sexta-feira, 26 de novembro de 2021

LIÇÃO 09 – PAULO E SUA DEDICAÇÃO AOS VOCACIONADOS (SUBSÍDIO)


 
 

 
At 20.17-34 
 
 
 
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a dedicação do apóstolo Paulo aos vocacionados, ou seja, àqueles que Deus separa dentre o seu povo para servir na obra do Senhor. Esse cuidado é revelado nas epístolas paulinas, mediante as advertências e as recomendações que o apóstolo faz. Dessa forma, o apóstolo traça o perfil que deve ser alcançado por aqueles que desejam servir na casa de Deus.
 
 
I. AS ADVERTÊNCIAS DE PAULO AOS VOCACIONADOS
O apóstolo Paulo fez várias advertências, tanto à igreja, de forma geral, como aos vocacionados ao santo ministério. Entre eles podemos citar Timóteo e Tito. O objetivo desses alertas era preservar a casa do Senhor de danos causados pelos falsos mestres e pelos falsos ensinos. Além disso, era preocupação do apóstolo manter o padrão da sã doutrina, de forma que ela não fosse violada pelos hereges. Notemos:
 
1. Cuidados com os falsos mestres.
Um dos alertas que o apóstolo Paulo fez aos presbíteros em Éfeso foi sobre a entrada de falsos mestres no seio da Igreja de Cristo: “[...] homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (At 20.29,30). Escrevendo aos coríntios, ele adverte que os falsos apóstolos podem se transfigurar em apóstolos de Cristo (2Co 11.13). No entanto, são falsos doutores movidos pela avareza (2Pe 2.1). Ainda existem outras características dos falsos mestres que são apresentadas na Palavra de Deus, tais como: a) hereges (2Pe 2.1,12); b) mentirosos (1Jo 2.22), e c) escarnecedores (2Tm 3.2). A partir desses textos, entende-se a preocupação do apóstolo em alertar aos vocacionados para o ministério sobre os falsos mestres e suas heresias.
 
2. Cuidados com os falsos ensinos.
A instrução bíblica deve ser ministrada não apenas para a edificação, mas também para refutar e combater os falsos ensinos. O apóstolo Paulo diz a Timóteo: “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (1Tm 4.2). Paulo conhecia a ação dos falsos mestres, que não se moldavam aos padrões bíblicos e sabia que muitos iriam seguir seus falsos ensinos. Por isso, ele diz que viria um tempo em que muitos fariam “doutores conforme as suas próprias concupiscências” (2Tm 4.3).
 
3. Cuidado em preservar a sã doutrina.
Paulo advertiu sobre a preservação da sã doutrina: “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e na caridade que há em Cristo Jesus” (2Tm 1.13). As “sãs palavras” são a revelação original e fundamental de Cristo e dos apóstolos, bem como as doutrinas bíblicas ensinadas a Timóteo por Paulo. Timóteo devia conservar essas verdades com fé em Jesus Cristo e amor a Ele; nunca se apartar delas, e não as comprometer, mesmo que sua fidelidade para com elas importasse em sofrimento, rejeição, humilhação e zombaria. Hoje, em algumas igrejas, a ideia popular em moda é enfatizar que é a experiência, e não a doutrina, o que mais importa. As Epístolas Pastorais de Paulo contradizem firmemente tal coisa (1Tm 1.10; 6.3; Tt 1.9,13; 2.1,2,8) (STAMPS, 1995, p. 1877).
 
 
II. RECOMENDAÇÕES DO APÓSTOLO PAULO AOS VOCACIONADOS
As recomendações do apóstolo Paulo, quando dirigidas aos vocacionados, sempre foram no sentido de uma exortação, ou seja, um estímulo, um encorajamento com um objetivo de defender a pureza do Evangelho, em face dos falsos ensinos (1Tm 1.3-7; 4.1-8; 6.3-5,20,21), bem como a respeito das qualificações espirituais e pessoais exigidas daqueles que são chamados por Deus para servir na obra. Vejamos:
 
1. Fidelidade (1Tm 4.12,13,15).
A fidelidade é indispensável na vida de um salvo, pois envolve todas as áreas da sua vida. Fidelidade a Deus, ao cônjuge, aos filhos, à igreja, nos negócios, enfim, fidelidade em todas as áreas da vida: “...além disso, requer-se... que cada um se ache fiel” (1Co 4.1,2).
 
2. Vigilância (1Tm 4.16).
O crente que não é vigilante pode tornar a sua vida uma tragédia. É preciso ser vigilante em todas as áreas, para que os nossos adversários, inclusive o Diabo, não tenha do que nos acusar. O crente deve ficar sempre de prontidão e nunca dormir em relação ao seu testemunho pessoal, pois o inimigo não dorme, mas trabalha dia e noite, procurando uma brecha para entrar e destruí-lo (1Pe 5.8; 1Ts 5.6).
 
