terça-feira, 21 de abril de 2020

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020







   TEMPO DE CONQUISTAS –
Fé e Obediência no Livro de Josué.







Lição 03

Hora da Revisão
A respeito do tema “Preparativos para a Conquista, responda:
                                                            

1. Segundo a lição, Deus sempre determina que haja preparação antes das conquistas, mas mesmo assim ainda acontecem imprevistos. Por quê?
Há fatos imprevisíveis, não controláveis pelos homens, os quais surgem a fim de que a glória pela vitória seja dada exclusivamente a Deus.

2. Quantos espias foram enviados para a cidade de Jericó?
Ele enviou dois espias.

3. Onde os espias, enviados por Josué, se hospedaram?
Em uma estalagem que ficava no muro da cidade.

4. O que fez Raabe em favor dos espias?
Ela os escondeu.

5. Para quem apontava o fio escarlate?
O fio de escarlate, que pendia sobre a janela de sua casa, no dia da invasão, em que a forte muralha caiu, apontava para a gloriosa salvação disponível a todos os homens que se arrependessem dos seus pecados (Jo 3.16).


QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020







   A IGREJA ELEITA –
Redimida pelo Sangue de Cristo
e Selada com o Espírito Santo
da Promessa.







Lição 03

Para Refletir
A respeito de “Eleição e Predestinação”, responda:

           
O que significa eleição?
Eleição traz a ideia de escolha.

Qual a finalidade específica da eleição?
Segundo o apóstolo Paulo, a eleição tem a finalidade específica de sermos “santos e irrepreensíveis diante dEle” (1.4).

Literalmente, o que significa a predestinação?
Predestinação significa literalmente “determinar antes”.

O que moveu o Pai a nos adotar?
O amor.

Em que consiste a sublimidade dos propósitos eternos da salvação?
A sublimidade dos propósitos eternos em prover a salvação consiste no amor de Deus (Jo 3.16, 1Jo 4.10,19).


sábado, 18 de abril de 2020

LIÇÃO 03 – A ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO (SUBSÍDIO)





Ef 1.4-12



INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a eleição e a predestinação, duas doutrinas de suma importância, que diz respeito a soteriologia; veremos o que significam esses termos à luz das Escrituras; e quais as principais distorções interpretativas sobre a eleição e predestinação e sua respectiva refutação.


I. O QUE É ELEIÇÃO
1. Definição etimológica e exegética.
O termo eleição advém do latim: “electionem” que quer dizer: “ato de eleger, escolha” (ANDRADE, 2000, p. 133). Atrelado a eleição encontramos os termos gregos: “eklektós”, que significa literalmente: “escolhido, eleito” (formado de ek, “de”, e legõ, “juntar, escolher”), e é usado para designar: a) Cristo, o escolhido de Deus, como Messias (Lc 23.55), como a principal pedra de esquina (1Pe 2.4,6); b) os anjos (1Tm 5.2); e, c) os crentes (Rm 8.33; Cl 3.12; 2Tm 2.10; Tt 1.1; 1Pe 1.2; 2.9). Como também o termo: “eklegõ”, “escolher, selecionar, eleger, escolher para si mesmo”, não implicando necessariamente a rejeição do que não é escolhido, mas escolher com as ideias subsidiárias de generosidade, favor ou amor (Jo 6.70; 13.18; 15.16,19; 1Co 1.27,28; At 13.17; 15.7; Ef 1.4; Tg 2.5) (VINE, 2002, pp. 584,608 – acréscimo nosso).

2. Definição teológica.
De acordo com Thiessen (2009, p. 246) eleição é: “o ato soberano de Deus em graça, pelo qual Ele escolheu em Jesus Cristo para a salvação todos aqueles que de antemão sabia que O aceitariam. Esta é a eleição em seu aspecto redentor”. Em termos práticos a eleição bíblica diz respeito a verdade que: “[…] pela presciência divina, Deus soube quem iria crer e perseverar em Cristo desde a eternidade e elegeu-os conforme a sua vontade e, para esses eleitos, determinou propósitos específicos” (1Pe 1.2) (BAPTISTA, 2020, p. 34). A eleição é a escolha graciosa feita por Deus daqueles que estão em Cristo para formarem o Seu povo (Ef 1.4).


