quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

LIÇÃO 03 – ESPERANDO A VOLTA DE JESUS






Mt 24.42-46



INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a definição da palavra esperança, analisaremos as bases bíblicas na perspectiva pré-tribulacionista para a iminente volta de Jesus, estudaremos quando se dará o Arrebatamento da Igreja. Pontuaremos que todos os hereges que marcaram a volta de Cristo, unanimemente se equivocaram, pontuaremos os fundamentos bíblicos para a promessa da volta de Jesus, e por fim, veremos como esperar esta promessa.


I. DEFINIÇÃO DA PALAVRA ESPERANÇA
1.1 Esperança.
O Aurélio define esperança como: “o ato ou efeito de esperar o que se deseja”, “expectativa”, “fé em conseguir o que se deseja” (FERREIRA, 2004, p. 808). Esperança é uma das virtudes cristãs, através da qual o crente é motivado a crer no impossível. É a certeza de receber as promessas feitas por Deus através de Cristo Jesus (Rm 15.13; Hb 11.1) e uma sólida confiança em Deus (Sl 33.21,22). O termo deriva-se do grego “elpis” e significa “expectativa favorável e confiante” (Rm 8.24,25). Já o verbo esperar significa: “ficar à espera de, aguardar, contar com a realização de uma coisa desejada ou prometida” (Ídem, 2004, p. 808).


II. BASES PRÉ-TRIBULACIONISTAS PARA VOLTA IMINENTE DE JESUS
Duas coisas trazem esperança na vida crente. A primeira é o Arrebatamento da Igreja (1Ts 4.18), e a segunda é a ressurreição do corpo (1Co 15.1-58). O pré-tribulacionismo é a doutrina segundo a qual Jesus virá arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação (ANDRADE, 2006, p. 304). Quando pensamos na vinda de Cristo é inevitável refletir sobre o Arrebatamento dos santos.

2.1 A Igreja não passará pela grande tribulação.
Quem ama a Palavra de Deus tem a certeza de que Cristo “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28). O arrebatamento poderá ocorrer a qualquer momento (Mt 24.36,42,43,44). Temos observado que a iminência da volta de Jesus constitui-se num dos principais sustentáculos de afirmação dentro do modelo pré-tribulacionista. De acordo com o dicionário a palavra “iminente” significa: "aquilo que está para vir; que ameaça acontecer brevemente; que está em via de efetivação imediata ou muito próxima" (FERREIRA, 1074, p. 808). No texto acima, Jesus deixa claro que o crente deve esperar pelo cumprimento de todos os sinais profetizados por Ele, os quais ocorrerão antes da sua volta. Quando Jesus prossegue e diz aos seus discípulos que era impossível saber o dia e a hora da sua volta e que eles deveriam vigiar porque não sabiam a que hora haveria de vir o Senhor. Nas Escrituras lemos a Doutrina da Vinda Iminente de Jesus Cristo à Sua Igreja nos seguintes textos Sagrados (1 Co 1.7; 16.22, Fp 3.20; 4.5, 1Ts 1.10; 4.15-18; 5. 6; 1Tm 6.14; Tt 2.13; Hb 9.28; Tg 5.7-9; 1Pd 1.13; Jd 21; Ap 3.11; 22.7;12,20; 22.17,20).

2.2 Cristo virá buscar seus fiéis, a Igreja, no arrebatamento.
Cristo tirará a Igreja antes da Grande Tribulação, pois esta tem como propósito encerrar o tempo dos gentios e preparar o povo de Israel para a restauração no milênio, governado por Cristo. Há um tratamento diferente entre dois povos: judeus e gentios, visto que são grupos distintos. Há um plano de Deus exclusivo tanto para Israel como para a Igreja, sendo que a Grande tribulação é um período onde Deus tem como objetivo tratar com Israel e não com a Igreja, que já teve o seu período de salvação na Dispensação da Graça. Neste caso, seria incoerente a Igreja passar pela Grande Tribulação devido esses propósitos, ou seja, o propósito da Grande Tribulação é preparar a conclusão do plano geral de Deus para a humanidade e não purificar ou testar a Igreja, mas, Israel (Rm 8.19-25; 1Co 1.7; Fl 4.5; Tt 2.13; Tg 5.9; Jd 21; 1Ts 4.18).


