quarta-feira, 23 de março de 2016

LIÇÃO 12 – OS NOVOS CÉUS E A NOVA TERRA






Ap 21.1-5,24-27




INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos uma definição sobre o que é o futuro “estado eterno”; analisaremos biblicamente o que será o “novo céu e nova terra”; pontuaremos sobre qual será a condição do povo de Israel na eternidade, falaremos sobre os redimidos e o seu estado eterno; citaremos as características da Nova Jerusalém – a cidade celeste; e por fim, concluiremos vendo as características do perfeito e eterno estado com Deus.


I. O QUE É O ESTADO ETERNO
A expressão “eterno” vem do grego “aiõnios” que significa: “era, século, idade, aquilo que não tem fim” (VINE, 2002, p. 628). O Estado eterno é aquilo que não tem fim, é o estado de bem-aventuranças e inefáveis gozos a ser desfrutado pelos redimidos logo após a consumação de todas as coisas temporais e históricas (2 Pe 3.13; Ap 21 e 22). O Estado Eterno, que será inaugurado logo após o Juízo Final, terá lugar nos Novos Céus e Terra, onde os salvos estarão a desfrutar do amor de Cristo pelos séculos dos séculos (ANDRADE, 2006, p. 171).


II. O QUE É O NOVO CÉU E NOVA TERRA
É a realidade que passará a existir após a consumação de todas as coisas pertinentes à dimensão material (Is 65.17; 66.22; 2 Pe 3.7-10; Ap 21.1-3). A Bíblia não explícita se os novos céus e terra serão o resultado do reaproveitamento dos atuais. Em torno do assunto, há muita especulação. De uma coisa, porém, tenhamos certeza: os novos céus e terra serão uma realidade já antevista (Is 66.22). Segundo depreendemos de Apocalipse 21.2, os novos céus estarão interligados à nova terra, formando um todo harmonioso e sem igual. Será uma realidade jamais sonhada pelo ser humano. Uma realidade tão superior a esta dimensão (1Co 2.9). A nova terra será apropriada para a presença de Deus (ANDRADE, 2006, p. 118).


III. ISRAEL E O ESTADO ETERNO
Em muitas passagens da Bíblia (Is 65.17; 66.22; Hb 1.10-12; 2 Pe 3.10-14; Ap 20.11; 21.1-4) está declarado que haverá uma nova terra e um novo céu, e que o povo terrestre, Israel, continuará para sempre na terra glorificada, que virá a existir (Is 66.22; Jr 31.36, 37), e que o reino davídico, que é terreno será centrado em Jerusalém e continuará para sempre (Is 9.6,7; Dn 7.14; Lc 1.31-33; Ap 11.15). A glória eterna da terra é descrita (Ap 21.3, 4). O entendimento humano, acostumado como está à corrupção que se vê na terra, dificilmente pode compreender a ideia de uma nova terra "onde habita a justiça" (2 Pe 3.13). Uma terra tão pura e santa e apropriada para a habitação de Deus. Deve haver uma nova terra eterna, porque Deus concedeu a Israel à promessa de uma posse eterna na terra (Dt 30.1-10). Está, além disso, declarado por Isaías que a nova terra e o novo céu superarão tanto o presente que as coisas de agora nunca mais serão lembradas (Is 65.17) (CHAFER, 2003, vols 3 e 4, p. 742).


IV. OS REDIMIDOS E O ESTADO ETERNO
Está claramente asseverado que o céu é "incomparavelmente melhor" do que a terra (Fp 1.23). É no céu que o filho de Deus será conformado à imagem de Cristo (Rm 8.29; Fp 3.20, 21; 1 Jo 3.1-3), e ele conhecerá então como Deus conhece agora, e os crentes estarão juntos com o Senhor (1Ts 4.16, 17). Deus criará uma nova ordem de seres humanos, através dos judeus e gentios. Esses compreendem que a nova criação reterá apenas uma pequena lembrança daquilo que eles foram. A cidadania deles terá sido mudada, seus corpos terão sido transformados, o ser total deles terá sido conformado à imagem de Cristo; aqueles que agora estão unidos a Cristo, então, estarão para sempre com Cristo em glória. Por estarem agora em Cristo, eles partilham daquilo que Ele é, e, por estarem casados com Cristo, compartilharão com Ele em todas as coisas (CHAFER, 2003, vols 3 e 4, p. 758).