II. A ELEIÇÃO À LUZ DAS ESCRITURAS
1. A eleição é cristocêntrica.
Fora de Cristo não existe eleição para nenhuma pessoa; do início ao fim a bênção de Deus é realizada “em Cristo” como vemos o apóstolo declarar: a) nos abençoou em Cristo (Ef 1.3); b) nos elegeu nEle (Ef 1.4); c) nos predestinou para filhos por Jesus Cristo (Ef 1.5); d) nos fez agradáveis a si no Amado (Ef 1.6); e) em quem temos a redenção (Ef 1.7); f) nEle fomos feitos herança (Ef 1.11). A expressão paulina “em Cristo” aparece 106 vezes nas suas epístolas. Somadas às suas equivalentes “no Senhor e nEle”, o número é 160 vezes (36 das quais apenas em Efésios) (STAMPS, 1995, p. 1807). Ficando claro que, estar em Cristo é a condição para fazer parte do povo eleito (Rm 8.1,2910,39; 1Pe 2.9 ). Todos estão entre os não-eleitos até que estejam nEle (Cristo). Estar em Cristo é estar em união redentora com Ele; e para estar nEle a condição é: a) fé (Jo 1.11,12; 3.18; At 16.31; Rm 1.16,17; 5.1; Gl 3.26; 5.6; Ef 2.8; Cl 2.12;); e, b) arrependimento (Mc 1.15; At 2.38; 3.19; 17.30).

2. A eleição é corporativa.
As Escrituras sempre que tratam da doutrina da eleição, sempre usam o plural: “nos elegeu” (Ef 1.4). Na epístola as Efésios Paulo refere-se aos eleitos sempre como um conjunto, como: a) um corpo (Ef 1.23; 2.15,16; 3.6; 4.4,12,16,25; 5.23,30); b) uma família (Ef 2.19; 3.15); e, c) um edifício (Ef 2.20-22). De modo que o foco não são indivíduos, mas o grupo, a Igreja, formada por todos aqueles que creram em Cristo e permanecerão até o fim (Ef 1.22; 3.10; 5.23-25,27,29,32).

3. A eleição é segundo a presciência de Deus.
A eleição ou escolha de Deus não é arbitrária, de forma que alguns sejam destinados à salvação e outros à perdição, sem levar em conta a disposição de cada indivíduo, como Paulo afirma: “[…] os que dantes conheceu, também os predestinou [...] (Rm 8.29). O detalhe é que estes que Deus conheceu, do grego: “proginosko” que significa: “ato de saber de  antemão”, conforme a construção da oração paulina, são: “aqueles que amam a Deus” (Rm 8.28), ou seja, Deus previu ou pré conheceu aqueles que o amariam e continuariam a amá-lo até o fim, e os predestinou a serem feitos conforme a imagem de Cristo. O apóstolo Pedro corrobora esta doutrina asseverando que: “somos eleitos, segundo a presciência de Deus Pai” (1Pe 1.2). Fica claro que a presciência vem antes da eleição  e da subsequente predestinação (DANIEL, 2017, p. 431 – acréscimo nosso). Os eleitos são constituídos, não por decreto absoluto, mas por aceitação das condições do chamado de Deus (Jo 3.16; Rm 10.13).


III. FALSAS CONCEPÇÕES A RESPEITO DA ELEIÇÃO
1. Eleição incondicional.
Para os que defendem este ponto de vista, a escolha divina se dá a um grupo seleto de forma incondicional, ou seja, que Deus desde a eternidade passada, já determinou para a salvação, sendo os demais predestinados por Deus à condenação eterna. No entanto, esta doutrina não é ensinada nas Escrituras (Ez 18.23,32; 33.11; 1Tm 2.3,4; 2Pe 3.9), que mostra claramente que Deus é bom para com todos (Sl 145.9), é inteiramente imparcial (Tg 3.17), não faz acepção de pessoas (At 10.34),  e deseja que todos sejam salvos (1Tm 2.3,4). Podemos então dizer que: todos os homens são igualmente, dignos de Sua condenação e, igualmente, indignos de Sua graça (HUNT, 2015, p. 354 – acréscimo nosso).