III. QUANDO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA?
Durante seu ministério na terra, Cristo fundou sua Igreja e deu-lhe uma promessa: Ele voltaria novamente para buscar aqueles que o receberam como Salvador e viveram de acordo com sua Palavra (1Ts 4.16-17; 1 Co 15.50-52). Ninguém sabe quando se dará este fato, só é possível saber que o evento é iminente, pois os sinais se identificam no decorrer da história. “Não vos pertence saber os tempos ou épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). Tentar estabelecer uma data para vinda de Cristo é perder tempo. “daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36).

3.1 Jesus em sua natureza humana não sabia quando voltaria (Mt 24.36,42; 25.13).
Ao se fazer homem, o Senhor Jesus aniquilou-se “esvaziou-se” a si mesmo; e, conquanto não tenha deixado de ser Deus (1 Tm 3.16; Cl 2.9), ele abriu mão de parte de seus atributos divinos e da glória que desfrutava junto ao Pai (Jo 1.14; 2 Co 8.9; Fp 2.5-8). Na Terra, Jesus sujeitou-se temporariamente às limitações humanas (Hb 2.14). E foi nessa condição temporária que Ele declarou não saber quando se daria o Arrebatamento (Mt 24.36; Jo 14.28). Com a vitória cabal alcançada na cruz (Jo 19.30) e a sua ressurreição, Jesus reassumiu a glória que tinha antes de o mundo existir (Jo 17.5). Não foi por acaso que declarou: “É me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28.18), pois de fato Ele é o Todo-Poderoso (Ap 1.8). Não há razão para acreditarmos que Ele tenha deixado de saber definitivamente o dia do Arrebatamento. Em Apocalipse, as suas convictas palavras indicam o seu pleno conhecimento sobre o assunto: “venho sem demora”; “presto venho”; “cedo venho” (Ap 3.11; 22.7,12).

3.2 Jesus prometeu que voltaria (Jo 14.3; Ap 22.20).
Os anjos corroboraram as suas palavras (At 1 9-11). Os profetas dos tempos do AT também anunciaram a Segunda Vinda, mesmo não tendo a devida compreensão acerca dela (Dn 7.13; Zc 14.4; Ml 3.2). E os escritores do NT fizeram o mesmo: Paulo (1 Co 15.51,52); Tiago (Tg 5.8); Pedro (2Pd 3.10); João (1Jo 2.28; 3.1-3); Judas (v. 14); e o desconhecido autor de Hebreus (Hb 9.28). Ademais, o testemunho da Ceia do Senhor, por Ele ordenada, é mais uma evidência de sua volta (1 Co 11.26). Não podemos estar desapercebidos, pois “fiel é o que prometeu” (Hb 10.23,37). E o fato de não sabermos quando Ele voltará (Mt 24.42-44) deve estimular-nos à vigilância (Mt 25.I-I3). Quanto a nós, além de não sabermos quando Jesus voltará, é-nos totalmente vedado fazer especulações (At 1.7; I Ts 5.1). “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13).