3. Resiliência (2Tm 2.3-5).
Hoje muitos não querem mais sofrer por amor a Cristo. O crente não foi chamado só para viver um evangelho de conforto, mais também de sofrimento e provação. O apóstolo Paulo, escrevendo aos filipenses, diz: “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim” (Fp 1.29,30; vejamos ainda 2Tm.2.11-13).
 
4. Verdade (2Tm 4.1-5; Tt 2.1).
O crente aprovado é verdadeiro porque vive na verdade e prega a palavra da verdade. Só pode pregar a palavra da verdade, aquele que é verdadeiro. Quando o apóstolo Paulo disse “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”, isto significa dizer que, para se apresentar a Deus aprovado, é preciso estar vivendo a verdade. Quem vive a verdade tem aprovação de Deus, não é envergonhado por ninguém e tem autoridade de manejar bem a Palavra da Verdade.
 
5. Humildade (1Tm 6.3,4, 11).
A humildade é uma virtude que identifica o verdadeiro homem de Deus. O servo aprovado não deve ser orgulhoso, soberbo e de olhar altivo, e sim, amigo, comunicativo, amável, generoso e humilde (Ef 4.1,2). A palavra de Deus nos diz: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18); “... diante da honra, vai a humildade” (Pv 18.12).
 
6. Disposição (2Tm 2.15a).
Quando Paulo disse ao seu discípulo Timóteo “Procura apresentar-te a Deus aprovado”, que significa: “procura estar sempre disponível para Deus”. Nenhuma ocupação terrena pode privar-nos desta disponibilidade (2Tm 2.4). É claro que há crentes que têm suas atividades profissionais, e que delas depende sua sobrevivência. Estes devem buscar organizar de tal maneira o seu tempo, de sorte que haja a maior disponibilidade possível para trabalhar na obra de Deus.
 
 
III. COMO SERVIR A DEUS SENDO UM COOPERADOR VOCACIONADO
Diante da grande responsabilidade de salvaguardar a verdadeira doutrina bíblica e de transmiti-la aos fiéis, o apóstolo Paulo expõe algumas características imprescindíveis que devem ser encontradas nos vocacionados que desejam servir no ministério da Palavra.
 
1. Bom caráter.
O dicionarista Houaiss (2001, p. 620) define a palavra “caráter” como “o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que lhe determina a conduta – como a pessoa age”. Paulo escreve a Timóteo, dizendo que aquele que almeja cooperar na obra do Senhor excelente obra almeja (1Tm 3.1). No entanto, estará apto para esse serviço se, além de ter a chamada divina, for irrepreensível no seu caráter: “Convém, pois, que... seja irrepreensível” (1Tm 3.2a). No texto de Atos 16.2, ver-se que Timóteo era reconhecido em sua cidade Listra e também em Icônio. É muito animador ver que existem pessoas que são capazes de causar uma boa impressão. Porém, no caso de Timóteo, o seu testemunho falava alto, a ponto de pessoas de outra cidade reconhecerem a sua fé. Portanto, é imprescindível que aquele que coopera na obra de Deus possua as qualificações morais que a Bíblia exige (At 6.3; 1Tm 3.1-16; Tt 1.5-9).
 
2. Irrepreensível.
Paulo lembrou a Timóteo o exemplo de Jesus diante de Pôncio Pilatos: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza” (1Tm 4.12; 6.13-16). Ter um bom testemunho perante as pessoas, obedecer aos mandamentos de Cristo e guardá-los sem mácula, com um coração puro, íntegro e sincero perante Deus. Que as pessoas ao nosso redor reconheçam em nós o caráter de Jesus! Ser sal e luz e fazer toda a diferença! Timóteo imitou o modo de vida de Paulo; escolheu alguém que agradava à Deus e seguia os passos de Cristo; tirou para si tudo o que havia de bom na figura de Paulo. Todos aqueles que irão viver a eternidade deverão ser encontrados irrepreensíveis antes da volta de Cristo (1Tm 6.6-7; 2Pe 3.14; Mt 5.8).
 
3. Responsável.
O dicionarista Houaiss (2001, p. 2440) define a palavra “responsável” como “aquele que responde por seus atos ou pelos de outrem; que tem condições morais”. O serviço do Senhor precisa ser feito com muita responsabilidade, visto que aquilo que fazemos e a maneira como realizamos serão submetidos à análise no Tribunal de Cristo, onde as obras dos salvos serão julgadas (Rm 14.10; 1Co 3.13-15; 1Co 5.10).
 
4. Conhecedor e pregador da Palavra de Deus.
Paulo nos aconselha a pregar a Palavra de Deus. Não podemos perder as oportunidades de ministrar a Palavra aos nossos amigos e familiares, mesmo quando sabemos que os confrontaremos. Devemos atender a este mandamento do Senhor e pregar. Não calar os nossos lábios e dizer aquilo que o Senhor tem colocado em nosso coração é dever cristão (2Tm 4.1-2; 1Tm 6.17-21). O apóstolo Paulo já afirmou: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2Tm 3.14-15).
 
