sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2020




  


   JESUS CRISTO –
Filho de Homem, Filho de Deus.







Lição 04

Hora da Revisão
A respeito do tema “O que Cristo Fez por Nós, responda:


1. Porque em vários momentos do processo de crucificação, Jesus é instigado a “salvar a si mesmo” evitando assim a crucificação?
Porque se o Mestre desistisse do sacrifício do calvário nossa salvação estava perdida.

2. Como se pode definir, de modo sintético, o que é a expiação?
A expiação é o ato de materialização da graça de Deus em nosso favor.

3. Que textos da Escritura podem ser utilizados para fundamentar a doutrina da expiação ilimitada?
Tito 2.11; 1 Timóteo 2.4; 2 Coríntios 5.19; João 4.42.

4. Apresente três efeitos práticos derivados da obra da expiação.
Concede-nos a capacidade de autoavaliarmo-nos melhor, demonstra o quanto somos universalmente iguais e denuncia que todo tipo de arrogância e presunção é fútil.

5. Porque não somos capazes de oferecer nada a Jesus em troca de seu sacrifício vicário?
Primeiro em virtude de nossa condição pecaminosa, e em segundo lugar porque tudo o que Jesus fez foi por amor, sem exigir nada em troca.



QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2020







   A RAÇA HUMANA –
Origem, Queda e Redenção.





Lição 04

Para Refletir
A respeito de “Os Atributos do Ser Humano”, responda:


Segundo a lição, quais os atributos do ser humano?
Os principais atributos do ser humano são: espiritualidade, racionalidade, sociabilidade, liberdade e criatividade.

Discorra sobre a espiritualidade humana.
Sendo proveniente de Deus, o espírito humano anseia pelo Pai Celeste, conforme Paulo muito bem acentuou aos atenienses (At 17.21,22).

Deus é um ser racional? Apresente uma prova bíblica.
Sim. Certa vez, o Senhor desafiou o povo de Judá, que caíra na apostasia, a arrazoar acerca do verdadeiro caminho (Is 1.18-20).

Fale sobre o senso sociável do homem.
Deus nos criou sociáveis; a solidão é contrária à nossa natureza. Por isso, Deus instituiu a família e, só depois, o Estado.

O trabalho é uma consequência do pecado? Explique por quê.
Deus criou o homem para trabalhar a terra, ará-la e transformá-la, a fim de torná-la habitável (Gn 1.26; 2.15). Por conseguinte, o trabalho não é um castigo devido ao pecado de Adão, mas uma bênção a todos os seus descendentes.



sábado, 25 de janeiro de 2020

LIÇÃO 04 – OS ATRIBUTOS DO SER HUMANO (SUBSÍDIO)






Rm 12.1-10



INTRODUÇÃO
Nesta lição, definiremos a palavra “atributo”; notaremos a diferença entre os atributos Divinos comunicáveis e incomunicáveis; e por fim, estudaremos a espiritualidade, a racionalidade, a sociabilidade e a liberdade humana como exemplos de atributos concedidos por Deus ao homem.


I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA ATRIBUTO
1. Conceito da palavra atributo.
O dicionarista Antônio Houaiss define atributo como: “o que é próprio e peculiar a alguém ou a alguma coisa, qualidade, característica, o que é próprio de um ser, emblema definitivo, característica, propriedade, particularidade, peculiaridade, traço, faculdade, individualidade, singularidade, distinção, estilo” (2001, p. 340). Sempre que falamos em atributos nos lembramos logo do nosso Deus, que é o doador de todas as capacidades que temos (Gn 1.27-28), por ser ele possuidor de tudo (Sl 24.1).