IV. FUNDAMENTOS BÍBLICOS PARA A PROMESSA DA VOLTA DE JESUS
Ao lermos a Bíblia vamos encontrar tanto no AT (Zc 14.3-4) como no NT (Tg 5.7; 1 Pe 1.7,13; 1Ts 4.13-18; Hb 9.28). No entanto, é no NT que esta doutrina é mais difundida e explicada. O próprio Senhor Jesus fez esta promessa (Jo 14.2-3), os anjos falaram acerca desta promessa (At 1.11) e os apóstolos escreveram acerca desta promessa. Vejamos:

ü  Será repentino "num abrir e fechar de olhos" (1Co 15.51,52). Isto significa que não haverá tempo para preparativos de última hora (Mt 25.6-10);
    ü  Será “em dia e hora que não sabemos” (Mt 24.36,44). Todos que se atreveram determinar o dia do Arrebatamento da igreja se decepcionaram. Esperaram e Cristo não veio! Portanto, melhor do que prever ou datar este dia, é estar preparado;
     ü  Será “como nos dias de Noé” (Mt 24.37-39). Ou seja, um dia como outro qualquer, em que as pessoas estarão em suas atividades normais: comendo, trabalhando, casando etc (Mt 24.40-42);
    ü  Será pessoal (At 1.11; Ap 22.12). Assim como em um casamento, Cristo virá pessoalmente buscar a sua noiva;
     ü  Será em duas fases. A Segunda Vinda de Cristo dar-se-á em duas fases distintas, uma antes, e outra depois da Grande Tribulação. A primeira fase é o Arrebatamento da Igreja (1Co 15.52; 1Ts 4.16,17). A segunda fase da vinda de Cristo será sua descida sobre o Monte das Oliveiras, juntamente com a igreja, para livrar Israel das garras do Anticristo (Zc 14.4; Mt 24.30; Ap 1.7; 19.11-21; 20.1-6).


VI. COMO ESPERAR A VINDA DE JESUS
A esperança de todos os que obedecem a Deus, que acreditam sem reservas na Sua existência e no Seu poder, está na vinda do Senhor Jesus (1Ts 4.16,17). As Escrituras descrevem, não apenas a promessa, mas também nos ensina como devemos esperar esta promessa. Vejamos:

ü  Devemos esperar com vigilância. Diversas parábolas foram proferidas pelo Senhor Jesus, com o intuito de nos ensinar acerca da vigilância (Mt 24.32,33; Mt 25.1-13; Mt 24.45-47; Mt 24.37-39; Mt 24.43,44; Lc 12.39,40; 1Ts 5.2,3; 2Pd 3.10; Ap 3.3). O ladrão não avisa a hora da noite em que vai arrombar a nossa porta e roubar a nossa casa, do mesmo modo o Senhor Jesus não vai avisar a hora em que virá buscar Seu povo. Então, Ele pede que vigiemos para não sermos pegos de surpresa.
     ü  Devemos esperar com santidade. Somente aqueles que estiverem vigilantes e em santidade poderão desfrutar das bênçãos advindas da Segunda Vinda de Cristo (1Ts 5.23; Hb 12.14; 1Jo 3.3).
      ü  Devemos esperar em alerta. “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.27). Isto significa que ninguém terá tempo extra para se preparar. Devemos vigiar. Jesus falou que este episódio seria semelhante aos dias de Noé (Mt 24.36-44) Jesus contou algumas parábolas sobre sua volta (Mt 24.45-51; Mt 25.1-13; Ef 4.30).
       ü  Devemos esperar evangelizando. “Bem-aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Lc 12.43). “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (Jo 4.35).


CONCLUSÃO
Diante dessa gloriosa promessa, devemos estar vigilantes, vivendo em santidade, esperando este dia em que estaremos definitivamente livres de todo sofrimento e estaremos para sempre com o Senhor. Que fiquemos com as palavras do apóstolo Paulo: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem sua vinda” (2 Tm 4.9).



REFERÊNCIAS
Ø  ICE, Thomas. Profecias de A a Z. ACTUAL.
Ø  LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD.
Ø  LIETH, Nobert. O Sermão Profético de Jesus. ACTUAL.
Ø  RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas. CPAD.
Ø  STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Ø  ZIBORDI, Ciro Sanches. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD. 


Por Rede Brasil de Comunicação.


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