 
CONCLUSÃO
Na lição de hoje aprendemos que o apóstolo Paulo se dedicou muito na formação espiritual dos vocacionados ao ministério. Para isso, Paulo fez várias recomendações e advertências, e, por fim, traçou o perfil esperado daqueles que desejam servir na obra de Deus.
   
 
 
REFERÊNCIAS

Ø  ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Ø  CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
Ø  HOUAISS. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVO.
Ø  HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento. CULTURA CRISTÃ.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
 


Por Rede Brasil de Comunicação.


 

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2021



 
 
 
JESUS CRISTO VOLTARÁ -
Fé e Perseverança para o Glorioso
Dia com o Senhor da Igreja.



 
 
 
 


Lição 08
 
Hora da Revisão
A respeito de “A Singularidade de Israel nos Últimos Dias”, responda:
 
 
1. Qual texto bíblico registra as primeiras promessas de Deus feitas para Abrão e seus descendentes?
Gênesis 12.
 
2. Deus tinha um plano com o povo de Israel no passado e ainda tem um plano com esse povo no futuro?
Sim. Israel é a “menina dos olhos” de Deus (Zc 2.8).
 
3. Segundo a lição, como a Grande Tributação é referida em Jeremias 30.7?
Como um tempo de angústia tão grande como nunca houve sobre a terra.
 
4. Durante a Grande Tributação, quando Israel clamará a Deus por socorro?
Quando estiver à beira da extinção.
 
5. Por que devemos orar por Israel?
Porque é uma ordenança bíblica. O salmista pede, inspirado pelo Espírito Santo, que oremos pela paz de Jerusalém (Sl 122.6).
 


QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2021


 
 
 

  O Apóstolo Paulo -
Lições da Vida e Ministério do Apóstolo
dos Gentios para a Igreja de Cristo.
 

 
 
 
 



Lição 08

Para Refletir
A respeito de “Paulo, o Discipulador de Vidas”, responda:
 
 
Em que se baseava o princípio do discipulado na Igreja Primitiva?
O princípio do discipulado na igreja primitiva baseava-se na ordem da Grande Comissão que Jesus deu aos discípulos por ocasião de seu aparecimento e despedida (Mt 28.19,20).
 
O que vemos ao longo das cartas de Paulo?
Ao longo das cartas de Paulo, vemos um compromisso profundo com a doutrina exposta e a sua aplicabilidade na vida do discípulo.
 
Qual é o meio que o Espírito Santo leva pessoas à salvação?
Pregar o Evangelho.
 
Quando o discipulado começa?
O discipulado começa quando pessoas aceitam a Jesus como Salvador de suas vidas.
 
O que o ministério do apóstolo Paulo nos mostra acerca do discipulado?
O ministério do apóstolo Paulo nos mostra que o discipulado é o melhor método para ensinar o Evangelho às pessoas que vêm de culturas diferentes, religiões diversas e costumes na maioria das vezes incompatíveis com o Evangelho.


 

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

LIÇÃO 08 – PAULO, O DISCIPULADOR DE VIDAS (SUBSÍDIO)


 



At 2.42-47; 20.1-4 
 
 
 
INTRODUÇÃO
Nesta lição, aprenderemos sobre o apóstolo Paulo, como exemplo de um zeloso discipulador de vidas; destacaremos que o discipulado é a missão integradora da Igreja; e, por fim, relacionaremos, à luz das Escrituras, quais as bases do autêntico discipulado cristão.
 
 
I. DEFINIÇÕES
1. Discípulo.
A palavra “discípulo”, no latim, significa “aluno”, “aprendiz”. O termo hebraico: “talmid” vem de “talmad”, que também significa: “aprender” (1Rs 20.35: 2Rs 2.3,5,7,15; 2R 4.1,38; 2Rs 5.22; 1Cr 25.8; Is 8.16; 19.11; 50.4). A palavra grega correspondente é “mathetes”, de onde se deriva a palavra que significa “aprender”. Embora o grupo dos doze apóstolos seja denominado de discípulos, biblicamente todo aquele que segue a Jesus é também um discípulo (Mt 5.1; Jo 2.12). O apóstolo Paulo chega a dizer que o verdadeiro discípulo tem a “mente de Cristo” (1Co 2.16). O discípulo, portanto, deve agir e reagir como se fora o Senhor mesmo (CIDACO, 1996, pp. 104,105). A palavra “discípulo” está relacionada à ideia de “disciplina” e isso é muito instrutivo, porque, acima de tudo, dos verdadeiros discípulos requer-se disciplina (MERRILL, 2010, vol. 1. p. 189 - grifo nosso).
 