2. Eleição individual.
A eleição individual só aparece na Bíblia em relação a “chamados específicos” de pessoas para serviços diversos (Is 45.1-4). Deus sabendo que determinadas pessoas lhe seguirão e segundo os propósitos que Ele tem em vista serem realizados, escolhe alguns indivíduos para exercerem funções de relevância em seu Reino. Entre outros podemos citar: a) Jeremias (Jr 1.5); e, b) Paulo (At 9.15). Essa chamada é um ato soberano de Deus (Sl 105.26; 43.13; Sl 78.70-72), que escolhe, nomeia, capacita e envia (Mt 9.37,38; 20.1-14; Lc 10.2; Jo 15.16; Ef 4.8-12) a quem Ele quer (Mc 3.13,14). Vale salientar que, esta escolha de Deus, também está diretamente ligada a livre escolha de quem por ele é chamado.


IV. O QUE É PREDESTINAÇÃO
1. Definição etimológica e exegética.
O vocábulo “predestinação” vem do grego: “prooridzo”, que significa: “assinalar diante mão”. A preposição grega: “pró” trás a ideia de: “uma atividade feita de antemão”, já a expressão: “oridzo” quer dizer: “dividir com fronteira, definir” (SILVA, 1989, pp. 11,12 – acréscimo nosso). De modo que predestinação significa: “destinar com antecipação”. À luz do Novo Testamento, o termo equivalente a predestinação ocorre seis vezes, traduzido por: a) ordenou antes (1Co 2.7); b) anteriormente determinado (At 4.28); e, c) destinar (Rm 8.28,30; Ef 1.5,11). Com o passar do tempo, o vocábulo predestinação tornou-se sinônimo de “decreto divino” e com este sentido, passou a indicar um conjunto de palavras e expressões com os seguintes resultados: a) determinado conselho (At 2.23); b) beneplácito (Ef 1.9); e, c) propósito da Sua vontade (Ef 1.11) (SILVA, 1989, pp. 11,12 – acréscimo nosso).

2. Definição teológica.
Do ponto de vista teológico predestinação diz respeito a: “propósito determinado por Deus desde a eternidade para os que estão em Cristo”. Desse modo, é bom que se destaque que embora estejam intimamente relacionadas, eleição e predestinação não são uma e mesma coisa. Eleição significa escolha, enquanto predestinação tem a ver com o fim dado aos escolhidos. Eleição é o ato pelo qual Deus escolhe homens para si mesmo; predestinação é o ato determinativo de Deus quanto ao destino dos que Ele escolheu. Predestinação, na Bíblia, não tem a ver com escolha, mas com o destino dado àqueles que já foram escolhidos (DANIEL, 2017, pp. 424,425 – grifo nosso).

3. O objetivo da predestinação.
Podemos afirmar à luz dos ensinos do apóstolo Paulo, que três são os objetivos da predestinação bíblica em relação aos salvos em Cristo: a) serem filhos de adoção (Ef 1.5); b) serem coerdeiros com Cristo (Ef 1.11); e, c) serem conforme a imagem de Cristo (Rm 8.29). Predestinação à luz da Bíblia, não tem por objeto a fé (não define se alguém vai crer ou não) […] trata-se da definição divina daquilo em que aqueles que estão em Cristo se tornarão ao final (DANIEL, 2017, p. 424).


V. FALSAS CONCEPÇÕES A RESPEITO DA PREDESTINAÇÃO
A problemática a respeito da predestinação não é se ela existe ou não, como alguns pretensiosamente querem fazer pensar, pois a Bíblia deixa muito claro que a predestinação é uma doutrina bíblica (Rm 8.29,30; Ef 1.5,11), de modo que o ponto a ser considerado é como ocorre essa predestinação (OLIVEIRA, 2016, p. 17– acréscimo nosso). Vejamos, portanto, algumas falsas concepções a respeito:

1. Dupla predestinação.
A predestinação dentro desta falsa perspectiva seria: “o decreto eterno de Deus, pelo qual […] alguns são predestinados à vida eterna, e outros à condenação eterna […]”, segundo esta afirmativa, implica que: “aqueles, portanto, a quem Deus ignora, Ele reprova, e por nenhuma outra causa, senão porque Ele tem prazer de os excluir da herança que Ele predestina para seus Filhos [...]”. Tal doutrina deve ser rejeitada, visto que isso é no mínimo uma calúnia contra o caráter de Deus, dizer que rejeitar pessoas O agrada! (HUNT, 2015, pp. 390,391 – acréscimo nosso), como também contraria frontalmente as Escrituras (1Tm 2.4; ver  Jo 3.16,17; 6.37). A Bíblia não fala em lugar algum sobre predestinação dupla. Ela só fala de predestinação em um sentido: em relação aos salvos em Cristo, ou seja, o propósito determinado por Deus desde a eternidade para seu povo (Ef 1.5,11; Rm 8.29) (DANIEL, 2017, pp. 423,424).

