sábado, 30 de junho de 2018

LIÇÃO 01 – LEVÍTICO, ADORAÇÃO E SERVIÇO AO SENHOR (SUBSÍDIO)






Lv 27.28-34




INTRODUÇÃO
Neste terceiro trimestre de 2018, estudaremos o tema: “Adoração, Santidade e Serviço – os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico”. Nesta primeira lição introduziremos o assunto trazendo importantes informações sobre este importante livro do AT, destacando suas características e quais ensinamentos podemos extrair dele sob a perspectiva da Nova Aliança.


I. INFORMAÇÕES A RESPEITO DO LIVRO DE LEVÍTICO
1. Nome.
Levítico é o terceiro livro do Pentateuco, chamado em hebraico “Wayyiqra”, que é a palavra inicial do livro e significa “E chamou […]” (Lv 1.1) segundo o costume judeu de intitular muitos dos livros do AT por sua primeira ou primeiras palavras (Gn 1.1; Êx 1.1). O título “Levítico” que significa: “relativo aos levitas”, derivou-se da Vulgata Latina (Tradução da Bíblia do grego para o Latim), que por sua vez pegou emprestado o vocábulo da Septuaginta (Tradução do AT para o grego). O nome Levítico foi atribuído ao livro devido ao fato de que nele é descrito o sistema de adoração e conduta levítica (CHAMPLIN, 2001, p. 477 – acréscimo nosso).

2. Autoria.
A autoria de Moisés é confirmada no próprio livro pelo fato de o texto declarar cinquenta e seis vezes: “Disse o Senhor a Moisés” (Lv 16.2; 21.1; Dt 1.1). Portanto, nenhum outro livro da Bíblia tem uma confirmação tão acentuada da autoria mosaica como este. Os cinco primeiros livros da Bíblia são citados nos livros do AT como obra de Moisés (Js 1.7,8; 23.6; 1 Rs 2.3; 2Rs 14.6; Ed 3.2; 6.18; Ne 8.1; Dn 9.11-13). Após curar o leproso, Jesus orientou que este fosse ao sacerdote e apresentasse a oferta que Moisés havia determinado (Mt 8.1-4). Tal procedimento encontra-se no Livro de Levítico (Lv 14.3,10). Os escritores do NT estão de pleno acordo com os do AT. Falam dos cinco livros em geral como “a lei de Moisés” (At 13.39; 15.5; Hb 10.28).

3. Data e Assunto.
Levítico é o terceiro livro do AT. Ele foi escrito aproximadamente em 1440 a.C. (ELISSEN, 1984, p.25). Levítico apresenta o plano de Deus para ensinar o Seu povo escolhido a se aproximar dEle de maneira santa. Destaque especial foi dado às funções sacerdotais, tomando reverente e santa esta aproximação a Deus. Assim, este livro apresenta o ofício sacerdotal ou “levítico”, ao qual foram feitas referências no Novo Testamento em Hebreus 7.11, onde o termo “sacerdócio levítico” se encontra (MOODY, sd, p. 01).

4. Sua relação com os outros livros do Pentateuco.
É importante verificar a mensagem de Levítico para acompanharmos a progressão do Pentateuco. Gênesis nos conta o chamado do patriarca Abraão e a eleição de sua família para exercer a função de concerto na história humana. Êxodo narra a grandiosa libertação dos descendentes de Abraão, os israelitas, da escravidão do Egito e o estabelecimento do concerto de Deus com este povo no Sinai. Êxodo também expõe o caráter legal deste concerto e o testemunho do concerto no Tabernáculo e o culto a ser administrado ali. Levítico é um tipo de manual dado aos sacerdotes e ao povo de Israel para que soubessem fazer a adoração exigida pelo concerto de maneira eficaz e aceitável ao Deus de Israel (BEACON, 2006, p.254).

5. Seu cumprimento no Novo Testamento.
Citado por cerca de quarenta vezes no Novo Testamento, Levítico, era o primeiro livro estudado pelas crianças judias; no entanto, com frequência, é o último dos livros da Bíblia a ser estudado pelos cristãos. Muitas passagens do Novo Testamento, incluindo alguns conceitos-chaves da epístola aos Hebreus, não podem ser devidamente avaliadas se não tivermos um claro entendimento de suas contrapartidas no livro de Levítico. A afinidade entre Levítico e o Novo Testamento se torna óbvia no livro de Hebreus, considerado por alguns um comentário sobre Levítico no Novo Testamento (CHAMPLIN, 2001, p. 479). 