2. Os atributos Divinos.
Para que não haja confusão na compreensão dos atributos humanos é necessário entender os Divinos. Podemos entender os atributos divinos em duas classes:
A) Atributos Incomunicáveis. São aqueles que pertencem única e exclusivamente a Deus. Notemos alguns: a) eternidade (Sl 45.6; 90.2; 93.2; Is 40.28; 57.15); b) onipresença (Sl 139.7-12; At 17.27,28: Jr 16.17; 23.24; Am 9.2,3); c) onisciência (1Jo 3.20; Sl 147.5); e, d) onipotência (Gn 17.1; 18.14; Jó 42.2; Sl 62.11; Lc 1.37); e
B) Atributos Comunicáveis. São aqueles que podem e são encontrados no ser humano. Notemos alguns: a) santidade (1Pe 1.15,16; Tg 1.13); b) justiça (Gn 18.25; Dt 27.25; Sl 15.5; Jr 22.3); c) fidelidade (Êx 34.6; Nm 23.19; Dt 4.31; Hb 6.18; 10.23); d) amor (2Co 13.11; Ef 2.4; 2Ts 2.16; 2Co 9.7; 1Jo 4.8,16). Deus nos quis dotar de características do seu ser, para que assim pudéssemos ser chamados “imagem e semelhança” (Gn 1.26). Os atributos de Deus são singulares e perfeitos. Só Ele os tem de modo absoluto (BERGSTÉN, 2016, p. 22).


II. A ESPIRITUALIDADE COMO UM ATRIBUTO HUMANO
Deus, que é espírito (Jo 4.24), criou o homem com uma parte espiritual, isto é, com alma e espírito. Essa parte espiritual é invisível e imaterial, conhecida como “o homem interior”, e habita no corpo, que é “o homem exterior” (2 Co 4.16) (BERGSTÉN, 2016, p. 127). O “espírito” é considerado um poder sublime que estabelece os seres humanos na dimensão espiritual e os capacita à comunhão com Deus (HORTON, 2011, p. 248). Vejamos algumas considerações sobre a realidade espiritual do ser humano:

1. O espirito humano não-regenerado.
O espírito do homem não-crente é morto, isto é, separado de Deus (Ef 2.1-5; Lc 15.24,32; 1Tm 5.6). Ele é dominado pelos seus pecados e concupiscências (Ef 4.17-22; Tt 1.15).

2.O espirito humano no processo de regeneração.
Na salvação, o espírito do homem é vivificado (Ef 2.5; Cl 2.13). Um despertamento começará no seu espírito quando o Espírito Santo o convencer do seu pecado, e da justiça e do juízo de Deus (Jo 16.8-10).

3. O espirito humano regenerado.
Agora ele pode comprovar de maneira mais clara, que Deus é bom (Sl 34.8), e com o seu espírito adorar ao Senhor em verdade (Jo 4.23) e orar em espírito (1Co 14.15,16), e o Todo poderoso dará ao espírito do novo crente a inspiração divina que o faz entendido (Jó 32.8) (BERGSTÉN, 2016, p. 132 – acréscimo nosso).


III. A RACIONALIDADE COMO UM ATRIBUTO HUMANO
Racionalidade humana é o processo pelo qual agimos com objetivos reais e corretos, agir racionalmente é ter uma perspectiva das consequências que nossas ações podem ter. Deus é um ser racional. Logo, há perfeita harmonia entre a genuína razão e a fé bíblica. Ele nos criou assim para que pudéssemos desfrutar de comunhão com Ele. “De acordo com a Bíblia Sagrada o mais razoável e lógico dos livros, a razão é o instrumento com que o Criador nos dotou, a fim de administrarmos o universo visível” (ANDRADE, 2019, p. 63).

1. A racionalidade humana.
Através da razão podemos: a) cooperar com Deus (Gn 2.19; 1Co 3.9); b) adorá-lo racionalmente (Rm 12.2); c) perceber sua existência (Rm 1.19,20); e, d) apreciar sua criação (Sl 19.1). Se Deus não fosse um ser racional, nós também não o seríamos, porquanto Ele nos criou segundo à sua “imagem e semelhança”. E, nessa semelhança e imagem, encontra-se, logicamente, o atributo da racionalidade. Doutra forma, a comunhão da criatura com o Criador seria impossível (ANDRADE, 2019, p. 64).