2. Discipulado.
A palavra discipulado tem de origem na palavra latina: “discipulatus”. É o trabalho cristão efetuado pelos membros da igreja, a fim de fazer dos novos crentes – crianças, jovens e adultos – autênticos cristãos, cujas vidas se assemelham em palavras e obras ao ideal apresentado pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 28.18-20; Cl 1.28,29; Ef 4.13-16). A igreja precisa, no discipulado cristão, de uma visão celestial multiplicadora, selecionando e treinando homens, mulheres, crianças, jovens e idosos para que, por suas vidas santas e pelo ensino das verdades cristãs possam educar os novos discípulos e torná-los aptos a fazer outros.
 
 
II. PAULO, UM DISCIPULADOR ZELOSO
A vida do apóstolo Paulo não foi marcada apenas pela evangelização, mas também, pelo seu zelo para com a igreja de Deus. Por isso ele diz, escrevendo aos coríntios: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus [...]” (2Co 11.2a). Este zelo fala do seu cuidado e de sua preocupação para com a noiva de Cristo. Isto pode ser visto em vários aspectos do seu ministério. Notemos:
 
1. Na visita aos novos crentes.
Sua preocupação não era apenas evangelizar, mas também visitar os irmãos pelas cidades onde havia anunciado o Evangelho, para exortá-los a permanecer na fé e encorajá-los em meio às perseguições e ao sofrimento (At 14.21,22; 15.36).
 
2. Na sua disposição e dedicação pelas vidas.
Inúmeras vezes o apóstolo Paulo revelou profundo amor pelas almas (2Co 6.11), a ponto de abrir mão de seu bem estar pessoal (2Co 1.6), com a finalidade de ver os crentes crescerem na graça divina. Paulo não buscava benefícios pessoais, e não se negava pelo bem espiritual dos irmãos: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2Co 12.15).
 
3. No fato de deixar obreiros nas cidades onde havia pregado.
Após pregar o Evangelho nas cidades, o apóstolo Paulo costumava deixar obreiros para cuidar do rebanho, como deixou Timóteo em Éfeso (1Tm 1.3) e Tito, em Creta (Tt 1.5).
 
4. No fato de escrever cartas às igrejas.
O apóstolo Paulo procurava sempre se informar acerca das igrejas que já haviam se estabelecido (Rm 1.8; 1Ts 3.2). Baseado nestas informações (1Co 1.11), ele escrevia cartas, com o objetivo de ensiná-los, corrigir possíveis erros doutrinários e encorajá-los (1Co 4.14-17). Por isso, mesmo quando estava preso, aproveitava a oportunidade, para escrever e enviá-las para as igrejas (Ef 4.1; Fp 3.12; Cl 4.3,10).
 
 
III. DISCIPULADO, A MISSÃO INTEGRADORA DA IGREJA
O discipulado é uma ação conjunta com a evangelização. Não há como discipular, sem evangelizar. No entanto, quando falamos de discipulado, estamos nos referindo ao ato de proclamar as boas-novas de salvação aos pecadores, a fim de convertê-los a Cristo, e torná-los discípulos idôneos, fiéis a Jesus e capazes de gerarem outros seguidores (2Tm 2.2). Vejamos verdades sobre o discipulado:
 
1. O discipulado é um imperativo.
A expressão: “Portanto ide e fazei discípulos” (Mt 28.19), nos mostra que as palavras de Jesus são uma ordem para a igreja, tanto quanto a evangelização, como para a formação de novos discípulos. A evangelização é um ato, e o discipulado (integração do novo crente) é um processo contínuo. Além disso, demanda oração, esforço, paciência, fé e perseverança, para alcançar os resultados desejados. A maturidade espiritual do cristão não ocorre de modo rápido e instantâneo, mas progressivamente em Cristo (Cl 1.28,29). Para que conservemos em nossas igrejas os novos convertidos em Cristo, precisamos trabalhar com amor, dedicação e objetividade. Muito da imaturidade espiritual dos membros da igreja local é resultado da ignorância destes, em relação às doutrinas básicas da Bíblia (Hb 5.12-14).
 
2. O discipulado é cultural e transcultural.
Desde o início, a proposta divina sempre foi estender a bênção da salvação a todos os homens, indiscriminadamente (Gn 12.3; Gl 3.8). Mas, o sentimento ultranacionalista dos judeus fechou seus olhos a esta realidade de que Deus os levantou, a fim de serem uma nação evangelizadora para todos os povos (Is 42.6; 49.6; Rm 2.17-20). A vinda do Messias, no entanto, mostrou claramente que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9). É necessário entender que: (a) Deus amou o mundo, e não apenas uma classe de pessoas (Jo 3.16); (b) o sacrifício de Jesus não alcança apenas um povo (Jo 1.29; 1Jo 2.2); (c) sua graça alcança tanto os judeus como os gentios (Rm 3.29; 9.24,30; Gl 3.14; Ef 3.6); (d) a ordem de levar as boas novas de salvação é extensiva até aos confins da terra (At 1.8).
 