V. A NOVA JERUSALÉM - A CIDADE CELESTE
Em adição a estas duas esferas de habitação “o novo céu e a nova terra” há uma cidade que três vezes é dita descer de Deus, do céu (Ap 3.12; 21.2,10). A conclusão natural é que, de algum modo, essa cidade é separada do novo céu do qual ela desce. Após o Juízo Final do Grande Trono Branco, o Universo dará lugar a esta nova realidade (2 Pe 3.13; Mt 5.5), na qual haverá uma Santa Cidade (Hb 12.22; Ap 21.1-3), e ali Deus será tudo em todos (1Co 15.28). A esperança do cristão não está voltada para a Jerusalém terrestre, mas, para a celestial (Fp 3.20; Hb 11.13-16; 12.22). Lá não existirá mais maldição (Ap 22.3; 21.4,27) (PENTECOST, sd, p. 568). Notemos algumas características desta cidade:

5.1 A Nova Jerusalém é santa (Ap 21.2,10). A palavra para “santa” no grego é “hagios” que é da mesma raiz de “hagnos” que significa fundamentalmente “separado”. Nesta cidade não haverá pecado, pois há uma separação do santo e do profano (Ap 21.2; 22.15).

5.2 A Nova Jerusalém tem a glória de Deus (Ap 21.11). A palavra para “glória” no grego é “doxa” que é aplicada para descrever a natureza de Deus em sua auto manifestação (Ap 21.11). Esta cidade será o tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3).

5.3 A Nova Jerusalém tem iluminação própria (Ap 21.11). A sua luz desta cidade é semelhante a uma pedra preciosa. Iluminada pela glória de Deus, sua luz tem a resplandecência do jaspe. Não haverá mais templo, Sol, Lua e noite (Ap 21.22,23; 22.5). A existência de algum astro não fará sentido, pois a glória de Deus iluminará a Santa Cidade.

5.4 A Nova Jerusalém tem uma arquitetura própria (Ap 21.12-14). A cidade possui um grande e alto muro com doze portas sendo três de cada lado e nos fundamentos dos muros estão os nomes dos doze apóstolos. Na antiga cidade de Jerusalém, havia também doze portas, sendo, por assim dizer, uma cópia da Jerusalém celestial ( Hb 8.5; 9.23; Ap 21.12).

5.5 A Nova Jerusalém tem uma dimensão própria (Ap 21.16). O seu arquiteto e construtor é o próprio Deus (Hb 11.10). A cidade é quadrangular perfazendo um total de doze mil estádios de comprimento (Ap 21.16-21). Sua área total, pois, seria equivalente a metade do Continente Americano. A cidade será um perfeito cubo como o Santo dos santos. Por inferência, podemos dizer que a cidade será um imenso “Santo dos Santos” (HORTON, 2001, pp. 305,06).

5.6 A Nova Jerusalém tem um tipo de material próprio (Ap 21.18). O livro do Apocalipse traz muitas alusões ao ouro.
Mas, tudo nos leva a crer que o ouro ali descrito refere-se a um material desconhecido aqui na terra, de qualidade infinitamente superior, e que é descrito como ouro apenas para que possamos ter a ideia da beleza que está reservado para os salvos no futuro.

5.7 A Nova Jerusalém tem um reino próprio (Ap 22.5). O reino de Cristo não está limitado a mil anos, pois, Ele reinará para sempre (2 Sm 7.13,15; Lc 1.32,33; Ap 11.15). O reino milenar se funde com o reino eterno, e então os santos são descritos reinando não apenas por mil anos, mas, continuam a reinar pela eternidade (Sf 3.20) (PENTECOST, sd, p. 573).