IV. A SOCIABILIDADE COMO UM ATRIBUTO HUMANO
Ao observarmos Gênesis 2.18, poderemos compreender que Deus não viu como algo bom a solidão. Sendo assim podemos inferir que a realidade humana é de convívio social. Para que o homem não estivesse só Deus projetou a família (Gn 2.22-24). Sobre a sociabilidade humana destacaremos apenas a realidade da família que deve ser vivenciada pelo ser humano nos moldes divinos, pois acreditamos que através dela Deus pode mudar toda a sociedade, além de que nela que o ser humano pode encontrar o que precisa para saciar sua sociabilidade. Biblicamente, podemos dizer que a família é o sistema social básico, instituído por Deus no Éden, para a constituição da sociedade e perpetuação da raça humana (Gn 2.18-24). Sem dúvida, a família faz parte do projeto divino visando a felicidade dos seres humanos (Sl 128). Já o lar, do latim “lare” é o ambiente onde vive a família. É no lar que marido, mulher, pais e filhos, encontram o ambiente adequado para amadurecer, conviver e compartilhar seus sentimentos. Vejamos a importância da família em seus aspectos sociais:

1. A sociabilidade entre os cônjuges.
É no seio da família que marido e mulher passam a conviver juntos e aprendem a suportar e a perdoar mutuamente (1Co 13.7; Cl 3.12,13); a ter paciência (Rm 5.3; 1Co 13.7); a lidar com os problemas do dia a dia (Gn 16.1-6; 27.1-46; 30.1); de forma que o lar contribui, não só para o amadurecimento do casal, como também, para o ajustamento de ambos.

2. A sociabilidade entre os filhos.
O lar é o ambiente onde os filhos se sentem seguros e felizes, junto aos pais, onde recebem amor, carinho, proteção e educação cristã (Dt 6.1-8; Pv 22.6; Ef 6.1-4; 2Tm 1.5,6), e também aprendem, desde cedo, a serem responsáveis e a se prepararem para o futuro (2Tm 1.5,6; 3.14-17).

3. A sociabilidade entre a Igreja.
É possível existir família sem igreja, mas não existe igreja sem família. Uma igreja não pode ser forte, viva e santa com famílias fracas na fé ou espiritualmente mortas (1Co 3.1-3;5.1-13; 6.9-11). Quando a família cristã vive em paz e harmonia no lar, a Igreja também é beneficiada, pois, estando em paz com Deus e com os seus, a família passa a viver em comunhão com os irmãos (Sl 133; At 2.42; Rm 12.18).

4. A sociabilidade entre a sociedade.
A sociedade é composta por famílias. Logo, famílias estruturadas geram sociedades estruturadas; e, consequentemente, famílias desestruturadas geram sociedades desestruturadas. É por esta razão que Satanás investe tanto contra os lares (Gn 3.1-5), pois, desestabilizando-as, ele desestruturará também a sociedade. A sociedade só poderá ser forte e equilibrada, se as famílias também estiverem assim.


V. O LIVRE-ARBÍTRIO COMO UM ATRIBUTO HUMANO
 “Entende-se por livre-arbítrio a liberdade que o ser humano tem de fazer escolhas, tornando-se, consequentemente, responsável por elas e por seus respectivos resultados […]. O poder humano de fazer escolhas é o primeiro assunto de que trata a Bíblia Sagrada […]. O livre-arbítrio é inerente ao homem, o qual não poderia ser julgado, jamais, se as suas decisões fossem involuntárias, e ele fizesse o que não desejasse pelo fato de ser movido por uma força estranha, alheia à sua consciência e vontade” (BRUNELLI, 2016, pp. 293,295). A Declaração de Fé das AD diz: CREMOS, professamos e ensinamos que o homem é uma criação de Deus […], dotado por Deus de livre-arbítrio, ou seja, com liberdade de escolher entre o bem e o mal […] essa escolha continua mesmo depois da queda no Éden (Jo 7.17). Deus dotou Adão do livre-arbítrio com o qual ele era capaz tanto de obedecer quanto de desobedecer ao Criador (SOARES, 2017, pp. 77,99). Vejamos a realidade Bíblica do livre arbítrio.

1. O livre-arbítrio nas Escrituras.
Tanto no AT quanto no NT a doutrina do livre-arbítrio é claramente defendida, e apesar da expressão “livre-arbítrio” não estar na Bíblia de maneira explícita em diversas passagens do AT podemos ver que Deus dá o poder de escolha ao ser humano (Gn 2.16,17; 4.7; Dt 28.1; 30.15,19; Js 24.15; 2Sm 24.12; Jz 5.2; 1Cr 28.9; 2Cr 15.2; Ed 7.13; Ne 11.2; Sl 119.30; Is 1.19,20; Jr 4.1). Também podemos encontrar várias referências que nos demonstra o livre-arbítrio no NT (Mt 3.2; 4.17; 16.24; 23.37; Mc 8.35; Lc 7.30; Jo 1.11; 5.40; 6.37; 7.17; 15.7; At 3.19; 17.30; Rm 10.13; 1Tm 1.19).