3. O discipulado inclui a observação das ordenanças de Cristo.
Jesus disse aos apóstolos que aqueles que cressem na mensagem do evangelho deveriam confirmar a sua fé, descendo as águas do batismo (Mt 28.19). Evidenciando assim o total compromisso do discípulo com o Seu Mestre.
 
4. O discipulado exige comprometimento com a doutrina de Cristo.
É preciso ter convicção da doutrina de Cristo no discipulado (At 4.17-20; 11.23; 15.1). “O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno, baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo que o aluno é capaz de treinar outros. para que ensinem outros” (PHILLIPS, 2010, p. 20).
 
 
IV. BASES DO DISCIPULADO CRISTÃO
O autêntico discipulado cristão se fundamenta sobre algumas bases. Notemos:
 
1. O discipulado pela instrução.
O ensino bíblico mostra que é necessário que haja alguém experiente e idôneo que ensine e pessoas dispostas a aprenderem, com o objetivo de atingir a estatura de varão perfeito (Ef 4.11-14). A Bíblia chama líderes e pais para instruírem aqueles que foram confiados aos seus cuidados (Gl 6.6; Ef 6.4; 1Ts 4.8; 1Tm 1.18; 6.3; 2Tm 2.25; 4.2). Ela também chama todos os crentes a instruírem uns aos outros: “Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros” (Rm 15.14).
 
2. O discipulado pela imitação.
Discípulos são imitadores, primeiramente de Cristo: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vos também” (Jo 13.15; ver Hb 12.2; 1Pd 2.21); tendo também como referência, os servos de Deus, cuja conduta se assemelha ao Senhor Jesus, como bem afirmou o apóstolo Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11.1; ver 1Co 4.16; Fp 3.17; 4.9; 2Tm 3.10), e cuja fidelidade deve ser igualmente imitada: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” (Hb 13.7). Dessa forma, uma atitude para um discipulado saudável é ser seguidor dos bons exemplos: “Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom” (3Jo 11).
 
3. O discipulado pelo amor.
Um cristão que discipula com amor apresenta a melhor imagem de Cristo: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5). O discípulo de Cristo precisa ter amor por outros discípulos (Jo 13.34-35). A Bíblia ensina que o amor por outros crentes é a prova de que somos membros da família de Deus (1Jo 3.10). O amor é definido em 1Co 13.1-13, e somos instruídos a pensar mais nos outros do que em nós mesmos, e a cuidar dos seus interesses (Fp 2.3-4).
 
 
CONCLUSÃO
O apóstolo Paulo, com o seu zelo pelas vidas, é o modelo a ser seguido por todos os cristãos que desejam cumprir a missão discipuladora dada por Deus à sua Igreja. Não há prazer maior do que conduzir uma pessoa a Cristo e ser um instrumento para o seu crescimento espiritual.
  
 

 
REFERÊNCIAS

Ø  CIDACO, J. A. Um grito pela vida da igreja. RJ: CPAD, 1996.
Ø  MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1.2010.
Ø  PHILLIPS, Keith. A formação de um discípulo. VIDA. 2010.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.


 

LIÇÃO 08 - A SINGULARIDADE DE ISRAEL NOS ÚLTIMOS DIAS




LIÇÃO 08 - PAULO, O DISCIPULADOR DE VIDAS (VÍDEO AULA)




segunda-feira, 15 de novembro de 2021

QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2021

 
 
 
 
 
JESUS CRISTO VOLTARÁ -
Fé e Perseverança para o Glorioso
Dia com o Senhor da Igreja.
 

 
 
 




Lição 07
 
Hora da Revisão
A respeito de “O Aparecimento do Anticristo”, responda:
 
 
1. Quem é o Anticristo?
Um líder político cujo seu governo terá um alcance mundial.
 
2. Segundo a lição, como o Anticristo se apresentará para as nações?
Ele se apresentará como alguém que tem a solução para todos os problemas da humanidade.
 
3. Cite algumas características do Anticristo.
Um homem soberbo, oposto ao verdadeiro Cristo, alguém que exalta a si mesmo contra o Altíssimo e exige adoração.
 
4. Como é composta a trindade satânica?
O Dragão, o Anticristo e o Falso Profeta.
 
5. Como o Anticristo é identificado no texto de Apocalipse 13.1?
Como “uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia”.



QUESTIONÁRIOS DO 4° TRIMESTRE DE 2021





 
 O Apóstolo Paulo -
Lições da Vida e Ministério do Apóstolo
dos Gentios para a Igreja de Cristo.
 

