domingo, 31 de maio de 2020

LIÇÃO 09 – O MISTÉRIO DA UNIDADE REVELADO (SUBSÍDIO)


  



Ef 3.1-13



INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a definição teológica da palavra mistério e como este esteve oculto em Deus nos séculos passados; destacaremos que aos apóstolos e profetas este mistério foi revelado, tendo como Paulo o principal receptor desta revelação; a igreja como um projeto de Deus e, por fim; veremos algumas promessas de Jesus para sua igreja.


I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA MISTÉRIO
1. Conceito teológico da palavra mistério.
Esta palavra aparece vinte e sete vezes no NT e vem termo grego: “mysterion” e significa “segredo” ou “doutrina secreta”, trata-se de uma verdade divina, antes oculta, mas agora revelada de forma sobrenatural aos homens, e que só pode ser totalmente entendida pelos indivíduos salvos através da iluminação do Espírito Santo (WYCLIFFE, 2010, p. 1292). No texto de Efésios 3.3 o termo mistério se refere à igreja como o corpo de Cristo incluindo os judeus e os gentios. No NT esse termo também se aplica: a) a encarnação de Cristo (Cl 2.2,9; 1 Tm 3.16); b) as características do reino espiritual atual (Mt 13.11; Mc 4.11; Lc 8.10); c) a cegueira temporária de Israel (Rm 11.25) d) e a transformação do crente na volta de Cristo (1Co 15.51).


II. O MISTÉRIO DESCONHECIDO NO AT
1. Os profetas do AT não tiveram a revelação e compreensão exata deste mistério.
Paulo afirma que o mistério, que é a igreja, através dos séculos esteve oculto em Deus que tudo criou (Ef 3.5,9). Embora Deus tenha prometido a bênção universal da salvação por intermédio de Abraão (Gn 12.3), o pleno significado dessa promessa só tornou-se claro com o primeiro advento de Cristo tendo como o apóstolo Paulo o principal instrumento a quem Deus revelou este mistério: “como me foi este mistério manifestado pela revelação” (Ef 3.3a). Foulkes sinaliza que a acepção da expressão “mistério oculto” não necessariamente significa negar a existência de vislumbres do propósito de Deus quanto a este assunto no Antigo Testamento, mas reconhecer que essa verdade não era “inteiramente compreendida”, que judeus e gentios deveriam realmente se tornar um só povo […] ( apud BAPTISTA, 2020, p. 120).

2. A salvação dos gentios sempre esteve no plano Divino.
A salvação dos gentios sempre fez parte do plano salvífico e foi claramente revelada nos livros do Antigo Testamento como: na Lei, Profetas e dos Escritos (Gn 12.1-3; Dt 32.43; Is 11.10; Sl 18.49; 117.1). Na promessa feita a Abraão em Gênesis 12.3, estava exposta a intenção divina de salvar (abençoar) todos os homens, judeus e gentios. “[…] e em ti serão benditas todas as famílias da terra(Gn 12.3; Gl 3.8). Destacamos ainda, a inclusão de estrangeiros na celebração da Páscoa ou na adoração a Deus de uma maneira geral, por meio de uma condição, que era a circuncisão (Êx 12.48; Nm 15.14; 2 Cr 6.32) denotando assim, a inclusão dos gentios no plano Divino. Falando do Servo Sofredor, Isaías declarou no século VII a.C.: “Também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49.6b). A salvação dos gentios foi reafirmada e proclamada no Novo Testamento (Rm 1.16; Tt 2.11), o próprio Jesus ordenou: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15).


III. O APÓSTOLO DOS GENTIOS E A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO
Paulo afirma que o mistério (a igreja) constituída de judeus e gentios, foi revelado pelo Espírito Santo aos apóstolos e profetas do NT (Ef 3.5; ver Mt 28.19,20; At 1.8). Todavia, a ele o “mínimo de todos os santos” foi lhe dado a graça de anunciar aos gentios as “riquezas incompreensíveis de Cristo” (Ef 3.8). Ele recebeu esta missão: “pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder” (Ef 3.7). Vejamos algumas verdades:

1. Paulo, o prisioneiro de Cristo (Ef 3.1).
No capítulo 3 Paulo inicia falando da sua condição atual à luz da vontade e do chamado de Deus para sua vida. Embora Paulo tenha sido prisioneiro por cerca de dois anos em Cesareia e dois em Roma, ele não considerava a si mesmo como sendo prisioneiro de um governo ou pessoa e sim, um “prisioneiro de Jesus Cristo” a expressão tem o sentido de estar sujeito a Cristo, (ver Fm v.9; Rm 1.1) isto mostra o quanto ele acreditava na soberania de Cristo sobre sua vida. À luz do texto, ele não lamenta a prisão, mas inverte a situação, e torna o seu cativeiro uma oportunidade para melhor servir ao Senhor.

2. Paulo, o despenseiro da graça de Deus (Ef 3.2,3).
O apóstolo assume o seu papel mais importante na missão que recebeu de Cristo que é o de ser despenseiro da graça de Deus. A palavra “despenseiro” é a tradução do termo original grego “oikonomia”. O “oikonomos” denotava primariamente: “o administrador de uma casa ou propriedade”, formado de “oikos”, “casa”, e “nemo”, “arranjar, organizar” (VINE, 2002, p. 800). Paulo revela que seu ministério recebido da parte de Cristo era o de revelar, dispensar e mostrar o propósito da graça de Deus a todos os homens. A revelação do mistério não foi dada a Paulo para que a guardasse, mas para que a passasse adiante, particularmente aos gentios (2 Tm 1.11; 2 Co 10.1; Gl 5.2-3; Cl 1.23).

3. Paulo, o possuidor da revelação do mistério da graça de Deus (Ef 3.3-5).
Paulo afirma ter recebido por revelação divina, a graça de anunciar este mistério entre os gentios. “A graça a que Paulo se refere aqui não é a “graça salvadora” como em Efésios 2.5,8, porém a mensagem da revelação e o divino encargo que estavam envolvidos em sua ida aos gentios (Ef 3.7,8) (ARRINGTON; STRONSTAD, 2004, p. 1226 – acréscimo nosso). A designação do seu ministério aos gentios foi revelado na sua conversão por um discípulo chamado Ananias, quando o Senhor disse: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel” (At 9.15). Quando se reuniu com os líderes da Igreja para falar sobre sua missão entre os gentios conhecidos como “os da incircuncisão” Paulo afirma que a ele foi confiado esta missão, recebendo assim, o apoio daqueles que eram considerados como colunas da igreja “[…] deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios e eles, à circuncisão” (Gl 2.7,9).


IV. A IGREJA COMO UM PROJETO DE DEUS
Desde a eternidade, a igreja foi projetada na mente de Deus, tendo o seu ápice na história com a encarnação do verbo (Jo 1.14) estabelecendo o divisor entre o Antigo e Novo pacto, bem como as bases para a ação presente da Igreja. Notemos:

1. Um projeto com riquezas incompreensíveis (Ef 3.8).
A palavra “riquezas” não transmite quantidade, mas preciosidade. Agora, os gentios estão ouvindo a verdade gloriosa de que o Messias dos judeus também é o Salvador dos gentios. Eles também podem desfrutar as riquezas da compaixão, perdão, santificação e orientação, proporcionadas pelo Cristo ressurreto para os homens necessitados (BEACON, 2006, p. 148). “A expressão ‘incompreensíveis’ vem do grego: ‘anezichniastos’ e refere-se aos passos de Deus na revelação de seu plano para os homens sobre as riquezas de sua graça em todos os séculos que virão (Ef 2.7; 3.8,9)” (DAKE, 2010, p. 2096). Para Paulo era um privilégio pregar aos gentios a Cristo como Salvador, e declará-los incluídos como participantes e coerdeiros das bênçãos de Cristo (Ef 3.6; Rm 11.13; 15.16-21). Hoje a igreja através da ação do Espírito Santo tem a missão de abrir os tesouros das profundezas de Deus e anunciar estas riquezas ao mundo (1 Pe 2.9; Mc 16.15).