VI. AS CARACTERÍSTICAS DO PERFEITO E ETERNO ESTADO
Chegará de fato o fim do mundo (2 Pe 3.7,10-12), que ensejará um novo início, o começo do “dia da eternidade” (Lc 20.35; 2 Pe 3.18; Ap 21-22). Nos Novos céus e nova terra (Ml 4.1; 2Pd 3.7,10), o pecado terminará o seu curso. Os salvos já estarão glorificados e os perdidos estarão no seu lugar, no Inferno. Céus e terra serão renovados e tornar-se-ão como eram no princípio no Éden antes da queda (Gn 2.8). Então, Deus será tudo em todos (1 Co 15.28), e para sempre continuará o eterno e perfeito estado e todas as coisas terão sido restauradas (At 3.21; Dn 7.18). As infinitas belezas celestiais irreveladas começarão a ser conhecidas (1 Co 2.9) (GILBERTO, 2007, p 103). Vejamos:

6.1 A comunhão será perfeita (Ap 14.13; 19.1; 21.2,11; 22.4). Através da fé em Cristo, nós podemos desfrutar de uma comunhão com Deus já no presente século (1 Co 1.9; Fp 2.1; 1Jo 1.3). Mas, no futuro, esta comunhão será ainda mais perfeita (1 Co 13.12; 1Jo 3.2).

6.2 O conhecimento será perfeito (1 Co 13.10,12; Cl 3.4). Devido às limitações humanas, todos necessitamos de estudos, pesquisas e de aprendizado. Até mesmo para conhecer “as coisas de Deus”, nós necessitamos, além da Bíblia, de livros e de tratados teológicos. Porém, no futuro, os mistérios de Deus serão revelados.

6.3 O serviço será perfeito. Ao contrário do que muita gente pensa, o céu não é um lugar de ociosidade. Aquele que colocou o homem no primeiro paraíso, e deu-lhe instruções para o lavrar e guardar (Gn 2.15), certamente não deixará o homem sem ter o que fazer no segundo paraíso: "... e os seus servos o servirão" (Ap 22.3).

6.4 A vida será perfeita e abundante (1 Tm 4.8). Enquanto estivermos aqui no mundo, todos estamos sujeitos ao sofrimento (Jo 16.33). Na eternidade, os salvos estarão livres de todo sofrimento (Ap 21.4; 22.3; Rm 5.12; Is 35.10; 65.19). Ali não haverá mais morte (Ap 20.14; 21.4; 1Co 15.26,55; Ap 20.14).

6.5 Não haverá mais pecado, pecadores e maldição (Ap 21.17; 22.3). Nada que contamine e ninguém que cometa pecado entrarão na Santa Cidade (Ap 21.8; 22.15,). Somente os purificados pelo sangue do Cordeiro, inscritos no livro da vida, entrarão nela pelas portas (Ap 21.27; 22.14). O pecado, e a maldição decorrente dele (Gn 3.17; G1 3.13), serão, então, extinguidos, cumprindo-se plenamente o que está escrito em João 1.29.
6.6 Terá um governo e habitantes perfeitos (Ap 21.24-26). O seu governante é o próprio Deus na pessoa de seu amado Filho. Tudo será administrado com perfeição máxima. Os redimidos de todas as eras lá estarão. Ali, os patriarcas, profetas e apóstolos receberão elevadas distinções (Lc 13.28; Ap 21.14). As tribos de Israel serão igualmente honradas (Ap 21.12).


CONCLUSÃO
Vimos que uma das mais belas descrições do livro do Apocalipse foi a da “Nova Jerusalém” e dos “Novos Céus e Nova Terra”. Que possamos permanecer firmes até vinda do Senhor Jesus para que tenhamos acesso a essa Nova Cidade e a essa nova Terra futura que está preparada para os fiéis.




REFERÊNCIAS
Ø  LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  ZIBORDI, Ciro Sanches. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.

  


Por Rede Brasil de Comunicação.  

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