2. Predestinação fatalista.
Fatalismo é uma crença distorcida da doutrina da predestinação, uma vez que ela atribui as ações e escolhas do homem ao “determinismo” de Deus. De modo que, se Deus não o eleger e predestinar incondicionalmente, embora querendo ser salvo não o poderá ser, pois lhe é negado essa graça. Vieram ao mundo, recebem benefícios naturais, ouvem o evangelho, mas não poderão ser salvos, uma vez que Deus decretou de antemão, a perdição deles. Tal ensino não tem base nas Escrituras, uma vez que a predestinação bíblica não é uma manipulação divina das escolhas do homem, isso o faria um fantoche, sem capacidade de escolha e de vontade, o que não se harmoniza com várias passagens bíblicas. A Bíblia deixa claro que nós podemos agir livremente, ao invés de sermos robôs programados apenas para seguir comandos pré-determinados (Gn 4.6,7; Js 25.15; Dt 28.1,15; 30.19; Jr 4.1,2; Sl 119.30; 1Pe 2.16; 5.2; Fm v.14; Gl 5.13).


CONCLUSÃO
A eleição e predestinação é um tema fundamental para a compreensão da doutrina da salvação, que percorre as Escrituras Sagradas do começo ao fim. Um Deus soberano que a todos concede o favor da salvação.



REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  BAPTISTA, Douglas. A Igreja Eleita: Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. CPAD.
Ø  DANIEL, Silas. Arminianismo e a Mecânica da Salvação: Uma exposição Histórica, Doutrinária e Exegética Sobre a Graça de Deus e a Responsabilidade Humana. CPAD.
Ø  HUNT, Dave. Que amor é este? A falsa representação de Deus no Calvinismo. REFLEXÃO.
Ø  OLIVEIRA, Ebenezer. A Doutrina da Predestinação em Calvino e o Caráter Moral de Deus. EDITORA BEREIA.
Ø  SILVA, Severino Pedro da. A Doutrina da Predestinação. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  THIESSEN, Clarence Henry. Palestras em Teologia Sistemática. IBR.


Por Rede Brasil de Comunicação.



quinta-feira, 16 de abril de 2020

LIÇÃO 03 - PREPARATIVOS PARA A CONQUISTA (VÍDEO AULA)





LIÇÃO 03 - ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO (VÍDEO AULA)





QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020








   TEMPO DE CONQUISTAS –
Fé e Obediência no Livro de Josué.








Lição 02

Hora da Revisão
A respeito do tema “O Chamado de um Líder, responda:
                                                            

1. Segundo a lição, a abordagem inicial de Deus a Josué tratou de qual assunto?
A morte de Moisés.

2. Segundo a lição, no tópico “não despreze ninguém” qual o exemplo bíblico utilizado para representar esse princípio?
A sarça (um arbusto sem muitas qualidades aparentes para os homens) que Moisés viu, no deserto do Sinai, a qual queimava, mas não se consumia, representa bem essa circunstância.

3. Segundo a lição, quando Deus falava para Josué se esforçar, Ele estava transmitindo qual ideia, em outras palavras?
“Dê o seu máximo”!

4. Cite duas promessas feitas por Deus a Josué.
Prosperidade e derrota dos inimigos.

5. Segundo a lição, por que o chamado de Josué está logo no início do livro?
O livro de Josué começa com a determinação para que ele assumisse a liderança, haja vista esse ser o ponto de partida de qualquer empreitada.


QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2020







   A IGREJA ELEITA –
Redimida pelo Sangue de Cristo
e Selada com o Espírito Santo
da Promessa.