2. O livre-arbítrio antes da Queda.
O poder da livre-escolha faz parte do desígnio de Deus para a humanidade, como sendo a sua imagem e semelhança (Gn 1.27). Adão e Eva receberam o mandamento para multiplicarem a espécie humana (Gn 1.28) e se absterem de comer do fruto proibido (Gn 2.16-17). Estas duas responsabilidades implicam na capacidade de respostas. O fato deles deverem fazer estas coisas, implicava que eles poderiam fazê-las (Gn 3.6). A condenação de Deus para a atitude deles deixa claro que ambos eram moralmente livres para tomar a sua decisão (Gn 3.11,13) (GEISLER, 2010, p. 108).

3. O livre-arbítrio depois da Queda.
Mesmo depois de haver pecado e se tornado espiritualmente “morto” (Gn 2.17; cf. Ef 2.1) e, portanto, um pecador, em função da sua natureza pecaminosa (Ef 2.3), Adão não se tornou tão completamente corrompido a ponto de não mais ouvir a voz de Deus e poder responder de maneira livre (Gn 3.9-10). A imagem de Deus foi obscurecida, mas não completamente erradicada pela Queda; ela foi corrompida (afetada), mas não eliminada (aniquilada). Na verdade, a imagem de Deus (que inclui o livre-arbítrio) ainda permanece nos seres humanos (Gn 9.6; Tg 3.9). Até mesmo a nossa cegueira espiritual é resultado da nossa decisão de não acreditar (Rm 6.16) (GEISLER, 2010, p. 109).


CONCLUSÃO
Deus nos criou para sua gloria. O pecado manchou e deturpou a criação humana, mas nosso Deus por seu infinito amor arquitetou um lindo projeto de restauração. Devemos usar os atributos concedidos a nós para glorificá-lo e levar outros a entender a importância de servi-lo e amá-lo.




REFERÊNCIAS
Ø  ANDRADE, Claudionor correia. A RAÇA HUMANA, Origem, Queda e Redenção. CPAD
Ø  BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. CPAD
Ø  BRUNELLI, Walter. Teologia para pentecostais. CENTRAL GOSPEL
Ø  GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.
Ø  HORTON, S. Teologia Sistemática. CPAD.



Por Rede Brasil de Comunicação.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

LIÇÃO 04 - O QUE CRISTO FEZ POR NÓS (VÍDEO AULA)





LIÇÃO 04 - OS ATRIBUTOS DO SER HUMANO (VÍDEO AULA)





QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2020








   JESUS CRISTO –
Filho de Homem, Filho de Deus.







Lição 03

Hora da Revisão
A respeito do tema “O Ministério de Jesus, responda:


1. O que significa ter um ministério?
Significa ter uma tarefa, uma missão, um serviço direcionado por Deus, para realizarmos.

2. Como o aspecto profético do ministério de Jesus torna-se evidente?
Por seu discurso em favor dos frágeis, seu caráter de denúncia contra o pecado e o anúncio de fatos futuros.

3. Por que o ministério sacerdotal de Jesus é único e incomparável?
Porque o seu ministério é segundo a ordem de Melquisedeque, e não levítico; e porque, ao mesmo tempo, Ele foi ofertante e oferta.

4. Em que aspecto pode-se afirmar que a realeza de Cristo é superior a dos césares?
No âmbito espiritual, pois Jesus não veio em busca de estabelecer um império terreno, mas uma comunidade de homens e mulheres livres dos poderes humanos.

5. Se a Igreja imitar a Cristo, de que modo ela servirá à sociedade?
Através de seu discurso de denúncia ao pecado e apoio ao fraco; através da intercessão e amor aos perdidos; e por fim, por meio da realização de ações públicas honestas e que visem o bem comum.



QUESTIONÁRIOS DO 1° TRIMESTRE DE 2020







   A RAÇA HUMANA –
Origem, Queda e Redenção.







Lição 03

Para Refletir
A respeito de “A Natureza do Ser Humano”, responda:


Fale a respeito da natureza de Deus.
Deus é um ser simples; possui uma única natureza. Por essa razão, Ele foi definido, pelo próprio Filho, como sendo espírito (Jo 4.24).