 
 
 
 




Lição 07

Para Refletir
A respeito de “Paulo, o Plantador de Igrejas”, responda:
 
 
A que a vida e o ministério de Paulo nos constrangem?
Sua vida e ministério nos constrangem a semear o Evangelho e a plantar igrejas em lugares onde pessoas nunca ouviram falar do Evangelho (Rm 15.20).
 
Qual o trabalho duplo que envolve a plantação de igreja?
A plantação de igreja envolve um trabalho duplo: do homem e de Deus.
 
Qual foi o ponto de partida no ministério do apóstolo Paulo?
A igreja em Antioquia foi o ponto de partida de Paulo para a extraordinária obra de plantar igrejas entre os gentios.
 
Qual foi a mudança de rumo no ministério de Paulo?
De fato, nessa segunda viagem houve uma mudança de rumo sob a direção do Espírito, quando ele teve a visão de um macedônio que dizia: “Passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16.9).
 
Onde o apóstolo foi experimentado?
O apóstolo foi experimentado no deserto da Arábia (Gl 1.17,18).



sexta-feira, 12 de novembro de 2021

SEMEANDO SALVAÇÃO



Objetivo:
Mostrar o trabalho de Paulo como plantador de igrejas.
 

Material: Folhas de papel ofício e caneta. 

Procedimento:
Para a lição desse domingo, divida a classe em três grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das questões relacionadas no quadro abaixo. Cada grupo terá, no máximo, cinco minutos para discutir seu tema e outros cinco minutos para expor suas conclusões à classe. Conclua a atividade explicando que todo ministério é transitório, efêmero e que o mais importante não é como começamos, mas como vamos terminar. Saulo surgiu no livro de Atos como perseguidor dos cristãos, não começou bem, mas teve um encontro transformador com Jesus Cristo e terminou de forma brilhante sua carreira, pois mesmo em momentos de crise e grande aflição manteve-se fiel ao Senhor.
 
 
QUESTÕES  PARA O ESTUDO
1. “O apóstolo Paulo foi chamado por Cristo para qual propósito?”
2. “A plantação de igreja envolve um trabalho duplo: do homem e de Deus?”
3. “O trabalho de implantação de igreja é fácil? Quem é que dá o crescimento à obra de Deus?”


Por Telma Bueno e Flavianne Vaz.


LIÇÃO 07 – PAULO, O PLANTADOR DE IGREJAS (SUBSÍDIO)

 
 


 1Co 3.6-9; At 13.1-3; 16.1-5,9,10 

 
  
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos alguns aspectos do apóstolo Paulo como um autêntico missionário; veremos algumas informações sobre suas viagens missionárias e seus propósitos; e, por fim, pontuaremos algumas informações sobres as suas três viagens como plantador de igrejas pela Europa e Ásia Menor.
 
 
I. PAULO, UM MISSIONÁRIO AUTÊNTICO
1. Paulo um verdadeiro plantador de igrejas.
Em suas cartas, Paulo declara que foi chamado pelo Senhor para ser “apóstolo dos gentios” (Rm 11.13; 1Tm 2.7; 2Tm 1.11) e destacou-se como um missionário transcultural (At 9.15; 13.1-3; 22.21; 26.16,17). Atravessou mares, cruzou desertos, enfrentou açoites e prisões para plantar igrejas na Europa e na Ásia. Tornou-se o maior evangelista e o maior plantador de igrejas do cristianismo. Pastoreou igrejas e desbravou campos inalcançados, abrindo novas fronteiras para a implantação do Reino de Deus na terra. Como plantador de igrejas, foi preso em Damasco (At 9.24,25; 2Co 11.32,33), rejeitado e perseguido em Jerusalém (At 21.27-32; 24.1-9), esquecido em Tarso (At 9.26), apedrejado em Listra (At 14.19), preso em Filipos (At 16.11,12,19-24), escorraçado de Tessalônica e Beréia (At 17.10-13), e chamado de tagarela em Atenas (At 17.16-18). Em Antioquia da Psídia, foi banido da cidade (At 13.50) e em Icônio fugiu a tempo para não ser apedrejado (At 14.6). Enfrentou oposição em Éfeso (At 19.1,21-29); foi preso em Jerusalém; acusado em Cesaréia; picado por uma víbora em Malta (At 28.1-6), e finalmente foi preso em Roma (At 28.30). Os sofrimentos e humilhações foram incontáveis ao longo do seu ministério apostólico: “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2Tm 2.3).
 
2. Paulo não se envergonhava do Evangelho de Cristo.
Após a sua conversão, ele tornou-se um pregador do Evangelho. Seu maior desejo era levar as Boas Novas de salvação à toda criatura. Por isso, jamais se envergonhou do evangelho (Rm 1.16); e, onde chegava, procurava sempre uma ocasião para falar de Cristo, quer fosse nas sinagogas (At 13.5; 14.1), nas casas (At 20.20) e de cidade em cidade (At 14.6,7; 15.35). Nem mesmo a prisão era impedimento para ele pregar (Fp 1.12,13; 2Tm 2.9).
 