2. Um projeto que manifesta a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3.10).
É impossível sondar a majestade e a diversidade da sabedoria de Deus em redimir o mundo (Rm 11.33). A intenção de Deus é que, pela igreja, sua multiforme sabedoria seja conhecida. A palavra Multiforme “polypoikilos” ocorre somente neste texto no Novo Testamento. Significa “matizado, de diferentes cores” (BEACON, 2006, p. 149 – grifo nosso). A sabedoria divina tem muitas facetas, e os mais variados modos de manifestação e expressão. A igreja como projeto de Deus precisa corresponder à expectativa divina e proclamar, a multiforme sabedoria de Deus. “Não se trata de mudar a mensagem ou “ajustá-la” ao modus vivendi da sociedade. Mas significa encontrar canais adequados para a realidade de hoje, pelos quais possa ela fazer fluir a água da vida, alicerçando-se sobre o verdadeiro fundamento que sustenta a sua existência (1 Co 3.10-15)” (GILBERTO inc COUTO, 2013, p. 386). Paulo destaca que esta sabedoria deve ser “conhecida dos principados e potestades nos céus” (v.10b). A respeito dos principados e potestades aqui citados, a maioria dos estudiosos da Bíblia concorda que: “a expressão se refere aos reinos celestiais, seja aos anjos bons (Cl 1.16) que anseiam por conhecer a sabedoria de Deus na redenção (1 Pe 1.12), ou pode se referir a governantes demoníacos (Ef 6.12-18; Dn 9.2-23; 2 Co 10.4,5) que há muito tempo se opõem ao ‘eterno propósito’ de Deus em Cristo (Ef 3.11)” (ARRINGTON; STRONSTAD, 2004, p.1229 - grifo nosso).


V. PROMESSAS INFALÍVEIS PARA A IGREJA
1. Ousadia, acesso e confiança (Ef 3.12).
Essas três palavras ousadia, acesso e confiança, tornam possível nossa comunhão mais profunda com Deus. Em Cristo não mais existe a “parede de separação” (Ef 2.14) que, sob o Antigo pacto, mantinha os gentios distantes de Deus e os separava dos judeus. A base de nossa ousadia e acesso é Cristo (Rm 5.1,2). É Nele que temos esta liberdade. Não podemos ir a Deus por nosso mérito próprio, mas com confiança (fé) no sacrifício de seu filho, Jesus (Hb 10.19-22).

2. Jesus permanece com a sua Igreja (Mt 28.20).
Antes de subir aos céus, após cumprir a missão redentora em favor da Igreja, Jesus prometeu aos seus discípulos que estaria com eles: “todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20). Esta promessa é a razão do triunfo da Igreja e, consequentemente, de cada crente em particular. Não estamos sós, não lutamossozinhos, não andamos sem companhia, aquele que edificou a Igreja é o mesmo que cuida e protege o Seu rebanho (Mt 16.18; Sl 23.1-6).

3. A igreja é invencível (Mt 16.18).
A Igreja de Cristo é invencível porque ela vive sob uma promessa divina: "[...as portas do inferno não prevalecerão contra ela]" (Mt 16.18). Nada, nem ninguém, pode destruir a Igreja de Cristo. Ela marcha triunfante e vitoriosa sob o comando daquEle que a edificou, avançando contra as hostes celestiais da maldade (Ef 6.12).


CONCLUSÃO
Em Cristo judeus e gentios constituem-se um só povo, a igreja de Deus: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus (Gl 3.28). A igreja hoje tem a missão de revelar os mistérios da graça de Deus ao mundo (1 Pe 2.9). 



REFERÊNCIAS
Ø  ARRINGTON, FrenchL; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do NT. CPAD.
Ø  HARPER, A. F. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
Ø  DAKE. Bíblia de Estudo. EDITORA ATOS.
Ø  BAPTISTA, Douglas. A Igreja Eleita: Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. CPAD.
Ø  WYCLIFFE. Dicionário Bíblico. CPAD.
Ø  GILBERTO. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD. 


Por Rede Brasil de Comunicação.



sexta-feira, 29 de maio de 2020

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020







   TEMPO DE CONQUISTAS –
Fé e Obediência no Livro de Josué.







Lição 08

Hora da Revisão
A respeito do tema “A Batalha Contra Ai, responda:
                                                            

1. De acordo com a lição, o que o triste episódio da tomada de Ai nos mostra?
O triste episódio da tomada de Ai nos mostra que não há nada mais perigoso do que o pecado.