Por que o homem é um ser composto?
Os seres humanos possuem uma natureza, que pode ser descrita como dupla: uma física (o corpo) e uma espiritual (a alma e o espírito).

A alma e o espírito podem ser separados?
Discorra sobre o assunto. Em nosso ser, alma e espírito acham-se tão unidos, que somente a Palavra de Deus pode alcançar-lhes a junção (Hb 4.12). Ambos têm de ser vistos juntos; são inseparáveis.

Onde fica a sede de nossas afeições a Deus?
O espírito humano, por ser o elo entre o corpo e Deus, é a sede de nossa comunhão com o Pai Celeste.

Como João foi arrebatado para obter a revelação do Apocalipse?
Foi em seu espírito, portanto, que João recebeu a revelação do Apocalipse.



sábado, 18 de janeiro de 2020

LIÇÃO 03 – A NATUREZA DO SER HUMANO (SUBSÍDIO)






Gn 1.26-28; 2.7



INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a natureza do ser humano, veremos que o homem é formado por corpo, alma e espírito como nos assegura a palavra de Deus (1Ts 5.23). Analisaremos a natureza moral concedida ao homem no momento da sua criação, pois fomos criados conforme a imagem e semelhança de Deus. Pontuaremos que essa natureza moral implica em responsabilidades diante do Senhor e dos homens, e que mesmo após a queda no Jardim do Éden é possível o homem responder positivamente a Deus por meio de Cristo e ter sua natureza moral restaurada em santidade.


I. A NATUREZA DO HOMEM
O homem, segundo Gênesis 2.7, compõe-se de duas substâncias: a substância material, o corpo, e a substância imaterial, [...], contudo, o homem, de acordo com 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12, compõe-se de três substâncias: espírito, alma e corpo (PERMALN, 2009, p. 106). Essa concepção chama-se tricotomia, pois ensina que a constituição da natureza do homem é tríplice. Em 1 Coríntios 2.14-16; 3.1-4, o apóstolo Paulo mostra o homem “natural”, termo que literalmente quer dizer “pertencente à alma” o homem carnal e o homem “espiritual”. Por essas passagens do Novo Testamento, a natureza humana consiste numa parte externa, o corpo ou a carne, chamado “homem exterior” e uma parte interna, denominada “homem interior”, composta do espírito e da alma (SILVA, 2017, p. 78). Dessa forma a tricotomia é visão que mais se harmoniza as Escrituras Sagradas.


II. A NATUREZA TRICOTÔMICA DO SER HUMANO
1. O corpo.
No hebraico, a palavra corpo é “basar” e no grego a palavra é “soma”. O corpo é apenas a parte tangível, visível e temporal do homem (Lv 4.11; 1Rs 21.27; Sl 38.4; Pv 4.22; Sl 119.120; Gn 2.24; 1Co 15.47-49; 2Co 4.7). O corpo é a parte que se separa na morte física. A Bíblia relata a criação do corpo do ser humano (Gn 1.26-28; 2.18-25), e a estrutura humana revela uma complexidade que a teoria da evolução jamais explica (RENOVATO, 2019, p. 22). O corpo é o invólucro do espírito e da alma. (Gn 35.18; Dn 7.15) É a parte física, o homem exterior, que se corrompe, ou seja, envelhece e é mortal. O homem é carne como criatura perecível: “porque toda a carne é como erva” (1Pe 1.24). Rejeitamos a ideia de ser o corpo a prisão da alma e do espírito ou de ser inerentemente mau e insignificante, pois ele é templo do Espírito Santo e templo de Deus, um a vez que o Espírito Santo habita em nós. (1Co 3.16,17;6.19) O corpo é importante, pois Deus o ressuscitará: “Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção” (1Co 15.42) (SILVA, 2017, p. 78).

