, Wagner. Até os confins da Terra. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. CPAD.
Ø  HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. CPAD.
Ø  PAULA, Oséas. Manual de Missões. CPAD.
Ø  PEREIRA, Shostenes. Fundamentação Bíblica para a Evangelização. BEREIA.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.


Por Rede Brasil de Comunicação.







LIÇÃO 05 - FÉ PARA CRER QUE A VIDA NÃO SURGIU DO ACASO (VÍDEO AULA)






LIÇÃO 05 - UMA PERSPECTIVA PENTECOSTAL DE MISSÕES (V.02)


Vídeo Aula - CPAD




sexta-feira, 27 de outubro de 2023

LIÇÃO 05 - UMA PERSPECTIVA PENTECOSTAL DE MISSÕES (V.01)


Vídeo Aula - Pastor Ciro
 



QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2023





 
A PROVA DA VOSSA FÉ -
Vencendo a Incredulidade para
uma Vida Bem-Sucedida.
  






 

Lição 04
 
Hora da Revisão
A respeito de “A Fé Cristã e o Conhecimento Científico”, responda:
 
 
1. Defina racionalismo. 
“Sistema filosófico que tem como critério único da verdade a demonstração racional das coisas. Para o racionalista, tudo o que escapa à luz natural da razão não merece ser considerado”.
 
2. Cite 3 filósofos racionalistas. 
Rene Descartes. Spinoza e Libniz.
 
3. Quem concedeu ao homem capacidade cognitiva?
Deus, o Criador.
 
4. O que Salomão, depois de se distanciar de Deus, falou a respeito do conhecimento?
“Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e 0 que aumenta em ciência aumenta em trabalho” (Ec 1.18). Esta é a declaração de um homem triste que viveu longe do Senhor. 
 
5. Segundo Nancy Pearcey, o que os jovens também precisam? 
Segundo Nancy Pearcey “os jovens crentes também precisam de uma religião do ‘cérebro'”.

 


QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2023


 



ATÉ AOS CONFINS DA TERRA-
Pregando o Evangelho a Todos
os Povos até a Volta de Cristo.
  

 
 
 




Lição 04
 

Revisando o Conteúdo
A respeito de “Missões Transculturais no Novo Testamento” responda: 

 
1. Por que podemos dizer que a Bíblia é um livro eminentemente missionário? 
A Bíblia Sagrada, de Gênesis ao Apocalipse, é um livro eminentemente missionário porque sua inspiração emana de um Deus missionário, aquele que envia: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21; Jo 3.16).
 
2. Qual é a tarefa inacabada da Igreja de Cristo?
Anunciar o Evangelho a toda a criatura (Mt 28.19).
 
3. Como a natureza missionária na formação dos Evangelhos pode ser vista? 
Essa natureza missionária pode ser vista também na formação dos Evange­lhos a medida que eles foram produzidos sob a inspiração do Espírito Santo para que as pessoas pudessem conhecer o Senhor Jesus (Jo 8.32,36).
 
4. Segundo a lição, quem foi o primeiro missionário transcultural da Igreja?
Filipe foi o primeiro missionário transcultural da Igreja Primitiva.
 
5. Qual era o objetivo missionário do apóstolo Paulo com a suas Cartas? 
Seu objetivo missionário era instruir nos assuntos teológicos e práticos das igrejas que ele plantava.



 

sábado, 21 de outubro de 2023

LIÇÃO 04 – MISSÕES TRANSCULTURAIS NO NOVO TESTAMENTO



 
 
 
Is 61.1,2; Lc 4.17-20
 


INTRODUÇÃO
Na lição desta semana, estudaremos a continuidade da história da salvação no Novo Testamento, a partir de Jesus, o primeiro missionário da Nova Aliança. Revisaremos, que mesmo após o cativeiro babilônico, Israel foi incapaz de compreender o plano missional de Deus em alcançar todos os povos, desenvolvendo uma visão missional etnocêntrica. O Novo Testamento nos revelará sua vocação natural de ser um livro mundial de missões, manifestando o amor e a graça de Deus em alcançar todos os povos, fato este, reverberado em todas as suas páginas.
 