6. A importância de Levítico.
Quando Jesus falou o segundo mandamento que resume toda a Lei, Ele citou Levítico 19.18 que diz: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR” (Mc 12.31; Lc 10.27). Paulo também fez citação desta parte de Levítico em suas epístolas (Rm 13.9; Gl 5.14). O apóstolo Pedro por sua vez, quando exorta aos cristãos sobre andar em santidade faz uma clara citação do Livro de Levítico. Compare (Lv 11.44; 20.26; 1 Pe 1.16). Levítico 19 costuma ser chamado de o “Sermão do Monte” do Antigo Testamento (ELISSEN, 1993, p. 41).


II. CARACTERÍSTICAS DO LIVRO DE LEVÍTICO
1. O livro dos sacrifícios.
Em Levítico estão listados os cinco principais sacrifícios que os israelitas faziam para Deus a fim de terem os pecados perdoados e o relacionamento com Deus restaurado. Vejamos:

OFERTA
PROPÓSITO
SIGNIFICADO
Holocausto (Lv 1)
Expiar os pecados em geral
Mostrava devoção a Deus
Oferta de manjares (Lv 2)
Demonstrar honra e respeito a Deus
Reconhecia que todos
pertencemos a Deus
Sacrifício pacífico (Lv 3)
Expressar gratidão a Deus
Simbolizava paz e comunhão com Deus


Oferta pelo pecado (Lv 4)
Pagar pelo pecado cometido, involuntariamente por ignorância, negligência ou imprudência

Restabelecia a comunhão do pecador com Deus; mostrava a gravidade do pecado


Oferta pela culpa (Lv 5)
Pagar pelos pecados cometidos contra Deus e as pessoas
Provia compensações para as partes lesadas

2. O livro da santidade.
A palavra “santo” consta setenta e três vezes no livro. O tabernáculo e seus móveis eram santos (Lv 8.10,11), santos os sacerdotes (Lv 8.12,13), santas as suas vestimentas (Lv 16.4,32), santas as ofertas (Lv 22.12), santas as festas (Lv 23.2,4), e tudo era santo para que Israel fosse santo (Lv 20.26). A santidade de Deus impõe leis concernentes às ofertas, ao alimento, à purificação, à castidade, às festividades e outras cerimônias (Lv 1-5; 11-14,18). Somente por seus mediadores, os sacerdotes, pode um povo pecaminoso aproximar-se do Deus santo. Tudo isto ensinou aos hebreus que o pecado é que afasta o homem de Deus, que Deus exige a santidade e que só o sangue espargido sobre o altar pode expiar a culpa (Lv 17.11). De modo que Levítico fala de santidade, mas, ao mesmo tempo, fala da graça, ou possibilidade de obter perdão por meio de sacrifícios (HOFF, 1995, p. 77 – acréscimo nosso).

3. O livro da vocação sacerdotal.
Os filhos de Levi, eram antes uma tribo comum, mas que foi separada pelo Senhor para exercer as funções no Tabernáculo (Nm 8.14-17; 18.2-4,6). As obrigações menores, algumas até manuais, como de limpeza, arranjo e arrumação no templo, cabiam aos levitas não sacerdotais (1Cr 15.2). Deus separou para esta função os três filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari (Nm 26.57). Desta tribo também Deus separou Arão e seus filhos para oficiarem o sacerdócio (Êx 28.1-3; Lv 8-10; Dt 18.5,7).


III. O QUE APRENDEMOS COM O LIVRO DE LEVÍTICO
O teor do livro revela os princípios básicos da religião do Antigo Testamento. E, para quem conhece o Novo Testamento, não é difícil identificar nele as raízes da teologia cristã. Talvez a expressão não esteja tão desenvolvida quanto a encontrada no Novo Testamento, mas os princípios são notavelmente os mesmos. Vejamos:

1. O pecador só pode ser absolvido de forma substitutiva.
Deus ordenou que nos sacrifícios pelo pecado um animal deveria morrer no lugar do pecador (Lv 1.4). Embora os sacrifícios realizados no sistema levítico desempenharam importante papel no AT, eram insuficientes para redimir o homem, representando apenas a “sombra dos bens vindouros” (Hb 10.1). Os profetas do AT já haviam vaticinado sobre isso (Is 1.11-15; Jr 7.21-23; Mq 6.6-8). Deus falou sobre a necessidade de um sacrifício superior que teve seu cumprimento cabal em Cristo (Sl 40.6-8; Hb 10.5-10). Jesus Cristo morreu de forma substituta pelo pecador a fim de que este fosse aceito por Deus (Is 53.4,5; 2 Co 5.21; 1Pe 2.24). 