2. A Alma.
A expressão alma em hebraico é: “néfesh”, ocorre por 754 vezes no AT. Conforme Gn 2.7 deixa claro, seu significado primário é “possuidora da vida”. Biblicamente entende-se que a alma é: a sede do apetite físico (Nm 21.5), das emoções (Sl 86.4), dos desejos tanto bons quanto ruins (Ec 6.2; Pv 21.10), das paixões (Jó 30.25), do intelecto (Sl 139.4), é o centro afetivo (Ct 1.7), volitivo (Jó 7.15) e, moral (Gn 49.6) da vida humana (SILVA (Org), 2017, p. 80 – grifo nosso). A palavra alma é um termo que está no grupo de palavras conhecidas como polissêmicas, ou seja, uma mesma palavra que possui vários significados de acordo com o contexto em que ela aparece. Por esse motivo é aplicada frequentemente a: a) animais (Gn 1.20,24,30; 9.12,15,16; Ez 47.9), b) o sangue como algo que é essencial à existência física (Gn 9.4; Lv 17.10-14; Dt 12.22-24) c) a sede do apetite físico (Nm 21.5; Dt 12.15,20,21; 23.24; Jó 33.20; Sl 78.18; 107.18; Ec 2.24; Mq 7.1); d) origem das emoções (Jó 30.25; Sl 86. 4; 107.26; Ct 1.7; Is 1.14); e) associada com a vontade e com a ação moral (Gn 49.6; Dt 4.29; Jó 7.15; Sl 24.4; 25.1; 119.129,167), f) um indivíduo ou pessoa (Lv 7.21; 17.12; Ez 18.4), ou então é usada com um sufixo pronominal para denotar o próprio “eu” (Jz 16.16; Sl 120.6; Ez 4.14) (DOUGLAS, 2007, p. 39). No NT o termo equivalente é: “psiché” possuindo o mesmo significado e características (Ef 6.6; Fp 1.27; Cl 3.23; Rm 11.3; 16.4; 1Co 15.45; 2Co 1.23; Fp 2.30; 1Ts 2.8), se referindo a parte imaterial do ser humano, sendo ela tanto cognitiva quanto emotiva, podendo tanto relacionar-se com o sagrado (Rm 7.25), quanto com as impurezas do pecado (Rm 8.7 – ARA) (BRUNELLI, 2016, p. 52 – acréscimo nosso).

3. O Espírito humano.
Cerca de 400 vezes o AT usa a palavra: “ruah”, que é derivada de um verbo que significa: “respirar” ou “soprar”. O substantivo pode ser traduzido como: “sopro” (Sl 18.15), “vento" (Gn 8.1) ou “espirito”. No NT a palavra grega “pneuma”, ligada ao verbo que quer dizer: “soprar” ou “respirar”, pode significar: “sopro” (2Ts 2.8), ou “vento” (Jo 3.8), porém mais frequentemente como “espírito”, associado a Deus ou ao homem ou a outros seres espirituais (TENNEY, 2008, p. 534). Sobre o espírito como sendo a parte imaterial do homem a Bíblia no diz que: a) o espírito do homem é despertado (Ed 1.1,5) ou perturbado (Gn 41.8); b) ele se alegra (Lc 1.47) ou é quebrantado (Êx 6.9); c) prontifica-se (Mt 26.41) ou é endurecido (Dt 2.30), d) o homem pode ser paciente em espírito (Ec 7.8), soberbo ou humilde de espírito (Mt 5.3), e) há necessidade de ter autodomínio (Pv 25.28) e, f) é por meio dele que se adora ao Senhor (Jo 4.23,24) é o centro da devoção a Deus (1Co 14.15).


III. A NATUREZA MORAL DO SER HUMANO
O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus como diz as Escrituras Sagradas (Gn.1,26,27). Isso já demonstra que nossa natureza é uma natureza moral. E essa natureza moral e espiritual presente no homem, reflete, mesmo de forma bastante inadequada, o caráter moral de um Criador santo e perfeito (Rm 2.11-15).

1. A consciência humana evidencia a natureza moral.
Certo teólogo definiu a “consciência” como: “faculdade humana que torna o homem instintivamente cônscio das regras universais e obrigatórias de conduta” (CHAMPLIN apud JERÔNIMO, 2004, p. 870). Isso evidencia a natureza moral implantada em cada ser humano. Esta consciência fundamental do bem e do mal, que lhes foi concedida no ato da criação, quando Deus os fez a Sua imagem e semelhança (Gn 1.26; Rm 2.14,15) torna o homem um ser moral, responsável pelos seus atos diante de Deus e dos homens (Rm 2.1)

2. A natureza moral diferencia o homem dos animais.
Os animais foram criados por uma ordem divina conforme a espécie de cada um, já o homem é uma criação especial; coroado de honra e glória e constituído sobre as obras de Deus. (Hb.2.7). Somente isso é suficiente para distingui-lo dos animais. No entanto, o aspecto moral que torno o homem responsável pelos seus atos, é algo único, pertencente a Ele. As questões morais pertencem aos homens, não aos animais. Por isso, que um dia todos serão julgados perante o Senhor (Ec 12.14; 1Co 4.5; 2Co 5.10).