Lição 02

Para Refletir
A respeito de “A Sublimidade das Bênçãos Espirituais em Cristo”, responda:


Qual é a característica de Efésios 1.3-14?
O apóstolo Paulo apresenta uma sequência de texto que se caracteriza pela verdadeira adoração e bondade ativa de Deus (1.3-14).

De onde provêm as bênçãos espirituais?
Obviamente que as bênçãos espirituais não são materiais, mas provenientes dos “lugares celestiais”, isto é, do reino espiritual.

O que a frase “descobrindo-nos o mistério da sua vontade” (1.9) sinaliza?
A frase “descobrindo-nos o mistério da sua vontade” (1.9) sinaliza a revelação da verdade que estava oculta aos santos de Deus (Cl 1.26).

O que a expressão “também vós” indica?
Paulo muda do pronome “nós” (ele e os judeus) para o “também vós” (os gentios), indicando que em Cristo os crentes de ambos os povos são herdeiros da promessa (1.11-13).

Nos tempos bíblicos como era usado o selo?
Nos tempos bíblicos, o selo era usado como sinal de propriedade e posse pessoal.



sábado, 11 de abril de 2020

A CIDADE DE ÉFESO POR Dr. RODRIGO SILVA (SUBSÍDIO AUXILIAR)






LIÇÃO 02 – A SUBLIMIDADE DAS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS EM CRISTO (SUBSÍDIO)





Ef 1.3,4,9-14



INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a definição da palavra “bênção”; pontuaremos as bênçãos de Deus ministradas por meio da santíssima Trindade destacando cada uma das pessoas; mostraremos que Deus planejou de antemão conceder bênçãos espirituais aos seus servos e que essas bênçãos revelam a grandeza, a excelência e a perfeição do projeto divino.


I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA BÊNÇÃO
A palavra “benção” segundo o dicionarista Houaiss significa: “graça concedida por Deus” (2001, p. 432). Teologicamente benção significa: “todo e qualquer bem dispensado por Deus ao homem” (ANDRADE, 2006, p. 81 – acréscimo nosso). A palavra grega é “eulogia” que significa: “benefício, graça divina”. No capítulo 1 de Efésios Paulo destacou a fonte das bênçãos: “Deus pai”; a natureza das bênçãos: “bênçãos espirituais”; e, por fim, a esfera das bênçãos: “nos lugares celestiais”. Matthew Henry (2008, p. 578) alerta que: “deveríamos aprender a reconhecer as coisas espirituais e celestiais como as coisas principais, as bênçãos espirituais e celestiais como as melhores bênçãos”.


II. AS BÊNÇÃOS DE DEUS MINISTRADAS POR MEIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE
O crente é apresentado como o recipiente de toda sorte de bênção espiritual (Ef 1.3). O Pai decidiu redimir as pessoas para si próprio (Ef 1.3-6); o Filho, pelo preço de sua morte sacrificial, também é o Redentor, e aquEle através do qual a Igreja é a escolhida (Ef 1.7-12), e o Espírito Santo aplica a presença viva e a obra de Cristo à Igreja e à experiência humana (Ef 1.13-14) (ARRINGTON, 2003, p. 1197). Todas as três Pessoas da Santíssima Trindade participam desta provisão de bênçãos espirituais. Notemos:

1. O Pai, a fonte das bênçãos.
Paulo iniciou a epístola aos Efésios reconhecendo e louvando o Pai como a fonte de todas as bênçãos: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou [...]” (Ef 1.3). Bendito é, em grego, “eulogetos”, que é palavra composta de “eu”, que significa “bem”, e “logetos”, que significa “falar”. Literalmente, o grego transmite a ideia de “falar bem” ou “elogiar” (BEACON, 2006, p. 119). O apóstolo bendiz ao Pai porque Ele nos bendisse: “o qual nos abençoou” (Ef 1.3b); e, isto Ele fez “para louvor e glória da sua graça” (Ef 1.6). Tiago nos diz que: “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17).