 
I. CONTEXTO MISSIOLÓGICO JUDAICO DO NT
A história nos aponta que os judeus, mesmo após o cativeiro babilônico, não conseguiram assimilar a ideia da universalidade do evangelho, que contemplaria “todos os povos”, ao invés disso, segundo Verkuyl (2009, p.77), o judaísmo da Palestina exigia que os pagãos fossem assimilados à comunhão judaica e empreendiam todos os esforços para alcançar essa mudança. Já a comunidade judaica fora da Palestina, enfatizavam o monoteísmo. Ambos espiritualizaram a prática religiosa e censuravam a vida decadente do mundo gentílico, porém sua mensagem era em grande parte autossotérica, isto é, a pessoa podia salvar a si mesmo. Esse exclusivismo etnocêntrico missional judaico pode ser bem exemplificado na parábola do fariseu e publicano (Lc 18.9-17); e na parábola da ovelha perdida, onde esses religiosos são representados pelos “[...] noventa e nove justos que não precisam de arrependimento” (Lc 15.7); e o filho mais velho que ficou insatisfeito, evocando a auto-justicação (Lc 15.28-30).
 
 
II. ENTENDENDO A METODOLOGIA MISSIOLÓGICA DO NOVO TESTAMENTO
Enquanto o Antigo Testamento sustentava o método missiológico centrípeto, ou seja, Israel ao viver uma vida na presença de Deus, experimentando a totalidade de suas bençãos, as nações seriam despertadas e atraídas como íman para Jerusalém e para o Senhor (1Rs 8.41-43; Sl 66.1-4; 67.1-8; Sf 3.9,10; Ml 1.11). O Novo Testamento sustenta o método missiológico centrífugo, isto é, a igreja do Senhor Jesus Cristo, que foi comprada com o seu sangue, recebe dele a Grande Comissão de ir às Nações, levando a mensagem do reino a toda a criatura, sendo, portanto, designada como testemunha (At 1.8), sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, com a finalidade de proclamar as virtudes daquele que lhe chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).
 
 
III. NOVO TESTAMENTO, LIVRO MUNDIAL DE MISSÕES
Do início ao fim, o Novo Testamento é um livro de Missões. Deve sua existência ao trabalho missionário das igrejas cristãs primitivas judaicas e gregas. Ele é mais a teologia em ação do que uma teologia em razão e conceito. “[...] Ele é em sua totalidade, uma teologia missionária, a teologia de um grupo de missionários e uma teologia em movimento missionário” (Peters, 2001, p.71).
 
1. Jesus, o primeiro missionário do NT.
O início do ministério de Jesus caracterizou-se pela ênfase de que o Reino de Deus é para todos os povos. Em suas pregações na Galileia, ele fez uma referência favorável ao ministério de Elias para com a viúva de Sarepta, bem como a bênção, bem como a bênção oferecida a Naamã, o siro (Lc 4.25-27; v. 1Rs 17.8-24; 2 Rs 5.1-14). Não é de estranhar que a simples menção desses contatos transculturais tenha sido a razão de Jesus ter sido expulso da cidade (Lc 4.29). Jesus ministrava aos estrangeiros: a mulher samaritana ( Jo 4.1-42); a mulher siro-fenícia (Mt 15.20-28); elogiou a fé do centurião (Mt. 7.10). Seu ensino geralmente enfatizava o interesse de alcançar o mundo: Jesus falou sobre ser pastor de ovelhas de outro aprisco (Jo 10.16). Na parábola dos arrendatários da vinha, um ponto alto dos ensinos de Jesus nos evangelhos sinópticos (Mt 21.33-46; Mc 12.1-12; Lc 20.9-19), ele faz referência aos “outros lavradores” que deverão receber a vinha. A parábola do banquete do casamento (Mt 22.1-10; Lc 14.15-24), de igual modo, menciona os “estrangeiros” a quem Deus iria favorecer. Segundo Bradford (2009, pp. 101,102) Jesus vence a barreira transcultural em pelo menos seis episódios de seu ministério, três com os samaritanos e três com gentios:
 
a) Mulher samaritana (Jo 4.1-42). Em sua abordagem, ele rapidamente a conduziu de um tema superficial a uma reflexão de seu estado moral e de suas práticas religiosas, demonstrando, de modo inequívoco, seu interesse na samaritana como pessoa.
 
b) Em outra ocasião, não interagiu diretamente com os samaritanos. Contudo, sua reação à hostilidade deles (Lc 9.53) é muito instrutiva. Ele não repreendeu os samaritanos por sua falta de hospitalidade, e sim, aos mal orientados discípulos (Lc 9.55,56). De modo sugestivo, Lucas registra a parábola de Jesus sobre o bom samaritano (Lc 10.30-37). Jesus não apenas enfrentou a rejeição transcultural, como também, mais tarde foi capaz de reagir a ela de forma generosa.
 