2. Segundo a lição, como o pecado deve ser tratado?
O pecado precisa ser tratado com graça, misericórdia, mas de forma imediata.

3. O que Acã viu e cobiçou?
Uma boa capa babilônica, duzentas barras de prata e uma barra de ouro.

4. Quantas pessoas morreram na cidade de Ai?
Um total de doze mil mortos (Js 8.2-20).

5. O que Josué fez para celebrar a vitória contra Ai?
Para celebrar a vitória, Josué deslocou o povo até o Monte Ebal e ali edificou um altar.


QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020






   A IGREJA ELEITA –
Redimida pelo Sangue de Cristo
e Selada com o Espírito Santo
da Promessa.








Lição 08

Para Refletir
A respeito de “Edificados sobre o Fundamento dos Apóstolos e dos Profetas”, responda:


Ao reconciliar ambos os povos, o que Cristo fez?
Ao reconciliar ambos os povos, Cristo aboliu as leis cerimoniais, desfez a inimizade entre eles e formou uma nova humanidade — a Igreja (2.18,19).

O que a identificação de Cristo como a pedra angular remonta?
A identificação de Cristo como a pedra angular remonta a profecia messiânica em que a pedra rejeitada “tornou-se cabeça de esquina” (Sl 118.22).

Qual é o significado de apóstolo?
O termo grego apóstolos é usado para “enviado” ou “mensageiro”.

Qual é o significado de profeta?
A palavra profeta significa proclamador e intérprete da revelação divina.

Segundo a lição, todo crente bem ajustado torna-se o quê?
Todo crente bem ajustado torna-se “templo santo no Senhor” (2.21).



LIÇÃO 08 – EDIFICADOS SOBRE O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E PROFETAS (SUBSÍDIO)






Ef 2.20-22; Mt 7.24-27




INTRODUÇÃO
Nesta lição veremos as definições das palavras, edificado e fundamento, que são importantes para a compreensão do assunto; destacaremos também, o que a Bíblia diz a respeito dos apóstolos e profetas à luz do Novo Testamento; bem como enfatizaremos que Cristo é fundamento da Igreja; e não menos importante analisaremos a figura da Igreja, como um edifício espiritual.


I. DEFINIÇÕES
1. Definição do termo edificado.
A palavra “edificado” significa: “aquilo que foi levantado, construído, erguido”; advém do termo grego: “epoikodomeo” que indica: “construir sobre, edificar para terminar a estrutura da qual a fundação já foi colocada”. No contexto em que estamos abordando essa palavra, ela se refere à igreja e, de forma mais especifica a cada crente em Jesus (1 Pe 2.5). Nós fomos construídos, erguidos, levantados.

2. Definição da palavra fundamento.
O termo “fundamento” pode ser definido como: “a base, ou o princípio pelo qual se apoia ou desenvolve alguma coisa”. É oriundo da expressão grega: “themelios” que quer dizer: “assentado como fundamento, ao fundamento (de uma construção, parede, cidade), metaforicamente alude a bases ou princípios básicos”. No caso em questão qual é o fundamento dos apóstolos mencionado por Paulo? Ele mesmo responde: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus” (1 Co 3.11), e os ensinamentos de Cristo propagado pelos apóstolos (At 2.42).


II. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE APÓSTOLOS À LUZ DAS ESCRITURAS
O verbo “apostello” significa: “enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia”. O título é usado para: a) Cristo (Hb 3.1), b) os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), c) o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2Co 1.1; Gl 1.1) entre outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; 1Ts 2.6,7). Vejamos ainda algumas considerações:

1. O termo apóstolo no NT.
Era usado em um sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo refere-se a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (At 14.4,14; Rm 16.7; 2 Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o evangelho com milagres. Eles cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eles ariscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do Evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26).

2. O termo apóstolo no sentido especial.
Refere-se àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer igrejas (os Doze, Paulo e outros). Eles tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição (1 Co 15.8).