3. A natureza moral foi corrompida pelo pecado.
Quando o homem pecou, aquela natureza moral santa, pois a Bíblia diz que o homem foi feito reto (Ec 7.29) foi afetada e corrompida de tal forma que o homem passou a ser pecador e afastado de Deus (Rm 3.23; 5.12-19). O homem passou a ter uma mente entenebrecida pelo pecado (Ef 2.2,3; 4.18) dando ao homem uma moral corrompida. Porém, essa condição não isenta o ser humano de responsabilidades diante de Deus, pois, até mesmo os que se acham alienados de Deus por causa do pecado não estão destituídos da consciência moral e dos impulsos que refletem as normas de conduta. “Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2.14,15). Por esta razão a palavra de Deus revela que o homem pode tanto aceitar ou rejeitar Deus conscientemente (Mc 16.15,16; Jo 3.16-18; Rm 10.11-14). É a responsabilidade moral que permite essa decisão.


IV. A RESTAURAÇÃO DA NATUREZA MORAL
1. A restauração da natureza moral é possível a todos os homens.
Assim como a extensão do pecado (Rm 5.12), a Bíblia também trata sobre o alcance da graça divina “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). A graça salvífica não é apresentada de forma limitada nas Escrituras, mas sim, que se revela a todos os homens “[...] para exercer misericórdia para com todos” (Rm 11.32; ver Is 45.22; Mt 11.28; Tt 2.11; Jo 1.7,9; 1Jo 2.2), até mesmo àqueles que a rejeitam “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). Essa restauração da natureza moral é possível a todos os homens por intermédio único de Cristo Jesus.

2. A restauração devolve a nossa filiação divina.
Após a queda, todos por natureza são filhos da ira (Ef 2.3), sob a influência do mundo e escravos dos desejos da carne (Ef 2.2), tendo como pai o diabo (Jo 8.40,41,44). No entanto, no momento em que cremos no Evangelho e confessamos a Cristo como Senhor das nossas vidas, fomos selados com o Espírito Santo (Ef 1.13,14), e esse nos introduziu à família de Deus (Ef 2.19), testificando com nosso espírito que somos filhos de Deus e co-herdeiro com Cristo (Rm 8.14-17; 1 Pd 1.3,23; 2 Pd 1.4; 1Jo 3.9; 5.18).

3. A restauração em Cristo nos concede uma nova natureza moral.
Quando o homem aceita Jesus e obtenção a salvação ele passa a ter a mente de Cristo: “.... Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co 2.16). Logo, os seus padrões morais serão pautados pela palavra de Deus. Todas as definições de certo e errado se adéquam ao padrão moral de santidade de Deus (1Co 1.2; 6.11; Hb 10.10; 12.14; 1Pd 1.15,16; Ap 22.11), pois a sua mente é renovada no senhor (Rm 12.2), busca as coisas que são de cima (Cl.3.1) e passa a ser guiado pelo Espirito Santo (Jo 14.26). Sendo assim, a natureza moral do cristão é baseada na santidade ao Senhor, diferentemente do mundo do pecado (Ef 4.17). 


CONCLUSÃO
A natureza do ser humana é uma natureza moral, pois fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Com o pecado de Adão, o primeiro homem, essa natureza foi corrompida; no entanto, mesmo assim, existe a certeza de que em Cristo pode ser restaurada em santidade a natureza moral do pecador.

  

REFERÊNCIAS
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia - Edição Revisada. VIDA NOVA.
Ø  PEARLMAN, M. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. VIDA.
Ø  RENOVATO, Elinaldo. Tempo, Bens e Talentos. CPAD.
Ø  SILVA, E. S. da. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. CPAD.
Ø  TENNEY, Merril C. Enciclopédia da Bíblia. Vol.2  - CULTURA CRISTÃ.


Por Rede Brasil de Comunicação.