2. O Filho Jesus, o agente e a condição das bênçãos.
As bênçãos decorrentes da salvação são condicionais, ou seja, elas são pertencentes àqueles que estão em Cristo: “Bendito o Deus e Pai [...] o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3). A expressão “em Cristo” aparece aproximadamente 30 vezes na epístola inteira, e as expressões relacionadas — “nele”, “em quem” e “no qual” — ocorrem 11 vezes (Ef 1.1,3,4,5,6,7,9,10,12 e 13). Esses dois vocábulos “em Cristo” aparecem 164 vezes nas epístolas paulinas. Isso significa que é exclusivamente em conexão com Cristo que somos abençoados com todas as bênçãos espirituais. Em termos gerais, revela que nenhuma dessas maravilhosas dádivas seria possível sem Cristo (BAPTISTA, 2020, p. 25).

3. O Espírito, o aplicador das bênçãos.
O Pai a planejou a salvação, o Filho a providenciou e o Espírito Santo a aplicou. É a terceira pessoa da Trindade quem nos leva a nos apropriarmos dessas bênçãos, sendo o selo, a garantia de que somos sua propriedade (Ef 1.13); e, o penhor da nossa herança (Ef 1.14).


III. AS BÊNÇÃOS QUE OBTIVEMOS DO PAI
1. Ele nos elegeu (Ef 1.3,4).
A primeira coisa que Paulo destacou como bênção, é que o Pai nos elegeu (Ef 1.3). A expressão grega que aparece é “eklegomai” que significa: “selecionar, escolher, escolher para si mesmo”. É bom dizer que essa escolha foi baseada na presciência divina, atributo que lhe dá condições de antever as coisas antes que aconteçam. Deus viu aqueles que, mediante a pregação evangélica, receberiam a Cristo como Salvador e a estes Ele elegeu: “Eleitos segundo a presciência de Deus [...]” (1 Pe 1.2). Confira ainda: (Rm 8.29). Certo teólogo disse: “a eleição ou escolha de Deus não é arbitrária, de forma que alguns sejam destinados à salvação e outros à perdição, sem levar em conta a disposição de cada indivíduo. O âmbito da salvação é a todos os homens, como a Bíblia copiosamente declara (Jo 3.16; Rm 10.13). Os eleitos são constituídos, não por decreto absoluto, mas por aceitação das condições do chamado de Deus, as quais são arrependimento (Mt 4.17; 9.13; Lc 24.47; At 2.38; 3.19; 8.22) e da fé (Mc 16.16; Rm 10.9; Ef 2.8)” (BEACON, 2006, p. 121 – acréscimo nosso). É bom destacar também que o apóstolo deixou claro que esta eleição foi: a) coletiva, não individual: “nos elegeu”; b) condicional: “nos elegeu nele” (em Cristo); e, c) proposital: “para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade” (Ef 1.4b).

2. Ele nos adotou (Ef 1.5).
Em Efésios 1.4,5 está escrito que fomos predestinados por Deus para adoção de filhos “e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo […]”. A palavra grega traduzida para “adoção” é “huiothesia” é uma palavra composta formada de “huios” que significa: “filho”, e “thesis” que por sua vez é “posição ou colocar” (Rm 8.15,23; 9.4, Gl 4.5; Ef 1.5). Portanto, seu sentido primário é: “colocar como filho”, “dar a alguém a posição de filho”. Os principais textos que tratam dos crentes como filhos de Deus são (Ef 1.5; Gl 4.4,5; Rm 8.15-17; Jo 1.12; 2 Co 6. 18; Rm 8.15; 23; Gl 4.6; Hb 12.6; Hb 6.12; 1Pe 1.3,4; Hb 1.14). Como consequência dessa filiação, o crente passa a ter todos os direitos e privilégios de filho: “E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo […]” (Rm 8.17). O status de filhos traz-nos alguns privilégios, a saber: a) tratar a Deus como Pai nas nossas orações e de receber o perdão de nossos pecados (Mt 6.9); b) ter o testemunho do Espírito acerca da nossa salvação, o qual clama “Aba, Pai”, dando-nos o testemunho de que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16); c) sermos amados por ele, enquanto ignorados pelo mundo (1Jo 3.1); d) ter o privilégio de sermos guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14), e) gozamos do cuidado do Pai (Mt 6.32) e da liberdade de lhe pedir o suprimento das nossas necessidades (Mt 7.11); f) podemos lhe pedir o Espírito Santo (Lc 11.13) e gozarmos do direito a ter uma herança nos céus (G1 4.7; 1Pd 1.4).