c) O leproso samaritano (Lc 17.11-19). O fato de o leproso samaritano ter voltado para agradecer (v. 16) expõe a universalidade da graça de Deus. O exercício poderoso da fé (v. 19) não estava de maneira alguma limitado a uma única cultura.
 
d) Centurião romano (Mt 8.5-13; v. Lc 7.1-10). Quando o centurião romano mandou chamá-lo e lhe contou sobre o servo doente, Jesus pôs-se a caminho e, ao que parece, teria entrado em sua casa. O interesse primordial de Jesus estava na pessoa necessitada de ajuda, sem importar com o contexto cultural.

e) A mulher cananeia (Mt 15.21-28; Mc 7.24-30). Neste caso, Jesus não atende prontamente a mulher cananéia, contudo, por reconhecer sua fé e humildade, concedeu-lhe o que desejava, apesar da resistência de seus discípulos (Mt 15.23). Ao fazê-lo, Jesus rompe com o costume da época ao estender suas bençãos a representantes de outras culturas.
 
f) André e Felipe, trouxeram os “gregos” até Jesus (Jo 12. 20-22). Esse fato parece implicar o reconhecimento de que o ministério de Jesus alcançara seu ápice (Jo 12.232,27; 13.1; v. 2.4; 7.6,8,30; 8.20). Poucos dias depois, uma missão cuja abrangência chegaria a todos os povos haveriam de ser revelados (Jo 12.19,32).
 
2. Os discípulos de Jesus (Mt 10.1-4; Mc 3.13-19; Lc 6.12-16). Os Evangelhos relatam pouquíssimas declarações dos apóstolos. Aqui, eles eram observadores, seguidores, aprendizes, discípulos. Para conhecer sua mente e aprender sua teologia, devemos ouvi-los falar e ler seus escritos. Nossas fontes principais são o livro de Atos e as epístolas escritas pelos apóstolos. A grande linha divisória na vida dos doze é o Pentecostes, a linha divisória das missões evangélicas.
 
3. O mandato missionário nos Evangelhos – Abaixo segue um quadro expositivo e sintético da visão global da Grande Comissão nos evangelhos.
 
VISÃO GLOBAL DA GRANDE COMISSÃO
 
Referências
 
Mt. 28.18-20
 
Mc 16.15-20
 
Lc 24.46-49
 
Jo 20.21,22
 
At. 1.8
 
Ênfase
 
O propósito de Missões
 
O modo de fazer Missões
 
A mensagem de Missões
A motivação e o exemplo de Missões
 
A autoridade de Jesus.
 
Objetivo

Fazer discípulos

Pregar; anunciar

Pregar e testemunhar

.........................

Ser testemunha
 
Capacitação
 
A presença de Cristo
 
..................
 
A promessa do Pai

A capacitação do Espírito Santo

A autoridade do Espírito Santo
 
 
Extensão
 
 
Todas as nações
 
 
Todo mundo e toda criatura
 
 
Todas as nações
 
 
........................

Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da Terra.
 
Mensagem

Guardar o que Cristo Ordenou
 
O Evangelho
Arrependimento para remissão dos pecados
 
........................

Testemunho da obra de Jesus
 
 
Credencial
 

A autoridade universal de Cristo
 

O nome de Jesus operando sinais
 

O nome de Jesus

Ser enviado por Cristo tal como ele foi enviado pelo pai.
 
 
........................
 
 
CONCLUSÃO
Concluímos que o Novo Testamento nos traz a continuidade do desenvolvimento da história da salvação, culminada na encarnação do verbo, Jesus, primeiro missionário da Nova Aliança. Vimos que nosso Senhor separou 12 discípulos, os ensinou, os treinou e os comissionou para levar as boas novas a todos os povos. A igreja nascente em At 2, expande suas atividades a partir de Jerusalém, Judeia, Samaria e, por fim, chega aos confins da terra.
 
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  CARRIKER, Timóteo. O propósito de Deus e a nova vocação. ULTIMATO.
Ø  GOHEEN, Michael W. A igreja missional na Bíblia, luz para as nações. VIDA NOVA.
Ø  PETERS, George W. Teologia Bíblica de Missões. CPAD.
Ø  BRADFORD, D. Kevin; HAWTHORNE, C. Steven; WINTER, Ralph. Perspectivas no movimento cristão mundial. VIDA NOVA.
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.