2. A expiação da alma só pode acontecer com sangue.
No livro de Levítico está escrito que o sangue faz expiação pela alma (Lv 17.11). O escritor aos hebreus asseverou também que “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22). O sangue dos sacrifícios do Antigo Concerto apenas cobriam os pecados, enquanto que o sangue do sacrifício do Novo Concerto, o de Cristo, purifica de todo pecado (Mt 26.28; Hb 9.13,14; 10.4,10; 1Jo 1.7; Ap 1.5; 7.14).

3. A provisão do sacrifício pelo pecador é feita por Deus.
O que o pecador oferecia para ser sacrificado em seu lugar, era um ato providencial da parte de Deus. Tal atitude é ensinada claramente em toda Bíblia que o sacrifício pelos pecados do homem foi suprido pelo próprio Deus, o Seu Filho Unigênito (Is 7.14; 53.4,5; Jo 3.16; 6.51).

4. Exige-se do povo de Deus uma vida santificada.
Levítico também nos ensina que Deus exige do Seu povo santificação em todas as áreas da vida (Lv 11.44; 20.26). Tal ensinamento também está bem presente no NT, que exige um comportamento santo daqueles que professam a sua fé em Cristo (1 Ts 4.7; Tt 2.12; Hb 12.14; 1Pe 1.15,16).


CONCLUSÃO
O Livro de Levítico revela em seu conteúdo, princípios que também são ensinados no NT. Logo, devemos nos dedicar a sua leitura, meditação e prática, a fim de que possamos progredir agradando a Deus.




REFERÊNCIAS
ü  ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
ü  APLICAÇÃO PESSOAL. Comentário do Novo Testamento.CPAD.
ü  CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado – Gênesis a Números. HAGNOS.
ü  ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
ü  HOFF, Paul. O Pentateuco. VIDA.
ü  HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
ü  MOODY, D. L. Comentário Bíblico de Levítico. PDF.
ü  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD




Por Rede Brasil de Comunicação.


sexta-feira, 29 de junho de 2018

LEVÍTICO – MANUAL DO SACERDÓCIO





Objetivo:
Sondar o conhecimento dos alunos a respeito do livro de Levítico e os temas que serão abordados no trimestre.

Material:
Quadro branco.

Procedimento:
Apresente a nova revista. Em seguida, faça um resumo do livro das Escrituras Sagradas que vamos estudar. Depois, copie no quadro o esquema abaixo (sem as respostas). Faça as indagações aos alunos e aguarde pelas respostas. Preencha o quadro juntamente com eles. Essas perguntas vão ajudá-lo a descobrir o que seus alunos conhecem a respeito do livro de Levítico. As informações obtidas vão auxiliar na elaboração dos seus planos de aula.

Quem é o autor do livro de Levítico?
Moisés.

Quando e Onde foi escrito?
Foi escrito quando os israelitas estavam acampados perto do Monte Sinai no ano de 1400 a.C., aproximadamente.

Qual o seu propósito?
Instruir os israelitas e os sacerdotes a respeito da adoração e o acesso a Deus, mediante os sacrifícios de animais.
Quais são os personagens centrais?
Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar.
Quais são os principais acontecimentos?
O início do sacerdócio e o julgamento divino para com Nadabe e Abiú.




Por Telma Bueno e Simone Maia.
Adaptado pelo Amigo da EBD.




domingo, 24 de junho de 2018

QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2018







   A IGREJA DO ARREBATAMENTO –
O padrão dos Tessalonicenses
para estes últimos dias






Lição 13

Hora da Revisão
A respeito do tema “Conselhos para a Vida”, responda:


1. A partir de seus conhecimentos adquiridos durante todo este trimestre, comente um pouco a respeito do relacionamento de Paulo com a igreja em Tessalônica.
Resposta pessoal.

2. O que significa ter o corpo, alma e espírito santificados?
É viver inteiramente para a glória de Deus, em todo o âmbito da vida.