3. Ele nos fez agradáveis (Ef 1.6).
O pecado nos tornou inimigos de Deus (Rm 5.10), pois estávamos fazendo o que agradava a nossa carne e desagradava a Deus, sendo assim por natureza filhos da ira (Ef 2.3). No entanto, ao recebermos Cristo, como nosso Salvador, Ele nos tornou agradáveis a Deus, por Sua graça maravilhosa: “Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” (Ef 1.6).


IV. AS BÊNÇÃOS QUE OBTIVEMOS DO FILHO
Ainda no capítulo primeiro da epístola aos Efésios, Paulo elencou as bênçãos que recebemos por meio do Filho de Deus, Jesus Cristo. Vejamos:

1. Ele nos redimiu (Ef 1.7a).
Paulo diz que Jesus nos redimiu (Ef 1.7-a). Aqui, a palavra-chave é redenção no grego “apolytrosis”. E o substantivo do verbo “apolytroo”, que no grego clássico significa “libertar por meio de resgate”. Era termo usado para falar de “comprar de volta um escravo ou cativo, libertá-lo mediante o pagamento de um resgate” (BEACON, p. 124). Paulo diz que Cristo nos resgatou com o preço de sangue (Ef 1.7). Outras passagens paulinas também enfatizam a questão do custo (1 Co 6.20; 7.23; 1Tm 2.6), coisa que o próprio Jesus afirmou (Mt 20.28). Os fariseus fizeram a observação de que nenhum homem pode perdoar pecados a não ser Deus (Mc 2.7). O fato do Senhor Jesus Cristo perdoar é evidência de que é Deus (Mc 2.10).

2. Ele nos congregou (Ef 1.10).
Paulo afirmou que Cristo veio “congregar” em si todas as coisas (Ef 1.10). A palavra grega “anakephalaiõsasthai” que significa: “fazer convergir”, e era usada no sentido de juntar várias coisas e apresentálas como sendo uma só (FOULKES, 2011, p. 45). Devido ao pecado, vieram ao mundo desordem e desintegração intermináveis; mas ao final, todas as coisas serão restauradas à sua função original e à sua unidade pelo fato de terem sido trazidas à obediência a Cristo (Cl 1.20). A expressão “todas as coisas” inclui “tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Cl 1.16-19) e devem ser reunidas em Cristo.


V. AS BÊNÇÃOS QUE OBTIVEMOS DO ESPÍRITO SANTO
Nessa última estrofe da doxologia de Efésios, o Espírito Santo pelo menos recebe duas designações: “um selo e uma garantia” (Ef 1.13,14). Notemos:

1. O Espírito Santo como um selo (Ef 1.13).
Os que recebem o Espírito Santo são identificados por Deus como pertencentes a Cristo. Esses crentes são “selados” como propriedade particular de Cristo no momento da conversão (Ef 1.13; 4.30). Acerca do selo, convém afirmar que:
a) O selo fala de um direito de posse. Deus nos selou com o seu Espírito porque agora somos seus (1 Co 6.19).
b) O selo fala de segurança e proteção. O selo romano sobre a tumba de Jesus era a garantia de que ele não seria violado (Mt 27.62-66). Assim o crente pertence a Deus (1 Co 6.19).
c) O selo fala de autenticidade. Fomos selados com o Espírito Santo (Ef 4.30), como propriedade de Deus (Rm 8.9).

2. O Espírito é o penhor (Ef 1.14).
O penhor era o primeiro pagamento efetuado na aquisição de uma propriedade. Paulo usou em suas epístolas a linguagem de que o Espírito Santo nos foi dado como penhor (2 Co 1.22; 5.5; Ef 1.14), deixando claro que o Senhor deu-nos o Espírito Santo, como garantia de que somos sua propriedade exclusiva.


CONCLUSÃO
Vimos nesta lição que Deus planejou de antemão conceder bênçãos espirituais aos seus servos. Essas bênçãos revelam a grandeza, a excelência e a perfeição do projeto divino. O plano de salvação arquitetado pelo nosso Criador é algo incomensurável. Em Cristo, Ele estava reconciliando o mundo consigo mesmo. Essa é uma doutrina gloriosa que revela o imenso amor de Deus. Em Cristo, fomos eleitos para desfrutar desse maravilhoso plano.



REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
Ø  GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
Ø  HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.


Por Rede Brasil de Comunicação.