3. Paulo sentia-se um devedor.
O desejo de pregar o Evangelho era tão grande na vida de Paulo, que ele chegava a ter um sentimento de dívida para com os homens. Ele diz: “Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14). Este “sentimento de dívida” não era restrito apenas aos que estavam perto, mas também para com aqueles que estavam mais distantes. Por isso, desejava viajar para outras cidades (Rm 1.15).
 
4. Paulo sentia-se na obrigação de pregar o Evangelho.
Para o apóstolo Paulo, pregar o Evangelho não era uma tarefa qualquer. Era uma obrigação: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16). A Grande Comissão não é um pedido, é uma ordem (Mt 28.18-20; Mc 16.15).
 
5. Paulo estava disposto a sofrer por amor a Cristo e ao Evangelho.
Quando Paulo se despediu dos presbíteros em Éfeso, ele disse que estava pronto para cumprir a sua missão (At 20.22-24). Em outra ocasião, um profeta por nome Ágabo tomou a sua cinta, e ligando os seus próprios pés e mãos, entregou-lhe uma mensagem, mas ele não desistiu (At 21.11-13).
 
 
II. AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO E SEUS PROPÓSITOS
Paulo realizou três viagens missionárias, onde pregou nas cidades do Império Romano (At 13.1-14.28; 15.36-18.22; 18.23- 20.38). Apesar de não dispor de muitos recursos, nem de meios de transportes e de comunicação sofisticados, ele pôde alcançar o mundo de sua época (Cl 1.23). Enumeramos, pelo menos, três propósitos das viagens missionárias de Paulo:

1. Pregar o evangelho.
Sem dúvidas, este era o principal objetivo de suas viagens (At 14.1; 16.31; 17.4,12; 18.8; 19.20).
 
2. Visitar os novos crentes.
Paulo e seus companheiros não apenas evangelizavam, mas também visitavam os novos conversos pelas cidades onde haviam anunciado o Evangelho, para exortá-los a permanecer na fé, e encorajá-los em meio às perseguições e ao sofrimento (At 14.21,22; 15.36).
 
3. Estabelecer obreiros nas cidades onde havia pregado.
Depois de pregar o Evangelho, de cidade em cidade, o Apóstolo Paulo estabelecia obreiros para cuidar do rebanho, como deixou Timóteo em Éfeso (1Tm 1.3) e Tito em Creta (Tt 1.5).
 
 
III. A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
1. De Antioquia a Chipre (At 13.1-12).
A primeira viagem missionária de Paulo ocorre logo após ter sido ele comissionado pelo Espírito Santo (At 13.2,3). O apóstolo, juntamente com Barnabé, embarca em Selêucia, porto marítimo de Antioquia, em direção à Ásia Menor (At 13.4). Já em Chipre, cidade natal de Barnabé (At 4.36), desembarcam em Salamina, onde havia uma considerável população judaica. Ali anunciam a palavra do Senhor à sinagoga local. Depois, viajando em direção à ilha de Pafos, proclamam o Evangelho de Cristo às suas aldeias e povoados.
 
2. De Chipre a Antioquia da Pisídia (At 13.13-52).
De Pafos, subindo o rio Cestro, Paulo chega a Perge, região da Panfília, cuja população era devota de Diana (Ártemis). Após uma viagem de 160 quilômetros, o apóstolo chega a Antioquia da Pisídia, onde havia uma grande comunidade judaica e um posto militar romano. Na sinagoga local, Paulo proclama o Evangelho aos judeus da Diáspora, conduzindo muitos à conversão. No sábado seguinte, uma grande multidão congrega-se, a fim de ouvir a palavra de Deus. Os judeus incrédulos, porém, saem a blasfemar e a incitar a cidade contra o apóstolo.
 
3. De Icônio ao regresso a Antioquia (At 14.1-28).
Icônio era uma cidade mui estratégica, localizada entre Éfeso, Tarso e Antioquia. Como de costume, Paulo põe-se a evangelizar os judeus da dispersão. Muitos creem, já outros, porfiando em sua incredulidade, incitam as gentes contra os apóstolos. Temendo por suas vidas, Paulo e Barnabé deixam Icônio e dirigem-se a Listra e a Derbe, cidades da Licaônia. Em Listra, que tinha como padroeiro Zeus, o maioral dos deuses gregos, os apóstolos pregam e restauram a saúde de um coxo de nascença. Abismados pelo milagre, os licaônios atribuíram o prodígio à manifestação de Zeus e Hermes (At 14.11,12). E já completamente fora de si, puseram-se a oferecer sacrifícios aos apóstolos que, energicamente, impediram-nos (At 14.15). Logo em seguida, os que eram adorados como deuses são tratados como a escória da humanidade. Uma multidão, procedente de Antioquia e Icônio, incita as pessoas a apedrejarem a Paulo, que é dado como morto (At 14.19). No entanto, a semente ali plantada haveria de florescer e frutificar.
 