3. O que nós, enquanto igreja local, podemos fazer para tornar nossa vida em comunidade melhor?
Resposta pessoal.

4. De que modo você, hoje, pode ajudar as lideranças de sua igreja local?
Resposta pessoal.

5. No que você se imagina trabalhando na obra de Deus, a curto, médio e longo prazo?
Resposta pessoal.



QUESTIONÁRIOS DO 2° TRIMESTRE DE 2018







   VALORES CRISTÃOS –
Enfrentando as questões
morais de nosso tempo






Lição 13

Para Refletir
A respeito do tema “Ética Cristã e Redes Sociais”, responda:


Como que a expressão “rede social” é usada?
A expressão é usada para uma aplicação da rede mundial de computadores (Web), cuja finalidade é conectar e integrar pessoas.

Quais os principais danos associados ao uso das redes sociais?
A distorção da felicidade, isolamento, solidão e relações sociais efêmeras.

Quanto à distorção da realidade, o que as redes sociais estimulam?
As redes estimulam a prática narcisista, ou seja, o indivíduo que admira exageradamente a própria imagem e que nutre uma paixão excessiva por si mesmo — a Bíblia condena essa atitude (Mc 12.30,31).

O que ilude a maioria dos usuários de redes sociais?
Diversos usuários das redes sociais iludem-se com a sensação de privacidade e ficam expostos a toda espécie de constrangimentos.

Antes de compartilharmos qualquer conteúdo, o que devemos fazer?
É importantíssimo avaliar o conteúdo, a coerência, o vocabulário e a ética cristã das mensagens antes de postar, comentar ou curtir em sua rede.



sábado, 23 de junho de 2018

LIÇÃO 13 - ÉTICA CRISTÃ E REDES SOCIAIS (SUBSÍDIO)







Pv 4.10-15




INTRODUÇÃO
Dentre os recursos tecnológicos que podemos usufruir atualmente, um deles é a Internet. Nesta lição mostraremos que esta ferramenta promove a informação e a interação social; veremos também qual a postura ética cristã que devemos ter no uso das redes sociais; e, como utilizar a internet para a glória de Deus.


I. A MODERNIDADE E O AVANÇO DA TECNOLOGIA
Modernidade é definida como um período ou condição identificado com a Era Progressiva, a Revolução Industrial, ou o Iluminismo. Esta presente Era é caracterizada pelo avanço tecnológico, crescimento e desenvolvimento do conhecimento científico. Portanto, não podemos nos esquivar disso, ficando alienados a modernização. É necessário entender que a tecnologia em si, não é nem boa nem ruim, pois apenas é um instrumento que leva à informação às pessoas, agilizando e facilitando a vida em sociedade. Quando colocada a serviço de Deus, é uma benção, porém, quando a serviço do diabo, uma maldição (Tt 1.5). Vejamos algumas sugestões práticas que o cristão deve observar na utilização da mídia:
ü  O cristão deve administrar bem o seu tempo para não desperdiçá-lo com coisas triviais (1Co 10.31; Ef 5.16);
ü  O cristão deve ser criterioso na escolha do que vai ter acesso (Fp 4.8; 1Ts 5.21; 1Co 6.12; 10.23);
ü  O cristão deve possuir domínio próprio, que é uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22,23);
ü  O cristão deve priorizar as coisas espirituais e não as coisas passageiras (Mt 6.33; Cl 3.1-3);
ü  O cristão deve permitir que o evangelho influencie todas as áreas da sua vida (Ef 4.22-32; 1Ts 5.23; 1 Pe 1.15).


II. INTERNET, UM MEIO DE COMUNICAÇÃO NA SOCIEDADE MODERNA
A internet é, sem dúvida, uma das maiores invenções, na área da comunicação, se tornando numa das grandes representantes de propagação cultural, científica, religiosa, política, filosófica e ideológica, procurando unir a comunicação, a tecnologia com a representação visual. Abaixo destacaremos alguns objetivos da internet e de como podemos utilizar para o bem. Vejamos:
2.1 Informação.
A internet tem contribuído para que a informação chegue ao nosso conhecimento numa velocidade ímpar. Por meio dessa mídia, é possível ficar sabendo das informações, muitas vezes, primeiro do que em outros veículos de comunicação, tais como: rádio, TV e jornal.