III. OS PROFETAS À LUZ DO NOVO TESTAMENTO
1. Definição da palavra profeta.
A palavra comumente usada é: “prophétes”, que aparece por cento e quarenta e nove vezes, que exemplificamos com (Mt 1.22; 2.5,16; Mc 8.28; Lc 1.70,76; 7.16; Jo 1.21,23; 3.18,21; Rm 1.2; 11.3; 1Co 12.28,29; 14.29,32,37; Ef 2.20; Tg 5.10; 1Pe 1.10; 2Pe 2.16; 3.2; Ap 10.7; 11.10). O substantivo “propheteía”, “profecia”, é usado por dezenove vezes no NT (Mt 13.14; Rm 12.6; 1Co 12.10; 13.2,8; 14.6,22; 1Ts 5.20; 1Tm 1.18; 4.14; 2Pe 1.20,21; Ap 1.3; 11.6; 19.10; 22.7,10,18,19). Essas palavras derivam do grego: “pro”, “antes”, “em favor de”, e “phemi”, “falar”, ou seja, “alguém que fala por outrem”, e por extensão, “intérprete”, especialmente da vontade de Deus (CHAMPLIN, 2004, p. 424).

2. A função do profeta.
Os profetas a que se refere o NT eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da Igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (STAMPS, 2012, p. 1814). Portanto, os profetas são ministros pregadores cuja prédica pode ser uma mensagem de edificação, exortação e consolação dos crentes.


IV. O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E PROFETAS
1. A metáfora usada por Paulo.
Certos estudiosos veem uma contradição no pensamento de Paulo ao usar esta metáfora encontrada em Efésios 2.20 em comparação a usada em 1 Coríntios 3.11, onde ele afirma que Cristo é o fundamento. O “problema” se resolve quando nos damos conta de que ele emprega a metáfora em sentidos diferentes. Na passagem direcionada aos coríntios, o pensamento gira em torno de si mesmo e de outros como construtores. Já em relação ao texto em apreço, está claro que Cristo é o fundamento sobre o qual os apóstolos e profetas constroem. Na epístola aos efésios o apóstolo está enfatizando as pedras usadas na construção. Nesta relação, portanto, Cristo é a principal pedra da esquina (Ef 2.20; 1Pe 2.2), e os apóstolos e profetas, são pedras usadas para esta edificação (BEACON, 2006, p. 143 – acréscimo nosso).

2. Os apóstolos e profetas não são o fundamento da Igreja.
Em Efésios 2.20 e 3.5 Paulo usa a expressão “apóstolos e profetas”. Vale salientar que o texto não faz referência aos profetas do Antigo Testamento porque esses nada sabiam acerca da Igreja (1Pe 1.10,11; Ef 3.9). Destacamos também que, embora o apóstolo tenha usado o termo fundamento relacionado a estes, os apóstolos e profetas, não são a base fundamental da Igreja, sobre quem o edifício espiritual está edificado, e sim, Cristo (Mt 16.18; 1Co 3.11; 1Pd 2.2). Eles foram os que lançaram o fundamento através das doutrinas que ensinaram sobre a pessoa e obra do Senhor Jesus (At 2.42). A igreja é fundada sobre Cristo no sentido de que Ele foi revelado através do testemunho e dos ensinamentos dos “apóstolos e profetas” (Mt 16.18). São ligados a ele por terem ensinado as grandes verdades sobre Cristo e sua igreja, porém, não são o fundamento.

3. A doutrina dos apóstolos e profetas.
A doutrina ou o fundamento dos apóstolos é o inspirado ensino pregado oralmente naquele tempo, e registrado no NT (At 2.42; 4.11-12; 1Co 1.23; 2Pe 3.15,16; 1Jo 5.11-12). É importante destacar que esse fundamento não pode ser removido, não há novas revelações que substitua ou altere aquilo que já foi revelado; a Igreja não pode ser dirigida por sonhos ou quaisquer outras coisas que contrariem o que já está escrito na Palavra de Deus (Ap 22.18-19). O fundamento de qualquer edifício precisa ser lançado uma vez só; os apóstolos e profetas” fizeram essa obra de uma vez por todas e este fundamento que lançaram, é preservado nas Escrituras.