 
IV. A SECUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
1. Em direção à Ásia (At 15.36 - At 16.8).
Após a ruptura com Barnabé, prossegue Paulo na companhia de Silas, que também era profeta (At 15.32). Em Listra, une-se a eles um jovem greco-hebreu, Timóteo, a quem o apóstolo escreveria duas epístolas. Deixando Antioquia, passaram pela Síria e Cilícia, confortando as igrejas na fé e informando-as acerca da resolução do Concílio de Jerusalém (At 16.4,5). Ato contínuo, atravessam a região da Frígia e da Galácia. Mas o Espírito Santo, sempre na direção dos atos de seus apóstolos, interrompe-lhes a jornada, conduzindo-os por um itinerário que haveria de lhes mostrar.
 
2. Em direção à Europa (At 16.12 - At 8.18).
Em Trôade, Paulo é orientado numa visão a seguir para a Macedônia. Rumo a Filipos, passa pela Samotrácia e por Neápolis, até chegar a Filipos. Esta foi a primeira cidade da Europa a receber o evangelho. E Lídia, a primeira europeia a receber a Cristo, constrange os apóstolos a se hospedarem em sua casa. Nessa cidade, Paulo expulsa o espírito de adivinhação de uma jovem que, por intermédio desse artifício, dava grandes lucros a seus senhores (At 16.16-18). Vendo estes que a fonte de seu ganho secara, incitaram a cidade contra os apóstolos que, levados ao tribunal, foram postos em prisão. No cárcere, Paulo e Silas adoravam a Deus, quando um terremoto lhes abriu as portas da cadeia. O episódio constrangeu o carcereiro e toda a sua família a se converterem a Cristo (At 16.31). Já libertos, seguiram eles para Tessalônica, passando por Anfípolis e Apolônia. E dali, prosseguiram a pé por 64 quilômetros até à cidade.
 
3. O regresso (At 18.18-22).
De Atenas, dirigiu-se Paulo a Corinto, a mais importante metrópole da Grécia. Nessa cidade, fez contatos com Áquila e Priscila. Aos sábados, consagrava-se ele a proclamar o Evangelho aos judeus e gentios ali residentes. Seu grande esforço resultou na conversão do principal da sinagoga, o irmão Crispo. A permanência de Paulo em Corinto foi de um ano e seis meses. Despedindo-se da igreja ali estabelecida, dirigiu-se a Éfeso, na província da Lídia. Em seguida, retornou a Antioquia, via Jerusalém.
 
 
V. TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
1. De Antioquia a Macedônia (At 18.23 - At 20.3).
De Antioquia, Paulo dirigiu-se a Éfeso, objetivando confirmar a igreja local. Como alguns discípulos nada sabiam sobre o Espírito Santo, pôs-se o apóstolo a doutriná-los acerca da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Em seguida, orou para que o Espírito de Deus sobre eles viesse. Imediatamente, começaram a falar noutras línguas e a profetizar. Como resultado de seu trabalho, a superstição é vencida na cidade.
 
2. De Filipos a Jerusalém (At 20.6 - At 21.17).
Nessa seção de Atos, Paulo encerra a sua terceira viagem missionária. Visita a Macedônia e a Grécia. Logo a seguir, retorna à Ásia (At 20.1-6). Alguns fatos marcaram-lhe o regresso: seu longo discurso, a ressurreição de Êutico e o comovente discurso aos anciãos de Éfeso. Apesar de alertado divinamente sobre os perigos que o aguardavam em Jerusalém, vai à Cidade Santa.
 
3. Paulo em Jerusalém.
Em Jerusalém, Paulo reúne os anciãos da Igreja em casa de Tiago e narra o que Deus fizera aos gentios através de seu ministério. Ante o relato, os presbíteros preocupam-se com a reação dos judeus a respeito de Paulo. O temor não era infundado: Paulo é acusado e agredido pela multidão. Todavia, o Senhor preserva-lhe a vida, providenciando para que seja levada a Roma, onde era mister que proclamasse o Evangelho.
 
 
CONCLUSÃO
Nas viagens missionárias de Paulo, vemos clara e meridianamente os atos do Espírito Santo. Sim, o Espírito Santo continua a operar maravilhas no campo missionário, fazendo o Evangelho chegar aos confins da Terra. Quando intimado pelo Senhor, não se furte. Responda: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.
  
 
 
REFERÊNCIAS
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  PETERS, G. W. Teologia Bíblica de Missões. CPAD.
Ø  RICHARDS, L. O. Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. CPAD. 
 
 
Por Rede Brasil de Comunicação.