2.2 Relacionamento.
Com o advento da internet, muitas coisas boas tornaram-se possíveis. Ela encurtou distâncias, uniu pessoas, derrubou muralhas de comunicação e trouxe economia para quem se comunica com pessoas a distância, especialmente em outros países. Hoje, é possível conversar com pessoas em tempo real, vendo e ouvindo.


III. A ÉTICA CRISTÃ E A INTERNET
O mundo hoje está em rede, e muitas pessoas estão “caindo na rede”. Diante disto, nos perguntamos: como a ética cristã orienta sobre qual o comportamento que o cristão como sal da terra e luz do mundo deve evitar no uso da internet? Vejamos:

3.1 Usar perfil falso.
O Facebook é uma rede social com mais de um bilhão de pessoas. Infelizmente nem todos que utilizam esta ferramenta tem intenção honesta. No entanto, do cristão se espera transparência, honestidade e bom caráter. Portanto não convém ao servo de Deus usar um perfil falso, se passando por uma pessoa que realmente não é. A Bíblia condena a hipocrisia (Mt 23.28; 1 Tm 4.2). A palavra “hipócrita” no grego “hupokrites” denota primariamente “aquele que responde”; ou seja, representação, portanto, “ator de palco” (VINE, 2002, p. 691 – acréscimo nosso). Enquanto reprova a hipocrisia, a Escritura louva a sinceridade (Jó 31.6; Pv 2.7; 10.9; 20.7; 1 Co 5.8; Ef 6.24).

3.2 Frequentar salas de bate papo para namoro.
Como através da internet é possível relacionar-se com pessoas em sites de bate papo, não são poucas as pessoas que tentam achar o par perfeito através destes mecanismos. Não é recomendável construir um relacionamento virtual, pois, têm acontecido muito casos enganosos. Se num relacionamento pessoal existe a probabilidade da pessoa sofrer dano, muito maior probabilidade existe num relacionamento construído a distância pela internet. Infelizmente, há até pessoas casadas que estão traindo o cônjuge de forma virtual. “O Facebook é citado como motivo de uma em cada três separações na Grã Bretanha” (CARDOSO, 2012, p. 19). Certa revista de circulação nacional asseverou: “a internet criou uma nova maneira de ser infiel”. A Bíblia porém, exorta aos jovens solteiros a serem cautelosos e prudentes (Pv 1.4; 7.4; 8.12; 16.16); e, aos casados a serem fiéis ao seu cônjuge (Mt 5.27,28; 19.6; Hb 13.4).

3.3 Compartilhar mensagens, áudios e vídeos que não condizem com a fé cristã.
Existem circulando na internet inúmeras mensagens, áudios e vídeos que afrontam diretamente a Bíblia e os princípios nela exarados. É inevitável que alguns contatos que temos não nos enviem tais conteúdos, no entanto, é perfeitamente claro que não devemos vê-los, tampouco, espalhar para outros, pois tais conteúdos em nada contribuem para que o Nome de Jesus seja glorificado: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Co 10.31).

3.4 Ter cuidado para não acessar sites pornográficos.
Pornografia “é a representação, por quaisquer meios, de cenas ou objetos obscenos, destinados a serem apresentados a um público e também expor práticas sexuais diversas, com o intuito de despertar desejo sexual no observador” (RENOVATO, 2013, p. 49). Com o advento da internet, a pornografia tomou proporções mundiais e fora de qualquer controle, ficando mais acessível por meio de smartphone e computador, trazendo destruição física, psíquica, moral e espiritual, tanto na vida de solteiros quanto casados. Quanto aos males da pornografia é bom destacar que “o pecado virtual e secreto é comparado ao cupim que se infiltra no tronco da árvore” (SENNA, 2013, p. 103). A Bíblia nos adverte quanto a santificação do corpo (Êx 20.14,17; Sl 101.3; 1 Co 6.18-20; Fp 4.8; 1 Ts 4.1-3).

3.5 Criar ou compartilhar frases, imagens ou vídeos jocosos contra a qualquer povo, sociedade, entidade e pessoas.
Paulo lista várias obras da carne que o cristão não deve praticar, dentre elas as parvoíces (Ef 5.4). A palavra “parvoíce” segundo o Houaiss (2001, p. 2141) significa: “idiotice, imbecilidade”. Também não convém ao cristão utilizar a internet para mexericos, pois esta atitude é reprovável diante de Deus (Lv 19.16; 2 Co 12.20).