V. IGREJA, UM EDIFÍCIO ESPIRITUAL
1. A promessa do edifício espiritual.
No livro do Gênesis, Deus “andava” com o seu povo (Gn 5.24; 6.9); mas em Êxodo, decidiu “habitar” com o seu povo (Êx 25.8). Deus habitou no tabernáculo (Êx 40.34-38) até que os pecados de Israel obrigaram a glória de Deus a partir (1Sm 4). Posteriormente, Deus habitou no templo (1 Rs 8.1-11), mas infelizmente, Israel voltou a pecar, e a glória partiu outra vez (Ez 10.18,19). A próxima habitação de Deus foi o corpo de Cristo (Jo 1.14) que os homens pregaram na cruz. Hoje, por intermédio do Espírito Santo, Deus habita na igreja, o templo de Deus (1 Co 6.19-20).

2. A natureza do edifício espiritual.
O templo dos hebreus era dividido de modo bem simples em três partes: o pátio, o lugar Santo e o lugar Santíssimo. Nesta recamara interior, o lugar santo dos santos, somente o sumo sacerdote poderia entrar uma vez ao ano para sacrificar ao Senhor. O lugar santíssimo não foi construído para conforto do adorador, mas para habitação de Deus. Deste local, Deus falava e se revelava ao seu povo. Hoje, na nova aliança, os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e em verdade (Jo 4.24). A adoração é em espírito, não está mais confinada ao templo, o sacrifício que oferecemos a Deus é a nossa vida (Rm 12.1). Nós somos o templo de Deus (1 Co 6.19-20), e Ele fala aos homens perdidos e se revela ao mundo por meio de seus servos (Mt 5.16).

3. A base do edifício espiritual.
A pedra angular era a pedra fundamental utilizada nas antigas construções, caracterizada por ser a primeira a ser assentada na esquina do edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. A partir da pedra angular, eram definidas as colocações das outras pedras, alinhando toda a construção. Quando Paulo usa essa figura em relação a Cristo (Ef 2.20), podemos extrair pelo menos três verdades: a) Cristo é o princípio de estabilidade da igreja, ou seja, todas as demais pedras (que somos nós), descansam nEle; b) Cristo é quem estabelece as diretrizes da igreja; todas as pedras para que fiquem firmes e retas, devem estar ajustadas a Ele; e, c) Jesus é o responsável pelo crescimento da igreja, pois a medida que estamos nele, somos por Ele edificados (Ef 2.21b).

4. O propósito do edifício espiritual.
Na antiga aliança, o Tabernáculo e o Templo existiam apenas para proporcionar um lugar para o Santo de Israel. Mas Paulo escreveu aos crentes coríntios: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3.16). No novo concerto, Deus não só chama um povo, mas mora com eles! Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14.23). Hoje, por meio de seu Espírito, Deus habita na igreja, não em construções (At 7.48-50), no coração daqueles que confiam em Cristo (1 Co 6.19,20) e na igreja coletivamente (Ef 2.20-22).


CONCLUSÃO
Uma vez que a Igreja estar edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas que é Cristo, temos a garantia de que as portas do inferno não prevalecerão sobre ela; e que, como edifício espiritual, a Igreja desfruta da doce comunhão da presença de Deus.



REFERÊNCIAS
Ø  HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Ø  HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.


Por Rede Brasil de Comunicação.



segunda-feira, 18 de maio de 2020

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020







   TEMPO DE CONQUISTAS –
Fé e Obediência no Livro de Josué.







Lição 07

Hora da Revisão
A respeito do tema “Derrotando o Primeiro Inimigo, responda:
                                                            

1. A primeira batalha dos hebreus na Terra Prometida foi contra qual cidade?
Cidade de Jericó.

2. Qual referência bíblica menciona o encontro de Josué com o Príncipe do exército do Senhor?
Josué 5.13-16.

3. Segundo a lição, qual era a área da cidade de Jericó?
Segundo a Bíblia de Estudos Pentecostal a cidade-estado de Jericó tinha uma área de cerca de 32 km. Seus muros tinham cerca de nove metros de altura e seus de espessura. Segundo a história, era considerada invencível, pois também contava com a proteção dos deuses cananeus.

4. Pela opinião de estudiosos, qual, possivelmente, foi a causa da queda das muralhas de Jericó?
Um abalo sísmico.

5. Qual mulher foi salva da destruição de Jericó, por causa de sua fé em Deus?
Raabe.