3.6 Debater assuntos teológicos ou procurar aconselhamento.
Há muitos cristãos que estão utilizando a internet para discutir assuntos teológicos e com esta atitude provocam muitos malefícios e confusão. O apóstolo Paulo disse que os que se dão a discussão, o fazem “querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam” (1Tm 1.7). Devemos primar pelo aprendizado da Palavra de Deus no culto de doutrina, frequentando regularmente a EBD da congregação mais próxima e nos estudos devocionais (Sl 1.1-3; 27.4; Ef 4.11,12). Quanto a buscar aconselhamento, o cristão não deve jamais deixar ser “apascentado” por youtubers, mas em caso de necessidade deve procurar o seu pastor que foi constituído por Deus para este fim (Ef 4.11,12; Hb 13.7,17).

3.7 Falta de privacidade e pudor.
As redes sociais exploram muito as imagens e infelizmente não são poucos que estão comprometendo a sua privacidade se expondo demasiadamente. Não podemos estar desatentos aos que podem estar acessando maliciosamente as nossas informações com fins perversos. A Bíblia tanto orienta a privacidade quanto ao pudor (1 Tm 2.9; Tt 2.3,4). Por isso, não convém expormos a nossa intimidade de forma tão banal. O cristão precisa usar de forma sábia as redes sociais e só compartilhar fotos que honrem a Deus e a sua família, pois as bênçãos de Deus para o lar restringe-se aqueles que temem ao Senhor (Sl 128.1).

3.8 Dependência tecnológica.
A internet em si não é má e pode contribuir para o bem e para promoção do evangelho. No entanto, não podemos negar também que, se usada de forma descontrolada, poderá se tornar um vício destrutivo na vida de qualquer pessoa. Já existem clínicas de tratamento para viciados em tecnologia. Pessoas passam horas a fio na frente do computador, deixando até de se alimentar com regularidade. Especialistas afirmam que “o vício pela internet e por equipamentos eletrônicos pode ser tão forte quanto a dependência química. Por isso, há pessoas que estão ficando online no virtual e off-line na vida real. Outro grande mal no uso desta ferramenta tem sido a substituição do diálogo real pelo diálogo virtual. Tal prática está destruindo a interação social, familiar, entre amigos, e, na igreja. Há pessoas que não sabem mais o que é sentar na mesa na hora da refeição e colocar a conversa em dia, em família. Precisamos cultivar o diálogo e o relacionamento familiar, pois isto é muito salutar (Sl 133.1; Ec 4.9-12).


IV. UTILIZANDO A INTERNET PARA A GLÓRIA DE DEUS
A internet é usada pelas pessoas por diversos motivos, a saber: a) pesquisa; b) entretenimento; e, c) trabalho. Sabedores de que diversas pessoas transitam por este veículo, devemos utilizá-lo da seguinte forma:

4.1 Levando a mensagem de Cristo ao maior número de internautas.
Esta mensagem é: (a) as boas novas vindas do céu (Mt. 4.16; Is 9.2; Lc 2.10-a; Rm 3.21); (b) que traz alegria (Lc 2.10-b); (c) alcança todos os homens (Lc 2.10-c; Rm 1.16); e (d) fala de salvação em Cristo (Lc 2.11; Rm 1.16). Aproveitemos os contatos que temos pelas redes sociais e proclamemos o evangelho de Cristo (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.45-49; Jo 20.21-23; At. 1.1-5,8; Tt 2.11);

4.2 Promovendo edificação dos irmãos.
Um simples versículo enviado aos nossos contatos todos os dias, sem sombra de dúvidas, é uma ferramenta poderosa na edificação, pois a Palavra de Deus é: a) viva e eficaz (Hb 4.12); b) não torna vazia (Is 55.11); c) infalível (Jo 10.35); e, d) inspirada (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21).


CONCLUSÃO
Infelizmente, não são poucos aqueles que destroem a sua vida moral e espiritual na utilização da internet. Como cristãos devemos ter cuidado para não prejudicarmos a nossa comunhão com Deus, que exige que sejamos santos.




REFERÊNCIAS
ü  CARDOSO, Renato & Cristiane. Casamento Blindado. THOMAS NELSON.
ü  HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
ü  RENOVATO, Elinaldo. A Família Cristã e os ataques do inimigo. CPAD.
ü  SENNA, Arnaldo. Alerta Geral: seu filho pode estar brincando com o perigo. CPAD.
ü  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
ü  VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD



Por Rede Brasil de Comunicação.